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sábado, 02 de abril 2005
Sobre escolher alguém por ser mulher
Eu prometi à Juliana e a outras leitoras que eu faria uma reflexão sobre porque, para mim, os blogs estão associados à constituição de uma voz feminina. No geral as mulheres têm mais talento, competência e abertura para falar da intimidade publicamente do que os homens. Isso não quer dizer, claro, que blog seja sinônimo de intimidade, mas a forma blog potencialmente abre essa janela para o íntimo.
Este ainda não é o post sobre voz feminina, mas é um prólogo a ele. É a primeira de duas historinhas que têm a ver com a questão da mulher: a história de quando eu precisei de uma advogada e a história de quando eu precisei de uma analista.
Hoje eu conto a primeira.
Eu uso as formas no feminino porque a única coisa que eu sabia sobre a advogada que eu escolheria é que seria uma mulher . A única coisa que eu sabia sobre a analista que eu escolheria (além de que seria uma freudiana) é que seria mulher. Por quê? Não sei, foram instintos que, diga-se de passagem, estavam corretos nas duas oportunidades.
Eu precisei de uma advogada em 1999, pela razão mais absurda. Eu já era professor titular em Tulane (que havia acabado de me contratar da Universidade de Illinois) e a documentação da minha residência permanente nos EUA se embananou de uma forma kafkiana.
Como Illinois havia tramitado os papéis por mim, o green card foi aprovado e enviado a minha residência no estado de Illinois, exatamente uma semana depois de que eu havia me mudado para New Orleans. O documento bateu na caixa de correios e, claro, voltou para o serviço de imigração, para quem eu havia deixado de residir em Illinois – e portanto deixado de ser dono daquele green card recebido por ser funcionário da universidade do estado. Começou aí uma história digna de uma peça do teatro do absurdo.
Lógico que isso aconteceu quando eu já estava em New Orleans, ou seja, não fiquei sabendo de nada. Eu, que já havia me acostumado a carimbar o passaporte para sair dos EUA enquanto esperava o trâmite do green card, caí no jazz e só fui pensar no assunto nas vésperas da viagem dezembrina anual ao Brasil, quando me encaminhei ao serviço de imigração para receber o bendito carimbo e fui informado de que eles haviam aberto um notice to appear in removal proceedings contra mim.
Enfim, eu era residente do país há dez anos, professor titular de uma universidade de elite, mas estava ameaçado de deportação! Claro que “removal” era nome de um processo que tinha sua origem num mal-entendido. Era simplesmente provar que eu continuava fazendo, em Tulane, exatamente o mesmo trabalho que eu fazia em Illinois, e pelo qual eu havia recebido o green card.
Mas vá você tentar explicar um mal-entendido a uma estrutura burocrática kafkiana. É daquelas situações que você olha e diz: sem advogado não dá.
O primeiro com o qual me topei foi um tipo com cara de texano, bigodón, cinturão de fivela prata, calça jeans puída, falando com um tom de quem me explicava como funciona a lei numa verdadeira democracia. O segundo foi um gordo, de terno e gravata puídos, maletinha e obsessão com o Vietnã. Nenhum deles me olhou nos olhos. Enquanto eu ouvia os caras, tive ânsias de vômito. Se você vai pedir a alguém que lhe represente, melhor que não seja uma pessoa que lhe provoque vômitos, não é?
Pensei na hora: quero uma mulher. Por quê? Não sei, mas como eu não tinha outros elementos para avaliar, eu achei: "para confiar a uma pessoa parte tão importante da minha intimidade como o direito de continuar trabalhando no lugar onde trabalho há dez anos, eu vou preferir que seja uma mulher". Foi aí que conheci Cat.
No primeiro encontro, ela me olhou nos olhos. Ponto para ela. Explicou-me o azar que havia acontecido comigo, ponderou que não havia razão para pânico, que eu era residente permanente do país e que se havia alguma coisa errada, quem tinha que provar isso eram eles. Ela garantia que conseguiria as carimbadas temporárias no passaporte para que eu pudesse continuar viajando. Tudo bem dito, sem embromação. Só depois conheci o trabalho maravilhoso de assistência a trabalhadores imigrantes pobres, refugiados (e muito especialmente refugiadas) que desenvolve a Cat aqui em New Orleans. Ela jamais fez propaganda desse trabalho.
O processo ainda se arrastou por três anos antes de resolver-se, mas em nenhum momento tive problemas para viajar ou duvidei que fosse dar certo. Várias vezes, no entanto, eu precisei de que ela me assegurasse de que tudo estava bem (depois, claro, eu morria de culpa de estar tomando tempo de alguma etíope refugiada de imolação tribal). Receber essa garantia dela era coisa bastante diferente que recebê-la de qualquer outro advogado gringo que eu tenha conhecido na vida. Tratava-de alguém que olha nos olhos. Continuamos, hoje, amigos, eu e Cat.
Comente o que quiser, da história ou de outra coisa, mas eu tenho uma curiosidade: vezes em que você escolheu uma profissional por ser mulher? Ou você é dos que acham que isso é sempre bobagem?
Escrito por Idelber às 02:55 | link para este post
| Comentários (29)
#1
pra mim, isso é standard operating procedure. nunca fiz nada com um homem que pudesse ter feito com uma mulher
alexandre cruz almeida em abril 2, 2005 7:13 AM
#2
Idelber, pensei seriamente num assunto que antes nao havia gasto sequer dois segundos nele. Nao sou daquelas mulheres feministas que acham que tem que defender com "garras e presas" a igualdade feminina perante os homens, diferencas existem, mas basicamente na forca fisica, no ambito intelectual se equivalem.
Mas seguindo seu ponto de vista, minha médica é mulher, e a escolhi exatamente por se-lo. A ela devo minha vida, nao sei se quando precisei dela , confiaria tanto se fosse homem, mesmo que ambos tivessem a mesma capacidade profissional, ainda faltaria feeling num homen.
Lucia Villa Real em abril 2, 2005 7:48 AM
#3
Quando mudei de cidade tive a necessidade de fazer um controle urologico e olhando a lista dos medicos disponiveis encontrei a dotoressa Patrizia. Comecei imediatamente a sonhar a doce dotoressa que me sussurrava palavras melosas ao ouvindo enquanto me desvestia. Na realidade, e essa é sempre dura, a dotoressa era quase como um capò nazista, tinha duas auxiliares nao melhores e ali completamente nu diante daquelas tres mulheres sadicas, me senti um prisioneiro das guianas. Foi entao que a dotoressa mostrou todo o seu charm e me disse: ja que estamos aqui vamos fazer o exame da prostata. No final nao ficaram traumas apesar de que ela repetiu varias vezes: é gostoso ou nao?
Flavio Prada em abril 2, 2005 8:29 AM
#4
é idelber. mulher e seus lábios ungidos no orvalho
mario cezar em abril 2, 2005 9:12 AM
#5
Escolhi uma profissional (mulher), quando fui ao dentista !!! Outras vezes eram homens, sofri demais, PQP !!! Por que escolhi mulher ??? Eu também não sei !!! Talvez porque eram logo 3 !!! Gosto de uma segunda, até terceira opnião, sincera !!! hehehe...
Abração...
Reinaldo em abril 2, 2005 9:27 AM
#6
Idelber, várias vezes eu escolhi uma profissional por ser mulher, mas não posso comentar neste horário. :)
smart shade of blue em abril 2, 2005 10:10 AM
#7
Nunca me pautei pelo sexo para fazer qualquer escolha de prestador de serviço.
Porém, quando o assunto é trabalhar COM uma mulher a história muda. TODAS às vezes que tive que trabalhar com mulher, principalmente se ela fosse minha superior hierárquica, foram complicadas e desagradáveis.
Atualmente eu, quando posso escolher, não trabalho com mulheres. Em minha atual equipe de trabalho somos 8 homens e uma secretária. Eu tenho sérios problemas de comunicação com ela, se dependesse de mim a substituiria.
Apenas por completude: sou casado e me dou muito bem com minha esposa.
Ulissess Crasso em abril 2, 2005 10:48 AM
#8
para OPERAÇÕES de ordem SEXUAL eu sempre CONTRATO mulheres!
Luiz Biajoni em abril 2, 2005 11:08 AM
#9
Fiz análise freudiana com homens e mulheres, a última-mulher- me virou do avesso, acredito que as mulheres tenham um olhar diferente mesmo. Como psicanalista, cliniquei muitos anos, fui escolhidas algumas vezes por homens que diziam que me escolhiam por ser mulher, um me disse que sabia que eu o faria um homem melhor, por vê-lo com olhos femininos.
Quem naoh concorda, que se manifeste, dá uma boa discussão.
Um abraço, elianne/ a laura de lauravive.
laura em abril 2, 2005 12:16 PM
#10
Fiz análise com uma mulher, durante anos: foi ótimo. Minha mãe, minha tia, minha primeira professora, minha irmã, minhas primas, minhas alunas, TODAS são mulheres. Até minha mulher é mulher, bem como minha filha. Acho que escolho bem!!! Meu pai, meu filho, eu mesmo... bem, fazer o quê? somos apenas homens...
Cláudio em abril 2, 2005 12:18 PM
#11
Não sei responder. Mas se pensar um pouco, verei que só tenho médicas, além de uma advogada, de uma maioria absoluta de leitoras e de normalmente preferir trabalhar com elas. Mesmo assim, não formei uma ideologia a respeito até porque lamento o fato de ter escolhido UMA terapeuta familiar e, outra vez, UMA sócia que me roubou... Há também outras circunstâncias em que grito interna e desesperadamente QUERO UMA MULHER, porém este é um blog família... posso ser lido pelo Alexandre e pela Laura... deixa prá lá.
Milton Ribeiro em abril 2, 2005 12:23 PM
#12
Nunca escolhi um profissional pelo fato de SER homem ou mullher. Acho que não faz diferença.
Viva em abril 2, 2005 1:15 PM
#13
normalmente não levo isso em consideração. exceção feita a médicos ginecologistas. nossa-senhora-mãe-de-deus, que AS ginecologistas enfiam aqueles apetrechos todos na hora de fazer o bendito preventivo de qualquer jeito e esquecem o quanto é incômodo aquele bico-de-pato maledeto (ou seja lá o nome que aquilo tenha), dói horrores. depois da terceirA ginecologista, desisti.
não troco dr. alberto por nada nesse mundo.
Lulu em abril 2, 2005 1:48 PM
#14
Estou adorando as respostas. Para quem passe aqui e esteja interessado na discussão, há um texto bacana de Kate Pollit sobre a diferença entre blogueiros e blogueiras. Copio um trecho que gostei: I try not to spend all day reading blogs, which I could easily do, but the political ones I follow are mostly by women. Before the election, I read male political blogs obsessively, and still get a lot of useful information from them. But — how can I say this in a nice way? — I find that (present company and all my friends excepted! I am making gross and unfair generalizations here) the voices don't wear well: the range — of tones, of topics, of approaches to topics — is too narrow, and the mutual admiration society too exclusive: some blogrolls read like those interlocking directorates of railroad companies in the 19th century! There's too much boasting and crowing, too much scorekeeping, too much self-anointment as instant expert and public executioner. If I look at the blogroll and see only male blogs, I assume, perhaps unfairly, that the blogger is promoting a narrow view of politics and boosting his male network and his own career. Pode-se até achar que é papo de feminista gringa, mas no meu ponto de vista ela levanta uma diferença importante: o que nos homens é chamado de persistência e visto como qualidade, frequentemente, nas mulheres, é chamado de impertinência ou inconveniência e visto como defeito.
Idelber em abril 2, 2005 1:55 PM
#15
Nunca parei para pensar nisso... Acho que vc toca num ponto importante em seu post, que é o "olhar nos olhos". Mas vendo a coisa com atenção, tenho médico e meu dentista é homem. Mas quando se trata de alguns profissionais prefiro mesmo que sejam mulheres, ainda não sei dizer bem pq: advogadas e arquitetas.
Donizetti em abril 2, 2005 2:28 PM
#16
Idelber,
... os blogs estão associados à constituição de uma voz feminina. Achei isso muito interessante, e estou ansiosa pela continuação do assunto. Afinal, sou mulher, tenho um blog e tenho uma tendência para abrir essa janela para o íntimo que às vezes me incomoda.
Lendo seu texto, lembrei uma coisa: minha mãe só aceitava ginecologistas do sexo masculino. Embora sua origem fosse a das mineiras católicas do interior de Minas, ela conseguia ir além e fazer suas escolhas, acertadas ou não.
Eu, especificamente, tenho mais facilidade para falar de mim com homens. Claro que tem que ser o tipo do gênero masculino que queira e que saiba ouvir um umbigo falante. Aliás, nem só para falar de mim. Tenho conhecido várias mulheres maravilhosas pela internet, amigas de que não abro mão. Mas eu me sinto mais à vontade para falar com homens. Um dia tento entender isso. Meu psiquiatra, por exemplo é homem. E tem me ajudado bastante. Homem de cabeça solta, sensível, sabe?
Bom, adorei o texto, adorei a advogada (mulherão, ela) e espero pela continuação. :)
Mônica em abril 2, 2005 3:36 PM
#17
A minha intuição me diz que possa a ver alguma relação entre ter uma advogada em vez de um advogado na historia que vc contou sobre o problema com seu green card. Como não consigo uma explicação alem da minha intuição prefiro desconfiar que haja uma diferença entre escolher uma mulher em vez de um homen.
O que me chamou a atenção foi essa historia adicionada com a historia do sports bar onde a mesma advogada te acompanhou pra ver um jogo e tomar uns drinques. Ou seja ela tem compaixão por seus semelhantes e ainda gosta de uma cervejinha enquanto curte um evento esportivo. Acho que vc encontrou uma joia rara.
Apenas não tente a induzir a torcer pelo atletico mineiro. Ai ja é uma clara violação de direitos humanos que ela logo precebera sendo a advogada competente que é.
Alexandre em abril 2, 2005 6:13 PM
#18
Não é a mesma advogada, Alexandre. É outra completamente diferente. Na semana passada conheci no bar uma torcedora do meu time (a UNC) que *aconteceu* de ser advogada. Essa da qual eu falei hoje é outra pessoa. (Não tem chance de nenhuma vir a torcer pro Galo....)
Idelber em abril 2, 2005 6:29 PM
#19
Depende, mas geralmente prefiro homens.Realmente tem muitas mulheres escrevendo, mas pra falar a verdade, no momento, não tenho nenhuma entre meus favoritos.
viajandona em abril 2, 2005 6:40 PM
#20
Olá Idelber,
Que surpresa mais agradável abrir seu blog e ver um post lembrando de mim:) Continuarei lendo e aguardando os próximos textos sobre o assunto.
Quanto a mim, normalmente essas escolhas dependem mais de boas referências, empatia e respeito.
Eu sempre gostei de trabalhar com homens. Eu achava mais fácil de lidar. Mas acabei encontrando amigas companheiras e solidárias, e tenho achado bom.
Achei muita graça do comentário da Mônica: minha mãe também é do interior de Minas, católica, etc, e também sempre preferiu médicos homens. Mas a minha teoria é um pouco diferente da sua, Mônica: eu ainda acho que entre as pessoas machistas em Minas Gerais, as mais convictas são as mulheres.
E, se alguém precisar de projeto, eu aconselho todos a preferirem arquitetas:)
abraços,
Juliana em abril 2, 2005 6:52 PM
#21
Já eu prefiro trabalhar com homens. Eu não confio em mulheres. Já diz o velho ditado: mulher não tem amiga, tem concorrente. Claro que de vez em quando a regra é quebrada. ;)
Tata em abril 2, 2005 7:13 PM
#22
Nunca escolhi um profissional pelo sexo. A primeira avaliação, ou impressão é a que vale. Este "olho no olho" é fundamental, a não ser para as pessoas tímidas. Vi os comentários das meninas sobre médicos, no meu caso, prefiro ginecologista mulher, por ser mulher e entender melhor o universo feminino. Acho que no caso dos homens, nesta particularidade íntima, fica estranho uma médica urologista/proctologista, álias nunca vi. Alguém de vocês aí conhece uma médica dessas áreas? Beijus, Luma
Luma em abril 2, 2005 8:42 PM
#23
Juliana, então você é minha colega de profissão? Legal. :)
Mas a minha teoria é um pouco diferente da sua, Mônica: eu ainda acho que entre as pessoas machistas em Minas Gerais, as mais convictas são as mulheres.
Aquele caso que contei sobre minha mãe é específico. Sobre o machismo, minha teoria é exatamente a sua. As maiores alimentadoras do machismo que vejo por aí são as mulheres. ;)
Mônica em abril 2, 2005 10:35 PM
#24
falando sério para variar: durante 8 anos comandei equipes de repórteres de TV e trabalhei com 80% de mulheres. mulheres maravilhosas! tinha dificuldade de trabalhar com homens: quando chegavam com matéria com enfoque diferente do que havia sido orientado, eu brigava. com mulheres era raro acontecer (não, não eram mais OBEDIENTES, conseguiam ver as coisas com OBJETIVIDADE) mas quando acontecia eu sentava e conversava. A maioria dos homens que trabalharam comigo não são exatamente meus amigos (tirando algumas excessões, acham que sou um DITADOR IDIOTA) já as mulheres, até hoje, têm grande contato e respeito por mim. assim, no contexto, devo dizer que, na área da comunicação, prefiro as mulheres para estar trabalhando COM. tenho uma sinergia com elas e não consigo ser BRUTO como com os homens.
...
[off topic] - idelber... o CAPZ LOCZ tá comendo solto, vai dizer? dá uma olhada nesses comentários e o uso criativo do DITO.
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Biajoni em abril 3, 2005 3:10 PM
#25
Luma,
Uma vez fui fazer um check-up numa dessas clínicas que têm médicos de todas as especialidades e a proctologista era mulher. Logo perguntei se ela não tinha problemas com os pacientes homens. Ela me disse que somente uma vez um paciente tinha se recusado a ser examinado por ela. Será que era o Sargento Isidório? Rsss.
Viva em abril 3, 2005 3:19 PM
#26
No mau trabalho, o numero de homens/milheres é igual (6/6) e confesso que me relaciono muito melhor com as damas do que com os cavalheiros. Quanto à profissionais, eu prefiro também advogadas mulheres, sem uma razão específica e acho que elas são mais competentes em profissões que exigem mais delicadaez como a medicina, arquitetura e coisas assim.
John Coffey em abril 4, 2005 11:59 AM
#27
Ué... E escolher alguém "por ser homem"? Não sei qual nome dar à essa predisposição de vcs pelas mulheres, mas me parece injusta.
E como toda unanimidade é burra, levanto aqui uma questão: será que as mulheres atendem melhor os homens, e os homens atendem melhor as mulheres?
Ou por ser mulher, percebo mais claramente as falhas típicas das mulheres? Será que o mesmo acontece com os homens, e é por isso que existe a predileção de vcs por elas?
A minha ginecologista é mulher (e ótima), porque acho muito complicado falar de "uma sensação que tenho aqui, assim e assim", para um homem que nem tem o mesmo órgão ao qual me refiro. Mas de resto, tenho esbarrado com tantas médicas tão pouco profissionais...
Baxt em abril 4, 2005 12:06 PM
#28
Todas as minhas estagiárias e assistentes sempre foram mulheres, elas tem um senso de responsabilidade e organização muito superior aos homens, sem falar que o relacionamento flui mais leve. Já homens são melhores para funções que exigem ousadia ou até falta de juízo, criatividade, etc. Enfim, mulheres são melhores organizadoras e homens são melhores desbravadores, por isso que quando se misturam dá certo.
Roger em abril 5, 2005 4:04 PM
#29
Estou ávida pela segunda parte da história que pode contar sobre umA analistA escolhida.
Lilia
Lília em abril 5, 2005 7:26 PM