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domingo, 07 de maio 2006

Lançamento Nacional: Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

A Editora Record e a Livraria Quixote convidam para o lançamento de Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves:

Convite.JPG


Ele acontece nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, na livraria Quixote - Fernandes Tourinho, 274 - a partir das 19:30.

Para dizer quão extraordinário, inventivo, indispensável é Um defeito de cor, eu sou suspeito, mas digamos: é a primeira grande saga histórica em voz feminina no romance brasileiro, e é muito mais que isso. São umas 1.000 páginas, uns 400 e tantos personagens, 80 anos de história do Brasil-África-Atlântico-negro e uma voz alinhavando tudo: Kehinde, possivelmente Luiza Mahin, talvez a mãe do poeta negro Luiz Gama.

Kehinde nasceu no reino do Daomé, em 1810 e a cena antiga, primordial da qual se lembra é traumática. Abre o livro. Revelar, numa resenha, o que acontece nas primeiras 10 páginas deste livro seria um pecado comparável a revelar o final do melhor thriller. Ela foi violada, foi escrava, foi mãe; foi também preta liberta, pequena capitalista, refugiada, mulher de inglês, dona de padaria, revoltosa com os muçurumins da Bahia de 1835, libertadora de outros pretos, brasileira de volta na África. Ela é o Riobaldo-Diadorim dos subterrâneos da história brasileira do século XIX. Ana contou essa história.

Já menina, Kehinde falava eve, fon e iorubá. Como La Malinche, ela é poliglota e tradutora já na chegada do colonizador. É vendida como escrava ao Brasil, passa por várias cidades – Ilha de Itaparica, Salvador, Maranhão, Recôncavo (Cachoeira), Rio de Janeiro, Santos, São Paulo, Campinas, Salvador, e depois de volta à África, em Uidá e Lagos. Não é uma personagem que caiba em qualquer dicotomia. Assim como Kahinde pode ser Luiza Mahin, o você que escuta a história, filho de Kehinde, pode ou não estar lá, ela pode ou não voltar a revê-lo, ele pode ou não estar vivo: ele é o Omotunde, que nasce na página 400 e tantos – filho que tem Kahinde com Alberto, homem português.

Ele? Não um homem especial; apenas um dos muitos que ela teve, portugueses, pretos ou ingleses, assim como o você fantasmático que escuta a história não é o único filho, é um entre muitos. Outro filho importante é o Banjokô, filho que morre, fio condutor de todo um outro conto. Um defeito de cor é a história dessas muitas, várias maternidades, no seu entrelaçamento com a vasta história dos pretos no Brasil.

romance.jpg Era bem possível que você não se lembrasse de mim, por ter me visto havia mais de dez anos, e eu tinha medo de também não te reconhecer, um rapaz já tão diferente da criança de que eu me lembrava. Durante todos aqueles anos, e principalmente a cada vez que eu achava estar perto de te encontrar, isso era uma grande tortura para mim, tentar imaginar o seu rosto e saber que eu não conheci a maioria das fisionomias que ele teve, não vi nenhuma das modificações causadas pelo tempo. Certa vez comentei isso em uma carta para a Sinhazinha e ela disse que era uma boa coisa, que eu sempre me lembraria de você criança, o que ela não conseguia fazer em relação a nenhuma das filhas, sem se valer dos quadros. Talvez essa seja mesmo a única coisa boa, pois, para mim, você sempre teve sete anos, sempre teve olhos que me seguiam com carinho e atenção, sempre teve o sorriso que eu não vi falhar mesmo quando teve motivo. Como disse a Sinhazinha, a memória é mesmo o melhor retratista.

Capitão Gravatá leu o romance em manuscrito. Mas a primeira que escutou a história, antes que ela virasse palavra escrita, foi Meg Guimarães. Millôr, que já leu alguns livros, diz na orelha que ele está “entre os melhores que li em nossa bela língua eslava”. Imaginem um romance que chega recomendado assim.

Ele, o livro, decidiu que eu seria a quinta ou sexta pessoa a lê-lo, depois de Gravatá, Millôr, Hélia, Andressa: e o mínimo que posso dizer é que quando devorei as 800 páginas do manuscrito original (que viraram 947 no volume da Record), não tive dúvidas que Um defeito de cor está no mesmo nível de Quarup, de Antonio Callado, Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, Catatau, de Paulo Leminski, e Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, todos eles um par de degraus abaixo do romanção-mor das nossas letras (o Sertão de Rosa): ou seja, Ana escreveu um dos cinco grandes romanções-cosmogonias da última metade de século na literatura brasileira, no mínimo.

Que algum futuro leitor desminta a mim e ao Millôr.

Ao contrário desses outros 4 romanções-saga pós-Grande Sertão, masculinos até os ossos, Um defeito de cor se organiza a partir da experiência de uma mulher. Atravessa 8 décadas de história do Brasil e da África, narra a grande rebelião negra do século XIX brasileiro, a Revolta dos Malês, na Salvador de 1835, além de mil outros momentos da história do Brasil e do Atlântico Negro do século XIX, que farão a delícia de historiadores e cientistas políticos que lerão o romance. Mas a essência desse livro está mais além de qualquer sociologia ou historiografia.

Aos nossos vários, muitos amigos blogueiros de Belo Horizonte, deixamos o convite para o lançamento. Nesta sexta, às 7:30, na Quixote Savassi. Rio e São Paulo vêm depois.



  Escrito por Idelber às 02:10 | link para este post | Comentários (33)


Comentários

#1

Idelber,

Nem sabia como recomendar o livro pros meus amigos, afinal de contas, também sou suspeito. Agora mando pra todos o link do seu blog, que disse tudo. Grande abraço!

Paulo Morais em maio 7, 2006 4:13 PM


#2

Eis a minha homenagem aos seguintes Artistas da Globo-Esfera que amei: Martin Vasques (“Método da Suspicacia”); Carpinejar; Silvia Chueire; Francisco Coimbra; Milton Ribeiro; Idelber Avelar; Leila Couceiro; e Alessandra Alves (por sua “Parábola do Tremoço”!!!). Estou em todos e — em nenhum. Não tenho Blog — pois eu sou Ninguém!


SE O AMOR ME AMAR
by Ramiro Conceição

Se o Amor me perguntar quem sou,
responderei: “A libélula diante do olhar.”
Se continuar curioso, tornar-me-ei formoso.
Mas se me abandonar: quebrarei feito o Mar!
Porém, se o Amor me amar
— juro que do alto do muro —,
farei um poema que inventará
quase todas as leis do Mundo!

TUDO SE DEVE AO MAR
by Ramiro Conceição

E um garçom de Setiba, num bar, me disse:
“É uma honra tê-lo aqui...”
Eu respondi — “Tudo se deve ao Mar!”


SONETO DO MEU ROSTO
by Ramiro Conceição

Na coluna do infinito,
amarrei o meu burrinho,
pra ele não voar.
Numa caixa de fósforos,
guardei o Mar,
pra ele não secar.
Com um laço de vento,
prendi as borboletas
e as coloquei no céu
— lá do lado do Sol,
no varal do meu quintal.
Assim estou a caminhar:
com anjos e demônios
embaralhados no bolso.

É uma confusão — danada! — entre o celeste
e o terrestre!, num soneto estrambótico do rosto.


PEIXES-VOADORES
by Ramiro Conceição


Quando adormecidos na alva areia de Itaparica*, a brandura dos barcos me comove. A “Esperança”, de ventre aberto para o Sol, é a mulher que acabou de engendrar e, ainda molhada, cheirando a sangue quente, descansa...

A “Liberdade” vem chegando — já está quase no quebra-mar—, e, pesada, pejada de peixes e de homens enredados, está: aqueles quase mortos de saudade do Mar; e estes quase mortos, do Amor...

Feito uma cuíca, o “Trabalho” ronca de bruços debaixo do coqueiro que ao vento — feito um pandeiro — balança, batucando num partido-alto...

Mas o “Senado” naufragou!
A “Câmara” naufragou!
A “Justiça” naufragou!
E a “Democracia Brasileira”
tenta desesperadamente voltar à terra firme;
enquanto o “Sinistro” se prepara cinicamente
pra devorar todos os seres — livres!
No seio da ventania,
“Romeu” e “Julieta” se debatem
nos rochedos, no frenesi do amor;
enquanto “Deus” ultrajado parte pro além-mar...

Mas quem vem lá, na linha do horizonte,
repleto de bandeiras? Ah, sim, é a “Arte”
voltando do périplo efêmero pelo mundo!
E quem vem lá, do lado do Sol,
fazendo brincadeiras?
Ah, sim, sempre eles — “Os Poetas”
voando com as nossas nadadeiras!

* Itaparica: praia de Vila Velha (ES).

Ramiro Conceição em maio 7, 2006 7:05 PM


#3

Eu, mesmo sem ler o livro ainda, aposto nele, sempre apostei em Ana Maria, desde o primeiro livro, desde o primeiro blog dela, desde os mails dela.

Você não me conhece mas eu sei quem você é e achei perfeito o que você escreveu e por esse trecho que você colocou reconheço o estilo dela, Ana Maria.

Nada como se ler algo e de pronto reconhecer: é de fulano! Isso faz o escritor: uma boa idéia, uma boa condução e um estilo própio. E Ana Maria tem os tres e como os tem.

Eu estou tão contente com esse livro, mas Ana Maria sabe disso.

E é isso, leio sempre aqui mas nunca comento, hoje tinha que falar, :).

Matilda em maio 7, 2006 7:28 PM


#4

Depois disso tudo só dá pra dizer:

UAU!

E correr pra livraria mais próxima.

Roberson em maio 7, 2006 10:36 PM


#5

Depois disso tudo só dá pra dizer:

UAU!

E correr pra livraria mais próxima.

Roberson em maio 7, 2006 10:39 PM


#6

Muita luz pra essa mineirinha!! Que a História não se perde se for contada, passada para gerações futuras. Precisamos de coragem e como disse sinhazinha: "a memória é mesmo o melhor retratista". Muito sucesso Ana!! Beijus

Luma em maio 8, 2006 12:18 AM


#7

Eu tive o prazer de ler o livro da Ana na fase manuscrito numa tela de computador, imagino que no papel a emoção deve ser outra. Fica até difícil fazer um comentário em blog sobre ele sem ser bem superficial e sem cair no elogio fácil. O que eu posso dizer assim em poucas palavras é que se trata de um grande livro e um livro grande. A tarefa que ela se deu é muito difícil, escrever um romance histórico, protagonizado por uma mulher africana e escrava, desenhar toda essa saga do Golfo do Benim até o Brasil e o retorno na África, descrever nos mínimos detalhes a paisagem daomeana, Uidá, a viagem, a vida da personagem na plantação, a vida em Salvador, o retorno... O livro é interessante em si pelo que disse acima, para o leitor comum que vai aprender muita coisa sobre a escravidão no Brasil, mas principalmente sobre o espaço africano, coisa pouco trabalhada mesmo na própria historiografia brasileira. O livro também vai ser interessante também como futuro objeto de estudo porque fora as obras do Jorge Amado ou ainda o romance do Bruce Chatwin e o Cobra Verde do Werner Herzog, não lembro de ter lido nenhum romance tendo como foco esse espaço África-Brasil, o livro acaba sendo um fruto desse trabalho de memória sobre essa herança africana. Pra mim o que mais me emocionou foi a primeira metade do livro. A parte africana, a praia, é descrita com tantas minúcias que apesar de todo aspecto mágico, é quase um testemunho, difícil imaginar que a autora nunca esteve no lugar que descreve tal é a riqueza dos detalhes. O assunto também é mais do que atual na véspera do 13 de maio no Brasil (embora essa data não queira dizer nada) e do 10 de maio na França, decretado dia da memória da escravidão. Eu imagino o quanto os Agudás do Benim teriam gostado de poder ter acesso ao livro e de reviver toda essa saga. Se eu conseguir organizar minhas idéias num texto curto vou me propor a escrever algo sobre o livro no Bombordo. Um ótimo lançamento pra vocês e meus parabéns pra Ana !!! Beijos.

Ana Lucia em maio 8, 2006 1:02 AM


#8

Caro Idelber

Pela sua descrição o texto re-estrutura em ficção e em uma figura (ou mais? não sei), a saga dos que se tornaram brasileiros não por sua opção. A saga assim publicada já seria nédita, e é mais ainda na voz feminina.
Resta ao leitor aguardar ter o livro ao alcance.
Boa sorte ao livro e a autora!

P.S.
Gostei muito, caro Idelber, de suas explicações sobre o livro. Mas fiquei surpreso com a minha própria reação as palavras de Millôr.
Desde criança ouço que o pensador do Méier é um gênio. Ao longo de todos estes anos pude comprovar estas afirmações. De fato é um gênio! E como se diz atualmente na media: 'multifacetado'.

Mas fiquei decepcionado com a afirmação de Millôr “entre os melhores que li em nossa bela língua eslava”. É um comentário ambíguo. Não acrescenta nada. Pode até, conforme for a extensão da ironia humana, retirar do que acrescentar!
Millôr é gênio. Produziu, no entanto, na orelha do livro (como você nos conta) um comentário dispensável.
Atenção, Millôr não recomendou. Ironizou!

Paulo em maio 8, 2006 9:42 AM


#9

Hooray, Ana rocks. :-)

Nelson Moraes em maio 8, 2006 11:15 AM


#10

Estarei lá.

Leandro Oliveira em maio 8, 2006 11:42 AM


#11

Idelber:

qdo é q vai ser o lançamento em SP?

dra em maio 8, 2006 12:40 PM


#12

dra, para o lançamento em SP a editora ainda não tem data. Logo que a tiver, divulgaremos aqui. Abraços,

Idelber- em maio 8, 2006 12:41 PM


#13

Maravilha, Idelber. Parabéns à Ana. Porto Alegre aguarda-os!

Milton Ribeiro em maio 8, 2006 3:21 PM


#14

E pensar que descobri a Ana por acaso, em meio a esse labirinto de blogs! Mal sabia eu que viríamos a trocar e-mails e nos entender tão bem. Aguardo ansiosa o lançamento aqui no Rio.

Sonia em maio 8, 2006 4:43 PM


#15

Nossa!
Não vejo a hora de sexta-feira chegar.
:-)

Ju em maio 8, 2006 5:31 PM


#16

Parabéns à Ana. Beijão pra vcs!

Cipy em maio 8, 2006 7:55 PM


#17

Vim aqui por recomendação da Sonia, que achou que o assunto me interessaria. Mais que interesse, isso me apaixona. Bom que alguém se dedicou a escrever uma obra tão importante e necessária. Torço para que seja um grande sucesso, que tenha vida para sempre e se torne multimídia. Estou ansiosa para ler.

Marilia Mota em maio 8, 2006 8:14 PM


#18

Oi, Paulo, só depois do post que descobri que você também foi um dos felizardos leitores em manuscrito deste livro! Valeu a visita e vejo você e Andressa na sexta-feira. Abração :-)

Idelber- em maio 8, 2006 11:04 PM


#19

Oi, Matilde, eu já a havia visitado via Ana, e vi como você acompanhou a republicação de Ao lado e à margem em bloguês. Foi muito bacana. Abraço, volte sempre :-)

Idelber- em maio 8, 2006 11:08 PM


#20

Thanks, Almirante :-)

You will simply not believe this book. It's freaking unreal. Look forward to your reading. And thanks for all the kind words during my interregnum :-)

Idelber- em maio 8, 2006 11:26 PM


#21

Obrigado pela ajuda na divulgação, Ju e Leandro, e nós vemos lá !

Obrigado, Cipy, e entre as pré-histórias desse livro ficará o seu acarajé com a autora, e com o autor deste blog, e filhos, numa praça de Salvador não longe de onde os baianos deram o sangue pela independência em 02 de julho, e os muçurumins se revoltaram em 1835. É muito baiano esse livro, você vai gostar muito.

Sonia, obrigado pela divulgação, e por trazer a Marilia. Abraços :-)

Idelber- em maio 9, 2006 12:32 AM


#22

Beijos para todos e muito, muito obrigada pela força, pela torcida, pelo incentivo e e pela divulgação.

Ana em maio 9, 2006 1:39 PM


#23

LINDO!!!!!!!!!!!!
mesmo! párabéns, ana. não vejo a hora de botar as mãos no meu exemplar.
...
beijos, beijos, beijos.
em sampa estaremos.
:>***

Biajoni em maio 9, 2006 1:54 PM


#24

Que bela capa de livro. Estou curioso leer-lo. Parabems, Ana! Espero encontrar voce em diante,

Aaron

Aaron em maio 9, 2006 2:44 PM


#25

É uma pena que dificilmente haverá uma lançamento aqui pelo Sul, não é?!? De qualquer forma, vou vasculhar as livrarias daqui pra ver se adquiro um exemplar. O fato de seres "suspeito" Idelber não invalida (bem pelo contrário) tua opinião sobre o livro. A leitura certamente valerá a pena!

Beijos!

Elisa em maio 10, 2006 12:04 PM


#26

Estou louca para folear quando chegar às livrarias do Rio! Essa história daria uma minissérie, um filme dos bons. Tomara que alguém se interesse em levar às telas, pequena ou grande.

Te em maio 10, 2006 2:27 PM


#27


Um livro como este tinha que ter um lançamento aqui em Salvador.

Socorro em maio 10, 2006 6:33 PM


#28

Idelber, meu filho, se um dia eu escrever um livro já sei quem vai fazer a resenha! Tô curiosíssima, mas vou esperar o lançamento no Rio pra aproveitar e conhecer a autora. Não esqueça de avisar!
Aquele Abraço!

Helena Costa em maio 11, 2006 3:24 PM


#29

Amig@s: thanks :-)

A notícia é que Um defeito de cor já está disponível na Saraiva.

E para o pessoal de Minas: Amanhã há matérias no Estado de Minas e no Hoje em dia sobre o livro e o lançamento.

Idelber em maio 11, 2006 5:15 PM


#30

Caro Idelber,
Já linkei e comecei a leitura.
Amitiés,
BetoQ.

Zadig em junho 7, 2006 4:44 PM


#31

Nunca havia lido nada de Ana Maria Gonçalves. Após ler o comentário de Millor, fiquei interessada no assunto e corri para a livraria, onde adquiri meu exemplar. Devorei o livro em uma semana e AMEI! Parabéns, Ana. Você nos dá uma motivadora aula de história sem a monotonia dos livros especializados. É a vitória da garra e coragem de uma negra que, através da fé em todos os Deuses de todas as religiões, conseguiu superar os piores momentos de sua vida.

Quando virá lançá-lo em Salvador? Fazer alguma palestra sobre o livro?
Anazi

Anazi de Alencar Libório em junho 17, 2006 6:07 PM


#32

Caro Idelber,

Esse livro me caiu no colo sem eu ter lido nada. fui presenteada com ele o hoje tenho a certeza de que foi um dos melhores presentes que recebi nos ultimos tempos. Trabalho com as questões raciais no Brasil a mais de três anos mas nunca tinha me deparado com uma obra tão intensa, real, bem escrita e principalmente, como você mesmo coloca, de um olha r feminino para todas a questão da diáspora africana. Me sinto lisonjeada de ter lido esse livro. Queria que todas as pessoas pudessem tê-los e lê-los como eu li. Queria que ele se transformasse em livro didático para entrar no leque de material que está fazendo falta para a implementação da lei de estudos africanos e afro-brasileiro no pais. Queria que ele se transformasse em filme para um número cada vez maior de pessoas tivessem acesso a história de Kehinde. Queria isso e muito mais. Como não posso fazer tudo isso deixo aqui meus muitos quereres. Que Oxalá proteja a Ana Maria e que ela continue a escrever assim!

Ana Helena Passos em junho 23, 2006 5:20 PM


#33

E nada de Brasília na programação de lançamento?
A gente faz uma lista de convidados sem políticos! A gente faz na sexta que eles já fugiram! A gente bota o Clodovil na porta que eles não entram!
Então?
beijo

Bela em agosto 6, 2006 5:29 PM