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sábado, 18 de junho 2005
Sampa

A última vez que eu estive em São Paulo, a moeda era o cruzado, ou o cruzeiro, ou o cruzado novo, ou talvez índio quer apito. O presidente, eu acho que era Itamar. O melhor time do Brasil era o Grêmio. É, faz tempo que não vou a São Paulo.
Nesses anos todos de expatriamento aprendi a zanzar tranqüilo pelo Rio, Buenos Aires, Nova York ou Londres, mesmo em áreas que não conheço bem, como a Tijuca, Palermo, Upper West Side ou Chelsea. Mas reconheço que São Paulo me amedronta um pouco.
Não é só o gigantismo: há uma certa intensidade e velocidade no cotidiano paulistano que assustam, especialmente a quem chega de Minas ou de Nova Orleans, lugares onde a vida não é exatamente veloz . Mesmo para quem tem o parâmetro de outras megalópoles como a Cidade do México, São Paulo é singular. Compare o DF mexicano, onde todo mundo é mais ou menos a mesma mistura de ibérico com índio, com os milhões de árabes, japoneses, italianos e mil outras nacionalidades e etnias sem as quais São Paulo seria impensável. É difícil explicar isso aos mexicanos sem ofender - explicar, em outras palavras, que São Paulo é muito melhor que a Cidade do México.
E foi uma imagem de Sampa que me serviu de capa para o meu primeiro livro.
Eu, que como Lucia Malla, sou um viajante anti-turístico (o que não quer tirar fotinhas, catalogar visitinhas, colher pedacinhos de souvenirs, mas experienciar a diferença da outra cidade), eu que adoro perder-me numa cidade sem a orientação de anfitriões, em São Paulo invariavelmente me vejo recorrendo às dicas dos locais: e aí, o que você sugere?
Não que eu não tenha história com a cidade. Estive em um ou outro comício histórico na Praça da Sé, cujas ocasiões nem dá vontade de lembrar nestes dias delúbicos. Presenciei uma das decisões mais importantes - politicamente falando - do futebol brasileiro, a do campeonato paulista de 1982, em que a Democracia Corinthiana derrotou não só o São Paulo (sorry, Marcos), mas também todos os que insistiam que uma equipe de futebol organizada democraticamente não poderia ser campeã.
Ainda me lembro de emocionar-me quando visitei o Bixiga, não porque houvesse encontrado nada especial, mas porque era o lugar que havia inspirado tantas canções especiais. Os anfitriões insistiam o Bixiga já não é o mesmo, e eu pensava, claro que não, você já viu algum lugar mítico que o seja? Claro que o Bixiga cantado nestas pérolas já não existia, mas quem se importa?
Hoje, conversando com ela, ríamos da coincidência de que todas as nossas amizades paulistanas têm algo em comum: jamais vi um paulistano reclamar você não liga mais, não respondeu aquele email, não visita mais o blog, não fala mais de mim ou coisa do estilo. Talvez seja mesmo porque o ritmo da vida não permite esse tipo de frescura. Encontrou, beleza. Não encontrou, fica para a próxima. Há um despojamento que me agrada muito - as pessoas são, como se diz em inglês, no bullshit. Ausência total de nhém-nhém-nhém.
Não sei se já repararam, mas a história da literatura brasileira segue a história das monoculturas: no século XVII praticamente só existe na Bahia, no século XVIII em Minas Gerais, no século XIX no Rio de Janeiro. A Semana de Arte Moderna de 1922 não foi só um grito de independência artística e liberdade criativa. Foi também o que possibilitou que hoje o amazonense Milton Hatoum e o gaúcho João Gilberto Noll escrevam com plena consciência de que são parte da mesma tradição. Na literatura, o deslocamento do eixo dominante para São Paulo - rapidinho e passageiro que foi - é o que faz do país um país.
Chego a São Paulo hoje e desta vez já sei que não terei tempo para usufruir da vasta oferta de museus, exposições, eventos musicais, literários, etc. Mas antes da reunião de blogueiros na Vila Madalena às 21 horas, talvez eu me anime a fazer o que sempre quis: perder-me por um dia em São Paulo.
Escrito por Idelber às 01:50 | link para este post
| Comentários (34)
#1
primeira vez aqui e adorei. Confesso que realmente achei ótima a parte em que vc se refere a quem chega de Minas. Sim, sou mineira, e não conheço São Paulo, mas sabe... Eu daria tudo para conhecer aquele lugar, sei lá, todos falam tanto do agito, da 25 de março, que fico numa ansiedade sem par!!! Bjos!
Ricarda em junho 18, 2005 3:16 AM
#2
momento curiosidade=ON
aliás, falando em nacionalidades diferentes, há uma estatística da prefeitura que diz que são paulo é a maior concentração de japoneses fora do japão; a maior de libaneses fora do líbano; a maior de italianos fora da itália; e, por fim, a maior de nordestinos fora do nordeste.
momento curiosidade=OFF
[]'s
PS: teu texto me deu mais saudades de casa.
Diogo S Lima em junho 18, 2005 4:36 AM
#3
Idelber, antes de mais nada, tomem uma cerveja por mim hoje à noite no meu antigo "reduto paulistano", a saudosa Vila Madalena. Sim, morei na Vila, no auge da novela - q brega. E tenho uma saudade ENORME daquele lugar, das ladeiras e ruas, da feira e dos bares. Do clima das pessoas.
Divirta-se em seu um dia em São Paulo. Eu gosto desses desafios de "um dia". Em geral, nos levam a caminhos interessantes. Depois relate aqui ou via qualquer outro sinal de fumaça internetês.
Por último, obrigada pela citação! Sim, somos anti-turistas - embora eu ainda tire um número absurdo de fotos sempre. De tudo e todos. Mas siga as dicas q sei q te darão: elas serão ótimas, pq quase tudo em São Paulo à noite é bom e divertido. Enfim, aproveite a Paulicéia desvairada!!!
Beijos. :-)
Lucia Malla em junho 18, 2005 5:41 AM
#4
Caro Idelber, estando em São Paulo o Bar Léo (ou Bar do Léo), na Rua Aurora é uma visita interessante.
Considero a cidade de São Paulo fascinante, como aliás este seu texto "SAMPA" confirma, mas acho incrível que os paulistas em geral e paulistanos em particular estejam em busca de que a sua cidade se torne cosmopolita. Será uma ponta de inveja do Rio?! Não se justifica, pois a cidade já passou em muito a "cidade maravilhosa". E cosmopolitas são também Salvador (talvez onde o povo tenha a maior consciência disso), Recife e até mesmo Belém.
Mas não adianta, os bandeirantes puseram na cabeça que a sua capital tem que ser conhecida como cosmopolita e como centro cultural. E na falta de melhor maneira, estão tentando COMPRAR estas condições. O que talvez e infelizmente, não se encontre à venda em prateleiras.
Enquanto isso no que ela pensa que é o seu caminho para a glória, SAMPA importa peças musicais, músicos internacionais, afirma que tem restaurantes com comidas de 87 países e que em SAMPA tem mais nordestino do que em alguma cidade do Nordeste!!! Como se nordestinos não fossem brasileiros!
São Paulo não precisa disso. Para mim é suficientemente importante do ponto de vista cultural, que tenha ocorrido na paulicéia a fundação de uma editora por Monteiro Lobato, e desta forma ter disparado o processo (moderno) de edição de livros em nosso país.
Mas o Bar do Léo também tem o seu valor!
Paulo Zobaran em junho 18, 2005 6:35 AM
#5
Pois é Idelber,
hoje o melhor time do Brasil é o Paulista de Jundiaí que, aliás, perdeu para o Grêmio na semana passada. Boa estada. Perca-se em São Paulo, mas não vá se perder por aí.
Roman em junho 18, 2005 8:59 AM
#6
Lembrar da vitória da Balburdia, quer dizer, Democracia Corinthiana (piada, gosto daquele time) sobre o meu Tricolor foi um golpe baixo. Estarei totalmente sem ânimo para o encontro com a Mel Lisboa esta noite. Sobre nossa necessidade de ser "cosmopolita", não conheço no Brasil lugar que o seja mais que São Paulo. Não sei se por força da Economia, mas é simplesmente um fato. [ ]s e até mais tarde.
Donizetti em junho 18, 2005 10:15 AM
#7
Idelber, sou uma carioca que adora a sua terra, mas que tem um carinho especial por São Paulo. Não moraria lá porque para sair daqui tem que ser para um lugar mais tranqüilo e não mais agitado, mas as coisas que SP oferece são verdadeiras pérolas. Há uns 5 anos que não faço uma pequena viagem. Já estou com saudades. Onde moraria? Pinheiros. Onde gosto da vida noturna? Bixiga. Beijocas
Yvonne em junho 18, 2005 10:35 AM
#8
Se eu fosse mexicano eu ficaria muito puto sim.
Flavio Prada em junho 18, 2005 11:48 AM
#9
Paulo,
Meu avô paterno era piauiense.
Minha avó é italiana.
Meus dois avós maternos, japoneses.
LONDE DE MIM querer ser racista. Só falei que, além de reunir grandes concentrações populacionais de estrangeiros, a cidade ainda ACOLHE o maior número de nordestinos fora do nordeste.
E isso só se dá, ao meu ver, porque é uma cidade grande pra caralho. Se a maior cidade do país fosse Cachoeiro do Itapemirim, acredito que isso se passaria lá em alguma medida.
Pô! Qualquer coisa que paulista fala de nordestino já é vista como preconceito? Isso não é um preconceito em si mesmo?
[]'s
PS: outra curiosidade que já li é que SP tem o segundo maior consumo mundial de pizza per capita, perdendo apenas para NY. Apesar de não ser um dado oficial, nem de eu ter idéia de como raios foram medir uma coisa como essas, com a quantidade de pizzarias que há na cidade até que é plausível. E também há mais restaurantes japoneses que churrascarias na cidade.
Diogo S Lima em junho 18, 2005 12:09 PM
#10
Das vezes em que estive em São Paulo, a última foi no ano passado, cheguei a conclusão de que é uma cidade ótima para passar dois ou três dias. Morar? Não sei nem como os próprios paulistanos conseguem! abs
Afonso em junho 18, 2005 12:34 PM
#11
Obrigada pelos belos comentário da minha querida cidade. Agora quanto ao você não liga mais, não respondeu aquele email, não visita mais o blog, não fala mais de mim eu falo isso sim. Claro que falo só para aqueles amigos mais próximos mesmo, mas eu não deixo quieto o fato de que a pessoa que saía com você todo final se semana (ou quase todo) simplesmente some.
Beijos e até mais
Bibi em junho 18, 2005 12:49 PM
#12
Idelber
bem vindo a Sampa. Já que vc vai estar na Vila, não deixe de dar um pulo no centro cultural Tomie Otake pra ver a exposição do Soto.
Outra dica: no domingo, tome o café-da-manhã numa boa padaria!
beijos
Luciana
Luciana Christante em junho 18, 2005 1:27 PM
#13
A "intensidade e velocidade do cotidiano paulistano" tão bem descritas pelo Idelber são viciantes. Para mim é praticamente impossível ficar muito tempo longe desta terra maravilhosamente caótica. Pode ser até uma doença... Mas já saio da cidade pensando em voltar. Sempre.
Donizetti em junho 18, 2005 2:28 PM
#14
O Diogo Lima, lá no segundo comentário, fala de SP ser a maior concentração de japoneses, libanes e/ou italianos forda de seus países.
Só por isto a cidade já vale a pena, mas o mais bonito é o exemplo do próprio Diogo, neto de italino e japoneses e aposto que o avô piauense era "batrício" (Libanês). Em SP se poderia encontar algum com 03 nacionalidades, herdar duas dos pais e ter a brasileira facilmente, por isto é fácil acreditar no apresentado pelo Diogo. Tem gente que pode jogar em três posições.
PS.: Quando disse que a cidade vale a pena me referi ao turismo, pois particularmente não me vejo vivendo ali. Como turista, 2 ou 3 dias, é meu limite. Um congresso e fim, porém entendo as paixões paulistanas, sempre devemos respeitar o amor ao quinhão (nascimento ou adoção).
Por exemplo eu, mexicano de nascimento, gostaria de explicação sobre a minha cidade!!Brincadeirinha!!!
Aluno em junho 18, 2005 6:34 PM
#15
Idelber, comecei a blogar há pouco tempo e o seu blog é o melhor que encontrei até agora. Virei freguês. Abração, Jorge
Jorge Pontual em junho 18, 2005 7:23 PM
Milton Ribeiro em junho 18, 2005 7:46 PM
Eu em junho 18, 2005 9:11 PM
#18
São Paulo é mesmo o umbigo do mundo, a nova Roma, o Túmulo do Samba, a suculenta maçã do ocidente.
pecus em junho 18, 2005 9:30 PM
#19
Este post do Idelber até me animou a tirar umas fotos da cidade hoje à tarde. Quem estiver com saudades de Sampa, passe lá no vivacomopuder.blogspot.com e dê uma espiada na av. Paulista e Cj. Nacional. Beijos.
Luciana Christante em junho 18, 2005 10:16 PM
#20
Eu ia fazer um comentário sobre o louco dia da minha juventude em que cheguei sem eira nem beira em São Paulo, com 2 amigos tão cariocamente des-situados quanto eu, com a missão de, em nome de nosso grupo de teatro, convidar o Zé Celso Martinez Correia para dirigir um espetáculo. Passamos o dia inteirinho com este louco maravilhoso no Bixiga, o Oficina estava sendo reconstruído. Voltamos à noite para o Rio com o saldo de um SIM ao nosso convite (que mais tarde converteu-se em não por questões institucionais-financeiras, mas fiquemos com as partes boas) e uma experiência incrível na bagagem.
Eu ia comentar isso tudo até deparar com aquele parágrafo em que me senti levemente dizida, logo eu que sou tão fofa!
Aí fiz beicinho e resolvi não falar nada, em atitude fresca e ostensivamente fluminense. Ora, onde já se viu tratar tão mal meus queixumes, chamá-los de nhem-nhem-nhem? Certa falta de... cortesia, digamos assim. Mas beleza.
Ainda bem que os cariocas têm a cuca também fresca e cultivam ativamente o bom humor.
Divirta-se aí em Sampa, lindinho. Dê meus beijos a todos.
christiana em junho 18, 2005 10:39 PM
#21
são paulo é um(a) fantasma
(não conheço)
mas assombra-me conhecê-lo(a)
Raimundo em junho 18, 2005 11:20 PM
#22
Estive poucas vezes em SP, sempre rapidamente e a trabalho. Ainda não consegui descobrir os encantos da cidade.
Viva em junho 19, 2005 1:44 AM
#23
Eu tb queria estar lá, perdida, e encontrar todos vcs. Mais do que um encontro, seria uma aula para a história de uma vida.
Beijos e bom encontro.
Palpiteira em junho 19, 2005 11:43 AM
#24
(Por que será que não consigo deixar aqui os meus comentários?) Você é minha descoberta mais recente e já se tornou, também, o meu vício mais recente. Abraços.
Tutti em junho 19, 2005 12:19 PM
#25
Não me diga que você também é corinthiano!
Virginia em junho 19, 2005 2:02 PM
#26
Deus do céu, eu virei uma no bullshit... Eu quero voltar a reclamar da ausencia das pessoas. No bullshit, ruim.
Gostei muito de vc. Apareça. ;-)
Alê Félix em junho 19, 2005 3:18 PM
#27
Idelba, ter você aqui é um prazer enorme! E na próxima vez em que se perder, me ligue que te encontro. Bacio!
Roberta Febran em junho 19, 2005 7:08 PM
#28
Pequena pausa num cibercafé aqui na Fnac-Pinheiros para checar o blog. O encontro de blogueiros foi muito legal. Talvez hoje à noite eu consiga fazer um post com o relato, vamos ver. Foi um encontro histórico mesmo.
Abraços para todo mundo, especiais para os que pintaram ontem lá no Canto da Madalena.
Alê, Roberta, Marcos, Bibi: o prazer foi mútuo :)
Idelber em junho 19, 2005 7:18 PM
#29
Também experiencio os momentos quando viajo, o que não me impede de colecionar coisinhas, fazer compras e fotografar... Tudo são experiências. Por falar nisso, falo exatamente disso no meu blog, hisafarr.zip.net Passe lá e dê uma olhada; é com uma vaidade besta que notei nesta semana que o uol ranqueou meu blog entre os mais legais. Mas sei lá qual o critério deles... Abraço! De Uma curitibana que há muito é paulistana...
isa em junho 19, 2005 7:59 PM
#30
Grande Idelber!
Me incluo neste grupo dos "anti-tur". E usaste a palavra perfeita: experimentar. Viajar, pra mim, é também esse estado de experimentação de um lugar diferente, pessoas, histórias.
Sou fascinado por Sampa. Há muito tempo visitava a terra da garoa seguido pois tinha morando por lá uma grande amiga; hoje ela está aqui em POA. Das últimas vezes fui a trabalho. Gosto da velocidade que as coisas acontecem. Gosto do "choque de subjetividades". Gosto de estar aí e ter aquela impressão de que de alguma forma todo o mundo também está.
Mas das coisas que sempre me deixam abobado - e revisito esse sentimento sempre - é o percorrer da Marginal sentido leste-oeste, como vindo de Guarulhos e indo para o centro da cidade. Fico contemplando à esquerda o contorno colossal da cidade e pensando: um dia, aqui, não tinha nada. E que cada pedaço de tudo pode ser decomposto até se chegar a um único tijolo e uma mão que cimentou este logo acima de um único outro, fazendo São Paulo... aaahh...
:) Abraço! E não esqueça depois de contar como foi tudo!
Gejfin em junho 19, 2005 8:16 PM
#31
Eu de novo! Grande prazer e muito, muito obrigada pelos elogios ao meu blog. Não tinha idéia do valor que você dava a ele. Muito obrigada mesmo. Acho que você faz uma idéia de como é maravilhoso ter o "trabalho" reconhecido. Bom, não é trabalho, mas é trabalhoso postar tudo aquilo. Mas eu adoro.
Ah, aproveitando, será que, você podia pedir para quem foi se identificar? Queria fazer uma post com os links de todo mundo que foi. Alguns eu já sei, outros preciso da confirmação das pessoas.
Adorei conhecer o pessoal e as conversas foram super agradáveis. Para quem costuma trocar email e comentário com blogueiros de outros países na grande maioria das vezes o encontro foi uma experiência muito boa.
Beijos e abraços do André.
Bibi em junho 19, 2005 9:43 PM
Daniela em junho 19, 2005 9:53 PM
#33
Idelber, foi um prazer quase sexual conhecê-lo pessoalmente. :)
Likewise, bro, likewise :).
Inagaki em junho 20, 2005 2:37 AM
#34
hahaha, Idelber, sensacional. perdi o encontro, mas desse troço de se perder em São Paulo eu entendo bem! que tal começar pelo roteiro ditado por Itamar Assumpção, em "Venha Até São Paulo"?:
Venha até São Paulo ver o que é bom pra tosse
Venha até São Paulo, dance e pule o rock and rush
Entre no meu carro, vamos ao Largo do Arouche
Liberdade é bairro mas é como Japão fosse
Venha nesse embalo, concrete, fax, telex
Igreja, Praça da Sé, faça logo sua prece
Quem vem pra São Paulo, meu bem, jamais esquece
Não tem intervalo, tudo depressa acontece
Não tem intervalo
Vai e vem e tchan e tchun e eta, sobe, desce
Gente do Nordeste, do Norte aqui no Sudeste
Batalhando nesse mundaréu de gente que só cresce
Só carece
Venha até São Paulo relaxar, ficar relax
Tire um xerox, admire um triplex
Venha até São Paulo viver à beira do stress
Fuligem, catarro, assaltos no dia dez
pedro em junho 20, 2005 2:18 PM