Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Vamos lá criticá-los! :: Pag. Principal :: Links atrasados para o Dia da Terra »

sexta-feira, 21 de abril 2006

Morreu o Mestre


(morreu hoje em Belo Horizonte o mestre, o melhor de todos, o maior técnico de futebol brasileiro de todos os tempos. Não há personalidade mais querida no mundo do futebol que Telê Santana. Adorado muito especialmente por atleticanos, são-paulinos, gremistas, palmeirenses e tricolores cariocas, Telê tinha a admiração de todos. Como homenagem, o blog republica o post feito no dia 27 de julho do ano passado, quando Telê comemorou 74 anos. Foi o seu último aniversário)

tele.jpgCom um dia de atraso, o blog saúda o 74o aniversário de Telê Santana, comemorado neste dia 26 de julho. Seria exagero dizer que foi o maior técnico da história do nosso futebol? Com certeza, foi o maior entre os que eu vi.

Como jogador, no Fluminense, do alto dos seus 57 kg, inventou uma posição: a do ponta que fecha para o meio, recua, ajuda na marcação e arma o contra-ataque.

Mas as maiores glórias foram como técnico. Três anos depois de encerrada a carreira, em 1965, recebe o comando do Fluminense e leva a equipe ao título do Campeonato Carioca de 1969 e do Roberto Gomes Pedrosa de 1970, o Brasileirão da época. Ainda em 1970 assume o Atlético-MG e quebra a hegemonia de 5 anos do ex-Ipiranga, que tentava o hexacampeonato.

Ainda sob a euforia do tricampeonato da seleção no México, a antiga CBD decide organizar o primeiro certame realmente nacional do nosso futebol, o Campeonato Brasileiro. Naquele pioneiro Campeonato de 1971, havia vários favoritos: o Santos de Pelé; o São Paulo de Gérson e Pedro Rocha; o Botafogo de Jairzinho e Carlos Alberto; o Palmeiras de Ademir da Guia; o ex-Ipiranga de Tostão e Dirceu Lopes.

Mas quem papou o título foi o Galo de Dadá.

Obra pessoalíssima de Telê Santana, que forjou uma equipe campeã com 11 jogadores limitados, que sabiam suas funções e seguiam fielmente o seu técnico. Só Telê Santana foi capaz de quebrar a hegemonia do rolo compressor do Internacional, conquistando com o Grêmio - de novo, no comando de um limitado elenco - o histórico Campeonato Gaúcho de 1977.

Na Seleção Brasileira, armou a maior máquina de jogar futebol que vimos desde a era Pelé, o escrete de 1982 - que parecia jogar por música, sempre ofensivamente, surpreendendo o espectador e o adversário com jogadas geniais. Perdeu a Copa de 1982 numa fatalidade e começou aí o absurdo mito do "Telê pé frio".

A corja da CBF, a camarilha da Rua da Alfândega, jamais lhe perdoou alguns pecados: um deles, o de ser mineiro. O outro, o de ser avesso à politicagem e ao conchavo. O terceiro, o de jamais aceitar interferências no seu trabalho. E finalmente o de jamais deixar de denunciar a violência e os árbitros e cartolas coniventes com ela.

Uma vez, perguntaram ao grande Zico se havia algum treinador que jamais havia mandado bater num adversário. Zico respondeu: somente Telê.

Por tudo isso, torci muito pela seleção de 1986, que poderia ter sido a redenção de Telê no comando do Brasil. Mas de novo, numa fatalidade povoada de penais perdidos, o Brasil foi eliminado da Copa e o futebol ofensivo de Telê foi substituído por retrancas e brucutus. Ganhou força o mito do "pé frio".

Assumiu o Galo de novo e, às vesperas da decisão do Campeonato Mineiro de 1988, teve que ouvir durante toda a semana que o ex-Ipiranga já festejava o bicampeonato, pois tinha a melhor equipe e enfrentava um "pé frio". Os garotos do Galo, quase todos oriundos dos juvenis, fizeram um pacto pela vitória por Telê, por amor a Telê. A massa tomou 2/3 do Mineirão, como é de costume nos clássicos mineiros, e gritou o nome do seu técnico ao longo do jogo. Os meninos se encheram de brios e venceram por 1 x 0. Galo campeão mineiro de 1988. Uma multidão esperou Telê para carregá-lo nos ombros.

Mas ainda faltava a grande volta por cima.

Em outubro de 1990, o São Paulo era uma equipe em crise, já há quatro anos sem títulos importantes. Telê assume o Tricolor e em menos de um ano monta o maior esquadrão da história do clube. Naquele time, Telê burilou peça por peça. Um certo lateral direito apenas esforçado recebeu horas e horas diárias da atenção do mestre (especialmente nos cruzamentos) e em pouco tempo se transformou no Cafu depois capitão do pentacampeonato.

Com Telê, o São Paulo foi campeão dos dois campeonatos mais importantes do país em 1991, o Paulista e o Brasileiro. Em 1992 levou o São Paulo ao título da Libertadores. Ganhou o campeonato mundial interclubes. Trouxe ao seu time outro mineiro apedrejado depois da tragédia da Copa de 1982, o já veterano Toninho Cerezzo. Sob a batuta de Cerezzo, Raí e Telê, o São Paulo repetiu a dose em 1993: campeão da América e campeão mundial. Durante 5 anos no São Paulo, Telê fartou-se de ganhar títulos, de calar a boca dos críticos e de encantar o mundo com o futebol bonito e ofensivo que a seleção brasileira jamais voltou a jogar desde que ele deixou de ser seu treinador.

Vive agora com a saúde bem debilitada, mas cercado, aqui em Minas Gerais, de um amor absolutamente unânime.

Hoje à noite jogam Atlético-MG e São Paulo no Mineirão. Seria uma linda oportunidade para que as torcidas dos dois clubes prestassem uma homenagem àquele que foi o maior técnico de suas histórias.

Evoé, Telê.



  Escrito por Idelber às 16:13 | link para este post | Comentários (27)


Comentários

#1

Que descanse merecidamente! Ao mestre, com carinho, do tricolor do morumtri (graças a ele)

gugala em abril 21, 2006 4:28 PM


#2

Virei fã de bola por causa dele. E olha que tinha tudo para ter certo nariz torcido, como corintiana que sou. Mas 82 foi acima e além de rivalidades clubísticas. Será que lembraríamos tanto, se tivéssemos ganho? Também deixei minha homenagem lá no meu blog.

Alessandra Alves em abril 21, 2006 6:53 PM


#3

Idelber, aqui na Itália não vi ainda ninguém que comentasse a vitoria daquela copa sem acrescentar: "ainda que aquele Brasil fosse mais forte". Eu nunca comento futebol, faz parte das coisas que me fazem indiferente. Mas o cidadão Tele Santana é dos brasileiros que o Brasil precisa ter como modelo. Uma perda grande em termos humanos. Que descanse em paz.

Flavio Prada em abril 21, 2006 7:08 PM


#4

Hoje BH está com tempo frio, apesar de um céu azul arroxeado agora no final da tarde: prenúncio de mais friagem.
A cidade está "parada" por causa do feriado de "Tiradentes" e, após a notícia da morte do Telê - cuja agonia acompanhei pelo noticiário - me parece que BH está triste. Telê, para mim e para muitos, representa a "honestidade de propósitos" - termo entendido por alguns que ainda acreditam na "ética", inclusive no esporte. Um homem e muitas lições. Espero que a amnésia coletiva não nos deixe esquecer, nem o homem, nem suas lições.

Cláudio Costa em abril 21, 2006 7:15 PM


#5

Eu odiei Telê quando ele transformou o São Paulo no clube de ponta que dominou o mundo no começo da década de 90. Mas era raiva passageira, quase uma inveja por ele não ter ido nunca para o Parque São Jorge. Era um treinador fantástico, incomparável, com personalidade própria, rígido e carinhoso ao mesmo tempo... Uma pessoa memorável.

Que esteja em paz.

Abraços.

Thiago em abril 21, 2006 7:37 PM


#6

É isso, Flávio, Telê tinha o dom de encantar até mesmo os que não gostavam de futebol, por esse dado que o Cláudio mencionou. O homem tinha uma ética assombrosa. Não negociava um só princípio.

Alessandra, li a história do nhoque, muito bacana :-) Acho que todos nos lembramos do que fizemos ou do que vestimos ou do que comemos naquela tarde do Sarriá, não é?

Pois é, Gugala, quem é tricolor tem uma razão especial para amá-lo. Os grandes times são conhecidos pelos seus jogadores marcantes: o Santos de Pelé, o Inter de Falcão, o Botafogo de Garrincha. Mas o São Paulo tem a honra de ser o São Paulo de Telê. Caso único.

E o carinho do Thiago e da Alessandra, corintianos, por ele, mostra o amor universal de que ele desfrutou.

Juca Kfouri também fez homenagem, lembrando, muito bem, que no dia 21 de abril morreram três mineiros cujos nomes começam com T e que representaram a esperança: Tiradentes, Tancredo e Telê. Bem assombrosa essa coincidência de datas.

Idelber em abril 21, 2006 8:12 PM


#7

Coloquei um post no Mirante sobre Telê. O fato da gente de certa forma já estar esperando esse fato lamentável não diminuiu o impacto da notícia.

Telê me ensinou a amar o futebol, e a acreditar que é possível ter integridade num ambiente viciado. Se hoje, mesmo sem ter um time do coração, eu ainda me emociono com a emoção da massa, devo isso a ele.

Marcus em abril 21, 2006 8:18 PM


#8

Telê foi o maior técnico brasileiro, sem dúvida. Ele e Rinus Michels foram meus maiores ídolos na casamata. Foi um gênio para dar dinâmica a suas equipes, além de ter, sobre todas as coisas, ojeriza de ter ojeriza à violência.

Foi técnico do Grêmio nos tempos em que este time dedicava-se mais ao futebol e menos às faltas. Ele veio para impedir que enfileirássemos o nono título consecutivo. Foi um prazer perder só para ele.

Perto dele, os atuais Cappello, Mourinho, Felipão são caricaturas.

Fico triste.

Milton Ribeiro em abril 21, 2006 9:04 PM


#9

Idelber, mto legal a republicação do post. Lembro q aprendi a gostar mais do Telê qdo li seu texto.
Bela homenagem!
Bjos,

Cipy em abril 21, 2006 9:13 PM


#10

Caro Idelber

A primeira vez que eu ouvi falar de Telê foi nas páginas de O Globo. Ele estava treinando no Vasco que, se não me engano, era dirigido pelo Aimoré. Creio que ele chegou a jogar um ou dois jogos do Campeonato Carioca daquele ano.
Não o conhecia. E foi aí que soube que ele tinha sido uma glória como jogador do Fluminense em outros tempos.

Se não me engano Telê foi o treinador dos juvenis do Fluminense em 1968. No campeonato de 1969, que foi muito equilibrado, Telê foi campeão sobre o Flamengo. O que para o Fluminense é um campeonato duplo.

O time campeão carioca de 69 foi campeão do Robertão de 1970. Me lembro que Telê comprou uma briga com a diretoria do Fluminense, por não concordar que os jogadores fossem proibidos de entrar no clube pela portaria dos sócios.

Várias vezes depois desta sua passagem pelo Fluminense, ele foi apontado como esperança, mas nunca mais chegou a ser técnico nas Laranjeiras.

Paulo em abril 21, 2006 10:37 PM


#11

Paulo, muito obrigado pela correção! Você está certo, o Telê foi campeão do Robertão de 1970 com o Fluminense, não de 1969. Em 1969 ele ganhou o Campeonato Carioca. Já corrigi o post.

Êta blog que tem leitores eruditos!

Idelber em abril 21, 2006 11:09 PM


#12

Salve Telê! Acabaram-se os sofrimentos, fica o Fio de Esperança!! Beijus

Luma em abril 21, 2006 11:45 PM


#13

Mestres são chamados rápido assim pra compor a elite que possa salvar a desgraça que se abate sobre nosso planeta. De lá, quem sabe, os Deuses possam aprendem com ele táticas mais eficientes pra combater, e vencer, tanta merda.

Charley em abril 22, 2006 10:09 AM


#14

Por apenas um gol de um jogador que nada mais fez depois de então Telê de quase redentor do futebol brasileiro pós-70 ganhou a injusta pecha de pé-frio. O mestre vai estar a partir de agora dando bronca no Garrincha para voltar na marcação :-) Abs.

Fábio S. em abril 22, 2006 12:56 PM


#15

É incrível a unanimidade dele em qq parte do Brasil. Mais do que Tancredo e do próprio Tiradentes. Abç

gugala em abril 22, 2006 2:27 PM


#16

Quem vai recebe-lo na entrada do céu é São Pedro, mas quem vai leva-lo para perto de Deus é São Paulo. Obrigado Telê.

Leão em abril 22, 2006 3:52 PM


#17

Quem vai recebe-lo na entrada do céu é São Pedro, mas quem vai leva-lo para perto de Deus é São Paulo. Obrigado Telê.

Leão em abril 22, 2006 3:57 PM


#18

Ainda fui obrigado a ouvir, na mesa do buteco, que o Parreira é melhor que o Telê. "Técnico bom é aquele que ganha Copa do Mundo", disse o filho da puta. Eu não mereço isso, e o Telê muito menos!

Paulo Morais em abril 22, 2006 4:29 PM


#19

Na década de 50 quando TELÊ conseguiu os seus títulos como jogador profissional, Zizinho era considerado (pelo menos pelos depoimentos que já li e ouvi) como o melhor jogador brasileiro. E Zizinho foi apenas vice-campeão do mundo.

Depois de 1994, tendo o Brasil conseguido 4 vitórias em Copas, e com a debandada de valores para o exterior, a clasiificação da 'qualidade' dos jogadores - e creio que também dos técnicos -passou a ser baseada na classificação em Copas do Mundo. Com a vitória de 2002 a coisa ficou mais acentuada.
O pensamento NEO-LIBERAL é assim!

Portanto não creio que uma CONQUISTA DE COPA DO MUNDO seja parâmetro para a avaliação de TELÊ. Tenho a impressão que o grande trabalho no cartel de técnico do 'Fio de Esperança', foi a Copa de 82.

Paulo em abril 22, 2006 6:02 PM


#20

pois é...
eu tb aprendi a gostar de futebol com Telê e com aquela sua maravilhosa seleção de 82. do alto dos meus 6 anos de idade, mesmo com a derrota, me recusei a chamá-lo de burro. o time era fantástico e me valeu tb muita gozação aqui em casa, já q meu pai é argentino e levou uma saraivada de 3 a 1 naquela copa...

PS: mas já q seu post tocou no nome desse outro ídolo meu, preciso dizer q tb aprendi a gostar de futebol com Dadá Maravilha, que, nesses idos de 1982, já meio velho e cigano, fez uma temporada aqui no Bahia. nunca esqueço de uma de suas frases características, q ouvi em alguma entrevista de rádio naquela época: "só três coisas param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá"...

abs,

dra em abril 22, 2006 7:12 PM


#21

Meu sogro que conheceu Telê nos anos 50, disse-me
com absoluta certeza que Telê é unanimidade: como jogador, treinador e como exemplo da ética no futebol...

abs,

paulinho em abril 22, 2006 10:59 PM


#22

Se TELÊ é unanimidade, o simpático jogador que foi citado quase se tornou um pesadelo na Copa de 70 (ficou no quase).

Paulo em abril 22, 2006 11:54 PM


#23

Grande Idelber! Apareci por aqui porque tinha certeza de que haveria uma homenagem para nosso grande mestre. Eu estou devendo a minha ainda, mas virá. Coisa de torcedor chato: o São Paulo foi campeão brasileiro em 86 e paulista em 87 e 89, como assim 4 anos sem títulos importantes? hehehe Na verdade a crise mesmo ocorreu durante 1990, quando já com Telê perdemos a final do Brasileiro para o time da Marginal S/N e fizemos um péssimo campeonato paulista. Aliás, tivesse ocorrido o natural imediatismo dos dirigentes brasileiros neste caso, o São Paulo não teria as glorias que teve com o mestre. Grande Abraço.

Donizetti em abril 24, 2006 12:21 AM


#24

Tentei falar de Telê em meu blog mas acabei desistindo...

Pra mim o homem que ensina o JÚNIOR BAIANO a se comportar tática e disciplinarmente dentro de um campo de futebol já merece uma estátua! E o mestre Telê fez MUITO mais do que isso! Eu sou torcedor do Coritiba (Ah sofrimento) mas minha simpatia pelo tricolor paulista vem dos tempos do esquadrão montado pelo mestre. Sempre na lembrança e muita saudade de Telê. Exemplo de vida e integridade.

John Coffey em abril 24, 2006 9:47 AM


#25

dia 21 de Abril virou o dia do ta-te-ti-to-tu mineiro.Quem serão ou foram os mineiros to- e tu-? Pensei muito e sempre me vinha à cabeçaa figura do Tostão, espero que seja só lá pelos anos de 2076. O tu- não sei. Será que não pode ser gaúcho?
abç

gugala em abril 24, 2006 9:07 PM


#26

Oi, Doni, você tem razão (eu me lembro do post original, você me fez a mesma correção): 4 anos sem títulos importantes está mal colocado; eu deveria ter dito "4 anos sem títulos nacionais ou internacionais". Mas enfim, era uma crise braba sim, e lembremos o quase rebaixamento no Paulistão de 90, antes da chegada de Telê. O mestre chegou em outubro, e três meses depois era vice-campeão brasileiro com um time que quase havia sido rebaixado no Paulista. Mas a sua correção está mui certa sim :-) Abraços,

Idelber em abril 24, 2006 11:26 PM


#27

Caros amigos,
Apenas uma correção a respeito de uma informação que li acima: em 1970, o meu Fluminense ganhou heroicamente o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão, Taça de Prata) sob a direção do ex-preparador físico da Seleção Paulo Amaral. A confusão que se faz com o Telê diz respeito ao fato de que ele treinara o Flu campeão carioca de 1969 e durante o Robertão também de 1969. Desculpem se o tema já está superado, mas sempre vale lembrar a carreira do grande Telê, eterno herói das Laranjeiras, e sua carreira espetacular.
Saudações Tricolores.
Claudio - Rio de Janeiro.

Claudio em junho 10, 2006 12:02 AM