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terça-feira, 20 de março 2007
Um link
Irretocável o texto do Pedro Dória sobre o triste quarto aniversário da guerra do Iraque. Discordo veementemente de muita coisa que o Pedro escreve sobre outros rincões do Oriente Médio, mas assino embaixo e ao lado desse texto. Como já é de tradição em vários dos excelentes blogs do NoMínimo, dispensa-se a leitura da caixa de comentários.
Escrito por Idelber às 14:54 | link para este post
| Comentários (13)
#1
Aquela caixa de comentários é um circo de horrores.
Dá uma vontade incontrolável de apertar o botão "Delete"...
Bender em março 20, 2007 4:24 PM
#2
Grande Idelber! Nosso amigo Aécio meteu o pau nos "critérios utilizados" por Lula para escalar o Ministério.
Pois bem.
Fui saber do Secretariado do governador de MG. Olha só cada coisa bonita:
http://imprensamarrom.com.br/?p=590
:D
Gravatai Merengue em março 20, 2007 4:25 PM
#3
Pois é, incrível isso... o No Mínimo tem os piores comentadores da internet brasileira, hehehehe
Bjs
Monix em março 20, 2007 4:58 PM
#4
ótimo texto mesmo. Às vezes dá a impressão de que a impressão de que Cheney e cia. têm do Iraque é a de seus próprios umbigos, ou como enxergam o próprio modos operandi de seu povo. Ou, vai saber...
mas se os EUA sairem do Iraque uma coisa por lá permanecerá ainda muito bem guardada: as refinarias.
além dos xiitas e sunitas, há também os curdos... muito pouco falados, porém, parece que há também um grande jogo político envolvendo eles. Interessante aquele filme, "Valley of Wolves", tratar também dos curdos...
catatau em março 20, 2007 5:55 PM
#5
Vixe... A caixa de comentários do NoMínimo é um dos territórios mais selvagens da internet brasileira. Só há uma exceção, na minha opinião: o TodoProsa, do Sérgio Rodrigues. Que os bárbaros não comecem a invadir o recinto por lá também.
Mas quer saber? Às vezes me dou o trabalho de cavoucar alguma coisa no comentários do blog do Pedro Dória e acho coisas legais. Esta análise
sobre a "guerra fria" atual no Oriente Médio, do Bruno Mota, por exemplo, é muito boa.
Ah, ainda sobre o mesmo assunto tem um ótimo artigo sobre a arrogância dos intelectuais que apoiaram a guerra do Iraque, numa perspectiva mais européia. Ele aparece no meio de um interessantíssimo debate sobre multiculturalismo no signandsight.
Edson em março 20, 2007 7:02 PM
#6
Ótimo?
O PD repete o *mesmo* mantra de que foram os neo-cons a fazerem a tal guerra, como se ela não tivesse passado no Senado americano(Num tempo em que os democratas tinham a presidência da casa) por 77 votos a 23. E ainda fala de que se os americanos saírem, o Iraque entraria em guerra civil.
(Claro, a situação agora está excelente com a ocupação)
André Kenji em março 21, 2007 7:37 AM
#7
A opção da invasão do Iraque já existia. Com o fundamentalismo na cúpula do governo norte-americano, surgiram as circunstâncias para empreender esta invasão.
COMO SABEMOS, os governos norte-americanos, de todas as tendências, tem uma longa tradição de apoiar as lideranças religiosas nos países muçulmanos (ainda que de forma transversa). O Iraque era o grande país laico. Mas apenas sob a batuta de Saddan Hussein!
Fosse George W. Bush o Lawrence da Arábia, haveria uma mínima chance de jogar com os grupos sunita, xiita e curdo. Mas George W. Bush não é Lawrence, e como sabemos a diplomacia norte-americana mal sabe distinguir os povos do seu próprio continente!
Paulo em março 21, 2007 9:23 AM
#8
Mas André, o Pedro não disse que os neocons fizeram a guerra sozinhos. Disse que a guerra só aconteceu porque eles quiseram, o que é fato. Se não fosse a obsessão deles, o assunto nem teria sido votado no Senado. A tradicional "bundamolice" dos democratas ao se opor ao planos de guerra dos falcões não muda esse fato.
Ah, e o Iraque já está em guerra civil. Se aquilo não é guerra civil, não sei o que é...
Idelber em março 21, 2007 3:38 PM
#9
ô frustração: escrevi monte de coisas, argumentei, levei a sério, pensei, fumacinha... perdi tudo por minha inoperância com o computador. COM PUTA DOR não te rescrevo nada. Só essa sobre o COM PUTA DOR! ai piode deletar!
Sibila em março 21, 2007 9:20 PM
#10
Idelber
Bunda-molice seria se os democratas tivessem votado contra a guerra, sem grandes discursos e oposições. No entanto, o que houve foi que mais da metade dos democratas votaram a favor da guerra. Isso é coisa muito pior.
E transcrevendo o texto:
"A guerra aconteceu porque um pequeno grupo dentro do governo norte-americano, inclua-se o vice-presidente Dick Cheney, o então secretário de Defesa Donald Rumsfeld e seu segundo, atual presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, queriam fazer a guerra. Só isso."
Só isso. ;) E o ponto não é o país estar em guerra civil ou não. É usar isso para defender a permanência dos americanos lá.
Mas mudando de assunto, como você acha que a fica a eleição para governador na Lousiana sem a Blanco? Mary Landrieu consegue ser reeleita no senado em 2008 sem metade de New Orleans? Como está o clima aí?
André Kenji em março 21, 2007 10:54 PM
#11
Dois detalhes.
O número de soldados na invasão não foi insuficiente _ tanto é que as forças armadas iraquianas foram derrotadas em tempo recorde (de novo).
Além disso ninguém duvida do "staying power" da guarnição que ficou lá. Como já disse um general americano, as tropas americanas são inderrotáveis, mas a guerra é também invencível.
O problema é que o contingente estacionado no Iraque é incapaz de levar a ordem ao país. Muito menos de "produzir uma democracia".
(aliás ando elaborando um pouco um paralelo entre os delírios neocons de engenharia social e o design inteligente para tentar demonstrar que a democracia tem "irreducible complexity")
Quanto a essa opinião do PD, eu já tenho minhas dúvidas:
"O sexto erro que os EUA não cometeram mas perigam cometer – desta vez, não por culpa de George W. Bush mas de sua oposição – é sair do Iraque. Se sair, a guerra civil desanda de vez e periga se espalhar para além das fronteiras."
Se há um perigo da guerra se espalhar é justamente o fato dos americanos permanecerem lá e levá-la para além da fronteira iraniana.
Hermenauta em março 27, 2007 11:31 AM
MarcosVP em março 29, 2007 1:50 PM
#13
pois é, os políticos tinham que fazer um curso: "como dar entrevistas sem criar armadilhas para si mesmos"
e os jornalistas deveriam usar mais o bom senso e menos o sensacionalismo pra editar as entrevistas que fazem...
abraços
:)
daniel em março 31, 2007 4:02 AM