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sexta-feira, 20 de abril 2007

Cripta em duas partes

labyrinth2.gif Historinhas zizekianas:

1. Um marido e uma mulher vivem um acordo de que podem manter casos extraconjugais. Se, de repente, o marido vier contar a sua mulher sobre um caso que está tendo, ela terá bons motivos para entrar em pânico: Se é apenas um caso, por que você está me contando isso?

2. Como sabemos, os EUA sempre se utilizaram do assassinato e da tortura contra adversários políticos em várias partes do mundo, através da CIA ou de regimes-gorila instalados via golpes de estado. Se agora estão reconhecendo abertamente que torturam prisioneiros no Iraque, em Guantánamo e alhures, há motivos para se perguntar: o que significa essa admissão? Por que não continuam torturando em silêncio como antes?

3. Um rapaz no velho regime comunista da Iugoslávia chega ao exército e é encaminhado ao escritório para assinar um termo de compromisso de lealdade à pátria, a Tito e ao socialismo. O oficial lhe explica que ele deve assinar a declaração livremente, de sua própria vontade. Mas que se não assiná-la será encarcerado como traidor. O jovem replica: recuso-me. Mas se o senhor me der ordens para tanto, assino na hora. O oficial retruca: a declaração é anódina a não ser que seja assinada de livre e espontânea vontade. Mas se você não assinar, será preso.

4. João e Maria vivem na mais sublime das felicidades em seu amor. Maria diz a João: meu amor é tal que eu faço qualquer coisa que você me pedir. Seja P, Q, R, X, Y ou Z: peça-me e eu farei. João retruca: meu amor por você é tanto que P, Q, R, X ou Y não fazem a menor falta. Eu só preciso de Z. Eu nem preciso de que Z seja tão bem feito assim. Só preciso que você o faça sem que eu tenha que pedir. Porque a essência de Z é que, se ele for feito depois de um pedido, perde todo o significado.

****************************************

Simplificando grosseira, brutalmente, proponhamos: há duas formas de se entender a relação entre as coisas e os signos, a ordem bruta dos fatos e a ordem porosa, heterônoma da linguagem. A turma número 1 acredita que existe a ordem do real e, por outro lado, a ordem da representação - que pode ou não dar conta, e com maior ou menor fidelidade, desse real pré-existente.

A turma número 2, à qual eu me filio, acredita que qualquer alteração na ordem dos signos produzirá algum efeito, por mais mínimo, na ordem dos fatos que aqueles signos supostamente só representariam. A turma 2 acredita que qualquer representação altera a ordem do real, qualquer mapa transforma o território.

Ambos os grupos reconhecem a existência, por um lado, dos fatos e, por outro, de valores através dos quais esses fatos são compreendidos. Mas só a turma número 2 coloca-se a pergunta: a própria distinção entre fatos e valores pertenceria à ordem dos fatos ou à ordem dos valores? A turma número 1 não entende essa pergunta.

O abismo entre as duas turmas é irreconciliável, pois reconhecer a existência do desacordo já implica automaticamente filiar-se à turma número 2. A cisão entre elas seria, então, não uma diferença mas um diferendo: uma cisão que só pode ser nomeada optando-se por um dos lados. Não há uma linguagem neutra na qual a joça possa ser nomeada.

Uma das definições possíveis de democracia é: o labor de se transformar, incessantemente, diferendos em diferenças.

PS: Se você está em algum ponto do meio-oeste americano e se interessa por cultura e literatura brasileiras, seu lugar este fim de semana é aqui. Vem pra cá. O congresso começa hoje. Às 10 da matina, 12 de Brasília, eu entro em campo com a Nação Zumbi. Wisconsin, vou lhes contar, produz as melhores cervejas que já bebi na vida.



  Escrito por Idelber às 02:56 | link para este post | Comentários (35)


Comentários

#1

Idelber, este texto me deu uma certeza: tenho inveja de quem é seu aluno!
E me lembrou também essa história aqui: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=37359

Ju Sampaio em abril 20, 2007 8:52 AM


#2

Rapaz, a única coisa que me faz ter vontade de ir até os EUA são as cervejas.

Claro, o país é famoso por suas cervejas sem graça, como a Bud Light, mas também possui uma cultura cervejeira fascinante, com microcervejarias em todo o país, fabricando cervejas artesanais, de todos os tipos e qualidade.

Inclusive, alguns tipos de cervejas tradicionais, já esquecidos na Europa, podem ser encontrados em alguma microcervejaria americana.

Mas, como sou persona non-grata por lá, o negócio é ficar com as artesanais brasileiras mesmo, que estão cada vez melhores também.

Abraço.

Ricardo Antunes da Costa em abril 20, 2007 9:11 AM


#3

Ju, a admiração é mútua, muito mesmo. E obrigado pelo link a essa história incrível :-)

Ricardo, pensei em você ontem, meu camarada. As cervejas são demais. Não tem Alemanha, nem Bélgica, nem República Tcheca. As melhores cervejas do mundo são feitas em Wisconsin, US of A. Venha sim, um dia. Tem esse negócio de persona non grata não :-)

Idelber em abril 20, 2007 10:25 AM


#4

muito bom, idelber. realmente, como disse a ju, ser seu aluno com certeza é um privilégio e tanto. não sei se viajo na maionese, mas esse teu post me lembra wittgenstein. a linguagem é um jogo, mas não dá pra sair do jogo e olhá-lo de cima, ter uma visão de sobrevôo. bom, eu também me filio à turma 2 =]

bjs

cris em abril 20, 2007 10:32 AM


#5

ah, esse artigo que a ju indicou foi citado num grupo de pesquisa do qual faço parte aqui na PUC. na época estávamos estudando um texto do eduardo viveiros de castro [Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena], uma das coisas mais legais que já li...

cris em abril 20, 2007 10:35 AM


#6

Voce ilustrou o post com uma estilização do labirinto da catedral de Chartres que uma vez percorri meditando e incrivelmente, com algo parecido ao que voce coloca. Algo sobre o real e a representaçao. Pensava que se o real nos chega filtrado e mediado pela representaçao, inevitavelmente um pode mudar o outro. Sao duas faces de uma moeda. Nosso olho tem uma lente e basta. Quem enxerga é o cérebro, mas sempre contaminado com mil e duas alucinações. Bem, vou querer te acompanhar nisso.
Outra coisa, essa off topic. Estou inaugurando uma iniciativa no meu blog, se voce puder e quiser divulgar será fantástico e vou ficar te devendo. Ou, pensando melhor, que deus lhe pague.

Flavio Prada em abril 20, 2007 12:25 PM


#7

Ah, Idelber, tava lendo aqui o blog de uma apaixonada por Zizek e, principalmente, Espinosa, e de repente me dei conta de que vc nem deve conhecer: a Palestina do Espetáculo .

Só falta vc também ter sido da Democracia Socialista na época de PT. :)

Edson em abril 20, 2007 12:30 PM


#8

bah, ótimo post, e incrivelmente ressonante com 1 a sair no Catatau

Ainda é interessante notar que a turma n. 2 pode ainda criar uma espécie de 'terceira via', como fizeram vários indivíduos chamados 'estruturalistas': nem coisas, nem palavras, mas haveria uma ordem simbólica que se encravaria entre as palavras e as coisas. Dentre esses, ainda os apreciadores de uma 'quarta via', que, diante das palavras, das coisas, e das estruturas, preferem e enxergam no "acontecimento" uma espécie de caráter até mesmo emancipatório... mas isso é pano pra manga, hehehhe

(moral da história: o que difere toda essa cambada da turma 1 é a impossibilidade de um 'real' a partir do qual as representações seriam apenas decalques...)

catatau em abril 20, 2007 1:05 PM


#9

Nossa, ótimo texto Idelber! Deu nó no cérebro! E quanto tempo faz que não pensava mais sobre isso? Gostava muito do historismo alemão (preciso reler pra ver se ainda gosto), dos adeptos da hermenêutica: Dilthey, Palmer, Gadamer. Cheguei a ler à época um tantinho de Heidegger... confesso que entendi pouco. Gostava da imagem do ser abrindo-se para o mundo, ao qual já pertencia. Da natureza do ser humano ser a linguagem, algo a que não podemos escapar, vivemos através da, somos linguagem. A questão do grupo 2 me pareceu muito pertinente. Só q tudo isso continua mto nebuloso pra mim; e a diferença entre "diferendo" e "diferença" realmente ficou além das minhas capacidades intelectuais. Ai, ai, preciso voltar a estudar... Beijo.

Sibila em abril 20, 2007 2:31 PM


#10

É, eu tb senti que esse papo todo ficou muito acima das minhas (parcas) capacidades intelectuais. Mas considerando-se que pelo menos entedi a questão, será que isso significa que estou na turma número 2? Eu quero saber qual é a minha turmaaaaaa! :-)
Beijos

Monix em abril 20, 2007 2:36 PM


#11

Idelber, que coisa!
Fiquei pensando, como se diz diante disso, do post, do link, que se está sem palavras, sem usar as palavras?
bj
M.

Meg em abril 20, 2007 4:44 PM


#12

Com relação ao link de Ju Sampaio, a New Yorker de 16 de abril traz artigo interessante sobre o Everett - e as fotos (http://www.newyorker.com/online/2007/04/16/slideshow_070416_piraha) são lindas.

jayme costa pinto em abril 20, 2007 5:19 PM


#13

Ô Idelber, tanta gente gostou do tema - e algumas pessoas (eu por ex.) não puderam entender tudo - será que vc não pode voltar mais uma vez ao assunto prá ver se a gente, do grupo NR (não recuperado, na escola em q estudei, ou necessidade de retorno) pega um pouquinho mais suas pegadas? Putz, não querendo incorrer na sacanagem de fazer professor dar aulas de graça!E tb de lhe retirar do retiro. Sei lá, de repente aí nos EUA, a coisa é bem mais digna e fica mais fácil pro cê. Beijo.

Sibila em abril 20, 2007 7:24 PM


#14

Falando em meio-oeste, você vai nesse evente, Idelber?

http://www.socialismconference.org/

A Luciana Genro pode ser meio mala, mas o Joshua Frank, a Amy Goodman, o Jeffrey St Clair e o John Pilger sempre dizem coisas interessantes...

André Kenji em abril 20, 2007 7:24 PM


#15

Falando em meio-oeste, você vai nesse evente, Idelber?

http://www.socialismconference.org/

A Luciana Genro pode ser meio mala, mas o Joshua Frank, a Amy Goodman, o Jeffrey St Clair e o John Pilger sempre dizem coisas interessantes...

André Kenji em abril 20, 2007 7:56 PM


#16

Obrigado mesmo pelos comentários, que serão respondidos com calma.

O congresso aqui em Madison foi uma maratona de 12 horas. Estamos agora no intervalo antes do jantar. Prometo voltar com respostas individuais, por email ou aqui na caixa; mas provavelmente só amanhã :-)

Idelber em abril 20, 2007 9:19 PM


#17

Pegando o gancho da Monix, tambem quero saber de que turma faco parte. Deu no' na minha cabeca tambem, mas dado que compreendi minimamente o ponto da questao, devo estar na 2. Sera' que me aceitam? Abracos,
Leticia.

Leticia em abril 20, 2007 11:09 PM


#18

Só me ocorreu a história de a hermenêutica e a semiologia serem ferozes inimigas.
Abraços
sandro

sandro ornellas em abril 21, 2007 12:55 PM


#19

Espero que seja um sucesso a sua palestra e o evento inteiro e também que você se divirta aí pelo meio oeste. Wisconsin me lembra aquela cena do filme "Love Actually" em que o rapaz britânico compra uma passagem pros EUA e chega em Wisconsin onde está cheio de mulher bonita querendo ele. He, uma graça. Beijo.

Andréa N. em abril 21, 2007 2:05 PM


#20

cris, com certeza, Wittgenstein é uma das inspirações para o escrito aí em cima.

Flavio, eu não tinha reparado que era uma estilização da Catedral de Chartres; achei que era um labirinto qualquer... Vou ajudar na divulgação da sua iniciativa, na segunda, que é um dia de mais visitas.

Edson, como te dizia, fui, sim, da DS. Gostei da dica do blog, obrigado.

pois é, catatau, onde se encaixaria um estruturalista ortodoxo é uma boa pergunta...

Sibila, prometo sim, voltar ao tema. Você e a Leticia eu não sei, mas a Monix é turma 2 com certeza. Todo bom bebedor de cachaça é turma 2, que é o time das representações que alteram o real...

Meguita, que bom que gostou. Ainda imagino uma conversa nossa sobre essas coisas...

André, obrigado pelo link, não vou não. 5 dias de meio-oeste por ano já está bom...

Sandro, com certeza, é um antagonismo que não deixa de ecoar aí nesse tema, não é?

Obrigado, Andréa, correu tudo muito bem, na verdade bem mesmo - o congresso foi merecedor de um post.

Idelber em abril 22, 2007 3:37 AM


#21

Olá idelber,
Sem querer ser chato, a menos que me engane a ilustração não é propriamente um labirinto, visto que alí não há caminhos que se bifurcam e conduzam ao 'erro'. Há somente uma entrada e uma saída e não há como se 'enganar' no percorrer do trajeto.
Mas como já bebí algumas cervejas um labirinto passa a não ser grande problema. O problema será amanhã!!! eh eh eh!
Abrs.

frank em abril 22, 2007 1:15 PM


#22

Idelber, imagino também, e acho que eu aprenderia muito e teríamos muito a trocar.
Estou estranhando a ausência da Lulu (do blog Diario da Lulu- http://lulu-diariodalulu.blogspot.com/) aqui, pois falamos sobre isso, e creio que chegamos a falar sem citar nomes;-) em Fichte, Wittgenstein, ontologia e metafísica .
E ainda mais sobre sermos do grupo 2- Halləlûyāh - e percebermos a fragilidade do real - as instâncias do abstrato, as metaxys do indizível.
Do que se quantifica e qualifica, caso (1) mas não se sabe -no pensamento e na línguagem- o que é mais ou menos do que o quê.

Obrigada, e sim, Inshallah, a gente se possa ver, os três;-)
Sucesso, sempre!
Bj
M.

Meg em abril 22, 2007 8:17 PM


#23

Ops, falha nossa sobre 'há somente uma entrada e uma saida'.

frank em abril 22, 2007 8:50 PM


#24

É, isso é um problema, rsssss Até mesmo buscar responder o que diabos é tudo aquele monte de correntes que se classifica por 'estruturalismo'

abração,

catatau em abril 22, 2007 11:24 PM


#25

geeente!!
eu só ia comentar que basta ver um jogo de futebol narrado pelo Galvão Bueno para perceber que a narrativa altera sim o referente!

:-) ;-)

mas esse post deu no que pensar. E deu até vontade de escrever sobre isso, mas vamos ver se a vontade passa, pois é assunto complicado e eu não sei fazer posts eruditos.

Sei que sim, os signos alteram o real, e que quando me chamam, me falam, me dizem, me mapeiam, me transformam também e eu não sou mais a mesma.E que o EUA ficam lá em cima e a gente cá embaixo; que o fato puro quase nem existe ( será que existe? ) e que a linguagem revela, desvela e altera as coisas do mundo.

E que mesmo a tal da ordem bruta dos fatos é dada já pela linguagem, que os organiza, hirarquiza, e deles toma conta. Não é à toa que uma das primeiras atribuições de Adão foi a de nomear as coisas do mundo. Sim, os signos alteram as coisas.

Agora... atenção atenção: eu acredito na realidade. :)
eu sei que já foi dito aqui mesmo no post que nenhum dos grupos nega a existência dos fatos, e que a questão é se eles, os fatos - ou a realidade, ou referente, ou a coisa em si ( como é que chama? ;) ) - existem despregados dos valores da linguagem, mas é sempre bom reforçar.


o ônibus linguagem me atropela sim. E o mundo linguagem produz violências, conflitos, fatos que são. Não sei se brutos, mas são.O mesmo ocorre com a linguagem que diz ônibus, e com a que diz mundo. Também ela produz violência, e ela altera os fatos, pero que los hay, los hay.

né?

beijo,
Lululuana.

lulu em abril 23, 2007 12:45 AM


#26

Hohoho, que lindo comentário. Ficou boa demais essa entrada triunfal com o exemplo do Galvão Bueno :-)

Idelber em abril 23, 2007 1:47 AM


#27

:-)!!!

lulu em abril 23, 2007 8:50 AM


#28

Cara, ou você já bebeu demais dessa cerveja do Wisconsin, ou puseram alguma coisa no meu café.

O fato é que engenheiros em geral têm sérios problemas com esse papo de subjetividade e se lembram logo de porcas, parafusos, chaves de grifa e circuitos elétricos, cenários onde muita diferença entre significante e significado acarreta em dedos amassados e choques de 220 volts.

Mas depois eu volto. :)

Hermenauta em abril 23, 2007 4:39 PM


#29

É a Lulu:-)

Ideleber: o texto do Marcelo sobre Um defeito de cor para quem não tem acesso a Folha ou ao uol
está aqui

bjs aos dois

Meg em abril 23, 2007 8:00 PM


#30

Ooooh!
Não sei como deixar aqui o permalink:
ARTIGO SOBRE DEFEITO DE COR

Se não der , vou ter que expor mais um subrosa, só de textos especiais:-)
http://subrosa3.wordpress.com/2007/04/23/um-defeito-de-cor-marcelo-leite/
Porque vale mesmo muito a pena.
Beijo pra Aninha e pra vc.
M.

Meg (Sub Rosa) em abril 23, 2007 9:52 PM


#31

Putz, cheguei atrasadíssimo. Mas que post!!!! Só não coloque mais este labirinto. Quando vejo um troço desses, tenho tendência a entrar monitor adentro.

Milton Ribeiro em abril 24, 2007 10:59 AM


#32

Idelber,
qual é o livro mais indicado para iniciar Zizek?

PS - Dica: o novo DVD dos Racionais tem um documentário muito interessante sobre a história da música negra e seu transito na cidade de São Paulo (a influência americana, o movimento negro, a dinâmica nas áreas da cidade, etc..). Suspeito que você iria gostar.

Umberto em abril 24, 2007 11:52 AM


#33

Umberto: Com certeza, O objeto sublime da ideologia. É para se desmontar de rir. E pensar.

Valeu a dica dos Racionais, vou procurar :-)

Idelber em abril 24, 2007 1:22 PM


#34

Se o lado etílico predominasse nessa escolha, lado em que as cachaças teriam peso 2, já me entabularam: lado 2! Ainda mais ou exatamente por elas: as marvadas mineiras, seu mineiro (!) q agora eu sei!

Sibila em abril 25, 2007 2:08 PM


#35

Ops: favor trocar "entabularam" por "entabulariam". Ninguém é lusitano perfeito.

Sibila em abril 25, 2007 2:10 PM