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quarta-feira, 22 de novembro 2006

Mentiras de marqueteiro

xosarney.jpg

O marqueteiro Antônio Melo, que fez a campanha de Jackson Lago (PDT) ao governo do Maranhão, teve, pasmem leitores, a parcimônia, a cara-de-pau, o desplante de reivindicar a paternidade da campanha Xô Sarney, iniciada pela blogosfera em solidariedade aos ataques jurídicos do coronel maranhense à blogueira e jornalista Alcinéa Cavalcanti. Em entrevista ao panfleto conhecido como Veja, o marqueteiro afirma:

Veja - Roseana começou a disputa com 66% das intenções de voto. Como essa vantagem foi invertida?
Melo - O primeiro passo foi prender José Sarney no Amapá. Achávamos que, se ele tivesse problemas para se eleger senador por aquele Estado, deixaria a campanha da filha no Maranhão em segundo plano.

Veja - Como vocês fizeram isso?
Melo - Espalhamos na internet a frase "Xô Sarney", que apareceu em uma pichação em Macapá. Sarney censurou os sites que a divulgaram. Com isso, deu ainda mais corda ao caso.

Os que acompanharam a campanha sabem muito bem que não foi nada disso. Sarney entrou na justiça contra a publicação de uma charge no blog de Alcinéa, conseguiu uma absurda decisão judicial a seu favor e a partir daí multiplicou-se o movimento de desafio ao coronel, com reproduções da charge em todo o Brasil. Obviamente, o jornalismo "investigativo" do panfleto conhecido como Veja publicou a mentira sem corrigi-la, apesar de que a estas alturas do campeonato eu, minha avó e a torcida do Corinthians sabemos que o movimento Xô Sarney foi iniciado por Alcinéa, e não por marqueteiro nenhum. Quem quiser saber mais sobre a história pode visitar os posts de política deste blog ou ler o resumão do Inagaki.

DSC02895.JPG
Eu e umas cachacinhas mineiras ao fundo. A camiseta foi presente de Alcinéa.

Crédito a quem de direito: o primeiro grito contra a mentira foi do blog Aqui não, Genésio!. Também já protestaram o blog Bomfinado e o Cejunior. Seria muito bom, claro, que o maior número possível de blogueiros repercutissem o desmentido. Seria igualmente interessante que o Reinaldo Azevedo, que na época prestou solidariedade à Alcinéa, ajudasse a corrigir mais essa mentira veiculada na revista onde trabalha, ainda que desta vez por um entrevistado.



  Escrito por Idelber às 11:55 | link para este post | Comentários (60)


Comentários

#1

Quando a idéia é boa, aparece um monte pra assumir a autoria.
Idelber, que tal um abaixo assinado virtual dos que aderiram a campanha para ser enviado à Veja, reinvindicando a correta autoria??
Beijus

Luma em novembro 22, 2006 1:09 PM


#2

e vamos fazer um abaixo assinado pedindo desculpas aos pilotos americanos do legacy q foram massacrados impiedosamente pela midia petista q os tacharam de ASSASSINOS. o laudo está provando q a culpa foi dos controladores de vôo brasileiros, é claro.
mas a jequice tupiniquim q sempre quer culpar os americanos pelos nossos erros, por nossa incapacidade quis culpar os pilotos por este trágico acidente. o apagão aéreo de Lulla matou 154 pessoas. mas aí o Lulla periga dizer: "o problema aéreo nesse país acontece desde cabral e é culpa das zelites"....

josé antonio em novembro 22, 2006 1:29 PM


#3

"apagão aéreo"? De onde tiram essas expressões? Ainda por cima não tem nada a ver com o post. Ou talvez tenha, na medida em que a Veja faz parte da mídia petista.

Aliás, ô revistinha, safada, hein? Cada semana é uma presepada diferente.

Daniel em novembro 22, 2006 2:00 PM


#4

daniel
o q estamos vendo é apagão aéreo, sim senhor! imagina se isto estivesse ocorrendo com um governos q vcs achassem de "direita"?
os aeroportos já estariam cheios de militantes do PT, da CUT com faixas pedindo a cabeça dos responsáveis pelo apagão aéreo, sim senhor!

roberto em novembro 22, 2006 2:06 PM


#5

1. quando você estará em BH, de volta de Recife?
2. Acompanhei, pelo seu blog e dos links, a história do Xô Sarney. Uma das campanhas que selaram definitivamente a participação da blogosfera na política: a circulação dos fatos, os desmentidos, o desmascaramento das mentiras... salve blogosfera lúcida! Infelizmente - ou, é assim mesmo - há os espertalhões...
3. Lindas fotos de Recife e Olinda...

Cláudio Costa em novembro 22, 2006 4:15 PM


#6

"Ver" o apagão é muito boa! Obrigado, Roberto!

O pessoal anda nervoso... O que que tem apontar um erro na Veja? Tem erro prá ser apontado lá aos potes!

Além do mais, o marqueteiro deu um passo levemente maior que as pernas. Duvido que a campanha Xô Sarney teve tanto peso assim na surra da Roseanna. Teve sua importância, mas acho que foi um dos vários fatores que levaram a isso.

Daniel em novembro 22, 2006 4:30 PM


#7

não fala mal dos Sarney, pessoal.
noço guia genial, o Lula, não vai gostar disso e se a gente ficar insistindo nessa historia de sacanear o Sarney, o Lula vai enquadrar a gente e a gente obedece. Lula é o maior. Lula é aliado de Sarney, de Collor, de Renan Calheiros, de Suassunas e dos coronelzinho espalhado pelo nordeste. hehehe

normando em novembro 22, 2006 4:40 PM


#8

Li meu comentário e parece que eu menosprezei a campanha Xô Sarney! Não é o caso. Acho que ela não teve muito peso na votação da Roseanna Sarney, porém teve enorme importância na denúncia ao absurdo que foi a perseguição a Alcinéia Cavalcante. Ligar a campanha Xô Sarney exclusivamente à eleição é que é menosprezá-la, desviando seu foco da seríissima denúncia que ela traz.

Daniel em novembro 22, 2006 4:42 PM


#9

Rapaz, que cara de pau.
impressionante.

Serbon em novembro 22, 2006 6:17 PM


#10

Calma galera!!!

Conheço pelo menos dez versões de como se deu o início da propagação da frase "Celacanto provoca maremoto", no Rio de Janeiro. E isto ocorreu anos depois do seriado de TV, que deu origem a série, estar fora do ar.

A campanha "Fora FHC" tem mais ou menos pais conforme anda o clima político.

Eu acho, caro Idelber, que neste caso a tal revista nem tem, nem deixa de ter responsabilidade. Da maneira que você apresentou (eu não costumo ler esta revista atualmente) não dá para se chegar a nenhuma posição contrária a revista. A não ser que o leitor préviamente já não acredite na posição profissional do referido periódico.

Paulo em novembro 22, 2006 6:35 PM


#11

Mas QUE mentira, Idelber! E este Melo anda solto por aí?

Abraços para ti e teus leitores. Estou indignado. Quem sabe a Alcinéa não abre um processo contra o Melo?

Milton Ribeiro em novembro 22, 2006 7:51 PM


#12

Estou meio morto de cansaço, mas vou abrir um postzinho chamando as pessoas para cá.

Milton Ribeiro em novembro 22, 2006 7:53 PM


#13

Idelber, infelizmente acho que já está na hora de colocar moderação prévia nos comentários.

Marcus em novembro 22, 2006 8:52 PM


#14

Há algumas idéias tão ridículas e perniciosas que somente um acadêmico as considerariam seriamente. Uma delas é diversidade. Pense bem. Você é a favor ou contra diversidade? Quando foi a última vez que você disse a si mesmo, “É melhor que eu tenha um pouco mais de diversidade em minha vida”? O que você diria se ouvisse um diretor da Microsoft dizer a seus colegas que a companhia deveria ter mais diversidade e fabricar artigos para cozinha, roupa e sapatos infantis? Você, provavelmente, pensaria que o diretor estaria fumando alguma droga ilegal.

Nossas instituições de ensino superior consideram seriamente a diversidade e faz dela uma operação multimilionária. A Juilliard School tem um diretor de diversidade e inclusão; o Massachsetts Institute of Technology tem um gerente de diversidade e recrutamento; a Toledo University, um pró-reitor para diversidade; as universidades de Harvard, Texas A&M, California at Berkeley, Virginia e muitas outras se orgulham de ter chefes, diretores, vice-presidentes e, talvez até, ministros de diversidade.

George Leef, diretor do John W. Pope Center for Higuer Education Policy em Raleigh, N.C., escreve sobre isso em um artigo intitulado: “Algumas Questões sobre Diversidade” na edição de 5 de outubro da “Clarion Call.” O Sr. Leef sugere que somente na academia a diversidade é almejada por si mesma, mas há um problema: quaisquer dois indivíduos, mesmo se da mesma etnia, nacionalidade ou religião, são diferentes entre si. Suponha que eles sejam da mesma cidade italiana. Eles podem diferir em muitos importantes aspectos: pontos de vista sobre a moral e a religião, crenças políticas, preferências recreativas e outras coisas.

O Sr. Leef diz que alguns acadêmicos vêem a diversidade como um requisito para a justiça social – para reparar erros históricos. O problema aqui é que se você retroceder o bastante, todos os grupos sofreram algum tipo de injustiça. O irlandês pode alegar injustiças nas mãos dos ingleses, os judeus nas mãos dos nazistas, os chineses nas mãos dos indonésios, os armênios nas mãos dos turcos. Os negros americanos foram, obviamente, escravizados, mas a escravidão é um fenômeno que existiu na humanidade na maior parte de sua história. De fato, muito antes dos negros, os europeus eram escravizados. A palavra escravidão[1] vem de eslavo[2], referindo-se ao povo eslavo, que foi escravizado anteriormente. Os americanos brancos, capturados pelos piratas corsos eram, vez por outra, escravizados. Brancos eram submetidos, por contrato, a trabalhos indignos na América colonial. O que, então, os gerentes de diversidade vão fazer com todas essas injustiças?

Quando acadêmicos clamam por diversidade, eles estão realmente se referindo a preferências por grupos particulares de pessoas, principalmente negros. A última coisa sobre a qual eles estão falando é diversidade intelectual. De acordo com uma recente pesquisa nacional, feita pelo American Council of Trustees and Alumni [Conselho Americano de Curadores e Ex-alunos] a respeito da “Diversidade Intelectual”, 72 por cento dos professores de universidades descrevem a si mesmos como esquerdistas e 15 por cento como conservadores. Os professores esquerdistas pensam que suas aulas devem ser usadas para promoção de uma agenda política. A Universidade da Califórnia revogou, recentemente, uma norma sobre liberdade acadêmica que proibia a propaganda em sala de aula. O reitor disse que a regulamentação estava “ultrapassada”.

Os americanos, contribuintes e doadores institucionais, têm sido excessivamente generosos para com nossas instituições de ensino superior. Essa generosidade tem sido traída. Americanos ricos, que adquirem suas fortunas por meio do sistema capitalista, doam bilhões de dólares para as universidades. Sem que eles tenham conhecimento, a maior parte desse dinheiro vai para professores e programas que são abertamente hostis aos valores dos doadores. As universidades traem sua função precípua de perseguir a excelência acadêmica por idiotizar os alunos e conferir graus acadêmicos a estudantes pouco acima do nível de alfabetização e computacionalmente incompetentes.

Qual é a solução? Os doadores deveriam parar de doar dinheiro para universidades engajadas em políticas racistas de diversidade. Simplesmente, visite o sítio da universidade e se você encontrar cargos relacionados a diversidade, feche sua carteira. Não há nada como o som de carteiras sendo fechadas para abrir a mente obtusa dos administradores.

david em novembro 22, 2006 9:34 PM


#15

Idelber, bota cara de pau nisso! Vou linkar seu post e mandar para a minha lista de e-mail também (para aqueles que não visitam blogs)

Kellen em novembro 22, 2006 10:02 PM


#16

Volto pra ler de novo depois que eu acordar direito....o post esta muito bom, como sempre, mas eu fiquei um tanto atrapalhada com os comentários: tem gente brigando com a parede ou eu é que ainda estou dormindo mesmo?
Gente nervosa de manhã...ai, caramba.

Vivien em novembro 23, 2006 6:22 AM


#17

Caro Idelber,
espero que o Marcus não tenha razão sobre moderar comentários, mas que a gente tá precisando "cantar prá subir", isso tá. Só queria contar ao Paulo que o autor do clássico carioca "Celacanto provoca maremoto" é Carlos Alberto Teixeira, o CAT que escreve sobre informática no Globo. Aliás, numa entrevista ele conta como foi seu hilário encontro com o grafitador de "Lerfá Mú", a outra inscrição enigmática daquela época. Então não seria estranha uma matéria sobre esses grafites que não chegasse até a autoria deles? O "Xô Sarney" é tão fresquinho que bastaria uma checagem mínima para traçar suas origens. Abraços

Márcia W. em novembro 23, 2006 6:32 AM


#18

Idelber,

sugiro a leitura do texto do jornalista Mario Andrada e Silva, no Direto da Redação, sobre o "apagão" aéreo.

http://www.diretodaredacao.com/

Embora o título da coluna do Mario seja exatamente esse (O apagão aéreo), o que me parece mais interessante no ponto de vista dele é localizar a responsabilidade do caos nas companhias aéreas. Eu concordo. É um velho mal dos setores empresariais brasileiros. Quando a coisa vai bem, sorriem lucros. Quando vai mal, choram mazelas e seguem de pires da mão para o governo.

Olha, corro sim o risco de ser simplista, mas acho que o governo tem outras prioridades em vez de zelar para que a classe média não fique na fila dos aeroportos, esperando impaciente para pegar seu avião e fugir para algum resort bacaninha. É um problema? Sim, mas que cabe a quem se locupleta do setor resolver. Essa classe média revoltada com o governo petista não adora a livre iniciativa, que o mercado se regule por si, sem intervenção do governo? E agora querem o governo para resolver seu estresse de férias?! Ah, faz favor...

(desculpe o off topic, mas não aguento incoerências. E agora, acatando sugestão da Márcia W., vou cantar pra subir.)

Alessandra Alves em novembro 23, 2006 7:05 AM


#19

Que pilantra! Mas já que ele quer assumir a autoria da idéia, ele pode assumir também os processos da Alcinéa e seus ônus, não é uma troca justa :-)

Te em novembro 23, 2006 9:55 AM


#20

Caro Idelber,

Grato pelo crédito, mas isso é o que menos importa, na realidade. A mim, o que interessa, é uma retratação da Veja, pelo absurdo que cometeu. Segundo fontes, o repórter que fez a entrevista com o cidadão aí cortou a entrevista, considerada muito longa para o painel. Resultou nessa presepada que, ao que consta nem muito tem a ver com o Antonio Melo. Das duas uma: ou Veja está preservando o entrevistado (principalmente por ser ele irmão de um senador tucano do RN), ou o repórter realemente fez besteira.
Independente do acontecido, cabe esclarecimento por parte da revista.

Um abraço.

David em novembro 23, 2006 11:15 AM


#21

Cara Márcia W

Muito obrigado pela sua atenção.

Eu não sei explicar de uma maneira bacana este fenômeno que existe no dia-a-dia da comunicação. Mas posso lhe assegurar que conheço pelo menos nais uns dois "autores" (entre pessoas próximas) do uso da frase "Celacanto provoca maremoto" em paredes e tapumes da Zona Sul do Rio.

Acredito em autoria difusa!

Paulo em novembro 23, 2006 2:24 PM


#22

Além de concordar, de lingua de fora, com a Alessandra, entrei no blog dela e está ótimo ( tucanaram a segundona) . E muito além, ela é corintiana. Au au au (cachorro latindo de prazer)!

frank de morais em novembro 23, 2006 2:52 PM


#23

Idelber, eu ficaria realmente espantado se algum marqueteiro falasse algo pelo menos próximo da verdade.

Mas, sua campanha é justa

Franciel em novembro 23, 2006 2:57 PM


#24

Um comentário apagado. Infelizmente, o Marcus está bem, bem próximo de ter razão. Infelizmente. Estou na correria, no aeroporto, mas depois volto para responder com calma. Abraços,

Idelber em novembro 23, 2006 4:06 PM


#25

Idelber, dá licença para eu responder ao Paulo. Nem cabe aqui essa discussão do Celacanto. Importante é que aplicamos aqui a teoria do melhor grafite do Rio: "Gentileza gera gentileza". Abração

Márcia W. em novembro 23, 2006 4:28 PM


#26

Querido.. Muitos disseram tudo o que eu diria, então, vou mudar totalmente essa corrente:
"como vou saber se é você MESMO na foto já que foi "guilhotinado"????

Sandra em novembro 23, 2006 4:28 PM


#27

um absurdo o que esse cara tá falando. ridícula esta revista veja. eu tenho uma duvida. qual é o sentido da palavra parcimônia nesse texto?

Luli em novembro 23, 2006 5:52 PM


#28

Você e sua avó, tudo bem. Mas a torcida do Corinthians??? Tô estranhando esse blog... Ele não é mais o mesmo... :D

João Paulo Chalub em novembro 23, 2006 10:45 PM


#29

Boa, boa ponderação Alexandre. O caso é que a Veja tem um surplus de falta de credibilidade, né? Aí a gente pega pesado às vezes mesmo....

Idelber em novembro 23, 2006 11:01 PM


#30

Ah, João Paulo, você não me dá nem o benefício do uso da hipérbole?

Idelber em novembro 23, 2006 11:27 PM


#31

Caro Idelber

Gostou da Márcia W: 'Gentileza gera gentileza'. Misturo com o Alexandre que diz que não se deve penalizar o mensageiro pela mensagem. Conclusão: parece que você não gosta mesmo é da revista VEJA!

Nós aqui discutimos a questão do blog que apresentava a opinião de um terceiro, e que por isso foi processado. É a mesma coisa (na forma)!

Agora, se a sua posição for dogmática, não está mais aqui quem falou! Entenderei e respeitarei. É por isso que deixei de ter assinatura da referida revista, para não ter obrigação de ler a dita cuja toda a semana. E ainda ter que sustentar latifúndios improdutivos, como o Mainardi. Já bastam a centimetragem que eu pago em 'O Globo' e não leio regularmente: Tereza Cruvinel, Arnaldo Bloch etc...

Muito bonitas as fotos de Pernambuco. Saudações cariocas.

Paulo em novembro 24, 2006 5:40 AM


#32

Idelber, vou chover no molhado com meu comentário, mas, lá vai: que baita falta de vergonha na cara desse markequeiro! Infelizmente não é a primeira vez q a Veja erra feio no quesito "checagem de informação".
Já não bastasse a pífia e vergonhosa tentativa do senador Sarney de censura política, vem agora um marqueteiro resolver apropriar-se de idéias alheias.
Como diria o Bóris Casoy: ISTO É UMA VERGONHA!

Valéria em novembro 24, 2006 7:19 AM


#33

Vou ponderar a ponderação do Alexandre, se me permitem.

Fosse em qualquer outra revista, a indignação seria toda dirigida ao marqueteiro que espertamente tentou reivindicar paternidade de um movimento totalmente espontâneo. E poderia até ser que houvessem, quem sabe, entrevistas com outros pais do movimento, como Alcinéia Cavalcante e o esquecido autor da pichação no muro.

Mas como é na Veja, mensageiro totalmente indigno de confiança, é mais o caso de tentar entrar em contato com esse marqueteiro e perguntar se foi isso mesmo que ele falou.

E me parece que o similar da caixa de comentários em uma revista não seriam as entrevistas, seria a seção de cartas dos leitores.

Daniel em novembro 24, 2006 9:37 AM


#34

Daniel e Alexandre: Sou assinante da Veja, assim como da Isto É e da Época. Não tenho preferências por nenhuma delas. Leiam meu post acima e vocês verão o motivo de minha indignação com a Veja.

Por outro lado, eu acredito que exista culpabilidade sim em relação à matéria (tirando-se o que declarei no mesmo post):
Você pode, segundo entendimento dos senhores Juízes, você pode sim ser penalizado por comentários em seu blog, porque esse blog que tem seu nome ou nickname é de sua responsabilidade. Perguntem ao Inagaki, senão me engano.
Nesse presumido de responsabilidade, ainda mais com relação a um meio de comunicação de massa, apurar fatos antes de publicar deveria, no mínimo, ser um hábito.

David em novembro 24, 2006 10:18 AM


#35

David, posso dar um pitaco?
Não se pode comparar, para efeitos jurídicos penais ou cíveis, o comentarista de um blog com o entrevistado de uma revista ou jornal ou até mesmo tv.
O entrevistado foi Fulano de tal, a revista traz o nome, qualificação profissional, apresenta de forma clara e inequívoca quem está prestando a declaração. Se ele deu a entrevista, de forma tácita "assinou" um contrato com a revista autorizando a publicidade de tudo que declarou.
O comentarista do blog é um anônimo. Se eu cometer aqui neste comentário, o crime de calúnia, por exemplo, como serei responsabilizado?
Assinei como Roger, é realmente meu nome? Quais informações o Idelber, o pretenso ofendido, o MP, o Judiciário ou quem quer que seja possui pra poder me identificar e punir por meus atos nessa declaração? Nenhum. Por isso a Justiça, corretamente, tem o entendimento que o proprietário do blog é responsável pelas declarações nele contidas. Importante lembrar, que o direito de liberdade de imprensa é delimitado pelo código penal. Crimes de injúria, difamção e calúnia também valem para a imprensa.

Roger em novembro 24, 2006 12:16 PM


#36

Vou responder à ponderação do Alexandre:

A comparação entre blog e revista me parece imprópria. A não ser que haja moderação de comentários, como não é o caso do Biscoito, a caia de comentários é livre, qualquer um tem direito de postar ali. Portanto, o dono do blog não pode ser responsabilizado pelo conteúdo.

No caso da revista, ela escuta os entrevistados, filtra informações, checa notícias, escuta os dois lados. Ou seja, pela estrutura que a revista possui, principalmente na condição de maior revista semanal de informação, ela tem obrigação de checar as informações que publica.

Ela poderia, por exemplo, publicar todas as falas do marqueteiro e, depois, desqualificar a informação. É ou não isso que ela faz com todos os discursos e entrevistas do presidente?

Toda publicação, ainda mais do porte da Veja, tem grande responsabilidade sobre o que publica. Ela poderia, por exemplo, na edição seguinte, responder aos anseios dos blogueiros pelo reconhecimento da campanha Xô Sarney. Se o fizesse, estaria fazendo jus à reponsabilidade que tem. Entretanto, pelo histórico da publicação, duvido que o fará.

Abraços a todos.

Paulo Morais em novembro 24, 2006 1:32 PM


#37

Isso é claramente um caso de desinformação do repórter e jornalismo de má qualidade, e não uma possível colaboração para o dossiê sobre o complô da midia no qual a Veja participaria.

Tenho certeza de que, se enviarem cartas críticas (sem o panfletarismo, xingamentos contra a revista e o editor etc) a Veja corrigirá o erro e ainda tirará um sarro do marqueteiro. A menos, claro, que ele faça parte de algum esquema da revista. Mas isso só mandando a carta.

S Leo em novembro 24, 2006 1:48 PM


#38

seu blog eh mto bom! cheguei aqui através de uma procura por chico science e encontrei em 2005 uns albuns que você indicou.

viva pernambuco! ;)

luciana em novembro 24, 2006 4:12 PM


#39

Caro Idelber
Acompanhei e noticiei no meu blog passo a passo todo esse movimento em torno do senador Sarney em busca de mais uma gestão de oito anos pelo Amapá, e a luta da Alcinéa Cavalcante pela liberdade de expressão. A charge do “Xô, Sarney”, todo mundo sabe naquele estado que é do chargista Ronald Rony.
O marqueteiro Antonio Melo pegou carona no sucesso da peça publicitária e encampou como sua. Mas, se esqueceu que tinha um grupo de blogueiros acompanhando desde o começo o movimento, e atesta a paternidade da obra, como do Rony. Talvez ele quis enfeitar a sua argumentação à revista e caiu do cavalo. Está passando atestado de usurpador. Sobre esse assunto, fiz um artigo esclarecedor lá no blog e peço que a Veja faça uma matéria, por menor que seja, com Rony e esclareça esse imbróglio aos seus leitores.
Abs

Andre Wernner em novembro 24, 2006 9:17 PM


#40

Ah, a Veja...

Daniel Lopes em novembro 25, 2006 5:47 PM


#41

não não, ninguém merece!
que cara idiota.
agora tuda e qualquer coisa que aocntece na internet é marketing de guerilha =P

Nathalia Grün em novembro 25, 2006 7:56 PM


#42

Caro Idelber

A leitura destes comentários, todos eles creio que sinceros só me levam a pensar que em nosso país precisamos de muito mais Diálogo e Educação. Diálogo é uma coisa que temos aqui. E isso é muito bom!

É interessante que na origem deste seu texto, prontamente respondido por quase todos aqui, há a duvida que em nosso país a paternidade de uma boa idéia possa ser mantida por quem não tenha, vamos dizer, um suporte político! Neste caso um veículo de grande circulação passa a ser o carimbador. O veículo é que passa a ser o designador da paternidade.

Por outro lado e FALANDO EM TEORIA, querer ter a propriedade sobre idéias de grande difusão popular é praticamente um sonho. Há muito mais na vida do que a revista VEJA.
SAUDAÇÕES CARIOCAS.

Paulo em novembro 26, 2006 8:11 AM


#43

Cara, isso mesmo! Conta a historia direito...Aproveita e manda uma dessas camisestas ai para mim aqui em Santos :oD

Val em novembro 26, 2006 10:16 AM


#44

Na entrevista o marqueteiro usou de mais malandragem do que se pode imaginar de um marqueteiro, ou talvez tudo que se espera de um marqueteiro.
Ele disse 'espalhamos pela internete' (ele e quem mais?). Assim passa a creditar 'também' à sua pessoa a responsabilidade pela frase e a repercução pela internete, sem nescessáriamente dizer literalmente, que foi ele quem criou o slogam. E não disse. Quem pode duvidar que ele também ajudou a circular a frase?
É mais um caso de 'falsificação', muito comum na midia.Neste caso obtida sem a pseudo-ciência do marqueting.
Ou seja, não havia no programa publicitário do marqueteiro, a intenção de criar a campanha 'Xô Sarney' no Pará para favorecer J.L., como não havia dados que uma campanha assim enfraqueceria a Roseana. Mas essa, ajudou o J.L. no Maranhão, pela dificuldade que criou ao Sarney no Amapá, levando este último a concentrar suas 'forças' lá. Roseana ficou 'só' no Maranhão, e mesmo com uma intenção de votos superior ao Jackson, acabou perdendo a eleição, mas por puro acaso, ou'talvez' pela falta de apoio de seu pai - mas sem intenção clara da estratégia do marqueteiro-.
Daí a justificativa do marqueteiro que defende este possível e incrível plano estratégico, que justificasse seu trabalho. Como ganhou o candidato Jakson Lago, palmas para o maqueteiro. Que agora tem o 'direito' de formular qualquer estratégia para justificar a surpreendente vitória.
Viva o marquenting!

frank de morais em novembro 26, 2006 1:36 PM


#45

Desculpem-me,
me engane no texto acimai, sem nehuma estrategia, troquei Pará por Amapá.
Espero contar com a compreenssão de quem tecla.
Obrigado.

frank de morais em novembro 26, 2006 2:01 PM


#46

E em que sentido, exatamente, aplica-se a palavra "parcimônia" no seu post?

crissmyass em novembro 26, 2006 3:39 PM


#47

Sobre responsabilidades jurídicas envolvendo blogueiros e seus comentaristas, escrevi este post: "Porque os comentários deste blog passarão a ser pré-aprovados antes da publicação".

Inagaki em novembro 27, 2006 10:14 AM


#48

Alexandre
Meu blog é hospedado fora do Brasil, mas como resido no Brasil fui processada mais de 20 vezes pelo Sarney.

Alcinéa Cavalcante em novembro 27, 2006 10:43 PM


#49

Prof. Idelber, e o que o sr. acha do Lula, seu candidato, ter se aliado aos Sarney pai e filha para conseguir vencer esta eleição? Será que não merecia um comentário seu, esse fato tão inusitado?
Obrigado e saudações.

Bob em novembro 28, 2006 3:20 AM


#50

Fala, Bob!

Foram Sarney e filha que se aliaram ao Lula para tentar conseguir vencer a eleição, e não o contrário! Parece que é a mesma coisa, mas não é, não. A filha nem assim conseguiu e o pai quase que não consegue também. Sem o apoio deles o Lula teria ganho do mesmo jeito.

Daniel em novembro 28, 2006 10:58 AM


#51

Alexandre, Alcinéa foi condenada a ceder direito de resposta e a pagar multa. Cabe recurso, mas a sentença em primeira instância foi essa.

Idelber em novembro 28, 2006 1:13 PM


#52

É isso aí!

O presidente Lula apoiou Roseana Sarney na sua campanha para o governo estadual. E nem assim ela ganhou!
O que mostra duas coisas: 1) confirmou-se que o presidente Lula CLARAMENTE não dependia da família Sarney para se eleger no Maranhão; 2) confirmou-se que o presidente DE PRÓPRIA VONTADE resolveu subir no palanque da atual governadora do MA.

Paulo em novembro 29, 2006 8:42 AM


#53

A família Sarney que precisava do Lula prá ganhar no Maranhão! Eles que subiram no palanque dele, não ele que subiu no palanque deles. Diferença sutil, porém essencial.

Daniel em novembro 29, 2006 10:08 AM


#54

Idelber, há uma série de posts análogos a tua Fenomenologia da Fumaça rolando aqui ( http://marconileal.zip.net/ ). Só que a abordagem é incrivelmente cômica.

Abraço e boas férias.

Milton Ribeiro em novembro 30, 2006 12:17 PM


#55

E tem muito mais coisa cômica por aí.

Paulo em novembro 30, 2006 2:34 PM


#56

eh um cara de pau de primeira.

fabricio lima em dezembro 2, 2006 12:10 PM


#57

OFF POST: Prezado Idelber: O "Biscoito Fino" foi indicado ao Prêmio Spoiler 2007 de Melhor Conceito Artístico! Parabéns!

Marfil em dezembro 3, 2006 10:47 AM


#58

OFF POST: Prezado Idelber: O "Biscoito Fino" foi indicado ao Prêmio Spoiler 2007 de Melhor Conceito Artístico! Parabéns!

Marfil em dezembro 3, 2006 10:48 AM


#59

Idelber,

Sei que isso é a pior coisa que se pode fazer com um blogueiro, mas a curiosidade é maior: para quando novo post? ;-)
Abração!

Celinho em dezembro 3, 2006 1:20 PM


#60

Idelber, por indicação do Milton Ribeiro, li tua série Fenomenologia da Fumaça e não poderia deixar de fazer um comentário, pois acabo de escrever também alguns posts a respeito desta loucura que é a tentativa de parar com o vício. Fantástica a relação que você estabelece com O Ser e o Nada. Muito bons os textos. Grande abraço!

Marconi Leal em dezembro 4, 2006 2:54 PM