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quinta-feira, 02 de junho 2005

Carta Aberta ao Senador Eduardo Suplicy

Prezado e Ilustre Senador Suplicy:

Chego um pouco atrasado à conversa, mas não poderia deixar de lhe escrever. Esta é uma carta cheia de admiração. Acompanhei pela imprensa o relato acerca das centenas de mensagens de apoio à assinatura que o Sr. emprestou à CPI encarregada de apurar o escândalo de corrupção nos Correios. Parabéns por honrar o mandato recebido.

Escrevo não só para expressar apoio à decisão do Sr. de assinar o requerimento da CPI, mas também para compartilhar preocupação com a forma como a direção do Partido dos Trabalhadores tem tratado as diferenças que afloraram no partido nos últimos anos. Esse escândalo reuniu ingredientes das piores práticas instaladas no PT.

Em primeiro lugar, a cena de corrupção envolvia o indicado de um dos “neo-aliados” mais manjados do governo federal, o Sr. Roberto Jefferson, ex-chefe da tropa de choque de Collor, contra cuja presença no governo nós, da chamada “esquerda” do PT, insistentemente protestamos. Uma vez provado o ato de corrupção, o governo federal – ao invés de se lançar à apuração e punição dos responsáveis, que não eram do PT – optou pelo caminho mais suspeito e menos inteligente, o de bloquear a apuração da denúncia. Ao fazê-lo, o governo simplesmente entregou a faca e o queijo ao PSDB e o PFL.

A seqüência de trapalhadas incluíram visitas ao Sr. Jefferson – com pedidos que, segundo este, chegaram às raias do “pelo amor de Deus” – telefonemas ao Sr. Garotinho e uma verdadeira sanha de perseguição contra os parlamentares petistas que ousaram desafiar essa suspeita e desastrada estratégia.

Se o corrupto era o Sr. Marinho e o responsável pela indicação o Sr. Jefferson, o que realmente a direção do PT queria esconder? Por que tanto desespero em proteger o ex-aliado número 1 de Collor? Por que o Ministro da Casa Civil, de acordo com todos relatos, parecia tão preocupado?

O Sr. sofreu a primeira punição, ao ter seu nome alijado da chapa que concorre à direção do PT. O Sr. já indicou que ainda assim votará no candidato da situação – desta situação horrenda que aí está – que é o Sr. José Genoíno, o mesmo que, apesar de não ter 5% do seu currículo, referiu-se ao Sr. nos termos mais desrespeitosos possíveis.

Respeito o voto do Sr. na eleição petista, Senador Suplicy, mas permito-me discordar. Hoje, eu não votaria no Sr. Genoíno nem para síndico do meu prédio. Não porque ele não seja um homem ilibado e honesto. Tenho certeza de que o é. Mas já perdeu a credibilidade ao converter-se num repetidor do que lhe mandam dizer, mera correia de transmissão que justifica qualquer absurdo para preservar a “unidade partidária”, definida sempre nos termos que convêm ao poder, é claro. Há outros candidatos à presidência do PT que poderiam – se eleitos, o que é muito difícil, dadas as centenas de milhares de recentes, estranhas filiações – trazer alguma credibilidade e ar fresco de volta à direção do partido.

Tudo indica, Senador, que o Sr. será o próximo nessa fritura. Por que não partir, então, para o ataque e oferecer o seu voto a um candidato que se oponha a essa truculência, a esse esmagamento da democracia partidária? Um exemplo é o Dr. Raul Pont, ex-prefeito de Porto Alegre, um homem infinitamente mais preparado, inteligente e comprometido com a democracia que o Sr. Genoíno.

Eu não conheço o suficiente sobre os bastidores para saber se eles pensam roubar-lhe a indicação ao Senado na próxima eleição. Já fizeram coisas piores. Eu imagino que mesmo odiando o Sr. com todas as forças, eles têm muito medo de fazê-lo, porque sabem que o Sr. seria capaz, concorrendo por qualquer outro partido, de esmagar o candidato deles nas urnas. Mas é bom ficar atento.

O que eu não consigo entender ainda é por que cargas d’água uma reunião em que se lhe comunica a “punição” tenha que ser feita com o Sr. Delúbio Soares, tesoureiro do partido. O Sr. tem alguma idéia? Por que será que esse é um assunto para o tesoureiro? Não é o cúmulo da vergonha que o PT chegue ao ponto em que Delúbio Soares comunique uma punição a Eduardo Suplicy? Será que eu sou o único entre os petistas filiados no começo dos anos 80 que jamais ouviu falar da história desse Sr. no partido? De onde ele saiu? Qual foi a trajetória da ascensão dessa emblemática e misteriosa figura?

Apesar de já ter rasgado minha filiação ano passado e portanto não estar habilitado a votar nas eleições do PT que se aproximam, Senador, eu deixo ao Sr. minha admiração, minha solidariedade e meu desejo de que suas próximas decisões sejam sábias e cuidadosas. Sei que éticas e impecáveis elas serão.

PS: Estou enviando-lhe esta missiva por email mas também a publicarei no meu blog. Dentro de uns dois dias lhe encaminharei também os comentários que por ventura meus leitores fizerem. Um abraço do seu admirador.



  Escrito por Idelber às 23:29 | link para este post | Comentários (28)


Comentários

#1

Bravo, Idelber! O Suplicy vai pagar caro por ter assinado o requerimento da CPI, mas vai ficar em paz com a própria consciência. Espero que o nobre senador resista bravamente e lute para fazer o PT voltar a ser o que ele era. Um partido democrático, libertário e que lutava por um país onde todos vivessem com dignidade e bem estar.
Lute, senador, pois no final os truculentos e oportunistas serão um triste rodapé numa trajetória de lutas tão bonita que eles teimam em contradizer. Lute pelo nosso sonho de um Brasil melhor, igualitário e soberano.
Eu fui eleitor do PT desde a minha primeira eleição, em 1988, até 2002. Mas com seis meses de governo Lula, vi o enredo de "A Revolução dos bichos" do Orwell tornar-se realidade. Não sei mais quem é homem e quem é porco. Mas a iniciativa do senhor em não assinar o requerimento me deu uma pontinha de esperança.
Não deixemos a truculência, o oportunismo e o carreirismo de alguns vencerem os nossos sonhos! Eu quando tinha dezenove anos cheguei a panfletar para o PT na esperança de que o Lula derrotasse o Collor e agora o Lula diz que assinaria cheque em branco para o Bob Jeff?
Volto para o Brasil em breve e retornarei ao engajamento político, pois não quero ver os sonhos e esperanças daquele jovem estudante de Engenharia irem por água abaixo.

Wagner em junho 3, 2005 12:19 AM


#2

Realmente todos somos obrigados a admitir que Suplicy é de uma coerência e honestidade incontestáveis. Independente de concordar ou não com as idéias dele isso já é motivo de sobra para lhe render meu respeito e boa vontade em ouvir e ponderar qualquer coisa que ele diga.
Sobre CPI's sou da opinião que esse cepeismo pós-collor não se justifica, traz muitos prejuízos e gira em torno de politicagens mil.
Por que, simplesmente, não se deixa a Polícia Federal e o Ministério Público, muito mais capacitados e dotados de competência para tal, fazerem seu trabalho? Por que simplesmente não colocam a comissão de ética ou um grupo de parlamentares para cobrar e acompanhar passo-a-passo essa investigação sem ter que fazer um carnaval político que atrapalhe os trabalhos do Congresso?
Concluídas as investigações, aí sim, o Congresso faria o julgamento político, se houvessem parlamentares envolvidos, cassariam o mandato, entregariam para a justiça comum, etc.
Tem coisa demais a ser investigada nesse Brasil, deveriam fazer isso de forma organizada e metódica e não em maremotos periódicos...

Roger em junho 3, 2005 6:14 AM


#3

O que me preocupa é não saber as verdadeiras razões por trás desse comportamento do PT no governo. Aquilo que é conversado nas pequenas reuniões de caciques. Os outros partidos, por piores que sejam, sempre deixaram claro para onde se dirigem. O PT está deixando seus eleitores, e o país, absolutamente desorientados. abs

Afonso em junho 3, 2005 6:21 AM


#4

O Senador Suplicy representa o resquício de dignidade que o PT possui.
Hoje PT é Partido Transgênico. É um Partido partido, mas antes esta partição, estas demonstrações de honra e respeito ao currículo (pessoal e partidário), que esta corja que anda orinetando os rumos do país. Fui eleitor desta administração, nas últimas eleições sempore votei PT, tenho de vereador a presidente, deputados e senador ocupando cadeiras, mas a decepção com todos é máxima. Não voto mais no PT. Decepção é a palavra que sempre associo ao PT. Joguei minhas fichas, todas, e perdi. Na próxima eleição não repito o erro.
Solidarizo com o escrito do Idelber e ratifico apoio a este senhor, senador e petista de raiz chamado Eduardo Suplicy.
* Não sou filiado ao PT, mas sempre votei PT, já fui filmado comemorando e balançando bandeira do PT, mas nestes dias dá vontade de me filiar só para poder sair.

Aluno em junho 3, 2005 6:26 AM


#5

Bravo Idelber!!!

Elisa em junho 3, 2005 7:31 AM


#6

Caro Idelber,

Da mesma forma que nossos amigos, apesar de não ser filiado, sempre votei PT, e minha decepção também é imensa!

Roger, meu amigo, a CPI é importante porque a investigação do Ministério Público e da PF são investigações criminais, enquanto que a CPI é um instrumento político. Ela é fundamental para que venham à tona as práticas políticas que são usadas e quem são os praticantes.

Acho que essa desilusão com o PT tem um ponto extremamente positivo, desperta em muitas pessoas a visão que não devemos colocar na mão de pessoas, Lula, FHC, Garotinho, PT, PFL, seja lá quem for, o destino político de nossas vidas. Temos que ser mais políticos através de nossas atitudes diárias, da cobrança aos nossos representantes, pela luta por justiça!

Por exemplo, nesse exato momento estou convencido que quanto menos poder os políticos tiverem, menos eles nos farão mal. E tirar poder dos políticos significa essencialmente diminuir o tamanho do estado, definir prioridades, melhorar as condições de vida dos funcionários públicos que fazem a diferença, como policiais, médicos e professores, e fazer com que haja concorrência dentro do governo.

Dizer não ao PT nas próximas eleições significa dar um susto em todos os políticos, ou eles começam a trabalhar de verdade e tomam atitudes certas no sentido de reformar nosso país, ou eles vão ficar 4 anos desempregados!

Agora a dúvida? Votar em quem? Estou aberto à sugestões!

Um abraço,

Ricardo Aldana

Ricardo Aldana em junho 3, 2005 7:40 AM


#7

A restrição que o presidente Genoíno faz ao senador Suplicy só confirma outras atitudes pouco democráticas e um tanto totalitárias por ele determinadas. Como algumas lideranças paulistas tem medo do senador Suplicy!!!!

Paulo Zobaran em junho 3, 2005 7:42 AM


#8

Caro Idelber,

Todos nos que comentamos ate aqui, pelo que deu para ver, compartilhamos uma caracteristica: nunca fomos filiados mas sempre votamos no PT.

O que nao eh aceitavel, ao meu ver, sao os "dois pesos, duas medidas": o PT oposicao considerava as CPIs instrumentos fundamentais no processo politico para investigar casos de corrupcao, mas o PT governo considera que sao para "desestabilizar". Ora, quem nao deve, nao teme.

Alem disso, eh hora de deixarmos de ser ingenuos achando que o PT eh imune a esse tipo de coisa (desonestos, corruptos, etc). Se algum o foi (o que nao acredito), ja nao eh mais.

So discordo de ti quanto ao Sr Raul Pont: nao considero ele mais preparado que o Jose Genoino. Alias, como porto-alegrense que o teve como prefeito, na verdade o vejo como truculento.

abraco

marcelo em junho 3, 2005 8:06 AM


#9

O Senador sempre me emocionou. Não é só o PT que não gostaria de passar por uma CPI, "nenhum" governo gostaria de passar por tal situação. Quanto à assinatura, penso que além do gesto democrático, o senador se colocou no lugar de qualquer cidadão brasileiro. Bravíssimo! Luma

Luma em junho 3, 2005 8:09 AM


#10

Utilizando o canal aberto pelo Idelber e sua intenção de enviar ao Senador Suplicy estes comentários, dirijo-me ao Senador Eduardo Suplicy.

Prezado Senador.

O que o sr. fez, assinando a CPI, voltou a mostrar ao país uma face esquecida de nosso partido. A face da integridade, da inteireza e da honra. Não sou ingênuo a ponto de achar que os caminhos da política não sejam tortuosos e que não sejamos obrigados a realizar alianças para ir adiante, mas há limites e o da corrupção é apenas um deles. Não sou filiado, mas voto no PT desde sua fundação e estou estarrecido.

Talvez por não entender de economia, abstenho-me de criticar a linha econômica adotada pelo governo. Porém, chegamos agora ao ápice - espero - de uma crise moral. Não se defende incondicionalmente um aliado com o passado do Sr. Roberto Jefferson. A um partido sem máculas não interessaria criar fatos que o ligassem a tal pessoa e a defesa desesperada do ex-brutamontes Jefferson acaba por ligar o PT à algumas das cenas mais tristes da política de nosso país. O partido é importante e sua assinatura deve ter esmagado dolorosamente uma fidelidade que o Sr. não esperava trair, mas em verdade a traição não foi sua, Senador. Era demais aceitar.

Como gaúcho, creio não ter tido nunca a oportunidade de colocar na urna um voto ao Sr., mas se um dia tiver esta chance, o farei.

Receba meu apoio.

(Obrigado, Idelber. Este é um BLOG maiúsculo.)

Milton Ribeiro em junho 3, 2005 8:16 AM


#11

Bravíssimo,Idelber. Desta vez você se superou e os seus comentaristas não deixam a peteca cair.

Com o PT no poder a Decepção venceu a Esperança. Homens como o Senador Suplicy que nos fazem lembrar que ainda há salvação para este país.

Viva em junho 3, 2005 9:18 AM


#12

Bela iniciativa, Idelber!
Assino embaixo.

christiana em junho 3, 2005 11:17 AM


#13

Idelber,
sem querer ser nota destoante no coro geral que saúda este post, deixei uma opinião um pouco divergente lá no blog. Não sobre o senador, mas sobre a CPI. Talvez este seja um elogio ao homem certo, pelo motivo errado. Quem sabe?

Roman em junho 3, 2005 11:26 AM


#14

Bravo! Bravíssimo! Idelber, parabéns pela coragem e integridade. Só uma pequena ressalva. Ser honestio e ilibado não significa apenas não desviar recursos públicos ou praticar outros atos de corrupção. A ética na política vai muito além disso. Dessa forma ouso discordar quando afirmas ter certeza de que o Genoíno (tá na hora de mudar de nome...) é pessoa honesta e ilibada. Ora, mentir descaradamente em nome de um projeto de poder, jogar pelo ralo todas as convicções políticas e éticas em nome da manutenção desse mesmo poder, trair a confiança de milhares de pessoas e passar por cima de figuras tão notáveis como o Senador Suplicy apenas para manter uma tal de unidade partidária, tão fictícia quanto uma nota de três reais, não configuram atitudes corretas, honestas, tampouco ilibadas.

Abraços cordiais

Kbção em junho 3, 2005 1:19 PM


#15

Idelber & demais comentaristas,
Vou fazer meu 'début' nesta caixa de comentários – leio o blog já há algum tempo – na contramão do sentimento reinante. Em primeiro lugar: o senador havia firmado um acordo com seus pares; se as suas assinaturas não fossem fundamentais para a instalação da CPI, mantê-las-iam, jogando para a platéia; se o fosse, retirariam, em conjunto, por óbvias 'razões de Estado'. Tudo a ser executado coletivamente, até o prazo limite.

Ele havia participado, deliberadamente, de uma operação política – de traços 'éticos' discutíveis - e, quando pressentiu que poderia ter ganhos individuais com a ação que empreendeu (e toda sua 'mise-en-scène'), não relutou um segundo em agir na contramão do que havia estabelecido com sua própria bancada. Há nisso um 'relativismo moral' (para não chamar de oportunismo eleitoral) de dar medo. Que, de resto, repete sua performance por 'boca-de-aluguel' às vésperas da eleição municipal, com Mônica Dallari nas Páginas Amarelas de Veja.

Segundo: realpolitik não é bela, não faz bem ao estômago, mas é a única que existe. Alguém aqui, em são consciência, acha que uma CPI – qualquer que seja ela - tem por objetivo a 'apuração da verdade'? Que Arthur Virgílio e Jorge Bornhausen são neopaladinos da moralidade no trato da coisa pública? Que os alvos da CPI seriam Roberto Jefferson e PTB e não o governo Lula? Inocência pode ser lindo, mas não dá bases à construção de políticas conseqüentes. Quem se dispôs a uma estratégia de participação nas instituições do Estado burguês e de formação de coalizações policlassistas – como o PT fez e, me parece, todos os comentaristas que declararam seu voto no Partido coonestaram – tem, no mínimo, a obrigação de saber qual é o jogo que se joga e quais são os limites do campo.

Meu rol pessoal de críticas ao governo federal e ao PT conta-se às resmas. Mas, no caso em foco, só falta de razão – no sentido iluminista do termo - pode levar a desconsiderar que o que está em curso é puro golpismo ‘lacerdista’, jamais a defesa da ‘res publica’.
E o senador tornou-se, 'malgré lui', espero, força auxiliar da operação da direita.

Artur em junho 3, 2005 3:44 PM


#16

Rendo-lhe às maiores reverências pela coragem e o ato civíco de manifestar uma posição que não é apenas do nosso nobre senador,mas da maioria da população que exige o rigor absoluto na apurações desse episódio nos Correios.
Endosso seu apoio ao Sr.Senador e me coloca a disposição para qualquer manifestação "a La PT".
Saudações cordias!

Luciano em junho 3, 2005 3:44 PM


#17

Rendo-lhe às maiores reverências pela coragem e o ato civíco de manifestar uma posição que não é apenas do nosso nobre senador,mas da maioria da população que exige o rigor absoluto na apurações desse episódio nos Correios.
Endosso seu apoio ao Sr.Senador e me coloca a disposição para qualquer manifestação "a La PT".
Saudações cordias!

Luciano em junho 3, 2005 3:45 PM


#18

Ditado revisitado
Quem não deve não teme...
... desde que não haja CPI.

abraços

dr x

dr x em junho 3, 2005 3:58 PM


#19

Cara, chegando atrasado também na conversa, mas achei esse teu post genial nesse meu primeiro acesso.
As CPIs precisam acontecer e olha que se tudo fosse apurado, os parlamentares brasileiros teriam uma demanda de CPIs altissima pra tratar.
Mas o que me chamou mais atenção e é algo que eu tenho visto há um bom tempo, é a questão do PT.
Adianto que sou um cara sem partido, critico à todos praticamente e procure ter a minha própria filosofia. O episódio da Heloisa Helena pra mim foi o grande "boom" e preservo um respeito aos chamados "radicais", que eu prefiro chamar de verdadeiros petistas. O rumo direitista e conservador do PT após a eleição do Lula é claro demais até aos menos entendidos. O que vejo de positivo é que os escandalos pipocam na mídia com mais frequência, fato positivo, mas as decisões e correções não são vistas.
Voltando ao PT, creio que o partido se perdeu diante de máquina do governo federal, infelizmente. A mudança de rumos causou e vem causando rupturas internas que prejudicam a base e beneficiam diretamente a oposição, principalmente o PSDB.
Bom, não quero me prolongar aqui nos teus comentários, mas achei oportuno escrever algo, pois me identifiquei com tuas palavras. E ao Suplicy, sempre pareceu um cara coerente. Tem crédito com o povo.

Abraço.

Zyhunter em junho 3, 2005 4:21 PM


#20

Muito obrigado a todos. Eu quero responder rapidamente aos que manifestaram discordâncias, porque foram todas elas de altíssimo nível.

Roman: acho que num caso como este, sim há espaço para investigações do judiciário E TAMBÉM do legislativo. Tradicionalmente, pelo menos na teoria, a CPI se justifica quando se configura não só um crime mas também indícios de que esse crime está ´incrustado´ nas altas esferas do poder. O caso da CPI de PC Farias é emblemático: sozinho, o judiciário jamais teria tido condições de desmontar o esquema que foi desmontado ali, porque ele era de natureza essencialmente política . Acho que essa é a diferença: há, neste caso, indícios fortes não só contra o Sr. Marinho, mas contra a cabeça, contra a estrutura mesma que o indicou. Sendo esta de natureza essencialmente política, justifica-se que os representantes da polis estejam envolvidos na sua apuração.

Por isso, Artur, sigo discordando da conclusão que você tira da análise corretíssima que faz. Tudo o que você diz é verdadeiro: nem Bornhausen ou Arthur Virgílio são paladinos da justiça, nem a atitude de Suplicy foi desprovida de jogo para a platéia. Mas em matéria de ética e de política. É o princípio da apuração que importa. Sim, é verdade que houve um acordo entre a bancada. Mas também é verdade que no começo deste acordo Suplicy avisou que pensaria e que votaria com sua consciência. E também é verdade que para os Dirceus e Genoínos as decisões da bancada não valem nada, são puros momentos de referendação de uma decisão tomada em outra instância (o desrespeito à decisão da bancada que em OUTUBRO escolheu Virgílio Guimarães como candidato do PT à presidência da Câmara é o exemplo mais recente).

Portanto, são verdadeiras todas as observações feitas sobre a Realpolitik. Mas elas não mudam a questão de princípio, que é ética. Abraços e obrigado a todos, especialmente aos que discordam, e que siga o debate.

Idelber em junho 3, 2005 5:37 PM


#21

Idelber: retransmito aqui o que escrevi hoje lá no meu blog:

Nem no pior dos meus pesadelos tive tamanha desilusão. Ver o governo Lula torrando R$400 milhões para morrer abraçado com Roberto Jefferson, Romero Jucá e Renan Calheiros é demais. Será que alguém lá de dentro vai dar um murro na mesa?

Talvez esse alguém pudesse ser o senador Suplicy.

Roberson em junho 3, 2005 8:50 PM


#22

Tenho a impressão de que esse sentimento de indignação, que inspira a carta e os comentários, tem se tornado muito difundido atualmente. E isso sempre soa triste. Mas devo dizer que essa discussão me traz um pouco de esperanças, mesmo que não seja da forma como pensava ser ideal há algum tempo.

Devo dizer, e concordar com alguns, que Comissões Parlamentares de Inquérito têm se tornado grandes palanques de disputa por publicidade. E... o que é ainda pior... o "grande" jornalismo brasileiro tem comprado esse circo. É realmente difícil acreditar que alguns dos parlamentares mais interessados na abertura da CPI dos Correios - e que posam de incansáveis lutadores pela decência nas grandes reportagens do horário nobre - estejam também prioritariamente interessados em desvendar todos os lados obscuros desse caso. Mas é também inacreditável o papel a que se prestou o governo nessa história, sendo que tem grande poder na decisão dos "nomes" da comissão. Se, pelo menos, a mídia brasileira tivesse a sensatez (e a responsabilidade) de selecionar discursos de forma não interessada, a luta política pelo caso não seria tão nojenta.

Vou linkar essa discussão lá no Uivemos, Idelber. Abraço.

Helena em junho 3, 2005 9:12 PM


#23

Sobra ao Senador uma joia cada vez mais rara no mundo político: nobreza de caráter. Perfeito alinhamento entre princípio, discurso e ação. Ele deve ser um homem feliz. Me comovo só de imaginar a sobriedade com que ele receberia (ou receberá) qualquer punição do partido.

Já o Senador Cristóvão, por mais que eu ainda espere alguma coisa boa dele, me decepcionou. Esta história de que "tenho liberdade de expressão mas não de voto" foi apenas uma frase elegante para justificar uma covardia e uma patética tentativa de barganhar com o poder central o apoio à sua candidatura ao governo do DF (que acabará não dando certo, de qualquer modo).

Bear em junho 3, 2005 9:22 PM


#24

Sempre admirei o Suplicy. E é claro que esse apreço só aumentou. ;)

Ana em junho 4, 2005 1:20 PM


#25

Eu até tenho uma simpatia pelo Suplicy, mas acho que ele sabe muito bem em que vespeiro ele está sentado, respeito terei por no dia em que se retirar do PT, mas mesmo assim as alternativas estão difíceis. E o Raul Pont doutor, essa eu não sabia :-) Beijão !

Ana Lucia em junho 5, 2005 11:37 AM


#26

O sr. Genoíno na Bandeirantes: genuinamente um canalha.
Este é o presidente do PT, o Partido Transgênico.

Aluno em junho 5, 2005 11:20 PM


#27

PT democrático??? Com uma pessoa chamada José Genuniuno? Com guerrilheiros comunistas em seus quadros?? Poupem-me...

Pablo Vilarnovo em junho 6, 2005 12:43 PM


#28

Pra mim, o PT acabou! Só está faltando enterrar..
Espero que grandes nomes em que ainda acredito, como o Suplicy.. tenham a oportunidade (em outro partido) de se candidatar para a próxima eleição presidencial.. caso contrário, vai ser difícil engolir Serra ou "Alckmim"!
Ass. EX-militante do PT

Antonio Previdi em agosto 12, 2005 11:28 PM