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segunda-feira, 16 de outubro 2006

A explícita campanha eleitoral da mídia brasileira

veja-1.gifveja-2.gif

Que duas das últimas quatro capas da revista Veja demonstrem claramente que ela está empenhadíssima na campanha de Alckmin não deve surpreender. A Veja há tempos perdeu qualquer respeitabilidade como veículo de comunicação com pretensões à isenção: matérias insultantes, moleques caluniadores assinando colunas, versões fantasiosas dos fatos e grosseira parcialidade na cobertura são o prato de toda semana nessa que é ainda, tristemente, a mais vendida revista semanal brasileira.

Mas do maior jornal brasileiro costumávamos esperar um pouco mais. Sim, é fato sabido que a Folha de São Paulo foi parte integrante do golpismo anti-Jango de 1961 a 1964; também é abundantemente sabido que esse jornal emprestava suas C-14 para recolher torturados durante a ditadura militar; é igualmente de conhecimento público que o Sr. Frias apoiava de forma explícita a mais sinistra opção para a sucessão de Ernesto Geisel, o general linha-dura e delirantemente fascista Sílvio Frota, comandante do Exército; é também sabido que durante os oito anos de FHC a Folha, com raríssimas excessões, abriu mão completamente do papel investigativo da imprensa ante as suspeitas privatizações realizadas pelo tucanato. Tudo isso é fartamente sabido.

Se o seu suplemento literário já há tempos perde de goleada do "Prosa e Verso", do Globo, na cobertura política acostumamo-nos a esperar um mínimo de decência e imparcialidade da Folha. Nesta campanha eleitoral, no entanto, ante a vantagem de Lula e a perspectiva de outra derrota eleitoral dos seus queridos tucanos, a Folha resolveu arregaçar as mangas e entrar na campanha de cabeça. Já não fazem qualquer questão de escondê-lo. A deturpação, parcialidade e manipulação de manchetes estão chegando às raias do que seria de se esperar da Veja.

No caso do dossiê anti-Serra que foi decisivo para a realização do segundo turno, a imprensa brasileira simplesmente omitiu que conseguiu as tão desejadas fotos do dinheiro através de uma mentira de um delegado ("tomem, mas vou mentir aos superiores dizendo que foi vazado da minha escrivaninha; tem que sair no Jornal Nacional, viu?"). Não há defesa de sigilo de fonte que justifique a omissão de que a foto havia sido conseguida através de procedimento criminoso. Josias de Souza, com a desonestidade própria aos que se dedicam a servir os poderosos, acha normal a omissão das circunstâncias em que se conseguiu a foto, normal o esquecimento de qualquer pergunta sobre o conteúdo do dossiê, normal a omissão do fato de que a campanha tucana havia chegado ao local antes da PF. Há que se reconhecer um mérito naquele blog: o blogueiro leva uma surra diária dos seus leitores e continua lá, fazendo sua campanha, incólume. Enquanto isso, lembremos: Soninha continua proibida de falar de política em seu blog. folha-14.jpg

As manchetes da Folha nesta última semana parecem saídas do Pravda. Depois da declaração do coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, de que fiizemos alguns reajustes importantes que vão nos dar hoje uma situação mais equilibrada. Não precisaremos dar os pinotes que foram necessários para, entre outras coisas, atender à necessidade do nosso funcionalismo público, a Folha estampou na capa do dia 14: PT vai dar reajuste menor a servidor se vencer a eleição. Esqueceram-se de dizer, claro, que os reajustes dados no governo Lula foram infinitamente superiores aos dos oito anos de FHC. Ante a declaração de campanha do presidente Lula, de que querem privatizar o que resta neste país. Como eles nunca trabalharam, querem vender o que têm, o jornal, no dia 13, escolhia como manchete: Lula insiste em dizer que Alckmin vai privatizar Petrobrás, BB e Caixa.

Prestem especial atenção aos verbos e substantivos que não são de responsabilidade do entrevistado ou da fonte, mas de escolha do jornal: ante a notícia de que a votação de Lula foi de 93% na cidade de Manaquiri (AM), onde 75% das famílias recebem o Bolsa-Família, a Folha estampou, no dia 08, a manchete: Medo é cabo eleitoral de Lula no Amazonas. Não, leitor, você não está delirando. A manchete foi essa mesma. Na discussão sobre a dimensão privatista do programa de Alckmin - sobre o qual, diga-se de passagem, ele ainda não disse nada - a Folha, no mesmo dia 08, estampou a incrivelmente cretina manchete: PT ressuscita chavões de oposição para atacar tucano. "Ressussita chavões?" Desde quando chavão em política é exclusividade de alguém? E desde quando um jornal relata a versão de sua fonte com esses termos grosseiros? O outro lado da mesma notícia? Sim, o outro lado aparece, claro, na manchete Alckmin nega que fará privatizações e reprova petistas. Note-se o óbvio: a versão de Alckmin é dada com palavras dele. A versão do PT é caracterizada na manchete como "ressureição de chavões", numa grotesca paráfrase que poderia ter sido tirada de um panfleto do . . . do . . . próprio Alckmin! É a "imparcialidade" do jornal.

Será que é preciso ter um doutorado em retórica para perceber o que está em jogo aqui? Acredito que não. Acho, inclusive, que o grosso do povão já o percebeu. O sentimento anti-imprensa no Brasil está chegando a níveis comparáveis aos tempos do bordão o povo não é bobo / abaixo a Rede Globo, com que os pobres profissionais da organização eram saudados nos comícios das diretas em 1984, depois que o "jornalista" Roberto Marinho publicou sua carta de louvor à ditadura.

É urgente uma CPI da mídia no Brasil. Quando e se ela acontecer, a última coisa que vou querer ouvir é algum jornalista reclamando, "ai, meu Deus, é censura!"

PS 1. Um melhores blogs do Brasil no momento: Blog do Alon (eu dei pitaco nesse importante post).

PS2: O Kit Básico da Mulher Moderna completa quatro anos de existência! Tim-tim. Um dia eu chego lá :-)



  Escrito por Idelber às 03:27 | link para este post | Comentários (121)


Comentários

#1

querido idelber, até eu, que nao tenho nem o primário em retórica, fiquei assustada com a v*** desta semana. vou atrás de todos os links. obrigada pelas luzes!

vera em outubro 16, 2006 8:53 AM


#2

querido idelber, até eu, que nao tenho nem o primário em retórica, fiquei assustada com a v*** desta semana. vou atrás de todos os links. obrigada pelas luzes!

vera em outubro 16, 2006 8:54 AM


#3

A Folha de sábado (com a estória do reajuste menor ao funcionalismo público) é clara peça de campanha. Um outro detalhezinho importante: percebeu como a maioria dos articulistas convidados são pró-Alckmin ?
O Bolivar Lamounier nunca escreveu tanto na folha como nesses tempos.

Roberson em outubro 16, 2006 10:12 AM


#4

Fazia tempo que eu não lia a Folha, então não sabia desse descaramento todo. Incrível, mesmo.

Marcus em outubro 16, 2006 11:05 AM


#5

Sobre a Veja, o Marcus Pessoa tinha feito um post logo depois do primeiro turno com as capas pró-Alckmin. Eu acho que a anti-propaganda da Folha degringola proporcionalmente ao avanço do Lula nas pesquisas. Mas pouca gente tem grana pra comprar a FSP e os leitores cativos dele na verdade já têm candidato firme e certo. O ponto positivo foi que eles fizeram uma boa cobertura da apuração, pra quem queria ver os outros estados foi bom, já que sítios de "jornais" como a ZH estavam fora do ar no dia de eleição...

Ana Lucia em outubro 16, 2006 11:24 AM


#6

Folha de hoje:
"Chamado diariamente de privatista pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, enviou ao PDT uma carta em que se compromete com a manutenção da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Empresa de Correios e Telégrafos "sob controle estatal"."

E segue, dando voz aos flatos verbais de Alckmin contra Lula e o PT, sem nem considerar ouvir o outro lado.

Agora, a última vez que me lembro de um tucano assinando um compromisso foi o Serra prometendo cumprir o mandato na prefeitura até o fim.

Daniel em outubro 16, 2006 11:26 AM


#7

Olá Idelber,

Muito boa postagem, cada vez mais você resume aquilo que tento dizer aos outros, mas nem sempre consigo. Já cansei de tentar discutir com amigos sobre política e ser brindado com uma frase do tipo "Você não lê a Veja? Tá tudo lá!", como se a revista panfletária fosse a guardiã da credibilidade.

Se a idéia do Conselho Federal de Jornalismo tivesse ido adiante, esses absurdos poderiam estar sendo investigados. Porém os meios de comunicação (Globo, Veja, Folha, Estadão etc) foram contra e fizeram campanha alegando que era tentativa de censura à imprensa.

Mais um assunto para a CPI da mídia.

Abraços,
Paulo

Paulo (da Andressa) em outubro 16, 2006 11:48 AM


#8

Excelente texto! Bem completo. Eu havia comentado a questão das últimas capas da Veja por aqui. Tem a referência de um artigo muito bom que compara as capas da Veja e Isto É nos governos Lula e FHC.

Novamente, uma ressonância...

catatau em outubro 16, 2006 12:02 PM


#9

Excelente texto! Bem completo. Eu havia comentado a questão das últimas capas da Veja por aqui (LINK CORRIGIDO). Tem a referência de um artigo muito bom que compara as capas da Veja e Isto É nos governos Lula e FHC.

Novamente, uma ressonância...

Anonymous em outubro 16, 2006 12:04 PM


#10

Obrigada pela lembrança... Beijos!

Renata em outubro 16, 2006 12:06 PM


#11

Em tempos passados o Sr. Frias equipou sua empresa com uma frota de pick-ups FORD F-100. A intenção era ampliar a distribuição de seus jornais. O ESTADÃO era então o jornal todo poderoso no interior do estado dee S.Paulo. E ambos, ESTADÃO e as Folhas, eram então embarcados para o interior nos ônibus noturnos da Cometa e do Exp. Brasileiro, e até mesmo em trens (é eles existiam então). O Sr. Frias queria ‘agilizar’ a distribuição dos seus jornais. Mas antes mesmo de colher os resultados do uso das F-100, alguns veículos da frota do Sr. Frias foram incendiadas ou danificadas nas madrugadas (1) no percurso capital-interior-capital.

Os leitores dos jornais ficavam perplexos com aqueles acidentes com as pick-ups novinhas do Sr. Frias. Pois ainda que de forma resumida, alguns destes incidentes foram noticiados. Os telespectadores eram naturalmente poupados destas notícias.

O Sr. Frias já tinha dado uma ‘mãozinha’ aos grupos que se colocavam contra o presidente João Goulart. Foi bem antes de comprar aquela frota de F-100 amarelinhas. Mas a jogada decisiva não foi nos editoriais das ‘Folhas’ (como o povo chamava naquela época) e sim nas primeiras páginas do ‘Notícias Populares’.

Pois é caro Idelber ‘História Oral’ é assim mesmo. Você entrevista pessoas que participaram EFETIVAMENTE dos episódios e se surpreende. Uma diz que Sr. Frias tinha uma frota de C-14. A outra fala que uma Kombi da Folha que pegou fogo. Mas o Frias comprou foi FORD F-100. Qual então a precisão do restante do relato?

Veja o caso de um hipotético leitor, ultra bem informado, e que preferisse NÃO ler a FOLHA naquele período do movimento ‘Diretas Já’. Talvez tenha tido problemas de se atualizar! Não acha? Poderíamos até adaptar aquela máxima do futebol: ‘JORNAL É MOMENTO’, 'IMPRENSA É MOMENTO'. Afinal a mesma VEJA que agora abriga o Mainardi já foi dirigida pelo Mino Carta.
Saudações.

(1) A ‘Operação Bandeirante’ só veio a ser conhecido amplamente depois de 1980 (+ de 10 anos depois do acontecido).

Paulo em outubro 16, 2006 1:01 PM


#12

E há mais um detalhe, a propósito do que disse o Roberson: quando chamam o "outro lado" para escrever na seção "Tendências / Debates", o lado pró-Lula é representado, por exemplo, por João Pedro Stédile (como foi o caso na semana passada). Não há que ser sociólogo para ver o claro intento de queimar a candidatura do presidente, associando-a à ala mais radical do MST.

E por aí vai, num sem-fim de safadezas.

Idelber em outubro 16, 2006 1:05 PM


#13

Belo comentário, Paulo Z. As minhas fontes (inclusive uma delas linkada no texto) todas coincidiam em fazer referência a C-14's. Terão sido Fords F-100's? Tenho acesso a um vasto material de pesquisa sobre a ditadura aqui em Tulane; vou checar.

Mas isso não coloca dúvidas sobre o essencial: que veículos da Folha participaram do sequestro e traslado de torturados durante a ditadura é fato inconteste.

Idelber em outubro 16, 2006 1:10 PM


#14

Como só há comentários a favor do seu texto acredito que os contra estão sendo filtrados. Nem por isso deixarei de dar meu parecer.

Não tenho nada a favor da revista e do jornal citados nem sou assinante nem leitor assíduo de nenhum dos dois. Mesmo assim acho o seu texto tão manipulador de opiniões quanto as manchetes citadas, e com certeza pelo mesmo motivo: o público alvo.

Não se esqueça que tanto a Veja quanto a Folha precisam vender-se, e quem é o público dessas mídias? A (maior parte) classe média e (em menor número) a classe rica brasileira. São essas pessoas que ficam indignadas com a lambança que o nosso presidente fez no comando do governo e essas manchetes e notícias são um prato cheio para o público da revista e do jornal.

Só não enxerga isso quem não quer.

Filipi em outubro 16, 2006 1:17 PM


#15

Não, Filipi, não há filtro de comentários neste blog, como você acabou de perceber, você mesmo, ao clicar "enviar". Ao fazer suposições sobre as práticas de um blog, talvez seja boa idéia pesquisar um pouco sobre sua história. Qualquer post anterior sobre política pode lhe dar uma idéia do amplo leque de visões discordantes que se manifestam aqui todos os dias. Antes de "supor" uma asneira dessas, dê uma olhadinha ao seu redor.

Se você acha que houve alguma manipulação no meu texto, eu adoraria saber onde ela se localiza. Só dizer que houve não adianta. Essa é a diferença entre minha crítica à Folha e sua crítica ao meu texto: você não demonstrou nada, só afirmou.

Suponho que você saiba fazer uma distinção entre parcialidade e manipulação: em nenhum momento tenho presunção de imparcialidade (o que um jornal, espera-se, deveria pelo menos buscar). Mas se manipulei informação você tem que dizer onde e como.

Idelber em outubro 16, 2006 1:26 PM


#16

Pois é caro Idelber, os brasileiros que não eram tão informados podiam até imaginar que a chamada 'Operação Bandeirantes' era um DOPS turbinado. Mas pelo menos nos primeiros tempos não supunham que lá se praticasse tantas barbaridades.

Daí a dificuldade para (as pessoas em geral) entenderem, NO INÍCIO, o porque das picapes da FOLHA queimadas. Mas estes incidentes, e os relatos cruzados de várias fontes coincidem quanto ao uso INDEVIDO de veículos da FOLHA. E pelo que sei ninguém da empresa chegou a explicar aqueles incêndios, em veículos novinhos.

O fato das picapes da FOLHA saírem à toda velocidade para distribuir os jornais no interior, e voltarem rapidamente para a capital, dava a elas uma 'prioridade' no trânsito. Talvez este status as beneficiasse.

Paulo em outubro 16, 2006 1:37 PM


#17

quando a veja fez a campanha das diretas ela era a maioral para a esquerdinha brasileira. quando a veja denunciava collor ela era a maioral para a esquerdinha brasileira.
e a cpi para a atuação da tendenciosa e não menos NOJENTA carta capital? vale pra ela tambem?
e a censura prá cima do arnaldo jabor? vcs não vão dizer nada ou estão aplaudindo esse ato totalitário?
começa assim. primeiro censura os que são contrários ao governo e depois a gente não sabe aonde vai parar.
e me diga, então, é censura ou não é censura o q aconteceu com o jabor?
voces estão vibrando de alegria com isso pelo jabor ser contra o Lulla e vcs da esquerdinha brasileira detestarem ele? e adorarem as receitas de cuisine francesa escritas pelo veríssimo?
mas censura é censura. repito: começa assim e breve censurará todos nós.
abre o olho rapaziada !!!!

joão luis em outubro 16, 2006 1:40 PM


#18

Perfeito. Desculpe por pre-julgar o seu blog. Ato falho meu. Mas achei estranho o meu comentario ser o primeiro do "contra". O link está sendo bem divulgado aqui em Florianópolis. Tenho certeza que muitos que compartilham das mesmas idéias que eu já acessaram o seu texto.

A manipulação a que me refiro diz respeito a apresentação superficial das manchetes. Tenho certeza que muitas dessas reportagens devem expor também o outro lado, mas obviamente eles dão destaque ao que chama a atenção do público deles. Outra coisa, seu texto da a impressão que tanto o jornal quanto a revista só noticiam fatos contra o Lula e sabemos que isso não é verdade. Ele fazem isso quando lhes convém.

Não existe imparcialidade na mídia (este é o meu ponto de vista). Apartir do momento que você expõe uma idéia, ele pode (e deve) ser contestada (exatamente o que você fez com o jornal e a revista e o que eu fiz com o seu texto). O que existe é sutileza ao se expor idéias afim de tentar não desrespeitar ninguém. Se a Folha ou a Veja atacasse diretamente e ofensivamente um ou outro iria perder público, o que significa prejuízo para eles. Imparciais nós sabemos que eles não são. Você apontou 2 exemplos de apoiadores da direita. Existem diversas empresas e instituições de mídia que apoiam a esquerda.

Filipi em outubro 16, 2006 1:43 PM


#19

Caro joão, naquela época a Veja era outra revista! Era dirigida pelo Mino Carta! Em comum com esta só tem o nome! Como você quer que eu não mude de opinião sobre ela?

Sobre a Carta Capital você levanta ponto importante: sim, ela é tendenciosa; não há veículo de comunicação que não seja. Mas há várias diferenças chave: 1. dezenas e dezenas de páginas foram dedicadas aos escândalos de corrupção envolvendo gente do PT; a coisa não foi varrida para debaixo do tapete, como tudo o que incrimina o PSDB é varrido na Folha. 2 Ponto mais importante: a Carta Capital declarou sua preferência em editorial, ao contrário da Folha, que se transformou em porta-voz tucano mas não tem a decência de assumir, como, aliás, é comum no mundo todo (vide o endosso que veículos de comunicação estadunidenses dão a candidatos nas eleições aqui).

Idelber em outubro 16, 2006 1:49 PM


#20

Já pensei nisso que o Filipi falou, mas eu jamais achei que isso seria algo "a favor" dos jornais e revistas, muito pelo contrário. Afinal, significa que eles publicam o que o público-alvo quer ler, e não os fatos ou a suposta verdade. Trocam a credibilidade pelas vendas.

Daniel em outubro 16, 2006 1:57 PM


#21

Exato, Daniel. Falou tudo. É como se eu eliminasse de minha aula livros importantes para a compreensão do tema a ser estudado, e só trabalhasse com os livros que os alunos "estão a fim" de ler. É a mesma venalidade.

Idelber em outubro 16, 2006 2:01 PM


#22

Idelber, não adianta.

É como eu já escrevi aqui certa vez. O pessoal da direita, NUNCA - ou quase nunca - consegue ter argumentos sólidos para defender o seu ponto de vista. Aí vão na base do escracho mesmo, tentam desqualificar, agridem, usam de ironia e cinismo.

Fatos são fatos. E durma-se com um barulho desses!

Bruno Ribeiro em outubro 16, 2006 2:02 PM


#23

Bruno, o chapéu serviu em mim. Não foi minha intenção agredir e me desculpei, não sou leitor do blog (mas pelo visto passarei a ser) e não conhecia como tratam os comentários. Fui leviano. Mas não generalize todos os direitistas por uma ação minha. É imprudência fazer isso.

O que você falou pode servir como um tiro saindo pela culatra. Não é apenas a direita que escracha. Você sabe disso. Há fatos e fatos. Os argumentos da direita são tão concretos quanto o da esquerda. Algumas vezes mais, outras vezes menos. Depende do contexto. E é uma "guerra" (não no sentido literal da palavra, por isso as aspas) que não vai cessar nunca.

---
Sobre o comentário do Idelber: "É como se eu eliminasse de minha aula livros importantes para a compreensão do tema a ser estudado, e só trabalhasse com os livros que os alunos estão a fim de ler"... acredito que não seja a mesma coisa. Acho que os meios de mídia comentados não têm papel educativo, mas sim informativo. Uma pessoa que se baseia em apenas uma fonte de informação é uma pessoa alienada. E tentando fugir da alienação, leio textos como o do blog e tantos outros.

Filipi em outubro 16, 2006 2:22 PM


#24

Engraçado!!

Antes de ler seu post, escrevi algo a respeito.

Temos uma mídia terrível mesmo!

Edkallenn em outubro 16, 2006 2:28 PM


#25

caro idelber
antes de mais nada quero dizer que te admiro mesmo DISCORDANDO frontalmente de suas posições. me impressiona o seu discurso para enganar tolinhos... ah a sujeira do PT não é varrida pra debaixo do tapete, como faz o psdb.
qual, é idelber !! ninguem aqui é trouxa. então por que, de uma vez por todas, o PT não diz de onde veio o dinheiro para compra do dossiê? afinal todos os envolvidos são petistas graduados. precisa citar os nome? gedimar, berzoniev, valdebran, hamilton lamerda lacerda, lorenzetti churrasqueiro de Lulla e por aí vai...
então o PT deve dizer de onde veio o dinheiro e não varrer pra baixo do tapete. há suspeitas q parte do dinheiro veio de órgãos públicos. é tanta lama.. vc deve concordar com uma coisa, idelber: por muito MUITO MUITO menos o Collor sofreu impeachment, e por que Lulla continua presidente e fazendo maracutaias em série?
e vc não respondeu a CENSURA ao jabor. por que? vc acha essa censura correta? então o receio é que primeiro censura um opositor incômodo e depois pode-se censurar tudo q se escreve "nestepaíz".
gostaria muito de uma avaliação sua sobre a censura, não ao jabor no sentido pessoal, mas o ato de um governo que se diz democrático CENSURAR a opinião de um jornalista q tambem é um cidadão como todos nós.
tudo bem vc pode me dizer que ele é tendencioso. e o que dizer, então, do franklin martins, paulo henrique amorim, mino "elite" carta?

joão luis em outubro 16, 2006 2:30 PM


#26

jõao, releia o que eu escrevi. Eu não disse que o PT não varre coisas para debaixo do tapete. Varre sim. Cansei de dizê-lo aqui neste blog - e criticá-lo. Nós falávamos da Carta Capital e aí eu disse, sim, que ela não se furtou a noticiar os escândalos de corrupção. É só voltar lá e olhar as edições da revista. Comparar os métodos dela com os da Veja me parece muito superficial. Só porque ambas têm uma posição política? Não é disso que se trata, mas de que os mínimos procedimentos de jornalismo investigativo sejam respeitados. Parece-me que não há nem comparação, vá me desculpar.

Não tenho problema nenhum em discutir o problema da "censura" ao Jabor. Mas antes tenho que procurar todas as fontes, examinar o caso, etc. Está na fila, está na fila.

Idelber em outubro 16, 2006 2:50 PM


#27

idelber,
belo post. Gostaria de acrescentar ao leitor que diz que você "manipula" a informação ao apresentar as manchetes: devo lembra-lo que estão lá os links para as manchetes (estamos na internet, ainda bem), o que permite que cada um cheque pessoalmente até que ponto você está sendo parcial. Eu fui ler a matéria sobre o "medo" no amazonas, e o que dá medo é a falta de bom senso (e ética) da imprensa nesses dias!
Absolutamente não concordo com esta hipótese de que esta ou aquela revista escrevam qualquer coisa para agradar seu público - uma revista pode mudar sua linha editorial, decidir que vai dedicar mais ou menos espaço a este ou aquele assunto, mudar seus articulistas, tudo isso para garantir suas vendas e seu público (coisa que a veja fez nos últimos anos, basta ver como a revista "inchou" com fofocas, matérias superficiais sobre qualquer coisa do momento, etc). Mas manipular informação, não se preocupar com a veracidade dos fatos, não buscar a imparcialidade - isso não pode não. Aí deixa de ser jornalística, passa a ser ficcional. Revistas e jornais que se propõe a lidar com a realidade deveriam ter um mínimo de responsabilidade com o que decidem publicar.

patricia em outubro 16, 2006 3:24 PM


#28

Pois é, patricia, o leitor que me acusou de "manipular" informações afirmou que "tem certeza" que "muitas dessas reportagens devem expor também o outro lado", mas não fez o simples exercício de seguir os links e checar por si próprio se sua "certeza" condizia com os fatos.

Se ele o tivesse feito, veria que a "certeza" dele está equivocada: nenhuma das reportagens citadas apresentava "o outro lado".

Idelber em outubro 16, 2006 3:33 PM


#29

sim. idelber. há tempos não leio a tal da veja. quanto a folha de são paulo cancelei minha assinatura em 2003. continue cabra. meta a ripa. chute o tamboreto. afie a foice. destramele tudim. olhe: passei seu blogui para meus alunos do ensino médio. quando vier a sampa me avise cabra. vamos tomar umas pingas ali num buteco bom

mario cezar em outubro 16, 2006 3:47 PM


#30

tá combinado, poeta. Na próxima viagem a sampa vamos tomar umas cachaças. E obrigado pela divulgação e o carinho, sempre.

Idelber em outubro 16, 2006 3:52 PM


#31

puxa, idelber. que absurdo isso da censura ao arnaldo jabor. estou perplexa. o que é capaz de vir por aí. analise rápido isso. não deixe cair no esquecimento. as pessoas precisam saber disso. cada dia que passa me decepciono mais e mais com o governo de lula.

adelaide correia em outubro 16, 2006 4:05 PM


#32

mestre idelber
não entendi o porque das aspas que voce colocou na censura ao jabor. tá duvidando da censura? meu caro, censura é censura em qualquer lugar do mundo. a não ser que concordemos com atos autoritários e ditatoriais.
censura é censura.

tavares em outubro 16, 2006 4:24 PM


#33

A máscara da Veja já caiu há um bom tempo e agora parece ser a vez da Folha. E nem se trata de uma venda d'alma faustiana, visto que essa já foi feita no passado como voce mesmo bem lembrou. Eu acho que isso pré-anuncia a decadência, pois não posso acreditar que um veiculo possa ir longe sem credibilidade. Nem no Brasilzão do vale-tudo.

Flavio Prada em outubro 16, 2006 4:40 PM


#34

Oi Idelber, tudo bem ?

O seu link "fartamente sabido" que comprovaria as alegações de prestação de serviços da FSP na tortura de presos e sua subserviência ao regime militar remete a uma única fala do Mino Carta como "prova". Se o imparcial Mino Carta disse é verdade ?

Abraços,

Frederico

Frederico em outubro 16, 2006 5:26 PM


#35

pois é senhores. e a ditadura de lula que está mostrando suas garras?
e a censura a arnaldo jabor? é notório que voces detestam o jabor mas censura é abominável em qualquer situação.

evérton moreira em outubro 16, 2006 5:43 PM


#36

Bem, pelo visto há uma legião de frequentadores deste espaço que devem deixar de ler a imprensa tupiniquim diária. Como a FOLHA de S.PAULO talvez seja o jornal mais bem feito no país não sei qual será a opção.

Minha formação como leitor foi no JB que era possivelmente o melhor jornal brasileiro nas décadas de 60, 70 e início de 80. Hoje eu leio o jornal 'O Globo' e apesar de pagar a assinatura pelo valor total, acabo por não ler vários trechos do jornal. Nos últimos dois anos, por exemplo, o espaço dos comentaristas políticos eu paguei, mas li pouco. Acontece que a Tereza Cruvinel e o Ilimar Franco se posicionaram contra o então deputado Roberto Jefferson! A T. Cruvinel era brigada com o deputado e deixou claro desde o início que NÃO QUERIA ACREDITAR EM NADA. Para quem é preocupado com uma chamada 'isenção' jornalística a coisa foi prás cucuias. Eles se colocaram CONTRA a apuração do mensalão desde o primeiro momento. MAS ATENÇÃO, POR MOTIVOS PESSOAIS. O outro comentarista do Globo, o Merval Pereira é muto fraco, leio pouco.

Dos demais colunistas, não leio também o Arnaldo Bloch (no sábado) desde o dia que ele esculhambou o ator José de Abreu, errou e foi meio displicente nas desculpas. Houve época que o Olavo de Carvalho era colunista do Globo. O Joaquim Ferreira dos Santos (segunda-feira) fica empilhando frases na sua coluna. Mas o 'Globo' restou como o último jornal, vamos dizer "completo" no Rio. O JB já era, o "O DIA" é um jornal de textos curtíssimos. Resta para leituras eventuais a "Tribuna da Imprensa".

E por aí vai. O problema não é O QUE VOCÊ LÊ, MAS A INTERPRETAÇÃO QUE VOCÊ DÁ A INFORMAÇÃO QUE RECEBE.

Paulo em outubro 16, 2006 5:51 PM


#37

Infelizmente não sou assinante uol e não tenho acesso às 3 manchetes com links, que você forneceu (seria eu um injustiçado por não ter acesso ao que a "elite" tem?). Mas pelo que eu conheço da Folha, a não ser que seja em um editorial ou uma coluna, onde uma posição é tomada e afirmada, eles ao menos procuraram dar os dois lados da questão. Talvez não da forma como você gostaria de ler, provavelmente favorecendo mais uma lado que outro.

Como eu ja disse, da mesma forma como você seleciona as manchetes gritantes e estrutura o seu texto para "comover" os "esquerdistas injustiçados" (que são a maior parte dos seus leitores, pelo que pude perceber - por favor não levem o injustiçados ao pé da letra, foi a idéia que EU absorvi do seu texto), a Folha seleciona os dados e estrutura o textos que ela considera ideal para seus leitores.

= Sim, a Folha e a Veja querem agradar seus leitores.
= Sim eles são capitalistas.
= Ó, eles não são politicamente corretos? Que pena.
= Eu acho isso bonito? Não.
= Mas também não acho errado.
= Eles (Folha, Veja...) defendem os interesses deles.
= Você defende o seu.
= Eu defendo o meu.

Como já disse indiretamente num comentário anterior, a solução para todo essa discussão não é parar de ler a Folha, ou a Veja, ou o que for, mas sim ler outras revistas como a Carta Capital, bastante comentada aqui, ou a Caros Amigos. Nenhuma delas é inteiramente correta, todas são tendenciosas.

Filipi em outubro 16, 2006 6:00 PM


#38

Só para dizer que li e concordo, porra.

Milton Ribeiro em outubro 16, 2006 6:01 PM


#39

Oi filipe, só pra dar a minha opinião. Você diz que a revista tem que se vender para se sustentar. Até aí tudo bem. Só que, quem sustenta a revista não são os assinantes e, sim, os anunciantes.

Assim, o que faz a Veja? Primeiro, ela precisa agradar aos anunciantes. Então os fatos que ela noticia são de interesse dos anunciantes e não dos leitores.

Você pode argumentar que, se ela não tiver leitores, ela perde os anúncios. Pois bem. Então o que ela faz?

Conhecendo o gosto dos leitores, ela pega os fatos que ocorreram, seleciona aqueles que são de interesse dos anunciantes, e os coloca numa roupagem que a faz parecer de interesse dos leitores.

Por exemplo: o primeiro passo do editor da Veja é definir de que a revista vai falar. Os anunciantes escolhem o assunto: falar mal do Lula. A Revista, então, escolhe quais temas mais "fazem a cabeça" de seus leitores. Atualmente, é a ética. Resultado da equação: falar mal do Lula por meio da discussão ética.

Se o interesse dos anunciantes fosse falar mal do Alckmin e o interesse dos leitores fosse ética, dava pra revista descer o cacete no Alckmin, ainda falando de ética (é só futricar a vida dele).

Se, então, o interesse dos anunciantes ainda fosse falar mal do Lula, mas os leitores quisessem falar de beleza, eles fariam uma matéria dizendo o quanto o Lula é feio. (Isso aconteceu! Capa da Veja de 23 de agosto de 2006: Lula aderiu ao PB - Partido do Botox).

É apenas uma questão de quebra-cabeça. O discurso é um só. A maneira como a situação é mostrada é que muda.

Abraços a todos, Paulo
Abraços a todos.

Paulo (da Andressa) em outubro 16, 2006 6:11 PM


#40

Idelber,

Estava aguardando uma réles palavra do Sr. Alberto Dines (o suposto "observador da imprensa") sobre tudo isso. Fui visitar o OI e para minha surpresa o Dines mete o sarrafo na última reportagem de "Carta Capital", chamando-a de "a arte de sofismar". É, eu acho que o outrora imparcial Dines viu o tucaninho verde.
Para quem não sabe de que reportagem o Dines falou, o Mello publicou-a praticamente na íntegra no seu blog:
http://blogdomello.blogspot.com/2005/06/os-fatos-ocultos.html

Hermes em outubro 16, 2006 6:17 PM


#41

Interessante a teoria exposta no comentário que me antecede. Tenho uma dúvida: Bradesco, Itaú, Unibanco, REAL, Santander, SADIA e Perdigão, por exemplo, que anunciam regularmente na VEJA e seriam suficientes para colocar uma revista de pé, estão À FAVOR ou CONTRA o presidente Lula?

Paulo em outubro 16, 2006 6:22 PM


#42

tavares, as aspas não eram irônicas. Eram referência ao discurso do meu interlocutor. Usei-as porque ainda estou pesquisando o assunto. Não era irônico não. No momento em que eu formar opinião, eu tiro as aspas.

Idelber em outubro 16, 2006 6:31 PM


#43

Frederico, a utilização de veículos da Folha no traslado de torturados é, sim, fartamente sabido por historiadores do regime militar. O link embutido no sintagma "fartamente sabido" remete a um texto de Altamiro Borges, que é jornalista. Quer outras fontes? Vai mais essa ou essa? Precisa de outras? Dê uma olhadinha no livro Tortura Nunca Mais. Está tudo lá.

A partir de hoje quem quiser questionar a veracidade de algum fato relatado aqui, que apresente fontes provando o contrário, ao invés de desqualificar as minhas e exigir que eu apresente outras e outras. Não tenho tempo de ficar dando bibliografia aqui o dia todo.

Idelber em outubro 16, 2006 6:38 PM


#44

Filipi, vá me desculpar, mas seus argumentos são fraquíssimos. Abaixo da crítica. Não posso discutir com quem está "supondo" o que está nos links, e infelizmente não sou eu quem limita o acesso à Folha aos assinantes.

Tirando isso, acho que você ainda não conseguiu fazer distinções básicas: dá para entender a diferença entre um site pessoal, com meu nome, e um conglomerado jornalístico funcionando a partir de concessão pública? Já parou para pensar na diferença entre um ensaio pessoal e uma matéria jornalística? Ou na diferença entre ser parcial politicamente e contar mentiras?

Por favor, volte só quando tiver pensado um pouco mais nessas distinções.

Idelber em outubro 16, 2006 6:41 PM


#45

Vejam este artigo brilhante do Paulo Henrique Amorim (que pode ser tudo, menos petista...):

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/394501-395000/394778/394778_1.html

Hermes em outubro 16, 2006 7:23 PM


#46

Ollá Idelber,

Passei só para ver o que está rolando.
Lí os comentários e concordo com uns, com outros não, o que é bem normal.
Você não precisa , mas quero dizer que concordo integralmente com sua opinião no post, e suas respostas a alguns comentaristas.
Pena que estou impedido, por absoluta falta de tempo, de participar mais nos comentários.
Ótima a lembrança sobre a diferença entre ensaio pessoal e matéria jornalística.

Sem mais... tempo, e lamentando não poder ficar, abraços.

frank de morais em outubro 16, 2006 7:23 PM


#47

e a censura a jabor tá rendendo.
isso não tá cheirando bem.... me parece cada vez mais que o pt é, sim, um partido autoritário de forte tendencia stalinista. fico preocupada quando leio pessoas brilhantes como o idelber, o prada e outros defender um projeto que no fundo é ditatorial.
estou acompanhando as discussões aqui e não vejo uma linha sequer de repúdio à censura a opinião de um comentarista. seja a favor ou seja contra.
pessoal isso do pt começar a querer censurar NÂO VAI ACABAR BEM.
idelber aguardo ansiosa a sua opinião sobre a censura a jabor. quero estar errada mas´está me parecendo que voce est´a favor desse ato de censura por puro alinhamento ideológico e partidário. é uma pena, pois são nestes momentos que descobrimos a verdadeira face dos homens...

angela curvelo em outubro 16, 2006 7:36 PM


#48

Não sou não, angela. Mais sarrafo do que desci no PT na época do escândalo do mensalão é difícil de encontrar por aí. É só voltar lá nos posts da época.

No caso do Jabor eu ainda não tenho todos os dados. Estou indo atrás. Quando falo sobre algo é porque fiz o melhor que pude para ir atrás de todas as fontes. Paciência aí.

Idelber em outubro 16, 2006 7:40 PM


#49

Mas uma coisa,
Me desculpe por sair do tema mas é que comecei a ler Terras do sem fim e as indicações de leituras sugeridas naquele post. (Re)Comprei os livros e (re)comecei a ler.
Eduardo de Assis Duarte, no livro, me sugeriu outros que me indicaram outros...
Agora estou (re)lendo (estou fugido do convívio acadêmico a um bom tempo) Lafetá, Antonio Candido, Schwarz, Silviano Santiago etc.
Creio que vai ser difícil terminá-los antes da leitra de Terras do sem fim, mas valeu pela provocação.
Obrigado!

frank de morais em outubro 16, 2006 7:50 PM


#50

Que bacana, frank! Um comentário como esse já vale todo o esforço de manter um blog, sabia? Amanhã coloco um post para confirmar (ou adiar) a discussão de Terras do Sem Fim. Abração :-)

Idelber em outubro 16, 2006 7:53 PM


#51

Ninguém está censurando Arnaldo Jabor. Simplesmente, há uma legislação ELEITORAL que precisa ser cumprida.

Tanto que ele foi sancionado pelo TRIBUNAL ELEITORAL, e não pela polícia.

Ou seja, foi observado o Devido Processo Legal, bem como o Contraditório e até mesmo a Ampla Defesa, garantias do Estado Democrático de Direito.

FHC, por exemplo, usou o EXÉRCITO para expulsar o MST da fazenda de seus filhos (como eles conseguiram comprar aquela fazenda?). Itamar Franco não usou a PM minenira, então FHC usou as Forças Armadas contra... INIMIGO INTERNO???

Sim, ele usou.

E o PT é quem 'aparelha' o Estado. Aliás, FHC comprou a emenda da reeleição, bem como fez valer LOGO NO SEU MANDATO, descumprindo regras basilares de qualquer estatuto jurídico.

E o PT é que é 'golpista'.

Enfim, falar é facílimo. Antes, a esquerda era dada a chavões. Agora, a coisa mudou de lado: a direita é que usa frases feitas, e acusando o inimigo dos defeitos dela própria (a começar do 'discurso ético', proferido por canalhas indesculpáveis).

A imprensa, no Brasil, sempre foi 'qualquer nota', salvo raras exceções. Desta vez, parece que alguns veículos perderam a vergonha e resolveram passar de todos os limites. Um vexame.

Deveriam primeiro registrar seus empregados, pagar os direitos trabalhistas, regularizar sua situação tributária etc etc etc, antes de começar um discurso ético. Não é?

Gravatai Merengue em outubro 16, 2006 8:13 PM


#52

Pelo jeito, quando se fala sobre estas eleições e sobre a disputa pt x psdb, a racionalidade vai para o brejo. Os petistas se queixam da grande imprensa, notadamente a Veja. Os tucanos, por sua vez, reclamam da IstoÉ e de alguns articulistas de O Globo.
Eu, que não gosto de tucanos e petistas, acho graça. Considero o governo tucano de FHC uma desgraça: conseguiu colocar sobre nossas costas mais de 35% do PIB em impostos(e os tolos petistas o acusam de neo-liberal! quá-quá-quá). Passou o tempo todo pensando em sua reeleição. Deixou todas as reformas para seu sucessor. E Lula conseguiu o inimaginável, ou seja, aumentou a carga tributária a quase 40%! O país não cresce, a educação é vergonhosa e os outros países emergentes estão deixando o Brasil comer poeira.
Por fim, sr. Idelber, pelo seu texto considero-o um intelectual. E, como tal, és desonesto quando defendes Lula. Ele é indefensável. Só há duas hipóteses para tal: estar a soldo da causa ou por sectarismo. Ambas condenáveis.
É isso. Pena que as questões que realmente importam ao país não estejam sendo discutidas:

1- Melhoria do sistema de ensino, notadamente nos ensinos médio e primário,
2- Diminuição do tamanho do Estado, com privatização de todas as empresas que somente geram empreguismo e corrupção, servindo de cabide de emprego para políticos do partido que está no poder,
3- Implementar políticas para promover o desenvolvimento, única forma de gerar renda e aumento do poder aquisitivo da população.


Gustavo

Gustavo em outubro 16, 2006 8:18 PM


#53

Agora que comecei não quero parar.

De que exatamente está se falando aquí?
De censura de uma mídia sem escrúpulos, ou do direito legal de uma pessoa ou entidade de levar a um tribunal quem possa estar causando, sengundo sua ótica, prejuizo à sua imagem?
Pelo que estou sabendo, no caso do PT e Jabor, houve um pedido , dentro da lei, para que um comentário sobre o Lula fosse retirado.
Houve um julgamento e um juiz, dentro da lei, deu razão ao PT.
De outro lado há uma imprensa que assumiu para si o direito de julgar e culpar, acima de qualquer lei e segundo seus próprios interesses.
Comparar as duas coisas e dizer que o caso do Jabor é um exemplo de censura é um disparate!
Eu ia escrever mais, mas como sou lento vou transubstanciar as palavras do Gravata aí em cima!

frank de morais em outubro 16, 2006 8:33 PM


#54

Sr. Gustavo: desonesto que é o sr., que entra na minha casa, sem me conhecer, não para debater idéias mas para me fazer acusações morais de desonestidade ou de "estar a soldo". Comporte-se na casa dos outros. E as "questões importantes" que o sr. elenca estão sendo debatidas neste blog há muito tempo. Pena o sr. perdeu o direito de lê-lo, mesmo que outros leitores localizados aí em Joinville tenham que tê-lo perdido também.

Idelber em outubro 16, 2006 8:39 PM


#55

Nossa, desde pequena que a gente acompanha a Folha. E sabe... tem horas que me dá um sentimento de frustração. Sabe, tipo: "Poxa, me abandonaram!". É lógico que eu não sabia de nada desse outro lado dela, a respeito da ditadura e outras coisas. Deixa eu explicar melhor: Meu pai lia a Folha, desde que eu me conheço por gente. E como meu pai era (ele morreu, mas não deixou de ser)"o cara", então essa era minha referência. Ele já tinha parado de ler a "óia", por falta de seriedade da revista, então ela foi logo cortada da minha listinha. Mas a Folha, não...
Desculpe meu blábláblá, só quis passar minha sensação, muito pessoal, de tudo isso.
Beijos

Flávia Nogueira em outubro 16, 2006 8:44 PM


#56

Também compartilho, Flávia, esse sentimento com relação à Folha. Cresci com o jornal. E é triste vê-lo enveredar por esse caminho.

Idelber em outubro 16, 2006 8:46 PM


#57

Rendeu bem essa caixa de comentários.

Roberson em outubro 16, 2006 8:52 PM


#58

vocês petistas dão NOJO. vcs são uns stalinistas de alto grau.
censura é ato ditatorial e censurar um comentario de um cidadão seja comentarista da midia ou seja um cidadão normal´é ato abominável.
vcs lembram aqueles fundamentalistas islâmicos que queriam proibir as charges nos jornais dinamarqueses.
não dá para entender a postura do idelber q diz ter metido o sarrafo no pt à época do mensalão e continua apoiando um presidente corrupto como o Lulla.
Lulla é bem pior que o Collor. bem mais corrupto, mais cínico, mais demagogo. um populista da pior espécie.
amigos eu moro aqui em são luis do maranhão e é uma coisa altamente NOJENTA ver o povo miserável do estado (por culpa da oligarquia Sarney) ostentar em suas casas miseráveis adesivos de roseana e lula.
não dá para entender.
vcs petistas são nojentos demais.

carlos andrade em outubro 16, 2006 8:55 PM


#59

Vamos fazer um exercício, carlos? Você encontre um blog que defenda a candidatura Alckmin e onde você possa escrever contra ele essas barbaridades que você escreve aqui livremente. Aí depois você me compara a fundamentalistas islâmicos que censuram tudo, ok?

Idelber em outubro 16, 2006 9:01 PM


#60

a censura a que me refiro mais é a censura do governo ditatorial de Lulla ao arnaldo jabor.
não gosto do jabor mas censurar a opinião dele é um prenúncio do vem por aí se Lulla ganhar a eleição.
depois vai ser engraçado ver o frank "sem" morais e outros ficar esperneando

carlos andrade em outubro 16, 2006 9:09 PM


#61

Cadê o dinheiro sujo usado pra comprar o dossiê fajuto?

Qual é a justificativa para o investimento na empresa do Lulinha?

Porque Lula beijou a mão de Jader Barbalho?

Rogério em outubro 16, 2006 9:17 PM


#62

O dia que o Lula começar a propor coletivizações forçadas, a mandar gente prá Patagônia, a matar pessoas aos milhões, a organizar o assassinato de, digamos, José Dirceu - que estará no exílio na Bolívia - e raspar a barba deixando apenas um farto bigodão se poderá dizer que o governo é "stalinista".

Será que quem diz essa bobagem tem alguma idéia do que está falando, ou de quem foi e o que fez Stalin? Ou só se limita a papagaiar o Jabor e seus comentários infelizes?

Daniel em outubro 16, 2006 9:19 PM


#63

Vira o disco, Rogério. Esse está arranhado por excesso de uso. E não tem nada a ver com o post. E se o dossiê é "fajuto" mesmo, apresente provas. Porque até agora não se conhece o conteúdo dele.

Idelber em outubro 16, 2006 9:21 PM


#64

Pois é, carlos, então me exclua desse "vocês". Este blog é assinado por alguém que vota em Lula, mas não fui eu quem censurou Jabor. Pratique o discernimento. Nem todo mundo que apóia uma candidatura é igual. Suplicy não é igual a Delúbio. André Montoro não é igual a Arthur Virgílio. Entendeu ou quer que desenhe?

E chamar o governo Lula de "ditatorial" num país onde a Folha, a Globo, o Estadão e a Veja fazem o que fazem e dizem o que dizem, sinceramente, é piada.

Idelber em outubro 16, 2006 9:25 PM


#65

Rogério:

-O dinheiro usado prá comprar o dossiê está na PF. É aqui perto de casa, na ponte do Piqueri, se quiser passo lá prá tirar umas fotos. Se o dinheiro é sujo ou o dossiê é fajuto são coisas ainda por se esclarecer. Como também está por esclarecer o dinheiro que Abel Ferreira - por volta de 10 milhões, ao que dizem - teria oferecido aos Vendoin para levar o dossiê "fajuto" para seus amigos tucanos.

-A "empresa do Lulinha" é a representação brasileira de uma marca - G4 - famosa mundialmente no ramo dos games, e estivesse ele ou outra pessoa ali os investimentos nela seriam imensos da mesma maneira.

-Lula beijou a mão de Jader Barbalho porque política é uma miérda.

Anonymous em outubro 16, 2006 9:28 PM


#66

Idelber,

perfeito seu post, nada a acrescentar. Depois os meios de comunicação não sabem o "porquê" da sua crise financeira. Muito bom também o seu comentário sobre a Carta Capital. Muito mais honesto é assumir a sua posição em editorial do que dizer-se apartidário e posicionar-se nas reportagens. Inclusive, a Carta Capital tenta, há muito tempo, descobrir o que DE FATO foi o mensalão - coisa que tanto o PSDB quanto o Pt tentam acobertar. Apenas pra reforçar um fator na discussão: não necessariamente o conteúdo/notícia é contrário ao PT, mas a FORMA com que ele é noticiado. Um forte abraço.

P.S.: como foi sua participação no Seminário? Gostou da fala do Raúl?

Alexandre Nodari em outubro 16, 2006 9:29 PM


#67

Alexandre, o seminário foi ótimo, apesar de ser uma maratona que ia das 9 da manhã às 9 da noite. Infelizmente, perdi a fala do Raúl, que foi às 9 da manhã num dia em que eu estava exausto. Mas consegui o texto, está belíssimo. Por coincidência, tanto eu como ele tratamos de um texto obscuro do Silviano, chamado "Las botas y el anillo de Zapata", de 1973, sobre o Clube da Esquina. Foi um grande prazer revê-lo, mesmo sem ter podido assistir à palestra. Abração :-)

Idelber em outubro 16, 2006 9:39 PM


#68

Carlos Andrade,

Você é um estupido!
Se você não sabe o significado deste termo informo.
Dicionário Houaiss:
Acepções
? adjetivo
1 que provoca emburrecimento e/ou tédio; que não é inteligente
? adjetivo e substantivo masculino
4 que ou o que denota estupidez, que ou o que revela ausência de inteligência, de bom senso, de discernimento
Ex.:

frank de morais em outubro 16, 2006 10:48 PM


#69

É isso aí, Idelber. Eu também não aguento mais ver o Hora do Povo encher a bola do (argh) Quércia por todos estes anos. Tá certo que o jornal é dele, mas o duro é perceber que o(s) editorialista(s) acha(m) que ainda faz(em) a Revolução...Ai meu saco...:-(

Iraldo em outubro 16, 2006 10:52 PM


#70

Quero defender aqui uma atitude racional do então governador mineiro ITAMAR FRANCO (1999-2003), mas que freqüentemente é vendida como um gesto tresloucado. ITAMAR acionou a PM mineira para promover manobras que, de alguma forma, impediriam a privatização da geradora de energia elétrica Furnas.

O governador ITAMAR foi ágil nesta atitude para influenciar contra a privatização de FURNAS, mas com um olho na recuperação do controle acionário na CEMIG. A CEMIG tinha sido criminosamente endereçada a privatização pelo governador AZEREDO (o pior governador de Minas) e estava naquele momento sendo administrada pelo grupo de Daniel Dantas.

Os neo-liberais de todos os matizes criticaram ITAMAR. Mas o então governador de Minas conseguiu preservar FURNAS e a CEMIG, duas importantes geradoras de energia em mãos do governo. É uma ironia, não é mesmo? Os que agora voltaram a falar contra a privatização, deixaram ITAMAR à mingua quando ele defendia as duas empresas de energia! E pior, apoiaram Newton Cardoso nesta última eleição. Vida que segue.

Paulo em outubro 16, 2006 10:52 PM


#71

Falou bonito, Paulo!

Caracolis, Iraldo, o MR-8 ainda existe?

Idelber em outubro 17, 2006 12:05 AM


#72

Triste mesmo é ver que a pobreza intelectual da ala dos opositores de Lula e agregados, representados aqui nessa caixa...Eles usam um discurso tãooooo batido, tãooooo manjado, tãooooo chato, que até quem tá de saco cheio do Lula vai ficar com vontade de votar nele, só pra contrariar a gentalha chata.

Ana Lucia em outubro 17, 2006 12:12 AM


#73

O MR8 existe, e publica o jornal "A Hora do Povo". O mais engraçado é que a turma apóia o Quércia.

Gravatai Merengue em outubro 17, 2006 12:43 AM


#74

Tinha um amigo meu, estudante de direito, que um dia apareceu com uma carteirinha de filiado ao MR-8. Isso há 6 anos atrás. Acho que ele nunca fez nada com isso, nunca foi prá clandestinidade ou prá luta armada. Acho que só impressionou umas garotas, mas elas provavelmente devem ter confundido com MPB-4.

Daniel em outubro 17, 2006 1:07 AM


#75


Prezado Idelber,

Primeiramente gostaria de elogiar o lindo post escrito acerca de Silviano Santiago. Comprei o último livro dele - comparação de Paz com Sergio Buarque - e espero poder lê-lo assim que tiver um tempinho livre.

Agora, vamos à política: Ora, Idelber, você se lembra do famoso episódio dos grampos telefônicos que acabou levando a demissão do ministro das Comunicações - Mendonça de Barros - e outra dúzia de burocratas tucanos? As conversas telefônicas - que acabaram na manchete da Folha de S. Paulo = foram adquiridas criminosamente. Nem por isso elas deixaram de ter sido publicadas e de terem tido repercussões reais. Na época eu escrevi para Renata LoPrete, hoje editora do Painel, e à época ombudsman da Folha. Questionei o parâmetro ético de uma investigação jornalística que partia de um crime (o grampo telefônico). LoPrete respondeu que mesmo tendo sido obtido por meios ilegais, o conteúdo da conversa tinha interesse público e, portanto, deveria ser publicado.

Fui contra isso àquela época, e sou contra a esse tipo de procedimento hoje. Na época, os petistas utilizavam-se do mesmo argumento de LoPrete e elogiavam o procedimento do jornal. Não acho que a Folha seja tucana ou anti-tucana. A Folha, há muito caiu nessa lógica de que "se tem interesse público a gente mostra". Uma lógica que não privilegia a investigação séria e consistente que deveria marcar o grande jornalismo.A questão é menos ideológica do que de modus operandis. Quando essa irresponsabilidade ataca um interesse partidário nosso, a gente tende a partidarizar, mas o exemplo da Folha no episódio dos grampos no governo FH é ilustrativo de que as coisas não são tão simples assim.

Isso posto, creio que há muitas coisas que o jornalismo sério deveria investigar nesse episódio do dossiê (que, segundo boatos de Brasília, não terá solução): Por exemplo, por que em 200 processos no qual houve captura de dinheiro ilegal a Polícia Federal sempre mostrou o dinheiro para a imprensa, e nesse processo em particular, isso não aconteceu? Essa é uma questão tão intrigante como o comportamento duvidoso do delegado Bruno.

É isso, Idelber. Um abraço!

Cesar em outubro 17, 2006 2:49 AM


#76

Ponderação ouvida, atentamente, Cesar. Obrigado e um abração!

Idelber em outubro 17, 2006 2:56 AM


#77

O comentário do sujeito que disse, mesmo não tendo lido, ter certeza que a FSP ouviu os dois lados me lembrou um post do Mino Carta no seu blog (www.blogdomino.blig.ig.com.br):

""Estadista e escritor"

Jantei ontem em um dos poucos restaurantes paulistanos dispostos a satisfazer meu paladar, lugar sem pretensões de cozinha criativa mas impecável na qualidade dos produtos e na precisão dos pontos de cozimento. O Rufino's de Mario Ferraz. Comi pescada cambucu no vapor. Ao sair, sou interpelado cordialmente por um dos ocupantes de uma mesa, três cavalheiros à vontade. Diz ele: "Aposto que você vota no PT". Respondo: "Não, voto em Lula". "Que lástima", retruca, "estamos cansados de ignorância". Pergunto: "E quem não é ignorante?" De bate-pronto: "Fernando Henrique Cardoso, estadista e escritor". É a minha vez: "Que livros leram de FHC?" Os dois até então silenciosos insistem e fixam o vácuo de Torricelli. O falante esclarece: "Li o último, em inglês". Comento: "Que bom, e qual é o título?" - "Pera aí, o título é, é..." Pois é, ele não lembra."

Este é o famoso "eleitor esclarecido", informado, formador de opinião em contraposição ao "escravo do bolsa-família"

Alexandre Nodari em outubro 17, 2006 4:17 AM


#78

Caro Idelber

Nós aqui queimando a mufa discutindo a imprensa de nosso país, CREIO que para melhorá-la. Mas lá no RODAVIVA (da TV Cultura, passou segunda-feira à noite) o presidente Lula mostrou um certo desprezo pela imprensa. A coisa já vinha assim, mas ontem pela segunda vez em toda a carreira política do nosso presidente (a primeira foi naquela entrevista em Paris), percebi o seu desprezo olímpico pela imprensa.

Não deixarei de ler jornais diariamente por causa disso. Não deixarei de discutir a imprensa por causa disso. Mas caro Idelber, a minha sensibilidade (que está re-estabelecida depois de algumas horas de sono), diz que na eventualidade (com grande probabilidade) do presidente se re-eleger, a imprensa pode esperar novo pacote do tipo daquele já tentado anteriormente (FENAJ e Audiovisual).

É o que eu percebi Idelber, ontem no meio do RODAVIVA. Fiquei impressionado com a atitude do nosso presidente em relação a dinâmica do programa. Ele me pareceu distante em relação a imprensa e ao debate de idéias, PARA A MINHA DECEPÇÃO. O tempo dirá.

P.S. – Aproveitando esta réstia de liberdade de expressão aqui existente, meu caro Idelber, queria dizer: [1] Já que estamos falando de DISTORÇÃO de textos na Imprensa, que este texto do jornalista Altamiro Borges que você citou também tem disso: DISTORÇÃO (não estou dizendo com isso que deva-se reverenciar o Sr. Frias, que é apenas um dono de jornal). [2] Consta que o MR-8 sempre (ou quase desde o começo) foi sustentado pelo Orestes Quércia. Havia aqui no Rio, por alguns mandatos, um parlamentar eleito pelo MR-8 (na chapa do PMDB).

Paulo em outubro 17, 2006 6:53 AM


#79

Oi Idelber, tudo bem ?

Não consegui acessar um dos links que vc forneceu, mas o outro, o da Wikipedia, remete para a mesma fala do Mino Carta. Não li o Tortura nunca mais mas li o livro do Jacob Gorender - Combate nas trevas - e não lembro de ter visto essa informação lá.

Para provar que a FSP não fazia isso basta o quê ? A negativa do Frias ?

Frederico

Frederico em outubro 17, 2006 8:27 AM


#80

Aguardo agora um comentário teu sobre a imparcialidade da IstoÉ, da Carta Capital e de outras menos votadas.

Humberto em outubro 17, 2006 11:15 AM


#81

Olá Idelber,

Eu havia postado o link errado... Enfim, voltando ao assunto, o link tinha algumas ressonâncias com esse teu post, e o correto é esse daqui.

É curioso notar, nas últimas capas, primeiramente a data delas, e em segundo lugar, o que ocorreu no intervalo entre elas, não é mesmo?

um abraço,

catatau em outubro 17, 2006 11:32 AM


#82

Well, essa é nossa mídia democrática, pluralista. Desde que democrcia e pluralismo se resuma a Diogo Marnardi e Reinaldo Azevedo.
Quanto ao Jabor cronista, a melhor definição e análise é um ensaio de Ismail Xavier que saiu na Novos Estudos do Cebrap em 1995 e está no último livro de ensaios dele.
Segundo Ismail, Jabor escasquetou que existe uma Razão para consertar o Brasil. Essa Razão era o então ministro da Fazenda equilibrista em 1993, tentando negociar com o Congresso Nacional a modernização do País. No entanto, o monstro do Mesmo (as oligarquias, as esquerdas) insistia no atraso.
O problema é que a Razão se destruiu em oito anos de governo e deixou uma herança de alta dívida externa em 2002 e uma crise do Estado, esta sim jamais vista. A Razão se matou.
Talvez um dos piores legados dos tempos de Lula será o retorno de um reacionarismo violento, truculento e intolerante. Típico de um Arnaldo Jabor, que durante a crise do mensalão assumiu o personagem do "ensandecido" diante de tamanho descalabro.
É o que se poderia chamar de "Mal de Céline". Assim como o escritor francês, são pessoas como os acima citados que acreditam no poder inabalável da escrita. Dominam tanto a letra que acham possível criar um mundo a parte. Ou seja, Jabor, Mainardi e Azevedo apenas sofrem desse mal e o mundo se transforma em pura linguagem de seus textos. É o significante em estado puro - e violento.
Triste é ver um escritor como João Ubaldo Ribeiro, que representou o grotesco e risível da elite em "Viva o povo brasileiro". Hoje Ubaldo desce a lenha no PT, mas se cala totalmente em relação a ACM. Idem Caetano Veloso, que se cala frente ao PFL baiano.

Renzi em outubro 17, 2006 11:38 AM


#83

Frederico, basta sim. Combinado. Se o Frias tiver o desplante de negar - o que eu acredito que ele não tenha, sendo aquilo fato tão sabido - a gente combina que o uso de veículos da Folha para traslado de torturados não aconteceu, ok? O apoio explícito aos militares antes e depois do golpe também não aconteceu não, né?

Idelber em outubro 17, 2006 12:37 PM


#84

Olá adriano carvalho,

Um pouco mais de calma, meu amigo. Dizer que a aula do Idelber não presta porque ele vota no Lula é uma simplificação absurda, digna da mais pura ignorância.

Se você acha que um sujeito não pode exercer sua profissão porque vota no Lula, então teremos que proibir mais da metade dos brasileiros de trabalharem.

Conteste argumentos com argumentos, meu caro. E evite falar bobagem.

Paulo Morais em outubro 17, 2006 2:27 PM


#85

O comentário ao qual você respondeu foi apagado e o IP banido, Paulo. Não precisa se preocupar com esse tipo de comentário. Quando contém insulto, eu apago.

Idelber em outubro 17, 2006 2:29 PM


#86

Não existe mídia imparcial, oh, descobrimos a américa...
O que me intriga é outra questão.
Veja, Folha, Estadão, Globo, e a lista certamente não pára por aí. Está quase todo mundo contra o Lula (e os que não estão não são menos imparciais).
Por que será? Nunca se viu um alinhamento tão forte de mídias que outrora já lutaram em campos opostos.
Seria "conspiração das elites"?
Vocês acreditam mesmo que toda essa gente só está defendendo seus interesses escusos e mesquinhos e não tem um pingo de dignidade, não dá a mínima para a ética, nem para os destinos do país?
Ou a gente acredita numa poderosa e maquiavélica 'elite' por trás de um plano macabro de dominar o mundo, ou passamos a considerar que, se 9 entre 10 pessoas afirmam uma coisa, deve haver alguma verdade nos argumentos da maioria.

Tabac em outubro 17, 2006 3:15 PM


#87

Sobre os comentários do disco arranhado e da oposição chata, permitam-me, discordar, civilizadamente, se é que é possível nesse clima nefasto de campanha eleitoral (gente, a campanha acabou, Lula ganhou, pronto).

Nós é que não agüentamos as metáforas, hipérboles, delírios e alucinações que o presidente comete em praça pública desde que assumiu o poder.

Não agüento mais ouvir a voz do Lula, e não é por preconceito contra o que ele representa, as lutas sindicais, nada disso. Não entro nessa conversa fiada de luta de classes.

Não agüento ouvir a voz dele nem de ninguém que não fala coisa com coisa. Não gosto de Lula ter nos mostrado que temos como presidente um cara que não fala coisa com coisa.

De onde veio o dinheiro sujo para comprar o dossiê? Porque dois caras que conhecem Lula há 30 anos participaram disso, de uma operação ilegal que, se desse certo, teria beneficiado Lula e o PT em São Paulo, na véspera da eleição? O que esconde essa ala do PT? De que lado do PT está Lula? Lula não quer escolher lados?

Rogério em outubro 17, 2006 3:53 PM


#88

Uai, Tabac, 9 entre 10 pessoas dizem o mesmo? Que eu saiba quase 50% da população votou em Lula.

Idelber em outubro 17, 2006 4:04 PM


#89

Oi Idelber,

No caso citado pelo Tabac a conclusão é que para 4 das 9 pessoas a questão ética não importa muito. Mesmo que o Lula falasse que sabia de tudo, por incrível que pareça os 4 votariam nele. Assustador.

Abraços,

Frederico

Frederico em outubro 17, 2006 5:02 PM


#90

Caríssimo Idelber,

Ao ver a capa da "Carta Capital" ontem, nas bancas, não tive dúvida. Como estudante de mestrado sem bolsa que sou, sem dispor de recursos para comprar a revista a quase R$ 8,00, logo corri para seu blog - um veículo de informação e REFLEXÃO bem mais democrático.
Enfim, para não parecer muito tirano, penso que a "Veja" e os demais veículos de comunicação de massa, enquanto CONCESSÕES PÚBLICAS, deveriam ter seus serviços fiscalizados rigorosamente. Penso eu que uma campanha eleitoral como a feita pela mídia em questão deveria ser considerada uma infração sujeita à cassação da concessão.
Por enquanto é isso.
Um abraço e até a próxima.

Beto em outubro 17, 2006 5:08 PM


#91

Parece que a conversa aqui está rapidamente se dirigindo a uma proposta de CENSURA! Quem já viu esse filme diz que não gostou.

Paulo em outubro 17, 2006 5:24 PM


#92

É isso, Beto, quando falei em CPI da mídia pensava exatamente nisso. E obrigado pelas palavras; pô, é muito bacana escutar isso.

Frederico, obrigado, agora sim, saquei o raciocínio do Tabac. É que ele tinha dito antes, referindo-se a esses veículos, que "quase todo mundo está contra o Lula" - e eu tenho dificuldade de pensar em Folha, Veja, Estadão e Globo como "quase todo mundo". Leio esses quatro, mas leio bem além deles também.

E é duro quando as pessoas põem palavras na boca da gente. Pode revirar este blog: a palavra "conspiração" não aparece em lugar nenhum. Nem tampouco acho que "toda essa gente ... não tem um pingo de dignidade" . Os motivos para os ataques a Lula nesses veículos podem ser bem outros.

Idelber em outubro 17, 2006 5:25 PM


#93

Idelber, que bom ler esse post. É necessário divulgar isso, cada vez mais. Acho importante como exercício, para as pessoas se conscientizarem da falsa imparcialidade e não tomarem essas "notícias" como verdades absolutas. E acho também que você tem razão: a população está percebendo. Ao contrário de grande parte da classe média, que ainda insiste em repetir esses discursos, infelizmente.
Beijo procê!

Kellen em outubro 17, 2006 6:29 PM


#94

Desculpe, mas eu não concordo com essa proposta de "CPI da Mídia". Para mim, isso não passa de eufemismo para a mais desavergonhada censura, pura e simples. =\


E não existe isso de isenção na imprensa, o ideal numa democracia é a existencia de uma "Imprensa Livre", livre inclusive para escrever besteiras & absurdos e pagar judicialmente por eles, se for necessário. E imprensa livre, graças a Deus, nós temos. Agora, se o Governo Federal ou Presidente se sente lesado por uma notícia, que peça direito de resposta ou processe o Jornal ou revista em questão. Não foi isso o que fez o Sarney? E olhe que ele é um traste, heim? Mas sinto admitir que no caso recente da Alcinéia ele deu mais provas de que sabe como funciona as coisas numa democracia do que muito partidário do Governo por aí.


Outra coisa, eu não sei de nenhuma lei que proíba um veículo de Mídia de fazer uma matéria com o adversário do Presidente na Capa, já que o atual Presidente do Brasil e sua trajetória de imigrante, metalúrgico até Chefe do Executivo é um tema de conhecimento geral, enquanto que o Alckmin, excetuando no Estado de SP onde nasceu e decolou sua carreira política, é um completo desconhecido no resto do País. Porque não fazer tal matéria nesse caso? Imagino que se a H.H. tivesse ido para o 2º Turno com Lula haveria uma matéria semelhante. Aliás, acho que cheguei a ver uma Matéria (não de capa) com a H.H. na "Isto É" e eu achei bem esclarecedora. Redundância seria fazer uma matéria sobre Lula, o qual o Brasil inteiro conhece.


Mais do que ideologias, os jornais e revistas comerciais visam é o lucro e publicam as matérias que chamam mais a atenção do leitor. Os títulos chamativos e as capas polêmicas fazem parte do pacote (apesar de serem um nojo, eu admito). Mas that´s business, querido. Acho que você, como a maioria dos meninos, esta se deixando dominar pela paixão ideológica quando trata do assunto. Quanto a mim, confesso que esse papo sobre Alckmin, Lula, mídia e debates, já "saturou" o nicho reservado para eles. Eu não vejo a hora do mês de Outubro acabar e o ano chegar ao fim. Salve Dezembro, Reveillon, Champagne e os fogos de artifício. Esse ano foi um porre...

LOka em outubro 17, 2006 6:54 PM


#95

Pois é, Loka, mas CPIs são instrumentos da democracia também. Muito mais do que processos judiciais contra blogueiros. E eu, pelo menos, jamais pensei em CPI para regular conteúdo de mídia. Eu quero é saber quanto a Globo recebeu da ditadura; quanto ela deve ao BNDES; quais foram as barganhas. Etc. Se é concessão pública, acho que temos o direito de saber.

Adorei o como a maioria dos meninos... E numa coisa concordamos: também estou doido para que chegue dezembro!

Beijão, Kellen :-)

Idelber em outubro 17, 2006 7:06 PM


#96

A equiparação do Jabor ao Céline foi o ponto alto deste debate. Mas eu ainda acho que o Céline escreve melhor

F. Arranhaponte em outubro 17, 2006 7:18 PM


#97

A gente a que me referi no comentário anterior era o pessoal da mídia mesmo (o que não desvalida nem torna menos assustadora a conclusão do Frederico).
Estamos falando de alguns dos veículos mais influentes do país. Você acha que a diminuição do faturamento com livros didáticos faz muito estrago nos lucros do grupo Abril? E a Folha, e o Estadão, E o Marinho? Também vão perder contratos, leitores, audiência, anunciantes, se o Lula permanacer?
Continuo não entendendo o que eles tanto têm a ganhar com a eleição do Alckmin, a ponto de darem-se a essas supostas leviandades.
E, por favor, eu não disse que você falou em conspiração, nem acredito que você pense assim. Foi uma citação genérica, dessas que a gente ouve de boca em boca (inclusive da do Zé Dirceu).
Ok, não sendo conspiração das elites, o que afinal leva a mídia a atacar o Lula? É a pergunta que deixo para você e seus leitores.

Abraço.

Tabac em outubro 17, 2006 7:22 PM


#98

Caro Idelber,

Num dos primeiros comentários você deu uma resposta acho que ao Filipe que me chamou a atenção: você pediu a ele que não apenas acusasse a parcialidade do seu texto, mas apontasse onde está. Achei justo o desafio, e ao mesmo tempo estimulante, pois logo que li o post tive a mesma opinião que o Filipe. Por isso faço esse longo comentário tentando apontar onde acho que você está fazendo com a Folha o mesmo que diz que a Folha faz com o Lula. Reproduzirei sempre primeiro o seu texto e depois meus comentários. Abraços.

No caso do dossiê anti-Serra que foi decisivo para a realização do segundo turno, a imprensa brasileira simplesmente omitiu que conseguiu as tão desejadas fotos do dinheiro através de uma mentira de um delegado ("tomem, mas vou mentir aos superiores dizendo que foi vazado da minha escrivaninha; tem que sair no Jornal Nacional, viu?"). Não há defesa de sigilo de fonte que justifique a omissão de que a foto havia sido conseguida através de procedimento criminoso.

A omissão se justificou pelo sigilo da fonte, que é garantia constitucional. Como alguém lembrou, o grampo do Mendonça de Barros também era ilegal, e no entanto era de interesse público. A última frase é meramente a sua opinião, mas do ponto de vista da democracia consolidada os jornalistas podem, sim, preservar a fonte em nome da notícia. Não pense que isso não acontece quando a fonte oculta é algum petista.


Josias de Souza, com a desonestidade própria aos que se dedicam a servir os poderosos...

Veja que o início do trecho já apresenta a parcialidade que vem a seguir.


acha normal a omissão das circunstâncias em que se conseguiu a foto, normal o esquecimento de qualquer pergunta sobre o conteúdo do dossiê, normal a omissão do fato de que a campanha tucana havia chegado ao local antes da PF.

A omissão das circunstâncias é normal mesmo. Quando a fonte é o PT, que abastece bem a imprensa, esse tipo de procedimento acontece também, pode estar certo disso. Sobre o conteúdo do dossiê e a chegada antecipada da campanha tucana, o Josias nem mencionou no texto que você linkou. Mas eu menciono aqui: o conteúdo do dossiê todo mundo ficou sabendo – não tem relevância nenhuma. A relevância aqui são os petistas terem tentado comprá-lo. Sobre os tucanos terem chegado antes – se é que é verdade, pois só li a informação na Carta Capital, que pode ser mentirosa – isso também não seria nada anormal. A fonte está por definição antes do jornalista. Ora, pode ter sido alguém dos tucanos que soube da operação e chamou a imprensa, qual é o problema nisso? A impressão que vocês passam é que os bastidores da descoberta do ato é que são suspeitos, e não o ato em si.
(sobre a Carta Capital, um parênteses: um comentarista ingênuo aí em cima informou que pelo menos ela deixa clara nos seus editoriais que está do lado do Lula. Ora, se isso a absolve, então acabou a conversa: o Otavio Frias Filho, simplesmente o dono do jornal, publicou 2 ou 3 artigos quase seguidos defendendo o Alckmin e espinafrando o Lula; os editorias da Veja são mais claros impossíveis. Imparcialidade não há em nenhum dos lados, e isso está explícito nos veículos – só não lê quem não quer ou quem acredita em imprensa imparcial e papai noel).


As manchetes da Folha nesta última semana parecem saídas do Pravda. Depois da declaração do coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, de que fiizemos alguns reajustes importantes que vão nos dar hoje uma situação mais equilibrada. Não precisaremos dar os pinotes que foram necessários para, entre outras coisas, atender à necessidade do nosso funcionalismo público, a Folha estampou na capa do dia 14: PT vai dar reajuste menor a servidor se vencer a eleição. Esqueceram-se de dizer, claro, que os reajustes dados no governo Lula foram infinitamente superiores aos dos oito anos de FHC.

Ponto 1) qual é o problema com a manchete? O Marco Aurélio Garcia, outro mentiroso profissional, mas podemos tratar disso mais tarde, realmente disse, como está no texto da Folha: Em seguida, afirmou que esse corte poderia ser feito, por exemplo, por meio do controle do reajuste de salários do funcionalismo, ou seja, aumentos menores do que os do atual mandato.
"Fizemos alguns reajustes importantes que vão nos dar hoje uma situação mais equilibrada. Não precisaremos dar os pinotes que foram necessários para, entre outras coisas, atender à necessidade do nosso funcionalismo público".

As aspas complementam a reportagem, que não foi contestada. E é do interesse público – principalmente do servidor público – saber que os aumentos serão menores.

Sobre “esquecerem” de dizer que os aumentos foram superiores, não esqueceram não. Apenas isso foi colocado nas aspas do Marco Aurélio, assim como o esclarecimento do que ele considerava ser o teor exato do que disse.

Ora, Idelber, a Folha não está aí para fazer o papel de porta voz do coordenador de campanha do Lula. A frase do Nakano de que é preciso cortar 6 bilhões também foi, sob esse ponto de vista, tirada do contexto, para gerar um pânico de que o Alckmin vai sair arrochando tudo. Primeiro porque Nakano não é membro da equipe de campanha – a inferência foi por ter sido secretário do governo. E eu acho ok a Folha ter ampliado o fato. Assim como acho ok ter colocado na manchete o que o Marco Aurélio disse nas entrelinhas, como se não quisesse dizer. A imprensa não existe para respeitar esses “disse-mas-não-disse” da classe política. Até porque coordenador de campanha do Lula é um cargo que a história recente mostra que não tem muita credibilidade.

Ante a declaração de campanha do presidente Lula, de que querem privatizar o que resta neste país. Como eles nunca trabalharam, querem vender o que têm, o jornal, no dia 13, escolhia como manchete: Lula insiste em dizer que Alckmin vai privatizar Petrobrás, BB e Caixa.

Qual é o problema com o verbo insiste? Não é o que Lula vem fazendo? Por que não deixar claro qual é a estratégia? Esse terrorismo eleitoral do qual o PT já foi vítima e agora é algoz é notícia, sim. Qual o drama nisso?


Prestem especial atenção aos verbos e substantivos que não são de responsabilidade do entrevistado ou da fonte, mas de escolha do jornal: ante a notícia de que a votação de Lula foi de 93% na cidade de Manaquiri (AM), onde 75% das famílias recebem o Bolsa-Família, a Folha estampou, no dia 08, a manchete: Medo é cabo eleitoral de Lula no Amazonas. Não, leitor, você não está delirando. A manchete foi essa mesma.

Claro que a manchete tinha que ser essa mesma. Ela é cristalinamente harmônica com a notícia. Diz a reportagem:

Moradores da cidade ouvidos pela Folha têm medo de perder os benefícios federais -até mesmo a energia elétrica, que chegou neste ano às comunidades ribeirinhas com o programa Luz para Todos- caso Lula não ganhe no segundo turno.
Dos 8.798 eleitores aptos a votar na cidade, 75% ganham o Bolsa Família. Dos 6.407 votos válidos, 5.982 foram para Lula.

Ora, se na cidade onde mais se votou em Lula a imensa maioria ganha bolsa família e os entrevistados declararam ter medo de perdê-la, a conclusão é óbvia. Você pode até discutir se a parcialidade está em divulgar ou não a notícia, não a manchete. Eu acho que tinha que divulgar, claro. É uma discussão presente na sociedade se o assistencialismo tem garantido o favoritismo de Lula. O repórter foi a campo então checar um caso significativo. Fez seu trabalho, muito bem feito aliás. Qual o problema? Até agora eu vejo seu texto com má vontade com a Folha mas mais porque o jornal tem pegado no pé do Lula do que por uma argumentação convincente.


Na discussão sobre a dimensão privatista do programa de Alckmin - sobre o qual, diga-se de passagem, ele ainda não disse nada

Como não disse nada? O Alckmin falou no debate da Band que não pretende privatizar. Está dizendo isso todo dia. Se é discutível ou não é outra história, mas que foi dito, foi, e mais de uma vez.

PT ressuscita chavões de oposição para atacar tucano. "Ressussita chavões?" Desde quando chavão em política é exclusividade de alguém?

A reportagem da Folha fala sobre os chavões do PT quando era oposição. Não tem nada a ver com chavão ser exclusividade de alguém. O sentido da manchete é esse: são os chavões que o PT usava quando não era governo – privatizações, Alca, Proer etc. E isso não é nenhum delírio: é o que a campanha do PT tem feito mesmo. Qual o problema então com a notícia?


E desde quando um jornal relata a versão de sua fonte com esses termos grosseiros?

Pelo visto você não gosta, mas os jornais deviam fazer isso mais vezes. Fonte quer vender o seu peixe – o jornal tem mais é que desrespeitá-las. Na resposta do Alckmin, te dou razão – aí o jornal foi todo bonzinho com o tucano. Mas procurar ver o que está por trás do que a fonte disse, repito, é obrigação. Se fosse uma manchete que fizesse o mesmo com o Collor aposto que seria digna de aplausos. Mais uma vez minha tese: o que está em jogo é que quem está no centro é o Lula – é questão ideológica, somente. Se o alvo fosse o Maluf a Folha com o mesmíssimo procedimento estaria sendo aplaudida (aliás, a Folha sempre fez isso quando o PT era oposição e antes era aplaudida).

Será que é preciso ter um doutorado em retórica para perceber o que está em jogo aqui?
O que está em jogo, a meu ver, não é um problema que está na imprensa, mas no coração dos petistas incomodados por enfim, estarem sendo cobrados.

Abraços e obrigado pelo espaço

Paulo Marcondes em outubro 17, 2006 9:47 PM


#99

Falando (mais) em imprensa... Concordo que capas polêmicas e chamadas grotescas são parte do negócio, mas a credibilidade de um determinado veículo se constrói sobre seu conteúdo. Assim, uma ´Caras´ já diz ao que veio e ninguém questiona, tem seu público que sabe exatamente o que vai encontrar ali. O que tem impressionado a boa parte dos brasileiros é que alguns veículos, considerados sérios (e que se colocam nesta categoria) - o que não significa isentos, são coisas diferentes - abandonaram os princípios mais básicos do jornalismo. Armam um circo, manipulam conscientemente imagens e textos, são profissionais e sabem, exatamente, o que estão fazendo. E o poder que tem.
Muita, muita gente mesmo acredita piamente no que está escrito em um jornal e/ou uma revista porque pensam que se está lá, foi apurado, é verdade. Daí a irresponsabilidade de publicar "qualquer coisa", quanto mais leitores, maior deveria ser a responsabilidade, o critério. Não é o que se vê.
É preciso diferenciar marketing de jornalismo! São essencialmente diferentes. Para vender um produto vale quase tudo (e não acho isso louvável), mas não tenho dúvidas que isso deveria passar longe do jornalismo.
E eu acho que o Sarney e o episódio do blog da Alcinéia não são um bom exemplo de democracia, pelo que acompanhei o Senador usou de sua força política, ou de sua truculência política, para conseguir seus direitos de resposta.

patricia em outubro 17, 2006 10:04 PM


#100

Uau, que bela análise, Paulo! Quem dera todos os leitores discordassem e desmontassem meus textos com esse cuidado. Obrigado pela atenção dedicada a ele. Limito-me a quatro pontos:

1. Há um dado factual em que você está errado. Não, não se sabe qual é o conteúdo do dossiê. Há fotos de inaugurações com Serra, mas também outras coisas. Há documentos. Há depósitos bancários. A sociedade não viu esses documentos ainda. O que desejo é que saibamos tudo: a compra dele e também seu conteúdo. A partir do momento em que estourou o escândalo a mídia só falou da compra, não do conteúdo. Que investigue ambas coisas, uai!

2. Quando você diz Fonte quer vender o seu peixe – o jornal tem mais é que desrespeitá-las. Na resposta do Alckmin, te dou razão – aí o jornal foi todo bonzinho com o tucano , então estão nítidos os dois pesos e duas medidas. Que ponham aspas em ambos, ou que "desrespeitem" ambas as fontes. Citar um direitinho e parafrasear o outro tendenciosamente é que não dá.

3. No caso da denúncia feita pela Carta Capital, Paulo, não se tratava só de proteger o sigilo da fonte. Tratava-se de acobertar uma operação delituosa. É crime um delegado ir fotografar indícios, fazer cópias, vazar para imprensa e depois mentir para os superiores dizendo que o indício foi roubado. Delegado não pode mentir para superior. A mídia escondeu essa mentira e foi cúmplice dela. É bem diferente de se preservar sigilo de fonte.

4. Sobre posicionamento em editorial versus posicionamento em artigos: eu li os artigos de Frias aos quais você se refere. Sim, são, como você diz, artigos que elogiam Alckmin e espinafram Lula. Mas eu continuo defendendo a prática mais comum nos EUA: o posicionamento em editorial apresenta claramente qual é a escolha do veículo. É mais transparente, é mais respeitoso com o leitor. Se a Folha fez a escolha dela, que nos diga. É uma tradição aqui nos EUA que eu defenderia no Brasil.

De novo, obrigado por essa belíssima polêmica com meu texto. E sinta-se à vontade para treplicar, com a extensão que quiser.

Idelber em outubro 17, 2006 10:14 PM


#101

Ao Paulo: pode preservar a identidade da fonte, mas omitir a forma que como a informação foi conseguida (aliás, mentir sobre a forma que foi conseguida), e o uso político dela, é que não pode. Ou seja, eles podiam publicar a foto, mas dizer como e porque ela aparecia ali era também parte da notícia. Afinal, que o dinheiro existia, quanto era, etc, etc não era novidade - só a foto era novidade, a história da foto é que era notícia. Mas não foi assim. E por favor, sim, há um problema na imprensa, não só o Idelber e os "petistas" que acham. Os jornalistas sérios deste país estão a se horrorizar também.

patrica em outubro 17, 2006 10:19 PM


#102

Exato, patricia, seriedade e profissionalismo não querem dizer "imparcialidade" nem "isenção". Estamos cobrando aqueles, não estas.

Tabac, os Civita perderam for-tu-nas da ordem de milhões com a nova política do governo Lula para os livros didáticos. Não é pouca coisa não. Não explica tudo, é óbvio, mas é parte da equação.

Idelber em outubro 17, 2006 10:21 PM


#103

patricia, escrevi a mesma coisa que você sobre o acobertamento feito pela mídia da manipulação do delegado - sem ver o que você tinha escrito.

E para completar sua resposta ao comentário do Paulo: Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e Luis Weiss, todos eles jornalistas respeitadíssimos, nenhum deles petista, estão escandalizados também. Vale a pena seguir esses links.

Idelber em outubro 17, 2006 10:39 PM


#104

Mais um detalhe sobre o que o Paulo falou: Alckmin diz, sim, que não vai privatizar. Nisso o Paulo tem razão.

Mas alguém por aí leu em algum lugar - a não ser na coluna do Elio Gaspari - que há quatro meses o governo paulista vendeu um pedaço da Cesp, a Companhia Energética de São Paulo? E não seria razoável que mídia confrontasse suas afirmações com a realidade do que aconteceu há quatro meses em SP? Vocês viram esse cotejo em algum lugar na mídia?

Idelber em outubro 17, 2006 10:59 PM


#105

O pessoal citou ai o caso dos grampos. Tanto aquela vez como agora foram conseguidas de forma ilegal informações sobre investigações. Mas eu acho que tem diferenças essenciais.

Primeiro que no caso do grampo ele era uma informação importante para a investigação, era uma prova. Sua divulgação era de interesse público. A imagem do dinheiro não era uma informação, não provava nada, apenas queimava o filme do PT, sendo divulgada da maneira como foi. Sua divulgação não era de interesse público, o que é de interesse público é a informação se ele é ilegal ou não. Até agora, essainformaçãonão apareceu.

Segundo, o problema levantado não é o fato do meio ilegal usado para obtenção das fotos, e sim o fato dos meios de comunicação envolvidos diretamente terem omitido a informação de que o delegado tinha objetivos declaradamente políticos ao divulgar as fotos. O equivalente aos grampos, no caso do dossiê, seria a gravação do delegado dizendo que estava divulgando as fotos prá "foder" o Lula e o PT, e esta gravação não só não foi divulgada como foi negada e escondida. A divulgação desta informação poderia ter sido feita preservando-se a fonte, esse argumento não cola.

Resumindo, a informação de que a divulgação da imagem do dinheiro tinha objetivos declaradamente políticos - partidários, até - era de interesse público e não foi divulgada. A imagem do dinheiro, de interesse duvidoso, já que uma montanha de dinheiro não prova nada por si só, foi fartamente divulgada e os objetivos políticos do delegado - e vai saber de mais quem - largamente atingidos.

Daniel em outubro 17, 2006 11:47 PM


#106

Demorei tanto pra postar meu comentário que quando foi o Idelber e a Patricia já haviam escrito comentários semelhantes e eu não tinha visto. Sorry :)

Daniel em outubro 17, 2006 11:57 PM


#107

Problema nenhum, Daniel :-)

Idelber em outubro 18, 2006 12:03 AM


#108

Caro Idelber,

Não sei se dessa vez os comentários serão tão extensos. Acho que no meu "dossiê" coloquei tudo o que me chamou a atenção no seu post e você com elegância apresentou seu ponto de vista.
Só alguns comentários, um geral e outros pontuais.
O geral: eu não estou escandalizado com a mídia simplesmente porque não espero a imparcialidade que vocês esperam. Nunca houve, e discordo que o posicionamento precise ser explícito em editorial. Ora, quem lê essa midia é gente esclarecida. Será que alguém acredita que está sendo vendido imparcialidade? Paulo, o próprio dono do jornal publicar sua preferência já é colocar as cartas na mesa. Achei honesto da parte do Frias e, insisto, no caso da Folha não vi na sua argumentação uma má fé contra o Lula. A Folha, a meu ver, não trata o atual presidente melhor ou pior do que outros. Erra e acerta em igual proporção. As "vítimas" das manchetes no passado foram outras, e eu nem acho, como apontei, que as que você destacou sejam tão enviesadas assim. O Jânio de Freitas é colunista da Folha e defende o PT quase diariamente.
No caso da Veja, aí sim, é um posicionamento claro. Insisto: claro. Quem espera imparcialidade da Veja? Se à Carta Capital, como alguém disse, é permitido a parcialidade por deixar explícito isso em editorial, come on... os da Veja deixam tão claro quanto qual é a sua posição. O fulcro da diferença a meu ver, repito, é que agora o alvo é Lula. O que antes era imprensa crítica passou a ser escândalo.
Sobre os pontos:
1 - Se há conteúdo grave no dossiê por que então veículos como a própria Carta Capital não divulgaram? Não estou a par dessa informação que você passa. Até onde sei, o que tinha era a bobajada que apareceu. Não acredito que se esconda uma sujeira tão grande para baixo do tapete. Não acredito na teoria conspiratória da mídia para prejudicar Lula. Se há informações escandalosas no dossiê, a mídia é quase compelida a divulgar, pois ainda há uma credibilidade a se zelar. É meio ingênuo esse ponto de vista que se existir uma maracutaia de alta magnitude contra Serra ou Alckmin vai haver uma conspiração para esconder. Não é mais possível. Acho mais factível que, simplesmente, não há fato.

2 - Sim, o jornal aliviou a do Alckmin. dois pesos e duas medidas. Mas ainda acho que isso não faz a regra, no caso da Folha.

3 - Paulo, se informação proveniente de procedimento delituoso não devesse ser divulgada, não teríamos tido acesso a grandes escândalos nacionais que nos amadureceram (o acesso, não os escândalos) como democracia. Tirando o mérito dos fatos em questão, nunca a imprensa poderia ter divulgado pelo seu critério:
- o grampo do Mendonça de Barros, já que grampo é ilegal;
- o sujeito dos Correios passando uma grana de propina - filmagem escondida.
- uma vez em SP pegaram uns policiais, com o chefe com o singelo nome Rambo, descendo o pau em transeuntes. Abuso de autoridade total. Aquela gravação foi feita escondida por uma moradora. Irregular, pela lei, pois estava "expondo" os policiais.
- Pitta se deu mal aqui em SP por causa de uma máfia de propinas que foi descoberta por uma câmera oculta.
- Por fim, o caso clássico: se formos aplicar o rigor da legalidade que você agora exige para o caso do dossiê, os petistas e toda a sociedade foram criminosos no passado por acusarem Collor, que mais tarde foi inocentado pela justiça. Acusamos um inocente?
No mais, penso que a Carta Capital - e você e muitos comentaristas aqui estão embarcando nessa - de colocar mais ênfase no secundário do que no principal. Esses acordos para conseguir notícias, até com essas tais ilegalidades, são comuns no jornalismo - o que vale é o princípio de quando o interesse público é maior.
4 - Como já comentei, vou replicar o comentário da Patrícia e ao seu complemento a ela:
Quais os jornalistas sérios que estão se escandalizando? Não vejo a imprensa no atual momento tendo um momento de mea culpa maior ou menor do que teve no passado. O que vejo, insisto, é mais petistas reclamando. Na imprensa há muitos jornalistas sérios: poucos falam da própria imprensa. O Mino Carta desce a lenha na nossa mídia não é de hoje. Além do que, entra mais na categoria de petista do que de jornalista. Paulo Henrique Amorim tem uma richa antiga com a Globo e agora entrou nessas de meter o pau na imprensa. Nassif pra mim não é jornalista sério, o Weiss nem sei quem é. E digo isso não para fugir do assunto, mas é que 4 jornalistinhas não fazem verão. A indignação com a mídia é sobretudo de gente ligada ao PT. Nos outros setores não tem grande diferença em relação a outras eras. Eu pelo menos não vejo. O que mudou, a meu ver, é que agora a vidraça é o Lula e o PT. Quando eles eram pedra, cansaram de forjar notícias destruidoras da reputação alheia, o que faz com que hoje figuras como Tarso Genro e José Eduardo Cardoso (a quem respeito) candidamente agora dizerem que "cometemos nossos erros".
Por fim, sobre as privatizações do Alckmin. Sim, FHC privatizou e Alckmin privatizou no Estado, o que levar a crer que... vai privatizar se eleito presidente. Discordo, e acho isso terrorismo eleitoral. A explicação dada é: foi privatizado o que tinha que ser privatizado - BB e Petrobrás não precisa. O candidato diz isso, o programa diz isso. O PT tem todo o direito de levantar o debate, mas fazer uma propaganda eleitoral com um fundo preto, e uma mão sinistra roubando um predinho de brinquedo, com uma voz grave afirmando que vão vender o patrimônio do povo... sei não, isso já passa um pouco do limite de debate para entrar em terrorismo.
Vamos inverter o raciocínio? A boataria que Collor plantou contra Lula, de que ele iria confiscar a poupança. Terrorismo eleitoral, certo? Mas eu posso, com o mesmíssimo argumento da inferência (se Alckmin privatizou, por que não espalhar que ele privatizará?) dizer que o PT era um partido socialista, e que em todos os países onde o socialismo se instaurou os investimentos e a poupança do cidadão passaram a ser do Estado. Então por que não esperar isso de um partido socialista? É o mesmo raciocìnio/terrorismo. Lamentável que o PT tenha chegado a esse ponto.
Bom, Paulo, mais uma vez acabou ficando longo. Preciso fazer o curso Suplicy de síntese e parar de sublocar sua caixa de comentários, mas é que esse debate muito me interessa.
Abraço

Paulo Marcondes em outubro 18, 2006 12:29 AM


#109

Ops, só uma correção ampla, geral e irrestrita.

Passei o tempo todo tratando o dono do blog e interlocutor como meu xará. Acabara de vir do blog do Paulo e ecoou aqui. Onde usei o vocativo Paulo, portanto, substitua para Idelber.

Abraços.

Paulo Marcondes em outubro 18, 2006 12:37 AM


#110

Paulo, então você não considera o Nassif sério? E acha que o Amorim por "ter uma rixa com a globo" deixa de ser sério? Então tá. Me diga então você quem o jornalista sério, profissional competente, respeitado por seus pares, que se posicionou dizendo que a imprensa brasileira neste momento está tendo uma postura correta. Pois se estes, que se manifestaram de forma diferente não tem seriedade, deve ter alguém que respeitável dizendo o contrário, não é?
E só para você entender: não estou aqui falando de imparcialidade - não, os jornais, revistas, etc se posicionam sim. Deveriam a meu ver deixar isso claro - abrir suas posições em editorial. Quando não o fazem dão a entender que não tomaram partido, o que não é verdade. O que tem aborrecido a mim e a outros é que falta o mínimo de seriedade e profissionalismo para tratar das notícias, da forma como são trazidas a público, deixando de lado o que "não interessa".
E já que você não sabe quem o Luiz Weis, aproveita e siga o link do Idelber, vale a pena.

patricia em outubro 18, 2006 2:02 PM


#111

Faço minhas as palavras da patricia, Paulo. Se Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif não são sérios, caramba, o que dizer do resto?

Mais uma correção: Jânio de Freitas não defende o PT em sua coluna há muito tempo. Desde 2003, para ser mais exato.

Idelber em outubro 18, 2006 3:04 PM


#112

Com o Datafolha a 20 pontos em favor do Lula, se preparem que a cavalaria está à solta. Eis o email que está rodando os meios jornalísticos de Brasília:


Edicão de VEJA que circulará neste final de semana próximo,21 e 22 / OUT. !!!!

MEXERAM COM A VEJA AGORA AGUENTEM.........VEM CHUMBO GROSSO DA EDIÇÃO DE N° 1979...NÃO PERCAM

REPASSANDO...........................

Se não assina, compre na banca e leia. É mesmo de estarrecer !!!

A Veja desta semana nas bancas, seria a derradeira chance para a corja do PT tentar fazer a "limpeza da cena do crime". O objetivo foi simplesmente colocar os acólitos de Lula contra a parede, para dar uma chance definitiva. - inclusive para o próprio ex-presidente (Luis Inácio), que como Veja provará em sua próxima edição está envolvido até o fundo do gargalo.

Ao longo da semana, Veja entrou em contato com membros da campanha e do governo, abrindo a sua edição nº1978 para que os responsáveis se manifestassem a respeito da origem do dinheiro. Não houve acordo. Acharam que era blefe...

Após tomarem conhecimento do conteúdo da revista que está em banca, e temendo o conteúdo da edição nº1979, a corja entrou em pânico.

Veja foi procurada durante todo o fim de semana prolongado por toda a equipe de Marco Aurélio ( ou quem resta dela, pois já há ratos abandonando o navio) e principalmente por Márcio Tomas Bastos e Tasso Genro, além da Marta Suplicy, que procuram sem sucesso localizar um Civita ou qualquer outro editor da Abril que esteja disponível.

Agora, porém, a ordem expressa é que não atendam emissários do PT exceto se o partido manifestar-se clara e oficialmente sobre a origem da grana.

Ocorre que Veja já tem a edição fatal nº 1979, absolutamente pronta, com todo o percurso dos dólares dos Estados Unidos para cá.

O mais surpreendente é que as investigações dos repórteres esbarraram com a Polícia Federal, que tentou impedir seu trabalho em várias etapas do processo e mesmo assim chegaram às estarrecedoras conclusões.

Mas a surpresa não pára aí: junto com as investigações do dossiê Vendoin, surgiram vários outros documentos a respeito de toda a bandalheira que tomou conta do governo.

É edição para tornar desnecessárias as eleições no segundo turno.

renzi em outubro 18, 2006 4:45 PM


#113

Patricia,

Se você afirma que "os jornalistas sérios desse país estão a se horrorizar também", cabe a você demonstrar o fato, certo? E não a mim de achar jornalistas sérios que defendem a imprensa. Você não citou nenhum; o Idelber citou 4, um claramente petista que é o Mino Carta. O Nassif é questão de opinião. Mas, como eu disse, não é isso que vem ao caso. O que vem é são só 4 jornalistas. A ampla maioria não se manifestou em repúdio aos "escândalos" da imprensa. Nunca vi o Clovis Rossi tocar no assunto. Nem o Janio de Freitas, que pelo visto o Idelber não anda lendo (perdoe-me a brincadeira; para descontrair). Não vi o Elio Gaspari focar a maneira escandalosa que a imprensa trata o Lula. Não vi o ombudsman da Folha fazer isso, nem o Mitre, nem o Franklyn Martins, enfim, a turma do Canal Livre, nem o censurado Jabor, nem o Paulo Markun, nem nenhum jornalista que tem ido ao Roda Viva. Veja, estou citando um monte e até alguns que eu não gosto, mas, enfim, para dar uma idéia de que a frase que "os jornalistas sérios desse país" repudiam é falsa. A maioria nem fala no assunto. O fenômeno de acreditar na imprensa malvada é do petismo, e mesmo assim depois do escândalo do mensalão pra cá, porque antes estava tudo ótimo, e a imprensa era crítica e isenta.
A única coisa que mudou, insito, foi o alvo. A imprensa continua a mesma. Só que antes era aplaudida, hoje é repudiada.
Abraços

Paulo Marcondes em outubro 18, 2006 4:55 PM


#114

Paulo, pelo jeito quem não anda lendo o Jânio de Freitas é você. Foram 4 anos de indepedência crítica e fogo cerrado (e muitas vezes corretamente) contra o governo Lula.

Idelber em outubro 18, 2006 5:33 PM


#115

Investigação não é fogueira, acusação não é prova, insinuação não é argumento e entrevista não é petição.

Escreveu Elio Gaspari no dia 01 de outubro. Se isso não é um comentário sobre a mídia brasileira, não sei o que é. E desqualificar Mino Carta dizendo que ele é "petista" (coisa que ele não é) e dizer que Luis Nassif não é sério, para mim, é passar um atestado de que os argumentos de verdade se acabaram.

Idelber em outubro 18, 2006 8:35 PM


#116

Idelber,

Se me permite, há uma incoerência na sua argumentação. Você protesta contra a divulgação das fotos (em si irregular), ao mesmo tempo que pretende a divulgação do conteúdo do dossiê -- fruto de uma operação ilícita, tendo resultado inclusive na prisão em flagrante dos "usuários".

O fruto de uma operação ilícita seria a compensação de outra.

Vazar as fotos, não. O dossiê, sim. É pouco o que vazou do conteúdo do dossiê? Deveria ter vazado mais, é isso? Como é que se sabe que há "documentos, depósitos bancários", etc? Vazou? Mas aí pode?

Se o dossiê é fajuto você diz que "tem de provar". Pois então é o ônus da prova recaindo sobre a vítima da trama? É isso?

Ou, na hipótese de a polícia querer divulgar abertamente o dossiê, lícito seria divulgar também as fotos do dinheiro? Se seu interesse é que saibamos tudo, nada contra a divulgação das fotos do dinheiro, então. E que de quebra a polícia apure todos os dossiês que surgirem contra Lula, Lulinha, Lurian, Okamoto e companhia bela.

Que a polícia investigue ambos (compra e conteúdo do dossiê contra os tucanos), significa que o criminoso pego em flagrante no ato de querer sujar a reputação alheia adquire, ipso facto, tanta credibilidade quanto o alvo do dossiê.

Não lhe parece um absurdo kafkiano?

Abraços.

PS: Quanto aos jornalistas, Jânio de Freitas, por exemplo, criticava nesse 4 anos o PT por ter "traído a esquerda", e não passa um único artigo sem insinuar que o dossiê foi uma armadilha contra o PT, repetindo a cantilena do partido -- o da inocência pela culpa: "Lula foi o mais prejudicado, logo é inocente". A Carta Capital é um bunker petista, você bem sabe e admite. Idelber, os "jornalistas sérios" elencados por você são apenas os da sua preferência, e isso subentende afinidade ideológica. São sérios pra você como a VEJA, a Folha e a Globo são sérias pra muita gente (no entanto você desqualifica a todos, do mesmíssimo modo que acusa o Paulo).

Vinicius em outubro 18, 2006 10:12 PM


#117

puxa idelber, como é que você tem paciência? até certo ponto eu acho estimulante este debate, mas de repente as questões ficam se repetindo... e eu prometo que não vou mais escrever comentário neste post! Este foi o último, apenas para dizer que sobre o papel da mídia nestas eleições, quem quiser vá no Observatório da Imprensa (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp)- já que a proposta deles é justamente observar e comentar o desempenho da mídia brasileira. Vários articulistas expõe lá (muito melhor do que eu) suas preocupações com os caminhos tomados pelos veículos recentemente. *ps paulo, o franklin martins escreveu este ótimo artigo de como o estadão distorceu um pesquisa do ibope para "encaixar" sua tese. http://www.franklinmartins.com.br/post.php?titulo=na-reta-final-e-preciso-cuidado-para-nao-se-envenenar-o-pais

patricia em outubro 18, 2006 11:05 PM


#118

Caro Idelber,

Puxa, acusar-me de falta de argumentos com tantas linhas que já escrevi por aqui até magoa.
Agora, falando sério. Idelber, numa boa, você e a Patricia, entre outros, exigem atestado de posicionamento da Veja em seus editoriais. Querem que fique ainda mais claro de que lado a revista está, como se ninguém minimamente esclarecido pudesse perceber. Ok, seria o que? Declaração de voto? Ou pelo menos seu viés ideológico com todas as letras? Então... por que do Nassif, do Weis, do Paulo Henrique e do Mino Carta vocês não cobram isso? Isso que é para mim o curioso: a Veja é sacana, os "jornalistas sérios" são independentes. Come on, buddy, há dois lados em jogo, será que isso não está claro? Ok, não vi a estrela no peito do Mino porque pegaria mal. Mas me diga: você acha que esses 4 vão votar em quem? Você acha que eles estão de que lado?
Sobre o Janio de Freitas, concordo com o que disse o comentador acima. Há toda uma linha de argumentação de atacar a banda podre do PT em nome de uma suposta pureza originária. Ora, aí já tem um pressuposto que o partido merece defesa, desde que podem as maçãs podres. Se alguém fizesse a mesma análise a respeito do PFL, não estaria o analista defendendo o PFL?
Sinto que vocês querem forjar uma lógica onde de um lado está a imprensa cruel e de outro os imparciais. Os teus são escoteiros, os outros são badboys. Aí é complicado.
Sobre o Elio Gaspari, curioso ele dizer isso agora. Você, meu caro Idelber, bota a mão no fogo que o nobre jornalista jamais transformou acusações em provas e insinuações em argumentos?
E vamos de novo ao ponto sensível: Quando o PT, a imprensa e o país derrubaram o Collor havia provas ou acusações? Antes a imprensa acertava. Agora o mesmo procedimento virou manipulação. O que mudou? O alvo, somente.
Abraços.

Paulo Marcondes em outubro 19, 2006 1:03 AM


#119

Patricia,

Você me faz uma pergunta e quando eu respondo você retruca que o debate se repete e não tem paciência para ele. O debate que você mesmo propôs, diga-se.
Whatever... o importante no seu derradeiro comentário é que você deu o "como queríamos demonstrar" para a minha tese. O observatório de imprensa é citado como neutro e imparcial; os observados são desonestos e malvados.
Duplamente típico de certo pensamento, o modo e o conteúdo da sua intervenção.
Abraços

Paulo Marcondes em outubro 19, 2006 2:30 AM


#120

Caro Idelber,
A Veja apronta mais uma das suas. Desta vez a vítima é o Lulinha. O tucano Reinaldo publicou no seu blog a capa da Veja. Acho que a G4\Brasil devia processar a Veja, que com a matéria atinge os negócios (lícitos, diga-se de passagem!) da produtora de programas de TV.

Eduardo Guimaraens em outubro 21, 2006 3:19 AM


#121

Ah, então era essa a "bomba" da Veja desta semana... O assunto da G4 Brasil requentado... Obrigado pelo toque, Eduardo, vou lá checar :-)

Idelber em outubro 21, 2006 3:50 AM