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Um blog sobre política, literatura, música e futebol basquetebol. Na rede desde outubro de 2004.



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segunda-feira, 03 de julho 2006

Sobre cair de pé e cair de quatro

Eu sou torcedor do Clube Atlético Mineiro. De derrotas eu entendo. Não que nos faltem vitórias: elas são numerosas e algumas foram heróicas, conquistadas sobre adversários superiores. Mas o Galo é marcado, sim, por derrotas famosas, algumas trágicas pelo cruel papel do acaso, outras revoltantes pela participação da arbitragem. Mas os atleticanos nos orgulhamos de torcer para um time que jamais caiu de quatro, jamais perdeu sem honrar a camisa. O Galo jamais perdeu como o Brasil em 1974 ou em 1998 (com Zagallo) ou, especialmente, como o patético Brasil de 2006 (de Parreira). gol-frança3.jpg

O preâmbulo é para dizer que eu não sinto nenhuma necessidade de tripudiar sobre uma Seleção Brasileira pelo simples fato de ela haver perdido. Não o fiz em 1982 ou 1986, quando já era fanático por futebol: aquelas seleções não me roubaram o direito de me sentir triste pela derrota de meu time.

Também não quero fazer um post com tom de eu não disse?, porque não há nenhum mérito em ter dito o que estava óbvio para qualquer um que acompanha futebol de perto.

Mas não há como não fazer um balanço do fim melancólico, da derrota estrepitosa, da mui reveladora e emblemática humilhação final sofrida pela concepção de futebol imposta por Zagallo e Parreira à Seleção nas últimas 3 décadas e meia, concepção só interrompida durante dois intervalos em que Telê dirigiu o escrete nos anos 1980.

Em primeiro lugar, Parreira é um pretenso cientista, um tecnocrata do esporte que fala sempre em nome de uma suposta “eficácia”. É desportista, mas fala com o tom professoral do “mestre” que ainda não aprendeu a lição número um que sabe qualquer professor: a de que o conhecimento é um processo e que ninguém detém a verdade absoluta e final. Parreira se dirige a seus compatriotas com o tom de quem explica o óbvio a um bando de retardados mentais: é um caipira que repete manuais, copia o pior do futebol italiano, gagueja em inglês e pensa que é alemão: “Futebol bonito não ganha jogo”, “quem quiser espetáculo que vá ao circo”, “em Copa dar show é ganhar”, entre outros insultos à nossa inteligência. Há ironia mais deliciosa do que o fato de que sua seleção jogou feio e perdeu para um time que, além de vencer, jogou bonito?

Quando gente como Tostão, Soninha, Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho (e muitos outros que entendem mais de futebol que eu) cobravam, nas primeiras partidas, que o time brasileiro jogasse bem, Parreira respondia com seu bordão de que “jogo bonito não ganha Copa”, como se alguém estivesse pedindo shows de passes de calcanhar, lençóis e bicicletas. Mas quem acompanha futebol sabe que quando Parreira e Zagallo destilam seu ódio contra o “futebol bonito”, na verdade o termo é um código para atacarem Telê Santana, para expressarem seu infinito rancor e inveja de Telê – porque Telê perdeu duas Copas e é amado e reverenciado. E eles ganharam uma Copa cada um e não são amados por ninguém.

Eles puderam, durante 12 anos, enfiar suas platitudes nossa goela abaixo porque ganharam a Copa de 1994 – e aí passaram a falar em nome da “eficiência”. Naquela Copa medíocre, bem inferior a esta, Parreira montou, sim, um time capaz de se defender, enervar o adversário, segurar a bola e contar com o lampejo de gênio definidor de Romário, a quem, diga-se de passagem, Parreira só aceitou convocar no último jogo das eliminatórias, quando o Brasil corria o risco de passar o vexame histórico de não se classificar.

E o que mais esse homem ganhou na vida, meu Deus do céu, que lhe dê direito de falar com tanta empáfia em nome da “eficiência”, pontificar com a certeza de quem sabe a verdade última sobre o futebol? O Campeonato da Série C com o Fluminense? Uma Copa do Brasil com o Corinthians recebido armadinho das mãos de Osvaldo de Oliveira? A classificação para a Copa do Mundo com a Arábia Saudita, jogando contra o Cazaquistão? E mais o quê, em quase quarenta anos de carreira como técnico? Que grande eficiência é essa?

Da mesma forma como não sabe ganhar – quando ganha comporta-se com prepotência e soberba – Parreira não sabe perder. Suas declarações das últimas 24 horas são indignas de um técnico da Seleção. É uma mistura de meias-verdades, transferências de responsabilidade, desculpas esfarrapadas, falsos silogismos, non sequiturs e tudo quanto é truque retórico para fugir do encontro com as lições que ele deveria ter a mínima honestidade de enfrentar. Senão vejamos:

1. Parreira diz que não se arrepende de nada do que fez. Caramba, mas ele mudou o time para o jogo decisivo e escalou a formação que quase todos queriam, com mais um meio-campista (Juninho) no lugar de um centroavante (Adriano; deixemos de lado o fato de que uma parte significativa queria a saída de Ronaldo)! Ora, ou ele tem que se arrepender de ter feito essa mudança ou ele tem que se arrepender de não tê-la feito antes, quando todos já a pediam. Ou ele acha que um grupo de 11 jogadores que jamais jogaram ou treinaram juntos renderiam o suficiente contra as melhores seleções da Copa? E o sujeito tem a parcimônia de se defender com o argumento de que “todos aprovaram as mudanças que eu fiz na equipe”! Ele passa meses escalando um time que quase ninguém aprova, aí na véspera do primeiro jogo de verdade da Copa ele escala, sem jamais ter treinado, a formação pedida pela maioria. Perde e se defende com o argumento de que fez a mexida que todos pediam! Eu quero crer que jamais justificaria um erro ante meus alunos com um argumento esfarrapado desses. Assumiria o erro.


2. Parreira diz que “sabia que a França jogaria desta forma, defendendo-se com nove atrás”. Será que ele viu outro jogo? No jogo que eu vi a França atacou com nove jogadores. Ele diz também que “sabia que eles iriam explorar as jogadas de velocidade para o Henry e as bolas paradas com o Zidane”, mas mesmo sabendo disso, ele escala uma equipe onde um dos seus zagueiros, grotescamente, na posição em que Napoleão perdeu a guerra, se dedica a arrumar a meia enquanto Zidane cobra uma falta para o Henry que esse zagueiro teria que estar marcando? Vejam bem, a França mereceu marcar muitos mais. De forma nenhuma sugiro que aquele lance foi uma fatalidade, ou que é tão importante assim. Eles teriam ganhado de qualquer forma. Eu só pergunto: é ou não é emblemático do time de Parreira que o mais arrogante, o mais mascarado, o mais pretensioso dos jogadores tenha sido imortalizado nesta posição?
napoleão-2.jpgRoberto Carlos perde a majestade que nunca teve.

3. Parreira diz que “tivemos que recuperar alguns jogadores que chegaram de uma temporada européia muito desgastante. Além disso, fizemos um único amistoso oficial antes do Mundial”. Ora, se os jogadores brasileiros vinham de “desgastante” temporada européia, onde jogam os atletas franceses, italianos, alemães, portugueses? Na liga de Botsuana? E de quem é a responsabilidade se nenhum amistoso real foi marcado na fase de preparação da Copa? De quem é a responsabilidade se nem mesmo treinos em campo inteiro o time brasileiro fez? Como ter a cara-de-pau de dizer que “não se arrepende de nada”?


4. A uma observação feita por milhares no Brasil inteiro e registrada aqui neste blog nos dez primeiros minutos do jogo contra a Croácia – a de que Ronaldo não tinha a menor condição de jogar a Copa – Parreira respondeu, depois da vitória ilusória sobre o Japão, com um vai tomar no cu dirigido aos críticos, como se dois gols sobre o Japão provassem algo; depois da derrota para a França, ele veio com o “argumento” de que “Ronaldo foi o nosso jogador mais incisivo, com três chutes a gol”. Tanta discrepância com a realidade não pode ser fruto de cegueira; é má fé mesmo. No jogo que eu vi, Ronaldo tropeçava na própria banha, caía sozinho pedindo falta, levava lençóis de Zidane e coroava a “atuação” com um dos momentos mais grotescos da Copa: uma “cortada” de vôlei na bola depois de uma cobrança de falta francesa, seguida de reclamação com a arbitragem pela marcação do toque, como se existisse no futebol alguma regra que autorizasse o toque de mão para se proteger de boladas na bochecha. Desculpem-me, há algumas coisas no esporte que são incontornáveis: se você tem 1,65m você não joga basquete na NBA, se você tem 95 kgs dificilmente estará em condições de jogar futebol no nível exigido por uma Copa do Mundo.

5. Sim, os jogadores, exceção talvez feita a Dida, Juan e Lúcio, todos têm culpa também. Mas o time foi um reflexo fiel do seu comandante: cheio de vaidade, incapaz de reconhecer o erro, desdenhoso com o adversário, preocupado em quebrar recordes pessoais. Ao longo de 360 minutos de futebol o Brasil tentou entregar bolas para que um atleta obeso e quase imóvel pudesse quebrar o recorde de gols em Copas; programou-se para que um outro pudesse quebrar o recorde de participações em Copas; no fim de um jogo, um atleta nega a outro o passe para um gol feito, porque havia prometido homenagem ao filho; numa quarta-de-final de Copa, um jogador ostensivamente grita com o outro sai fora para não deixá-lo bater uma falta. Nunca houve tanto divórcio entre as simbólicas e estatísticas realizações individuais e a (inexistente) realização coletiva.

6. Por último, a forma como se perdeu foi vexaminosa. Lembra-se da eliminação da Argentina? Você iria ao aeroporto vaiar compatriotas seus que fossem eliminados daquela forma? Eu consideraria a possibilidade de ir lá recebê-los e aplaudi-los. Lutaram 120 minutos contra um adversário gigante, empataram um jogo que era uma vitória quase certa porque o técnico cometeu um erro tático, caíram no último pênalti. Choraram sem esconder o rosto, como homens (não aquele choro meio adolescente, envergonhado, de Beckham, que pode ter se machucado feio mesmo, não sei). Tá certo, armaram lá seu empurra-empurra quando o alemão provocou. Mas saíram de cabeça erguida. O apito final de Brasil x França foi humilhante. Nos jogadores brasileiros, nem raiva nem lágrimas: posturas blasê que ocupavam o lugar da vergonha ou, por outro lado, Robinho e Cicinho sorrindo e pulando para abraçar o pescoço de Zizou, o mestre, parabenizando-o como o faríamos eu, você ou qualquer outra testemunha do jogo.

Zidane transformou os jogadores brasileiros em espectadores de sua arte, em plena quarta-de-final de Copa do Mundo. Não foi justiça poética divina, ver os craques da seleção “eficaz”, “competitiva”, “de resultados” de Parreira não só eliminados pela epítome do futebol-arte, mas reduzidos a render-lhe reverentes homenagens ao final, mais visíveis ali que qualquer decepção pela derrota?

Que da vergonha desse primeiro de julho fique pelo menos esse bonito legado.

Pense nisso, Parreira.

***********

* Todas as citações não acompanhadas de link são tiradas do diário Lance, edição de 02 de julho de 2006.

* Fotos: a primeira, de Ana Maria Gonçalves, do filme do Le Monde. A segunda, roubada de Milton Ribeiro.

************

PS aos memoriosos futebolísticos do blog. Há alguns anos, Parreira e Felipão se enfrentaram numa partida em que a equipe de Felipão venceu por 4 x 2, de virada, estilo feliponesco. Foi um resumo antecipado da Copa de 2006. Quem se lembra desse jogo?

PS a todo mundo. Replico aqui a pergunta que fez o cumpadi Inagaki no Pensar Enlouquece: quem você gostaria de ver como técnico da Seleção, entre os possíveis, os prováveis e os impossíveis?

****************
Atualização às 17:30: Já são 36 comentários e ninguém adivinhou qual foi o 4 x 2 que Felipão enfiou no Parreira? Vocês querem fazer este blog passar vergonha?



  Escrito por Idelber às 01:33 | link para este post | Comentários (56)


Comentários

#1

Idelber, a sua pergunta final eu respondi no Ina: Guus Hiddink ou Frank Rijkaard. Podia ateh pensar no Zico, mas tenho medo de sua influencia meio \"zagalliana\".

Vc escreveu nesse post tudo q deveria ser dito. Excelente. Soh falta enviar a CBF, ao Ricardo Teixeira e aqueles q decidem de maneira irracional, arrogante e ilogica os rumos da selecao. Sinto-me aliviada ao ler suas palavras.

Lucia Malla em julho 3, 2006 5:34 AM


#2

Obrigado, Lu, e a parte em que eu menciono a falta de treinamento foi diretamente inspirada no que você vem notando há tempos.

Sobre a enquete: eu gosto mais de Hiddink que de qualquer dos brasileiros possíveis.

Os impossíveis: Tostão e Felipão (porque não aceitariam) e Osvaldo de Oliveira (porque a CBF jamais o convidaria).

Beijos, Lu :-)

Idelber em julho 3, 2006 5:40 AM


#3

O defunto ainda nem esfriou e já estão procurando outro marido para a viuva :-))
Estou surpreso em ver brasileiros pedindo um técnico estrangeiro quando várias seleções da Copa tinham técnicos brasileiros. Tudo bem que as perspectivas não são animadoras (ouvi falar em Luxemburgo com Parreira ficando lugar do Gágallo) mas decretar a incompetencia doméstica para treinar a seleção do ainda maior campeão em Copas me dá arrepios na espinha.

Fábio S. em julho 3, 2006 9:20 AM


#4

Bah, cair de quatro é fogo.

Derrota merecida e o téncico dos sonhos é o Felipão, sempre ele.

Bender em julho 3, 2006 9:52 AM


#5

Frank Rijkaard foi uma excelente sugestão! Agora, ouvi mesmo a história do Parreira ser "coordenador técnico"... Só podem estar brincando com a nossa cara, pior que isso só o Lula reeleito.Ops... :-(

Donizetti em julho 3, 2006 10:02 AM


#6

Caro Idelber, amigos

Creio que o ser humano sempre pode melhorar, mas o Parreira parece que quer voltar a práticas antigas.

O Parreira protagonizou uma 'operação abafa' em plena COPA-1990. Naquele ano Parreira dirigia a fraquíssima seleção dos Emirados Arabes, país que também não tinha nenhum compromisso com o futebol. Mas Parreira topou a missão e levou esta seleção a uma campanha que os dirigentes árabes consideraram abaixo da (própria) média.

Enquanto nas manchetes falava-se que Parreira tinha cumprido a sua missão na (1a fase) da Copa de modo insuficiente para a federação dos EAs (e teria sido demitido ainda em campo, no terceiro jogo), nos bastidores Parreira conseguia voz na mídia brazuca para manter o seu nome com prestígio (mais ou menos o que o Cafú está tentando agora).

O Neo-liberalismo no futebol ainda não tinha sido implantado na mídia esportiva brasileira(com esta profusão de estatísitcas), mas Parreira já estava interessado em 'arrumar seus próprios números'.

Para aqueles que se interessam por estatísitcas frias no futebol, o GloboEsporte apurou que apenas após a vitória contra o Japão é que Parreira como Treinador em Copas do Mundo, passou a ter mais vitórias do que derrotas. [No entanto ele foi o vencedor da Copa de 94]
Dando seguimento a apuração do GloboEsporte, Parreira dirigiu equipes em 20 jogos de Copa com 9 vitórias, 3 empates e 8 derrotas.

No meu entender o pior de tudo são estas suas mais recentes 'preleções'. Vocês repararam que o Parreira está com um vocabulário meio mórbido:
1) escolheu a música 'Epitáfio';
2) disse que a 'hora é ... de enterrar o defunto com dignidade'! ! !

Paulo em julho 3, 2006 10:05 AM


#7

Técnico dos sonhos: no momento Felipão.

Idelber vc falou bem: o duro não é cair mas cair de quatro.

Sábado à noite no orkut uma amiga lançou um tópico comentando que nunca viu tanta gente mudar de foto tão rápido como no sábado. Todo mundo, eu inclusive, tirando o auriverde dos avatares. Resposta da maioria: se tivesse perdido depois de jogar com garra, com vontade de vencer, lutando até o último minuto, tudo bem. Agora perder sem jogar, sem lutar, entregando o jogo de bandeja pro adversário, é vergonhoso. Tirei as bandeiras do meu avatar sim. Voltei a usar o avatar da Mônica, do Maurício de Souza.

E passei a torcer pra Portugal. E se for disputar o terceiro lugar, espero que a Itália esteja disputando o primeiro. Pelo menos torceirei pela pátria de algum dos meus ancestrais.

Valéria em julho 3, 2006 10:42 AM


#8

Pra quem quiser aprender com Parreira como se formam equipes vencedoras (sic) sugiro o livro:
www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=207376&ID=8F6BE24C7D607030939261098
Formando equipes vencedoras

Parece brincadeira mas não é.

Valéria em julho 3, 2006 10:59 AM


#9

Idelber,

Falou tudo! Pior que perder é perder daquela forma. Numa pelada de campinho tem mais garra que na nossa seleção.

Agora, desculpa, sei que vc é fã da Argentina e eles podem ter lutado bravamente, mas passar o jogo brigando, xingando, chutando, empurrando (aliás, como sempre fazem) é motivo suficiente para não serem aplaudidos. E acho que o fato de terem chorado sem esconder o rosto, ao contrário do choro envergonhado do Beckham tem mais a ver com uma questão cultural que com o fato dos argentinos serem mais homens que os ingleses. De qualquer maneira, em matéria de reação à derrota nada surpreende mais que a quase total ausência de choro da nossa seleção.

Em resposta a sua pergunta, gostaria de ver o Felipão como técnico de novo. Alguém falou do Zico, mas não acho um bom nome (apesar de grande jogador) porque, além da sua lendária falta de sorte, ele não tem experiência como técnico de um time importante, tem? (Japão não conta, né?)

Krys em julho 3, 2006 11:24 AM


#10

Já vi os argentinos promoverem rebuliços bem maiores, e com muito menos razão. O fato é que o Pekerman foi medroso e os (bons jogadores) Ayala e Cambiasso praticamente 'atrasaram' a bola para o goleiro.

A insistência da TV em captar a imagem de Beckham no banco só pode se originar em razões comerciais. O Beckham em termos de futebol (mas não em termos comerciais) é um jogador fraco até mesmo neste time da Inglaterra!

Paulo em julho 3, 2006 11:56 AM


#11

O Brasil inteiro esperava um repeteco de 1970.
Mas infelizmente, tivemos um repeteco de 1966.

Ricardo Antunes da Costa em julho 3, 2006 12:18 PM


#12

O pior jogo do Brasil desde a final de 1998... Mas teve dois únicos pontos positivos: Galvão Bueno, o Chato, falou "fantástico" para os passes de Zidane e não ficou ovacionando Ronaldo...

E ainda fez piadinha antes da transmissão: "A melhor partida da Copa foi a da Argentina... pra casa". Hahahaha, desde sábado essa é a SEGUNDA melhor partida da Copa :)

E para quem estava reclamando que não estava vendo o futebol arte nos jogos do Brasil, teve chance de ver dessa fez, pena que conduzido pelos franceses.

Henrique Cintra em julho 3, 2006 12:34 PM


#13

Hiddink, Felipão, La Volpe (é assim que se escreve?)...

Franque em julho 3, 2006 12:41 PM


#14

Carlos Bianchi!!!!!!!!!

Ricardo Antunes da Costa em julho 3, 2006 12:49 PM


#15

Certo, certo, Krys, mas eu não disse que os argentinos são mais homens que os ingleses. Escolhi as palavras cuidadosamente ali. Quanto ao jogo, não acho que 32 faltas numa partida contra a Alemanha seja tanto assim.

Boa lembrança, a do Bianchi. Se fosse possível seria fantástico.

Mais Argentina:

Seleção é aplaudida em Buenos Aires.

77% querem que Pekerman continue
. E ele quer sair. Que contraste com Parreira, hein?

Idelber em julho 3, 2006 12:59 PM


#16

Idelber,
Seu post está impecável! Dispensa comentários.

Quanto aos técnicos:
Improváveis: Tostão, Falcão (seria uma boa)
Provável: Luxemburgo (O melhor técnico brasileiro em atividade, o grande defeito dele é que ele gosta mesmo é de negociar jogadores, se der pra rolar um $$$ ele já tá convocando...)
Possíveis: Paulo Autuori, Zico e Luxemburgo.
Impossível: José Mourinho (Português, técnico do Chelsea da Inglaterra, meu favorito, disparado o melhor técnico do mundo!!!)

Thiago em julho 3, 2006 1:21 PM


#17

acho difícil q um técnico gringo conseguisse fazer um bom trabalho na seleção brasileira. Hiddink e Bianchi são grandes profissionais, mas não acho q eles seriam capazes de fazer esses jogadores atuarem com a garra e a vontade de vencer necessárias (pq talento todo mundo sabe q eles têm, o faltou foi entrega).
pra isso, o melhor nome é mesmo o de Scolari, mas não sei se ele aceita. Luxemburgo chega me dar arrepios só de pensar - ele é tão ou mais arrogante do q o Parreira. Zico tb não me inspira muita confiança.
tem se falado em Paulo Autuori. o q vcs acham dele?
e pq vc diz q Osvaldo de Oliveira não seria chamado pela CBF, Idelber?

dra em julho 3, 2006 1:22 PM


#18

dra, o Osvaldo de Oliveira - assim como o Sócrates e outras figuras associadas, de alguma maneira, ao legado de Telê - são odiados pela corja da CBF. Não fazem politicagem, não são amiguinhos de Galvão Bueno, não puxam saco de Ricardo Teixeira. Sem chance, a não ser que se fizesse uma revolução na CBF.

Idelber em julho 3, 2006 1:48 PM


#19

Te vejo um pouco exasperado mestre. Sugiro um bom Bordeaux, cigarros Gitanes, lendo "À la recherche du temps perdu".

Flavio Prada em julho 3, 2006 2:37 PM


#20

As olimpíadas já estão aí. A sorte é que o técnico da ginástica olímpica é russo e a CBF não pode fazer nada. Abç

gugala em julho 3, 2006 2:42 PM


#21

Que coincidência, Flavio, eu acabava de acender um Carlton, jogar fora a página de esportes do jornal e começar a leitura de "The Ghostly Rental", de Henry James. Não é tão relaxante como a Recherche, mas tem a vantagem de não ser francês :-)

Idelber em julho 3, 2006 2:56 PM


#22

foi muito bom o brasil perder a copa. já pensou se o brasil ganhasse?
o presidente lula ia ficar repetindo ad nauseum q o brasil foi campeão e não teria pruridos em afirmar q ele (lula) foi quem fez os gols...
- "nunca na historia deste país um presidente fez gol numa copa do mundo"....

adilson em julho 3, 2006 3:48 PM


#23

Excelente, interessante e muito reveladora a história que você conta sobre a Copa de 1990, Paulo.

Idelber em julho 3, 2006 3:53 PM


#24

Se quiseres roubar, passe a mão. Tenho imagens melhores em meu blog, aqui:

http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2006/07/com_a_meia_boni.html

Abraços.

Milton Ribeiro em julho 3, 2006 4:15 PM


#25

Eu quero treinar a seleção. Salário adequado, viagens e, pô, se é para fazer aqueles treinamentos, faço eu e ainda ganho um troco!

Milton Ribeiro em julho 3, 2006 4:21 PM


#26

Campanha do Parreira em Copas:

Em 1982, com o Kuwait, um empate e duas derrotas:
Tchecoslováquia 1 x 1 Kuwait
França 4 x 1 Kuwait
Inglaterra 1 x 0 Kuwait

Em 1990, com os Emirados Árabes Unidos, três derrotas :

Colombia 2 x 0 Emirados
Alemanha Ocidental 5 x 1 Emirados
Iugoslávia 4 x 1 Emirados

Em 1998, com a Arábia Saudita: um empate e duas derrotas:

Dinamarca 1 x 0 Arábia Saudita
França 4 x 0 Arábia Saudita
Africa do Sul 2 x 2 Arábia Saudita

Companha em Copas, com outras seleções, do profeta do "em Copa dar show é ganhar": zero vitórias, dois empates, sete derrotas; seis gols a favor e vinte e quatro gols contra.

Idelber em julho 3, 2006 4:27 PM


#27

Oh, sorry. Só agora vi que as fotos são da Ana e que deve ter dado o maior trabalho. Desculpe.

Milton Ribeiro em julho 3, 2006 4:31 PM


#28

O meu técnico dos sonhos é alguém que precise mais da seleção do que a seleção dele: Muricy, Abel, Paulo Autuori, Geninho, etc.

Meu time dos sonhos inclui jogadores novos que precisem mais da seleção do que a seleção deles, mesmo que depois da glória se tornem mercenários, quando então seriam substituídos por uma nova safra com outros jogadores precisando da vitrine da seleção.

Rogério em julho 3, 2006 4:57 PM


#29

Problema nenhum, Milton, obrigado pela oferta :-) Nós procuramos as imagens no Google, não achamos, aí a saída foi a Ana fazer essas fotos do filme. Abraços,

Idelber em julho 3, 2006 5:02 PM


#30

Idelber, quando do jogo Africa do Sul 2 x 2 Arábia Saudita em 1998, Parreira já não tinha sido demitido, em plena Copa, do cargo de técnico da Arábia Saudita?

Ricardo Antunes da Costa em julho 3, 2006 5:14 PM


#31

Boa lembrança, Ricardo. Estou tentando averiguar se a demissão foi antes ou depois daqule jogo. Se tiver sido antes, o currículo fica pior ainda, né?

Idelber em julho 3, 2006 5:16 PM


#32

É um prazer ser roubado por ti.

Abraço.

Milton Ribeiro em julho 3, 2006 5:34 PM


#33

Parece que o Roberto Carlos falou que essa ajeitada na meia era um código pra avisar aos seus compaheiros, que estavam de costas, que eles deviam fazer uma linha de impedimento.

Rodrigo em julho 3, 2006 5:52 PM


#34

Rogério, dos quatro que você citou: o Geninho tem qualidades, Muricy também. Abel é burro. Paulo Autuori é competente, tem caráter, mas falta-lhe instinto matador, vitorioso.

O problema do Geninho é que ele se dá melhor em equipes médias (Goiás, Atlético-PR). Nas equipes verdadeiramente grandes (Corinthians, Atlético-MG), ele não foi tão bem. Acho que ele seria um ótimo técnico para a Bélgica ou a Colômbia, não para a Seleção Brasileira.

Idelber em julho 3, 2006 6:11 PM


#35

hm, o Telê, lógico. eu tô numa onda ódio ao parreira.

Ângela em julho 3, 2006 6:12 PM


#36

hmmm, Ângela, o Telê seria um pouco difícil...

Idelber em julho 3, 2006 6:16 PM


#37

Não creio que teria mudado o resultado, mas certamente o Zidane não jogaria tudo que jogou se o EMERSON estivesse em campo preenchendo justamente o espaço que o craque deitou e rolou, e certamente teriamos PELO MENOS UM jogador jogando com vontade e não com cara de caganeira.
Robinho=MAIOR ENGANADOR DO FUTEBOL MUNDIAL
Gord=Gordo
Parreira=Segundo lugar, perde pro Robinho
No mais, as panelas existentes entre CBF, Globo, Galvão Bueno, Parreira, etc...tiram o tesão de torcer pela seleção.
Ps.Diz só qual time era treinado pelo Felipão no 4x2.

Roger em julho 3, 2006 7:12 PM


#38

Ah, não, Roger, se eu disser perde a graça :-)

Idelber em julho 3, 2006 7:15 PM


#39

Esqueci.
Idelber, desculpa, sinceramente gosto mto de vc, o blog é imperdivel, e eu não queria mesmo ser a pessoa a te contar isso mas...olha, nada de pessoal tá...Idelber, o Atlético não é um dos grandes, há séculos, não ganha nada desde o Paleolítico, é fim de varzea...
Desculpa.

Roger em julho 3, 2006 7:15 PM


#40

hehehe, eu sabia que eu ia ter que ouvir isso pelo uma vez nesse post :-)

Tá perdoado por me dar a notícia, Roger. Abraço,

Idelber em julho 3, 2006 7:20 PM


#41

Alberta Hunter para técnico da Seleção Brasileira!

(Pergunta ao Milton por quê. Ele sabe)

:-)

Nelson Moraes em julho 3, 2006 7:56 PM


#42

Milton! Tem enigma almirântico aqui para você resolver!

Idelber em julho 3, 2006 8:02 PM


#43

Caro Idelber

Aquele que se julga 'exxxperto', o nosso técnico Zagalo, dirigia o Brasil na disputa pelo terceiro lugar na COPA de 1974. Pressionado por todos os lados para colocar Ademir da Guia, aproveitou para lançar o meia palmeirense neste jogo (que em termos de futebol brasileiro não valia nada), depois de afastá-lo de treinos e jogos durante o período de preparação.

O jogo contra a Polônia corria disputado no primeiro tempo. Na volta para o segundo tempo Zagalo saca Ademir. O time desanda e a Polônia marca. Se não me engano Lato fez o gol.

O desfecho desta 'primeira operação abafa' de Zagalo foi o técnico descendo no Galeão sendo hostilizado pelos que se encontravam no aeroporto. Curioso é que apesar da ditadura e daqueles laços entre política & futebol (para apaziguar os ânimos) as imagens foram apresentadas no JN.

Desde essa época Zagalo tem horror da Holanda. Ficou então famosa a afirmação do mestra das Alagoas que os holandeses não faziam gols de fora da área!

Paulo em julho 3, 2006 9:15 PM


#44

Deus existe! RC pediu as contas da seleção!
Desde 98 sofro com esse fantoche. Errou estupidamente 3x contra a mesma França: duas em 98 e uma agora.
Tenho certeza que qdo terminou o primeiro tempo 0x0 (e o time não fazendo nada) Parreira já contava com os penaltis. Quando a França marcou aos 15 do 2T eu vi que a coisa tinha acabado ali, era torcer para não tomar novamente de 3.

Ouvir falar no nome do Luxemburgo para técnico de novo é apavorante. Alias ouvir da boca do Cafu e Ronaldo que querem continuar a jogar pela seleção mal tendo desembarcado depois de um vexame desses é a prova da pura filosofia cara-de-pau entranhada naquela instituição. Dignidade é palavra que não consta do dicionario daquele grupo.
O Pekerman que já pediu as contas mesmo tendo feito um bom trabalho está sendo demovido para repensar a decisão. Alias, diga-se de passagem, Argentina foi o melhor time dessa Copa. Perdeu por fatalidade e o azar de jogar uma final nas oitavas.

Fábio S. em julho 3, 2006 9:46 PM


#45

Muito bom o post. Eu vejo o Parreira e vejo um administrador de empresas, daqueles chatos, burrocratas e incompetentes.
Só discordo quanto ao Oswaldo de Oliveira. Acho ele ainda mais picareta que o Parreira. Foi embora daqui do SP e não deixou saudade.

Serbon em julho 3, 2006 11:05 PM


#46

Agora é que o livro-plágio do Parreira encalha mesmo...

Fefê em julho 3, 2006 11:47 PM


#47

Excelente post!! Você disse aquilo que eu pensava já há algum tempo!!
;)

pisconight em julho 4, 2006 6:14 AM


#48

Sobre a pergunta,vou arriscar: acho que tem a ver com a melancólica passagem do Parreira pelo Galo em 2000 (após ser vice em 99, a expectativa era ser campeão no ano seguinte, e a contratação do técnico seria o primeiro passo). Felipão dirigia o Cruzeiro à epoca. Tomamos um 4x2 pelo campeonato mineiro. Não tenho certeza, mas acho que é isso aí.

Helvecio em julho 4, 2006 10:20 AM


#49

Caro IDELBER,
Depois de tantos bons comentários, o que dizer? Só me resta agradecer ao autor e à ilustradora (ah, ao ilustrador, donde 'roubaste' a cena da "cinta-liga" ou seria da "meia-calça".
Sei lá, mas enfim,digo-vos: como gostaria de ir ao Rio (no lançamento de "Um Defeito de Cor"), conhecê-los pessoalmente e manifestar minha admiração pela Ana e pelo autor deste blog.
Uma notinha francófona:
"Tout est fragile en football.
"Si on perd l'humilité qui a fait notre force jusqu'à aujourd'hui, les choses deviendront très compliquées..." (L.Thuram, zagueiro da França)
Amitiés,
BetoQ.

Zadig em julho 4, 2006 12:41 PM


#50

Helvécio acertou! Depois eu dou a ficha técnica do jogo.

Querido Zadig, obrigado pela visita, Thuram é mesmo um gentleman, não é verdade.

Serbon, muito obrigado. Mas o Oswaldo deixou algumas saudades entre os corinthianos, ou não?

Pois é, Fefê, acho que a editora Record vai ter um ligeiro prejuízo...

Idelber em julho 4, 2006 2:10 PM


#51

plebiscito já para pena de morte de técnicos da seleção

gugala em julho 4, 2006 8:22 PM


#52

Que ótimo. Eu também torço pro Galo, realmente ninguém entende de "meu time perdeu mas eu o amo assim mesmo" mais do que a gente.

Inglaterra, Argentina *pfff* , Alemanha. Todos saíram com garra e devem ser aplaudidos. O Brasil.... só lamento.

Que venha 2010!!! (E boa sorte pro Galo!!!)

Julie em julho 5, 2006 6:20 PM


#53

E hoje tyemos um triste aniversário, 24 anos da tragédia do Sarriá... Talvez o jogo que mais tenha influenciado o futebol a virar este jogo que vimos nesta Copa :(

Humberto em julho 5, 2006 8:03 PM


#54

Julie, o Galo vai precisar de sorte mesmo, rs :-)

Humberto: disse tudo! se o Brasil ganha aquele jogo a história do futebol nas últimas duas décadas teria sido outra.

Idelber em julho 5, 2006 8:25 PM


#55

Ah, lembrei... e é de triste lembrnça pra mim

O meu Galo, comandado por Parreira, abriu 2x0 no rival e conseguiu tomar de 4x2...

Humberto em julho 6, 2006 3:07 PM


#56

adorei o site...

adsmetaserv em agosto 7, 2006 4:55 PM