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segunda-feira, 30 de maio 2005

Belo Horizonte

Eu tenho por Belo Horizonte esse amor cheio de idealizações que é próprio dos expatriados. É curioso chegar aqui anualmente e renovar esse amor com rituais que beiram o patético: ir à Praça da Liberdade comer uma coxinha de galinha com guaraná; ir ao Mineirão ver um jogo (não, eu não fui ver o vexame do Galo ontem; preferi passar o dia com meus filhos, decisão muito sábia); ir ao Santa Tereza e redescobrir que ainda há lugares onde as pessoas passam 8 horas numa mesa de bar, bebendo e cantando até o amanhecer. É difícil explicar como é, para um expatriado, descobrir o que já se sabe, ver o velho com olhos de novidade. Estar de volta no Brasil, estar de volta em Minas.

É curioso porque, analisando-se friamente, Belo Horizonte não é uma cidade das mais fascinantes. Não tem praias e hospeda a população mais obcecada com praia que há no mundo. Você quer falar de praia, tecer teorias sobre a praia, chame um mineiro. Você escutará as teorias mais insólitas.

Bonita a cidade não é, com certeza. Porto Alegre, por exemplo, é muito mais chamativa plasticamente. O trânsito de Belo Horizonte é o pior que eu conheço, e olha que eu já viajei por este mundo (sempre que digo isso, meus amigos paulistanos exibem o comprimento dos seus engarrafamentos e o tempo que passam no trânsito; em números absolutos, eles têm razão, mas acreditem: São Paulo não chega aos pés de BH em caos por centímetro quadrado).

BH é um arraial planejado para existir dentro de uma avenida circular, a Contorno. A cidade se espraiou loucamente em todas as direções e transbordou a Contorno por dezenas de quilômetros, mas continua existindo como se fosse o velho arraial. Enquanto que é perfeitamente possível, por exemplo, viver em Copacabana de forma relativamente auto-suficiente, em BH todos os cinemas, teatros, repartições públicas e tudo o mais continuam localizados dentro da Contorno. Todo mundo tem que ir ao centro por algum motivo. O centro é um aglomerado de ruas estreitas, planejadas para abrigar o movimento de uma população de, no máximo, uns 200.000. O resultado é que 3 milhões de pessoas vivem aqui em convergência permanente em direção a um espaço onde elas não cabem. Dirigir no centro de BH é das experiências mais enlouquecedoras que pode passar um ser humano.

De onde vem, então, o fascínio? BH combina, de forma singular, o cosmopolitismo e o provincianismo. Cosmopolita, cheia de opções culturais, BH mantém algo do velho Curral d’el Rey: os mineiros dão informação, por exemplo, como se ainda estivessem no arraial. Tudo é logo ali. Tudo tem uma certa intimidade que não noto nem mesmo em cidades menores, como Curitiba ou Fortaleza.

O salto cultural dado pela cidade nos últimos anos foi impressionante. Eu sou muito crítico do governo federal, mas há que se reconhecer que as sucessivas prefeituras petistas belo-horizontinas (em coalizão com o PSB e o PC do B) têm sido notáveis. BH é hoje a capital internacional do teatro de bonecos. É conhecida mundialmente pelos seus eventos de teatro de rua. Acontecimentos como o Salão do Livro e o Comida de Buteco continuam atraindo multidões anualmente. A cena musical continua tão rica como sempre foi, mas muito mais estruturada e com melhores canais de comunicação com a população. À pilhagem das igrejas evangélicas sobre os cinemas seguiu-se uma proliferação de cineclubes que fazem que a oferta de cinema hoje seja ainda melhor do que era quando a cidade possuía suas salas de cinema clássicas. Os bairros periféricos fervilham de atividades culturais inovadoras.

Há tempos escrevi um post, ainda no velho UOL, que diferenciava cidades-véu de cidades-vitrine, cidades que o abraçam quando você chega e cidades que exigem um guia. BH pertence a esta última categoria. Chegar aqui e zanzar ao léu, como é possível zanzar em NYC ou no Rio, é decepção na certa. A cidade não se oferece a você e não o seduz, como Salvador. Você tem que seduzi-la.

Tudo aqui é cheio de recovecos. As pérolas estão escondidas. Mais ou menos como na psicologia do mineiro, a melhor parte é a que se esconde atrás do véu e que só se descobre com o tempo.

É muito intensa a experiência de renovar esse laço com a cidade.



  Escrito por Idelber às 01:00 | link para este post | Comentários (38)


Comentários

#1

Maravilhoso esse post, Idelber! Vc definiu de maneira primorosa o sentimento por BH. Ateh hoje o tracado do Contorno me seduz - apesar de saber dos seus problemas. Mas a cidade... ah! Q delicia as ruas diagonais! Que delicia os botecos de esquina! Que delicia de ladeiras! Andar por BH eh igual aquela propaganda: nao tem preco.
Esse post eh pra entrar na galeria de classicos!
Beijos e boa estadia! :-)

Lucia Malla em maio 30, 2005 1:59 AM


#2

Que delícia as ruas diagonais, Lucia? Para um não-mineiro, seria que loucura as ruas diagonais. Eu fico impressionado. Como é fácil se perder em BH! Cada vez que eu chego num cruzamento sêxtuplo, eu me perco! Sempre! E como tem trocentos cruzamentos sêxtuplos dentro da Contorno, eu me perco pelo menos umas três vezes a cada passeio pela cidade. A coisa boa é que, depois de perdido, também é muito fácil se encontrar em BH. É só pegar uma rua com nome de índio que vc chega numa com nome de estado - ou vice-versa.

Além da mania de praias, mineiros (pelo menos os da minha família) não se contentam em tomar um solzinho. Eles querem bronzear tudo. Tudo! Pelo menos, tudo que possa ser mostrado em público sem causar escândalo. Daí que, toda vez que eu vejo alguém na praia andando de braços abertos, eu acho que é mineiro, querendo bronzear as axilas.

E uma prima minha que detestava ter os joelhos mais escuros que o resto da perna? Num verão em Alcobaça, no litoral mineiro, ela decidiu passar um bloqueador solar somente nos joelhos. Ela só se esqueceu que uma pessoa, no sol, sua. E o suor escorre. Ela suou, o bloqueador escorreu e, no fim da manhã, ela estava com duas aranhas brancas nas pernas avermelhadas...

Mas não pensem que tenho alguma pinimba com a cidade. Vou com certa freqüência a BH há 34 anos. E o que realmente lastimo é a violência no centro, que algumas vezes me impediu de curtir a cidade como ela merece.

Belo post, Idelber. Aumentou minha vontade de ir a BH esse ano. (Meu pai, por sinal, acabou de chegar daí.)

Claudio Simões em maio 30, 2005 2:38 AM


#3

Claudio, e se perder em BH nao eh ao mesmo tempo se achar? ;-)

Lucia Malla em maio 30, 2005 3:25 AM


#4

Bem vindo de volta Idelber. E não passe pela rua da Bahia (principalmente em frente ao Minas), o trânsito piorou muito (diria exponencialmente) nos últimos dias.

Leandro Oliveira em maio 30, 2005 7:36 AM


#5

Ai, adorei o post em homenagem a Beagá. Eu também adoro essa cidade e seus mistérios !!!
Um abraço.

Fefê em maio 30, 2005 8:06 AM


#6

Que bom que chegaste bem e que já estás curtindo a cidade. Eu não conheço BH, mas deve ter muitos encantos. Eu gostava também de Porto Alegre e sinto falta dos botecos :-) Beijão.

Ana Lucia em maio 30, 2005 8:10 AM


#7

Visitei BH quando eu tinha quinze anos. Ja faz tempo. Não me lembro de quase nada da cidade. O que me chamou a atenção é que era cheia de mineiros e se comia bem.

Flavio Prada em maio 30, 2005 8:28 AM


#8

Que coisa boa ler este post. Fascinante! Sempre alimentei um desejo muito grande de conhecer BH, só faltou ir. Acho que é uma cidade que tem aquilo que faz eu gostar de uma cidade: essa história - disseste bem - de tudo ter uma certa intimidade. Cidades tem que 'dialogar' com seus habitantes e visitantes e só há diálogo sincero quando há intimidade.

Grande abraço! :)

Gejfin em maio 30, 2005 8:31 AM


#9

Oi,Idelber,
esses retornos são sempre interesantes, ainda mais quando são vistos,revistos, com olhos cheios de saudades e otimismos.
Tenho por BH uma sensação curiosa, de carioca que gostaria de ter, aqui no Rio, uma população que guardasse alguma coisa interiorana, que Minas pode oferecer e que o Rio, com esse estranho e desfigurado interior, não consegue. Ou seja, amo o Rio de Janeiro, mas acho quase deplorável essa pretensão de parecermos/pretendermos ser cosmopolitas.
Quanto ao trânsito, amigo, dê uma passadinha pelo Rio, pra ver o que está ocorrendo na Cidade Maravilhosa. Nem falo de SP, hors concours, que é!
Abração
fernando cals

fernando cals em maio 30, 2005 8:36 AM


#10

Idelber,
eu sou um Paulistano, que adoro....adoro BH!!
E justamente pelo encanto dessa condição que você anotou tão bem: "tudo tem uma certa intimidade.....",

Primoroso texto! E carregado de emoção!!


PS - Só faltou falar da beleza absurda das mulheres de BH....as verdadeiras pérolas da cidade!! hahahah!

Umberto em maio 30, 2005 8:53 AM


#11

Que linda declaração de amor, Idelber! E você nem falou da comida, da cachacinha e da música - nobres molduras a todas as qualidades que você exaltou. Estive umas três vezes em BH mas sempre como turista. Quem sabe da próxima vez arrumo uma minhoca da terra pra me apresentar aos famosos butecos.

Viva em maio 30, 2005 9:09 AM


#12

Pra gostar de BH só quem é de lá, se bem que a mulherada no campus da UFMG é das coisas mais lindas do mundo. O centro é horrível e não existe croquete, coxinha, cachaça, cerveja, o que for, no mundo que amenize aquela coisa feia. Assim declaro meu amor à Skol de BH (melhor água de todas cervejarias brasileiras, logo melhor cerveja brasileira) e para as estudantes, mineiras ou não, do campus da UFMG. Uma Skol ali é dos deuses, já qualquer cachaça, por melhor que seja, no centro de BH é o inferno.

Aluno em maio 30, 2005 9:37 AM


#13

Lindo post Idelber. Lindo mesmo! Parabéns.

Daniela em maio 30, 2005 10:05 AM


#14

Não conheço BH, mas tenho muita vontade. Especialmente pela já mencionada e famosa beleza das mulheres mineiras.

Ricardo Antunes da Costa em maio 30, 2005 11:47 AM


#15

"Enquanto que é perfeitamente possível, por exemplo, viver em Copacabana de forma relativamente auto-suficiente..."

Eu não diria isso. Diria inclusive que falta algo que atualmente só irei encontrar em BH.

Um beijo.

Renata em maio 30, 2005 12:59 PM


#16

lindo, lindo!
...
;>*
...
em AGOSTO aí estaremos para ver se é ISSO mesmo!

Biajoni em maio 30, 2005 1:01 PM


#17

Como boa mineira tive que conhecer a capital. Álias, morei lá um tempo sem nunca ter precisado de um guia (rs*). É que todo mineirinho sabe o endereço de um buteco direitinho. Mas o que mais gostava era de fazer excursões pelas cidades vizinhas. Ah! Esqueceu da Biblioteca do Arnaldo. Já que gosta de Fausto, lá tem um original. Beijus, Luma

Luma em maio 30, 2005 2:28 PM


#18

Idelber, muito bom seu texto sobre BH. A sensação de ver aquilo que já conhecemos com cara de coisa nova é essa mesmo. Eu me lembro de, na infância, chegar a BH vinda do Espírito Santo, onde morava. Era uma sensação deliciosa ver a Afonso Pena à noite, enfeitada para o Natal.

Hoje em dia eu gostaria muito de me mudar daqui. Não gosto mais da cidade. Talvez voltasse a gostar se fosse embora.

Concordo com tudo o que você falou sobre BH. Eu preciso passar pelo Centro para ir à Prefeitura resolver questões de aprovação de projetos. Dirigir no centro é uma tortura!

Para quem não conhece a cidade, a tortura é maior ainda. Se a pessoa passa do lugar em que deveria entrar, às vezes fica praticamente impossível encontrar um retorno.

E os bairros e ruas de um tipo só de comércio? O Barro Preto com as confecções, a região perto da Praça Raul Soares com lojas de máquinas de costura... Tô aqui pensando sobre a cidade depois de ter lido seu texto.

Pedir informação é mesmo interessante. As pessoas explicam umas 5 vezes seguidas a mesma coisa, e tudo é mesmo logo ali. Uma vez eu e o Guto queríamos ir a um bar que participava de um Comida de Buteco anterior e acabamos nos perdendo. Paramos em frente a um daqueles botecões pra pedir informação. Veio uma turma de bêbados, na maior boa vontade, tentar explicar, e os ligeiramente sóbrios do bar ficavam rindo. Não conseguimos nos orientar, mas foi divertido.

Pronto. Vou parar senão falo mais do que matraca. Legal o texto.

Mônica em maio 30, 2005 3:05 PM


#19

Ah, uma interessante que ouvi uma vez: a região planejada de BH não tem esquinas. Tem asteriscos. ;)

Mônica em maio 30, 2005 3:07 PM


#20

Outra, que fiquei empolgada com essa coisa de falar de BH: Bia, vamos colocar você pra dirigir no centro da cidade. Aí você confere o caos. hehe

Mônica em maio 30, 2005 3:08 PM


#21

Meu pai adorava BH. Guardava boas lembranças do local onde tornou-se campeão brasileiro de jogo de damas - é isto mesmo, não estou louco. De quebra, viu no Mineirão um Cruzeiro x Valério Doce com show de Tostão. Falava sobre um dos gols do baixinho como quem fala de um quadro de Vermeer... If you gotta ask, you´ll never know. (Li isto em algum lugar.)

Não conheço BH. Sei de uma cidade em parte planejada e que tenho uma prima-irmã morando aí.

Porto Alegre é mais chamativa plasticamente? Já sei! BH é plana e todos os seus edifícios são iguais. E as casas são miniaturas dos edifícios. Interessante.

Grande abraço.

Milton Ribeiro em maio 30, 2005 3:44 PM


#22

Eu não conheço BH (ainda) mas tenho certeza que você esqueceu de mencionar o que essa cidade tem de melhor: as pessoas. Pelo menos os belo-horizontinos (é assim que se chamam?) que eu conheço são do tipo que faz a gente ficar 8 horas na mesa do bar, mesmo sem beber. Se a cachaça for boa, então, dá até pra encarar engarrafamento na maior felicidade, como se estivesse na praia.

Bem vindo ao lar, que é sempre o melhor lugar do mundo! Ainda assim, torço pra que você arrede pé de casa e venha me visitar aqui no Rio que, com todas suas mazelas, engarrafamentos, violência e politiquinhos, continua maravilhoso e está sempre de braços abertos para quem chega. Especialmente os mineiros maneiros, cheios de graça e simpatia (aliás, como se diz por aqui, simpatia é quase amor!).

Venha MERRRRMO. Beijocas cariocas.

christiana em maio 30, 2005 7:52 PM


#23

Ah, Idelber, BH é o único lugar sem mar que eu gostaria de morar. Amo a cidade... Coisa linda que é chegar na Pampulha de avião, o piloto fazendo mágica pra não cair na lagoa. Aliás, o que falar do complexo de obras do Niemeyer? Meu amigo, eu amo BH!

Ricardo Monteo em maio 30, 2005 8:15 PM


#24

Idelber. Esse post está impagável. Vou pra BH dia 13, e já fiquei com vontade que dia 13 chegue já.

Alcilene em maio 30, 2005 9:45 PM


#25

Essa é a cidade com mais esquinas por centímetr quadrado. Nao sou um entusiasta de BH, apesar de morar na cidade quase a vida toda, mas confesso que alguns aspectos a prefeitura petista melhorou bastante a capital.
O que falar entao da rua do Amendoim? Dica pra quem visitar: coloque o carro do lado direito da rua, em direção a praça do Papa, em frente ao portão da ultima casa da rua.
P.s.1.:nao encontrei nenhum Idelber na Farroupilha. Mais um vexame no Mineirão visto in locl
P.s.2. Julio Pinto, que foi nosso professor, está agora na Puc. Deu uma entrevista esses dias sobre a digitalização da informação e um aspecto ja tratado aqui no blog, o jornalismo feito na internet
P.S3: Não é hora do Rei fazer politicagem no Galo. Abraço

Penalva em maio 30, 2005 10:59 PM


#26

Esse seu post me emocionou, Idelber. Porque eu sou um belo-horizontino radicado no Rio desde os cinco anos de idade. Mas espiritualmente sou um mineiro. E todo ano me emocionava ao voltar `a terrinha. E agora aqui nos EUA, sinto-me um desterrado ao quadrado. Sinto banzo da minha terra adotiva tambem. Mas em breve termina o meu postdoc e eu volto...

Wagner em maio 31, 2005 12:20 AM


#27

Antes de tudo, espero que tenha tido um ótimo retorno (tirando o jogo do Galo)! :-)
Não conheço BH! Só estive em Juíz de Fora! Mas p/ falar a verdade, me senti mais p/ o lado do RJ! O sotaque, torcedores na maioria cariocas... sei lá... mas curti!
Gostária muito de ter condições p/ conhecer o país de ponta-a-ponta! O Sul é meu desejo! Mas BH estária na rota, sem dúvida!
Grande abraço...

Reinaldo em maio 31, 2005 1:08 AM


#28

Bem-vindo ao caos! A gente se acostuma tanto com a vida aqui que, quando ouve que o trânsito é ruim, que tudo só é resolvido no centro, ainda fica surpreso. Mas é verdade, não é possível sair de casa entre 17 e 19h sem passar raiva...

Cynthia Semíramis em maio 31, 2005 9:58 AM


#29

Bienvenido a Sudamérica, querido. ¿Recibiste los libros? Abrazo. DL

Linkillo em maio 31, 2005 12:23 PM


#30

E aí brother!! q bom q vc esta em BH, me liga pra gente tomar uma cervejinha e atualizar as idéias.

Um grande abraço do seu irmão

Adriano - 91111600

Adriano em maio 31, 2005 3:24 PM


#31

Tá tão bonito isso.

Fal em maio 31, 2005 4:54 PM


#32

Penalva, descobri que existe uma rua do Amendoim também em São Thomé das Letras.

Mônica em maio 31, 2005 6:28 PM


#33

Idelber, para você a todos que gostam de esportes, visitem o meu blig....
abração!
Pedro

Pedro Nogueira em maio 31, 2005 7:34 PM


#34

o endereço é papoesportivo.blig.ig.com.br

Pedro Nogueira em maio 31, 2005 7:34 PM


#35

Idelber... Seus textos sempre se superam. Tem um blog que acho que você vai gostar. Não é meu, mas acho ótimo e leio sempre: www.cooper.blig.com.br
Não tem a sua leveza de cotidiano, mas é inteligente. Vale mesmo conferir!
Abraço, meu camarada!

Carlos em maio 31, 2005 7:55 PM


#36

Como agradecer esta caixa de comentários? Como expressar a gratidão a todo mundo, um por um, por essas palavras que vocês deixaram? Impossível, então não vou nem tentar. Eu me emocionei muito lendo os comentários de vocês. Li cada um várias vezes, nestes dois últimos dias. Obrigado mesmo :)

Idelber em junho 1, 2005 12:47 PM


#37

Idelber, sou belorizontino, recebi um e-mail com esse post com a seguinte instrução: "Não deixe de ler". São 1h44 dia 13/06 (já já tenho que acordar) e adorei a forma que vc escreveu. Me inspirou bastante para escrever a minha oratória na formatura agora dia 05 de agosto, tenho que realmente surpreender com o que vou dizer e nada melhor do que traçar todo o encanto que veio da faculdade, para que todos fiquem fascinados com a historia na minha formatura.

Parabens, você aproveitou direitinho a lua que te inspirou.

ROdolfo Coelho.

Rodolfo Coelho em junho 12, 2005 11:48 PM


#38

Idelber, desculpe-me, mas após ler o seu post e curriculo, não poderia de deixar de pedi-lo uma sugestao; na minha oratória, você acha que interessante eu fazer um trocadilho de 3 min com a minha imagem no telao? Ex.: Eu gravo as respostas que eu mesmo perguntarei no palco na frente de todos, como se fosse um bate-papo? Quais os pontos você julga mais interessantes nao faltarem no momento da mensagem?

Agradeço muito por ler esse post.

Atenciosamente,

Rodolfo Coelho

Obs.: Por favor envie resposta para: ruzamblas@yahoo.com

See you.

Rodolfo Coelho em junho 12, 2005 11:59 PM