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terça-feira, 01 de novembro 2005

Times Inesquecíveis que eu vi, III

(esta série já homenageou o Internacional 1975-6 e o Grêmio 1981-3; esta vai com dedicatória para Lucia Malla, Luninha e todos os tricolores)

fluminense-1976.jpg

A praxe é que vocês escalem a equipe. Bem, a escalação desta máquina é tão fácil que se nós não a tivermos até 2 da tarde na caixa de comentários será uma humilhação pública para este blog.

Desses da foto, 9 vestiram a camisa da seleção brasileira, e mais 1 a da seleção do seu país. Só o último em pé à direita pode dar algum trabalho, por nunca ter sido de seleção. Junto com o Inter de 75-6, foi a primeira máquina que vi jogar.

Como a escalação é muito fácil, deixo outras perguntinhas, em negrito ou em links, sobre esse verdadeiro escrete: ele foi montado por um certo presidente que inventou uma certa prática para sacudir de novo o que um músico-poeta chamou de "a capital do futebol". Sobre esse time um certo jornalista roqueiro recentemente escreveu um livro.

Junto com outra máquina, esse foi um dos dois grandes times brasileiros dos anos 70 que venceu estaduais e encantou, maravilhou a Europa durante seus torneios de verão, mas nunca ganhou um Nacional ou Libertadores. Na sua primeira semifinal de Brasileirão foi eliminado em casa, pois seu treinador, otimista, falou demais e o comandante do adversário usou suas declarações no vestiário, incendiando a sua equipe, que naquela tarde, por sinal, apresentou ao Maracanã dois monstros da bola. Na segunda semifinal, também em casa, foi eliminado numa inesquecível invasão de torcedores adversários, no jogo que inicia o desmanche da máquina, que durou dois anos.

Esse Fluminense marcou época e papou com facilidade os Campeonatos Carioca de 1975 e 1976, dando shows inesquecíveis (houve um 4 x 1 sobre o excelente Vasco da época que ficou na história). Com vocês a palavra sobre quem são os jogadores e os referentes dos negritos e link.



  Escrito por Idelber às 02:38 | link para este post | Comentários (46)


Comentários

#1

Idelber, vamos lá... Vou deixar a escalação de lado (e pode ser mesmo que eu não a saiba toda). O "certo presidente" é Francisco Horta. O "jornalista roqueiro" é o chato do Nelson Motta? É o único livro recente sobre o Flu de que me lembro. O treinador que falou demais foi o nosso querido técnico da seleção, não? O do Inter (o time que venceu o Flu na semifinal de 1975) era o Minelli. Os "monstros da bola" são Falcão e Figueiroa e a "Invasão" ao Maracanã foi de Gam.. ops, corinthianos.;-)

Donizetti em novembro 1, 2005 6:18 AM


#2

Lembro-me do time, mas a escalação não. A foto já entrega vários: tinha Rivelino, Carlos Alberto, Caju, O lateral direito era da seleção...tambem na direita, Gil, Doval, Rodrigues Neto e Dirceu, o goleiro, se não me engano era o Renato.( Bem , sou atleticano, portanto, tricolores, completem ou retifiquem) A pratica adotada por Francisco Horta foi o troca-troca de jogadores (evitando dispendio do escasso dinheiro dos clubes) o treinador, não me lembro mesmo. Cabe uma ressalva. Mesmo o Flu sendo uma máquina em 76, o Galo só não foi para a final porque perdeu para o Inter (que marcou um gol antológico), ficando a frente do time carioca no campeonato.

Helvecio em novembro 1, 2005 9:16 AM


#3

Ah, essa foto... A escalação (não sei todos, que vergonha): reconheço Renato, Carlos Alberto, Miguel, Paulo César, Rivelino e Dirceu.

Esse time me dá alegria máxima em tempos de expatriada! Idelber, obrigada pela dedicatória, só vc mesmo... :-)

Beijos tricolores!

Lucia Malla em novembro 1, 2005 11:54 AM


#4

Idelber

Acredito que aquele na fila em pé, a direita na foto é o Miguel. Os outros são tão conhecidos!
E foi ele que não jogou em seleção adulta.
Alguns da foto são técnicos!

Paulo em novembro 1, 2005 12:15 PM


#5

De pé: Renato, Carlos Alberto, Edinho, Pintinho, Rodrigues Neto e Miguel.
Abaixados: Gil, Paulo Cesar, Doval, Rivelino e Dirceu.

Roman em novembro 1, 2005 12:22 PM


#6

É isso aí. A escalação dada pelo Roman está certinha. Perfeito. Obrigado a todos :) Doval jogou na seleção argentina, os outros 9 (com a exceção de Miguel) jogaram na seleção brasileira.

Falta descobrir quem foi o técnico da versão de 1975 dessa máquina que falou um pouco demais antes da semifinal contra o Inter.

Dica: a bobagem dita foi que ele "estava mais preocupado com a outra semifinal entre Santa Cruz x Cruzeiro".

Idelber em novembro 1, 2005 12:33 PM


#7

Para um tricolor de três gerações é mole:

De pé: Renato, Carlos Alberto Torres, Edinho, Carlos Alberto Pintinho, Rodrigues Neto e Miguel. Agachados: Gil, Paulo Cesar Caju, Doval, Rivellino e Dirceu.

A escalação era Renato, Carlos Alberto, Miguel, Edinho e Rodrigues Neto; Pintinho, Paulo Cesar e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu.

O Presidente era o Francisco Horta, a prática o troca-troca, o jornalista roqueiro o Nelson Motta.

Nosso treinador era o Paulo Emílio e o do Inter Rubens Minelli. Os monstros, já dito, Falcão e Figueroa, mas o time todo do Inter era ótimo. A invasão no ano seguinte foi dos Corinthianos.

É isso aí. Um sonho em forma de onze.

Cristiano em novembro 1, 2005 12:38 PM


#8

Idelber, eu não entendo xongas de futebol, mas fiz questão de convocar meu irmão (esse aí de cima? ou de baixo?), porque eu tinha certeza que ele ia responder de primeira. O cara é uma enciclopédia ambulante. :-)
Bjks

Monix em novembro 1, 2005 12:43 PM


#9

O jornalista é Nelson Motta. O dirigente era Francisco Horta e a prática era o troca-troca com os clubes cariocas. Músico-poeta, VM, eu acho. A primeira semifinal perdeu para o Inter maravilhoso de Figueroa e Falcão. A segunda foi a tarde chuvosa em que o maracanã estava encharcado e foi invadido pelos corinthianos o que eles próprios chamam de invasão corinthiana.

A escalação, ah! Essa é mole.

Edk em novembro 1, 2005 12:54 PM


#10

Obrigado, Monix:) Perfeito, Cristiano, tudo certinho.

Com uma exceção: Paulo Emílio treinou a máquina, mas não na semifinal de 75 contra o Inter. Naquela semifinal quem exagerou na auto-confiança foi outro treinador... Quem terá sido?

Idelber em novembro 1, 2005 12:56 PM


#11

Amigos.
Contra o Internacional o técnico era o Didi, e o time era um pouco diferente, o lateral direito era o Toninho. E este causou tantos aborrecimentos ao Príncipe Etíope naquele jogo.

A tal invasão corintiana foi estimulada. IMAGINEM POR QUEM? Francisco Horta! O episódio, meio desconhecido é contado no Cervantes (o dos sanduíches), em Copacabana, por tricolores históricos que freqüetam o lugar, e em detalhes. Lá o Horta não é tão amado assim.

Paulo Zobaran em novembro 1, 2005 3:18 PM


#12

Que time era esse, hein? O fato de não ter sido campeão brasileiro é um mero detalhe. Papai falava deste Flu com um orgulho maior do que de muitos esquadrões campeões. Fomos bi do Rio em uma época que era importantíssimo ganhar o Campeonato Carioca. O time era uma atração turística da Cidade Maravilhosa. Só tinha craque. O Brasil de 82 também perdeu a Copa, mas deixa muito mais saudades do que o bom time da Itália, campeã mundial daquele ano. O treinador daquele time era Valdir Pereira, o Didi, um dos dois maiores camisas 8 que o Flu e a seleção viram jogar: o outro foi Gérson, o Canhotinha de Ouro.

João Henrique Barbosa em novembro 1, 2005 3:29 PM


#13

Paulo e João Henrique acabaram de matar a charada. Obrigado:) Na semifinal de 75 o técnico era Didi. E o poeta-músico é Jorge Ben Jor, que dedicou a Chico Horta a canção Troca-troca ;)

Idelber em novembro 1, 2005 3:35 PM


#14

Bem lembrado, Paulo. O meu pai dizia que o Horta fez uma grande jogada de marketing, existiam bandeirinhas do Flu e do Corínthians espalhadas pelo Rio e, naquele tempo, a torcida do Flu já tinha o hábito de chegar em cima da hora aos jogos. Verão, sol de fora, o negócio era esperar o jogo nas praias cariocas. Segundo o meu velho, os corinthianos chegaram cedo e partiram para o Maracanã. Diferente do que diz a lenda, porém, eles não foram maioria: dos 100 mil no estádio, no máximo eram 35 mil corintianos. Oito anos depois, em 1984, demos o troco e tiramos o time de Sócrates e cia dentro do Morumbi, com um inapelável 2 a 0. A diferença é que tiramos o campeonato, enquanto o Corínthians foi vice em 76.

João Henrique Barbosa em novembro 1, 2005 3:36 PM


#15

Na verdade, o time da foto é de 76; o de 75 ainda tinha Toninho, Silveira e Marco Antônio. O Miguel, o Rodrigues Neto, Doval e Renato foram fruto dos troca-trocas do Horta. Aliás, lendo o livro do Nelson Motta, descobri que a idéia inicial era trocar o Zico pelo Rivellino. Já pensaram?

Cristiano em novembro 1, 2005 4:16 PM


#16

Ih, Idelber, eu não sabia nadinha. Mas uma coisa eu sei: o Nelson Motta não é jornalista, tampouco roqueiro.
Quem é jornalista roqueiro é o Artur Dapiève.

Menina-Prodígio em novembro 1, 2005 5:05 PM


#17

Nossa...obrigada pela dedicatória, me sinto honrada! =)
Infelizmente não vi esse time jogar....minha primeira memória do Flu é o gol de barriga do Renato sobre o Flamengo quando o Flu foi campeão carioca em 1995!!!

Estava sem internet ontem e não pude entrar para te dar os parabéns!! Tudo de bom, continue com esse blog maravilhoso, que possamos comemorar muitos outros aniversários duplos como esse!! Não se esqueça de vir ao Rio mais vezes!!

Beijos

Luninha em novembro 1, 2005 5:11 PM


#18

Cheguei tarde. Acertaria tudo, até o Didi, menos o Miguel? Miguel? Simplesmente não lembro.

Abraço.

Milton Ribeiro em novembro 1, 2005 5:17 PM


#19

Tá, vou complicar. Primeiro, o zagueiro central daquele jogo contra o Inter foi Silveira! Um magrão ruim. Foi ele quem tomou a meia-lua do Paulo César Carpeggiani no segundo gol.

Este time... não marcava. E infelizmente, defender e fazer faltas faz parte do jogo. Pobre do Pintinho, tendo que se ver com o Falcão e Carpeggiani enquanto o Rivelino e o Caju esperavam que ele lhes tirasse a bola. E ainda o Jair no segundo tempo.

Certamente, uma máquina com sérios problemas. Parece o Real Madrid. Espero pelo Santos de Pelé, não me venha mais com estes embustes!

:¬))

Milton Ribeiro em novembro 1, 2005 5:30 PM


#20

Meu amigo João Henrique diz que a MSI, ops, Corinthians naquela época, ocupou "apenas" 35000 lugares no Maracanã... Bem, aqui em São Paulo falam em 50000 no mínimo, quem estará certo? Concordo com o Milton Ribeiro: time bom tb marca! Aliás, exatamente por isso acho o Internacional de 75/76 muito mais time que a Máquina Tricolor. Tomar a bola com força E estilo e sair rápido para o ataque... coisa linda!
Idelber, estou esperando seu post sobre o Tricolor Paulista de qualquer época hahahaha

Donizetti em novembro 1, 2005 6:50 PM


#21

Meu amigo João Henrique diz que a MSI, ops, Corinthians naquela época, ocupou "apenas" 35000 lugares no Maracanã... Bem, aqui em São Paulo falam em 50000 no mínimo, quem estará certo? Concordo com o Milton Ribeiro: time bom tb marca! Aliás, exatamente por isso acho o Internacional de 75/76 muito mais time que a Máquina Tricolor. Tomar a bola com força E estilo e sair rápido para o ataque... coisa linda!
Idelber, estou esperando seu post sobre o Tricolor Paulista de qualquer época hahahaha

Donizetti em novembro 1, 2005 6:51 PM


#22

O Nelson Motta não é roqueiro, nem jornalista nem tricolor! Na primeira página de seu livro sobre o Fluminense, o Nelson Motta afirma que na infância era Flamengo.
Não é uma pessoa séria!

Paulo Zobaran em novembro 1, 2005 7:34 PM


#23

hahahaha, ai, Paulo que sectarismo!

Idelber em novembro 1, 2005 7:47 PM


#24

Não acredito. O cara era Fla na infância e escreve um livro sobre o Flu? Meu deus!

Como li hoje na ZH (palavras de um gremista que valem para mim): eu nem agonizante, pendurado numa corda, com arame farpado cortando as costas e formigas subindo pelo corpo escreveria um livro sobre o Grêmio... Só se fosse de sacanagem.

A propósito, o último livro que lançaram sobre o tricolor gaúcho era dedicado a "Todos os Volantes de Contenção". Pode? E havia páginas e páginas de elogios à macheza e à violência de Dinho. Pode? Pode e é assim.

Milton Ribeiro em novembro 1, 2005 9:57 PM


#25

Sobre o Nelson Motta: eu acho estranho, mas existem sim caras que viram casaca de vez. O Nelson Motta disse que decidiu ser Tricolor aos doze anos. O Trajano, o jornalista carioca que se radicou em São Paulo há algumas décadas, era Flu e virou América. O Leovegildo Lins da Gama Júnior, o maior lateral esquerdo que eu vi jogar, saindo chorando do Maracanã na final do Estadual de 1963 (recorde mundial de público em um jogo interclubes), simplesmente porque aquele 0 a 0 no FlaxFlu, deu o título ao Flamengo. Não preciso explicar que, depois de anos na Gávea, ele teve o azar de mudar de time. Agora, caro Milton Ribeiro: chamar um time daquele de embuste? Só pode estar de sacanagem...
Agora, Donizetti: preferir time que marca mais a despeito de times que dão mais espetáculo é uma questão quase ideológica. Pra você, qual time era melhor: o Brasil de 1982 ou a Itália campeã do mundo? Eu vou sempre preferir o time do Telê... Mas é questão de preferência, concordo.

João Henrique Barbosa em novembro 1, 2005 10:45 PM


#26

Parabéns, Idelber. Parabéns por tudo, pelo blog, pela sua inteligência e sensibilidade, pela sua disposição em permanecer " aberto à visitação dos afetos" de que fala Juliano Pessanha. Abraços.

Tutti em novembro 2, 2005 9:23 AM


#27

João Henrique: Não prefiro o que marca frente ao que dá espetáculo. Prefiro os que marcam E dão espetáculo... Qualquer time que faça apenas uma coisa ou outra não está muito certo... ;-)

Donizetti em novembro 2, 2005 1:01 PM


#28

oi idelber, mas como voce gosta dessa coisa de futebollll\!

lucia carvalho em novembro 2, 2005 7:10 PM


#29

Lucia Carvalho minha filha, somos brasileiros. Sei, sei, tem gente que é brasileiro e não gosta de futebol e tem carioca que não gosta de samba e acreano que não gosta de tapioca e tacacá, mas, fazer o quê??

Está em nosso sangue em em nossa alma. Aprendemos a gostar na primeira infância e paixões assim, a gente nunca esquece. Na verdade, como dizia o Tim Maia, "paixão antiga sempre mexe com a gente e é tão difícil esquecer."

É isso. Paixão antiga. Alma brasileira. Faz parte de nós.

Abs.

Edk em novembro 2, 2005 7:33 PM


#30

Desculpe, João Henrique. Um bom time de futebol tem de cumprir todas as funções necessárias para ganhar jogos e campeonatos. Para tanto precisa atacar, articular, defender, desarmar e até fazer faltas e catimbar. Deve ter goleiro, zagueiros e até volante(s)! É claro que prefiro ter Luisinho, Figueroa, Gamarra ou Mauro Galvão na zaga, com Clodoaldo e Falcão na frente deles. Detesto zagueiros e volantes grossos, até por que a saída de bola fica uma droga.

Acho que pretender que um time montado por Didi e Paulo Emílio seja parecido com um de Telê seja forçar a barra. Os times de Telê marcavam muito, marcavam bem e, a pedido do mestre, não usavam violência, lembras? A sensacional Holanda de Michels era arrebatadora visualmente, mas a foto mais divulgada durante a Copa de 74 foi a do argentino Perfumo sendo marcado por 6 holandeses ao mesmo tempo; ou seja, eles tratavam desesperadamente de recuperar a bola. Michels era também contra a truculência.

É óbvio que, para jogar, há que se ter a bola e, para tê-la, é necessário trabalho duro de marcação. Quando eu jogava futebol, também preferia criar, amar, sonhar e me apaixonar; mas sempre que podia convocava um Dunga para fazer o trabalho sujo, necessário e para entregar a bola para o falso mestre aqui...

Tá bom, o Flu não era um embuste, mas era um equívoco semelhante ao Real Madrid e nunca ganharia nada além de jogos contra times fracos e campeonatos estaduais. Ou tu achas que o Real chegará a algum lugar com Beckham de volante? O desprezado Makelele está no Chelsea ganhando tudo.

Grande abraço.

Milton Ribeiro em novembro 2, 2005 8:44 PM


#31

Acabo de lembrar uma coisa importante sobre Telê. Na Copa de 82, ele foi criticado por utilizar um ponta de recuo (é, existia isso!). Deixava o Éder à frente pela esquerda e defendia pela direita com o recuo de Dirceu - no primeiro jogo contra a URSS, Dirceu jogou inacreditavelmente pela direita - e depois sempre com Paulo Isidoro. Pasmem, era chamado de retranqueiro por ter feito isso e por obrigar o Sócrates a dar carrinho lá atrás.

É claro que nossa eliminação foi uma fatalidade. Chuto que, se refizéssemos aquele jogo 10 vezes, ganharíamos 7, empataríamos 2 e perderíamos 1. Infelizmente, o 5 de julho de 1982 foi o 1. Paciência.

Milton Ribeiro em novembro 2, 2005 9:02 PM


#32

Meus amigos.
Um equívoco muito difundido entre nós e difundido após a década de 90, quando grande quantidade de jogadores brasileiros passou a jogar na Europa, é que os campeonatos estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro nas décadas de 50/60/70 eram fracos.

O Santos de Pelé jogou contra times muito bons do Palmeiras, do Corinthians (o SPFC só a partir de 69) e a cada campeonato apareciam dois ou três bons times do interior.

O tal do campeonato Espanhol sempre foi fraco com APENAS DOIS (2) concorrentes, Real Madrid e Barcelona. Mas é cantado aqui no Brasil como se fosse a oitava maravilha.
Por muito tempo o Atletico de Madrid esteve no páreo, depois sumiu. E a cada ano aparece um ou outro clube melhorzinho (o Deportivo foi este terceiro algum tempo, com jogadores brasileiros).
Alavés, Betis etc. tudo timeco. É um campeonatozinho meio fajuto!

Houve uma oportunidade em que o Palmeiras de Dudu & Ademir, em uma passagem de dias pela Espanha venceu Real e Atlético de Madrid, e o Barcelona. Chegou no Brasil perdeu para Internacional, Cruzeiro e empatou com o América!

O Corinthians teve times muito bons na década de 60 e nunca se dava bem no Campeonato Paulista!
CONCLUSÃO: O nível dos campeonatos de SP e RJ já foi muito superior do que os campeonatos europeus. O Brasileiro de hoje é muito mais difícil que qualquer um campeonato de lá. Exceto naturalmente o SVEIRTÃO 2005.
SAUDAÇÕES.

Paulo Zobaran em novembro 2, 2005 10:12 PM


#33

Certíssimo Paulo. Perfeita análise.

Edk em novembro 2, 2005 10:22 PM


#34

Ô Idelber,
depois do jogo de hoje (2x2), vou deixar um palíndromo pra ti: "O galo nada no lago"
Abraço.

Roman em novembro 2, 2005 10:48 PM


#35

Tricolor da Álvaro Chaves doizaum no Goiás.
Corintians, fica ixperto.

Bear em novembro 3, 2005 1:59 PM


#36

Na linha do Milton, time bom do Flu foi o de 83-85; esse sim, marcava (muito!) e dava espetáculo. Que o digam os corinthianos presentes na semifinal do brasileiro de 1984. Timaço que, enquanto íntegro (antes da venda do Branco), perdeu apenas a Libertadores e o brasileiro de 85, disputados simultaneamente.

Cristiano em novembro 3, 2005 5:34 PM


#37

Finalmente deu tudo certo p/ o Flu, ganhamos do Góias e o Curintians perdeu!! Só falta o Inter derrapar hj...

Luninha em novembro 3, 2005 6:18 PM


#38

O Paulo Zobaran disse tudo o que eu penso sobre o futebol espanhol.. heheh Obrigado!

Donizetti em novembro 3, 2005 7:22 PM


#39

E meu Inter derrapou, Luninha...

Não faça mais predições, tá?

:¬))

Milton Ribeiro em novembro 3, 2005 10:22 PM


#40

Não adianta, gente. O Corinthians foi beneficiado mas é o melhor time dessa joça.

Mas que o gol do Petkovic no último minuto foi incrível, ah, isso foi ;)

Idelber em novembro 3, 2005 11:45 PM


#41

gostei do que vi, quero ver falar do flu de Samarone, do Fla de Onça e Maniceira

abraços gilson

gilson em novembro 4, 2005 10:42 AM


#42

Minha escalação preferida: Felix, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Cafuringa, Flávio, Ivair e Lula. De 1968, acho.

Bear em novembro 4, 2005 9:35 PM


#43

bom, ja' que estao falando nessa suposta maquina, e lembraram da tarde chuvosa em que o corinthians tirou a maquina da disputa pelo titulo do brasileiro, em 76, vou lembrar que o o jogo terminou, em tempo normal, 1 a 1, o gol do corinthians foi do Russo ou do Romeu, o tal da cambalhota, a prorrogacao terminou empatada, e que o Tobias, entao goleiro, pegou uns dois penaltis na disputa.
e' tudo o que eu lembro.
abs
sg

sgld em novembro 6, 2005 3:00 AM


#44

o melhor do flu continua sendo o nelson rodrigues

agora quero ver como é que fica o nosso galo

provação e danação

nem santa nem o diabo

pode ir pensando

cucaracha

no dia depois de amanhã

@ em novembro 8, 2005 10:46 PM


#45

Lembrar desse time me dá água nos olhos. Eu tinha 11-12 anos, e tinha um caderninho cor de laranja (que coincidência) onde anotava coisas e colecionava recortes de jornais. Quase todos os jogadores eram craques. Fica redundante dizer que era um timaço. Aos que disseram aqui que essa escalação não ganhou nenhum Brasileiro ou Libertadores, digo o seguinte: o que sentia ouvindo Jorge Cury e Waldir Amaral se esgoelando no radinho a cada gol estará gravado em meus cromossomos por 40 gerações, e não me importa se algum time mais pragmático da época tenha mais títulos ou não.

Lembro até do que a torcida costumava cantar naquela época:
Olê, olá,
O Fluminense tá botando pra quebrar.

No estádio não se via bandeiras de torcidas organizadas. Havia apenas bandeiras tricolores, de todos os tamanhos possíveis. Era lindo. Foi quando tomei meus primeiros banhos de pó-de-arroz, e pensar que um dia deixaria o Rio era algo inimaginável prum garoto nascido e criado em Laranjeiras.

Abraço, Idelber. A Tracy me falou da nota sobre o Flu, e aqui estou pra dar meu humilde pitaco. Quem sabe um dia ajudo a fundar a Flu-Miami.

Eduardo Guzmán em novembro 9, 2005 9:07 PM


#46

Legal, Eduardo, obrigado pela primeira visita. Espero que tenha se sentido bem aqui no meio desses "fanáticos" por futebol . . . Abraços,

Idelber em novembro 10, 2005 1:16 AM