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quarta-feira, 24 de agosto 2005
Esses estranhos seres vegetarianos, ou porque eu amo a Argentina
Essa foi minha primeira conversa aqui em Buenos Aires. Eu juro que não estou inventando. Alguma licença poética sim, mas tudo o que se segue é verdadeiro.
01 da manhã de terça-feira. O avião da TAM aterriza no meu conhecidíssimo aeroporto de Ezeiza, depois de um vôo muito turbulento, em que pela primeira vez na vida tive medo de que um avião caísse (desde terça há um dilúvio em Buenos Aires). Macaco velho, passo direto pelos táxis das grandes companhias e vou direto à entrada do aeroporto, onde algumas furrecas velhas de particulares se oferecem para levá-lo ao centro por 40 pesos (um táxi de empresa cobra até 70). Entro no carro. O taxista engata primeira, segunda, terceira, e eu puxo assunto. Segue-se o diálogo.
Eu: como vai o país, amigo? Faz quatro anos que não venho.
Taxista: A mesma merda. Isso aqui não muda nunca.
Eu: Como não muda? Eu vim em 2001 e o país estava desmoronando!
Taxista: Desmoronar é nosso estado natural.
(gargalhada do blogueiro; primeiro reencontro com o humor argentino; lembrança, num flash, de todas as razões que me fazem amar a Argentina)
Eu: A última vez que vim foi um pouco complicado, porque trouxe uma amiga gringa que era vegetariana.
Taxista: Vegetarianos são os que torcem para o Gimnasia Esgrima de Jujuy ou aqueles caras dessa nova seita que aparece na televisão?
(outra gargalhada do blogueiro; a palavra "vegetariano" soa tão insólita na Argentina que por um momento hesito: será que ele fala sério? será que ele realmente não sabe? opto por continuar com a brincadeira)
Eu: Vegetarianos são membros de uma nova e estranha seita que não come carne.
Taxista: Como? Os caras só ficam comendo frango?
Eu: Não. Nem frango eles comem. Nem peixe. Existem alguns mais radicais, chamados "vegans", que não comem nada derivado de animal. Ou seja, não comem queijo, nem ovos, nem tomam leite.
Taxista: Uai, então comem o quê? (sempre que eu disser uai neste post, entenda-se que o original foi tchê)
Eu: Comem pão, legumes, verduras.
Taxista: E depois?
Eu: Depois de quê?
Taxista: Depois da entrada, uai?
Eu: Digamos que para eles a entrada é a comida toda.
Taxista: Bem que eu falei com o padreco lá de Jujuy, a igreja fica com essas viadagens e agora estão só perdendo fiéis para seitas estranhas. Aqui na Argentina a sua amiga comeu o quê?
Eu: Comia pizza de brócolis.
(gargalhada do taxista)
Taxista: O sr. é um argentino muito gozador.
Eu: Eu não sou argentino.
Taxista: Como não é argentino?
Eu: Eu sou brasileiro.
Taxista: Sei, o sr. é um brasileiro de Corrientes e Callao (duas ruas do centro de Bs. As.)
Eu: Não, meu amigo, eu sou brasileiro mesmo. Eu falo assim porque leciono literatura argentina, venho muito aqui, aprendi direitinho.
Taxista: Bem que me avisaram em Jujuy. Esses portenhos são todos loucos. Adoram fingir que são outra coisa.
(gargalhada do blogueiro, que hesita: o taxista está de gozação? Tiro meu passaporte brasileiro? Deixo prá lá)
Taxista: Existem vegetarianos no Brasil?
Eu: São uma seita ainda sem muita aceitação. Mas existem.
Taxista: E no Brasil existe pizza de brócolis?
Eu: Eu nunca vi. Mas existe pizza de tomate, de azeitona. Há outras coisas que os vegetarianos podem comer.
Taxista: E o que vocês comem para bater aquelas faltas de curva por cima da barreira?
(gargalhada do blogueiro)
Eu: A gente come pão de queijo.
Taxista: E o que é pão de queijo?
Eu: É uma espécie de medialuna com mais fermento, outro tipo de farinha e mais tempo no forno.
Taxista: O Brasil é um país muito estranho.
Eu: Bota estranho nisso, meu amigo.
Taxista: E eu só digo isso porque sei que o sr. é um portenho que está tirando onda com a minha cara.
(chego ao Hotel Hispano, na legendária Avenida de Mayo, gargalhando).
PS: Nesta noite de quarta-feira, estarei em La Bombonera assistindo o tira-teima da Recopa Sul-americana entre Boca Juniors e Once Caldas, da Colômbia. Se eu não aparecer aqui no blog até sexta-feira, por favor mandem notícias ao Itamaraty, porque eu vou com a camisa do Galo.
Escrito por Idelber às 01:27 | link para este post
| Comentários (51)
#1
Adorei o diálogo com o taxista! Puxa, deve ter sido tortura mesmo levar uma vegetariana para a terra do churrasco.
Bjs,
Leila em agosto 24, 2005 2:31 AM
#2
Caramba Idelber,
Vc consegue colocar no ponto certo os diálogos. Ri muito aqui como diálogo entre vc e o taxista!!
Ganhaste um fã!!
Abraço!! e bom jogo!!
Jose Viana Filho em agosto 24, 2005 2:32 AM
#3
Eu entendo seu amor pela Argentina. Eu não conheço a Argentina mas amo a Inglaterra do mesmo jeito. Acho que quando conhecemos um país, no primeiro momento vemos o diferente, mas depois de um tempo, começamos a ver o igual, afinal somos todos humanos. Finalmente, conseguimos olhar para o diferente, não como uma excentricidade, mas como uma particularidade que torna qualquer que seja o povo ou o país, especiais.
Daniela Menezes em agosto 24, 2005 8:42 AM
#4
Pizza de brócolis, blerghhh. abs
Afonso em agosto 24, 2005 9:31 AM
#5
Agora todas as vezes que me perguntarem porque eu sou vegetariana eu vou responder que é porque eu torço pro Gimnasia Esgrima de Jujuy;)
Juliana em agosto 24, 2005 10:39 AM
#6
Pizza de brócolis se acha de monte em Florinanópolis. Felizmente se acha todos os outros sabores também.
Ah, e só com você falando espanhol pro assunto não acabar em futebol. Toda vez que entrei num taxi na Argentina, falando um portunhol sem-vergonha, o taxista começava na hora a falar de futebol.
Ricardo Antunes da Costa em agosto 24, 2005 10:40 AM
#7
Além do diálogo fantástico, não perde a (quase) coincidência: sabias que o estádio do Gimnasia se chama 23 de Agosto? ;)
tiagón em agosto 24, 2005 10:42 AM
#8
Tô adorando esse diário de bordo...
Beijos
Fefê em agosto 24, 2005 10:45 AM
#9
Eu faço parte desta estranha seita e te digo que existe pizza de Brocólis, escarola e outras folhas mais. E você deveria experimentar que é bom. Deliciosa viagem hein? Bju.
Simy em agosto 24, 2005 11:15 AM
#10
rs... hilária a história... adorei o blog... []´s
danj em agosto 24, 2005 11:45 AM
#11
Cara, você está aos poucos conseguindo quebrar meu preconceito com a Argentina, que eu não conheço. A única portenha que era minha amiga, a conhecida produtora musical Florência Saravia, fazia questão de dizer que era brasileira. "A Argentina é um país triste, de pessoas tristes". Demorou para eu relaxar. Outro portenho que conheço, namorado de uma amiga, diz que o portenho é o carioca da Argentina. Naquele dia, tive de concordar.
A Thania, que já trabalhou para argentinos no Arremate, não tem a mesma condescendência. Hoje, na Linha Vermelha, conversávamos sobre quão longe as pessoas podem morar...
- Tem gente que mora em Rondônia.
- E no Acre!
- E até na Bolívia.
- Só não moram na Argentina. Argentino não é gente.
(Podem até não ser. Mas suas amigas na Cobal eram muito bonitas.)
Saída rápida para fugir do rolo de macarrão.
MarcosVP em agosto 24, 2005 12:34 PM
#12
lindo. eu fui vegan por dois anos, depois larguei pq dava muito trabalho. pra mim e pra quem andava comigo. :)
queria mesmo falar com vc e te falar das coisas aqui, mas ainda estou sem tel. quando vc estiver de volta em BH eu dou um jeito de te ligar...
por enquanto, tudo otimo, soh estou lutando pra ver se recebo meu cheque nessa sexta!
abracos
alex castro na bib de tulane em agosto 24, 2005 1:11 PM
#13
Que saudade da minha querida Argentina! Ah Buenos Aires com suas pizzas de brócoli, suas calles belíssimas, suas histórias poéticas, seus Borges, seus portenhos bacanas.... sim, sinto saudade de lá. Aproveito Borges para dizer "A mi se me hace cuento que empenzó Buenos Aires: la juzgo tan eterna como el agua y el aire."
Valeu, bjs
Mônica
Mônica em agosto 24, 2005 2:46 PM
#14
Gostaria de protestar a substituição da expressão Chê! pelo miniero uai!
Respeito o uai! mineiro mas substituir um autêntico Chê!, dito por um taxista nativo é algo que roça a falta de respeito.
Favor fazer um edit do post, senão este aluno começara uma rebolução aqui do fundão.
E gostaria de saber qual a expressão argentina para viadagens? Seria mariconadas? Mariconeos?
O aluno aguarda a resposta do mestre... e a troca dos uais! pelos chês! (Tchês). O uso de Uais! deve ficar restrito aos usuários mineiros.
Piada de argentino:
Ernesto Guevara esta urinando e um argentino olha o "mijador" do mesmo:
- Chê! Que vara!
E desde então ele adotou o Chê! em seu nome.
Argentino gosta de urinar curingando o peru alheio.
o aluno em agosto 24, 2005 2:52 PM
#15
Idelber, genial o diálogo.
Concordo com a Daniela, deixar o preconceito de lado é fundamental. Sou o resultado de uma mistura e tanto: libaneses por um lado; palestinos por outro; meu avô vindo da palestina foi primeiro para o Peru, onde meu pai nasceu, parte da familia está na Bolivia, parte no Chile, eu nasci em São Paulo... Sem os preconceitos dá para conviver, dá para achar graça nas diferenças. Não conheço a Argentina, mas gostaria. Outro país bastante desconhecido entre nós brasileiros é a Bolívia. Este eu conheço um pouco, estive lá e valeu a pena. Bom jogo !
PatriciaSK em agosto 24, 2005 3:18 PM
#16
MarcosVP. É mesmo. Como as pessoas podem estar distantes. Hoje mesmo estive comentando com um amigo do trabalho sobre isso. Tem gente que mora até no Rio (é sério!!). "capital ... do melhor e do pior do Brasil".
Engraçado né! Eu moro no Acre. Entre Rondônia e a Bolívia. Vc sabia que tem gente que mora na Sibéria e no Alasca? Pra nós e para eles, vocês é que estão longe. Longe de nosso umbigo também fica o cérebro. RSRSRSR. Brincadeira.
Poxa Idelber, que diálogo. Claro que foi editado, mas, mesmo assim, só na Argentina mesmo. Posta umas fotos do mítico "bombonera".
É na diferença que nasce o único, o útil e o prazeroso. Veja como somos diferentes das womans. Viva a diferença, seja ela entre pares, mares ou países.
Abraço. Buenos Aires pra ti!!!!
Edk em agosto 24, 2005 3:50 PM
#17
hahahahahhahahahahahaha que delicia idelber! to amando estes seus ultimos textos-cronicas!!!!!
hahahahahahahahhahahahahahahah
márcia em agosto 24, 2005 6:23 PM
#18
Edk,
não se sinta ofendido com o comentário do MarcosVP, viu? Era uma brincadeira, eu juro.
De qualquer forma, achei curioso o nome do seu blog... heheheh
Idelber,
*maravilhoso* o diálogo! Fiquei pensando no sacrilégio de ser vegetariano na terra da parrilla... ai ai ai
Besos,
de la nutria
Thania (A Lontra) em agosto 24, 2005 7:05 PM
#19
Impagável o diálogo. Se fosse inventado não ficaria melhor.
Vou enviar seu link para o Mauro Castro, o taxista que dirige o Taxitramas. Ele tem muitas estórias de taxista pra contar, só que do outro lado do balcão, ooops, do assento.
Viva em agosto 24, 2005 8:04 PM
#20
Ih, tranquilo, tchê! Meu sobrinho esteve en La Bombonera para ver Boca x Inter com a camisa do Inter e está até hoje enchendo o meu saco por aí; ou melhor, por aqui.
Quando algum boludo te perguntar quem é o Galo, basta mostrar-lhes uma lanterna e no pasa nada.
Sensacional o teu taxista. Também adoro o humor deles, gosto ainda mais dos uruguaios, que conseguem ser mais maldosos ainda.
Não esqueça da bomba.
Abraço.
P.S.- Esta coisa de traduzir "tchê" por "uai" é um problema geopolítico de enorme gravidade. Não venha mais ao Rio Grande do Sul.
Milton Ribeiro em agosto 24, 2005 9:00 PM
#21
Simplesmente hilária essa conversa... poderia ter sido escrita por um ótimo contista que qualquer um acreditaria que ela nunca existiu! Um abraço!
sidnei em agosto 24, 2005 9:00 PM
#22
Edk,
Eu peço desculpas pela brincadeira. Realmente não teve graça, mesmo se eu chegasse agora e dissesse que NY é mais distante que o Acre. E Paris também. Aliás, acho que devo desculpas à minha esposa também, já que foi no nome dela que eu falei. No contexto da nossa conversa de hoje de manhã, teve até graça. Aqui não.
Mas era uma brincadeira. Sem qualquer intenção de desrespeito, juro. Eu, que fui um adolescente cearense morando no Rio, sei mais do que ninguém o que é o preconceito e o desrespeito. Se eu não tivesse levado a coisa na esportiva, atirando na cara de todo aquele que me chamou de paraíba o meu espantoso orgulho em ser nordestino, eu teria enlouquecido.
Ainda bem que você também teve bom humor. Reitero minhas desculpas.
MarcosVP em agosto 24, 2005 9:26 PM
#23
Ah, apenas completando, minhas desculpas aos argentinos também.
MarcosVP em agosto 24, 2005 9:27 PM
#24
Venho sempre aqui, pois sei que vou encontrar muitas surpresas, este diálogo dentro do taxi foi hilário. O que reforça ainda mais a idéia de que nossas divergência com os argentinos é uma das maiores idiotices cultivadas no Brasil.
abraços de um catarina que só vê argentino no verão :)
Rubens em agosto 24, 2005 9:36 PM
#25
Diálogo profundamente portenho!
Paulo Zobaran em agosto 25, 2005 1:02 AM
#26
¡Buenísima la transcripción, Idelber! Los diálogos con los taxistas siempre superan a la ficción. Todo bien mientras no te toque un facho que escuche Radio 10 y te hable de la inseguridad, del "hay que matarlos a todos", o de la "lamentable latinoamericanización" de la Argentina en los últimos años (es decir, que niegue que el problema más grave de la Argentina es la pobreza, que subió el crimen porque hay hambre o que se crea no solamente que antes éramos más europeos y ahora en cambio somos más latinoamericanos, sino que además suponga que eso sería algo malo, que nos volvería inferiores). Y sí, es que en mi experiencia la mayoría de los taxistas son bastante fascistas, qué se le va a hacer... no es ninguna novedad ¿no? Si buena parte de los petistas resultaron neoliberales y encima corruptos, ya NADA debe sorprendernos, qué desgracia, qué amargura... (perdón por el desvío, es que lo está pasando en Brasil es demasiado, e intento desahogarme de tanta bronca y tanta decepción).
Pero volviendo al tema, eso sí que estaría bueno: diálogo entre blogeiro y taxista oyente de Radio 10. ¡Ahí te quiero ver!
Muchos besos,
Julieta
PD: y comé mucha carne por mí, con unos buenos tintos, obvio; yo sé que te gusta la birra, pero en este caso tomá vino, no vayas a tomar cerveza (y menos Quilmes!), como hacen acá en Porto Alegre los gaúchos para acompañar el asado, puajjjj, a falta de vinos más o menos pasables.
Julieta em agosto 25, 2005 3:32 AM
#27
Idelber, siga o conselho da Julieta, beba vinho. Lá na argentina eu tomei ótimos vinhos, por preços melhores ainda. Trouxe vários pra casa.
E só uma vez eu cometi o crime que a Julieta mencionou: pedi cerveja para acompanhar a parrilla, mas me arrependi logo em seguida.
A cerveja era Brahma que, convenhamos, posso tomar sempre que quiser aqui no Brasil. Agora experimentar diferentes vinhos portenhos, lá na Argentina, não é todo dia.
Saúde.
Ricardo Antunes da Costa em agosto 25, 2005 10:24 AM
#28
Idelber, para esse leitor que não atravessou fronteiras: o que é medialuna?
Fernando Henrique em agosto 25, 2005 10:52 AM
#29
Eu aposto um dedo do Idelber que medialuna é o que chamamos aqui de croissant...
O que, comparando com um pão de queijo, é praticamente a mesma coisa...;-)
MarcosVP em agosto 25, 2005 11:31 AM
#30
Bom dia amigos!
De fato somos brasileiros, pois estamos aqui fazendo aquelas nossas usuais comparações! No momento é medialuna x pão de queijo!!!
É um falso dilema. Não é verdade???
Medialuna é comum em B.Aires, mas nem tanto na Argentina (Como um todo, pois existe Argentina após B.Aires! Creiam!), já o nosso pão de queijo!
Ainda mais uma questão: a Argentina só não faz boa cerveja se não quiser! O Brasil é importador da matéria-prima argentina para cerveja. Nem sei porque a Quilmes é tão sem graça! mas se não tiver outra e estiver gelada... A Brahma argentina poderia ser até melhor que as brasileiras (Porque a cada cervejaria [fábrica e não marca]corresponde um nível de qualidade! A Bohemia de Petrópolis (quando existia) era OUTRA COISA!!!!)
Resumindo: medialuna é medialuna, pão de queijo é pão de queijo, eu gosto dos dois!!!!SAUDAÇÕES.
Paulo Zobaran em agosto 25, 2005 12:36 PM
#31
na rua florida - reduto de borges - existe uma mega loja TOWER RECORDS. passa lá e compra algo pra mim!
;>)
eu amo buenos aires, especialmente a recoleta.
tome muito TE aí por mim!
:>*
Biajoni em agosto 25, 2005 1:24 PM
#32
Idelber, morri de rir com o taxista. Beijocas
Yvonne em agosto 25, 2005 1:52 PM
#33
Más esta tal de Julieta tem que ser extraditada!
Ela é o "lexítimo" exemplo da prepotência argentina. Vem criticar os hábitos alimentares do povo onde está!
Carne se pode tomar com o que quiser. A cerveja abre o paladar, ou seja, acentua o gosto da carne.
Já os argentino entopem as papilas gustativas com taninos dos vinhos e aquela carne, que eles acham ser a melhor do mundo, pode ser encarada.
Quanto aos vinhos gaúchos brasileiros: estão melhorando. Os argentinos estão regredindo.
A gente vive a vida, acha que já viu ou leu tudo, até que aparece uma argentina chamada Julieta e com la "carita de palo" vem criticar o país que a está acolhendo. Cada figurinha carimbada que me aparece!
Gaudério em agosto 25, 2005 2:21 PM
#34
Olha, Gaudério, eu não sei quem você é e não ando com muito saco para apagar comentários, então vou deixar. Mas se o objetivo era conquistar minha antipatia, você conseguiu, vindo aqui atacar minha amiga Julieta.
Vinho é vinho, cerveja é cerveja. Respeito é respeito.
Eu não gosto da cerveja argentina, nem do pão chileno, nem do iogurte brasileiro. Isso não tem nada a ver com desrespeitar ninguém.
Basta ler o comentário dela e o seu para ver quem está sendo grosseiro e desrespeitoso aqui.
E é claro, eu jamais diria - e jamais aceitaria que alguém dissesse no meu blog - que a sua grosseria é "tipicamente" brasileira.
Idelber em agosto 25, 2005 2:45 PM
#35
Idelber,
Nunca fui a argentina, mas noto que taxistas são iguais em todas as nacionalidades, que Mauro Castro do taxitramas não leia isso aqui.
Enfim, hoje é 5ª feira e espero que esteja vibvo ainda depois de ter ido ao jogo com a camisa do Galo.
Um abraço.
Ronzi em agosto 25, 2005 3:52 PM
#36
Genial...
Como as pessoas vivem sem comer pão-de-queijo?! Não consigo entender!! Como todo dia!!!
Boa sorte lá na La Bombonera...é muita coragem...
Beijos
Luninha em agosto 25, 2005 9:13 PM
#37
A srta sua amiga Julieta usou uma onomatopéia (puajj) para representar o nojo por um hábito dos gaúchos.
Tudo bem, o blog é seu, a amiga é sua e eu me voy a la cria. Deixo registrado que achei um desrespeito da Dona Julieta. Caso ela peça perdão, já está retirado minhas opiniões sobre ela.
Gaudério em agosto 25, 2005 9:24 PM
#38
Nossa, esquentou!!! Marcos e Thânia, esquentem não môs fios. O véi aqui sabe que está realmente "longe demais das capitais".
Claro que eu estava brincando e conhecedo-os pelos respectivos blogs sei que não falaram com a intenção de desrespeitar ninguém.
Acho que falta mesmo muito senso de humor no mundo. Ou falta de interpretação melhor, como vemos aqui com seu Gaudério. Tudo bem.
No mais, acho que como vocês, amo a minha terra (apesar de tudo). Mesmo amando o Acre reconheço sua importância no cenário nacional. Acho que sou apaixonado pela Argentina tb (mesmo sem conhecer).Senão por suas (muitas) belezas, pela sua cultura e arte. A primeira vez que pulei aqui no blog do Idelber foi justamente via um post sobre a Argentina.
Abraços para todos e esfriem os ânimos.
Idelber, vc esqueceu de falar do jogo. Como foi?? E as fotos??
Abraço.
Edk em agosto 25, 2005 10:01 PM
#39
Ah!! E bebe vinho, véi. A Ju está certa...
Edk em agosto 25, 2005 10:02 PM
#40
Idelber, escribime y te invito a casa o vamos a beber algo por ahí.
abrazo
sl em agosto 25, 2005 10:08 PM
#41
Eu fui à Buenos Ayres sendo absolutamente vegetariana, foi uma tortura... hehehe...
Denise Arcoverde em agosto 25, 2005 11:15 PM
#42
Olha só o Atrétis, uai.
Milton Ribeiro em agosto 25, 2005 11:58 PM
#43
Quando vi o comentário do gaúcho (o seu apelido/nome significa "gaucho" mesmo, não é?) não podia acreditar, quis crer que pedir a minha extradição ou chamar-me de cara de pau (em argentino "caradura", não "cara de palo") por rir dos hábitos gaúchos era coisa irónica, piada, mais agora vejo que não era. Incrível!!!! Será que é necessário dizer que adoro passar tempo no Brasil e com brasileiros ou que gosto muito de Porto Alegre mesmo se aquí acompanham a carne com cerveja? Me resisto a crer que as críticas, sobre tudo quando elas tem a ver com temas tão leves como a combinação de proteínas com cevada (não leve mesmo desde o ponto de vista nutricional :), precisem de aclarações, retribuições ou puxadas de saco por parte de quem fala. Sei lá, tal vez deveria ter feito como fazem nos Estados Unidos: esclarecer que estava brincando, dizer "just kidding", mais ainda não entendo qual é a grande ofensa do cara.
Julieta em agosto 26, 2005 12:21 AM
#44
Eu sabi, Idelber. Eu sabia.
Você é um argentino disfarçado de brasileiro pra enganar os gringos do outro hemisfério.
Bear em agosto 26, 2005 12:44 AM
#45
Acho que na realidade (bem real mesmo), o taxista é que era o brasileiro... e vc, o castelhano.
hehehe...muito boa essa tua história, d+
Um Cara® em agosto 26, 2005 1:54 AM
#46
Julieta minha filha, isso é complexo de meia idade. É recorrente em homens com alguma malformação na fase do desenvolvimento intelecto-sexual.
É ridículo ao expormos opiniões (mesmo que leves e inofensivas) termos que nos resignarmos a construir um muro em volta delas.
Como diz o Idelber, vinho é vinho, cerveja é cerveja!! Quanta bobagem. Muita falta de senso de humor.
Como vc poder ver algo parecido ocorreu nesta caixa de comentários sobre o meu Acre e tudo foi levado no maior senso de humor possível.
Acho que que o caos urbano faz com que o povo durma mal ou não sinta prazer direito.
Só isso para explicar tanta falta de senso de humor e tanta autodefesa.
Abraço, Ju.
Edk em agosto 26, 2005 2:11 PM
#47
Eu ADORO a internet.
Só aqui é que podem estar juntos um acreano, uma argentina que mora no RS, uma amazonense(como eu) e um Gaudério não-identificado!
EDK: Não é só o Acre que é longe demais...Manaus também!
Menina-Prodígio em agosto 26, 2005 3:24 PM
#48
A Srta Julieta usa de um artificio muito comum, depois de falar a verdade diz que era brincadeira. Eu não mudo minha opinião: devemos respeitar os anfitriões. Se foi brincadeira, de muito mau gosto, se foi uma verdade (só ela saberá) o Salgado Filho é serventia da cidade que a acolhe e boa viagem.
A grande ofensa: o onomatopéico puajjjj!
Dispensável. Churrasco e cerveja uma grande combinação. Vinho gaúchos, muito bons, não chegam a ser os chilenos, mas colocam muitos argentinos no chinelo.
Valério, o gaudério em agosto 26, 2005 3:30 PM
#49
JU EDK
Se eu não consegui ver a irônia no comentário da Julieta, quem és tu para traçar meu perfil psico-social?
Complexo sexual? Mas que tal? Lendo minha palavras tu opinas sobre minha sexualidade, das duas uma: ou não sabes nada, és uma teórica, ou entendes tão bem de sexo, que pela letra sabe da potência, ou falta dela, alheia.
Para esclarecer as dúvidas, vida sexual na medida, nem demais, nem de menos. No ponto. Três por noite: uma tentada e duas desistidas.
Valério, o gaudério em agosto 26, 2005 3:34 PM
#50
Idelber,
Você já soube de Nova Orleans? A cidade está esperando o grande apocalipse do Katrina.
José Amaro em agosto 28, 2005 10:42 PM
#51
Cheguei aqui através de um link do blog do Sergio Leo e amei a história do taxista. Muito bem escrita e divertidíssima. Soy una enamorada de la lengua española e daria tudo pra lê-la no idioma de Cervantes. :-)
Ana Maria em agosto 30, 2005 3:41 PM