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sexta-feira, 08 de julho 2005

O Terrorismo, a Esquerda e a Tristeza: We're all British today

london.jpg

Mais um atentado, mais um banho de sangue e, de novo, a compulsão e a cobrança de dizer algo sobre o indizível.

Por que escrever de novo sobre todo o sabido, escrever que o círculo vicioso do terrorismo-resposta-imperialista- mais-terrorismo foi levado a um ponto irreversível depois de uma invasão do Iraque calcada em mentiras, invasão particularmente humilhante para os povos árabes, dado que destruidora de Bagdá, berço da civilização nossa, a ocidental, sim senhor, nascida entre o Tigre e o Eufrates, assim como da civilização por vezes de forma tão simplista chamada de muçulmana? E qual é a diferença entre as duas? E são duas mesmo?

E por que voltar ao assunto de que foi a fermentação estadunidense de uma guerrilha religiosa anti-comunista, regada a muitos petrodólares nos anos 80, a que nos deu esse monstro, o terrorismo islâmico, que tantos hoje nos querem apresentar como anti-ocidental, quando ele é na verdade a cria mais legítima da “democracia” ocidental?

E por que escrever de novo sobre as contínuas intervenções e a manipulação criminosa feitas por Bush dos ataques aos EUA realizados pelos seus próprios (ex) aliados – família Bush e família Bin Laden que fizeram negócios durante mais de uma década –, digo, por que voltar a tudo isso agora se tudo é sangue e desolação?

Se nesta madrugada eu continuo sem saber notícias de John Kraniauskas, David Treece, Jens Andermann e tantos outros amigos londrinos? Como não pensar na gratidão pelo carinho recebido em Birkbeck College?

Se nesta madrugada eu só consigo me lembrar da hospitalidade londrina, do tratamento tão especial recebido lá, do especial que é aquela cidade?

Na tarde deste 08 de julho, tentando, com a ajuda dela, falar com Londres, eu compartilhava com os camaradas do blog-left uma mensagem:

Não sei qual é a sensação de vocês, mas na esteia desses ataques terroristas, fica clara a sinuca em que anda a esquerda. Simplesmente não tem um discurso para tratar do assunto. Estive passeando aí pelos blogs e reacende-se o mesmo bate-boca entre os que adotam o discurso à la Bush (mandar mais soldados ao Iraque! acabar com todos eles!) e os que implicitamente justificam os atentados com o argumento (verdadeiro, mas insuficiente) de que este lamaçal foi criado pelo belicismo anglo-americano.

Nesse bate-boca, não tem havido espaço para uma análise de esquerda, que não deixasse de imputar responsabilidade a Bush, Blair e cia. mas que AO MESMO TEMPO mostrasse que o terrorismo tem sido um desastre para os próprios povos em nome dos quais ele age, e é um legítimo produto da falta de opções políticas naquelas sociedades. Enfim, é um triste círculo vicioso. A cada ataque, piora mais.

O pior é que as pessoas começam a cobrar: "o que você vai dizer sobre o assunto?", quando na verdade o assunto já está colocado de um jeito em que só há duas posições, ambas insatisfatórias para mim.


A esta mensagem minha desolada, tanto Leila Couceiro como André Kenji retrucavam, com razão, que há uma ampla gama de blogs e veículos de imprensa progressistas que têm essa compreensão de “esquerda” do terrorismo, a do terrorismo como produto da situação social criada nas sociedades árabes, em parte pela intervenção ocidental. Estão sem dúvida corretos, e o grande livro de Tariq Ali é a confirmação de que essa é a análise que vai mais fundo nos fatos.

Certíssimos estão ambos, portanto, mas a sinuca a que eu me refiro não é analítica e sim política: ou seja, embora exista um espaço para a análise óbvia, a ponderada – a de que o militarismo anglo-americano constrói, com o terrorismo islâmico, um círculo vicioso onde eles mutuamente se justificam – não há espaço político para que essa análise se coloque dentro da sociedade sem que seja apedrejada por supostamente “compactuar com o terrorismo”. A derrota de John Kerry foi a prova mais cabal: fizemos tudo certinho, e mesmo assim perdemos.

De forma que todos, na esteia de ataques como este, caem na armadilha de esbravejar contra os “terroristas”, como se isso adiantasse algo.

Terroristas são como traficantes de drogas: você pode ser contra eles, defender a sua execução sumária, e tudo o mais. Isso não quer dizer que possam desaparecer por um fiat lux repressivo. Só uma alteração da política que os criou pode eliminá-los.

O problema é que a força encarregada de eliminar os terroristas – no mundo de hoje, o bushismo – não está interessada em revelar suas causas profundas, posto que manipula o medo do terrorismo para benefício próprio. O dia em que o terrorismo acabar, acaba o bushismo. São filhos diletos um do outro.

No meio da noite, chega o email: Dear Idelber: yes, everything is fine here with us, and as far as I know with all my colleagues too. I didn't go in to work today, and Carol went in on the train, but heard about an explosion on the underground and just came back home. Thanks a bunch for writing; and see soon (in Puerto Rico?). Hope all is well. Abrazos, John K

Alegria incontida, alegria: John está a salvo, e eu me lembro de que John sai para dar aulas cedo via Russell Square, e quantas vezes tomamos juntos aquele metrô? e a elegância dos britânicos, que têm a delicadeza, sempre que peço informações, de me dizer subway, em vez de tube, pensando que sou americano?

We’re all British today, porque nessas horas identificar-se com a vítima é o mais humano e o mais digno que se pode fazer. A tragédia é que sabemos que, politicamente, tudo isso só terminará quando aqueles que detém hoje o lugar dos ocupadores, dos interventores, entenderem que os povos árabes só produzirão mais e mais homens-bomba enquanto continuarem as ocupações e as intervenções.

PS: Bem-vindos ao blogroll cinco blogs que já deveriam ter sido linkados há muito tempo, e não o haviam sido por pura distração ou ignorância minhas: o grande jornalista Sergio Leo, o pioneiro Alfarrábio, o excelente Mad Tea Party, o camarada Imaginação ao Poder e o amigo Striptease Cerebral. Desculpem o atraso.

PS 2: Olavo de Carvalho foi mandado embora do Globo e as olavetes esbravejam: Censura! Complô do PT! Não lhes ocorre, claro, que o jornal tenha simplesmente chegado à conclusão de que o sujeito não está à altura de escrever para um veículo como o Globo.



  Escrito por Idelber às 06:31 | link para este post | Comentários (29)


Comentários

#1

teste

Idelber em julho 8, 2005 2:32 PM


#2

A direita é quem está mais perdida nessa discussão após os acontecimentos de ontem. Porque o Bush tinha acabado de fazer um discurso, semana passada, na linha falaciosa de que eles estavam combatendo os terroristas no Iraque para não ter que combatê-los em casa. Dias depois, vem o ataque a Londres. Ou seja, a esquerda provou mais uma vez estar certa que o combate ao terrorismo está sendo feito de uma maneira equivocada por Bush, que a guerra do Iraque não só desviou recursos para outro front como também multiplicou o surgimento de jihadistas e criou um novo campo de treinamento para eles.

No caso da esquerda americana especialmente, eles mantêm o discurso do combate implacável aos terroristas, o problema é que o spin republicano, adotado passivamente pela mídia dos EUA, distorce o discurso democrata como se fosse "soft on terrorism". É o que se chama de "New McCarthyism", porque os republicanos da época acusavam os democratas de serem "soft on communism" muito embora os fatos provassem o contrário. O Karl Rove usa muito as estratégias da época de McCarthy contra os democratas atuais.

Leila em julho 8, 2005 3:02 PM


#3

Ôpa! Bela blogada, Idelber. E, claro, thanks pelo *pioneiro*... :-)
Abração

Bicarato em julho 8, 2005 3:21 PM


#4

We're all british today! Boa Idelber.

Eu não costumo postar letras de música no blogue, mas depois do atentado logo me veio a cabeça a música Revolution, dos Beatles.

(...)
But when you talk about destruction
Don't you know that you can count me out
(...)
But when you want money for people with minds that hate
All I can tell is brother you have to wait
(...)

Só espero que Lennon estava certo quando, logo após os versos acima, cantava:

Don't you know it's gonna be all right!

Ricardo Antunes da Costa em julho 8, 2005 6:28 PM


#5

Tomei a liberdade de reproduzir aqui um comentário deixado em meu blog pelo meu amigo Guilherme sobre este tópico:

"...Eles agora nem sabem mais porque estão atacando. Atacam porque os sacerdotes mandam. É a religião acabando com o indivíduo em prol da sociedade.

A solução pra mim, sabe qual é? Atacar da mesma forma. E não é fazendo terror - o terror é a conseqüência, não a causa. A solução seria tentar reverter o processo de idiotização da sociedade extremista árabe. A solução é dar educação. É verdade que agora é mais complicado, mas os EUA fizeram o inverso no Irã: quando um democrata exremamente competente estava chegando ao poder, com propostas pra evoluir o país, os EUA imediatamente apoiaram a oposição, um extremista maluco que eles sabiam que ia manter o preço do petróleo lá embaixo.

O grande problema dos países desenvolvidos é que eles não aceitam que os outros se desenvolvam e não querem arcar com as conseqüências. A Europa fecha os olhos pra pobreza africana, mas não quer que os imigrantes invadam seu país. Os EUA fizeram toda a cagada no Oriente Médio ao longo da Guerra Fria, mas não querem que exista terrorismo. Assim fica difícil... se os países desenvolvidos não se voltarem com recursos fortes pra essas regiões problemáticas, os conflitos não vão acabar nunca. Mas eles não querem... não querem perdoar a dívida, o outro não quer assinar o Protocolo de Kyoto... ninguém quer mover uma palha também. E os povos desses países ficam impassíveis, apóiam medidas contra imigrantes, apóiam um ditador sob o manto da democracia.

Então eles têm sua parcela de culpa também, como nós brasileiros temos nossa parcela de culpa por escolher governantes corruptos e não nos revoltarmos contra isso. Agora, merecem morrer por isso? É claro que não. Mas do jeito que tá, a situação não vai mudar nunca... porque até agora eu só vejo gente propondo atacar o terror, que, a meu ver, é a conseqüência."

Educação e concientização farão com que possamos ao menos nos entender. E com isso espera-se que cesse essa era de estupidez do nosso mundo. Enquanto o bushismo foi apoiado, não haverá como pensarmos em progresso, em tranquilidade.

Como bem disse o Guilherme, muitos nem devem saber por que estão lutando. Virou 'nós' contra 'eles'. E enquanto 'eles' estiverem vivendo em países cuja soberania é atacada, cujos familiares inocentes são mortos e cuja igreja e o governo incentivam o ódio indiscriminado, estaremos aqui, temendo pelos outros -- pelos nossos amigos em países-alvo.

O Brasil está tranquilo. Sempre fomos tapete a ser pisado. E nunca reclamamos. Se qualquer um dos lados atacar esse país, é covardia injustificável.

Bruno em julho 8, 2005 6:44 PM


#6

"A derrota de John Kerry foi a prova mais cabal: fizemos tudo certinho, e mesmo assim perdemos."
Acreditar que os democratas americanos são diferentes do que os republicanos é dose! John Kerry afirmava, na campanha, que "iria vencer no Iraque", não que iria retirar as tropas. Quanto à resposta que a esquerda deve dar em relação ao terrorismo, ela já a dá, na medida em que pensa uma sociedade mais igualitária, mais justa, ecologicamente sustentável, com respeito às diferenças culturais e por aí afora. A questão é que este discurso não está colando, numa cultura globalizada, individualista, hedonista, típica de uma civilização calcada em cima de combustível fóssil não renovável. O mundo islâmico sacou o seu poder; não irá mais permitir que os neocolonizadores do século 21 aniquilem com o único bem que pode permitir às suas sociedades viverem dignamente por algum tempo. A era das ações colonialistas sem resposta acabou: ficou prensada entre os séculos 16 a 20.

Claudia Cardoso em julho 8, 2005 7:19 PM


#7

Oi Cláudia, concordo com parte do seu comentário, mas existem algumas diferenças fundamentais entre democratas e republicanos, uma polarização intensa em diversos aspectos políticos e ideológicos, mas é claro que num sistema bipartidário existem nesse saco de gatos os democratas mais conservadores è à direita. No entanto, não se engane, o Partido Republicano é direita declarada e o grupo de Bush representa o extremo dentro do Partido - não só os lobbies dos grandes grupos privados, mas também a mais retrógrada linha-dura em termos de direitos civis (anti-direitos de escolha para a mulher, anti-gay, anti-trabalhador, anti-ciência, anti-meio-ambiente). Claro que o Partido Democrata está longe de satisfazer plenamente os anseios da esquerda no país e tem decepcionado na sua incompetência em combater o governo de forma eficaz, mas é o partido majoritário que tem o programa mais próximo de uma sociedade mais justa dentro do capitalismo americano. É por isso que as pessoas de esquerda nos EUA fazem campanha pelos democratas. Os melhores presidentes americanos de todos os tempos, FDR e Kennedy, eram democratas. O presidente Clinton, o que mais perto chegou de tentar um entendimento entre Israel e Palestina, também é democrata.

Leila em julho 8, 2005 7:32 PM


#8

Beautifully done, Idelber.
Hoje estive a ponto de escrever para você, mas estou assustada e trite.
Tenho também muitos amigos em Londres, e alguns deles não são ingleses.
Trago-os no coração.:-(
Não sei explicar para onde vai dar isso tudo.
Não é barbárie. É alguma coisa pior. Não é guerra: é algma coisa pior.
Obrigada por ter escrito e por momentos ter sido muito sábio, diante da dor e do sofrimento.
Da estupefação deo mundo.
Este seu post, particularmente, comoveu-me muito.
Um grande beijo e me orgulho muito de você.
Meg

Meg (subrosa) em julho 8, 2005 7:40 PM


#9

Excelente Professor,

Gostei muito de sua analise da situacao. Parece que o Bush e suas colegas estao transformando a ideia de "terrorismo" ao novo McCarthyism. Muito em breve qualquer pessoa que nao apoie a administracao sera um terrorista ou algo semelhante.
Talvez eu va viver na Islandia, parece mais seguro ali. Como escrevi a uns amigos ingleses ontem, "nao posso crer que esse e o mundo que eles esperam que nos hederamos. Disculpe o portugues, esta tarde e alem disso sou gringo.
Boa noite.

Roderick em julho 9, 2005 7:01 AM


#10

Caro Idelber

Entendo os sentimentos que você expressou. É lamentável que inocentes morram de forma tão estúpida!

Mas...
Creio que o Blair NÃO é exemplo de coisa alguma. Quanto a existência de um belicismo "anglo-americano", parece mais americano do que anglo, já que estes estão a reboque. E meio sem direito de estrilar (a Itália de Berlusconi vai retirar tropas do Iraque!).

Não vejo o governo da GB (qq partido) muito distante de uma certa vertente VIOLENTA no tratamento com certos grupos no século XX / XXI [VAMOS TIRAR O POVO DA JOGADA]. Sendo direto: o conflito entre GB e grupos irlandeses - pouco debatido em nosso país - é a própria barbárie!!!!!

É tão lamentável. As mortes em Londres e acabamos - é meio inevitável - que se discuta política norte-americana! O Bush é a direita (e a vanguarda do atraso) da direita de um partido que tem sido quase sempre de direita.

Se ao dizer hoje sou londrino, digo "sou contra a globalização" estou dentro. Se não fico apenas na LAMENTAÇÃO E NA SOLIDARIEDADE [sem adjetivos]!
O mundo merece ser melhor.

Paulo Zobaran em julho 9, 2005 8:02 AM


#11

Idelber, excelente texto. Não estamos seguros em local algum enquanto esse presidente desse estranho país ao norte da linha do Equador estiver por lá. A propósito leia o blog do Quevedo (http://quevedo.blogspot.com) que ele tem uma teoria muito interessante. Beijocas

Yvonne em julho 9, 2005 11:07 AM


#12

Paralelo a esta barbárie estamos vendo o julgamento de policiais cariocas que, num "passeio",,mataram aleatoriamente dezenas de inocentes.
Foi na periferia, local onde nossos amigos não tem internet.
A ação de Londres é uma resposta, sem justificativa, e a cada dia tenho visto notícias de erros nas ações americanas e britânicas, onde muitos inocentes TAMBÉM morrem.
Vemos em nosso país maracutaias que desviam verbas que poderiam aplacar a fome e dar medicamentos. Vejo as CPIs consumirem cafés e água mineral que pagariam o remédio da dona Maria que pode morrer, vejo as CPIs perderem tempo para acusar (e defender) canalhas, que não são muito piores que um Bin Laden, um mata por ação os outros por omissão.
Fico triste pela morte de qualquer ser humano, sei que não somos eternos nesta vida, mas a morte de Londres não é pior que as demais. O triste destes tempos é escolhermos moçinhos e bandidos.
Fiquei chocado com as cenas, já testemunhei a remoção de corpos de um atentado que matou 8 pessoas, não vi nemhuma vítima só os helicopteros.
Esta semana vimos pessoas sangrando, recebendo massagem cardíaca,... isto nos choca muito, são pessoas de cidades que conhecemos ou desejamos conhecer, mas quando um grupo morre anonimamente, numa aldeia do interior de um país muçulmano, sem nada com AlQaedas e Cia, a gente parece não se chocar tanto, para não dizer não se chocar, parece que estamos acostumados.
Por isto gostei do posto do Roman no Blog dos Ventos, estamos num tempo de vergonha.

Aluno em julho 9, 2005 11:16 AM


#13


Ricardo, muito bem colocada a letra de John Lennon. Acho que este refrão está muito mal entendido tanto pela direita quanto pela esquerda. Abraços.

"But when you talk about destruction
Don't you know that you can count me out"

Fernando em julho 9, 2005 2:34 PM


#14

Quando eu estava inserindo o comentário, aparecia uma página de erro para mim. Mandava atualizar a página, e meu comentário não tinha entrado. Por isso tentei novamente algumas vezes, e no final desisti, achando que não tinha conseguido.

Agora volto aqui, e vejo 32 mil comentários repetidos com meu nome. O Bruno deve ter passado pelo mesmo problema.

Ricardo Antunes da Costa em julho 9, 2005 4:30 PM


#15

As fronteiras entre o que é terrorismo e o que não é são muito tênues e passíveis de serem aproveitadas para qualquer coisa. Possivelmente a resistência francesa, à época da II guerra, seria tachada de terrorista se pudesse explodir alguma coisa dentro da Alemanha.
Quando se sabe a quantidade de mercenários americanos (ou a soldo dos) existem na Colômbia, perde-se a noção do que sejam "forças armadas oficiais" de um país.
Nisso eu fico sem saber bem o que é a Al Qaeda e em que território existe (ou é esperada) a guerra. Parece que alguns pensam que bombardeios diversos eram para acontecer só no Iraque, o território oficial da guerra.
Nosso mundo não é mais o mesmo da II guerra (e nem da penúltima guerrinha). A própria globalização da pobreza e da hegemonia de um pensamento dominante torna esperada a globalização da agressão.
Não acho que pobreza seja A causa do que é chamado terror, antes o é a cada vez maior divisão do humano em pedaços estanques. Na sociedade do desperdício a possibilidade de identificação volta-se para o fundamental do fundamental.

Su em julho 9, 2005 4:53 PM


#16

Caro Idelber

Entendo os sentimentos que você expressou. É lamentável que inocentes morram de forma tão estúpida!

Mas...
Creio que o Blair NÃO é exemplo de coisa alguma. Quanto a existência de um belicismo "anglo-americano", parece mais americano do que anglo, já que estes estão a reboque. E meio sem direito de estrilar (a Itália de Berlusconi vai retirar tropas do Iraque!).

Não vejo o governo da GB (qq partido) muito distante de uma certa vertente VIOLENTA no tratamento com certos grupos no século XX / XXI [VAMOS TIRAR O POVO DA JOGADA]. Sendo direto: o conflito entre GB e grupos irlandeses - pouco debatido em nosso país - é a própria barbárie!!!!!

É tão lamentável. As mortes em Londres e acabamos - é meio inevitável - que se discuta política norte-americana! O Bush é a direita (e a vanguarda do atraso) da direita de um partido que tem sido quase sempre de direita.

Se ao dizer hoje sou londrino, digo "sou contra a globalização" ESTOU DENTRO. Se não, fico apenas na LAMENTAÇÃO E NA SOLIDARIEDADE [sem adjetivos]!
O mundo merece ser melhor.

Paulo Zobaran em julho 9, 2005 5:43 PM


#17

Idelber, esqueci de falar em meu comentário anterior: que maravilha o Olavo Extrema-Direita ter sido demitido do jornal O Globo. Até hoje eu me pergunto o que aquele cara fazia ali. Beijocas

Yvonne em julho 10, 2005 11:39 AM


#18

Idelber, você viu isso??

Daniela em julho 10, 2005 9:08 PM


#19

Ricardo, é verdade. O MT andava duplicando comentários e posts, parece que o problema já está resolvido. Apaguei (finalmente!) as duplicações da sua mensagem e da do Bruno. Bela lembrança, "Revolution".. Abraço,

Idelber em julho 11, 2005 1:43 AM


#20

Daniela, obrigado pelo link a esse belo texto do Marcos Bagno. Mais uma trapalhada da VEJA, hein? O Pasquale foi muito infeliz ao usar certos termos prá falar dos linguistas, mas ainda acho que ele é um aliado, no fundo. É um gramaticão boa-praça, no fundo :) Gostei de que o Prof. Bagno tenha citado a Magda Soares (ela foi minha profa!); acho que ela pode ser uma boa ponte entre os dois grupos, né? Obrigado pelo belo link, um beijão :)

Idelber em julho 11, 2005 1:46 AM


#21

Claudia, concordo com tudo o que você disse, mas passemos dessa fase de dizer que não há diferença entre democratas e republicanos... Não há ninguém mais crítico do partido democrata que eu - partido verdadeiramente bunda-mole... Mas a campanha de John Kerry combinou bem, sim, o discurso anti-guerra com o discurso patriótico, sem o qual você não ganha nada nos EUA. E que há diferenças, sí las hay. É só imaginar o que teria sido uma presidência de Al Gore entre 2000 e 2004. Não estaríamos neste lamaçal, não é mesmo, por tudo isso aí que a Leila explicou...Abraços,

Idelber em julho 11, 2005 1:49 AM


#22

Meg, que alegria sua visita :)

Estupefação do mundo, indeed;

Falamos muito de você hoje, by the way.

Roderick, que legal o seu alô - seu português anda supimpa, não se preocupe :)

Obrigado a quem passou por aqui nestes dias de pausa no blog...

Idelber em julho 11, 2005 1:51 AM


#23

Olá, Idelber.
Venho lendo seus escritos há um bom tempo, mas nunca me senti a altura dos seus posts, pra comentar. Contudo, devo dizer que embora você esteja certo sobre o inevitável dualismo de opiniões sobre o assunto, eu acredito que nem a opinião mais correta de todas poderá mudar alguma coisa. Os "especialistas" não chamaram este século de "o século do terror" por nada. Não se fará nada para se conter essa força e nenhuma força usada será suficiente para que sejam contidos estes ataques.
Meticulosamente as pessoas dos países coniventes com o Bushismo são transformados em massa de manobra, como os americanos. É tudo um joguinho. Por acaso alguém mexe com a Coréia ou com a China? Claro que não. Esses dois países não estão afim de jogar, e o problema seria bem mais sério no caso de um desentendimento. Mas os árabes aprenderam o jogo na década de 80 e isso não vai mudar.
Por desejar que o voto poderia mudar as coisas, eu desejo que mais aviões caiam, mais estações explodam e mais sangue de gente que permitiu que Bush e Blair continuassem em seus super-cargos seja derramado. Infelizmente, no fundo eu entendo que o voto não é tão poderoso assim.
See Ya

Fabricio em julho 11, 2005 11:21 AM


#24

Talvez se a esquerda deixasse sua ignorância de lado e parasse de esbravejar por estúpidas utopias, além de apontar o dedo e dizer: - Estão vendo? Nós avisamos! - talvez aí sim, teríamos alguma esperança quanto a esse mundo injusto.

Fernando Henrique em julho 12, 2005 12:37 PM


#25

"Sociedades árabes", "povos árabes"? Sem dúvida você quis dizer "muçulmanos"? A maioria dos muçulmanos britânicos são do subcontinente indiano. Sem falar de vários outros atentados em países muçulmanos não-árabes.

Rafael Caetano em julho 12, 2005 1:02 PM


#26

Meu comentário ficou grande demais - acabei fazendo um pôust...

Abçs,

Al

Alfred E. Neuman em julho 12, 2005 2:19 PM


#27

Sinceramente nesse negócio de terrorismo não há esquerda nem direita. Discordo um pouco do Idelber quando fala que há uma solução política. O terrorismo basicamente não possui uma causa religiosa. A causa é e sempre foi única. Terra. Posse da terra. Seja o terrorismo do IRA, do ETA, do Hezzbolah, da Al Quaeda e outros.

Sempre é alguém ocupando um lugar de outro. A religião serve para os mulçumanos como o patriotismo serve para os americanos: nada mais que um combustível utilizados por aqueles que querem ter a terra.

No caso de Bin Laden é a fortuda de sua família real Saudita. No caso do terrorismo de estado americano são as terras com petróleo...

Amigo Paulo! Eu defendo uma tese de que quem na verdade governa o mundo ainda são os ingleses... Converse com qualquer um do mercado financeiro e ele dirá que dinheiro do mundo brinca em Wall Street, mas ele dorme mesmo é na City. A Inglaterra utiliza-se muito bem dos americanos como testa de ferro e deixa, inteligentemente, que o mundo pense o contrário.
Grande parte da dívida americana está nas mãos de Chineses, principalmente de Hong Kong, onde as principais empresas financeiras estão nas mãos de ingleses.
HSBC -Hongkong Shanghai Banking Corporation.
Nós costumamos "odiar" muito mais os americanos aos ingleses...
Pense nisso...

Pablo Vilarnovo em julho 12, 2005 3:34 PM


#28

"Terroristas são como traficantes de drogas: você pode ser contra eles, defender a sua execução sumária, e tudo o mais. Isso não quer dizer que possam desaparecer por um fiat lux repressivo. Só uma alteração da política que os criou pode eliminá-los."

"O problema é que a força encarregada de eliminar os terroristas – no mundo de hoje, o bushismo – não está interessada em revelar suas causas profundas, posto que manipula o medo do terrorismo para benefício próprio. "(...)

É o que penso também, Idelber. E, sabe, eu já fiz esta pergunta muitas vezes: escrever novametne sobre terrorismo, sobre tirania, sobre violência, sobre crianças do terceiro mundo morrendo, vitimadas pela fome, pelas guerilhas, pelo tráfico?!!! Sim, às vezes, dá a impressão que nada vale nada, que formadores de opinião, nos dias de hoje, são "matracas" falando ao vento. Precisamos mais, é preciso pensamento e ação. Empenho desses formadores de opinião. E creio piamente que os melhores formadores de opinião são os professores. Ou deveriam ser, em nosso país. Bem, vamos continuar, caso contrário a coisa fica bem pior, e bem mais sem graça. Abraços.

Tânia Barros em julho 12, 2005 9:12 PM


#29

Não sou fã do Olavo de Carvalho, mas seguindo o seu raciocínio unidimensional, chega-se a uma de duas conclusões: (1) O Globo não deveria 90% dos colunistas que tem, porque a maioria ali não está a altura de nada (ou você vai defender aquelas colunetas insossas do burocrático Veríssimo só porque ele é agradável?) ou (2) O Globo está se especializando em colunismo ruim, e mantém somente aqueles abaixo de um patamar mínimo de qualidade.

Queria entender como é que Merval Pereira, a Míriam Leitão, que até conheço em pessoa e é uma boa pessoa, Córa Ronai, e outros são exemplos de bom colunismo. Queria mesmo.

Ram em julho 25, 2005 1:34 PM