Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Arnobio Rocha
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« A vitória do terrorismo, com a mãozinha de Bush :: Pag. Principal :: Extra! Reinaldo Azevedo descobre que o Brasil é na Islândia »

terça-feira, 12 de setembro 2006

Sobre a enquete para presidente

favela.jpg


Pois bem, nossa enquete. Depois de 107 comentários, eu havia contabilizado 88 votos e a coisa estava assim:

Lula: 50%
Cristovam Buarque: 23,2%
Nulo: 11,6%
Alckmin: 8,1%
Heloísa Helena: 6,9%
Partido Verde: 2,3%

Observações:

1. Não computei o meu voto, que é do sapo barbudo também.

2. Participaram mais ou menos 3.5% dos visitantes diários do blog, ou seja, o resultado nos diz algo sobre os comentaristas, não sobre os leitores do blog (ei, você aí que não comenta, ser misterioso!). Os outros leitores podem muito bem ser, todos eles, eleitores do Alckmin. Nunca se sabe.

3. A porcentagem de Lula aqui é mais ou menos a mesma que ele tem nas pesquisas nacionais. A partir daí muda tudo. Cristovam aqui tem mais ou menos a mesma colocação de Alckmin nas nacionais. Alckmin aqui tem mais ou menos o mesmo que Heloísa Helena no Ibope e no Datafolha. Heloísa Helena, aqui no blog, tem menos que nas pesquisas nacionais.

4. Como o Roberson observou, é notável a votação do Cristovam aqui no blog. Foi bacana: sempre respeitei o Cristovam, e acho lamentável a forma como ele foi despedido do governo. Seria interessante que ele tivesse uma boa votação, inclusive, sonhar não paga, credenciando-o para compor um futuro governo Lula. Sei que é difícil, mas coisas mais estranhas já aconteceram.

5. Não deixa de surpreender que Heloísa Helena aqui tenha menos votos que nas pesquisas nacionais. É curioso, considerando que em seus posts de política, este blog passou um ano e tanto criticando o governo Lula pela esquerda. A candidata que supostamente representaria a oposição de esquerda a Lula tem, aqui, porcentagem mais baixa de adeptos do que em outras comarcas. O blog está à esquerda da média de seus comentaristas ou sou eu que estou certo ao insistir que a candidatura de HH não é realmente de esquerda? Adoraria ouvir teorias sobre por que, no blog que fez posts como esse, esse e aquele, a votação de Heloísa é tão fraca.

5. O voto nulo. Ah, o voto nulo. Os melhores argumentos sobre o nulo estão no blog da mary w. É uma seqüência de posts que vale a pena acompanhar. A declaração mais poética sobre o nulo aqui no blog foi do Rica P, do blog Caravana: depois de breve período de crença, volto ao nulo. Adorei. O que eu esqueci de contar a vocês foi que recebi, outro dia, um telefonema de uma repórter da Agência Reuters, para falar de voto nulo. Ana pilotava o carro na Fernão Dias, voltando de Sampa a BH, e eu dissertava sobre o voto nulo no telefone com a moça da Reuters. Uma graça. Parece que estão bem colocados, no Google, os posts que fiz sobre o assunto há uns tempos, ainda na época de UOL. A conversa foi uma baita decepção para a repórter, porque ela queria um discurso a favor do voto nulo, e eu insistia em analisar o porquê da colocação do assunto no contexto de hoje. Acho que nada do que eu disse lhe foi muito útil, porque tudo era matizado demais. No final, sugeri que ela procurasse o Pedro Dória e o Marcelo Träsel, que já escreveram sobre o tema manifestando simpatia pela opção do nulo. Parece que a moça queria saber onde estava "o movimento de blogueiros" em favor do voto nulo. Acho que ela se decepcionou um pouco com a notícia de que, er, não existe exatamente um "movimento blogueiro em favor do voto nulo". Pelo menos não que eu saiba.

6. Para quem insiste em absolutamente não "entender" como a população brasileira, assim como a maioria dos comentaristas deste blog, optará por reeleger Lula, eu recomendo o estudo desses números e a reflexão sobre notícias como a de que os 20% mais pobres do Brasil, sob Lula, cresceram mais que 90% dos países do mundo (o segundo link vem via Hermenauta).

Digam lá o que acharam.

PS: A entrevista do Pedro Alexandre Sanches com Ferréz está im-per-dí-vel. Como eu gosto do blog do Pedro. Vão lá conferir.



  Escrito por Idelber às 01:07 | link para este post | Comentários (38)


Comentários

#1

Caro Idelber

O presidente Lula é CARISMÁTICO e já ganhou a ELEIÇÃO. Preenche todas as nossas necessidades do SEBASTIANISMO atávico.

Ser carismático é a melhor explicação para que Lula vença a eleição entre algumas parcelas da população, mesmo depois de termos a comprovação que ele NÃO sabe montar uma equipe de trabalho. E não estou falando do caso do Palocci, que foi um bom, mas atrapalhado, auxiliar.

Os textos que você chama, e o seu próprio mostram como o NEO-LIBERALISMO assim como o sanduíche 'BigMAC' estão incutidos em todos nós, brasileiros. É hoje o NEO-LIBERALISMO o pensamento predominante do brasileiro de A a Z.

Os formuladores da campanha de reeleição do presidente Lula quase certamente fizeram pesquisas, e descobriram o forte APELO POPULAR da tal “tecla única” do candidato CRISTOVAM: a Educação. Incorporaram este tema ‘RAPIDINHO’ na campanha.

Assim como você, Idelber, que não gosta da H.Helena, o nosso presidente Lula não parece gostar (e não é de hoje) do Cristovam. Vejo tendência a zero para qualquer possível aproveitamento futuro do senador. O presidente Lula pegou a isca do NEO-LIBERALISMO e se pudesse instituiria o ‘Ministério da Capacitação’ no lugar da Educação.

De todas as alianças que o presidente Lula fez, a que mais lamento é a realizada com o partido religioso (*). O Vladimir Palmeira vem mostrando em sua campanha como é danosa essa aproximação com os fundamentalistas. O estado do Rio sofre muito com essa opção do presidente (E Salvador, onde está instalada uma guerra religiosa, também.)(*) A aproximação com o Quércia é a mais incrível das alianças. O presidente Lula (quando sindicalista) usou quase todas as qualificações negativas para se referir a ele.

É sintomático que você não tenha falado uma única vez no PT! Entramos na era do LULISMO, seja lá o que for isso.

Paulo em setembro 12, 2006 7:41 AM


#2

Acho que as pessoas estão votando com um olho nas pesquisas (eu estou) e a provável vitória do Lula no 1º turno, dá mais liberdade à esquerda para que não se faça voto útil contra o Alckmin. Daí o alto percentual do Cristovam. Falta uma explicação para o baixo percentual da Heloísa, mas, quem se importa, ela merece.

Que a população vá votar no Lula não me espanta. Mas no universo dos comentaristas do blog eu esperava um percentual mais baixo.

andre lopes em setembro 12, 2006 8:21 AM


#3

Completando: a votação da população do Lula não me espanta, não pelos méritos do Governo (na minha opinião são poucos), mas pq o continuísmo é o traço geral destas eleições e da política brasileira.

andre lopes em setembro 12, 2006 8:27 AM


#4

Sobre Heloisa Helena, não votaria nela de maneira alguma, mas me surprendeu ela dizer, na entrevista do JN, que programa do Partido é uma coisa e Programa de Governo é outra. Sendo que ela sempre acusou o Governo Lula de fugir do programa do PT.

Clovis Marchesin em setembro 12, 2006 8:44 AM


#5

como seria interessante uma CONJUNÇÃO christóvam + heloísa, vai dizer?
eu gosto dela.
eu gosto dos dois.
meu voto no lula é meio VOTO ÚTIL.
é triste dizer isso, eu sei.
:>/

Biajoni em setembro 12, 2006 10:02 AM


#6

pois é Idelber...
muita gente gosta de reclamar do "crescimento pífio" ou do "vôo de galinha" do PIB brasileiro.
mas quase ninguém presta atenção ao fato de q um índice como o IDH, calculado pela ONU, só tem melhorado nos últimos tempos...
é a velha cegueira mal-intencionada. esse pessoal agora fica apaixonado pela China e pela Índia, como se o Brasil tivesse alguma coisa a aprender com esses países. e se esquecem q o primeiro é uma ditadura e o segundo é tradicionalmente dividido em castas sociais (mas, talvez, nenhuma dessas duas características pareça ruim aos olhos desses ditos "analistas").

um abraço,

Anonymous em setembro 12, 2006 11:28 AM


#7

ops, esse anônimo aí sou eu!

dra em setembro 12, 2006 11:29 AM


#8

Eu acho que, sim, vc matou a pau: o voto em HH não é um voto à esquerda de Lula.
Bjs

Monix em setembro 12, 2006 11:43 AM


#9

Idelber, você levantou uma questão muito interessante ao questionar o porcentual de votos em Heloísa Helena. Então vamos à questão: HH faria um governo de esquerda?
Tendo feito ciências sociais, eu recebo em listas de discussão argumentos dizendo que “vamos votar em Heloísa Helena porque o Lula traiu nossos ideais de esquerda”. Ora, ora. Em primeiro lugar: podemos (e devemos) questionar a orientação dada à política econômica, podemos manifestar descontentamento com os meandros da política brasileira, os conchavos e tudo aquilo que conhecemos há tempos. Agora, quem me disser que elegeu Lula acreditando que ali estava o germe da revolução socialista... Francamente, sofria de uma falta de percepção sem tamanho.
Pergunto também qual é a verdadeira margem de manobra frente à todos os constrangimentos que o pais veio sendo subsentido nos anos de FHC. Como assim, o presidente é eleito e tudo é resolvido por decreto? Críticas e críticas ao FHC, quando Lula toma posse, há que se fazer milagre. Essa é uma postura séria?
Pergunto como HH acabará com a bandalheira. Com a vassoura? Ou fechando o Congresso?
No mais, e agora podem me chamar de “utópica”, para mim revolução nesse país só se faz olhando para a massa de pobres e miseráveis, e isso o governo Lula faz. Eu não acredito na revolução que prega o que é bom para a “classe operária” (e cadê a classe operária? o capitalismo desmonta tudo, a “esquerda” continua pensando com as mesmas categorias – dá nisso que vemos pelo mundo afora) sem nem ao menos conhecer essa classe operária. Como cantou Tom Zé, “não há nenhum operário no palco, talvez nem mesmo na platéia, mas Tom Zé sabe o que é bom para os operários”.
Então, não sei se HH não é opção de esquerda, já que a esquerda vai se dividindo em tantas “opções” e concepções, mas talvez as pessoas percebam que no discurso dela encontramos muito mais populismo e messianismo do que os “intelectuais da esquerda” enxergam em Lula.
Revolução para mim é luz para quem não tem, é comida no prato, é bolsa para pobre chegar a universidade. Como neta de retirantes nordestinos, voto em Lula porque esse é sim, apesar dos percalços, o meu governo.

Kellen em setembro 12, 2006 1:05 PM


#10

Uau, que excelentes comentários hoje. Bom dia pra todo mundo!

Em algum momento temos que fazer uma antologia das pérolas do Paulo aqui no blog: Sebastianismo atávico foi ótimo!

Belo, belo comentário Kellen: está melhor que o post!

Aliás os comentários todos estão muito instrutivos. Gostei também da oposição lembrada pelo dra, de crescimento do PIB x índice IDH. Com certeza, eu também prefiro que cresça mais o segundo.

Abraços da (ainda) quente New Orleans,

Idelber em setembro 12, 2006 1:51 PM


#11

Idelber,
Apesar de não ter votado no blog e geralmente estar como observadora(por pura falta de tempo, que pena!), juro a você que não sou eleitora do picolé de chuchu. Nem mesmo de HH, a supermulhermaravilhacandidataaoposiçãoeterna. Também não acho que ela seja de esquerda. Aliás, dificílimo hoje encontrar alguém notadamente de esquerda ou direita no Brasil.
Quanto ao voto nulo, claro que é uma tentação! Mas também uma inutilidade... Na verdade, tenho uma inveja danada dos argentinos, que quando viram a situação política/econômica num beco sem saída, apelaram para o panelaço nas ruas e mostraram que ainda tinham direito de escolha.

Joelma em setembro 12, 2006 2:18 PM


#12

É claro que o Lula venceu. Você já baniu dos comentários todas as pessoas que votam Alckmin.

Com censura tudo fica mais fácil. Olha só o Sarney.

Alexandre em setembro 12, 2006 2:20 PM


#13

hohoho, caro sr. Alexandre, o sr. foi daqui banido por breves 48 horas, antes da enquete, por desrespeitar as amigas tematizadas num post e grosseiramente ter vindo me dizer sobre o que escrever. Nada a ver com seu voto. Não me lembro de ter banido mais ninguém.

Não é possível que na USP não lhes estejam dando instrumentos um pouco mais sofisticados para ler a realidade!

Idelber em setembro 12, 2006 2:29 PM


#14

E outra coisa, sr. Alexandre: este blog tem a política de caixa de comentários aberta e sem moderação. Mas não tenho mesmo nenhum problema em apagar comentários que desrespeitem as regras do jogo - nada a ver com sua posição política ou em quem o sr. vota.

O que é desrespeitar as regras do jogo? Fazer acusação falsa, por exemplo. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Então vamos lá, bem facinho para que um retardatário graduando da USP possa entender: faça-me mais uma acusação falsa dentro da minha própria casa e perderá o privilégio (na aula de ciências políticas você já aprendeu a diferença entre direito e privilégio?) de ler este blog, não por 48 horas, mas para sempre. A escolha é sua.

PS de sugestão, 1: para você que é novato nesta história de blogs, sugiro que pergunte a Pablo Villarnovo, por exemplo, se eu já bani alguém daqui por discordar de mim politicamente.

Idelber em setembro 12, 2006 2:38 PM


#15

Joelma, não é mesmo verdade que um panelaço estilo argentino poderia fazer a diferença em certas circunstâncias no Brasil?

Tenho a sensação de que os movimentos sociais ficam presos entre um modelo MST, mais radicalizado e facilmente demonizável na mídia e na classe média, e os movimentos de "cidadania" da própria classe média alta, que no Brasil não são, nem de longe, politizados como na Argentina.

Sinto falta também, você tem razão.

Idelber em setembro 12, 2006 2:46 PM


#16

A quem interessar possa: a apropriadíssima citação do Tom Zé feita pela Kellen vem do disco No Jardim da Política (1985)

Biajoni, eu não teria imaginado que o seu voto no Lula era útil. Imaginava que era mais tipo o voto do pedro alexandre sanches.

Paulo, só para constar: você pôs o dedo na ferida com a história do Lula não gostar do Cristovam. Tem um desgosto grande por ele mesmo. Muito menor que o meu pela Heloísa.


Clovis, você tem razão: de todas as incoerências da HH essa era a única que ela realmente não podia cometer. Pô, dizer que programa de partido não tem nada a ver com programa de Governo? Dose né?

Idelber em setembro 12, 2006 3:01 PM


#17

Idelber,

a vida anda corrida e não tive tempo de votar na enquete. Também voto Lula, como na eleição de 2002 (nos dois turnos).

É uma questão interessante essa, de por que razão HH não repete aqui seu desempenho nas pesquisas. Puro palpite, acho que talvez aqui estejamos diante de um eleitorado bem específico. Não no sentido de ser "de esquerda", embora a maioria aponte para isso, mas no sentido de ser um público afeito à leitura, à reflexão e ao debate. Talvez, nesse perfil, sobressaiam mais as idéias que as formas dos candidatos, por isso não me surpreende a preferência significativa de parte do eleitorado deste blog por Cristovam.

Esse meu palpite deixa entrever uma idéia que tem se cristalizado na minha cabeça, sobre HH. Ela não é um factóide completo, mas parece cada vez mais um ser que eventualmente cativa pela postura e decepciona pelo discurso. Cativam sua postura combativa, seu apreço pelos princípios, tudo isso chama a atenção. Quando abre a boca mais longamente, decepciona com colocações que desnudam radicalismos, inclusive morais. (HH já se desculpou pelo fato, mas é verdade que ela chegou a processar a candidata à prefeitura de Maceió, Katia Born, depois eleita prefeita e homossexual assumida, por "conduta sexual imprópria". Na atual campanha, colocou-se contra o aborto, que é uma questão ultra-complexa, mas que costuma bater de frente com o pensamento da esquerda.)

O discurso mais detalhado de HH transparece, para mim, um grande enigma. Suas frases apologéticas à firmeza de pulso e à não concessão aos poderosos (coisa da qual ela acusa o governo Lula) só podem significar duas coisas: ou ela tem uma vocação golpista de arrepiar ou ela está só matraqueando frases feitas. Se não concede nem se dobra, o que eram aqueles braços dados com ACM e ACM Neto nas CPIs e processos de cassação do ano passado?

HH alterada, falando grosso, que não compõe com ninguém é algo que não cola. Por isso acho que ela só se sustenta em quem não é afeito a ir mais a fundo na reflexão. E nós aqui, modéstia à parte, gostamos de dar tratos à bola, né, professor?

Alessandra Alves em setembro 12, 2006 5:12 PM


#18

idelber, :) :) :) (sobre a citação, e sobre tudo o mais também!)

(sensacional essa matéria do "valor", hein? eu não sabia disso, não - e quem lê/vê a "grande mídia brasileira" não deve saber também, né?...)

pedro alexandre sanches em setembro 12, 2006 5:46 PM


#19

pedro, essa matéria da Valor é chave, porque mostra realmente o resultado dos problemas dirigidos para a população mais pobre. Não, não vi esse detalhe ressaltado em nenhuma matéria na grande mídia ...

Idelber em setembro 12, 2006 5:50 PM


#20

Pois é, Alessandra, acho que não há muito como escapar da conclusão de que a vantagem do Cristovam sobre a HH tem a ver com o caráter mais reflexivo, menos simplista e panfletário, dos comentaristas aqui do blog. Modéstia às favas, é isso mesmo :-)

E essa história do processo contra Katia Born realmente é um nojo. Triste, de verdade.

Idelber em setembro 12, 2006 6:00 PM


#21

Verdade seja dita, o Gilberto Dimmenstein já cantou essa pedra alguns meses atrás (indíce de crescimento entre os mais pobres), se não me engano o título era algo como "O Brasil que cresce como a China", algo nesse caminho.
Mas além dessa constatação, o texto dele tirava uma "conclusão sobre o futuro", que alguns analistas políticos vem cantando agora também: o governo fez uma opção pela distribuição de renda, ao invés do crescimento, mas usou a máquina para isso, gastou os recursos que tinha, e que pode vir a não ter em um segundo mandato.
Se me permite, mais alguns palpites: diria que o Cristovam é um "candidato-útil", com um tema que devia ser fundamental discutir, mas todas as suas propostas para as outras áreas são furadas (para dizer o mínimo), e o seu tom professoral afasta os eleitores hoje da mesma maneira que os jogou no colo do Roriz no DF.
Gostaria de saber também para qual partido a HH iria no caso de uma possível vitória, já que um presidente (uma presidenta, no caso), não tem condições de ficar em um partido zumbi, não é mesmo?
Abraços,
Marcos

marcos em setembro 12, 2006 8:38 PM


#22

Caro Idelber, prá variar aqui é o melhor blog p/ se pensar política na net (claro que é na net. Onde mais tem blogs?).

Feita a mesura, vamos ao prato principal. Prato que venho trêmulo e assustado trazer, depois de ver a sabugada que um figura levou ali em cima por te "dizer o que escrever". Ora, mas não é outra coisa que venho aqui fazer neste comentário: te dizer o que escrever! Ou, mais diplomaticamente, sugerir.

Interessantíssima a pesquisa informal, não apenas por seu resultado inesperado como também pela discussão gerada neste novo post. Mas a eleição para presidente é, afinal de contas, a mais fácil de se definir. O que eu queria sugerir era uma discussão sobre a eleição para deputado federal, o eterno buraco negro de votos.

Vejamos: eu estava pensando em alguns candidatos do PT, mas depois de ver que meu voto pode fazer a legenda carregar o Palocci lá prá dentro, desisti. Depois pensei no PV, ao ficar com dó do Gabeira pedindo 5 milhões de votos na TV. Quer dizer, voto prá deputado (ou vereador) é a coisa mais tiro-no-escuro que existe! Você pode votar num candidato mais famoso que terá um monte de votos, mas isso fará a legenda carregar um monte de gente que vc nem imagina quem é, como foi o caso do Enéas, que carregou uns camaradas que não tinham nem 400 votos. Ou você pode votar em algum conhecido seu que jamais chegará lá, mas seu voto vai contar para eleger algum candidato mais famoso no qual você jamais votaria. Essa conta bizarra que fazem, que eu nunca lembro como é, e que sempre explicam na TV DEPOIS da eleição, é um absurdo. Você nunca sabe de verdade em quem está votando!

Esse caso de eleições para o legislativo é onde eu nunca consigo achar argumentos para refutar o voto nulo ou branco. Aliás, minha tendência é sempre anular o voto, por pura preguiça de tentar decifrar como meu voto pesará no resultado.

Bão, era essa a sugestão de tema para post, que por sua vez certamente detonará interessante discussão: a eleição para cargos legislativos.

Daniel em setembro 13, 2006 2:13 AM


#23

Caro Daniel, a sugestão é pertinentíssima, está anotada e será aceita... Não, eu jamais daria "sabugada" (hehehe, adorei o termo) em ninguém por sugerir pautas, especialmente com tanta elegância e argumentação. O que aconteceu na outra caixa foi que, num post de homenagem a outro blog, o leitor vem agressivamente me cobrar você não ajudou a formar o PT? Seja coerente, assuma sua responsabilidade e vote em Heloísa Helena!, com aquele tom desesperado de quem perdeu a eleição. Aí não dá, né? Não era nem dizer sobre o que escrever, era em quem votar...

Sobre a votação para dep. federal eu estou de acordo contigo. Sempre fui a favor de que as pessoas pudessem votar na legenda se quisessem e, estes votos sim, entrariam numa conta geral - mas que os votos individuais entrassem numa conta individual que, somente ela, daria o ranking dos eleitos. Esse modelo de hoje presssupõe partidos orgânicos, coerentes, coisa que o Brasil não tem.

Dá um post importante, sim, sem dúvida. Valeu.

Idelber em setembro 13, 2006 2:54 AM


#24

os materiais para construção estão mais baratos.

Ian. em setembro 13, 2006 9:39 AM


#25

Sou testemunha!!! Nunca vi o Idelber banir alguém do blog dele. Até um pé no saco liberal que nem eu!! :)

E mesmo sendo de correntes diferentes venho sempre aqui debater pois pelo menos aqui encontro argumentos inteligentes, concordando com eles ou não.

Gostaria de dar um alerta sobre o IDH. O Índice de Desenvolvimento Humano deve ser avaliado da maneira mais fria possivel. Porque digo isso? Porque o IDH é formado por números frios.

É verdade que o IDH tem crescido, inverdade que tem crescido só com Lula. E como o IDH cresce? Basicamente os dois quesitos que fazem o IDH de um país crescer é educação e saúde. É por isso que o IDH de Cuba é alto.

Porém o IDH é um índice QUANTITATIVO e não QUALITATIVO. O que quero dizer é que ele diz que, por exemplo, 95% das crianças estão na escola. Porém ele nada diz sobre a qualidade da educação.

A maioria dos países ricos não dão a mínima para o IDH. Isso não quer dizer que o IDH não seja aproveitável. Longe disso. Ele deve ser utilizado como um parâmetro de foco e nunca de propaganda política.

E infelizmente o índice de IDH cresce através de investimentos. Para investir é necessário dinheiro, para ter dinheiro é necessário crescimento, ou seja, PIB.

Uma coisa está ligada a outra.

O pulo do gato é como investir.

Hoje estamos na encruzilhada: programas assistencialistas ou educação?

Ou o governo para de usar o Bolsa Esmola por motivos eleitoreiros e foca o programa para quem precisa REALMENTE, liberando recursos para que investimentos em educação principalmente resultem numa real independência pessoal, ou continuaremos nisso.

Daqui a pouco tempo, estaremos trabalhando metade do ano para o governo e continuaremos com escolas porcarias, saúde porcaria, segurança porcaria e com os bancos fazendo a farra.

E isso é um liberal falando...

Pablo Vilarnovo em setembro 14, 2006 8:27 PM


#26

Aliás, já foi noticiado que para o ano que vem a Carga Tributária vai aumentar...

É por isso que eu repilo (hehehe viva as CPIs) todos os comentarios sobre "zelites brancas". Principalmente pois quem paga a conta desse país são os assalariados de carteira assinada. Pessoas que não são pobres para os parâmetros oficiais portanto não tem direito a esmola governamental. Pagam impostos na fonte para ter uma saúde péssima, tendo que gastas as vezes o que não pode para pagar um plano.
Pagam impostos na fonte mas pagam escolas particulares para uma melhor educação. E são chamados de zelites que querem continuar com os privilégios.

Até agora não encontrei NINGUÉM que conseguir me convencer do fato de eu ter que pagar por uma educação privada de qualidade, já que a pública é uma porcaria, seja algum tipo de privilégio.

Se for, eu estou disposto de abrir mão dele... Quero a minha vaginha em faculdade pública garantida!

Pablo Vilarnovo em setembro 14, 2006 8:36 PM


#27

Ah! Outra coisa, não sou FHC futebol clube, mas estudei economia o suficiente para ter certeza que mudanças macro-econômicas não acontecem em quatro anos. Mudanças estruturais acontem em prazos de 10, as vezes 15 anos.

O maior benefício aos pobres foi a diminuição da inflação. E isso não se iniciou no governo Lula.

Sempre afirmei isso, o maior mérito de Lula, e para mim o único, foi em não estragar o que estava caminhando bem. Muito a contragosto de muitos da própria esquerda brasileira.

Pablo Vilarnovo em setembro 14, 2006 8:51 PM


#28

Olá Idelber,
Nas minhas 'andanças' pelos blogs me deparei com este, que é uma praia mansa de águas límpidas areia fofa e céu azul. E atravéz deste, conhecí outras praias que pra mim, virgens. E por falar em virgens só para não perder a piada eu também quero, como o Pablo, uma 'vaginha' universitária.
Por hora só me sobra tempo para o elogio, e corado já peço desculpas pela piada e a fuga do tema.
Abraços.

frank de morais em setembro 15, 2006 12:50 PM


#29

Frank, só agora percebi. Esse foi um dos casos onde o erro transforma-se em acerto... :)

Abraços

Pablo Vilarnovo em setembro 15, 2006 1:12 PM


#30

Pablo, erros acontecem, e nem sempre tranforma-se em acerto, veja meu caso queria sair do tema e fazer piada e garantí que o tema fugiu de mim, no meu caso só me resta ladrar, e sem duplo sentido; - ao, ao, ao, ao!
Mas fiquei curioso com uma equação que você montou, IDH, e PIB.
Você tomou como exemplo de IDH alto, Cuba, que tem, por outro lado, um péssimo PIB.
abraços

frank de morais em setembro 15, 2006 2:25 PM


#31

Esquecí que meu propósito era participar da enquete, mas não dispenso um comentário, comecei de baixo para cima, no resultado momentaneo acima. Já me passou pela cabeça votar em quase todos, com excessão de Alckmim e HH. À medida que se apróxima as eleições foi 'sobindo' minha propensão pelo voto (voto peludo) em Lula, novamente.

frank de morais em setembro 15, 2006 4:48 PM


#32

Frank, os dois mais importantes fatores que influenciam o IDH são a educação e saúde. Ninguém pode negar que Cuba possui uma estrutura de saúde básica e educacional que atende toda sua população. Porém fica a pergunta: e a qualidade?

Cuba montou sua estrutura com dinheiro da mesada da URSS até 1986 (e dizem que Cuba era uma país livre...). Dados de uma pesquisadora russa (se quiser procuro o nome dela) afirmavam que foram mais de US$ 100 bilhões.

Porém mesada não é produção, não é PIB e quando a URSS faliu, logicamente a mesada também acabou. O PIB de Cuba foi para as cucúias...

Qual é o quadro hoje? Nunca poderemos falar que Cuba possui boa educação. Nem na época que tinha dinheiro. Qualquer um com bom senso suficiente alertará que uma educação feita pelo Estado Comunista, com material definido pelo Estado Comunista, cheio de propaganda comunista, sem que aja o menor direito e possibilidade de pesquisa em outras fontes nunca poderá ser chamada de boa educação.

E essa é a armadilha do IDH. Ele conta a quantidade de crianças na escola - e isso Cuba possui mesmo - porém não atesta a qualidade dessa educação. Educar é bem diferente de alfabetizar.

A saúde vai pelo mesmo caminho. A biotecnologia cubana, apesar de muito superestimada a ver as famosas vacinas que compramos e não serviram de nada, é a mais avançada do país devido ao complexo de pesquisa em armamento biológico resquício da Guerra Fria.

De resto, os médicos formados em Cuba são de qualidade duvidosa. O Presidente do Conselho Federal de Medicina, em visita à Cuba para atestar se deveríamos isentar médicos formados em Cuba de prova para revalidação de diploma (um absurdo) afirmou que a escola de medicina cubana é ineficiente, não pela qualidade dos alunos e professores, mas simplesmente que o Estado deliberadamente não ensina o que ele não é capaz de prover. Ou seja, se há uma técnica que necessita de um aparelho que não há em Cuba, o aluno não aprende.

No Maranhão os médicos cubanos já estão de malas prontas. Dizem que dão ótimos médicos sanitaristas, mas nem pensar em coloca-los em um Pronto Socorro, por exemplo.

Em Cuba hoje as clinicas são diferenciadas: aquelas que cobram em dólar que são bem aparelhadas mas atendem apenas os turistas e aquelas que são para os nativos, caindo aos pedaços.

Hoje um nativo cubano, que deseja realizar uma cirurgia de catarata tem que esperar 100 venezuelanos (que pagam em petróleo).

Por isso não há como separar crescimento econômico do IDH. Não há fórmula milagrosa.

Pablo Vilarnovo em setembro 18, 2006 4:48 PM


#33

Caro Pablo,
Se IDH são números frios, ponto para Cuba!
Quanto a qualidade de ensino , tenho a impressão você poderia incluir muito mais países no rol dos países que dão educação sem qualidade. Garanto que falta de qualidade em ensino não é patrimônio de economias socialistas.
Sobre Cuba montar sua 'estrutura' com dinheiro da mesada da antiga URSS, é quase o mesmo que afirmar que o Brasil montou sua 'estrutura' com dinheiro de mesada de estrangeiros, muitas vezes em troca matéria prima desvalorizada .
Cuba, trocou azurcar, super valorizado, numa lógica que fere conceitos capitalistas, por petróleo. O dinheiro a 'mais' era pelo valor estratégico que Cuba representava na América, e pelo que o embargo americano representava, mas isso é uma outra 'estória', e isso também não fere conceitos capitalistas, visto que a prática de 'enviar dinheiro gratuito a outros países com finalidades políticas não foi inaugurada pela URSS.
Entretanto você toma como padrão Cuba e os sistemas educacionais e de saúde deste pais, como exemplo para defender sei lá qual teoria.
Eu até compreendo que Cuba seja um bom comparativo com o Brasil, por serem ambos terceiros mundistas. Mas isso não é uma exata compreensão de economias capitalistas e socialistas.
Entretanto é bom que se diga que Cuba tem um bom sistema de saúde para Cuba, e o Brasil não tem um bom sistema de saúde para o Brasil, e não é por culpa da atual política.
Aqui também, a educação é, e sempre foi, 'feita' pelo estado e com material definido pelo estado e cheia de propaganda do estado, e a possibilidade de pesquisa em 'outras' fontes sempre dependeu das possibilidades financeiras do interessado, ou seja, você é livre para fazê-lo desde que tenha recursos, finaceiros técnicos etc. Creio que neste caso também, segundo sua lógica, isto não pode ser chamada de boa educação.
E essa é a armadilha do IDH. Ele conta a quantidade de crianças na escola, porém não atesta a qualidade dessa educação.
Sobre as vacinas cubanas não servirem para nada, é o mesmo que dizer que 'sabão para sarna não cura cancêr'. No caso das referidas vacinas, que creio ser a vacina contra o meningococo, ou vacina contra meningite, elas não eram e não são inócuas, elas protegem em 74 por cento as crianças após 48 meses, dados da COORDENAÇÃO DOS INSTITUTOS DE PESQUISA CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA" PROF. ALEXANDRE VRANJAC".
Os médicos formados em Cuba não são de qualidade duvidosa com você afirma. Cuba prima pela medicina preventiva e este é seu grande reconhecimento, por que é mais barato evitar que tratar.
Não se iluda, as industrias farmacêuticas americanas e européias (o mundo livre) também avançaram por causa das guerras, porque são elas, as guerras, que detém a primazia dos orçamentos, mas isso você sabe, não é? Armas químicas, e seu uso, não são um advento comunista!
Seu parágrafo sobre os médicos de cuba só se compara com o exame que a OAB fez para os advogados brasileiros e que menos de dez por cento seriam aptos para exercer a profissão.
No caso do Maranhão, foi um erro inconstitucional, médicos cubanos e de nunhuma outra nacionalidade pode exercer medicina neste território. É lei e portanto neste caso não estavam julgando qualidade. Caso parecido ocorreu com dentistas brasileiros em Portugual, é incostitucional, e nem por isso nos dentistas valem menos que os de portugual.
No Brasil as clínicas são diferênciadas: Ha aquelas que cobram alto, que são aparelhada, mas atendem apenas o cidadão turista, e aqueles que são pobres nativos, dependem do estado historicamente deficiente.
Hoje um pobre no Brasil que deseja realizar uma cirurgia segura, não consegue de forma alguma.
É sempre melhor prevenir que remediar, como diz a voz do povo.
abraços!

frank de morais em setembro 18, 2006 10:55 PM


#34

Frank, esse texto todo foi só para eu dizer que não há como descolar PIB de IDH.

O exemplo de Cuba foi pontual porque quis comparar seu IDH (alto) com seu PIB (baixo). Que é a principal desculpa da esquerdopata para soluções milagrosas econômicas que geralmente levam a pobreza (Cuba).

Você está certíssimo sobre o financiamento. A diferença é como se gasta esse dinheiro.

Cuba contruiu sua estrutura de saúde e educação com a referida mesada. Pois bem, quando a mesada acabou, acabou o dinheiro. A Alemanha Ocidental também recebeu bastante dinheiro. Hoje a Alemanha é um dos países mais importantes no mundo.

Percebe a direrença? Enquanto um usou o dinheiro para criar uma estrutura de desenvolvimento de produção o outro gastou o dinheiro com guerras em outros países (como Angola) e estruturas políticas.

A diferença é que a Alemanha quando constroi um hospital é para o seu povo, não para propaganda ideológica.

Sobre os médicos cubanos. A comparação com a OAB é perfeita. Então porque tirar a prova?

E sobre a qualidade do médico cubano, não sou eu quem diz. Nem médico sou ...

O problema todo Frank foi o movimento do governo federal, ou seja, Lulla, com seu amigo Fidel de isentar os médicos formados em Cuba. Esse é o motivo do embrólio.

É o Conselho Federal de Medicina que afirma. Tudo muito bem explicado em http://www.cremers.com.br/cremers/Interface/show_new.action?beanNew.idNew=158

Sobre a "eficácia" da vacina cubana:

http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1997000200019

Isso é do site da Fiocruz:

http://www.bibiff.cict.fiocruz.br/infosaude/refs02200201.htm

A doença meningocócica tem sido um sério problema de saúde pública no município do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos, com altas taxas de incidência em crianças de baixa idade, elevada letalidade e predomínio do sorogrupo B. Em dezembro de 1994 foi realizada a segunda campanha de vacinação anti-meningocócica contra os sorogrupos B e C, visando à imunização de crianças de 6 meses a 13 anos de idade. Foram vacinadas com duas doses cerca de 950 mil crianças. A vacina utilizada foi a produzida pelo Instituto Finlay de Cuba. Em 1995 foi observada uma modificação no comportamento da doença, quando passou a predominar o sorogrupo C e aumentou a incidência global da doença, particularmente entre os menores de 1 ano, adolescentes e adultos jovens. Nos grupos etários vacinados, a incidência foi menor que no ano de 1994, em função da diminuição do sorogrupo B. Não foram observadas modificações importantes no comportamento da letalidade. (AU).

Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2006 10:30 AM


#35

Olá Pablo, tudo bem?
Me recusei a continuar responder, por pura educação, não me sinto confortável em travar um debate particular neste blog aberto a todos, sobre um tema que já saiu da esfera do propósito do post original.
Entretanto entrei em seu blog, e percebí que ainda não houve atualização. Sugiro a você que abra este tema em seu blog para provocar uma discução.
Apresentar dados, como eu e você fizemos, não é muito esclarecedor, como você mesmo disse 'os números' são frios. Resta-nos pesquizar em todas as fontes, e não só naquelas que se alinham ao nossos interesses, e pensar, debater sobre eles, não ser parcial e conduzir segundo nosso próprio objetivo, ou seja é preciso fazer com que estes números se tornem 'quentes'. Porque o objetivo é pensar sobre as 'coisas', e não provar uma teoria, mesmo porque teorizar é mais fácil produtivo entre pessoas com alinhamento ideológico.
Abraços

frank de morais em setembro 22, 2006 7:57 PM


#36

NA CONDIÇÃO DE ARREPENDIDO DE CARTEIRINHA (AQUELA QUE TRAZ IMPRESSO O DITADO "HÁ 3 COISAS QUE SÓ SE FAZ UMA VEZ: NASCER, MORRER E VOTAR NO PT), LEMBRO-ME DE QUANDO EM 2002, PARA NÃO DAR UM TERCEIRO MANDATO AO FHC, VOTANDO NO SERRA, EU ME ILUDIA, PENSANDO QUE NÃO SERIA POSSÍVEL APARECER UM GOVERNO PIOR. ESTENDO A MÃO MÃO À PALMATÓRIA PORQUE, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, APARECEU...
NÃO VOTO MAIS EM PT NEM PRA IR PRO CÉU. PT NUNCA MAIS.

ok, tudo bem, mas na próxima desative o caplock

PTNUNCA+ em setembro 24, 2006 12:58 AM


#37

Nao podemos de maneira alguma permitir que o brasil seja refém do PCC, abram os olhos meu povo nós precisamos tirar esse comando perigodo que domina o estado de sao paulo e que esta se organizando pata tomar de assalto o parlamento e tranformar o pais em um campode guerra nao podemos permitir isso...

antonio edilson Mendes de sousa em outubro 5, 2006 11:37 AM


#38

Existem comentários que alckmim e o cabeça do PCC
gente temos que tomar providencias com relaçao a isso, o delegado que mostrou as fotos está milionário mas corre risco de vida, gente o outro lado da moeda é ainda mais podre...

ivonise@hotmail.com.br em outubro 5, 2006 11:44 AM