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segunda-feira, 16 de maio 2005
Nascer para o Futebol

Há algo mais intolerável que a pergunta qual a graça de ver 22 homens correndo atrás de uma bola? Parte da minoria que não ama o futebol expressa aí seu ressentimento e desconforto com nosso gozo. Claro, para essa pergunta não há resposta, a não ser a de Louis Armstrong sobre qual é a graça do jazz: Man, if you gotta ask, you'll never know. Se você tem que perguntar, não vai saber nunca.
Quando lhe perguntavam pelo amor ao futebol, lembrava-se da primeira vez. Naquela tarde havia 103.000 pessoas no segundo maior estádio coberto do mundo, como gostavam de dizer. Apesar de criança, fanático por futebol, ele sabia que o momento era especial: poucas vezes vira-se uma máquina que jogasse por música como aquela. Tinha o maior centroavante da sua época, o gênio desengonçado, o neguinho endiabrado, o goleiro de Deus. Um dos reservas desse time foi titular da seleção brasileira. Franzinos, magrinhos, talentosíssimos, eles jogavam juntos desde o infantil. Atuaram 20 vezes, com 17 vitórias e 3 empates. Chegavam ao último jogo invictos, com dez pontos a mais que o visitante. A final do campeonato parecia uma mera formalidade.
Entra com o tio e a imensidão do estádio lhe afeta no pescoço. Como abarcar tudo aquilo? Diz a frase que anos depois seu filho diria no mar: vem me ajudar a olhar.
Naquela tarde o gênio centroavante não entraria em campo. Como é comum no país do futebol, ele havia sido esmigalhado pelas chuteiras dos brucutus e depois expulso de campo por reclamação.
Circula a notícia de que o neguinho endiabrado ficará no banco. Perplexidade na torcida. Por quê? O adversário é limitado mas forte, pegador e disciplinado. Há uma diferença de uns 10cm e uns 10kg por jogador entre as duas equipes.
O primeiro tempo é muito violento. No gramado molhado, as divididas são na sola e os anfitriões franzinos levam a pior. Tentam tocar a bola, mas o gol não sai. O volante brutamontes do adversário pisoteia o armador da equipe, que sai arrastando-se.
No segundo tempo, melhoram, com a entrada do neguinho que devia ter começado jogando. O time cria várias chances. O grande ponta-esquerda que seria campeão nacional no ano seguinte perde um gol feito. O jogo termina 0 x 0. Nos 30 minutos da prorrogação o time continua atacando. A legião fanática grita. O gol não sai e o até então único invicto dos Campeonatos Brasileiros terá que confirmar o seu título nos pênaltis.
Seu grande goleiro defende as duas primeiras cobranças mas, provocados pelo goleiro adversário, três companheiros seus perdem pênaltis. A equipe visitante brutamontes ergue a taça. Concluía-se a mais injusta final da história.
Os meninos, canelas esfoladas, sangrando, retiram-se abraçados, de cabeça erguida, chorando, numa cena entre patética e trágica. Os 103.000 fanáticos demoram longos minutos para levantar-se. Pouco a pouco, vão se unindo num aplauso, não entusiasmado mas firme, convicto. O garoto pensa, caralho, 1950 no Maracanã deve ter sido assim. A saída da multidão tarda horas, num ritual que, durante os quase 30 anos subseguintes nos estádios, ele jamais veria de novo: 100 mil pessoas levantando-se em silêncio e movendo-se de maneira irritantemente lenta, como se esperassem com sua lentidão reverter o tempo.
A primeira ida ao estádio do garoto havia sido a derrota mais traumática da história do seu clube.
Essa é a diferença entre o fã e o não-fã: para o fã, uma tragédia assim sela e consolida o amor ao clube. O não-fã não entende como. O garoto que teve seu batismo num estádio não teve dúvidas, ali no chororô, de que a mosca havia picado e que ele voltaria muitas vezes. Depois de algum tempo ele teceria a estranha teoria de que a Copa do Mundo perdida pelo Brasil quatro anos depois tinha sua raiz naquela derrota do seu time. Mas essa teoria é para outro momento.
Essa foi a primeira visita daquele garoto a um estádio de futebol. Alguém tem histórias de quando visitou um estádio pela primeira vez? E alguém vai adivinhar quem são os jogadores aos quais se alude em negrito no post?
PS: Muito obrigado ao Mestre Gravatá pela entrevista. Aos que chegam via Globo, boas vindas.
Escrito por Idelber às 03:23 | link para este post
| Comentários (27)
#1
A ultima resposta fechou com lacre de ouro.
Abs.
Fábio S. em maio 16, 2005 6:33 AM
#2
Mineirão, Reinaldo, Cerezo,Paulo isidoro, João leite, Chicão, Angelo, Tião
goleiro do São paulo: Valdir Pérez
pênaltis: Cerezo, Márcio Pulada.
Acho que acertei a maioria, sem consultar na Internet.
afonso Andrade em maio 16, 2005 6:36 AM
#3
O maior centroavante da sua época: Reinaldo.
O gênio desengonçado: Cerezo.
O neguinho endiabrado: Paulo Isidoro
O goleiro de Deus: João Leite
Volante brutamontes: Chicão
Armador da equipe: Ângelo
Goleiro adversário: Valdir Peres
Três companheiros: Cerezo, Joãozinho Paulista e Márcio.
Roman em maio 16, 2005 6:44 AM
#4
Infelicidade maior ainda devido à incrível declaração de Minelli (o técnico, então, estava na moda por ter pego pronto aquele supertime do Internacional e dirigido o mesmo em uma das suas conquistas), algum tempo antes, no sentido de que colocava uma faixa há 1,80 m do chão, no campo de treinamento, e que o jogador que passasse por baixo estava liminarmente excluído. Quer dizer, no time do Minelli, se fossem pedir emprego, além dos citados Reinaldo e Paulo Isidoro, não teriam vez Pelé, Maradona, Zico e muitos outros.
Flavio em maio 16, 2005 7:14 AM
#5
A frase do Louis Armstrong é TU-DO!
Viva em maio 16, 2005 8:22 AM
#6
cheguei aqui via 'o globo'. bela surpresa.
e já no primeiro post que leio sinto uma grande identificação: eu era uma das 103 mil pessoas que lotaram o mineirão naquela tarde.
abços.
filho em maio 16, 2005 8:45 AM
#7
Grande Idelber,
Passando para parabenizar pela entrevista no Gravatá. Inteligente, simpática, divertida e com final perfeito :)
Forte abraço!
Sergio Fonseca em maio 16, 2005 11:07 AM
#8
definitivamente, não vejo nada em futebol.
...
esses dias almoçava num restaurante, a TV ligada, programa do milton neves, discutiam onde deveria ser a final de um campeonato qualquer, se no morumbi ou no palestra itália. ficaram 40 MINUTOS nessa inócua discussão - eu comecei até a achar interessante de tão NONSENSE e BESTA. 40 minutos de TV nessa merda; não dá pra saber como a pessoa pode se interessar. TUDO o que RODEIA o futebol eu acho uma MELDA!
...
mas isso é SÓ o que EU acho.
...
bijus!
Biajoni em maio 16, 2005 11:23 AM
#9
Que post fantástico. Fiquei arrepiado ao rever, em minha memória, o time do Atlético saindo abraçado de campo. Sabia quase todas as respostas, mas já responderam antes de mim.
Minelli dizia que jogador de futebol tinha que ter tanto de altura por tanto de largura. Fomos nós, torcedores, que enfiamos os "baixinhos" Carpeggiani e Lula por sua goela, além, é claro, do magricela Falcão. Quando Minelli chegou ao clube em 74, sua primeira afirmativa foi:
- Não entendo porque venderam o Carbone.
Carbone era exatamente, sem tirar nem por, um Chicão. Ele só ficou inteiramente feliz quando apareceu Caçapava nos juniores. Assim, ele pode avançar Falcão e "proteger mais" Figueroa e Marinho Perez, como se eles precisassem.
O meu jogo inesquecível: ora, Inter 2 x 1 Atl-MG (gols de Vantuir, Batista e Falcão), no brasileiro de 1976. Foi es-pan-to-so. Quando Falcão fez aquele gol inacreditável - um tabelamento sem a bola cair no chão - eu não sabia como vibrar, desci duas escadas das arquibancada das sociais, voltei a meu lugar e sentei. Lembro de ter pensado enquanto quase era pisoteado pelo resto da torcida: eu nunca mais vou esquecer deste gol. Era tudo - emoção estética, emoção oceânica, taquicardia, felicidade pela vitória inesperada àquela altura -, foi tudo.
Grande abraço e obrigado por este post belíssimo.
Man, if you gotta ask why Milton wrote this, you'll never know.
Milton Ribeiro em maio 16, 2005 2:30 PM
#10
Lembro a primeira vez que fui assistir um jogo no Maracanã...tinha 12 anos, e logo de cara entrei em campo com o time do Flu. Inesquecível. Aquele lugar imenso, com muita gente gritando, e eu lá no meio. Não lembro mais que jogo foi.
Outro momento inesquecível foi quando o Flu conquistou o Campeonato Carioca de 2002 ("caixão" como todos chamam, porém, se os outros tivessem ganho, não iriam desdenhar tanto), whatever, sei que no final do jogo, faltando uns 5 min e o Flu ganhando de 3x1, eu desci com uma amiga para o campo. Assisti aos últimos minutos da partida, chorando, não conseguindo acreditar que eu estava no campo!! Lembro que liguei p/ minha mãe, gritando "mãe, to dando a volta Olímpica no campo do Maracanã!!!!" e ela não entendeu nada, achou que eu estava sendo atacada ou algo do tipo.
Pena que agora ficarei um bom tempo sem assistir aos jogos.....
Luninha em maio 16, 2005 4:58 PM
#11
Aí eu pergunto: qual a graça de ver 22 homens correndo atrás de uma bola?. :D
Sim, eu faço parte do time do pessoal que detesta futebol.
Bibi em maio 16, 2005 5:27 PM
#12
Eu não curto muito esportes, mas consigo entender completamente a graça deles todos - os lances habilidosos, a explosão de emoção num gol, ou numa home run, numa cortada, num dunk espetacular, ou mesmo num touchdown. Ocasionalmente, consigo torcer e me emocionar (principalmente em Copa do Mundo). O que nunca vou ser é fanática por esportes, pois sou racional e cética demais para isso. Fico logo dizendo "esse time mereceu perder mesmo, está uma porcaria", ou "esse jogador um dia tá no Flamengo, no outro tá no Vasco" e assim por diante.
Leila em maio 16, 2005 5:35 PM
#13
Tambem assisti esta partida e nao foi bem assim.
Foi um jogo disputado e ganhou quem teve mais capacidade na hora dos penaltis.
Venceu o melhor. Apesar do Chicão.
Clovis Artur em maio 16, 2005 8:18 PM
#14
Eu cordialmente discordo, Clóvis. Sou um gaúcho que não torceu para nenhum dos times. Foi um crime. O Atlético era e foi melhor.
Sei que o futebol permite injustiças e que isto faz parte de sua sedução. Aquele jogo foi uma delas.
Grande abraço.
Milton Ribeiro em maio 16, 2005 9:32 PM
#15
Eu não ligo a mínima para futebol mas acho que Freud explica. Quando comecei a namorar meu marido ele era um torcedor tão fanático que se o Vasco perdesse no sábado já estragava o humor do fim de semana todo. Depois de muitos anos de um sério trabalho "de base" já conseguíamos até ir ao cinema nos horário de jogo ;).
Mas, como a história se repete, minha filha é tricolor roxa, como você pode ver alguns comentários abaixo (Luninha).
Ficou ótima a entrevista n'O Globo. A última resposta é a sua cara. Só faltou marketear: "E agora, sem sabor de nicotina!".
Viva em maio 16, 2005 10:09 PM
#16
Milton,
acho que não foi bem isso que o Minelli disse.
Ele afirmava que, entre 2 jogadores de condições técnicas semelhantes, sendo um baixinho e uma forte, ele sempre optaria pelo forte. E convenhamos: um time que tinha os "fraquinhos" Manga, Cláudio, Figueroa, Marinho Peres, Vacaria, Caçapava, Batista, Valdomiro e Dario, podia muito bem suportar Carpeggiani, Falcão e Lula. Ninguém empurrou nada goela abaixo do Minelli.
Roman em maio 16, 2005 11:03 PM
#17
Esse texto é meravilhoso Idelber... Meus parabéns caríssimo... Eu não havia nascido quando o Ma-Ra-Vi-Lho-So Galo de Reinaldo, Cerezo, Éder, João Leite, Luizinho e tantos mais entrou em campo prá jogar esta aberração de final... Mas o seu texto me fez entrar no Mineirão, com as mais de 103.000 mil pessoas a entoar o hino mais lindo do mundo e bater palmas prá aquele time... Importante se faz que pessoas que detem o belo e nobre domínio sobre as palavras ressaltem a religião ATLETICANA...
Saudações da Massa e an...
postei seu texto no orkut (comunidade do Galo) e claro, coloquei o link do seu blog, afinal, a cézar o que é de cézar...
Saudações alvinegras... "Vencer, Vencer, Vencer..."
Adriano... em maio 16, 2005 11:18 PM
#18
Ok, Roman, mas porque aquele time tinha tantos "fraquinhos"? Quem o montou? Marinho (76), Hermínio (74-75), Caçapava (76), Flávio (75), Dario (76), Batista (76) e Vacaria (75) foram contratados ou colocados no time por Minelli (74-76). O meio-campo pré-Minelli era uma pluma: Falcão, Carpeggiani e Escurinho, com Valdomiro, Claudiomiro e Canhoto na frente. Lula - a maior contratação do RS até aquela época (Cr$ 1.000.000,00?) foi-lhe imposto e, assim que apareceu Caçapava e Batista, Minelli empurrou Falcão para jogar mais a frente e, em 1976, liberou Carpeggiani (na época Paulo César) para o Flamengo.
Não vale dizer que Escurinho era grande, tá? Afinal, ele era inteiramente avesso a estas coisas como dar combate, etc.
Grande abraço.
Milton Ribeiro em maio 16, 2005 11:31 PM
#19
Amigo Idelber. Escrevi um post que, se não tivesse dedicado a meu filho, poderia ter dedicado a ti. É a primeira vez que escrevo sobre futebol no meu blog. Tem citação tua etc. e tal.
Abraço.
Milton Ribeiro em maio 16, 2005 11:43 PM
#20
Valeu, pessoal.
Sobre o Minelli: ele disse sim, Odorico, em algum momento, que jogador prá ele "tinha que ter 1,75m" (o Milton só aumentou 5 centímetros, hehehe...).
Filho: que incrível você ter chegado aqui logo hoje. Espero que tenha valido a memória.
Adriano: circule notícias nossas à vontade entre a Massa.
Luninha: adorei sua história, volte sempre, aqui a gente adora a camisa do Flu, especialmente a de listras verticais. É linda!
Clovis: não descarto a hipótese de que a minha recordação esteja completamente distorcida, claro. Que o Atlético eramelhor, acho que não há dúvida. Se ele foi melhor na partida já é outra história. Jamais revi essa partida você acredita?
Ninguém lembrou-se de dizer que o ponta-esquerda que seria campeão no ano seguinte era o Ziza, campeão de 78 com o Guarani.
Só para recordar, naquela tarde os times jogaram com:
Atlético-MG- João Leite – Alves, Márcio, Vantuir, Valdemir – Cerezo, Ângelo, Marcelo (Paulo Isidoro) – Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziza. Técnico: Barbatana.
São Paulo- Valdir Perez – Getúlio, Tecão, Bezerra, Antenor – Chicão, Teodoro (Peres), Dario Pereyra – Zé Sérgio, Mirandinha e Viana (Neca). Técnico: Rubens Minelli.
árbitro - Arnaldo César Coelho
Idelber em maio 17, 2005 2:58 AM
#21
A primeira vez que fui ao estádio foi a mesma coisa da segunda, da terceira e da quarta. Aliás... não sei se houve quarta.
Só fui algumas vezes pra acompanhar meu pai. Não consigo gostar de futebol. Não mesmo.
=P
Fellipe Vaughan em maio 17, 2005 3:37 AM
#22
Paixão é a melhor definição pra esse sentimento! Independente de jogadores, tecnicos, altos e baixos, sempre teremos razões INDISCUTÍVEIS para declarar nosso amor eterno, não? COXA EU TE AMO!!!
Um ótimo livro que li recentemente foi o "Futebol e Guerra - Resistência, triunfo e tragédia". Conta a historia do Dínamo de Kiev durante a ocupação nazista. Excelente!!!
Sylvia em maio 17, 2005 8:14 AM
#23
Seu texto está tão bom que, quando li que o gênio centroavante não ia entrar em campo, tive o impacto de uma notícia que estivesse sendo divulgada agora... Mas Ele não vai entrar em campo? Nem agora, nesta volta ao passado? Você conhece aquele curta em que uma pessoa volta no tempo e retorna ao Maracanã em 50 para avisar o Barbosa do perigo? Grita, o Barbosa olha para trás, e a bola entra... Achei que o Rei desta vez entraria em campo... O resultado é que o ímpeto de choro, que sufoquei naquele dia, veio forte demais neste retorno... ao menos por alguns segundos...
Mas ficou para sempre o consolo: Vice-Campeão Brasileiro Invicto. Ninguém, jamais, terá a nossa glória: a de só não ser Bi porque os deuses não quiseram. Um dia virá a recompensa, com certeza, e o Galo será Campeão para sempre.
Rei, rei, rei!
Amigo Tristão: você aqui neste blog, por favor, sinta sempre um tapete vermelho sob os pés. Estou honrado que o texto o emocionou (conheço, sim, aquele belo filme).
Axé babá e viva o Rei.
Tristão em maio 17, 2005 11:05 AM
#24
Me lembro sim da minha primeira vez a um estadio, fui j'a com idade avan'cada, tinha j'a 24 anos, nao fui antes por circunstancias da vida que nao tem nada a ver comentar aqui. Mas minha primeira vez nao foi tao desastrosa quanto a sua amigo, entrei no Maior do mundo numa noite de meio de semana, mais de 80 mil espectadores, vazio na 'epoca para o tamanho do Gigante do Maracana. Depois dessa cheguei a estar no Maracana com mais de 150 mil expectadores, como na final do Brasileiro de 83 se nao estou enganado, ocasiao em que ganhamos do Santos por 3x0 e no final o Serginho Chulapa fez aquela lambanca e o jogo acabou em pancadaria, mas era lindo ver, s'o quem j'a esteve l'a sabe a sensacao que 'e estar num estadio com mais de 150 mil pessoas. Mas, voltando a minha primeira vez, estava bonito, fui assitir a primeira partida da final da Libertadores de 81, ganhamos por 2x1. Na partida de volta, que foi no campo do advers'ario, literalmente trucidaram nosso time em campo e ganharam, obrigando a uma terceira partida em campo neutro, e o desenlance quem conhece futebol sabe como foi, mas nao esque'co aquele lance do Anselmo entrando em campo para ca'car, literalmente ca'car o Mario Soto em campo e devolver a ele o que ele fez com o grande Lito. E para terminar, meus aplausos ao autor, estou aqui pela primeira vez, via O Globo, e pode ficar tranquilo grande Idelber, j'a est'as no meu favoritos, e nao prometo comentar, mas prometo voltar mais e mais vezes, sou meio pregui'coso para comentar posts, rsss, Um abra'co e sucesso pra vc. S'o mais um P.S., rss, s'o h'a uma pequena diferen'ca entre nos a respeito de futebol, rss, Sou Mineiro, criado no Rio de Janeiro, e pelo descrito acima d'a para se saber por que time torc'o, mas infelismente em Minas sou Cruzeirense, rsss, abra'cos, sucesso..
Kmu em maio 17, 2005 11:45 AM
#25
Belíssimo texto, Idelber.
Minha primeira vez em um estádio foi no Orlando Scarpelli, no início 1986. Na ocasião, com 9 anos de idade, já morava em Santa Catarina há 3, mas influenciado pelo meu pai, virei torcedor do então mais recente campeão brasileiro, o CORITIBA FOOT BALL CLUB.
O jogo foi um amistoso entre o COXA e o Figueirense. Fui com meu pai e meu irmão mais novo prestigiar o campeão brasileiro do ano anterior.
O Coritiba ganhou por 2X0, e eu tive a oportunidade de ver de perto alguns dos responsáveis pelo principal título da história alvi-verde.
No Couto Pereira minha estréia foi em 1988, contra o futuro campeão brasileiro, o Bahia. Novamente o Coxa ganhou por 2X0 do tricolor baiano, que jogou desfalcado de Bobô.
Desde então sempre que posso vou até Curitiba ver um jogo, já que Continuo morando em São José-SC. Eventualmente vejo jogos do Figueirense e do Avaí no estádio, para desespero dos meus amigos, que me pressionam para que eu escolha entre uma das duas equipes.
Ah, falei que meu irmão foi conosco no jogo do Scarpelli. Pois bem, apesar de eu morar em SC desde os 6 anos de idade, meu pai sempre insistiu que eu deveria ser COXA por ser paranaense. E sua lógica foi irrefutável para mim. E para meu irmão também. Mas como ele é catarinense, acabou largando o Coritiba e virou torcedor fanático do Figueirense. :-).
Ricardo Antunes da Costa em maio 17, 2005 1:59 PM
#26
Apesar de morar em SP na época, sou mineiro de Betim e fui ao mineirao assistir a este jogo. O grande diferencial foi a ausencia do Reinaldo, se ele joga voces ganhariam, eu diria até com facilidade do Sao Paulo. Voces ainda perderam nos penais, agora imagina o maraca com 112.000 pessoas e perdemos a copa do brasil 99 para o juventude num empate sem gols. Apenas um golzinho e nada mais e a alegria estaria estampada nos rostos daquelas 112.000 pessoas. Estava lá e sofri como sempre com o meu BOTAFOGO. Alias tudo acontece com e ao BOTAFOGO. Apesar da tristeza ao final do jogo, ver o maraca lotado com a torcida do FOGAO foi demais. Outra emoção marcante foi ter assistido a inauguração do mineirao em 1965.
Quanto as pessoas que declaram nao gostar de futebol, eu digo que passarao pela vida sem te-la vivido plenamente.
Botafogo, tu es o glorioso não pode perder, perder para ninguem........nem empatar.
Um forte abraço e parabéns pela entrevista no Globo. Sucessos.
Carmo em maio 18, 2005 12:12 PM
#27
Assim como neste texto, muitos torcedores foram "iniciados" com derrotas do seu clube! Isto acaba por se transformar em um batismo de fogo dos mais dignos!!
Curiosa e factível esta teoria do início da derrota do Sarriá. Aguardo as minúcias.
Paulo Zobaran em maio 19, 2005 6:29 PM