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quarta-feira, 21 de dezembro 2005
Valsa, Polca e Maxixe no Rio de Janeiro do Século XIX
(Fragmento de trabalho acadêmico bem mais longo, sobre música popular no Brasil do século XIX. Críticas e sugestões são bem vindas)

A valsa operou no século XIX como um dos únicos espaços públicos de aproximação para namorados e amantes. Adquiriu na corte carioca a aura de ícone musical aristocrático, mas em suas origens também foi uma dança plebéia, rural, de camponeses. Tal percurso – das origens plebéias à aceitação à posterior canonização – foi realizado por linguagens populares tão diversas como o maxixe, o tango argentino, o jazz ou o rock’n’roll.
Introduzida pela família real portuguesa em 1808, solidificada com a presença de compositores como Sigismund Neukomm, o músico austríaco que morou no Rio entre 1816 e 1821, a valsa foi hegemônica na preferência da elite do Rio de Janeiro especialmente no período em que se interroperam os espetáculos de ópera, de 1830 a 1845. Em ritmo ternário (compasso em 3/4), e possibilitando um enlaçamento dos corpos até então desconhecido, a valsa é tanto um instrumento de socialização como uma via de acesso a uma experiência erótica.
As origens populares da valsa são visíveis na importante diferença que ela introduz em relação às danças européias anteriores como os minuetos, as polonaises ou as quadrilhas. Em contraste com estas, na valsa os bailarinos se encontram nos braços um do outro, com os rostos a poucos centímentros de distância e os corpos girando abraçados. É o gênero pioneiro na dança enlaçada. Para o século XVIII vienense, houve algo perturbador nessa introdução de posições mais eroticamente sugestivas na dança, e na medida em que a valsa se espalha e ganha popularidade na Europa ela enfrenta reações não muito diferentes das que provocariam o maxixe e o rock’n’roll um e dois séculos depois. No momento de sua introdução na Inglaterra, em julho de 1816, num baile oferecido pelo príncipe regente, um editorial do The Times ainda afirmaria:
Notamos com dor que a dança estrangeira indecente chamada valsa foi introduzida (acreditamos que pela primeira vez) na corte inglesa na última sexta-feira . . . Basta lançar os olhos no voluptuoso entrelaçamento de membros e compressão fechada dos corpos em sua dança para ver que ela certamente está bem distante da reserva modesta que até hoje tem sido considerada distintiva das mulheres inglesas. Enquanto essa exibição obscena estava confinada a prostitutas e adúlteras, não a julgamos digna de nota; mas agora que se tenta forçá-la nas classes respeitáveis da sociedade pelos exemplos civis de seus superiores, sentimos que é um dever alertar todos os pais contra a exposição de suas filhas a contágio tão fatal. (tradução minha; original aqui).
Tal como voltaria a acontecer incontáveis vezes com outros gêneros musicais, é à pureza da mulher que os moralismos de plantão recorrem como tesouro a ser preservado ante a chegada da dança bárbara. Isso implica, naturalmente, que é na verdade um prazer feminino anunciado na dança que está sendo censurado, mesmo na chegada de um gênero depois percebido como inocente e bem-comportado, como é o caso da valsa.
Depois da interrupção de 1830, o reinício da ópera no Rio acontece em 1845 e concide com a introdução da polca, que teria um impacto significativo na história da música brasileira.
Interpretada pela primeira vez no Rio em 3 de julho de 1845, no Teatro São Pedro, pelas duplas de atores Felipe e Carolina Cotton e Da Vecchi e Farina , a polca se espalharia pelos salões do país numa febre incrível. Já em 1846 se constituía uma Sociedade Constante Polca na corte carioca. Ao longo das décadas seguintes ela substituiria a valsa nas preferências da elite do Rio.
Segundo José Ramos Tinhorão, o 2/4 em allegreto da polca, com seus movimentos saltitantes, deu vazão a uma sensibilidade social da época – de euforia pela estabilidade política e prosperidade econômica – que era inalcançável pelo movimento mais cadenciado da valsa. Claro que a valsa não deixa de ser cultivada no Brasil: ela viria a ter, depois, papel destacado na obra no maior compositor popular da história do país.
Esse processo em que a polca desafia a hegemonia da valsa ocorre entre as décadas de 1840 e 1860. Enquanto a ópera entrava numa fase em que se transformara em pura cultura de ostentação, a polca consolidava sua hegemonia não só entre as elites, mas também entre amplos setores das classes populares. Ao contrário da valsa, a polca abriria uma linha de comunicação direta com a música popular: é na execução “chorada” e “sincopada” das polcas introduzidas vinte anos antes que os “grupos de chorões” começariam a elaborar a linguagem musical brasileira por excelência, o choro, a partir da década de 1860.
A passagem ao ritmo binário da polca representou, assim, a chegada de um padrão rítmico mais apto a conversar com a poliritmia afro-brasileira que naquele momento já se fazia ouvir em senzalas, quintais e ruas. Essa “conversa” tem um nome no Brasil: maxixe. Na definição lapidar de José Miguel Wisnik, aquela transição é um momento em que “o termo ‘maxixe’ vem comendo pelas bordas, e as síncopas, os efeitos rítmicos contramétricos e balançantes, vão se imiscuindo, decantando e se fixando por dentro da própria música.”
O gênero não é uma rígida forma que surja no país e se estabeleça numa data determinada (como os gêneros importados, a valsa em 1808 e a polca em 1845) nem tampouco um padrão rítmico determinado cujo nome seja contemporâneo ao fenômeno (como seria depois o caso do samba, constituído enquanto tal entre, aproximadamente, 1910 e 1933 e nomeado em 1916 numa famosa gravação). No caso do maxixe há um grande descompasso histórico entre o fenômeno e sua nomeação, em virtude da censura e repressão que sofre a própria palavra, o nome mesmo do gênero. No final dos anos 1870 o termo maxixe ainda é tabu no Rio de Janeiro. Evocando um corpo popular, negro e mulato, o maxixe opera, durante um par de décadas, também como repertório de movimentos corporais proibidos e subversivos. Para nomear suas composições maxixadas, Ernesto Nazareth escolheu o termo "tango", depois 'tango brasileiro' e que, é bom lembrar, nada tem a ver com o argentino.
O maxixe é um daqueles casos singulares em que a dança gera o gênero. José Ramos Tinhorão notou:
Foi, pois, o estilo de tal forma malandra e exagerada de dançar o ritmo quebrado da polca-tango que acabaria por fazer surgir o maxixe como gênero musical autônomo, ao estruturar-se pelos fins do século XIX sua forma básica: a exageração dos baixos – inclusive pelos instrumentos de tessitura grave das bandas – conforme o acompanhamento normalmente já cheio de descaídas dos músicos de choro.
O que se nomeia aqui como ‘polca-tango’ também foi chamado ‘polca-lundu’, ‘polca-chula’, ‘polca-cateretê’, além de ‘polca brasileira’. Esses rótulos designam no fundo o mesmo fenômeno, a forma de tocar a polca européia que se desenvolvia no Brasil, na qual se deixava ouvir nitidamente o registro de sensibilidades musicais afro-atlânticas ou americano-mestiças já de longa história aqui.
Esse é o momento em que se consolida o estilo de tocar dos chorões, na base de um solo acompanhado de contracanto e modulações. Tinhorão assinala que a música dos chorões traz um nítido legado do que se chamara nos fins do século XVIII e início do século XIX de música de senzala. Toma-se a polca européia e alonga-se a frase musical, introduzindo-lhe modulações que ela até então não conhecia. O uso do contracanto dá aos vocais uma estrutura responsorial, marca das práticas musicais afro-atlânticas (a famosa "chamada e resposta"). Começa a se constituir ali uma música mestiça urbana que traz um traço marcante das músicas africanas subsaarianas: a interpolação de agrupamentos binários e ternários, ou seja, a utilização de compassos que misturam agrupamentos de duas e de três pulsações. Como explica Mieczyslaw Kolinski, resenhando o clássico Studies in African Music, de A. M. Jones:
Nossa teoria musical clássica prevê dois tipos de compasso, os simples e os compostos. Nos compassos simples, as unidades de tempo são binárias. Por exemplo, nos compassos 2/4, 3/4 e 4/4, as unidades de tempo são as semimínimas, que, dividindo-se sempre por dois, serão equivalentes a duas colcheias ou quatro semicolcheias etc. (Os casos em que semimínimas são divididas de modo ternário constituem exceções à regra, são chamados de “quiálteras” e exigem sinalização especial.) Por outro lado, nos compassos compostos, como o 6/8 ou o 9/8, a unidades de tempo são ternárias e são representadas por semimínimas pontuadas (divididas portanto em três colcheias). Mas o fato é que não há compassos que misturem de modo sistemático agrupamentos de duas e três pulsações, como semimínimas e semimínimas porntuadas. É precisamente essa mistura que vai desempenhar um papel muito importante nas músicas da Africa subsaariana.
Essa caracteristica, que começa a penetrar, “invadir” os espaços considerados eruditos no Brasil no século XIX, receberia um nome: síncope, que já Mário de Andrade identificava como traço que “percorre com constância formidável toda a música americana” e que, notava o folclorista e escritor modernista, “é tida em geral como provinda da Africa”. A síncope, conceito naturalizado no discurso acadêmico e também na fala do leigo como algo “africano”, nada mais é que a forma encontrada para se fazer o registro dessa contrametricidade própria das músicas africanas subsaarianas nos cânones escriturais herdados da música erudita européia e já em voga na prática das elites do Brasil. Explica aí, Sandroni:
tal sistema [a notação em partitura] não prevê . . . a interpolação de agrupamentos binários e ternários. O resultado é que ritmos desse tipo apareceram nas partituras como deslocados, anormais, irregulares (exigindo, para sua correta execução, o recurso gráfico da ligadura e o recurso analítico da contagem) – em uma palavra, como síncopes.
Por isso, seria menos correto dizer “a síncope é uma ‘característica’ africana herdada pela música brasileira” que dizer que a síncope é a notação gráfica do susto da partitura européia ao ter que representar a mistura sistemática de agrupamentos de duas e de três pulsações, uma alternância que ela não conhecia e não estava preparada para registrar.
Produto de uma sincopagem mulata a que se submeteu a polca, o maxixe se dissemina fortalecido pela novidade da dança que permitia o entrelaçamento dos corpos, favorecido pelo contato com os lundus dançados com umbigadas por mestiços e brancos, e nutrindo-se do entusiasmo pelo baile gerado a partir da própria polca. Tinhorão indica que "o próprio nome de maxixe que a dança tomara pela década de 1870 era usado ao tempo para tudo quanto fosse coisa julgada de última categoria”. Seria necessário realizar todo um trabalho de pesquisa para dimensionar o que foi a censura ao nome no caso desse gênero. Requebrado, indecente, lascivo: a constelação de adjetivos que acompanha o termo maxixe na segunda metade do século XIX dá idéia do seu papel como repositório de práticas populares eróticas que cumpriam naquele momento uma inegável função democratizadora.
O fantasma inaceitável para a elite da época era, sem dúvida, a referência implícita ao corpo negro e mulato ocupando o lugar de sujeito de uma performance pública. Partindo dos bailes do Paraíso, onde se reuniam o baixo meretrício e a capadoçagem do tempo até chegar aos bailes de carnaval, o maxixe vai pouco a pouco conquistando as camadas mais altas da sociedade.
Na década de 1870 o maxixe inicia essa trajetória rumo à aceitação pelas elites. A incorporação do gênero ao teatro de revista se dá com Arthur Azevedo, na revista Cocota, no Teatro Santana em 6 de março de 1885. Em 1883 o maxixe era representado no teatro pela primeira vez para um público de classe alta, pelo ator Francisco Correia Vasques, enquanto se disseminava também como prática cotidiana das classes populares. A partir do tango As Laranjas da Sabina, de Arthur Azevedo, na peça República de 1890, o maxixe iniciaria uma longa carreira de pelo menos 40 anos nos palcos. Na década de 1890 há registros da disseminação do gênero por outras cidades brasileiras. Em 1899 o Jornal de Notícias de Salvador faz referência a um baile em que “um casal dançava tão bem o maxixe que foram brindados com cerveja gelada”. O gênero chegaria à Europa em 1905, através do famoso bailarino Duque; seu auge no Brasil terminaria com a chegada da febre dos fox-trot e charleston por volta de 1918.
PS 1: Há outras danças no Rio do século XIX, obviamente. A mazurca, a habanera e o schottish são três exemplos. Outro dia falo deles.
PS 2: Eu andei contribuindo com a Wikipedia nos verbetes valsa e Clube Atlético Mineiro (ah, que ironia). Alguém aí contribui também?
Escrito por Idelber às 03:02 | link para este post
| Comentários (25)
Flavio Prada em dezembro 21, 2005 9:54 AM
#2
Belo minueto, old pal. Abraços.
Nelson Moraes em dezembro 21, 2005 10:15 AM
#3
Que barato, Idelber! Ótimo texto, me lembrou o seu post sobre um conto de Machado de Assis em que o Bruxo falaria do maxixe de maneira bem sutil, meio escondida.
Abraços
Mauricio Santoro em dezembro 21, 2005 10:56 AM
#4
Idelber: Use e-mail some day, preciso falar com o senhor. HABANERA: faça o contraste entre os va'rios usos do termo dentro e fora de Cuba, e nos Brasis, e não so' como ge'nero mas fundamentalmente como _figura_ musical (sincope tipica, dotted note pulsations). Wisnik O som e o sentido tem a ver. O bro Chris ganhou _Sem Receita_ em maos de JMW! Anjo antropofa'gico.
cap em dezembro 21, 2005 12:02 PM
#5
Delicioso, o texto.
E olha que eu não costumo usar este adjetivo, a não ser para comida. Pensando bem, tem tudo a ver, dado o erotismo implicito da dança. ;O)
Vou tentar identificar tudo o que você falou, no repertório do meu coral. A polca não é um gênero muito conhecido para mim. Mas o nosso repertório inclui pelo menos um exemplo de chula e de cateretê.
Bear em dezembro 21, 2005 12:20 PM
#6
Anjo, obrigado pelas sugestões, eu também tenho _Sem Receita_ com assinatura do Wisnik, estive com ele em Bs. As. Vou dar uma pincelada na habanera, sim. O email de Tulane está bichado de novo, mas o meu email aqui do blog funciona: blog@idelberavelar.com
Bear, legal essa atividade aí no coral. Ainda se encontra muita gente cantando cateretê em corais por ai afora.
Almirante, Flávio, Mauricio: que bom que gostaram. Abraços,
Idelber em dezembro 21, 2005 12:53 PM
#7
Idelber.
O texto é excelente e acho uma pena que não possas dialogar com meu pai, que era um especialista nestes ritmos do Brasil imperial e do início do século. Quando eu e minha irmã éramos crianças, ele - que era dentista como o Guinga e bom pianista amador - tivemos muitas músicas dedicadas a nós, das quais a mais famosa (dentro de nossa casa, é claro) era a valsa Férias de Julho e o maxixe Janeiro na Praia... (Bem, não podes dialogar com pai pelo fato simples e superior de ele estar morto há 12 anos, só isso!)
Eu te daria uma sugestão muito particular, talvez ligada a meu gosto pessoal. Não gosto quando um ensaísta escreve que, por exemplo, "a ópera se transformara em pura cultura de ostentação" sem maiores explicações. O mesmo vale para a afirmativa escondida em hipertexto de que Pixinguinha seria "o maior compositor popular da história do país".
Concordo inteiramente com a primeira afirmativa no âmbito das Américas e, mesmo amando o velho Pixinguinha, discordo da segunda. Mas estou mais interessado em discutir a existência destas afirmativas taxativas e laterais, que pressupõem fatos indiscutíveis. Parece-me que elas desviam a atenção do leitor e podem parecer agressivas em sua negativa de desenvolver melhor as idéias nelas contidas. Além disto, um leitor que mal tenha ouvido Pixinguinha e que se considere um razoável conhecedor (?), vai empacar naquela frase que poderia ser substituída tranqüilamente por "um dos maiores compositores populares da história do país", sem prejuízo do texto.
Não sei se fui claro e reconheço minha tremenda cara de pau em vir te sugerir coisas, mas alguns leitores são assim mesmo, ainda mais quando o mestre dá espaço aos pitacos.
Gigantesco abraço.
Milton Ribeiro em dezembro 21, 2005 1:47 PM
#8
Maravilhoso comentário e sugestão aceita com toda atenção, Milton.
Quanto à primeira: você tem toda a razão, é preciso matizar melhor para quem e em quais circunstâncias a ópera "havia se transformado em cultura de ostentação". Senão, fica parecendo uma afirmação com pretensões a verdade universal, o que não é o caso. Eu queria dizer que para uma certa elite europeizada do Rio do século XIX, a ópera vai se transformando em coisa cada vez mais epidérmica e ostentatória. Mas há que se matizar, e o seu comentário me ajuda a fazê-lo.
Quanto ao segundo: continuo achando Pixinga o maior criador na esfera da música popular, mas não deixo de concordar com seu comentário. Essa frase é parte do post mas não entra no ensaio mesmo; eu a acrescentei ontem à noite (mais como pretexto para linkar Pixinguinha). Num texto acadêmico, de pesquisa, eu certamente tentaria evitar o juízo de valor, como você sugere. Até mesmo porque o rótulo é discutível, claro, já que há outros candidatos.
Fortíssimo abraço e obrigado sempre,
Idelber em dezembro 21, 2005 2:23 PM
#9
Concordo com o Milton a respeito das afirmações taxativas. Mas talvez elas tenham sido incluídas na versão blog, não? Ou você, nos seus ensaios, escreve "explica aí, Sandroni?" (Se escrever, eu vou imediatamente adotar isso na minha monografia, achei tão simpático!)
Achei interessante você colocar no mesmo contexto de "ascenção social" o tango, o maxixe, o jazz e o rock. É verdade mesmo, penso que chegará o dia em que o rock será coisa de velhos endinheirados, e os jovens dirão: que coisa ultrapassada, vovô...
E os ingressos de shows de rock custarão uma fortuna, e serão celebrados como grandes acotecimentos culturais... Ops, isso já acontece! :D
Muito rico o artigo, viu? Todos os artigos sobre música devia ter informações técnicas como essas. Quem sabe você consiga me fazer entender a diferença entre Metal, Heavy Metal, Trash, Baião, Xote, Frevo....explicando desse jeitinho mineiro.
Menina-Prodígio em dezembro 21, 2005 2:26 PM
#10
Exatamente, Menina-Prodígio, além da afirmação taxativa sobre o Pixinga, você pescou a outra passagem do texto que é parte do post, não do ensaio. . . Não, ainda não adotei o "explica aí" em textos acadêmicos. . . Quem sabe depois de dois anos de blogueiro ;)
A diferença entre os vários tipos de metal eu posso explicar sim, é facinho :-)
Idelber em dezembro 21, 2005 2:38 PM
#11
Maravilha de texto, menino!!! Sugiro q depois vc vá para o Sec XX, fale do Samba e mais, 'dance' com quem dialoga c a dividade e abraça o solo (salve, Aldir!).
Cobrança: kd o livro sobre música?
Beijão,
Cipy em dezembro 21, 2005 3:25 PM
#12
Só pelo trocadilho, "Clube Patético Mineiro".
pecus em dezembro 21, 2005 4:47 PM
#13
Ainda não. Tô duraço.
gugala em dezembro 21, 2005 5:08 PM
#14
A primeira vez que dancei juntinho com um parceiro do sexo oposto foi uma valsa. Era festa de 15 anos de uma amiga, eu tinha 12. Para quem antes só tinha dançado com as amigas do colégio de freiras, aquilo ali foi uma emoção incrível. Por isso posso imaginar perfeitamente o que as donzelas do século XIX sentiam! :)
Leila em dezembro 21, 2005 8:38 PM
#15
Cipy, livro nem perto de estar pronto ainda, menina, digamos, assim...er.. . mais um ano de pesquisa. Mas gracias pelo incentivo ;)
pecus, pathos, sem dúvida, é o nunca faltou ao CAM ;)
gugala, os verbetes sobre arte na Wiki em português ainda estão bem verdes, vê lá . . .
Leila, eu também, heheh, já passei pelas valsas dos 15, sempre muito boas ;)
Idelber em dezembro 21, 2005 9:11 PM
#16
Idelber que texto maravilhoso. Como tem coisas que desconhecemos completamente. Se não der para passar mais por aqui até sábado, te desejo um Feliz Natal. Até o Ano-Novo eu apareço.
Ronzi em dezembro 21, 2005 10:00 PM
#17
Valeu, Ronzi, axé e boas festas ;)
Idelber em dezembro 21, 2005 10:24 PM
#18
Leila, você já dançou forró? isso sim é dança sensual. No mesmo nível de sensualidade, só o tango, este, mais estilizado. Forró é pura ralação.
Fico imaginando a cara dos gringos que se escandalizaram com a valsa, se as damas da corte dançassem forró.
Bear em dezembro 22, 2005 4:26 AM
dra em dezembro 22, 2005 9:21 AM
#20
Muito interessante, valeu
Sem Rótulo em dezembro 22, 2005 1:29 PM
#21
Mais uma aula brilhante! Não sei porque fiquei pensando num texto do Machado de Assis denominado "Um homem célebre". è a história de um homem que compõe polcas, mas quer compor música erudita! Abraços!
Maria Andréia em dezembro 22, 2005 6:22 PM
#22
Ô, Idelber! Manda o link prá Maria Andréia! Abraço.
Milton Ribeiro em dezembro 22, 2005 10:09 PM
#23
I- In your XIX chapter a cool section on MODINHA (the song genre to top all, after all) could be built around that dialectic of top down (salon influences povo) and down up (popular entices elite), i.e. the interplay of appropriation and folklorization, literate vs. oral, city - country, etc. / You can STILL find way out in the hinterland of Minas and other provinces, old folks who know composed tunes by word of mouth, and MANUSCRIPTS in church and municipal archives of colonial pieces (talk to Odette Ernest Dias). C'est une ide'e. A.
cap em dezembro 23, 2005 12:23 PM
#24
nice, nice indeed, Charles! I'll be sure to talk to Odette ;) thanks!
Maria Andréia, no blog do Milton há um texto interessante sobre esse conto de Machado .. .
Idelber em dezembro 23, 2005 5:07 PM
#25
isto está em brazileio?
Anonymous em janeiro 15, 2006 2:30 PM