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segunda-feira, 15 de agosto 2005

No Salão do Livro

DSC00242.JPG

Astral muito bom na mesa sobre blogs no Salão do Livro: organização impecável, convidados bem recebidos. O público, se não foi nada que lotasse o mezzanino onde falamos, era bem razoável em quantidade e maravilhoso em qualidade.

Ela veio de Três Corações para o fim de semana e iluminou tudo com sua presença.

Inagaki chegou a tempo de almoçar com a gente e pudemos papear um mucadinho antes do encontro. Falzoca enganou todo mundo dizendo que ficava nervosa, e coisa e tal, e foi a mais aplaudida, amada e divertida de nós três, sem dúvida.

Eu, que queria espremer muita coisa para 15 minutos, recorri a essa muleta preferida dos acadêmicos, ler um texto previamente preparado. Ninguém dormiu, que eu tenha visto :)

Falou-se da experiência dos blogs de cada um: das alegrias, das neuroses, dos objetivos, do alcance dos blogs; do trabalho de alguns escritores de ficção na blogosfera; do impacto dos blogs no jornalismo, na política, na vida pessoal de cada um. Deixo aqui um trechinho do texto que apresentei:

A tese central que eu gostaria de trabalhar com vocês aqui esta noite é que os blogs são uma ferramenta nova de representação da experiência. Se há alguma novidade nos blogs, se há algo de revolucionário na escrita blogueira, a explicação desse caráter renovador deve ser buscada na forma como os blogs dão voz a um novo tipo de escrita da primeira pessoa. Os blogs são a resposta dada pelos usuários das novas tecnologias de publicação online à necessidade de representação da experiência, espremida entre a assepsia da informação dos jornais, cada vez mais repetitivos e previsíveis no espelhamento da miséria do mundo, e o caráter técnico e especializado da literatura, cada vez mais divorciada da vivência cotidiana dos sujeitos. Então a tese básica seria essa: algo ainda não representado na experiência ganha acesso à escrita através dos blogs.

Do ponto de vista da literatura, o que de mais notável os blogs acrescentam é essa dinâmica de uma escrita diretamente vinculada à experiência. Mesmo nos blogs menos confessionais, estabelece-se uma relação diferente com o nome próprio das que permeiam outras formas de escrita. Desenha-se com frequência um certo teatro da intimidade, onde não é raro que se interrompa o fluxo de posts sobre os temas principais do blog para uma observação sobre a vida privada: um comentário sobre um desengano amoroso, um lamento por um tragédia pessoal, a convocação de uma festa. Pouco a pouco vai se tecendo um personagem de ficção ali naquele espaço, que os leitores acompanham um pouco como acompanhamos uma telenovela. Com as diferenças que o enredo traz uma relação direta com a experiência de quem escreve e que o final da história não está determinado de antemão. Ele vai se construindo dia a dia, no bojo da interação com os leitores.

O pensador alemão Walter Benjamin, num ensaio intitulado "O Narrador", escrito em 1936, observava que a quantidade de experiências vividas pelo sujeito moderno não havia levado a uma proliferação de relatos pessoais mas, ao contrário, a uma atrofia na capacidade de narrar. Benjamin notava, por exemplo, a incapacidade dos ex-soldados de relatar o que lhes havia ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial. Apesar de terem vivido o inédito, voltavam mais vazios de experiência. Esta, para Benjamin, estava sempre vinculada à possibilidade de transformar o vivido em matéria narrável. Para isso, Benjamin se aproveitava da existência de duas palavras para designar a experiência em alemão: Erlebnis, forma substantivada do verbo leben, viver, seria a matéria bruta, a coleção de fatos vividos. Uma outra palavra, Erfahrung, tem uma relação etimológica com Gefahr, perigo, e é o termo reservado por Benjamin para designar a experiência no sentido forte. Transformar Erlebnis em Erfahrung é tomar o vivido, a coleção bruta de banalidades da vida cotidiana, e convertê-la em uma narrativa que lhes dê ordem e coerência . Para Benjamin, é exatamente essa conversão que está atrofiada no mundo moderno. Vivemos experiências automatizadas, num mundo onde já não se contam estórias ao pé da lareira. O declínio da arte de narrar seria a principal razão dessa crise na transmissibilidade da experiência. Já não se transmitem experiências como antigamente. Ao primado da informação no mundo moderno corresponderia uma atrofia na nossa capacidade de narrar. Ao contrário da narrativa, a informação é por definição perecível, segmentada, irrelevante no dia seguinte. Na era da informação, acentua-se o divórcio entre narração e experiência.

Nós, blogueiros, nos indignamos quando alguém confunde blog com diário adolescente – que é apenas um tipo de blog, e nem de longe o mais importante ou mais representativo. Mas é fato que o blog mantém uma relação essencial com a forma diário; a superposição de entradas datadas, o vínculo direto com o tempo, a escrita do eu. Pois mesmo nos blogs mais impessoais – científicos ou jornalísticos – aflora ali sempre uma marca do nome próprio, do sujeito que assina, marcas em geral reprimidas na grande imprensa ou mesmo na literatura de ficção das grandes casas editoriais. Essas marcas aparecem com mais força especialmente nos blogs de mulheres, onde em geral a escrita do nome próprio tende a aflorar sem medo. Nós, blogueiros, temos tido que inventar essa língua, porque os modelos existentes por aí não nos satisfaziam. Daí o fato de que nos blogs você frequentemente encontra uma prosódia, uma retórica, uma sintaxe, que não se encontra em nenhum outro lugar. Nossa aposta é que estaríamos assim reconstruindo um lugar de onde narrar a experiência, renovando a linguagem ali onde as palavras já andavam meio sujas e automatizadas.

O público participou, infelizmente sem falar, mas recorrendo a umas fichinhas para enviar perguntas à mesa. O papo foi bom e fiquei conhecendo pessoalmente gente que eu leio há tempos. Aí vai o registro dos blogueiros que prestigiaram a mesa:
DSC00281.JPG

(em pé, da esquerda para a direita, na fila de trás: Viva, Cynthia, Fefê, Fal, Inagaki, Bruno, Biajoni e Mônica; em pé na frente desses, a leitora Carolina e a Laura das Mothern; agachados, Leandro Oliveira, eu e a Juliana das Mothern.

Acho que quem foi se divertiu. A festa continuou com toda a blogueirada na lendária Cantina do Lucas, no edifício Maleta. No detalhe, eu e as poderosíssimas Mothern:

DSC00285.jpg

Uma trupe de blogueiros sobreviventes armou a terceira parte da festa, no meu AP, da meia-noite às 9 da manhã, incluindo os visitantes Biajoni, Inagaki, Bruno e Viva (valeu a visita, pessoal), os belo-horizontinos Guto e Mônica, além dela, claro, que continuava iluminando tudo, até mesmo as discussões mais bizantinas entre Biajoni e eu sobre quais eram os discos decentes do meu iPod (êta cabra musicalmente intolerante, esse).

Às 9 da manhã, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

O relato da Fal está imperdível, tirando a parte em que ela conta a lorota de que "balbuciou palavras sem sentido". Foi ela quem mais encantou.

O que continua me assombrando nesses encontros blogueiros é a sensação insólita e prazerosa de ser um velho amigo de pessoas que acabo de ver pela primeira vez. É bem melhor do que a sensação - mais comum nas nossas vidas, acho - de que figuras que vemos regularmente há anos são, na verdade, completos estranhos e desconhecidos.



  Escrito por Idelber às 00:54 | link para este post | Comentários (45)


Comentários

#1

Idelber,

esse trechinho me deixou com muita vontade de ler o texto todo.

Desde que passei a integrar e freqüentar a blogosfera, tenho refletido sobre as funções dos blogs.

Pra mim, foi interessante ler "A escrita de si" de Michel Foucault, por indicação de um amigo meu que viu semelhanças entre os hypomnemata, descritos por Foucault, e os blogs.

Sobre os hypomnetmatas, Foucault diz que "Neles eram consignadas citações, fragmentos de obras, exemplos e ações de que se tinha sido testemunha ou cujo relato se tinha lido, reflexões ou debates que se tinha ouvido ou que tivessem vindo à memória. Constituíam uma memória material das coisas lidas, ouvidas ou pensadas; ofereciam-nas assim, qual tesouro acumulado, à releitura e à meditação ulterior.

[...] constituem um material e um enquadramento para exercícios a efetuar frequentemente: ler, reler, meditar, entretar-se a sós ou com os outros, etc...

[...] trata-se, não de perseguir o indizível, não de revelar o que está oculto, mas, pelo contrário, de captar o já dito; reunir aquilo que se pôde ouvir ou ler, e isto com uma finalidade que não é nada menos que a constituição de si."

Também vi aí algumas das funções dos blogs.

E, agora, achei muito boa sua reflexão sobre o assunto. E muito bacana a aplicação de Benjamin. Li com prazer.

Sei que muitas dessas reflexões se encontram espalhadas pelo Biscoito, mas queria ler o que vc fez pros seus 15 minutos.

E, falando em "encontros blogueiros", esta noite conheci pessoalmente a Cipy. Conheci muito rapidamente, pois ela foi ver uma peça minha e só a vi na hora em que eu cheguei (atrasadíssimo). Espero que ela tenha gostado... (Olha eu aqui, descaradamente, mandando um recado através do blog alheio... Mais uma função pro blog: "post it")

Claudio Simões em agosto 15, 2005 5:34 AM


#2

Adorei estar com vocês. Blogueiros são tudo de bom...Beijos

Fefê em agosto 15, 2005 7:26 AM


#3

É a libertação do homem comum da vida privada, "privação", no sentido de Hannah Arendt: "para o indivíduo, viver uma vida inteiramente privada significa, acima de tudo, ser destituído de coisas essenciais à vida verdadeiramente humana: ser privado da realidade que advém do fato de ser visto e ouvido por outros, privado de uma relação "objetiva" com eles decorrente do fato de ligar-se e separar-se deles mediante um mundo comum de coisas, e privado da possibilidade de realizar algo mais permanente que a própria vida". (A Condição Humana).

pecus em agosto 15, 2005 10:32 AM


#4

Quando os blogs começaram por aqui eram realmente exclusivos de e para adolescentes. Alguns blogueiros portugueses até faz piadinhas com isso, porque lá começou diferente. Gosto da escrita que despretensiosa se torna informativa e divertida. Ia esquecendo de perguntar: Ela é quem estou imaginando? (rs*) e também andei deletando algumas coisas aqui sem querer, sorry! Boa semana! Beijus,

Luma em agosto 15, 2005 11:10 AM


#5

Idelber, bom dia.
1) ah! sabia que perdera um momento único e seu relato cravou-me definitiva punhalada... se existe conspiração dos deuses, esta se deu na sexta-feira...
2) sua pequena análise da escrita blogueira faz-nos pensar. Acho que o "significado literário" dos blogs ainda está para ser mais elucidado. Às vezes faço analogias com o tempo da epistolografia que vem sendo publicada, revelando trajetórias de escritores, filósofos, artistas, amantes; pela leitura de cartas e fragmentos descortina-se um painel do mundo cultural que envolve seus protagonistas, ao mesmo tempo que revela intimidades com as quais o leitor se identifica (por exemplo: até os cartões postais trocados entre Freud e Lou-Andréas Salomé contêm mais do que revelações da vida privada de cada um).
3) Adorei as fotos.

Cláudio Costa em agosto 15, 2005 11:41 AM


#6

I- Great event, et aussi le texte. Now: given the focus on subjectivity, the moi, narrative self, is there a complement, a corollary for lyric (cf. Adorno on socialness of) in blogville? There is a lot of online posting of and re poetry but as far as I can tell virtually (pun intended) all on pages, sites, webzines. What is the space, extant or potential, for blogging a la slam or automatic or sharing of prepared texts, whatever? Pense-y. From the swamp. CAP

charles em agosto 15, 2005 11:50 AM


#7

É o que dá ser proletário, perdi a mesa do Salão do Livro. Por outro lado, dispensando coisas inúteis como horas e horas de sono, tive o prazer de participar do restante da programação. Quanto à "sensação de conhecer as pessoas há muito tempo" que você fala no final do post, é mesmo real e muito prazerosa.

Abração, Idelber

Guto em agosto 15, 2005 12:20 PM


#8

Anjo: There's quite a bit of poetry being published on blogs: get started with mario cezar coivara and ana peluso, and follow the links on their blogs. Are you in NOLA?

Fefê, foi um prazer estar com você também.

pecus, libertação da vida privada é uma grande fórmula. Não sou muito fã da Arendt, mas está muito bom esse trecho.

Cláudio S., coincidência, pensei muito nessa noção foucaultiana da "escrita de si" ao preparar o trabalho. Em breve postarei o texto aqui.

Cláudio C., pois é, doutor, perdeu um grande evento...

Luma, não sei em quem você está pensando, então nem idéia...

Idelber em agosto 15, 2005 12:22 PM


#9

Muito bom, Idelber.
Só dá uma verificada que a segunda foto (acima de "em pé, da esquerda para a direita, na fila de trás: Viva...") não está carregando.

Outra coisa, se entendi bem, és atleticano. Como o teu time vai mal, quem sabe não é hora de conversão.
Olha este: http://blogremio.blogspot.com

Arigatô em agosto 15, 2005 12:39 PM


#10

Idelber, ainda estou sob o impacto da experiência vivida neste fim de semana.
Como você brilhantemente (as always) definiu a sensação é insólita porque se apresenta excepcionalmente prazerosa.
Sem querer parecer pretensiosa, sinto que nós, blogueiros, estamos fazendo+vivendo+escrevendo a história.
E, embora o meio usado seja virtual, as relações se estabelecem de forma muito mais concreta e verdadeira do que no mundo real, onde estamos presos aos códigos sociais. Passar do teclado para o abraço é fácil e rápido como um piscar de olhos. Flui com a energia e o brilho de uma relâmpago.
Eternamente grata a você e a ela.

Viva em agosto 15, 2005 1:48 PM


#11

Idelber, a Viva me enviou mensagens daí de Belo Horizonte completamente encantada com o evento. Pelas palavras dela e as suas também, pude perceber que foi show de bola. Felizmente na próxima sexta iremos nos conhecer. O encontro aqui no Rio será no Pizza Park na Cobal do Humaitá às 19 h. Eu e Viva chegaremos mais cedo um pouquinho e levaremos um vaso com margaridas para melhor identificar a mesa. Por favor, comunique o detalhes em um dos seus posts desta semana. Beijocas
P.S.: Não consegui ver a segunda foto. Seria um problema no meu computador? A primeira e a terceira apareceram direitinho

Yvonne em agosto 15, 2005 2:06 PM


#12

Idelber, não estou conseguindo ver a foto do meio (blogueiros-salão), já tentei abrir o seu blog várias vezes e a foto não baixa... :( Não sei se o problema é só comigo.

Leila em agosto 15, 2005 2:11 PM


#13

Leila e Yvonne, republiquei o post com a foto reinserida de novo lá, aqui continua vendo-se tudo normalmente, vejam se o problema foi sanado aí.

Yvonne, muito obrigado e deixa comigo que eu aviso amanhã sobre o encontro aí no Rio.

Guto e Viva, obrigadão pela visita, foi um prazer :)

Idelber em agosto 15, 2005 2:28 PM


#14

Seria capaz de dar uma unha do pé pra ter presenciado tanta coisa boa.

*suspiro*

Quem sabe um dia? Morro de vontade de conhecer Belo Horizonte (e redondezas). Enquanto isso, fico aqui em cima, looooooooonge pra caramba.

Gostei do trechinho - blog é uma nova linguagem.

Blog é um novo jeito de comunicar. Blog é resumo, blog é extensão. Blog é blog.

E, em grande parte, blog são vocês três. Beijo.

Menina-Prodígio em agosto 15, 2005 2:36 PM


#15

Idelber, continuo sem ver... Que estranho.

Leila em agosto 15, 2005 2:57 PM


#16

Idelber, a mesa-redonda foi super divertida!!! Ah, eu também não estou conseguindo ver a foto dos blogueiros. Tem como você mandar pro meu e-mail?? Valeu!!

Cynthia em agosto 15, 2005 3:10 PM


#17

Idelber, valeu pela presença, pelas dicas e por ter iniciado todo o processo que levou à mesa de sexta. Espero que possamos realizar outros projetos juntos.

Abraços.
P.S: um agradecimento aos seus leitores que compareceram e prestigiaram o evento.

Afonso Andrade em agosto 15, 2005 4:44 PM


#18

Afonso, obrigado a você pela organização impecável, pelo convite e pela iniciativa. Abração :)

Idelber em agosto 15, 2005 5:30 PM


#19

Fal é uma cascateira. Disse que ia ficar nervosa e balbuciaria palavras desencontradas, e no entanto pôs todo mundo no bolso. Graaaaande Idelber, muito obrigado por tudo: pela indicação, pelo almoço, pela companhia, pela bela noitada. O melhor da blogosfera são, indubitavelmente, os encontros in loco com a galera. Forte amplexo!

Inagaki em agosto 15, 2005 5:33 PM


#20

Mestre Ina, foi prazer e honra ;)

Idelber em agosto 15, 2005 5:36 PM


#21

Fico aqui remoendo o não poder estar lá, assistindo/vendo/ouvindo e papeando com vocês. ehhe :)

Grandes palavras. Blog é muita coisa... e está só começando.

Abração!

Gejfin em agosto 15, 2005 6:18 PM


#22

Não vi a foto de baixo. sei lá porque. Idelber eu devia imaginar que você era um barbudo orgulhoso e lindo, pelo menos na foto. queria ter estado lá principalmente para rever minha cidade do coração. Bju.

Simy em agosto 15, 2005 7:04 PM


#23

Idelber, esse teu diário adolescente está cada vez melhor. Estes encontros são realmente fantásticos. O blog aproxima as pessoas por afinidades mesmo que distantes milhares de quilometros. Isso é inédito e renderá frutos seguramente.

Flavio Prada em agosto 15, 2005 7:14 PM


#24

Também não consigo ver a foto do meio.

Brilhante teu texto sobre blogs. Em minha monumental burrice, não tinha me dado conta de 30% daquilo. Se quiseres enviar o texto inteiro para meu e-mail... eu apreciaria muito.

Como já errei uma vez com aquele ELA, não errarei mais. Uma moça de três corações deve ser demais mesmo. Estás preservando muito teu teatro da intimidade... :¬))

Grande abraço.

Milton Ribeiro em agosto 15, 2005 7:26 PM


#25

Em tempo: na Verbeat, todas as fotos aparecem.

Milton Ribeiro em agosto 15, 2005 7:45 PM


#26

Republiquei o post e agora sim, imagino que todo mundo possa ver a foto.

Caro Milton: estou preservando pouquíssimo.... pode pegar dicas com sua amiga Meguita sobre quem é ela....

Abraços a todos os amigos/as :)

Idelber em agosto 15, 2005 7:54 PM


#27

Estou vendo a foto agora!

E adorei o comentário do Milton sobre a moça de três corações!

Idelber, melhor preservar mesmo para não atrair o olho grande de certas pessoas. ;)

Leila em agosto 15, 2005 8:41 PM


#28

É....
Como é ruim estar "longe demais das capitais."
Mas fato, é fato. O encontro é inovador por chamar atenção ao fenômeno que são os blogs. Pelo visto o objetivo foi mais do que alcançado...
Parabéns a todos! Obrigado pelos posts, fotos que todos vcs proporcionaram a nós que estavámos distantes, mas torcendo pelo sucesso de todos. Certíssima a Menina-Prodígio. Blog, em parte, são vcs três.
Aquela foto lá no Biajoni, tá hilária. Que horas era aquilo?? Parabéns novamente e grande abraço .... virtual.

Edk em agosto 15, 2005 9:21 PM


#29

Vcs três, não... Perdão. Vcs todos!!
Falou.

Edk em agosto 15, 2005 9:23 PM


#30

Pelo que a minha mãe falou (entreguei!) deve ter sido maravilhoso!! Ela voltou muito feliz!! Estarei lá na sexta!! Mal posso esperar!
Beijos

Luninha em agosto 15, 2005 10:23 PM


#31

Não tenho palavras pra agradecer a sua hospitalidade e sua instantânea amizade Idelba. Mas deixo sim meu muito obrigado por tudo. Foi demais.

Bruno em agosto 16, 2005 3:35 AM


#32

Muito interessantes suas reflexões sobre o fenômeno literário do blogue. No entanto, mais do que qualquer mudança no modo de narrar a experiência, constituindo uma voz narrativa bem peculiar, a grande revolução do blogue está na sua pragmática, ou seja, na sua condição de novo gênero que redimensiona muito a dinâmica das relações entre autor - público - "obra" (media res).

Por exemplo, os comentários são partes constitutivas dessa pragmática do blogue. Impensável um blogue sem uma boa caixa de comentários. Por meio deles, o blogue ganha novos rumos temáticos. Até porque sem os comentários, os blogues não passam de artigos ou colunas "on line". Ricardo Noblat fez uma confissão, um dia desses, na qual dizia não saber mais escrever sem os comentários para guiar seu estilo.

Nesse sentido, acredito que Bakhtin pode nos ajudar mais que Benjamin. O blogue é um convite à heteroglossia, à voz outra. Assim como o link é a intertextualidade em sua forma mais explícita. O blogue formaria esse arco de vozes, muitas vezes dissonantes, no qual o eu autoral perde muito de sua "autoridade" tradicional.

Depois me passa o texto inteiro de sua comunicação. Um grande abraço,

Zé Amaro

José Amaro em agosto 16, 2005 7:47 AM


#33

Foi realmente muito legal Idelber!

Leandro Oliveira em agosto 16, 2005 10:16 AM


#34

Lamentável perder um encontro destes. Obrigada, Idelber, por trazer para o blog um pouquinho do que disseste na mesa. Aliás, tua reflexão bate com a que estou fazendo na tese. A tese é praticamente a mesma: a representação da experiência como algo que atravessa a escrita blogueira. Independentemente do grau de "intimidade" expresso nas narrativas, o que importa é que os blogs são espaços onde se privilegia o vivido. Seja qual for o assunto, é o ponto de vista do sujeito o objeto da escrita blogueira. Dialogando com aqueles autores que se enquadram no que chamamos de "Antropologia da Experiência" (V. Turner, R. Bauman, E. Bruner, etc ...), penso nestas narrativas como algo que reconstrói e ressignifica a experiência e, nesse sentido, os blogs podem ser pensados como espaços de construção do sujeito.

Vou te mandar o primeiro esboço da tese assim que estiver pronto. Será um prazer tê-lo como interlocutor caso tenhas disponibilidade! Um abração!

Elisa em agosto 16, 2005 12:12 PM


#35

Puxa, e eu faltei no evento... Não foi por falta de vontade de comparecer, Idelber. Vamos ver se na próxima edição eu pareço...

Ricardo M em agosto 16, 2005 2:50 PM


#36

Adorei, Idelber! Mesmo!

Anonymous em agosto 16, 2005 6:06 PM


#37

Ué, por que virei anônima?! Quem adorou fui eu, espero que agora saia o nome. Beijo!

Ju em agosto 16, 2005 6:08 PM


#38

Parabéns pelas belas palavras e pelo sucesso lá! :)

Paulo também o convite do Rio e só aceito convites para coisas bem baratinhas e aqui em São Paulo mesmo. E just in case, se você não eu tenho agora um blog sobre cinema. Sei que não é exatamente a sua praia, mas apareça para dar um palpite sobre o que achou.

Beijos e vê se aparece por aqui de novo!

Bibi em agosto 16, 2005 6:11 PM


#39

eu TAVA BERBO!

Biajoni em agosto 16, 2005 8:14 PM


#40

Idelber, gostei muito das considerações que você fez sobre blogs como " resposta dada à necessidade de representação da experiência" e " lugar onde o ainda não representado na experiência ganha acesso à escrita." Muito bom.
Só no finalzinho, acho que desentendi : "(...) estaríamos[ [os blogueiros] assim reconstruindo um lugar onde narrar experiência, renovando a linguagem onde as palavras já andavam meio sujas e automatizadas."
Palavras "meio sujas"? O que, então, dizer dos blogs que prefiro visitar, aqueles fundados em palavras que extrapolam os dicionários, em palavras que conservam certas sujidades, em palavras que são o próprio cisco, ou, se preferir, em palavras que representam perigo, e que, por isso mesmo, não deixam cair em declínio a arte de narrar?
E tem mais, Idelber: sou apenas leitora de blogs e, nessa condição, gostaria de lhe fazer um relato. Vejo que o espaço para comentários, além de ser também um lugar de representação do ainda não representado, pode se configurar,também, como um lugar de referência para a interlocução dos que apenas lêem e/ou de outros que lêem e comentam o lido. Penso que, muitas vezes, esses últimos comentam o que leram na expectativa de gerar um outro nível de interlocução que poderá ser coroada pela menção do próprio comentário dentre outros comentários, de preferência no próprio texto do(s) autor(es) do(s) blog(s) que lê e do(s) que jamais lerá. A realização de todo leitor de blog que se preza é merecer do autor do blog um comentário sobre o próprio comentário. E, se acontecer de o comentário do comentário representar um endosso, aí, meu amigo, será o céu! Já pensou sobre isso? Abraços.
(PS: não tome minhas considerações ao pé da letra: sou apenas uma curiosa diante de qualquer questão relativa à linguagem.)

Tutti em agosto 17, 2005 5:01 AM


#41

Que lindo comentário, Tutti, obrigado :)

Obrigado, Bibi, vou aparecer sim.

Abração a todos, axé ;)

Idelber em agosto 17, 2005 11:07 AM


#42

Pô, bem que podia pintar outras mesas como essas aqui em BH. Não rolou de ir ao Salão, mas qq hora trombamos por aí...

Abração!

Rodrigo em agosto 18, 2005 11:37 PM


#43

Tem horas em que erro de concordância, erro de regência fazem a gente se sentir o cocô do mosquito do cocô do cavalo do bandido, né não, Idelber? Tudo piora se o erro se expande via internet... Recuperei um pouco do meu tamanho assim que li o elogio que você me fez, a despeito dos erros que cometi. Obrigada.

Tutti em agosto 19, 2005 2:32 AM


#44

Idelber, eu sou apenas uma criança nesse mundo blogosférico, perto de vc, INA e FAL. Blog vicia e hoje é minha terapia. Estou a cada dia conhecendo gente no Brasil todo e isso realmente é fantastico! O INA eu conhecia , mas vc e FAL foram uma delicia de surpresa. E vc ainda é daqui de BH! Adorei o texto que vc leu no salão . Eu estava lá no fundinho ...ouvindo. Já virei leitora do Biscoito! Berjos grandes.

Lucinha Horta em agosto 19, 2005 11:36 AM


#45

Gabriela em setembro 14, 2005 10:56 AM