Meu Perfil
Um blog atleticano e antropocêntrico.



email: idelberavelar gmail ponto com
Sobre o autor
 Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane
 Prêmio Itamaraty (pdf)
 The Untimely Present
 The Letter of Violence
 Alegorias da Derrota
 Ensaio sobre o PT
 Balanço Governo Lula
 Ensaio Música Mineira
 Ensaio sobre 11/09
 Entrevista no Chile
 Entrevista no Gravatá
 Ensaio sobre o Galo


Sobre ela
 Um defeito de cor
 Ao lado e à margem do que sentes por mim
 Prêmio Casa de las Américas
 Comentário de Millôr
 Comentário de Risério
 Resenha na Folha de Pernambuco
 Entrevista na Record
 Entrevista na Globo News
 Entrevista na Novae (2002)


Histórico
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Visito
 Acontecimentos
 Afonso, o Chato
 After the Fall
 Agência Carta Maior
 Aguafuertes
 Alcinéa Cavalcante
 Alê Felix
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Amalgama
 Amante profissional
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson!
 Arrastão
 Bala perdida
 Balípodo
 Bereteando
 Biajoni!
 Bibi's Box
 Blog do Alon
 Blog do Bourdoukan
 Blog do Favre
 Blog do Cássio
 Blog do galinho
 Blog do Mello
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blog dos Perrusi
 Blogafora
 blowg
 Botequim do Bruno
 The brain eaters
 Branco Leone
 Bratislava
 Bugio
 A bundacanalha
 Caldos de tipos
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Carvoeiro
 Caryorker
 A casa da colina
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cidadania
 Cinefilia
 Cinematógrafo
 Cintaliga
 Conejillo de Indias
 Consenso, só no paredão
 Contra Capa
 Contraditorium
 Controvérsia
 Conversa afiada
 Cria Minha
 Cris Dias
 Crônicas perversas
 Cyn City
 Cynthia Semíramis
 Uma dama não comenta
 Daniel Lopes
 De olho no fato
 De primeira
 Diálogico
 Diário da Lulu
 Diário da Odalisca
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Diário gauche
 Diplomacia bossa nova
 Direitos fundamentais
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Don Quijote
 Dossiê Alex Primo
 ¡Drops da Fal!
 Duas Fridas
 É bom para quem gosta
 É por aqui que vai pra lá?
 eblog
 Ecologia Digital
 Enloucrescendo
 Enquanto seu blog não vem
 Epicaos
 EraOdito
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 O esvaziar das nuvens
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 A Feminista
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Fósforo
 Fina flor
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Futebol, política e cachaça
 Gabinete dentário
 Galo é amor
 Garotas que dizem ni
 Gejfin
 Gravatá
 Gravataí Merengue
 Groselha news
 Guga Alayon
 Guia de literatura
 Hargentina
 Hedonismos
 Hermenauta
 Histórias do Brasil
 Homem do plano
 HQ e cultura
 Hunny.bunny
 Idéias mutantes
 Impedimento
 Impostor
 Imprensa Marrom
 Incautos do ontem
 Ingresia
 Inter-esse
 InternETC
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jon Kepa
 O jornalismo morreu
 Juca Kfouri
 Juliano Rosa
 Kit básico da mulher moderna
 La lectora provisoria
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 Liberal Libertário Libertino
 Limpo no lance
 Linkillo
 Lixo Tipo Especial
 Lixomania
 Luis Nassif
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 Maísa na blogosfera
 Uma Malla pelo mundo
 Marcelo Coelho
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Martelada
 Melômano
 Meta.comunix
 Milton Ribeiro
 Mineiras, uai!
 Mox in the sky with diamonds
 Música popular do Brasil
 Na prática a teoria é outra
 Nababu
 Nación apache
 Nalu
 Namorado imaginário
 Nei Lopes
 Noncapisconiente
 Nova corja
 Nóvoa em folha
 Obra em progresso
 Odisséia literária
 Óleo do diabo
 Olho de boi
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Outros dias
 Overmundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Paralelos
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 Pedro Alexandre Sanches
 Pedro Dória
 Peneira do rato
 O pensador selvagem
 Pensamentos esparsos
 Pensar enlouquece
 Perto do coração selvagem
 Pirão sem dono
 Poemas del alma
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Prosa caótica
 Prosaico20
 Puente aéreo
 Quando, onde e como
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Querido leitor
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Río fugitivo
 Roda de ciência
 Rosebud NYC
 RS urgente
 Sandino
 Seqüências parisienses
 Sergio Leo
 Serbão
 Sérgio blog 2.3
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Soninha
 Soninha (gabinete)
 A Sopa no exílio
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 Superfície reflexiva
 Talqualmente
 Tapera
 Taxitramas
 Tentativas de mitologia
 Terapia Zero
 Tiago Dória
 Todo prosa
 Todos os fogos o fogo
 Tordesilhas
 Torero
 Torre de marfim
 Tudo pode acontecer
 Tudo que é sólido se desmancha no ar
 Túlio Vianna
 Umbigo do sonho
 Ultimas de Babel
 Vejo tudo e não morro
 Velho do farol
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 A vida em palavras
 Virunduns
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro




BlogueirosComMarta120x120.jpg


selinho_idelba.jpg

Movable Type 3.36
« Post novo no blog da Copa :: Pag. Principal :: Canção imperdível »

quarta-feira, 07 de junho 2006

Quem tem uma teoria sobre isso?

9 da matina em New Orleans, eu ainda dormindo - afinal havia ficado preparando uma aula sobre poesia mexicana até as 4 - toca meu celular.

- Alô, Sr. Idelber, aqui é da Slate Magazine. Estamos fazendo uma matéria sobre o futebol e queremos saber por que os jogadores da seleção brasileira, ao contrário dos de todas as outras seleções do mundo, são chamados só pelo apelido ou pelo nome de batismo, nunca pelo sobrenome. Qual a razão para isso?

Resposta minha: não tenho a menor idéia.

Alguém aí tem uma teoria sobre isso?



  Escrito por Idelber às 15:08 | link para este post | Comentários (44)


Comentários

#1

De onde vem eu não sei, mas isso não acontece só no futebol, não. É um costume brasileiro mesmo. Aqui no departamento de criação da agência onde eu trabalho tem o Cabeça, o Pina, o Chubes e o Tchuris (alguns eu nem sei qual é o nome que a mãe escolheu para eles, muito menos o sobrenome). Todo mundo os chama assim, e é assim que aparece o nome deles nas fichas técnicas dos trabalhos que criam. Mas eu acho um costume bem simpático, não é? Ao invés dessa coisa aristocrática de ser chamado pelo nome da família, os brasileiros ganham apelidos que têm a ver com sua própria história de vida, ou com alguma característica específica. Acho bacana.

Ju em junho 7, 2006 3:42 PM


#2

hahahaha, Ju, esses apelidos são impagáveis!

Idelber em junho 7, 2006 3:47 PM


#3

Sei lá, de repente porque tem mais a ver com a história da vida do sujeito do que o nome real.

Cito alguns exemplos: O Tinga, que hoje joga no Inter, vem da Restinga, bairro de Porto Alegre. O Marcelinho é um cara pequeno. Cafu de certo sempre foi o apelido do cara, desde a infância. Ronaldo Nazário viou Ronaldinho porque já havia um Ronaldo na seleção de 94, que virou Ronaldão, meio contra a sua vontade.

Além do mais, por aqui, às pessoas às vezes perguntam por qual nome cada um gostaria de ser chamado. Tem gente que não gosta de ser chamada pelo seu nome real. "Que Eduardo que nada, me chama de Dado! Só minha mãe me chama de Eduardo quando tá braba"

Bender em junho 7, 2006 3:49 PM


#4

É, Bender, são os mistérios da Terra Brasilis... Como não amar isso?

Idelber em junho 7, 2006 3:54 PM


#5

E o incrível no caso do Ronaldo Fenômeno é que ele virou Ronaldinho e depois virou Ronaldo de novo, porque apareceu o Ronaldinho Gaúcho . . .

Idelber em junho 7, 2006 3:56 PM


#6

- Oi mãe, vou fazer minha festa de aniversário aqui, tá?
- Tudo bem filho, quem você vai convidar?
- Alguns amigos meus: Bala, Baratão, Catita, Boy...
- ...

Marcus em junho 7, 2006 4:17 PM


#7

Juro que não invento: Uma das minhas festas em BH foi animada por Sapão na guitarra, Pingüim no baixo e Cachorrão na bateria.

Idelber em junho 7, 2006 4:22 PM


#8

A revista "Língua portuguesa" publicou um especial sobre o futebol e uma das matérias discorre sobre os apelidos no futebol brasileiro. Não me lembro agora se na matéria existe uma explicação. Darei uma conferida e te respondo. É bom lembrar que tratar as pessoas pelo prenome é um costume bem brasileiro. Por aqui só os militares se tratam pelo sobrenome. Afinal até mesmo a maior autoridade do país, o presidente, é chamado pelo seu primeiro nome ou apelido. Fernando Henrique, Lula, Itamar, Jango. Uma das poucas exceções foi o Collor, e deu no que deu.
Apelidos são bem comuns entre os jogadores e fazem parte de um certo ritual dos boleiros. Já os técnicos de futebol gostam de sobrenomes ou do nome e sobrenome, Zagallo, Parreira, telê Santana, Leão, Luxemburgo. O engraçado é que político também adora apelido. Mão Santa, professor Luizinho, Turco louco. Veja que coisa interessante os políticos e os jogadores usam mais os apelidos, os militares e os técnicos gostam dos sobrenomes. Alguma explicação ?

Afonso em junho 7, 2006 4:28 PM


#9

Super interessante essa observação, Afonso. Acho que é o Alex Bellos, no livro dele, que comenta que no Brasil só é comum o uso de nome e sobrenome no caso dos zagueiros:

Nílton Santos, Djalma Santos, Djalma Dias, Ricardo Gomes, Roberto Carlos, Luis Pereira, etc.

Não é curioso?

Idelber em junho 7, 2006 4:35 PM


#10

Com relação aos Ronaldos, não é nada disso. O Ronaldo Fenômeno já era Ronaldinho no início da carreira, no Cruzeiro. O Ronaldão já era Ronaldão no São Paulo. O Ronaldinho voltou a ser Ronaldo quando foi para a Holanda, mas no Brasil continuou Ronaldinho. Como a Nike queria vender as camisas da Seleção pela Europa também, ele passou a ter Ronaldo na camisa. Nos tempos da Umbro, era grafado Ronaldinho.
Já o Ronaldo Assis continuou Ronaldinho quando foi para França.

Locão em junho 7, 2006 4:39 PM


#11

huahauhauha!
Idelber, acho que é pq nós somos ú.n.i.c.o.s. Em um monte de coisas.

LucianA em junho 7, 2006 4:41 PM


#12

Tá certo, tá certo. O Locão tá certo. Acabei de checar, e o Ronaldo Fenômeno já era Ronaldinho no ex-Ipiranga mesmo.

Idelber em junho 7, 2006 4:42 PM


#13

Eu tenho uma teoria :)
Os zagueiros usam nomes próprios e, às vezes, com o sobrenome pois é uma posição que precisa de mais "seriedade".

Locão em junho 7, 2006 4:47 PM


#14

ex-Ipiranga é líder do brasileirão, a propósito.

LucianA em junho 7, 2006 4:48 PM


#15

Faz sentido, Locão. Já o sabia Jorge Ben.

Idelber em junho 7, 2006 4:51 PM


#16

LucianA, não provoque :-)

Idelber em junho 7, 2006 4:52 PM


#17

o dono do blog que começou...ooops, mas o dono pode, né? :-)
abraços!

LucianA em junho 7, 2006 4:59 PM


#18

abração! liderança merecida, por sinal :-)

Idelber em junho 7, 2006 5:01 PM


#19

Merecida mesmo. Depois que o glorioso colorado chupou bala várias rodadas, não merecia liderar.

Locão em junho 7, 2006 5:05 PM


#20

O uso do sobrenome, pelo menos pelos militares é bastante óbvio. Imagine no meio de um tiroteio o sargento levanta e chama: João, vem aqui! Se tiver mais de um João na companhia é desastre na certa...
Com o prenome é mais difícil ocorrer esse tipo de coisa.

Sei lá, acho que o uso do prenome não só no futebol mundial (fora o brasileiro) é mais coisa cultural, pois o nome das famílias era muito importante... coisa de monarquia...

Sei lá... acho que viajei...

Pablo Vilarnovo em junho 7, 2006 5:12 PM


#21

usar prenomes e diminutivos é coisa de brasileiro, alguém ali em cima já disse (vide também Roberto Da Matta).

E aqui vai minha "teoria" estapafúrdia : o estatuto da profissão que por muito tempo (e ainda hoje) é exercida por Afro-brasileiros, descendentes de escravos, gente que historicamente ficou sem sobrenome, por isso chama-se pelo nome. Mas quando aparece um jogador loiro e branco chama-se pelo sobrenome : Leão, Taffarel, Falcão. Quando é negro ou mulato se chama Tinga, Ronaldinho, Kafu...
Bjos.

Ana Lucia em junho 7, 2006 5:33 PM


#22

hmmmm, sei não. O futebol brasileiro está cheio de negros chamados pelo nome e sobrenome:

Djalma Santos, Djalma Dias, Luis Pereira, Roberto Carlos, etc.

Brancos e loiros chamados pelo nome de batismo ou apelido também são legião: Kaká, Leivinha, Dunga, Nelinho, etc.

Idelber em junho 7, 2006 5:54 PM


#23

acho que eh uma coisa de brasil mesmo. em qualquer campo, inclusive nas artes, na politica. caetano, gal, lula, etc

alex castro em junho 7, 2006 6:08 PM


#24

Piadinha: O chefe, pro novo funcionário, de 1,90m:
-Aqui na nossa firma eu não admito intimidades. Eu chamo todo mundo pelo sobrenome: Costa, Avelar, Vilarnovo. E exijo ser tratado por Sr. Souza Entendeu?
- Entendi, Sr. Souza - responde o funcionário.
- Então, qual é seu nome?
- É João Paixão, Sr. Souza.
- Ok, João. Pode ir pra sua sala.

Ricardo Antunes da Costa em junho 7, 2006 6:16 PM


#25

hahahah! Tá ou não tá impagável esta caixa?

Idelber em junho 7, 2006 6:32 PM


#26

Estou com o Afonso, Idelber, tratar as pessoas por apelido ou prenome é o normal no Brasil. E traz a marca da intimidade, coisa que todo torcedor tem com seu jogador de coração, peixe.

Certo, Avelar? O sobrenome entra em ocasiões formais (às vezes) ou em alguns casos como diferencial, em lugares com mais de uma pessoa com o mesmo prenome.

Mas tem de haver alguma outra explicação para isso sim, já que os corredores são chamados pelo sobrenome: Fittippaldi, Senna, Barrichello. Para o primeiro, pode haver a tese de que Émerson é um nome estranho, daí o goleiro na Seleção de 70 ser chamado de Leão (ele também era Émerson, não?). Políticos tmbém são chamados pelo sobrenome, com frequencia (Serra, Covas, Mercadante, Suplicy).
Rapaz, a coisa é mais complicada do que eu imaginava.

Sergio P. em junho 7, 2006 7:53 PM


#27

É complicadíssima, Sergio; e no caso dos políticos há o argumento feminista, que não é se desdenhar. É muito comum que os homens sejam tratados pelo sobrenome e as mulheres pelo prenome:

O Suplicy e a Marta.

O Perón e a Evita.

Etc.

Vixe Maria, esse negócio rende.

Idelber em junho 7, 2006 7:59 PM


#28

Tive uma professora que explicou esse hábito brasileiro de tratar todo mundo pelo prenome: na época dos cristãos novos, só de saber o sobrenome da pessoa já dava pra identificar se a família era de convertidos (Pereira, Oliveira, Machado, etc), facilitando a discriminação. Aí, pra não identificar a origem dos outros desnecessariamente, era comum se referir às outras pessoas pelo prenome: João da padaria, Zé do armazém, e por aí vai. Não sei se é verdade, mas tem alguma lógica...

Quanto aos sobrenomes de esportistas, sei que pra algumas competições o nome é padronizado no estilo sobrenome-prenome, e o povo acaba sendo conhecido mais pelo sobrenome.
Também reparei, por experiência própria, que pessoas com sobrenome estrangeiro/exótico e prenome comum acabam sendo conhecidas pelo sobrenome.

E, vixe maria, esse assunto rende mesmo!

Cynthia em junho 7, 2006 8:25 PM


#29

Como você disse, o Alex Bellos fala um bocado no livro dele sobre essa questão de nós brasileiros nos conhecermos pelo nome, e não pelo sobrenome. Somos um dos poucos, senão o único, povo que classifica nomes alfabeticamente pelo nome de batismo e não pelo sobrenome. Quando isso acontece, soa excessivamente formal.

Morando aqui nos EUA, percebo que isso incomoda deveras os gringos, e acho um charme extra a gente quebrar essa regra internacional. Repare na NBA, por exemplo, onde já há alguns jogadores brasileiros. Após uma ou duas temporadas sendo chamado pelo sobrenome, o jogador Nenê (Denver Nuggets) finalmente agora tem impresso na camisa o apelido, e não o sobrenome! Isso também acontece com o Leandrinho, do Phoenix Suns.

Será o jeitinho brasileiro entortando as tão rigorosas leis do esporte profissional norte-americano?

Abraço e que venham aqueles sobrenomes complicados da Croácia!

Eduardo Guzmán em junho 7, 2006 8:45 PM


#30

Em Portugal também se usa apelidos, menos do que aqui, mas se usa. Sabiam que o Raúl, do Real Madrid, chama-se Raúl Gonzalez?

E se Idelber fosse jogador de futebol, qual seria seu apelido? Nenhum, é claro...

Milton Ribeiro em junho 7, 2006 8:57 PM


#31

Essa é uma das características mais marcantes do futebol brasileiro - e eu adoro!! Num país em q até o presidente é tratado por um (inicialmente) apelido... mostra muito da descontração inata do povo.

Ai, esse clima pré-Copa é o q há!!! Todas essas discussões, opiniões... q delícia!

Lucia Malla em junho 7, 2006 9:04 PM


#32

That very question is addressed in a longer piece that I saw last week on football-soccer-Brasil etc.
Nem me lembro se em inglês ou português. Maybe algo linkado a FIFA. Anyway, que eu me lembre eram va'rios fatores, dois sendo, no inicio do se'culo os "senhores" se dirigiam aos "meninos" jogadores pelo nome pois não mereciam ser chamados de "Sr. Fulano". Depois quando os aristocratas começaram a jogar não queriam ser identificados, o jogo ainda era de gente reles, e por isso usavam apelidos ou nomes nunca Sr. Da Silva, quantidade mais identificavel e perigosa. Outros fatores havia ainda. Anyway...

charlesaperrone em junho 7, 2006 9:13 PM


#33

Anyway, talvez estejamos no caminho. Creio que a sem-cerimônia com que são tratadas as pessoas de menor cultura no Brasil seja a chave.

Milton Ribeiro em junho 7, 2006 9:24 PM


#34

Eu acho que a Cynthia matou a charada! E a complementada do Charles Perrone acabou de explicar.

Não há pergunta que a gente não consiga responder colocando-a neste blog, não é mesmo? Obrigado, obrigado, vocês são os melhores leitores do mundo. E pensar que eu nem ia colocar esse post no ar hoje! Vou ligar pro cara da Slate :-)

Eduardo, incrível isso que você diz! Eu parei de acompanhar a NBA há um tempo, e não sabia disso! Fantástico, é mesmo um caso do "jeitinho" brasileiro entortando as regras!

É isso né, Lu; não é estranho para nós vermos o Lula tratado como Mr. da Silva? É como se fosse outra pessoa!

Abraços,

Idelber em junho 7, 2006 10:54 PM


#35

Idelber.

Amanhã terei um dia terrível. Mas escrevi um paqueno post sobre Duas Vezes Junho que devo copiar para teu cá amanhã, na forma de comentário. Já o publiquei com a data de 8 de junho. Se puder, venho aqui ler o que teus fantásticos (mesmo!) leitores estão escrevendo e, talvez, dar uns pitacos.

Agora vou dormir porque minha quinta-feira começará às 6h.

Abraço.

Milton Ribeiro em junho 7, 2006 11:04 PM


#36

Perfeito, Milton, combinado :-)

Adorei o post, já comentei lá. Abraços,

Idelber em junho 7, 2006 11:25 PM


#37

Essa é boa!!!! E essa aula de poesia mexicana? Isso muito me interessou!!!! Faça um post para gente, o que acha? Eu adoraria ;0)

Beijos,

MM

Mônica Montone em junho 8, 2006 4:00 AM


#38

Salvo engano, Gilberto Freyre trata no "Casa Grande & Senzala" do constume de falar por diminutivos no Brasil.

Enio em junho 8, 2006 1:16 PM


#39

Bom, como sempre eu tou chegando atrasado na discussão. e, como sempre também, os comentários desse blog estão interessantíssimos!
eu lembro de uma vez ter visto uma daqueles programas-aula da TV Cultura, e lá estava o Wisnik tratando desse assunto. ele dizia: na Argentina, há Maradona, Di Stéfano; na Itália, Zoff e Baresi; mas aqui, no Brasil, nós já tivemos Dadá, Dedé, Didi, Dodô e Dudu! :-)
mas eu venho percebendo dois fenômenos interessantes nos últimos anos, q parecem flexionar essas regras. o primeiro já foi notado por alguém aqui: Portugal e Espanha vêm, cada vez mais, adotando apelidos para seus jogadores tb. sei lá pq!
e, por outro lado, aqui no Brasil tb vêm aparecendo mais e mais jogadores q são chamados por nome e sobrenome, e nem todos são zagueiros. lembro alguns, de cabeça: Gilberto Silva, Ricardo Oliveira, Rogério Ceni, Rubens Júnior, Marcelo Mattos, Paulo Baier, Leonardo Silva, etc.
não a menor idéia do pq, é só uma constatação.

abs,

dra em junho 8, 2006 1:56 PM


#40

O Lula ser chamado de Mr. já é estranhíssimo, quanto mais de Mr. Silva, eheheheh!

Locão em junho 8, 2006 4:21 PM


#41

Fiquei imaginando agora uma seleção brasileira pelo sobrenome. Acho que ia ser mais ou menos assim:
goleiro: Silva
Zaga: Souza, Silva, Silva, Rodrigues
Meio: Sousa, Rodrigues, Alves, Alves
Ataque: Silva, Silva.

Ia dar merda, imagine! Ao menos confundia os adversários: "Marca o Silva, porra!", e o zagueiro: "Quem???"

Luis Tavares em junho 8, 2006 4:51 PM


#42

Idelber,

Tenho uma teoria um pouco simplista mas se for ver é bem verdade... Usamos muitos apelidos e prenomes aqui porque imagina a quantidade de Silvas, Santos, Souzas e por aí vai, que teríamos nos clubes se usássemos os apelidos, é pra diferenciar melhor mesmo...
Abs

Thiago em junho 9, 2006 6:02 PM


#43

The legendary Pele almost managed it at the 1970 World Cup in Mexico, his audacious blast from 60 yards for Brazil against Czechoslovakia missing Victor's left-hand post by about a foot.

Qualfoi o GOL mais longo na histo'ria da Copa?
dos times brasilicos? quem se lembra de Josimar contra NZelanda em 82? quantos metros (iardas?)

charles324 em junho 10, 2006 2:40 PM


#44

Proponho que os leitores do Biscoito façam a seleção dos apelidos mais engraçados....o que acha Idelber?...

AlyssonHell em junho 11, 2006 10:40 PM