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quinta-feira, 20 de abril 2006

Depoimento de um passageiro, a quebra da Varig e o dedo de Gerald Thomas

varig.jpg

Eu moro nos EUA há 16 anos e viajo ao Brasil no mínimo duas, às vezes três vezes por ano. Só aí são umas 40 viagens. Além disso, viajo à beça para congressos ou palestras. Devem ter sido umas 120 viagens aéreas nesses últimos 15 anos. Viajei Varig no máximo umas 4 vezes. Por quê? A passagem sempre saía mais cara, e o programa de milhagem não se compara ao da American. Com a American, numa média de cada duas viagens ao Brasil eu ganhava – e ganho – uma de graça.

No começo, eu ainda atazanava a minha agente com os pedidos insistentes “olha, veja se acha uma passagem pela Varig que não seja o dobro do preço. . .” Depois, desisti. Em condições iguais de temperatura e pressão, eu escolho o produto nacional, mas não dá para se fazer filantropia com empresas na hora de comprar passagens aéreas. E se é verdade que os vôos da Varig traziam algumas regalias que, já havia muito tempo, estavam ausentes nos outros – melhor comida, cervejinha grátis na classe econômica, etc. – a verdade é que para o passageiro típico, o mais importante é o preço e o programa de milhagem. E a quebra da Varig tem muito a ver com o investimento num padrão de qualidade que a empresa não tinha condições de sustentar, além de uma dependência parisitária do Estado.

Lembremos que foi por um decreto do ditador Médici, em 1973, que a Varig recebeu o monopólio dos vôos internacionais no Brasil. Esse monopólio só terminou nos anos 90. Luiz Martins, ex-presidente da própria companhia, disse à Exame: "A Varig sempre achava que o governo iria dar um jeito. Seus controladores imaginavam que, de repente, uma fada madrinha resolveria o problema com uma varinha de condão. Não entenderam que o Estado brasileiro tinha mudado" (link, para assinantes). Desde 1995, nada menos que 11 indivíduos e 1 comitê passaram pela presidência da companhia.

Mas Gerald Thomas – o mais talentoso entre todos os diretores teatrais que só dizem besteira – nos avisa que a Varig está quebrando por negligência do governo Lula!! É mole? Gerald Thomas, que escreveu sobre New Orleans confundindo cajun com creole, nos diz que os US$10 milhões investidos na viagem do astronauta brasileiro mostram que Lula está tentando tirar a dignidade da Varig!! Claro que ele não nos diz que US$10 milhões representam pouco mais de 1% da dívida da Varig. Na manifestação de artistas em defesa da Varig, Gerald Thomas - que já comparou Gilberto Gil com Goebbels e acusou o ministro de "assassino" (porque supostamente "assassinou" o teatro brasileiro!) - nos brindou com essa pérola: Quando o Lula fala que é a falência de uma companhia, não é a falência de uma companhia, ele está decretando a falência do próprio Brasil. Bem-vindo ao mundo das metonímias geraldianas! Para completar, um gesto obsceno, o do dedo, ao presidente Lula, o grande vilão.

Entendo a relação romantizada que muitos brasileiros, de uma geração anterior à minha, têm com a Varig. Sim, para quem está no exterior é uma alegria ver uma companhia brasileira que demonstre um padrão de qualidade superior. Sim, é verdade que muitas vezes os balcões da Varig são verdadeiras embaixadas brasileiras.

Mas acusar o governo por não desviar dinheiro de seus programas "sociais" para a Varig - colocando o "sociais" assim, entre aspas mal-intencionadas - e depois criticar a imprensa por não apresentar soluções, como fez Alberto Dines nesse texto (link via Flávio Prada) me parece uma asneira sem tamanho.

Numa matéria feita para a Valor Econômico no ano de 2002, o jornalista Sergio Leo já citava um estudo do BNDES, que concluía que por ser propriedade de uma associação dos próprios funcionários, a Varig teria sofrido conflito de interesses entre os sócios e os funcionários.

Enfim, trata-se de um clássico caso de má gestão e dependência do Estado. Não me produz nenhuma alegria ver a mais tradicional empresa aérea do Brasil nessa situação, mas não entendo a raiva com que algumas pessoas cobram do governo uma solução para seus problemas. Símbolo nacional? Se é para cuidar dos símbolos nacionais, que estatizem a CBF, que escandalosamente administra como empresa privada um patrimônio que é público.

PS: Ana Maria Gonçalves lança no dia 12 de maio, na livraria Quixote, em Belo Horizonte, o super romance Um Defeito de Cor, pela Editora Record. Se você estará em BH nessa data e quer receber um convite para a tarde de autógrafos, mande um email para blog arroba idelberavelar ponto com.



  Escrito por Idelber às 04:16 | link para este post | Comentários (28)


Comentários

#1

Idelber, se me permite, transcrevo a coluna de Luis Nassif na Folha de S. Paulo do dia 14 de abril de 2006. Trata-se de uma outra perspectiva sobre o caso da Varig.

LUÍS NASSIF

A imolação da Varig
Não tem cabimento essa processo de imolação de Varig. Os defensores do fim da Varig se baseiam em princípios incorretos, em preconceitos que impedem de enxergar a solução que seja melhor para todos: funcionários, credores e país.
Engano 1 - se uma empresa é operacionalmente viável, mesmo que o resultado operacional seja insuficiente para pagar as dívidas, fechá-la significará aumentar o prejuízo dos credores. É por isso que, no limite, credores aceitam deságio do que têm a receber, entregando os anéis para não perder os dedos. Com a Varig fechada, todos perderão anéis e dedos. A dívida continuará a mesma, mas o valor da companhia virará pó.
Engano 2 - supor que os males que afligem a Varig são de responsabilidade geral de todos os funcionários. O problema da Varig é governança, um esquema de poder torto que permitiu a um grupo se encastelar no seu comando e depená-la. Sem a Fundação Ruben Berta, a Varig é uma empresa plenamente viável, com valores corporativos que não foram contaminados, na base, pela ação deletéria de seus gestores.
Engano 3 - uma empresa não pode ser avaliada pelos seus ativos fixos. Se fosse assim, bastaria fechar a empresa e ratear os ativos entre os credores. Mas se trata de uma forma contabilmente arcaica de medir valor. A Varig vale menos por suas instalações, vale mais pela sua tripulação, pela equipe de manutenção, pela parte administrativa, pela estrutura comercial, pela operação em vários países e em várias cidades do país. Tudo isso virará pó se a empresa for fechada.
Engano 4 - como o mercado está crescendo, não haverá problema social com os 11 mil funcionários que serão desempregados. Ledo engano! Há direitos trabalhistas relevantes que desaparecerão em caso de fechamento da companhia, carreiras serão ceifadas, com funcionários experientes tendo que recomeçar em cargos menores em outras companhias, com outra cultura.
Por isso mesmo, não era hora de a Secretaria de Previdência Complementar intervir no fundo Aerus, o grande instrumento de que dispunham os funcionários para impedir o fim da companhia.


Cesar em abril 20, 2006 5:14 AM


#2

Esse post ficou lindo. Muito bom mesmo. Concordo inteiramente, é claro.

Só acho que é possível o governo intervir no assunto, salvando a companhia, sem enterrar lá mais um monte do meu, do seu, do nosso dinheiro.

Marcus em abril 20, 2006 5:32 AM


#3

Como encenador, Thomas é ótimo. Gosto dos espetáculos ininteligíveis dele. Mas, como articulista, não resta muito além da arrogância dele.

Em relação ao ministro Gilberto Gil, essa arrogância geraldiana se junta com a arrogância dos produtores culturais (incluindo-se aí os atores, diretores, autores e até os críticos) do eixo Rio-São Paulo, que ainda não perceberam que o Brasil tem bem mais do que duas cidades.

Para eles, Gil assassinou o teatro. Ok, Gil já declarou, mais de uma vez, que não gosta de teatro, que prefere o cinema. Mas seu ministério tem feito projetos que valorizam e incentivam o teatro da "periferia" e não somente o teatro do eixo. Ou seja, o estímulo ao teatro é por todo o país e não apenas em duas cidades.

Sim, o cinema "periférico" também tem sido incentivado. Eu, como artista nordestino, acho ótimo.

Claudio Simões em abril 20, 2006 5:37 AM


#4

Caro Idelber

Os seus comentários sobre a VARIG são exemplares! Conordo com tudo. Só achei desnecessário citar o Geraldo Thomas. Mas como isso é um detalhe, considero que concordei com tudo.

A VARIG é muito mal administrada, e isso já vem de longe. A VARIG SÓ OBTEVE SUCESSO EM MERCADOS DE PREÇOS DE PASSAGENS ADMINISTRADOS. Você acertou na mosca quando disse, na VARIG "a passagem sempre saía mais cara".

A "nossa VARIG" não foi portanto atingida pelo '11 de setembro', mas sim, tardiamente, pela "desregulamentação" do governo Carter. E nisso ela deve ter sido a última emporesa que sofreu com aquela medida e ainda se encontrava voando (+ de 30 anos depois) tendo o mesmo grupo controlador!
A marca 'VARIG' é realmente importante, mas uma certa bandeirinha verde-amarela ao lado do seu nome faz a diferença no exterior. A Panair do Brasil também gozou desta confiabilidade. Quando perdeu as linhas, perdeu a confiabilidade!
Lamento pelos empregados. Mas eles negligenciaram a interferência que eles podiam exercer sobre a gestão da VARIG, via sindicatos, associações e PRINCIPALMENTE via AERUS.
O fim da VARIG como a conhecemos é o retrato de um país autoritário. Um empreendimento tem que ter 'Dono'. A VARIG e o AERUS não tinham dono e foram saqueados pelas minorias que os administravam. Lamentavelmente!

Paulo em abril 20, 2006 11:00 AM


#5

muito bom, perfeito

alex castro em abril 20, 2006 11:19 AM


#6

acho q essa história de chamar a Varig de "patrimônio nacional" é uma bobagem sem tamanho. Ela é, e sempre foi, uma empresa privada. O governo não tem nenhuma obrigação de "salvar" a companhia, pelo menos não por conta dessa justificativa tosca.
mas acho q o problema envolve outros fatores q tb devem ser tomados em conta (tais como os q aparecem na coluna do Nassif transcrita aqui)... quer dizer: se tiver q quebrar, q quebre, mas o governo pode intervir para minorar as conseqüências nefastas dessa quebra, especialmente no caso dos funcionários da empresa...

abs,

dra em abril 20, 2006 11:49 AM


#7

Muito obrigado, Cesar, pelo artigo do Nassif. Eu queria fazer comentários sobre os "enganos" que ele menciona:

"Engano" 1: sim, credores em geral preferem perder anéis que perder dedos, e qualquer acordo que lhes permita receber algo do que a Varig deve terá o seu apoio. Mas é a questão é que se vem cobrando do governo que intervenha nisso, o que é um non sequitur: da primeira premissa não se segue essa conclusão, me parece.

"Engano" 2: Sem a Fundação Ruben Berta, a Varig é uma empresa plenamente viável. Sim, talvez, mas o fato é que desde 1945 a Fundação R.B. é a responsável pela Varig e foi opção dela fazer da Varig uma empresa controlada pelos funcionários e, de novo, não me parece ser responsabilidade do governo resolver o imbróglio.

"Engano" 3: Verdade que não são só os ativos que definem o valor de uma empresa. Mas, de novo, é responsabilidade da própria empresa usar esses ativos de maneira inteligente nas negociações com credores. A Varig só acordou para esse problema agora.

"Engano" 4: a frase Há direitos trabalhistas relevantes que desaparecerão leva o leitor a acreditar em algo que não é correto. O que é direito trabalhista adquirido no Brasil não desaparecerá. Mas claro que muitos direitos que a Varig sempre ofereceu a seus funcionários desaparecerão, mas de novo, a minha pergunta é: o que o governo tem a ver com isso?

Em outras palavras, acho que o texto do Nassif diz coisas corretas, mas não nos diz em quê essas coisas mudam nada na discussão que se trava hoje, que é o papel que deve exercer o governo nisso.

Obrigado pelo texto, Cesar.

Idelber em abril 20, 2006 2:15 PM


#8

Marcus, em outras circunstâncias eu até acharia que o governo poderia fazer algo. Mas com a dívida que a Varig tem, acho difícil. Muito difícil.

Exato, Paulo, e lembremos que a Panair desapareceu em parte por causa do monopólio sobre os vôos internacionais dado à Varig (imposto, na verdade!) pela ditadura!

Claudio, também acho, como você que as críticas de G.T. ao governo em nome da "classe teatral" são completamente descabidas. Se eu tivesse que escolher onde colocar dinheiro público - e eu defendo o apoio estatal às artes - o último lugar no qual eu pensaria seria o teatro de elite do Rio e de São Paulo!

dra, também acho que algum programa de inserção da mão de obra altamente qualificada da Varig o governo talvez possa criar. Mas não muito mais que isso . . .

Idelber em abril 20, 2006 2:20 PM


#9

Última vez que voei de avião me atrasei em 2h30. Motivo? Voei Varig.

Sério, se não dá para voar no horário, então que se desista por completo!

Outra coisa, boa parte do prejuízo da Varig vem daquela época em que um governo pouco inteligente (Sarney) decidiu controlar os preços dos tickets.

Bender em abril 20, 2006 3:40 PM


#10

É exatamente isso. Acho que o governo pode (não sei se deve...) interferir no imbróglio, aproximando partes interessadas, servindo de catalisador para uma solução. Mas colocar $$, nem pensar. Como vc bem disse, a VARIG cresceu ao abrigo do Estado, uma verdadeira para-estatal, mal-administrada, que fez vistas-grossas ao crescimento de TAM e GOL, e não soube apreender as lições do mercado - não soube ou NÃO QUIS, pois seus gestores sempre contaram com a boa e velha viúva para socorrê-los. O governo Lula pode ser enxovalhado por várias razões, mas no episódio VARIG, estou com eles.

frank em abril 20, 2006 4:06 PM


#11

quantos milhões tem os 'donos'da varig em contas particulares? Deve dar pra mandar um astronauta ou mais por ano pro espaço até a copa de 2014.

gugala em abril 20, 2006 4:54 PM


#12

Apesar de toda essa questão de "patrimônio nacional" em torno da Varig, o grande interesse do governo na sua manutenção são as divisas geradas pela empresa com a venda de passagens internacionais (em dólar). No começo da crise, até foi cogitado seriamente a intervenção do governo (como já houve no passado com outras cias aéreas), o que gerou protestos de várias partes.

Bender,
As empresas foram indenizadas pelo congelamento de preços. A Transbrasil recebeu esse dinheiro e ninguém sabe onde foi parar...

Gugala,
Você se refere ao Aerus?

Krys em abril 20, 2006 5:27 PM


#13

A VARIG está falindo por que gasta três milhões de reais em caviar e essa caviar cai no mercado negro do Rio.

A VARIG está falando porque perdeu o monopólio.
Está falindo porque não observou a concorrência, não percebeu o mercado no exterior, está falindo pois a RB mete a mão mesmo. Está falindo por manter rotas deficitárias como Porto Alegre-Brasília apenas para atender 3 ou 4 políticos...

Entre outros motivos...

Pablo Vilarnovo em abril 20, 2006 8:28 PM


#14

Não há empresa que resista a 30 anos de má administração.

Lembram-se quando a VARIG cobrava preço de supersônico para se viajar de Electra entre Rio e S.Paulo? Um dia a coisa muda!

Paulo em abril 20, 2006 9:31 PM


#15

Gerald Thomas e os artistas defendem a Varig porque a empresa dava passagens de graça ou apoiava os seus espetáculos. O chilique é apenas medo de perder uma boquinha
Abraços,
Marcos

Marcos Matamoros em abril 21, 2006 12:25 AM


#16

Idelber,
Gerald Thomas demonstrou mais uma vez ter inveja do Caetano Veloso. Conseguiu falar mais asneiras do que ele...

Gostei muito do seu texto. Se vc autorizasse,eu o republicaria no site: www.bancariosrjes.org.br

abs,

paulinho em abril 21, 2006 5:33 PM


#17

Viu a coluna do Ricardo Kotscho, no mínimo? É o que penso. Na falta de argumentos, coloque a culpa no governo. Por falar em falar coisas e já falando ou melhor perguntando; é verdade que a mulher do José Dirceu é sócia da TAM?
Bom feriado!! Beijus

Luma em abril 21, 2006 5:33 PM


#18

Paulinho, dando crédito, pode republicar à vontade. Tudo aqui é Creative Commons...

Luma, não sei dessa história não :-)

Abraços,

Idelber em abril 21, 2006 5:46 PM


#19

Obrigado!!!

paulinho em abril 21, 2006 6:51 PM


#20

Luma,

Quanto a mulher do José Dirceu nada posso falar, pois nada sei a respeito. Quanto a TAM, ela foi, entre as empresas aéreas, aquela que mais botou dinheiro na campanha do José Serra. É só verificar no site do TSE.

paulinho em abril 21, 2006 6:54 PM


#21

Idelber: O seu texto é perfeito. Mas o Gerald Thomas não está só.Reuniram-se no Teatro Leblon no Rio, vários atores famosos, Marco Nanini, Marieta Severo, e o proprio Thomas- que ofendeu o presidente tão gratuitamente...- Irene Ravache e outros menos cotados. Todos emprestando seu apoio à combalida Varig. O mais curioso é que todos defendiam a intervenção do Estado na empresa, não por convicção, mas por puros interesses particulares. Dizia o Nanini, que a Varig patrocinou várias de suas peças.A Marieta Severo afirmou, que sem o apoio da Varig, não poderia ter excursionado pelo Brasil levando seus espetáculos. Ou seja, não importa se o BNDS vai torrar 1 mi ou 1 bi. Tem que salvar a patrocinadora deles. Agora o Gerald Thomas não contente, assinou artigo na Folha, cujo título é sugestivo. "A Varig é a nossa cara". Sugestivo mas equivocado. A Varig não é a nossa cara, a Varig é a cara dele: feia, envelhecida, enrugada, apática...

Abs.

Leão em abril 22, 2006 3:47 PM


#22

Idelber, eu só discordo de uma coisa. O programa de milhas da Varig era excelente. pelo menos essa foi minha experiência, enquanto eu morava no Brasil e na Suécia. O Star Alliance tinha participação das empresas mais importantes pra vôos pra Europa e Asia, como Lufthansa, SAS, Singapore, Thai.

Eu sempre viajei apenas com a Varig e, na minha avaliação, compensava o preço mais alto, que nunca chegou a ser o doibro, nos roteiros que fiz, porque o programa de milhas me dava oportunidade de viajar pra muitos países, já que eram umas 14 empresas aéreas de países diferentes.

Além do mais, mesmo entre as empresas da Star Alliance, a Varig dava cartão ouro com mais facilidades e tinha mais benefícios. Tenho cartão ouro há uns cinco anos e viajei muito com as milhas, nesse período.

Agora, morando aqui, pode ser que a American Airlines valha mais a pena, mesmo. Por enquanto, pulei da Varig pra United (que também é Star Alliance), mas vou avaliar direitinho.

Beijão!

Denise Arcoverde em abril 22, 2006 5:16 PM


#23

Oi, Denise,

É, o que acontece é que provavelmente no período que você passou na Europa a Varig se encontrava em melhores condições de competir lá do que nos EUA. Nunca morei na Europa, mas já observei, visitando, que as que companhias de lá que viajam ao Brasil - Lufthansa, British Airways, Iberia - cobram preços bem salgados também, bem acima das companhias americanas.

Nesse contexto o que você diz tem muito sentido, é bem provável que o programa de milhagem da Varig esteja (ou tenha estado) lá em cima, com os de melhor qualidade. Mas nos EUA, com o barateamento que as empresas daqui conseguiram, ela nunca conseguiu competir, menos ainda depois que perdeu o monopólio dos vôos internacionais no Brasil, lá para 1991. Na American com 35.000 milhas + um "co-payment" de 225 dólares você tem uma passagem de ida e volta para o Brasil. O total necessário para uma passagem em alta estação ao Brasil é mais baixo que o da Varig também, sem contar que na Varig os "partial awards" (x milhas = "co-payment") nunca foram instituídos. No meu caso, concentrar as milhas na American também faz sentido porque, ao contrário da United, ela me leva até BH :-)

Mas na United você vai estar bem servida também, e vai poder usar as milhas da Varig :-)

Um beijo,

Idelber em abril 23, 2006 4:17 AM


#24

Concordo. Ninguém aguenta mais esse papo de coletivizar prejuízos particulares, pena que tem gente que não tirou a cabeça da Lua ainda, tipo esse Gerald Thomas. Ô mania de artista e intelectual de falar sobre o que não entede. Essa obrigação social e auto-imposta de artista ter opinião sobre tudo já produziu mortos e feridos demais.

Roger em abril 23, 2006 4:14 PM


#25

Só te recomendo rever sua alegação.
Nem sei o que comentar, Francamente...

Edgard Milaré em junho 4, 2006 5:53 AM


#26

Rio de Janeiro, 5 de julho de 2006

A Varig é a melhor companhia aérea do país. Suas informações podem estar certas porém minha opnião se opõe a sua. A Varig existe a 79 anos, transportou em toda sua história mais de 230 milhões, teve a maior frota 120 aeronaves, teve 88 escritórios no exterior que serviam de consulados para os brasileiros que lá estavam, seus funcionários são altamente treinados em centros, da própria Varig, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a VEM ex-subsidiária recebeu vários prêmios de exelência operacional, a própria Varig recebeu centenas de prêmios nacionais e internacionais além de ser a única empresa a fazer parte da Star Alliance. A Varig não é só isso é muito mais que não me cabe escrever aqui. Só com isso que eu escrevi podemos ver que:
Isso é Varig, a nossa Varig. E que a Varig é sim Orgulho Nacional.

Thiago Rodrigues

Thiago Rodrigues em julho 5, 2006 3:48 PM


#27

A LÓGICA DO LULA E DA IMPRENSA É: VAMOS ENVIAR UM ASTRONAUTA E DEIXA MILHÕES DE TRABALHADORES DA MAIS REPRESENTATIVA E PROFISSIONAL EMPRESA DE AVIAÇÃO NA TERRA!!!
LULA: O BRASIL PRECISA DA NOSSA ESTRELA E VC, SENHOR PRESIDENTE, UM POUCO MAIS DE DIGNIDADE!!!

Edgard Milaré em julho 6, 2006 1:43 AM


#28

Olha e sobre a Varig,eu sempre viajei pela varig meu filho tambem, inclusive ele foi de ferias para o Brasil de Varig so que para voltar de 24 de agosto a passage foi cancelada, agora tenho que comprar outra p/ ele e nao consigo. As
outras companhia tinha que ajudar as pessoas que foi lesada pela varig voces concordam ou nao? um abraco e espero que este problema da
Varig se resolva.

allan em agosto 18, 2006 2:15 AM