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sexta-feira, 22 de julho 2005
O Mensalão e a Literatura
(eu preparava um post "sério" sobre o mensalão. Desisti quando chegou, via listserve Fórum Musical, esta verdadeira aula de literatura. O texto já chegou ao listserve apócrifo; se alguém souber quem é o autor, favor entrar em contato)
Atualização: O texto é de Reinaldo Azevedo, embora já esteja circulando com acréscimos. Muito obrigado, Edson!
À moda Haicai:
"Cueca e dinheiro,
o outono da ideologia
do vil companheiro."
À moda Machado de Assis:
"Foi petista por 25 anos e 100 mil dólares na cueca"
À moda Dalton Trevisan:
"PT. Cem mil. Cueca. Acabou."
À moda concretista:
"PT
cueca
cu
PT
eca
peteca
te
peca
cloaca".
À moda Graciliano Ramos:
"Parecia padecer de um desconforto moral. Eram os dólares a lhe pressionar os testículos".
À moda Rimbaud:
"Prendi os dólares na cueca, e vinte e cinco anos de rutilantes empulhações cegaram-me os olhos, mas não o raio-x."
À moda Álvaro de Campos:
"Os dólares estão em mim
já não me sou
mesmo sendo o que estava destinado a ser
nunca fui senão isto: um estelionato moral
na cueca das idéias vãs."
À moda Drummond:
"Tinha um raio-x no meio do caminho,
e agora José?"
À moda Proust:
"Acabrunhado com todas aquelas denúncias e a perspectiva de mais um dia tão sombrio como os últimos, juntei os dólares e elevei-os à cueca. Mas no mesmo instante em que aquelas cédulas tocaram a minha pele, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferente às vicissitudes da vida, inofensivos seus desastres, ilusória sua brevidade, tal como o fazem a ideologia e o poder, enchendo-me de uma preciosa essência."
À moda Kafka:
"Naquela manhã, K. acordara com os testículos embrulhados num gigantesco maço de notas novas."
À moda James Joyce:
"Aquele que se aproxima é o raio x... Lendo duas páginas por noite termino semana que vem... Por que me olha a funcionária dessa forma? Ninfomaníaca... O carpete granulado desaparecera sob seus pés, a esteira rolava a conduzí-lo, sabe-se lá para onde. Termino a leitura no avião. Me coçam as bolas, me embrulham essas folhas retangulares de cor-sem-cor em tom pastel... Caso morra, é preciso enviar cópias a todas as bibliotecas do mundo, inclusive Alexandria. Ela é maníaca, não bastava me olhar assim, com esses olhos, e agora me quer tocar assim, com essas mãos, vai me conduzir à sala vip... o que fazer com ela? Se eu mijasse destruía as cédulas?"
À moda TS Eliot:
"Que dólares são estes que se agarram a esta imundície pelancosa?
Filhos da mãe! Não podem dizer! Nem mesmo estimam
O mal porque conhecem não mais do que um tanto de idéias fraturadas,
batidas pelo tempo.
E as verdades mortas já não mais os abrigam nem consolam."
À moda Lispector:
"Guardei os dólares na cueca e senti o prazer terrível da traição. Não a traição aos meus pares, que estávamos juntos, mas a séculos de uma crença que eu sempre soube estúpida, embora apaixonante. Sentia-me ao mesmo tempo santo e vagabundo, mártir de uma causa e seu mais sujo servidor, nota a nota".
À moda Lênin:
"Não escondemos dólares na cueca, antes afrontamos os fariseus da social-democracia. Recorrer aos métodos que a hipocrisia burguesa criminaliza não é, pois, crime, mas ato de resistência e fratura revolucionária. Não há bandidos quando é a ordem burguesa que está sendo derribada. Robespierre não cortava cabeças, mas irrigava futuros com o sangue da reação. Assim faremos nós: o dólar na cueca é uma arma que temos contra os inimigos do povo. Não usá-la é fazer o jogo dos que querem deter a revolução. Usá-la é dever indeclinável de todo revolucionário."
À moda Stalin:
"Guarda a grana e passa fogo na cambada!"
À moda Gilberto Gil:
"Se a cueca fosse verde como as notas, teríamos resgatado o sentido de brasilidade impregnado nas cores diáfanas de nosso pendão, numa sinergia caótica com o mundo das tecnologias e dos raios que, diferentemente dos da baianidade, não são de sol nem das luzes dos orixás, mas de um aparelho apenas, aleatoriamente colocado ali, naquele momento, conformando uma quase coincidência entre a cultura do levar e trazer numerário, tão nacional, tão brasileira quanto um poema de Torquato."
À moda Ferreira Gullar:
"Sujo, sujo, não como o poema
mas como os homens em seus desvios."
À moda Paulinho da Viola:
"Dinheiro na cueca é vendaval, é vendaval..."
À moda Camões
"Eis pois, a nau ancorada no porto
à espreita dos que virão d'além
na cobiça da distante terra,
trazendo seus pertences, embarcam
minh'alma se aflige
tão cedo desta vida descontente."
À moda Guimarães Rosa:
"Notudo. Ficado ficou. Era apenas a vereda errada dentre as várias."
À moda Shakespeare:
"Meu reino por uma ceroula!"
À moda Dráuzio Varela:
"Ao perceber na fila de embarque o cidadão à frente, notei certa obesidade mediana na região central. Se tivesse me sentado ao seu lado durante o vôo, recomendaria um regime, vexame que me foi poupado pelos agentes da PF de plantão no aeroporto. Cuidado, portanto: nem toda morbidez é obesidade."
À moda Neruda:
"Cem mil dólares
e uma cueca desesperada."
À moda Saint Éxupéry
"Tu te tornas eternamente responsável pelo que carregas na cueca."
Escrito por Idelber às 03:02 | link para este post
| Comentários (43)
#1
Caramba Idelber..Isso é de matar (de rir)!!!
Obrigada e beijos
Luciana
Luciana Christante em julho 22, 2005 10:44 AM
#2
Talvez te surpreenda, Idelber: o autor é Reinaldo Azevedo, o dono da Primeira Leitura. Aqui está a fonte: http://www.primeiraleitura.com.br/auto/leia.php?id=47435
Por mais que não tenha lá muita simpatia pelo sujeito (a cada dia ele consegue tornar a PL ainda mais ruidosamente anti-esquerdista), tenho que admitir: os textos são geniais.
Edson em julho 22, 2005 10:46 AM
#3
Putz, Idelber.
O texto é cômico... ou seria trágico? Na verdade a piada é ótima, mas infelizmente é sem graça para quem mora nesse país em desenvolvimento. Eu também estava tentando escrever um texto sério sobre mensalão, mas é quase impossível, aquilo é um freak show.
Ronzi em julho 22, 2005 10:58 AM
#4
BRILHANTE, BRILHANTE, BRILHANTE.. a única ressalva: o Gilberto Gil ficou inteligível demais... hehehe
See Ya
Fabricio em julho 22, 2005 11:23 AM
#5
MEstre o Aluno vai se assanhar:
Título: Cu Eca!
Eca vem de Oikos. Cu-eca, a casa do [simbolo químico do Cobre].
O político guardos os "cobres" na cueca, na casa da bunda. Os "cobres" abundavam. A cueca parecia explodir.
O dinheiro fedia mas as autoridades o cobiçavam.
Afinal, lavou, tá limpo
Aluno em julho 22, 2005 11:54 AM
Milton Ribeiro em julho 22, 2005 12:40 PM
#7
Por que tirou Jô Soares, Emir Sader, Marilena Chauí e Renato Janine do original?
Foi a versão que me chegou nesse listserve, Te :)
Te em julho 22, 2005 1:38 PM
#8
Ah, bom, deixa pra lá. Voltei pra comentar que esse texto me lembra um do Paulo Mendes Campos, sobre as várias versões para um homem morto à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os dois são hilários, já estou spameando. Abraço.
Anonymous em julho 22, 2005 1:49 PM
#9
Idelber, ler seu blog se tornou uma deliciosa obrigação. Abraços!
Fernando Henrique em julho 22, 2005 2:27 PM
#10
Muito bom!
Alguém tinha que fazer uma série com blogueiros... Aliás, "alguém" podia ser o Nelson.
heheh
:)
Abraço!
Gejfin em julho 22, 2005 2:35 PM
#11
Fenomenal...:-)
Me lembrou o conto "Os Diferentes Estilos", de Paulo Mendes Campos, sobre o qual, há muito tempo, eu fiz uma brincadeira no Pirão.
Abração.
MarcosVP em julho 22, 2005 3:55 PM
Viva em julho 22, 2005 4:23 PM
#13
Nossa, fico imaginando o tempo que o cara levou para criar todas essas variações. Ou, como é anônimo, de repente as pessoas foram adicionando. O meu preferido é o da poesia concreta.
Leila em julho 22, 2005 7:24 PM
#14
Convenhamos, é de tirar o chapéu. E bem mais inspirado do que os textos dele (Reinaldo Azevedo) quando tratou do caso Terri Schiavo.
Como disse nosso amigo Milton: genial.
Roberson em julho 22, 2005 11:57 PM
#15
à moda saint exupery ("tu te tornará eternamente responsável pelo que carregas na cueca") é humor da melhor qualidade, mas vindo de um cara cuja revista, compromissada com o psdb, dedica-se à divulgação de boatos (o último deles sobre a iminente renúncia do lula)produz um riso amargo.
assistimos gargalhando à derrocada do maior projeto que as esquerdas já tiveram na america latina (só comparável, talvez, ao de allende, no chile).
um ficou na história como herói, o outro vai ficar como que? chefão da maior corrupa da história do país onde ele pretendia instaurar a moralidade? é um detalhe macunaímico de um país patético.
joão em julho 23, 2005 12:10 AM
#16
idelber, o erro foi meu, me desculpa mais uma vez.
joão em julho 23, 2005 12:13 AM
#17
à moda Caetano:
" É um volume assim meio você sabe.É um pouco assim a cara do nosso tempo. A gente está nessa coisa de dólar na cueca o tempo todo, não importa como. A mensalização, tropicalização é a redenção. É o neo-antropofagismo das calças de baixo.
à moda Mussum:
"Vamusis pegaris um trocadinzis das cuéquis
pra tomarzis uma pinguis lá no botequis?"
Rafael Reinehr em julho 23, 2005 12:39 AM
#18
problema nenhum, joão, já apaguei a duplicação :)
tenho que reconhecer que o cara subiu no meu conceito com esse texto....
e essa do Mussum está muito boa...heheh
Idelber em julho 23, 2005 2:27 AM
#19
Inteligente e hilário, ou melhor tragicômico, ainda mais, vindo de tal fonte.
Saramar em julho 23, 2005 2:56 AM
#20
Pra mim os mlehores são o do T.S. Eliot, Kafka e Drummond, este último o melhor.
Ronzi em julho 23, 2005 11:02 AM
#21
Nunca pensei que o Reinaldo Azevedo fosse ser citado aqui.
André Kenji em julho 23, 2005 2:55 PM
#22
Pois é, André, e veja bem que foi sem querer... O texto chegou, eu citei, e só depois eu descobri que era dele :)
Idelber em julho 23, 2005 5:14 PM
#23
A do Gilberto Gil ficou perfeita.
Acho incrível como Gil consegue ser tão claro, simples e objetivo nas canções, e absolutamente delirante nas declarações.
Uma das coisas mais indecifráveis que já li na vida foi uma entrevista, na Folha de São Paulo, que Gil fez com Carlinhos Brown. Impossível entender tanto o que Gil perguntava quanto o que Brown respondia. E o pior foi que rendeu 3 ou 4 páginas do jornal!!!
Claudio Simões em julho 24, 2005 3:40 AM
#24
Yikes. Não sei por que, eu tinha uma intuição que o texto era mesmo de alguém do lado de lá.
Leila em julho 24, 2005 3:47 AM
#25
pois é.... o lance é que no Brasil pós-mensalão a gente não sabe muito bem qual é o lado de cá e qual é o de lá...
e a gente não sabe muito bem se há realmente só dois lados...
aqui embaixo a indefinição é a norma :)
Idelber em julho 24, 2005 6:42 AM
#26
Deixem de patrulhamento, gente. Se até um relógio parado pode estar certo duas vezes ao dia, Reinaldo Azevedo também pode dar uma dentro uma vez ou outra.
Além disso, eu acredito no arrependimento eficaz. :)
smart shade of blue em julho 24, 2005 11:06 AM
#27
Idelber, querido: nem sei mesmo bem - olha a hesitação;-) - o que é melhor: se o conteúdo apócrifo (????) ou se esta sua resposta, imediatamente anterior ao meu comentário. Pela qual eu jamais me cansaria de lhe dar parabéns. Pela sua largueza, amplitude de visão enfim...você sabe.
Olhe, quero lhe dizer, que *ninguém*, mas ninguém mesmo, em sã consciência pode me chamar ( a não ser de forma irresponsável e leviana, pois vc sabe como a Internet está cheia de levianos e irresponsaveis hohoho) de ser *di direita*.
Mas eu me flagro pensando sobre a faculdade, ou dificuldade, de apreensão dos fatos - o que faz parte da inteligência - e do raciocínio lógico de certas pessoas que querem defender o indefensável, e, obviamente, se *machucam* nessa defesa.
Essas pessoas não entendem que quanto mais ficarem apontando defeitos em e/ou tentar desqualificar quem está criticando - só fazem reforçar e chamar mais atenção para os responsáveis por essa crise dos realmente graúdos e graduados e desonestos e corruptos do partido.(eu diria até que são pós-graduados em corrupção e quejandos)
Ora, se todos sabemos que a parte não é o *todo* -cuidemos então de nossa própria casa, na parte que ficou intacta (será?) e que achamos que não se encaixa nessas paródias e textos apócrifos, vc não acha?
Essa crise (?!) para dizer o mínimo, infelizmente não terminou.
E eu - que não tripudio sobre ninguém, por uma questão de princípios - só tenho a dizer que você realmente é uma das poucas pessoas *de livre pensamento*.
Ora, se a pessoa mais ilibada me acusa de algo - e que se prova verdadeiro - aí sim eu acho que pode até ser excesso de zelo. E não me preocupo tanto.
Mas se quem me acusa - e olha só o caso do Silvio (Silvinho) Pereira e 'sua' Land Rover (sp.please?) - não poderia ter poupado dinheiro de advogado e nossa sacrossanta paciência e mais o Habeas Corpus?) - é alguém que tem tantos defeitos, que é tão corrupto ou *comprometido com o que quer que seja, ou se *é do lado de lá* - bom, aí sim eu tenho que me preocupar.
porque aí a situação tanto ética quanto a situação moral já baixou todos os níveis que poderia.
Embora eu ache, que ainda baixará até os limites do.. i(ni)maginável. É esperar e ver.
Peço vênia por esse comentário e declaro, aqui publicamente, que não me comprazo (do verbo comprazer), não me deleito, não acho nada agradável, ver meu país parando e minhas ilusões e as ilusões dos que eu conheço e respeito, e esperanças todas de todos, naufragando.
Isso, independente do tom das criticas, seja mordaz ou sério. E independente da procedência!
E logo eu que adoro rir.
Meu blog -que tem se destacado, para alguns pessimamente, pela paciência e espera em me pronunciar - tanto que já levei pecha de alienada e omissa - é a prova de que me solidarizo com os que acreditavam que isso tudo feito com maestria era só *o lado de lá* que fazia.
Um beijo e por favor, use sua inteligência pra apaontar a essas pessoas renmitentes, que as reações de quem de direito poderiam ser menos lentas e mais eficazes.
Um beijo
Meg
Meg (subrosa) em julho 24, 2005 11:21 AM
#28
me solidarizo com os que acreditavam que isso tudo feito com maestria era só *o lado de lá* que fazia.
Meg, querida, cada visita sua é um acontecimento da inteligência. E que poder, o da inteligência aliada ao humor e ao sorriso - você é o exemplo mais vivo.
E este blog que tem tantos defeitos, pelo menos este - eu acho -, ele não tem: nunca jamais em tempo algum caracterizou-se alguém aqui como "alienado". Será herança minha daquele Walter, o Walter que você conhece, o Walter do anjo que, judeu e comunista, adorava refestelar-se na "alienação" dos brinquedos, ao ponto de escrever todo um livro sobre eles?
Pois é, Meg, e o que acontece com a visão bipolar de mundo no momento em que os chefes do lado de cá nos impõe o que de pior existe no lado de lá para logo depois desqualificar os críticos com o argumento de que esses inconformados ... er... teriam supostamente ... passado para o lado de lá?
Desse colapso tão espetacular da visão bipolar da política brasileira há de sair algo, nem que seja uma maior liberdade de brincar com as palavras e as citações.
Eu e ela estamos planejando uma visita; há de acontecer.
Obrigado a você, obrigado por tudo, sempre. Um beijão
Idelber em julho 24, 2005 1:21 PM
#29
/Acho incrível como Gil consegue ser tão claro, simples e objetivo nas canções, e absolutamente delirante nas declarações./
Tem uma explicação, Claudio: o Gil é herdeiro de uma verborragia baiana que vem desde Rui Barbosa.
joão em julho 24, 2005 5:14 PM
#30
Meu querido isso é de matar de rir!
Virginia em julho 24, 2005 5:25 PM
#31
À moda Caetano:
Esses dóllares são meus, ou não...
Muito bom o texto...
Luninha em julho 24, 2005 8:49 PM
#32
Idelber...
Recebi o seu abraço e deixo aqui o meu. Agradeço demais o teu carinho e as belas palavras que deixas na minha casa virtual!
Ana em julho 24, 2005 11:01 PM
#33
Obrigado, Ana, e espero que tenha corrido tudo bem lá em Fortaleza. Um abraço :)
Idelber em julho 24, 2005 11:16 PM
#34
ahahahaha idelber, isso é otimo, adorei!
lucia carvalho em julho 24, 2005 11:49 PM
#35
Parafraseando o Bussunda, "o texto é ótimo e o autor é genital". Adorei!
Ricardo Montero em julho 25, 2005 12:00 AM
#36
Gejfim, o Nelson pode escrever o texto com a visão dos blogueiros, mas dou minha contribuição, pra começar:
À moda Rafael Galvão:
...
:P
À moda concretista ficou perfeito! Fazer o que se o autor é o RA? Ele escreveu bem, oras...
Ismael Grilo em julho 25, 2005 1:28 PM
#37
não, não, meu bem... isto NÃO É batom. é DÓLAR!
Biajoni em julho 25, 2005 3:52 PM
#38
Obrigado Idelber. Chorei de rir ao ler estes trechos. saudades. cd
Chris em julho 25, 2005 6:48 PM
#39
Iuhuuu!
Vocês vêem?
Coração e casa abertos.
E sim, sim, o Walter que, além de tudo, tinha alma de colecionador.
O que não é pouca coisa;-)
beijos, beijos, beijos.
Meg (subrosa) em julho 26, 2005 12:57 AM
gugala em agosto 2, 2005 8:04 PM
mortari em agosto 5, 2005 6:17 PM
#42
coitado de Rimbaud, com tanto mensalao a torturar-lhe a mente,ele ficarialouco nao fosse o peso do sentimento no coração da loucura sentida.
a piada é boa, ruim sao os kbças de dollares queso pensam em mensalao. custa barganhar mais? tem q pagar tao caro por tao pouco serviço prestado?
Anonymous em setembro 8, 2005 10:47 PM
#43
owwww mmuito interessante mesmo
vanessa em outubro 5, 2005 6:31 PM