« O Brasil Pós-Grafite, Racismo e Cotas ::
Pag. Principal
:: Resenha: Friedrich Nietzsche, O Anti-Cristo (1888) »
terça-feira, 19 de abril 2005
Blogueiro convidado: Luiz Biajoni
Hoje o Biscoito vai ser ocupado pelo maior blogueiro sem blog do mundo. Com vocês, Bia Jones.
(confira também a participação do Biajoni no Kit Básico da Mulher Moderna)
MINHA CIDADE NUMA CANÇÃO DE VIC CHESNUTT
Luiz Biajoni
A primeira vez que ouvi falar em Vic Chesnutt foi na revista Showbizz. Interessou e encomendei o CD em uma loja de Americana (SP), onde moro - era a pré-história da internet. Voltava para casa depois do trampo, com uma dor de barriga daquelas. Sonhava com um banheiro. O celular tocou e era o cara da loja, dizendo que o disco tinha chegado. A loja estava pra fechar: tinha que decidir entre agüentar um pouco e pegar o disco ou deixar para o dia seguinte. A curiosidade falou mais alto, e passei na loja. Estava verde.
Voei para casa, rasgando o celofane com os dentes. Entrei, liguei o aparelho, coloquei o disco, play, fui tirando a roupa para o banheiro, o digipack na mão... Vic iniciou "Sleeping Man", primeira faixa de "Drunk" - e eu me aliviando...
Foi tipo uma "experiência mística", manja? De cara, gostei. As próximas músicas não me chamaram muito a atenção... Mas a seqüência das faixas 5 a 7 me impressionou demais. São as faixas que mais gosto nesse disco, especialmente "Gluefoot" que passa a angústia, de forma quase telegráfica, de alguém em uma cadeira de rodas. E aqui tenho que falar um pouco sobre Chesnutt.
Ele tocava em bares em Athens, mesma cidade do pessoal do REM. Numa noite sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico - e com outras seqüelas. A recuperação foi lenta e depois de um longo tempo voltou a cantar. Foi aí que Michael Stipe conheceu e se interessou pela poesia do rapaz - vindo a produzir seu primeiro disco, "Little", gravado em 88 e lançado dois anos depois, quase todo apenas com Vic nos violões. Tristíssimo.
Em 92 o mesmo Stipe deu uma força e fizeram "West of Rome", um disco lindo, maravilhoso do começo ao fim, de uma sensibilidade única tanto nos econômicos arranjos como nas letras enigmáticas, poéticas, de imagens dignas de um Dylan. Comparado com este "West of Rome", "Drunk" (que é de 1993) parece um disco ingênuo, feito às pressas. Claro que a "mão" de Stipe deve ter influenciado bastante.
Bem, foi "Drunk" quem me despertou para esse bêbado louco numa cadeira de rodas e eu passei a comprar seus discos por causa DELE. O ano era 95 e saiu "Is The Actor Happy?". Pensei que seria uma continuação de "Drunk", mais lamentações pelo acidente, mais impossibilidade de amor, mais lirismo pop para curar feridas. Bom, tem tudo isso... Mas é um disco forte, de rock, com uma BANDA; muitas guitarras e letras bem mais trabalhadas. "Sad Peter Pan", "Free of Hope" e "Thailand" se destacam... Mas a música que ouvi por muito, muito tempo e se transformou num hino para mim foi "Onion Soup" - um derramar de frases soltas, extremamente bem costuradas, com muito humor e violões rasgados pra lá e pra cá.
Pois bem. Todos os discos de Vic até então traziam um endereço para correspondência. Um dia fiquei pensando se o compositor podia IMAGINAR ter um fã no Brasil. E escrevi para ele. Nem lembro o que escrevi, com meu parco inglês. Foi algo escrito a mão e começava com "I live in a little town called Americana, Brazil"... Nunca recebi resposta. Não no sentido convencional.
Passado um tempo, fico sabendo que Chesnutt é o novo contratado da Capitol Records. Dá aquela alegria triste de fã: era um cara que quase só eu conhecia e agora todo mundo ia conhecer, ele ia aparecer em programas de TV, ia exibir sua cadeira de rodas, iam explorar o sujeito e talvez ele até ganhasse alguns prêmios... E talvez deixe de fazer a grande arte que faz. O disco saiu, "About to Choke" e eu comprei. Tem um texto de Vic na contracapa: "This album is dedicated to all the good folks that sent me letters and never got a single response..." Ora, ora, pensei. Mas meus pêlos ouriçaram em um verso da segunda música, "New Town". Eis a tradução livre da canção, na íntegra, cortesia de Giul Francischângelis:
Cidade nova cheira a serragem
Cidade Nova, pulsam as multidões
Os gatinhos da cidade nova descobrem que pássaros arranham o chão
E até mesmo as mais solitárias velhas senhoras recebem convites sociais
Onde jantam e falam sobre seus salvadores
E o esforço da população simples para o desenvolvimento
Faz eleger um prefeito sorridente
Cidade nova, Americana (!!!)
Cidade nova, polícia inexperiente
Cidade nova, indústrias são requisitadas para empregar os moradores locais
E um bebê muito pequenino desenha um belo e limpo suspiro
Por cima do ombro de sua mãe sorridente
Ele está olhando atentamente para as maravilhas do mundo
Que se espalham até onde sua visão consegue alcançar
Mas ele irá parar de olhar quando ficar mais velho
Imagine meu susto ao ver o nome "Americana" na música! O que fiquei pensando é que Vic provavelmente tivesse reunido algumas das cartas de fãs e tivesse construído um "disco-resposta" - um caso único na história da música. Mas não sabemos se foi assim mesmo...
De qualquer maneira, essa foi a minha contribuição para o cancioneiro americano. ;>)
--------------------------------------------
"Sweet Relief" é o nome de uma fundação que grava discos e promove eventos em favor de músicos com problemas de saúde e sem condições financeiras para tratamentos. Em 96 a entidade reuniu músicos-fãs de Chesnutt para a gravação de um tributo em conjunto com a Sony. O objetivo era levantar uma grana para Chesnutt, que estava com a saúde debilitada.
Garbage, REM, Soul Asylum, Smashing Pumpkins, Sparklehorse, Índigo Girls, Cracker e Madonna são apenas alguns dos nomes que fizeram versões maravilhosas de canções de Vic.
Depois desse, comprei apenas "Merriment", disco feito com um casal de amigos, os Keneipp. Fraco, é um álbum quase alegre. Alegria não combina com o sujeito.
Sei que foi lançada uma coletânea de lados B ou algo assim, logo depois. E me espantei com a cara de um Vic barbeado, asseado, na capa de "Silver Lake", disco que esteve em todas as listas de melhores do ano em 2003. Desanimei de comprar. Mas um pouco foi por estar com as atenções em outras direções e por faltar dinheiro mesmo.
Cultura custa, enfim.
(Para neófitos que possam se interessar, recomendo essa maravilha, parceria de Vic com o Lambchop. É o disco que está na minha lista da Amazon.)
Escrito por Idelber às 00:00 | link para este post
| Comentários (38)
#1
Ei cara, que história é essa? Quero meus créditos por ter tirado o PrintScreen da imagem, po! Seu mal educado!!! Tô de mal, nunca mais aceitarei seu SEXO ANAL. E tenho dito.
Roberta Febran em abril 18, 2005 9:49 PM
Inagaki em abril 18, 2005 9:50 PM
#3
Caramba... Eu também ficaria arrepiada com essa Americana aí. Claro que eu não conheço esse cara, mas vou baixar as músicas. Agora, vem cá: barra a história dele, hein? Bom, lá vai meu ouvido passear em coisa que é nova pra mim. Beijão. :)
Mônica em abril 18, 2005 9:55 PM
#4
Outra: Bia, faça um blog!
Mônica em abril 18, 2005 9:55 PM
#5
Ah é, esqueci...
BIA, faça um BLOG!!!
Roberta Febran em abril 18, 2005 10:38 PM
#6
Americana não é aquela cidade que foi fundada por confederados dos estados sulistas dos estados unidos que immigraram ao bradil depois da guerra civil americana? Lembro ter lido que no inicio não podiam usar o cemiterio da cidade por serem protestantes ja que ali so podiam ser enterados catolicos e que Rita Lee Jones, a cantora Rita Lee, é descendente desses confederados.
De repente o conexão com um musico de athens, georgia ja vem no sangue.
Alexandre em abril 18, 2005 11:05 PM
#7
é isso mesmo, alexandre. e aqui tem uma festa anual no cemitério dos confederados - é um lance bem legal! a família da rita lee é daqui, os lee-jones (mas eu não faço parte da estirpe). hehehe.
...
obrigado aos louquets aí pelos comentários!
Biajoni em abril 18, 2005 11:12 PM
#8
Bia, não vou falar que o post tá ótimo porque isso todo mundo já sabe, né? Vou fazer coro: FAZ UM BLOG, LUIZ BIAJONI!!!
Guto em abril 18, 2005 11:37 PM
#9
Humn, festa de confederados num cemiterio. Tai uma ideia para o nome de uma banda. The Gothic Rednecks.
Não uso o termo "redneck" de uma forma pejorativa. Alias tenho tendencias redneckianas em relação a vicios e alimentação. Se vc achar um revendedor de tabaco de mascar ai favor me avise.
Alexandre em abril 18, 2005 11:42 PM
#10
História incrível, Bia.
Vixe, fui ver no Allmusic.com e os discos do cara (TODOS) têm um monte de estrelinhas de cotação. Já foi pra minha lista também... no caso, a do eMule :-)
Saiu um disco esse ano, Ghetto Bells, também muito festejado pela crítica. Já estou baixando.
Marcus Pessoa em abril 19, 2005 2:01 AM
#11
Putz, fiquei com ciúmes! O negócio aqui está mais animado do que costuma ser com o blogueiro titular! Parabéns, Bia, pela linda história e muito obrigado por ocupar este espaço.
E confesso que eu não tinha nem idéia dessa história da cidade de Americana.
Abração, do aeroporto de Albany, que fica dez quilômetros depois dos cafundós. Valeu.
Ah, e faça um blog!
Idelber em abril 19, 2005 6:31 AM
#12
Gente, tô me sentindo uma ignorante com esse monte de músicas e personalidades de quem jamais ouvi falar :)
Apesar de mim o post está ótimo :)
Daniela em abril 19, 2005 7:20 AM
#13
Chê, que história excelente! O mais legal é que até a metade eu achei que vinha ficção. Oh!
E sim, faça um blog, pô. Liga pra Verbeat que parece que vagou um terreninho de frente para a fábrica de courinhos mastigáveis para cachorros.
tiagón em abril 19, 2005 7:40 AM
#14
Em 1º lugar: Bia, faça um blog!
Em 2º, adorei saber dessa estória. Acho que a música tem a ver com a sua carta mesmo. Não conhecia este músico, vou baixar. Também não conhecia a estória do cemitério de Americana. O Biscoito é sempre cultura!
Em 3º, Idelber, ótima idéia de convidar o Bia.
Viva em abril 19, 2005 9:12 AM
#15
Prof. to ficando viciada nos "comments" inteligentes da Daniela, Leila e Ana Lucia!Parabens pelos temas escolhidos recentemente e por mediar com maestria a conducao de tao produtivo debate (cotas/racismo/Grafite). Fiquei com o queixo batendo na cintura em relacao a contribuicao impar de nossa doce Daniela. So fiquei em duvida no lance dela ser parada sempre pelo guardinha do shopping quando esta trajando malhas de ginastica. Acho que o pega ali na "otoridade" nao eh bem racismo nao...o que o sr. acha?
Beijao!
Leitora/Fa em abril 19, 2005 9:32 AM
#16
Nossa, que estoria linda, hein Bia? Vai dizer? O post desse que eh sem sombra de duvidas o maior blogless dos tropicos me arrancou duas lagrimas honestissimas. Prof. realmente os melhores homens (e mulheres) do nosso pais comentam aqui!
Parabens!
Leitora/Fa em abril 19, 2005 9:44 AM
#17
Ahahaha, tô com a Daniela, totalmente por fora...Também, "apesar de mim, o post tá ótimo" !
Abraços
Fefê em abril 19, 2005 10:22 AM
#18
Isso é mais que um post, é uma crônica... O desenho tá uma graça também.
Leila em abril 19, 2005 10:24 AM
#19
Muito poética a passagem, ou melhor, ida ao banheiro...rs. Adoro viajar ouvindo Indigo Girls, mas desculpe a ignorância, nunca ouvi falar de Vic Chesnutt. E dou todo apoio para a criação do novo blog. Beijus para todos! Luma
Luma em abril 19, 2005 11:31 AM
#20
Esqueci de falar que, além do texto estar um arraso de bom (pra variar) o desenho que você fez (gente, ele fez usando o mouse, no MSN!) é tudo.
Mônica em abril 19, 2005 11:59 AM
Ricardo Antunes da Costa em abril 19, 2005 12:19 PM
Helena P em abril 19, 2005 1:03 PM
#23
obrigado a todos pelos comentários.... vcs são lindos... quanto ao blog, parece que rafael galvão está providenciando. hehehe. mas a gente nbão deve nunca apressar um BAIANO, vai dizer?
;>)
apesar de vic não estar mais na MERDA, os mais afortunados financeiramente podem comprar os discos ao invés de baixar, vai dizer?
;>)
outra coisa. acho muito, muito chatos MESMO essas reedições dos discos (não só do vic, de todo mundo!) com bônus tracks! porra, comprei o disco original... e agora, como faço para ter os bônus? tenho que comprar de novo? ISSO sim é sacanagem!
;>)
não se pode incentivar MALUCOS como eu!
;>*
Biajoni em abril 19, 2005 1:12 PM
#24
Bia, essa de apressar baiano foi otima! E so avisando que estou ha alguns dias recorrendo a expressao de sua autoria "Vai dizer?" que pra mim tem tudo haver sempre! Pode? Porque vamos combinar que "Vai dizer" eh o novo "ne". Diz ai...rs...
Beijao!
PS: cade o professor? Saiu? Se saiu quem ta comando a bagunca?
Leitora/Fa em abril 19, 2005 1:30 PM
#25
Muito interessante essa experiência estético-escatológica, o alívio e o prazer harmonicamente arranjados - ou desarranjados! ;o)
Também vibrei e fiquei orgulhosa pelo verso dedicado a você. Sim, eu acredito nisso, no desejo de responder poeticamente aos ouvintes remotos, que de alguma forma tocaram sua sensibilidade. Fiquei super a fim de escutar o cara, de quem reconheço, em minha ignorância, nunca ter ouvido falar.
E, quando fixar residência, avise, viu? Aposto como você deve ter outras boas histórias pra contar.
christiana em abril 19, 2005 1:30 PM
#26
Leitora/Fã: VAI DIZER?, não é uma expressão minha, é do pessoal do sul do país, foi mais divulgada pelo CARDOSO (www.insanus.org/cardoso) e amigos desde a época do COL, juntamente com o uso criativo do CAPS LOCK. não criei nada disso não... a gente se APROPRIA, vai dizer? ***
...
christiana: tem textos semanais meus no Tiro&Queda, este última inventa um anti-blog. hehehe...
...
Helena P.!!! pouquíssimas pessoas conhecem esse "ai, ai...". quem é você???
...
e, de novo, obrigado pelos comentários!
bijus!
Biajoni em abril 19, 2005 1:43 PM
#27
Pô, Biabônus no Biscoito!!
Faz logo esse blog Bia.
Reginaldo Siqueira em abril 19, 2005 3:19 PM
#28
O mais incrível é ver o Bia longe dos jornais. Cresci lendo o Bia nos jornais cujas crônicas eram sempre comentadas pelo pessoal. E agora a gente tem que ler ele só na internet. Ele é a pessoa que mais entende de música e cinema que eu conheço. Um beijo Bia!!!!!
Karina Z. em abril 19, 2005 3:38 PM
#29
Bia... achei linda a história e fiquei curiosa em ouvir a música. Vou procurar pela web. Aproveito o evento para agradecer o texto que você fez pro Kit Básico e dizer: você entende alguma coisa sobre nós sim... :P Sou sua fã. Um beijo!
Obs.: Beijos pro Idelber também que teve a ótima idéia de trazer esse DOIDO que tanto amamos para essa participação especial no Biscoito.
Tata em abril 19, 2005 5:47 PM
#30
A crítica de música no Brasil, principalmente quando se fala em Rock e música pop, é algo capenga. São chavões e duas posturas: ou é o crítico fã, mas vazio, que faz um grande oba-oba para cada "grande" banda que aparece, ou é o crítico arrogante, distante, que não vivencia nem entende aquilo sobre o que está escrevendo. Bia, esse post está longe disso tudo. O grande mérito é conectar a música com sua vida, com sua vivência. Para mim só vale escrever de música se for deste jeito. O crítico deve falar "de dentro" das emoções que aquilo desperta nele. E vc conseguiu... Kd a porra do seu blog??? Tá na hora.
Donizetti em abril 19, 2005 6:29 PM
#31
karina... elogio de ex-aluna não vale! hehehe
;>*
tata, obrigado, adorei escrever para o kit... mas, decididamente, nada entendo de mulheres.
;>)
doni... obrigado. sempre gostei de textos que falassem de música subjetivamente.
...
aproveito para pedir a todos que ouviram o vic que voltem aqui para dizer o que acharam.
bijus!
Biajoni em abril 19, 2005 7:09 PM
#32
Sua crônica merece virar um filme! O ponto culminante seria o encontro do menino da "cidade nova Americana" com o velho músico! Muito bom, Bia. Idelber, não fique com ciúmes...
Cláudio em abril 19, 2005 8:15 PM
#33
Onde consigo baixar as canções de vic chessnut? Nada encontrei no kazzaa e a allmusic.com oferece apenas 30 segundos de cada canção.
Alexandre em abril 19, 2005 9:28 PM
#34
Muito bom. Muito bom!
Pra que invenção quando a realidade dá esses shows? Assim... em voz literária então!
E vou junto, claro, no coro: tenha um blog, tchê!
:)
Abraço!
Gejfin em abril 19, 2005 10:15 PM
#35
Alexandre: a melhor forma de pegar os discos inteiros, facilmente, é com o eMule. Se você não conhece, pode ir lá em www.emule-project.net e dar uma olhada. Mas precisa ter banda larga; se for discada a melhor opção é o SoulSeek, www.slsknet.org, que dá pra baixar faixa a faixa.
Bia: você tem razão sobre o fato de ser bem melhor comprar o CD original. Mas veja bem, no meu caso eu quase sempre baixo o disco uns dois meses ANTES dele sair no mundo civilizado -- TODOS os discos vazam antes. Eu adoro ouvir música nova, mas não tenho dinheiro pra comprar tudo o que eu gosto. É tudo importado...
Eu acho que se você tem o CD original, está mais do que no direito de baixar os lados B dos singles! Pô, um single fica pouco tempo nas lojas, depois é caríssimo entre os colecionadores. Só vale a pena pra quem mora lá mesmo e ganha em euros ou dólares. Eu comprei vários singles quando fui à Europa, mas não tenho como gastar hoje quarenta ou cinqüenta reais por três músicas inéditas...
O artista não vai ficar mais pobre com os downloads. Pelo contrário, ele vai ganhar muitos fãs! Se o disco é BOM mesmo a gente acaba comprando...
Marcus Pessoa em abril 20, 2005 12:07 AM
#36
Assim como o Marcus Pessoa, gosto de ouvir músicas fresquinhas e infelizmente aqui no Brasil, muita coisa não se encontra nas lojas. Gravar CD em casa não é ato de pirataria e estou ajudando a divulgar o nome do Artista/Banda.
Também tentei baixar pelo Kazaa e Warez e não consegui, vou tentar o emule e depois vorrrto. Beijus, Luma
Luma em abril 20, 2005 9:53 AM
#37
certo, marcus. se for comprar UM, compre o Sweet Relief, que pelo menos ajuda a instituição e tem ótimas versões das músicas do Vic.
Biajoni em abril 20, 2005 1:02 PM
Biajoni em abril 20, 2005 2:01 PM