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domingo, 08 de maio 2005
Mais Dois Palestinos Assassinados
Na quinta-feira a Folha referiu-se a eles como "mais dois palestinos". Seus nomes eram Jamal Jaber, 15 anos de idade e Uday Mofeed, 14 anos de idade: assassinados pelas forças de ocupação israelenses em Beit Liqya, quando protestavam contra o muro do Apartheid. Os disparos foram a uma distância curtíssima. A ambulância que os levou, sangrando, a Ramallah, provavelmente teria chegado ao hospital a tempo se as forças de ocupação o houvessem permitido.
Escrito por Idelber às 02:21 | link para este post
| Comentários (17)
Marcus Pessoa em maio 8, 2005 10:52 AM
Milton Ribeiro em maio 8, 2005 4:13 PM
#3
Palestino nunca tem nome e quando se trata de palestinos a tv faz questão de mostrar os rostos dos cadáveres desmembrados, ensaguentados, etc, coisa que acontece muito muito raramente quando se trata de norte–americanos e israelenses. Do muro da vergonha então nunca se ouve falar, parece que foi geração espontânea.
Ana Lucia em maio 8, 2005 6:08 PM
Iraldo em maio 8, 2005 6:39 PM
#5
idelber, querido!
um bom dia das mães procê!
beijããão.
lucia em maio 8, 2005 7:28 PM
#6
" Enquanto os homens exercem seus podres podres...", é lamentavél os terrores desta vida nas fronteiras e tantas fronteiras,no abismo do preconceito alguns homens deixam suas marcas, com traumas, sangue e morte, ó liberdade onde estais? Não ao Apartheid
Abraços Brother !!!
Adriano em maio 8, 2005 9:08 PM
Viva em maio 8, 2005 9:54 PM
#8
"Nossa música", o mais recente filme de Godard, fala um pouco sobre essa questão Palestina/Israel. Num determinado momento do filme ele mostra que a imagem de Israel é sempre colorida, eles são heróis que atravessaram um mar, em busca da Terra Prometida. Enquanto a imagem que vemos dos palestinos é sempre em preto&branco. Náufragos desesperados, em busca de terra firme.
Assim como só conhecemos a Guerra de Tróia através dos versos dos vencedores (os gregos) é necessário que haja um poeta palestino que interprete para o mundo o que é estar do lado dos vencidos.
Às vezes eu me sinto um troiano. Ser artista no Brasil é lutar uma luta impossível a cada passo. Mas uma pergunta não sai da minha cabeça: Quem me vence?
O homem dos cadernos grampeados em maio 9, 2005 1:27 AM
#9
Esse problema dificilmente terá uma solução satisfatória. São inimigos milenares e não estão dispostos a aceitarem uns aos outros. Triste. Beijocas
Yvonne em maio 9, 2005 6:23 AM
#10
Incorreto, Yvonne. Os palestinos não são inimigos milenares de ninguém e sempre foram conhecidos como generosos anfitriões. A tragédia começa em 1948, com a ocupação de suas terras. Torna-se bem pior a partir de 1967, com o sistemático desrespeito de Israel a uma série de convenções internacionais e resoluções da ONU. É verdade que ela tem raízes milenares, mas estas se encontram na perseguição dos judeus na Europa. Os palestinos nunca tiveram nada com o peixe e estão pagando o pato.
Idelber em maio 9, 2005 10:27 AM
#11
Rapaz,
Por favor mencione os nomes também dos Israelenses mortos por terroristas palestinos, incluindo-se aí os nomes de crianças e jovens , tão inocentes quanto estes que vc citou agora. Muito pueril ...
Fabio em maio 9, 2005 3:29 PM
#12
Pueril é vir ao blog dos outros, desrespeitar duas mortes, falar no imperativo e dizer aos outros sobre o quê escrever.
Rapaz.
Idelber em maio 10, 2005 1:37 AM
#13
Seria interessante e menos parcial se os autores, tanto do post quanto da matéria na Folha, mencionassem quais as circunstâncias q os palestinos foram mortos, como por exemplo: o q faziam exatamente nesse "protesto", o q motivou o tiroteio, e se haviam ao lado deles snipers atirando contra os soldados israelenses, o q é uma tática muito usada pelos palestinos pra camuflar seus militantes, com o bônus q esses "inocentes" ao lado dos atiradores quase sempre são atingidos e usados como mártires para a causa.
Cláudio Cordeiro em maio 16, 2005 8:01 PM
#14
O post testemunha dois assassinatos e não tem pretensão de ser "imparcial". Vá cobrar imparcialidade do jornal pelo qual paga. Morreram num protesto pacífico, mas de gente que se dedica a policiar as notícias de mortes dos outros não se pode esperar a dignidade de admiti-lo, claro. Não se pode esperar nem mesmo a dignidade de ficar calado.
Idelber em maio 16, 2005 8:28 PM
#15
Era pacífico mesmo? Vc estava lá, professor?
Em vez de me mandar calar, talvez fosse digno da SUA parte pelo menos comentar, e não ignorar, as questões q levantei (snipers no meio de inocentes, a velha tática palestina para conseguir mártires involuntários, ou o quanto realmente são pacíficos estes "protestos"). Mas acho que ISSO seria esperar demais, não?
Cláudio Cordeiro em maio 20, 2005 2:56 PM
#16
Não, eu não estava lá. Nesses casos, como no caso de qualquer outra notícia, os que tentamos observar os fatos seguimos todos os relatos disponíveis e, baseado na credibilidade das fontes, decidimos em que acreditamos. Gente como o sr. não parece ter muita credibilidade: não apresentam nenhuma prova do que dizem, nem uma só fonte, e vem policiar o discurso do outro já com a presunção de que o outro está errado e as vítimas não eram inocentes. E tentam desqualificar os que deram o testemunho. Apresente alguma fonte que desminta o dito aqui, e com prazer considerarei. Esbravejar não adianta nada: vocês, defensores incondicionais de Israel, perdem ainda mais credibilidade ao redor do mundo, a paz fica ainda mais longe, e todos perdem - inclusive Israel.
Idelber em maio 20, 2005 3:20 PM
#17
Não cabe a mim, mas os exército de Israel descobrir provas sobre a inocência ou não desses palestinos. Agora, como obter essas provas, se o exército israelense não pode entrar nos territórios palestinos pra realizar uma investigação (imagina a reação da esquerda histérica, "invasão!", "invasão!") enquanto o governo palestino não move um dedo pra prender esse tipo de gente. Assim fica difícil.
Cláudio Cordeiro em maio 28, 2005 8:23 PM