« Vamos Culpar a Vítima? ::
Pag. Principal
:: Fenomenologia da Fumaça, Semana 9 - Balanço Parcial »
sábado, 30 de abril 2005
Jazz Fest, Escolhas

O dia hoje está dificílimo no JazzFest. Vejam estes palcos simultâneos aqui. Do total de 12 palcos do festival, há alguns grandes e médios, ao ar livre, e algumas tendas cobertas dedicadas a gêneros específicos: blues, gospel, jazz contemporâneo, jazz tradicional (do tipo dixieland). Escolher é sempre difícil neste festival. A estratégia é alternar sol e sombra, beber bastante água, não encher a cara da cerveja quente que lhe vendem os gringos e mover-se agilmente de um palco a outro. Os shows são cronometrados com perfeição, para que ninguém perca a viagem ao palco vizinho.
Planos:
Às 11:00, estou entre o NOCCA Jazz Ensemble e o grande (em todos os sentidos) vocalista de blues Big Al Carson. Provavelmente eu veja um pouco de cada um.
Aí às 12:30 eu devo render meus respeitos à Young Tuxedo Brass Band, no Economy Hall Jazz Tent, que é uma das várias tendas dedicadas a um gênero, no caso o dixieland jazz, paixão dos velhinhos com guarda-chuvas.
Na hora do almoço, escolher alguma iguaria e partir para o primo-do-forró, o zydeco de Willis Prudhomme and the Zydeco Express. Isso rola num palco menor, chamado Fais-do-do, que é dedicado, o dia todo, às músicas de acordeão.
As 2:55 em ponto quero estar em outro palco para saculejar ao som das tubas e trumpetes dos Soul Rebels.
Pausa para outro rango – eu só como essa coisa divina que é o sanduba de siri mole em época de JazzFest.
Antes das 4 quero estar a postos para escutar uma das lendas vivas da música de New Orleans, o gigante do rhythm ‘n’ blues Allen Toussaint.
Para fechar a brincadeira, não sei se vou ver Ike Turner (que promete um show-zaço) ou o eterno punk Elvis Costello.
É a programação para este sábado. Claro que se pode mudar tudo ao sabor da hora. Pode-se resolver passar o dia numa tenda escutando gospel, por exemplo.
Registre-se que neste JazzFest já passaram por aqui – e fizeram estrondoso sucesso – o recifense e ex-integrante do Maracatu Nação Pernambuco Charles Teony e a dupla sergipana Chico Queiroga e Antônio Rogério.
Se algum dia tiver que escolher um lugar dos EUA ao qual viajar, a minha sugestão é esta: New Orleans na época de JazzFest.
Escrito por Idelber às 02:33 | link para este post
| Comentários (10)
#1
Apesar da minha juventude e de não usar guarda-chuva, gosto muito do dixieland. Com aqueles intrumentos todos solando eu teria dificuldade de sair para ver outras coias...
Guto em abril 30, 2005 5:54 AM
#2
Bom demais! Já que não estou aí, fico assistindo o DVD do Traditional Jazz Quartet, aconchegado aqui em meu sofá...
PS.: vou tentar colar aqui uma imagem. Se der certo, você verá. Caso contrário, vai pelo seu email. Depois lhe envio os créditos. Abraços.
Cláudio em abril 30, 2005 9:53 AM
#3
Eu também teria. Ia ficar lá, fazendo companhia pro Guto e babando com aquilo tudo.
Mônica em abril 30, 2005 4:53 PM
#4
Fique em casa, Idelber. Assim não nos torturarás com outras descrições como estas...
Milton Ribeiro em abril 30, 2005 5:16 PM
#5
Vidinha ruim hein sô? Pra ficar 100% só falta o pão-de-queijo, ou não??
Aproveitando a chance: vc sempre tá falando - bem - sobre escritores argentinos. Percebo uma ausência: Ricardo Piglia. Dá pra falar algo sobre ele ?
Grande abraço.
Roberson em abril 30, 2005 6:25 PM
lila em abril 30, 2005 7:58 PM
#7
Divirta-se, Idelber! Nós vamos ficar por aqui babando no teclado neste sábado frio e chuvoso (pelo menos no Rio).
Viva em abril 30, 2005 8:58 PM
#8
Idelber... e eu cometi a heresia de morar por nos EUA e NUNCA ter ido a New Orleans, nem na epoca do JazzFest, nem nada. Um absurdo. Mas tá na lista, ainda mais com esse show do Meters de "brinde"...
New Orleans eh um sonho ainda. Chego lah.
Lucia Malla em abril 30, 2005 10:19 PM
#9
o som da turma pode ser ótimo, mas a CAPINHA é HORRÍVEU, vai dizer?
Biajoni em maio 1, 2005 12:53 AM
#10
hehehe, Bia, é verdade, a capa é meio feia: é de 1971, época de capas especialmente feias, vai dizer?
Obrigado aos amigos que passaram aqui neste sábado. O JazzFest foi fantástico.
Lila, linke à vontade, linkagem é sempre livre!
Roberson, você pergunta por Piglia, veja que coincidência: é o escritor argentino sobre o qual eu mais escrevi. Talvez eu tenha sido quem mais escreveu sobre ele até hoje. Está tudo compilado no meu primeiro livro. Depois disso, houve um escândalo envolvendo o nome dele num concurso literário da Editora Planeta; ele e a editora foram condenados pela justiça, num caso sobre o qual eu preferiria não me pronunciar ainda. Nos blogs argentinos linkados à esquerda (Salón Mati, Linkillo, Conejillo de Indias, etc.) você pode encontrar cobertura desse episódio.
Abraços a todos,
Idelber em maio 1, 2005 3:10 AM