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domingo, 17 de julho 2005

Links

Literatura:
Para quem ainda não viu, vale a pena conferir as belas respostas de Marcelino Freire e Ademir Assunção à grosseira caracterização que fez a Revista Veja do Movimento Literatura Urgente, que pleiteia apoio estatal à produção, circulação e consumo de literatura. É isso aí. Subsídios ao papel (link via Martelada) para que megaconglomerados editoriais multipliquem suas margens de lucro, pode. Apoio à produção de literatura, não pode. É incrível como esse tema mobiliza ressentimentos e polícias do "dinheiro público", justamente por parte de pessoas que não costumam ter a menor preocupação com o bem público. Só para confirmar o óbvio: o Biscoito apóia o Movimento Literatura Urgente.

Política:
1. Relato detalhado das práticas de conchavo, aparelhamento e descaso pela democracia por parte do grupo dominante do PT, durante a última "eleição" da nova Executiva Nacional, encontra-se aqui.

2. É o irmão do dito cujo quem relata: Blogueiro Khalid encarcerado no Iraque. É a ocupação americana e seus frutos "democráticos".

3. Para acompanhar a sucessão de desastres e devastação provocados pela invasão americana ao Iraque, a melhor fonte na blogosfera é o meu colega da Universidade de Michigan, o informadíssimo Juan Cole.

4. De que tipo de projeto de lei o Brasil precisa neste momento? Segundo um ilustre deputado de São Paulo, o que nós precisamos é de abolir a crase na língua portuguesa. Haja paciência.

Música:
Músicos do Rio de Janeiro estão se mobilizando em protesto contra a "eleição" na Ordem dos Músicos do Brasil-RJ. Para quem não sabe, a OMB é uma organização que nada tem a ver - e em nada colabora - com os músicos. Dirigida por verdadeiros ditadores, ela sistematicamente aparece nos shows para exigir crachá e filiação, e dificultar o trabalho dos artistas sem nada fazer em benefício da classe. Está rolando um abaixo-assinado e uma série de outras iniciativas. Se você é músico, considere a possibilidade de juntar-se ao listserve Forum Musical e colaborar com a mobilização da classe.

Blogs:
1. Como se sabe, boa parte da blogagem é eco do que acontece em outros blogs. E, se todos tomaram uma determinada informação de uma mesma fonte, e essa fonte está equivocada, 30.000 blogueiros podem estar errados.

2. Todo mundo já ouviu histórias de gente que foi demitida por causa de um blog. Agora chega a novidade: tem gente sendo contratada por causa de seus blogs.

3. O Homem-Baile às vezes se supera. Sensacional.

4. Acho que este mês eu não disse: eu amo esse blog. A garimpeira do insólito, cada vez melhor.

Esporte:
Alguém aí se lembra de algum Campeonato Brasileiro de Futebol tão ruim como este?



  Escrito por Idelber às 02:49 | link para este post | Comentários (25)


Comentários

#1

Links ótimos. Tudo a ver a Literatura Urgente. PTrapalhadas... triste! Bom domingo, apesar de.

cláudio costa em julho 17, 2005 4:52 AM


#2

idelber, vc me conhece: eu sou escritor, sou independente, sou inédito, estou correndo atrás de publicar o meu romance, não sou nem serei filiado a grupo algum, não quero ter o rabo preso com ninguem, especialmente com o governo.

eu acho muito fácil os dois líderes do projeto acharem que quem está contra eles, é porque faz parte do esquemão, foi comprado, etc. eu, aqui, pobrezinho, não fui comprado por ninguém, não recebo dinheiro de ninguém, quem me dera, (aliás, se os grandes conglomerados capitalistas quiserem me comprar, por favor, entrem em contato!), mas não consigo deixar de achar ridícula a idéia de agora até os escritores quererem mamar na viúva.

que a veja é tendenciosa, escrota e mentirosa, todo mundo sabe, mas até um relogio parado fica certo de vez em quando.

alex castro em julho 17, 2005 5:14 AM


#3

Com todo respeito aos ilustres escritores que apóiam o movimento, eu não acho que o Brasil precise de fomento à criação literária. Ele precisa de fomento à leitura, o que é diferente.

Assino embaixo, integralmente, do que escreveu o Alex Castro. E o texto do manifesto, apesar de alguns temas interessantes, tem um inegável ranço corporativista.

Desculpe, mas falar em "megaconglomerados editoriais multiplicando suas margens de lucro" é forçar a barra. Que eu saiba, esses "megaconglomerados" (seja da imprensa ou entre as editoras) estão com suas margens de lucro extremamente comprimidas, quase implorando por investimento externo, e muitas editoras só conseguem melhorar um pouco suas vendas com as compras governamentais.

Marcus Pessoa em julho 17, 2005 7:42 AM


#4

Alex, eu sabia que você seria contra, mas veja só: sem querer lhe convencer, acho que a discussão costuma tomar o rumo oposto ao que você coloca. Eu não vejo Marcelino e Ademir dizerem que quem os critica "foi comprado" ou é "parte do esquemão". Nunca os vi dizer isso. O que eu vejo é o contrário: qualquer pessoa que apóie o projeto é implicitamente acusada de querer "mamar na viúva", como se as pessoas que são contra o investimento estatal na cultura tivessem alguma espécie de superioridade moral. Não é o seu caso, mas o debate sistematicamente toma esse rumo: um dos lados transforma o debate político em debate moral. Isso é o que me incomoda. Também é possível ser contra sem fazer o que a Veja fez, que foi, mais uma vez, desrespeitar os entrevistados.

Marcus, você coloca dois pontos interessantes. Margem de lucro: eu adoraria ver números que mostrassem que essas margens, no caso da Veja, estão "comprimidas". Pode ser que estejam; se estão, que revista desapareça: a lei do mercado não é a soberana lei sistematicamente evocada pela revista?

Quanto ao manifesto, ele propõe fomento à leitura, sim. Aliás, não vejo como separar produção e recepção assim: se os caras estão falando de promoção de debates, investimentos em bibliotecas, etc., não vejo como isso não conte como "fomento à leitura".

Em outras palavras, pode-se discutir pontos específicos do projeto (eles sublinham o tempo todo que estão abertos a que se revise o projeto), mas o linchamento moral que eu vi por aí é o que eu acho mais daninho.

Abraços, acho que a discussão ainda vai longe.

Idelber em julho 17, 2005 12:24 PM


#5

O fomento à leitura é crucial sim, mas os preços dos livros andam tão caros que até para a classe média fica difícil comprar. Então, é preciso injeção de dinheiro de alguma forma, e aí acho que cabe aos especialistas da área debater como baratear os preços dos livros ou estimular a criação de superbibliotecas onde as pessoas possam ler livros da melhor qualidade, de graça. Deixar do jeito que está não pode, então terá que ser feita alguma parceria governo/iniciativa privada urgente, pois um povo que não lê é sinônimo de país eternamente medíocre. Eu acho essa questão prioritária.

Leila em julho 17, 2005 1:52 PM


#6

Sobre o campeonato brasileiro: essa impressão com relação à qualidade do certame não teria relação com o desempenho do Galo?

Marcelo em julho 17, 2005 2:09 PM


#7

Acho que não, Marcelo. O Galo vem mal há tempos. A campanha de 2003, por exemplo, também foi sofrível, mas eu não deixei de reconhecer que havia bons times (o Santos, o ex-Ipiranga). Neste ano, é o nível de todos os jogos que anda baixo. Fluminense x São Caetano ontem (dois times que estão na parte de cima da tabela) foi horrível, de dar dó.

Idelber em julho 17, 2005 2:20 PM


#8

Idelber, acho que esse seu último comentário confirmou minha impressão inicial (não externada) de que a sua percepção de um péssimo campeonato vem justamente do fato de você estar acompanhando ele com mais "proximidade". ;)

marcos em julho 17, 2005 2:33 PM


#9

idelber, nos links que vc deu, os dois caras falam claramente que qualquer um que seja contra eles é pq foi comprado pelo esquemão capitalista. não consideram a possibilidade alguem serio, independente, nao comprado, etc, ser contra essa ideia de gerico deles.

alex castro em julho 17, 2005 3:54 PM


#10

Não vou entrar em polêmica sobre o mérito da questão. Sou totalmente a favor de investimento em bibliotecas e incentivo à leitura, mas sou contra o ponto central do manifesto, que é sim (não há como negar) dar apoio (na forma de verbas públicas) a escritores. Não acho que o Brasil precise disso.

Sobre as margens de lucro, bem, eu leio quase toda semana no Observatório da Imprensa sobre a situação crítica das finanças de todos os órgãos de imprensa.

Não tenho como opinar sobre a questão da isenção de impostos sobre o papel, mas imagino que tenha a ver com o mesmo mecanismo legal que nos faz, por exemplo, importar qualquer publicação do exterior sem pagar imposto de importação -- independentemente se é um livro, um periódico ou mesmo um cartaz de filme. É o tal do incentivo à cultura. Imagino que as empresas de mídia estejam reivindicando na Justiça que a isenção também se aplica ao papel que consomem. Acho perfeitamente legítimo, mesmo que possa divergir a respeito da conveniência da isenção.

Marcus Pessoa em julho 17, 2005 4:11 PM


#11

Alex, continuo sem entender. Tanto o texto do Marcelino como o do Ademir são sobre uma pessoa específica, o Jerônimo da Veja, que armou para eles a arapuca travestida de entrevista.

Citações do Marcelino: "a gente não está dizendo que é o dono da verdade". Outra: "...nossas reivindicações, sempre abertas à discussão".Do Ademir: "Veja é um panfletão do capitalismo liberal. Tem uma visão de que o mercado é quem manda". Veja bem, a Veja, não "todo mundo que discorde deles". Não parecem estar dizendo o que você imputa a eles.

Marcus, a isenção de impostos à importação de papel para revistas e jornais já existe, há tempos. Falei dessa pequena parte do subsídio estatal aos megaconglomerados que tem a ver com o papel. Claro que poderia ter falado dos subsídios estatais à privatização (durante a era FHC) por exemplo, onde o dinheiro público pagou para que grupos privados comprassem um patrimônio público já sub-avaliado... O argumento é o mesmo: subsídios ao capital privado são tratados, com frequência, como "incentivo ao investimento". Subsídios ao social são tratados como "mamar nas tetas da viúva". Esse é o disparate.

Não duvido que você esteja certo ao dizer que a Veja está em dificuldades financeiras. Mas prá mim isso seria motivo de alegria...

Abraços,

Idelber em julho 17, 2005 4:43 PM


#12

Idelber, o caso do papel não é de subsídio, e sim de renúncia fiscal. Além disso, a renúncia não atinge as empresas, mas somente os produtos relativos ao papel. Não precisa ser "megaconglomerado" para ter direito a ele. Os meus amigos da Amazon Paper, pequena fábrica paraense de papel artesanal baseado no curauá e outras fibras amazônicas, semi-comunitária, também têm direito. Os outros impostos, no entanto, como imposto de renda, CPMF, imposto predial, eles têm que pagar normalmente, exatamente do mesmo modo que a Editora Abril, e Editora Folha da Manhã e outros. Qualquer produto dessas empresas que não envolva papel não recebe renúncia fiscal alguma.

Esses esclarecimentos são necessário em razão do tipo de debate que apareceu aqui. Você diz criticar a Veja, no entanto por vezes envereda pelo mesmo "estilo Veja" inventado pelo Augusto Nunes: dar um nome às coisas que as faça parecer diferentes do que são. Se você é contra a isenção tributária ao papel, tudo bem, mas por favor não confunda isso com algum tipo de ajuda às empresas, "megaconglomerados" ou não.

Por fim, acho que nem preciso dizer que concordo com as afirmações de fundo do Marcus e do Alex.

André Pessoa em julho 17, 2005 8:03 PM


#13

André, renúncia fiscal é subsídio indireto, sim senhor. Se pequenas empresas se beneficiam disso também, é outra história. Não sou contra, só disse que isso acontece em todas as áreas, e só no apoio à cultura e ao social fala-se de "mamar na viúva".

Quanto ao que eu posso ou não falar no meu blog, deixemos que eu seja o juiz disso, ok?

Idelber em julho 17, 2005 8:50 PM


#14

Também sou contra o projeto. Vejo um problema educacional no Brasil bem maior que as dificuldades de escritores e a falta de leitores. Com isso, um programa que fomente a literatura além de inútil, é também um estímulo às críticas no sentido moral, seja qual for a intenção.

Leandro Oliveira em julho 17, 2005 9:23 PM


#15

Muito obrigada pelo link e pelo elogio Idelber! Insólito é bom? Tem tanta coisa insólita assim por lá? :)

Futebol não é a minha praia e aliá não gosto, mas o que aquele bando de vândalos fez na Paulista? Cambada de baderneiros. Hoje eu vi o estrago e depois ainda falam do pessoal da fiel. Isso porque eles ganharam, imagina se tivessem perdido? Teriam destruido o resto da avenida. :(

Passei para dar oi e avisar que vou sumir de quarta até domingo: Anima Mundi.

Beijos e boa semana!

Bibi em julho 17, 2005 9:30 PM


#16

Deixei um recado lá no Marcelino, mas... mudando de assunto, por que o Campeonato é ruim quando o teu time é último? Esta avaliação parece coisa de gremista! Para eles, o pior foi o do ano passado. Agora, valorizam a segunda divisão: o Paulista, campeão da Copa do Brasil, é um dos melhores times brasileiros para eles. O Santa cruz é um super-time. Difícil de entender.

Vi grandes jogos no Beira-rio este ano e eles não tiveram a participação de SP, Corinthians, Atl-PR e Santos. Ou seja, discordo.

Grande abraço.

Milton Ribeiro em julho 17, 2005 11:46 PM


#17

Discordo sobre o campeonato Brasileiro, parece papo de gremista. Baita campeonato, ainda mais quando o maior clássico gaúcho deste milênico (juveNAL) termina em 5 X 2.
Andam comentando que time com história tem esta contada por historiador (Eduardo "Peninha" Bueno).
E que time que é piada tem a história contada por humorista (LF Verissimo).
Fala sério: Peninha historiador? Pode ser, mas ele é uma piada.
Baita campeonato Brasileiro.

Aluno em julho 18, 2005 12:45 AM


#18

E perguntando: se o campeonato esta ruim, quem está nas rabeiras o que será? Péssimo, ruim entre os ruins. Ainda há tempo.
Mestre, mestre, vosso aluno entrará de férias de inverno, esta implicancia não procede. O Brasileiro anda muito bem.

Aluno em julho 18, 2005 12:48 AM


#19

ah! meu querido Idelber, campeonato brasileiro tão ruim qto esse... só porque meu time tá muito bem na tabela...snif, snif. Começo a pensar que esse mineiro aí, torcedor do galo, é gremista aqui em poa, hehehe. Aliás hoje, inter e juventude foi resultado digno de clássico, 5 a 2. hehehe.

Elenara Iabel em julho 18, 2005 1:03 AM


condessa em julho 18, 2005 2:31 AM


#21

Bibi, querida, você merece, e sim, insólito é elogio, viu :)

Vocês, gaúchos, estão me estranhando? No Rio Grande eu sempre fui Colorado. Recito até hoje: Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Caçapava, Falcão e Batista; Valdomiro, Dario e Lula.

Aquilo, sim, foi um campeonato, heheheh.

Idelber em julho 18, 2005 3:23 AM


#22

Idelber, só agora li o texto do Marcelino. Realmente brilhante, cheio de humanidade; reduziu a pó aquele imbecil da Veja. Mas a discussão na caixa de comentários daquele post virou uma terra de ninguém.

Tristes essas coisas que acontecem no setor teoricamente "intelectualizado" da blogolândia: divergências viram brigas idiotas movidas a argumentos primários e desqualificação pessoal.

A Olivia, do Forsit, disse uma frase que é perfeita para a ocasião: "Eu não preciso concordar pra achar certos argumentos interessantes, e eu não preciso concordar pra achar os argumentos contrários idiotas".

Marcus Pessoa em julho 18, 2005 4:02 AM


#23

Muito bem dito, Marcus. Por isso os debates com você, mesmo nas discordâncias, são sempre muito instrutivos para mim. Argumentos como os que você, Alex e Leandro apresentaram aqui merecem todo o meu respeito. Grande abraço,

Idelber em julho 18, 2005 4:31 AM


#24

30 mil blogueiros errados. Parece um erro de ângulo em viagens espaciais. Lembra do 2001?

pecus em julho 18, 2005 6:01 AM


#25

Bem lembrado, pecus :) Aliás, cada vez mais atual aquele filme, né...

Idelber em julho 19, 2005 10:53 AM