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quinta-feira, 31 de março 2005
Fenomenologia da Fumaça - Semana 7

(frase da semana, H.L. Mencken: I never smoked a cigarette until I was nine)
São 45 dias desde que parei de fumar.
Não posso começar esta sétima semana da fenomenologia falando de Svevo e do cigarro como metáfora da evanescência, ou da relação entre masculinidade e cigarro em Hollywood , sem mencionar um fato, que se desdobra em duas notícias: uma péssima e uma ótima.
A péssima notícia é que no último sábado, em meio a uma embriaguez que foi de única e exclusiva responsabilidade de uma certa advogada de olhos azuis que, no bar, comigo, torcia pelos vitoriosos Tar Heels da Universidade da Carolina do Norte nas semifinais do basquete universitário deste ano, eu fumei dois cigarros.
Isso foi só o começo do pecado.
Mas foi a única parte que me fez, no outro dia de manhã, sentir-me como um reles fracassado membro desta pobre raça de seres da periferia da via láctea. Desmoronei de tanto vomitar e passar mal, além de, pela primeira vez na vida, ter uma garganta inflamada não por infecção ou gripe mas por uma sujeirada cigárrica. Essa é a má notícia.
A absurdamente alegre notícia é: a fumada não provocou sensação de realização de nenhum desejo assim tão transcedental. De tarde, depois dos vômitos e do almoço, eu já estava bem, sem vontade de fumar e recuperado do piripaco que o cigarro produziu em meu organismo (com a exceção da minha garganta, que gastou mais 24 horas para sarar). Vão lá seis dias sem vontade de ir atrás de cigarros.
A partir dessa experiência não há como não notar uma diferença: em todas as minhas anteriores paradas, o cigarro que acontecia no bar era encarado como uma recaída. Daí em diante era a dialética do Svevo: acreditar que você está fumando um cigarro de livre e espontânea vontade é só uma desculpa para você acender o próximo. É aquela maravilhosa frase de Jim Jarmush (traduzo): A beleza da coisa é que, agora que eu parei, eu posso fumar um cigarro porque, afinal de contas, eu parei. Quando você cai na sedução desta frase, você já voltou a fumar.
Por isso o Biscoito se mantém alerta, não comemora nada, continua lendo Svevo, está tranqüilo e muito otimista com os últimos dias. Os planos para as próximas semanas da fenomenologia da fumaça são:
1) Uma análise do porquê de a Consciência de Zeno ser o cume do romance vanguardista. A hipótese é: a fumaça é a perfeita metáfora para aquilo que os modernistas buscam, ou seja, uma imagem que represente o efêmero, o evanescente.
2) Uma análise do lugar contraditório e absurdo do cigarro no existencialismo. Ao mesmo tempo em que, em O Ser e o Nada, Jean-Paul Sartre usa e abusa da metáfora da “fumaça” para descrever aquilo que não tem importância, que não tem concretude, que não tem realidade, que se dissolve, ele escreve todo o raio do livro fumando um cigarro atrás do outro. Ou seja, incoerentemente teoriza o inessencial-qua-fumaça enquanto a fumaça de seus cigarros confere ao livro seu alicerce mais essencial.
3) Uma análise da relação entre o cigarro e a morte do pai na cultura moderna.
4) Uma análise da relação entre o cigarro, a independência da mulher e a figura da femme fatale na cultura do século XX.
5) Uma análise da relação entre o cigarro, o pau e o falo na cultura inagurada por Freud (entendendo-se, claro, que no freudismo pau e falo não são a mesma coisa).
6) Uma crítica do discurso religioso, catequisador, californiano sobre a saúde, que pode parecer, meus amigos ex-fumantes, ser um discurso aliado neste momento, mas não o é, como o mostra este livro.
Em outras palavras: o blogueiro vai bem. Fumou dois cigarros na celebração esportiva, mas está otimista. Mas toda vigilância é pouca. Os próximos dois meses, de transição de New Orleans a Belo Horizonte, serão decisivos. Ainda não ouso, depois de 45 dias, enunciar a frase Parei de fumar. Poderei algum dia?
Escrito por Idelber às 22:15 | link para este post
| Comentários (32)
#1
Acho que o hábito de fumar é causado por um mix de dependência química que a nicotina produz no indivíduo, de problemas na fase oral que o obrigam a ficar com alguma coisa na boca o tempo todo, e da parcela autodestrutiva existente em cada um de nós.
É duro! Mas um dia todos param, nem que seja na UTI.
Iraldo em abril 1, 2005 4:25 AM
#2
Bom dia, Idelber: dentro de sua Fenomenologia da Fumaça, ressalto a contagem dos dias. Sempre é assim: conta-se hora a hora, dia a dia. É menos doloroso e a sensação de vitória sobre a dependência é renovada constantemente. Estou acompanhando. Acho que o fato de vc ter fumado 2 cigarros e "passado mal" é também uma notícia boa, pois demonstra que seu organismo já está desintoxicado e já rejeita a fumaça (nicotina). Os links, professor, são "o que há" em seu post.
Cláudio Costa em abril 1, 2005 4:26 AM
#3
Quando eu tinha cerca de 12 anos, minha mãe, ao perceber que estávamos fumando escondido, autorizou que nós fumássemos às claras. Cheguei a fumar mais um tempinho, porém, parei logo depois e não fumo até hoje.
Não creio que minha mãe tenha feito o que fez de modo "educativo", talvez ela não visse realmente mal nenhum em fumar (minha irmã fuma até hoje), entretanto acho que para mim isto funcionou como um não-tem-graça-fumar-se-não-for-escondido naquela época.
Ulissess Crasso em abril 1, 2005 5:07 AM
#4
Você está de parabéns, sim! Cada dia sem fumar é digno de comemoração. Mesmo tendo uma breve recaída, mostrou que não está mais dependente.
Viva em abril 1, 2005 5:10 AM
#5
Mineirin... olha, não se desespere não porque a coisa é assim mesmo. Já parei de fumar umas não-sei-quantas-vezes e sempre volto nessa de festinhas, fossas, crises e sabe-se lá o que mais. Me sinto péssima e meu bolso também!
Dessa última vez (sinto a mais definitiva de todas) decidi nem chegar mais perto de quem tá fumando em festa...xô pra lá! Parece que tá dando certo: 1 ano e 4 meses sem colocar uma bituquinha na boca!!!
Não é facil não, mas fale a pena!!
Ines em abril 1, 2005 6:41 AM
#6
Força, Idelber! Não se deixe cair em tentação nas comemorações pela volta ao Brasil!
E parabéns pelos 45 dias.
Beijos
Alline em abril 1, 2005 6:52 AM
#7
Idelber, posso ter algum talento para as letras, mas vocação, mesmo, tenho é para o vício. Não bebo há dez anos. Prova de autodeterminação? De jeito nenhum, velho. É que eu simplesmente bebi tudo que podia até os 35. Assim foi com o cigarro, cujos excessos já traçaram meu itinerário até o buracão. Depende de mim.
Por que isso tudo? Por causa das comemorações que o levaram aos dois cigarros. Em que pese a advogada de olhos azuis (aí é covardia, irmão), o fato é que você brincou com fogo. Convenhamos: esportes, bar e mulher? Nesta fase de briga diária com o cigarro, talvez seja melhor você adotar uma postura mais... monacal, recatada. Comporte-se como um bispo. Isso vai lhe permitir vislumbrar prazeres futuros. Afinal os bispos têm sempre um pé no delito.
Grande abraço.
Artemus em abril 1, 2005 6:57 AM
#8
Força, coragem, só por hoje... você consegue!
Depois de ler isso tudo eu preciso de um trago... mas eu sou fraca... rs
Beijos!
Tata em abril 1, 2005 7:06 AM
#9
Eu fumo cachimbo há um tempo, mas é muito mais terapeutico do que vicio, tanto que tenho a assustadora média de um cachimbo a cada mês ou dois...
Mas acho q aqui não é lugar de falar de mim né? Então, lhe desejo os parabéns e fico na torcida para que possas pronunciar a frase mágica.
Bora adiante!
John Coffey em abril 1, 2005 9:28 AM
#10
Idelber: Quero te agradecer novamente e publicamente por ter assumido a chefia do departamento de espanhol e português da Tulane University a partir de julho 2005! Tenho certeza que você será um grande líder intelectual e administrativo nos próximos três anos. PARABENS!!!! Com um abraço do Chris
Christopher em abril 1, 2005 9:41 AM
#11
Idelber, isso acontece. Concentre-se de novo e espere o tempo passar. Esteja preparado para essas "situações gatilho" e lembre-se que a vontade passa, fumando ou não.
Mas não se espante se a vontade aumentar.
É normal que isso aconteça. O álcool é um dos mais potentes "diluidores" de nicotina, o que
explica tamanha vontade, que na verdade é uma
necessidade de reposição do que está sendo eliminado.
Enfim, continue na luta e não desanime!
Umberto em abril 1, 2005 10:12 AM
#12
45 dias é uma eternidade, só quem convive(u) com a fumaça sabe disso. Parabéns! Um dia, eu chego lá!
:)
Claudia em abril 1, 2005 10:12 AM
#13
Da série "boiei": por que a foto do rosto na fumaça no World Trade Center? Bjs,
Leila em abril 1, 2005 10:23 AM
#14
Minha experiência confirma que, se queremos parar, devemos confrontar outras questões além da chamada dependência química e psíquica, e que o ato de fumar está profundamente arraigado na nossa cultura e na personalidade de quem fuma.
Sendo assim, se o argumento da busca pela saúde é insuficiente, se "cigarros são sublimes", se eles oferecem uma janela ao mistério da morte e da eternidade, restará alguma esperança aos pobres mortais que ainda não receberam alta do psicanalista, visto que compreender de fato "a dança encantada entre o cigarro, o fumante e o mundo" parece uma meta que só as mentes mais iluminadas podem aspirar?
Tabac em abril 1, 2005 10:30 AM
#15
nem eu depois de dois anos tenho coragem de falar!
mas fica-frio: os outros falarão por ti.
vou OFF-postar aqui um comentário para fazer uma pergunta que já fiz na sheila e no inagaki. responde rápido:
- qual a comida quentinha que a mocinha do selo do decalogo tem nas mãos?
lucia carvalho em abril 1, 2005 10:43 AM
#16
mas o FREUD relativizou toda PSICANÁLISE com a maravilhosa frase ÀS VEZES UM CHARUTO É SÓ UM CHARUTO, vai dizer?
Luiz Biajoni em abril 1, 2005 12:28 PM
#17
Não sei não, Lúcia... Teríamos que perguntar ao Nemo. Biscoito, suponho? Cookies? Pizza?
Leila querida, a imagem foi só algo que encontrei no Google, achei impactante, nenhuma "mensagem" especial não (a não ser a que cada um queira encontrar....)
Registremos que Christopher Dunn enlouqueceu publicamente aqui no blog, nomeando-me chefe do departamento, achando que me pegaria com um 1o de abril desses :)
Quem chega pela primeira vez: Abraços ao Ulisses e à Ines, em cujos blogs já passeei. As visitas de Artemus, Tabac e do leitor Umberto são sempre muito estimulantes nos posts sobre a fumaça. Queria também registrar a visita de uma escritora que admiro muito, Claudia Letti. Bem-vinda, Afrodite sumida! É Iraldo, a coisa oral é foda, não é? Tem que ter substitutos orais, sem dúvida. Dr. Cláudio, obrigado por confirmar que, pelo que parece, a dependência química já acabou, não é? Viva, muito obrigado pelos elogios que anda lançando por aí, viu? Obrigado, Alline, e estamos preparando uma blindagem especial para a chegada ao Brasil. John, fique à vontade para falar de você aqui neste auto-referencialíssimo blog quanto quiser! A página estica!! Um beijo, Tata, adorei o post de hoje no Kit, depois vou comentar com calma. Beijos e abraços aos melhores leitores do mundo.
Idelber em abril 1, 2005 12:32 PM
#18
a) cuidado com essa mulé !
b) peraí, em 9/11 então era só você fumando ??
c) modernismo & evanescência ?? Você já conversou sobre isso com o Nyemeier ? Quem dera a Esplanada fosse evanescente.
d) fenomenologia da fumaça é um bom título, mas me lembra outro tipo de combustão vegetal.
abçs !
smart shade of blue em abril 1, 2005 1:21 PM
#19
Pois é, Smart, esse é o problema de Brasília: mantiveram o modernismo, a utopia racionalista, o funcionalismo, e tal, mas eliminaram a evanescência! Niemeyer é Corbusier menos Svevo. Aí fica foda, tira a alma da cidade. Bia, bem lembrada a frase!
Idelber em abril 1, 2005 1:51 PM
#20
Eu avisei que a tal advogada nao era boa coisa :-) Guenta firme, quem chegou a 45 dias é capaz de parar para sempre, é claro que ficar longe de bares fumacentos vai ajudar no começo, mas o importante agora é nao desistir. Beijos e bom final de semana.
Ana Lucia em abril 1, 2005 1:57 PM
#21
Idelber, a notícia é mesmo absurdamente alegre. Fiquei feliz por você. Olha, pelos próximos textos da Fenomenologia da Fumaça. E achei ess seu texto muito bonito. Beijos.
Mônica em abril 1, 2005 2:19 PM
#22
Ih, deu errado o comentário. Pelos próximos textos eu estou é na expectativa. ;)
Mônica em abril 1, 2005 2:20 PM
#23
Tudo bem, tudo bem, vc poderia ter fumado esses doiscigarrinhos. Eu deixo. Vamos dizer que foi como uma despedida, ok? Mas, como despedida, agora tem que ser definitivo. Ok?
Brincadeiras à parte, vc não deveria ficar triste mesmo por ter fumado esses dois cigarros é muito incomum uma pessoa parar de fumar de repente, não ter recaídas; ainda bem que vc encontrou um lado bom dessa sua recaída.
Enfim, só queria dizer que continuo torcendo - e acreditando - em vc.
Abraço!
Túlio em abril 1, 2005 2:38 PM
#24
Humn, uma foto das torres gemeas enquanto foram atacadas , uma menção a Brasilia >>> ( Brainstorming) : resultado : Torres do congresso, o ultimo voo da corrupta vasp sobre o ceu de brasilia com neimeyer a bordo junto a um " nativo" de foz de iguaçu , esse muito puto por não ter conseguido a nacionalidade brasileira. O brimo decide que melhor se vingar dos congresistas do que voltar ao pais dele e acaba fazendo justiça. Adeus neimeyer, adeus vasp. Brasilia, não importando como ficariam os escombros dos predios seria uma cidade menos feia.
Se ao menos meus impostos pagassem por cenas como estas eu não reclamaria tanto.
Alexandre em abril 1, 2005 2:50 PM
#25
Psiu...ta linda sua nova "house", hein? Merecido! E os comentarios estao bombando. Esse lance da xicara fumegando foi super bem sacado. Ah noticinha triste: ontem fumei 3 cigarros. Desde que perguntei a voc sobre o lance de pedir cigarro "emprestado" e mesma amparada pela lei da etica universal nao criei coragem pra filar e comprei meu primeiro e espero que ultimo box em terras de Tio Sam. Depois de quase 4 meses sem provar nicotina/alcatrao,nao senti quase nada fisico, so uma sensacao esquisita e muita culpa. Engracado que desde que te visito e acompanho seu exercicio de abandono do vicio, me deu uma aticada. O meu caso eh de filha/morte da mae. Ha dois anos perdi minha mae linda aos 47 anos de idade, num domingo de Pascoa. Claro que ela tinha problemas neurologicos que a faziam consumir mais do que o devido (se eh que no caso de cigarros existe cota segura...rs...), mas enfim. Ainda bem que me aventurei no "mundo de Malboro" apos a adolescencia, com pulmoezinhos formados, mas ate ai beleza, ne? Winston C. fumava e bebia em volume industrial e durou anos a fio.
Ah, bom o lance interessante eh que fumei com um bando de homens do saco, como carinhosamente me refiro aos velhinhos simpaticos e sem teto. Sabia que tinha um ex-combatente de guerra do Vietna? A cara do Donald Sutherland. Educado, antenado, de maneiras francesas, roupa safari. Conversamos sobre John Kennedy, Marlon Brandon, Frank Sinatra, etc... Um arraso. So me deu medo quando ele candidamente disse que nao matava mais ninguem e ficou descrevendo repetitivamente o que havia feito no front. Experiencia unica, mas apesar de hoje pela manha ter filado o primeiro cigarro de uma conhecida (depois de tanto ensaio), resolvi arquivar Vietna e fumacas famigeradas.
Grande beijo!!!
PS: advogadas nao sao perigosas...mulheres sao...no geral, ne? Tem umas que eh so dar colinho/leitinho que ficam mansinhas, mansinhas.
Leitora/Fa em abril 1, 2005 3:27 PM
#26
Acho que você já não fumava muito para em 45 dias acabar com a dependência química. Sou ex-muito fumante e larguei o vício tomando água. Toda vez que sentia vontade de fumar, tomava muiiita água e os dois não combinavam, ficava enjoada. Já se passaram 11 anos e sinceramente, não sei como fui capaz de um dia colocar um cigarro na boca. Ex-fumante torna-se um chato de implicante com os fumantes. Algumas pessoas substituem um vício pelo outro, ou um tique nervoso pelo outro...a dependência psiquica é a pior. Eu, por exemplo, gostava muito do ritual que implicava acender um cigarro, do que do cigarro propriamente dito. O último cigarro do dia era o melhor, eu e meu cigarro. Algumas situações fazem você pensar automaticamente em acender o cigarro; depois do café, quando está tomando um drink, quando entra no carro...Ah, eu consegui! Porque você não? Ótimo fim de semana pra você! Luma
Luma em abril 1, 2005 5:16 PM
#27
Melhor é nào enunciar a bendita frase por enquanto. No meu outro blog http://letracine.blogger.com.br
acabo de postar sobre seu livro "Alegorias da Derrota" o qual estarei lendo dentro de 7 dias.
abraços de uma ex e atual fumante (comedida)
Tânia Barros em abril 1, 2005 6:01 PM
#28
Rapaz, se você colocou o assunto em pauta é porque quer saber mais: Eu comecei a fumar aos 12 anos, escondido. Aos quatorze entrei para uma escola onde não podia fumar. Discretamente, a meu pedido, minha mãe me levava dois cigarros, constrangidamente, quando ia me visitar, uma vez por semana. Aos 24 anos, com uma tosse muito esquesita, parei de fumar sem mais nem menos. E olha que eu tinha outros costumes: beber, jogar baralho, cabarés,.... Hoje, afortundamente faço o que quero do meu dia-a-dia. Todos nós podemos fazer isso. Você, pelo que leio seu, pode muito mais ainda. Um abraço.
elifas
elifas em abril 1, 2005 6:57 PM
#29
Só pra comentar duas afinidades entres nós:
1 - A Consciência de Zeno é, sem dúvida, um dos 3 melhores livros que li na vida. Não canso de relê-lo.
2 - Estou sem fumar há dez anos, 2 meses e 7 dias. E por mais 24 horas.
Beijos e força aí.
christiana em abril 1, 2005 8:42 PM
#30
Eu diria que você está em boa companhia. O Fernando Sabino disse, certa vez, uma frase que eu usei com freqüência: "Parar de fumar é fácil. Eu mesmo já parei umas quinhentas vezes."
Ciao
Allan em abril 1, 2005 10:13 PM
#31
hehehe, na realidade, Allan, essa frase, repetida mil vezes em várias línguas antes de Fernando Sabino, foi cometida pela primeira vez por Mark Twain. A frase original é: To cease smoking is the easiest thing I ever did. I ought to know because I've done it a thousand times. Grande abraço a todos,
Idelber em abril 2, 2005 1:47 AM
#32
Aeh, meu irmão...se liga, veio! Não existe uma de dar uma tragada, cigarrinho ou meio...tira esta fumaça de sua cabeça! É muito perigoso você voltar a fumar, e fumar mais ainda que antes...
Bom, tenho visto muitos blogs em que este risco não levou a pessoa a fumar...
no mais, parabéns pelo seu Blog...muito fera!
Sandro em abril 6, 2005 2:22 PM