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quarta-feira, 24 de maio 2006

Literatura : Contra os Chatos e Passadistas de Plantão

Alguns comentários a esse post do Pedro Dória sobre o Sexo Anal, o romance do Biajoni, me fizeram voltar a sentir pena de um tipo de leitor: o que diz que não pode / não tem tempo de / disposição para ler . . . (preencha aqui com o nome de qualquer autor contemporâneo, iniciante ou veterano) porque afinal de contas deve usar seu tempo para ler . . . (preencha aqui com o nome do seu monstro sagrado favorito).

Sendo a leitura por definição o encontro com o outro, com o não conhecido, em geral quem diz isso ainda não aprendeu a ler, no sentido mais básico da palavra. Ou seja, esse tipo de leitor lê somente para validar um cânone sacralizado que ele, de antemão, sabe que tem que reverenciar. Na atividade que é por definição encontro com o outro, ele vai lá e insiste em procurar o mesmo. É o leitor que vai morrer resmungando e infeliz.

Esse tipo de leitor é primo primeiro de um certo "jornalismo" que proclama que já não há romances bons, que não há escritores como antigamente, ou que na língua portuguesa não há boa literatura como em outras. Esses profetas do apocalipse em geral leram pouco, manejam poucas línguas ou são monolíngües e, ao invés de compensar as limitações de formação com mais leituras, fazem-no com julgamentos peremptórios que lhes dão a falsa sensação de conforto: controlar um pouco a angústia ante o não lido.

São os que na época de Shakespeare diziam que boa literatura se escrevia no tempo de Homero, e na época de Balzac diziam que boa literatura se escrevia no tempo de Shakespeare e na época de Faulkner diziam que boa literatura se escrevia no tempo de Balzac. São os mesmos que hoje dizem que já não há escritores como Faulkner, em geral tendo lido uma parcela ínfima da produção contemporânea.

homer.jpg Homero: contemporâneo da idéia de que a boa literatura se escrevia mesmo era antigamente.

Há 30 anos eles diziam que Luiz Vilela e Ivan Ângelo, escritores de certo sucesso nos anos 70, não poderiam jamais serem comparados com Graciliano Ramos. E talvez não se comparem mesmo. O problema é que enquanto esses apressados comentaristas perdiam tempo proclamando isso, esqueciam-se de ler Catatau, de Paulo Leminski, ou Armadilha para Lamartine, de Carlos Süssekind, os dois mais inovadores e complexos romances brasileiros da segunda metade dos 70. E continuam pecando por miopia até hoje, preocupados que estão em demonstrar que tudo é decadência.

No terreno da literatura, juízos de valor sobre períodos inteiros da história são bem difíceis de se fazer. Desconfie dos que o fazem com muita facilidade. Talvez hoje seja relativamente seguro dizer que a década de 1930 foi mais fértil para o romance brasileiro que a década de 1910, por exemplo. Mas nem isso é tão certo assim, porque quem saberá do vasto terreno dos livros jamais reeditados, dos textos esquecidos que podem de repente aflorar?

No caso do presente, nem se fala. Dizer que “hoje não há escritores da qualidade de um Graciliano”, como se lê às vezes em certo comentarismo literário de nível superficial, é uma bobagem sem tamanho. “Graciliano”, como assinatura e nome de uma obra, é o que é depois de décadas de presença no cânone, circulação, recepção, sacralização. Por definição não pode haver um autor contemporâneo “como” Graciliano.

Isso não significa que hoje não se escreva literatura da mesma qualidade que nos anos 30: simplesmente quer dizer que o que se considerará “boa literatura” neste momento ainda é terreno a ser delimitado. Se a partir de Mário e Oswald de Andrade o romance modernista privilegiou um tipo de texto paródico e lúdico, e depois com Graciliano e José Lins do Rego se voltou para uma veia regional e realista, e depois com Clarice e Lúcio Cardoso transformou-se em investigação psicológica e introspecção, e depois com José J. Veiga e Antonio Callado converteu-se em alegoria nacional, o fato é que hoje ainda está em pugna qual será a vertente dominante do romance.

E o pior tipo de leitor é o que se recusa a influir nos rumos dessa pugna em nome de uma segurança bobinha, de que antes as coisas eram melhores e que agora já não há mais nada.

Por isso, leia Homero e leia Sexo Anal. Leia Um defeito de cor nos intervalos do seu Shakespeare. Intercale Stevenson com Mãos de cavalo. Ou vice-versa. Não faz mal nenhum.

A literatura agradece.

PS bem a propósito: a primeira ocorrência registrada da frase "já não se faz samba como antigamente" é do livro Na roda de samba, do jornalista e cronista Vagalume. Data de publicação do livro? 1933.



  Escrito por Idelber às 03:32 | link para este post | Comentários (32)


Comentários

#1

Eu chamo isso de "hiper-correção literária". Antigamente a pessoa estava acostumada a ler tudo aquilo que estava na lista de mais vendidos. Depois descobriu que muitos ao redor detestam listas de mais vendidos. Então foi até a Academia para descobrir o que deve ser lido sem ser malhado. No fundo é sempre a mesma atitude, lêem o que os outros mandam e gostam daquilo que outros dizem que se deve gostar. Bom post Idelber.

Leandro Oliveira em maio 24, 2006 10:26 AM


#2

Perfeito, Idelber! Se eu ainda estivesse na Universidade levaria este teu post e OBRIGARIA todo mundo a ler...
Beijinhos

Alline em maio 24, 2006 12:09 PM


#3

Leio por prazer desde a adolescência e olhe que hoje já estou um pouquinho distante dela, hehehe.... Tenho consciência que mesmo assim o que li ainda é pouco perto do que gostaria. Você, como sempre, traduziu com perfeição meu pensamento não só sobre literatura como tbém sobre música, religião e muitas outras coisas.
Sabe, minha mãe me ensinou e acho que eu aprendi direitinho, que não é certo dizer que não se gosta de algo, ou que isto ou aquilo é certo ou errado, sem nem mesmo conhecer do que se está falando... regrinha simples, que já me ajudou muito e se aplica a muitas coisas. Abs.

PatriciaK em maio 24, 2006 12:11 PM


#4

Graças aos céus que já não se faz mais literatura como antigamente! Já pensou que tédio? ;-)

Monix em maio 24, 2006 12:59 PM


#5

idelber, belo post. já ando cansado desse discurso bobo, geralmente apregoado por "críticos" do "quilate" de um jerônimo teixeira, da veja, risos (irônicos, claro!). abração!

zema ribeiro em maio 24, 2006 2:16 PM


#6

Idelber,

Perfeito. Nada mais há a ser dito sobre a polêmica.

abraço

marcelo em maio 24, 2006 3:07 PM


#7

Sou contra o preconceito que envolve os novos escritores, enfim, também não entendi o ponto de vista do Pedro Dória quando escreveu: "O mais impressionante de Sexo anal, para um livro de blogueiro, nascido na blogosfera, é que é bem bom"
Um livro de blogueiro nascido na blogosfera não pode ser bom?
Os únicos que se intitulam blogueiros e não nasceram dentro da blogosfera, são os jornalistas de sites, que aceitaram essa nova proposta porque perceberam que estavam perdendo terreno para os blogues. É ilógico então um escritor querer ser blogueiro e vice-versa?
Idelber, quero agradecer ao Biajoni, que inspirou o Pedro Dória. E se não fosse aquele imbloglio todo, você não teria feito esse texto maravilhoso.
Beijus

Luma em maio 24, 2006 3:34 PM


#8

Clap, clap, clap!

Ju em maio 24, 2006 3:55 PM


#9

Tu tens toda a razão. Ainda bem que este chapéu não cabe em mim. Li Sexo Anal, Armadilha para Lamartine, Catatau e lerei Um Defeito de Cor. Leio os cânones e os atuais e o problema do tempo é sempre superado e uma forma ou outra.

Quem NUNCA, ABSOLUTAMENTE NUNCA tem tempo para nada são os preguiçosos.

Só que sou mauzinho e NÃO sinto pena.

Grande abraço.

Milton Ribeiro em maio 24, 2006 3:58 PM


#10

Idelber, estou curiosíssima pra ler "Um defeito de cor". A sorte é que o meu marido está indo ao Brasil em duas semanas e já pude encomendar o meu exemplar.

Dia desses li uma resenha que me remeteu na hora ao livro da Ana: o IFEA (Instituto Francês de Estudos Andinos) acabou de lançar “Mujer, família y sociedad en la historia de América Latina XVIII-XXI”.

O livro reúne trabalhos de especialistas latino-americanos sobre a condição destes tres atores em nosso continente.

Segundo os autores, mais que incluir as mulheres na história, a idéia é enriquecer os processos históricos usando temas não-convencionais, como os sexuais, os filhos não legítimos, a relação entre as escravas e seus amos, a prostituição, a aparição de mulheres na esfera pública no início do século XIX, a violência familiar, etc e de como tudo isso, paradoxalmente, também pode ser usado em favor das mulheres na tentativa de subverter a opressao e o extremos machismo da época.

A idéia dos autores é provar que as mulheres, especialmente as escravas, nao eram tao passivas e submissas como a maioria acredita.

O livro pode ser comprado direto na página do IFEA: http://www.ifeanet.org/publicaciones/detvol.php?codigo=349

Achei que voces poderiam se interessar.

Abracos,
Vanessa

Vanessa em maio 24, 2006 5:10 PM


#11

Esse teu texto me lembrou de um artigo do Terry Eagleton que eu li há alguns anos no qual ele falava justamente sobre o cânone e de como Shakespeare só se tornou o que é muito tempo depois. Eu entendo que não existe nenhum valor intrínseco naquilo que é chamado de boa literatura, a não ser o fato de que nós concordamos que aquele texto é literatura ou não. E tem tantas coisas que interferem nisso. O teu texto disse tudo, como sempre. Maravilhoso.

cris em maio 24, 2006 5:13 PM


#12

Entre uma aula e outra, mando um alô geral.

Parece que é uma sensação que muitos compartilham, essa irritação com os nostálgicos chatos.

Vanessa, o livro parece supimpa! Vou pedir à biblioteca daqui que encomende. Você tem toda a razão em pensar em Um defeito de cor: é o mesmo princípio, o de que é possível contar a história dos pobres, dos oprimidos e dos marginalizados sem necessariamente deixar de ver que eles não são "coitados" que nunca acedem à condição de sujeitos, que eles são muito mais ativos e transformadores do seu entorno do que tradicionalmente se pensou; é, sim, o princípio que guia a personagem da Ana, eu acho. Bacana :-)

Milton, eu sabia que você seria dos únicos que teria lido Catatau. Poucos, poucos mesmo leram mesmo esse livro.

Pois é, Cris, Shakespeare é um excelente exemplo: não havia nada mais "des-sacralizado", popularesco, na virada do século XVI ao XVII do que aquelas peças. Aí depois os guardiães do bom gosto transformam a coisa em letra sagrada.

Caro Leandro, é isso: tanto as listas dos mais vendidos como o cânone da academia podem ser úteis, mas sem seguidismo cego, né?

Zema, Ju, Marcelo, Alline (sumida!), Monix, Pat, thanks much, e abraços do blogueiro,

(cozinhando nos 37 graus de New Orleans).

Idelber em maio 24, 2006 5:54 PM


#13

Perfeito, clap, clap, clap.

Tenho apenas uma curiosidade: vc acha que essa idéia vale para todas as artes? Fiquei com a pulga atrás da orelha em relação à música clássica, por exemplo, na qual houve, no século XX, uma ruptura com o passado que resultou numa verdadeira ojeriza que o público de hoje tem das obras contemporâneas.

Veja, é claro que também na música clássica houve rupturas nos séculos anteriores, e que a maioria dos compositores precisou morrer para ter seus trabalhos reconhecidos algumas décadas depois, o que validaria sua tese.

No entanto, a música do século XX é tida como feia e chata não porque não faça parte do cânone, mas porque a turma considera o cânone do século XX feio e chato mesmo. E aí, será que estou viajando?

Rogério em maio 24, 2006 8:41 PM


#14

Você tem toda razão, Idelber. Mas eu acho que esse pensamento, comum nos jornalistas, vem do fato de que boa parte deles (e em especial os de crítica literária) são escritores fracassados.

Então, não admitem a idéia de que um contemporâneo, às vezes até mais novo, possa ter habilidade para fazer algo bom. Não, nem pensar! Bom, somente quem é velho, antigo, secular, milenar, pré-histórico.

Os críticos musicais também fazem isso. Os críticos de cinema também fazem isso. Temos a impressão de que nas décadas passadas todas as músicas eram maravilhosas, todos os filmes eram ótimos e só havia livros geniais.

Gravatai Merengue em maio 24, 2006 8:50 PM


#15

Rogério, eu acho que você está certo quanto à música erudita, embora eu não conheça o suficiente para opinar nesse terreno. Sim, noto o que você descreve, mas sinceramente eu não saberia dizer se a produção conteporânea poderia ser comparada - em quantidade ou qualidade - com a produção chamada "clássica", anterior ao dodecafonismo.

No campo da música popular eu combateria qualquer passadismo também. Não concordo com quem diz que a música popular de hoje no Brasil não se compara com a da MPB dos anos 70, por exemplo.

E no campo erudito há um dado extra - é muito comum entre seus aficcionados a metonímia que reduz o todo a uma de suas partes: com frequência falam "da música" referindo-se só à música erudita. Vasco Mariz, por exemplo, escreve uma História da música no Brasil em que não há menção de Noel Rosa, Caymmi ou Luiz Gonzaga! Está claro que para ele "música" é "música clássica". Eu não teria problema se o autor especificasse isso no título do livro.

Mas em todo caso, parece que no campo erudito, muita gente encontra razão no argumento de que o passado era melhor. O que talvez seja só o ciclo normal de um determinado tipo de arte que vai se extinguindo com o tempo. Abraços,

Idelber em maio 24, 2006 10:54 PM


#16

Q post maravilhoso, Idelber!!! Dizer mais o q?
Beijão, menino!

Cipy em maio 24, 2006 11:39 PM


#17

Artigo absolutamente magistral, Idelber. Dá o que pensar.

Eu me peguei lembrando de momentos em que posso ter chegado perto de ser igualmente chato e passadista como você ilustra (ou até mesmo ter sido totalmente, hehehe).

André Pessoa em maio 25, 2006 2:35 AM


#18

Sexo anal e Mulher de Um Homem Só são excelentes livros contemporâneos. Li ambos e não tenho a menor intenção de compará-los com os de 'outrora'.
Aliás, há os que cultuam o presente e novo, como se só por serem novos são melhores e há o contrário com vc citou.

Beto Lins em maio 25, 2006 11:51 AM


#19

Muito legal sua resposta, concordo inteiramente.

Confesso que fiquei meio assustado esse negócio de "ciclo normal de um determinado tipo de arte que vai se extinguindo com o tempo"; nunca tinha pensado nisso! Que outros tipos de arte (ou espécies dentro de um gênero, sei lá) vc enquadraria nessa melancólica categoria?

Rogério em maio 25, 2006 1:53 PM


#20

Vixe, Rogério, são legião. Para ficar só em gêneros literários: poema épico, sátira menipéia, tragédia com unidade aristotélica de tempo/espaço/ação, romance de cavalaria, diálogo platônico.

São todos subgêneros que nasceram, tiveram sua vida, morreram. O que não quer dizer que não se possa fazer hoje - e não se façam - apropiações de elementos desses gêneros em outros, contemporâneos. Mas na forma como existiram, não existem mais.

Idelber em maio 25, 2006 3:00 PM


#21

Bacana, André, obrigado; vindo de um leitor tão exigente é um grande elogio.

Pois é, Gravata, a crítica de cinema, em boa parte, é todo um conto nostálgico também :-)

Idelber em maio 25, 2006 3:01 PM


#22

Excelente o comentário do Gravatai Merengue. Aliás, é impressionante como esse mecanismo funciona para a música tb!

Donizetti em maio 25, 2006 4:30 PM


#23

Uai, mas se a literatura de hoje não foi gerada espontaneamente mas sim é fruto de todo o arcabouço literário anterior – nossa cultura ocidental – para opinar e entender a literatura eu teria que ler os clássicos, não ? Ou será que basta ler as resenhas dos críticos e aceitar a interpretação que eles deram, e me dar por satisfeito com as conclusões deles ?
Um exemplo seria a coleção Great Books of the Western World que contém, acho, vários dos grandes clássicos da literatura ocidental – não há nada da oriental – são uns 60 livros. Pelo menos no meu projeto de leitura acho que preciso lê-los antes de começar a opinar sobre a qualidade dos livros contemporâneos.

Frederico em maio 25, 2006 5:38 PM


#24

Certo, caro Frederico, mas a literatura atual não é só produto da literatura anterior: é produto do seu contexto histórico, da influência de outras artes, de um monte de coisas mais, que por definição não podem ser conhecidas na sua totalidade.

Então é o problema é o raciocínio linear, do tipo tenho que ler A, B, C antes de opinar sobre D. Quem for seguir esse raciocínio ao pé da letra, jamais sairá da literatura helênica. Só ali tem coisa para se ler por uma vida.

Eu leio clássicos há 20 anos, tempo integral, sendo pago prá isso. Se eu fosse esperar poder dizer que conheço bem os gregos para ler os brasileiros, não leria brasileiro nenhum.

Em outras palavras, na leitura nunca começamos pelo começo, na ordem em que os textos surgiram. Sempre agarramos a coisa in media res.

Por isso a melhor política é sempre tudo ao mesmo tempo agora. Enfim, é o que a experiência tem me dito, pelo menos. Abraços,

Idelber em maio 25, 2006 6:14 PM


#25

Idelber,
acho que estou entendendo um pouco mais e melhor, hehehe.
Mas, este teu post me fez buscar o exemplar nº06 da revista Literária Provincia de São Pedro, de 1946, onde Moysés Vellinho, no editorial, responde críticas de Afonso Arinos de Melo Franco que comparou a literatura do norte com a do extremo sul do país.
Porque será que o novo, em pleno sec.XXI, ainda assusta? ou, porque será que temos que seguir as regras do mercado cegamente e só espernear qdo um dos pés já está caindo no precipício?
Ainda bem que nem tudo está perdido, não é mesmo? ainda podemos contar com pessoas que nos ajudam a pensar, questionar, ponderar, avaliar, escolher. Te agradeço, de coração.
p.s.: acho que tu sabes, mas a Provincia de São Pedro foi uma revista de difusão literária e cultural que reuniu Cecilia Meirelles, Mario Quintana, Erico Verissimo, Murilo Mendes, Ruth Guimarães, Alvaro Moreyra, raul Bopp, Manuel Bandeira.

Elenara Iabel em maio 26, 2006 12:10 AM


#26

"porque afinal de contas deve usar seu tempo para ler . . . (preencha aqui com o nome do seu monstro sagrado favorito)"
O mais engraçado, é que se pelo menos eles usassem o tempo lendo o tal monstro sagrado até que tava de bom tamanho, mas ao invés disso eles investem o precioso tempo deles lendo o blog de putaria do PD. =)
É cada um que me aparece mesmo...

Abraços,
Marcos.

marcos em maio 26, 2006 12:18 PM


#27

A verdade é que a grande merda é ser "intelectual". Não basta ler, tem que comentar. Não basta comentar, tem que criticar. Não basta gostar. É uma coisa que chamo de Ditadura do Sentido. Tudo precisa fazer sentido...ler Shakespeare e gostar de filmes de arte iranianos, ter um blog que fale sobre literatura e ser vegetariano, cultuar o Dalai Lama, ser sensível aos problemas da vida na Namíbia.
É preciso ler algo que corresponda a imagem que vc tem, ou mesmo, a imagem que vc quer que as pessoas tenham de vc.
E assim...a gente vai falando muita bobagem. Jogando para a terceira pessoa o mal de quase todas as pessoas do mundo de hoje.

LC em maio 29, 2006 1:12 PM


#28

Excelente. Uma resposta definitiva a este tipo de bobagem.

andre lopes em maio 29, 2006 4:59 PM


#29

Excelente. Uma resposta definitiva a esta bobagem.

andre lopes em maio 29, 2006 5:00 PM


#30

Ah, repetiu :(

andre lopes em maio 29, 2006 5:00 PM


#31

Gostei muito desse blog. Não é idiota como o meu.
Faço mal de tão ridículo que escrevo.
http://caduceu.blogspot.com/

Idiota em junho 19, 2006 3:11 PM


#32

Olá Idelber:
Literatura é fascinante pesquisar. Afinal ela retrata a história e talvez, seja esse um dos pontos que 'não se faça samba como antes'. O gosto , a modinha, a história muda com tudo isso. Mas o incrível é se fazer pensar que tentamos conservar sempre aquilo q temos por primeiro...afinal, é a nosso história sendo contada não é?

O pouco q li, já gostei muito de seu blog.
Por isso já estou lhe add ao meu.
Obrigada até mais

Amanda ALves em junho 27, 2006 1:07 AM