Meu Perfil
Um blog atleticano e antropocêntrico.



email: idelberavelar gmail ponto com
Sobre o autor
 Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane
 Prêmio Itamaraty (pdf)
 The Untimely Present
 The Letter of Violence
 Alegorias da Derrota
 Ensaio sobre o PT
 Balanço Governo Lula
 Ensaio Música Mineira
 Ensaio sobre 11/09
 Entrevista no Chile
 Entrevista no Gravatá
 Ensaio sobre o Galo


Sobre ela
 Um defeito de cor
 Ao lado e à margem do que sentes por mim
 Prêmio Casa de las Américas
 Comentário de Millôr
 Comentário de Risério
 Resenha na Folha de Pernambuco
 Entrevista na Record
 Entrevista na Globo News
 Entrevista na Novae (2002)


Mini-observatório da imprensa
1. Em coluna para a Folha de São Paulo em 23/08/2008, Fernando Rodrigues afirma que John McCain é a "síntese de uma ala republicana liberal". Evidentemente, ninguém nos EUA caracteriza McCain como liberal, nem ele mesmo.

2. Na edição 2.020 da Revista IstoÉ, sob o título Símbolo da fundação de Roma, o monumento Lupa Capitolina é mais novo do que se imaginava, a reportagem afirma: ... os historiadores sempre acreditaram que fora erigido por volta de 500 anos antes da era cristã. Como é esse monumento que data o nascimento da capital italiana, fixou-se então, logicamente, o surgimento de Roma nesse mesmo período (...) Na semana passada ocorreu uma reviravolta envolvendo tal marco: arqueólogos revelaram que a estátua é datada do ano 1300 a. C, ou seja, Roma é mais jovem do que se supunha.... A Revista IstoÉ se esqueceu de que 1.300 a.C é mais velho que 500 a.C., ou seja, deu a impressão de não saber que, antes de Cristo, a contagem das datas se faz para trás (obrigado, Serbão).

3. Em coluna publicada na Folha de São Paulo em 06 de agosto, Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de São Paulo, diz que o voto hispânico "já alcança cerca de 25% dos eleitores" dos EUA. Errou só por 100%. Segundo os últimos números oficiais, o eleitorado hispânico dos EUA é 12,5%.

4. A Folha Online relata que o último spot publicitário da campanha de Obama afirma que McCain é um político submisso às grandes petrolíferas e lembra que o senador conservador recebeu milhões em contribuições eleitorais dessa indústria. O anúncio divulgado hoje por McCain procura desfazer esses mitos. A palavra mitos vem assim, sem aspas. Alguém esqueceu de avisar à Folha que as milionárias contribuições das petrolíferas a McCain não são mitos.

5. Em entrevista a João Pereira Coutinho na Folha Online, Daniel Piza, o homem que enforcou Jesus Cristo e transformou o entrudo em "dança de salão", afirma que muitos na verdade ainda estão em Bakunin, "toda propriedade é um roubo". A frase "a propriedade é um roubo", evidentemente, é de Proudhon (obrigado, Tiago Mesquita).



Histórico
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 Clube de leituras
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Visito
 Acontecimentos
 Afonso, o Chato
 After the Fall
 Agência Carta Maior
 Aguafuertes
 Alcinéa Cavalcante
 Alê Felix
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Amante profissional
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson!
 Arrastão
 Bala perdida
 Balípodo
 Bereteando
 Biajoni!
 Bibi's Box
 Blog do Alon
 Blog do Bourdoukan
 Blog do Cássio
 Blog do galinho
 Blog do Mello
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blog dos Perrusi
 Blogafora
 blowg
 Botequim do Bruno
 The brain eaters
 Branco Leone
 Bratislava
 Bugio
 Caldos de tipos
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Carvoeiro
 Caryorker
 A casa da colina
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinefilia
 Cinematógrafo
 Cintaliga
 Conejillo de Indias
 Consenso, só no paredão
 Contra Capa
 Contraditorium
 Controvérsia
 Conversa afiada
 Cria Minha
 Cris Dias
 Crônicas perversas
 Cyn City
 Cynthia Semíramis
 Uma dama não comenta
 Daniel Lopes
 De olho no fato
 De primeira
 Diálogico
 Diário da Lulu
 Diário da Odalisca
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Diário gauche
 Diplomacia bossa nova
 Direitos fundamentais
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Don Quijote
 Dossiê Alex Primo
 ¡Drops da Fal!
 Duas Fridas
 É bom para quem gosta
 É por aqui que vai pra lá?
 eblog
 Ecologia Digital
 Enloucrescendo
 Enquanto seu blog não vem
 Epicaos
 EraOdito
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 O esvaziar das nuvens
 Eugenia in the meadow
 O eu profundo
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 A Feminista
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Fósforo
 Fina flor
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Futebol, política e cachaça
 Gabinete dentário
 Galo é amor
 Garotas que dizem ni
 Gejfin
 Gravatá
 Gravataí Merengue
 Groselha news
 Guga Alayon
 Guia de literatura
 Hargentina
 Hedonismos
 Hermenauta
 Histórias do Brasil
 Homem do plano
 HQ e cultura
 Hunny.bunny
 Idéias mutantes
 Impedimento
 Impostor
 Imprensa Marrom
 Incautos do ontem
 Ingresia
 Inter-esse
 InternETC
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jon Kepa
 O jornalismo morreu
 Juca Kfouri
 Juliano Rosa
 La lectora provisoria
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 Liberal Libertário Libertino
 Limpo no lance
 Linkillo
 Lino Resende
 Lixo Tipo Especial
 Lixomania
 Luis Nassif
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 Maísa na blogosfera
 Uma Malla pelo mundo
 Marcelo Coelho
 Marconi Leal
 Marmota
 Martelada
 Melômano
 Meta.comunix
 Milton Ribeiro
 Mineiras, uai!
 Mino Carta: direto da Olivetti
 Mox in the sky with diamonds
 Música popular do Brasil
 Na prática a teoria é outra
 Nababu
 Nación apache
 Nalu
 Namorado imaginário
 Nei Lopes
 Noncapisconiente
 Nova corja
 Nóvoa em folha
 Odisséia literária
 Óleo do diabo
 Olho de boi
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Outros dias
 Overmundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Paralelos
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 Pedro Alexandre Sanches
 Pedro Dória
 O pensador selvagem
 Pensamentos esparsos
 Pensar enlouquece
 Perto do coração selvagem
 Pirão sem dono
 Poemas del alma
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Prosa caótica
 Prosaico20
 Puente aéreo
 Quando, onde e como
 Quarentena
 Que cazzo
 Querido leitor
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Río fugitivo
 Roda de ciência
 Rosebud NYC
 RS urgente
 Sandino
 Seqüências parisienses
 Sergio Leo
 Serbão
 Sérgio blog 2.3
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Soninha
 Soninha (gabinete)
 A Sopa no exílio
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 Superfície reflexiva
 Talqualmente
 Tapera
 Taxitramas
 Tentativas de mitologia
 Terapia Zero
 Tiago Dória
 Todo prosa
 Todos os fogos o fogo
 Tordesilhas
 Torero
 Torre de marfim
 Tudo pode acontecer
 Tudo que é sólido se desmancha no ar
 Túlio Vianna
 Umbigo do sonho
 Ultimas de Babel
 Vejo tudo e não morro
 Velho do farol
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 A vida em palavras
 Virunduns
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro




selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Deus, um Delírio, de Richard Dawkins :: Pag. Principal :: Links »

quarta-feira, 11 de abril 2007

Meme das pedras de toque

cartola.jpg O Paulo Roberto Pires, do bom blog Toca Tudo, fez um post recordando um livro do José Lino Grünewald, que colecionava algumas das “pedras de toque” da poesia brasileira: imagens que condensam um universo poético, resumem a obra de um autor, dizem mais que o aparente à primeira vista. Daí o Paulo propôs as “pedras de toque” da letrística da música brasileira popular para ele; os leitores acharam várias outras, muito boas.

Vamos roubar a brincadeira deles? Aí vão algumas das minhas:

Tire o seu sorriso do caminho / que eu quero passar com a minha dor
(Nélson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Alcides Caminha, “A Flor e o Espinho”)

Cuidado Saci, cuidado com a toca
Treine bem e não se compromete
Pois esta aposta consiste
Em que você ande
Pelo sítio de patinete

(Jorge Ben, “Sasaci Pererê” - é puro Ben essa estrofe!)

Matou o ciúme que mata
Negou a mentira da nêga
Cantou o remorso num canto
Guardou o seu anjo-de-guarda
Chamou a doideira da chama

(João Bosco / Aldir Blanc, “Escadas da Penha” – parte B, depois da reviravolta)

E a lama come mocambo e no mocambo tem molambo
E o molambo já voou, caiu lá no calçamento bem no sol do meio-dia
O carro passou por cima e o molambo ficou lá
Molambo eu, molambo tu

(Chico Science / Fred 04, “Rios pontes e overdrives”)

Aconteceu um novo amor
Que não podia acontecer
Não era hora de amar
Agora o que vou fazer?

(Dorival Caymmi, “Não tem solução”)

E no anseio da desgraça
Encho mais a minha taça
Para afogar a visão

Quanto mais bebida eu ponho
Mais cresce a mulher no sonho

(Orestes Barbosa, “A mulher que ficou na taça” - adoro esse pseudo-parnasianismo do samba dos anos 30. Cartola foi o mestre disso).

O meu cartão de crédito é uma navalha

(Cazuza / Nilo Romero / George Israel, “Brasil”)

Vou me desacorvardar dizendo não
A um coração que fez só desagasalhar
Quem o abrigou

(Cartola / Hermínio Bello de Carvalho, “Labaredas)

Diga lá, leitor, quais são as suas pedras de toque na música brasileira popular?



  Escrito por Idelber às 05:56 | link para este post | Comentários (33)


Comentários

#1

poxa, idelber, eu tenho várias; deixo aqui uma amostra:

"ouça-me bem, amor/preste atenção, o mundo é um moinho/vai triturar teus sonhos tão mesquinhos/vai reduzir as ilusões a pó" [cartola - pra mim a letra inteira é maravihosa]

"foi um rio que passou em minha vida/e meu coração se deixou levar" [paulinho da viola]

"deixe a meta do poeta, não discuta/deixe a sua meta fora da disputa/meta dentro e fora/lata absoluta/deixe-a simplesmente, metáfora" [gilberto gil]

muito boa a idéia do post. bjs

cris em abril 11, 2007 7:23 AM


#2

"Eu daria tudo que tivesse, prá voltar aos dias de criança, eu não sei prá que que a gente cresce, se não sai do peito essa lembrança" do Ataulfo, que numa mega hiper sincronicidade estava ouvindo na hora que li o post na voz do meu amado Itamar Assumpção! abs de quem era feliz e não sabia?

Márcia W. em abril 11, 2007 8:16 AM


#3

Poxa, Idelber, isso me fez lembrar da versão antiga do Sovaco, onde além das imagens rotativas à direita tinha também as frases rotativas, que ficavam embaixo do logotipo, com dezenas dessas "pedras de toque". Uma das minhas preferidas era aquela do Ataulfo que diz: "Mulher a gente encontra em toda parte, as não se encontra a mulher que a gente tem no coração."
Abraços!
Zé Carlos

Zé Carlos em abril 11, 2007 8:22 AM


#4

ô coisa dificil. A música brasileira tem muitas "pedras de toque" pra mim. Muitos versos q me emocionam sempre q os ouço.

Semente de amor sei que sou desde nascença,
Mas sem ter a vida e fulgor, heis minha sentença,
Tentei pela primeira vez um sonho vibrar,
Foi beijo que nasceu e morreu, sem se chegar a dar.
(Não Quero Mais Amar a Ninguém - Cartola/Carlos Cachaça/Zé da Zilda)

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
(As Rosas Não Falam - Cartola)

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Uma gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Automóve lá nem se sabe
Se é homem ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flor
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pé nos riacho
Que água fresca, nosso senhor
Vai oiando, coisa a granel
Coisas que pra mode ver
O cristão tem que andar a pé

(Estrada do Canindé - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - não consegui separar alguns versos dessa música, coloquei a letra toda)

Ai, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
(Luar do Sertão - João Pernambucano e Catulo da Paixão Cearense)

Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
(Exagerado - Cazuza/Ezequiel Neves/Leoni)

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
(Brasil - Cazuza/Nilo Romério/George Israel)

Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
(Noite dos Mascarados - Chico Buarque)

O meu samba assim marcava na cadência os seus passos
O meu sonho se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão
(quem te viu, quem te vê - Chico Buarque)

Olha, tem muitos outros, esses são os que lembrei de cara, mas, pra citar tudo é quase impossível.

Valéria em abril 11, 2007 8:54 AM


#5

O primeiro exemplo (de Nelson Cavaquinho e parceiros) coincide com uma preferência antiga. Mas para enfrentar estes tempos atuais tão difíceis:

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Pega o barco devagar.
(Argumento – Paulinho da Viola)

P.S. Curioso, caro Idelber, suas palavras me despertaram para o fato de como conseguimos produzir, em Língua Portuguesa, uma poesia (PARA SER MUSICADA) de uma bela qualidade. Na eventualidade de nos expressarmos em espanhol estaríamos produzindo alguma coisa interessante? Estaríamos produzindo alguma poesia (PARA SER MUSICADA) que fizesse diferença em relação a produção que existe em espanhol? Tomando por base a poesia a ser musicada, como citado neste “post”, teríamos alguma coisa a acrescentar se falássemos o espanhol? Não será o nosso idioma (ainda usando o “post” como base) uma VIRTUDE A SER CULTIVADA nesta América chamada Latina? Não será bom ser DIFERENTE em meio a tantos que SE ACHAM tão iguais?????

Paulo em abril 11, 2007 9:14 AM


#6

ih, rapaz, são tantas... aí vão algumas:

"Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar"
(Raul Seixas - A Maçã)

"Se o sinhô não tá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse edifício arto
Era uma casa véia
Um palacete abandonado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa maloca
Mais, um dia
nóis nem pode se alembrá
Veio os home c'as ferramentas
O dono mandô derrubá..."
(Adoniran Barbosa - Saudosa Maloca)

"Pecado, rifa e revista
o pobre paga é à vista.
A felicidade, o conforto,
a alegria e a sorte,
vendeu fiado pra Deus,
vai receber depois da morte..."
(Tom Zé - Pecado, Rifa e Revista)

e, por último, os versos q mais me fazem pular nas arquibancadas da Fonte:
"Somos da turma tricolor
somos a voz do campeão
somos do povo, o clamor
ninguém nos vence em vibração.
Vamos avante, Esquadrão,
vamos, serás o vencedor,
vamos, conquista mais um tento,
Bahia, Bahia, Bahia,
ouve essa voz que é teu alento,
Bahia, Bahia, Bahia.
Mais um, mais um, Bahia,
mais um, mais um título de glória,
mais um, mais um, Bahia,
é assim que se resume a tua história"
(Hino do EC Bahia - hehehe)

dra em abril 11, 2007 11:38 AM


#7

"Progréssio, Progréssio
Eu sempre escuitei fala
Que o progréssio vem do trabaio
Então amanhã cedo nois vai trabaia
Progréssio
Quanto tempo nois perdeu na boemia
Sambando noite e dia
Cortando uma rama sem parar
Agora escuitando os conseio da mulhê
Amanhã vou trabaia
Se Deus quiser

Mas Deus não qué!"
(Conselho de Mulher, Adoniram Barbosa)

Tem melhores, mas escutando apenas essa aqui já dá prá saber quem era o Adoniram.

Daniel em abril 11, 2007 12:39 PM


#8

E Saci de patinete é coisa de gênio, hein??

Essa eu não conhecia!

Daniel em abril 11, 2007 12:40 PM


#9

A dor da gente não sai no jornal
Notícia de Jornal
(Luís Reis - Haroldo Barbosa)

Geraldo Vida em abril 11, 2007 2:21 PM


#10

'Laranja madura
na beira da estrada, 
 tá bichada Zé,
 ou tem marimbondo no pé.'
 (Laranja madura- Ataulfo Alves)


'Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria nasci batuqueiro (brasileiro)*
Eu sou do Rio de Janeir.'
(Partido Alto-Chico Buarque)

'Aí meu irmão cagueta é a imagem do cão
Só porque o samba era no morro ele caguetou os irmãos
Fui num samba lá no morro
Nunca vi tanta limpeza
Era proibido cafungar, fumar bagulho e beber cerveja
O responsável assim dizia: Na minha festa não tem bebedeira
Porque aqui no meu barraco só tem Coca aí na geladeira'
(Bezerra da Silva - Tem Coca Aí Na Geladeira)

frank em abril 11, 2007 2:43 PM


#11

"Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo faço
A Bahia já me deu régua e conpasso"
O ministro Gil partindo para o exílio com Aquele Abraço

"Lá onde estive o sonho acabou
Cá onde te encontro, só começou"
Taiguara - o Teu sonho não acabou

gd ab

JULIO CESAR CORREA em abril 11, 2007 3:09 PM


#12

...e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d´água...

lúcia em abril 11, 2007 3:30 PM


#13

São tantos ... Alguns preferidos meus já foram ditos, mas vamo lá:
'Quem acha vive se perdendo' Noel e Vadico -"Feitio de Oração".
'Como, se na desordem do armário embutido //meu paletó enlaça teu vestido //e o meu sapato inda pisa no teu' Chico Buarque - "Eu te amo" (versos maiores ainda, depois q ouvi, ao vivo, há quase um mês).
'Vista assim do alto// mais parece um céu no chão'
Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola -"Sei lá Mangueira".
'Sonhos são como deuses//quando não se acredita neles, deixam de existir - Paulinho Moska "Admito que perdi".
Por enquanto, deixo esses ...
Bjos, menino!

Cipy em abril 11, 2007 3:40 PM


#14

Querido Idelber, e todos os demais leitores:
Olá:-)
sei que vai ficar antipático eu dizer que fiz uma série de posts sobre os touchstones ou pedra de toque. E foi no ano pasado: No Google (cache)podem encontrar em 2006_10_01_flabbergasted_archive.html
Era um tempo melhor:) para mim, mas muita gente participou. Porém querido, só vim e vou deixar o que escrevi explicando o que é a pedra de ou touchstone, - que publiquei no antigo sub rosa
pois é de fácil apreensão, mas enganamo-nos muitas vezes, pois escrevemos uma letra inteira ou poesia inteira e na verdade é apenas aquele verso, que fica dentro de nós, depois de já ter passado a audição da música ou a leitura do poema.
Vale dizer que o Zé Lino escreveu primeiramente para Poesia, Poema, baseado em Mario Faustino e depois fez mais um livro para Letras de Música.

Vou deixar uma aqui, embora haja tantas:

Essa de Caetano, pela perfeição absoluta e destreza das palvras:
"Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza "
Caetano Veloso - Outras palavras

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Do prefácio do livro do Zé Lino Grünewald:-):
==
"Pedra de Toque" (do inglês touchstone) é um termo que, no caso, se refere a trechos, frases, expressões, ou, às vezes, simples flashes da maior/ melhor densidade poética contidos dentro de um texto.
Pode caracterizar tanto um conceito inovador (atual ou da época) - "a mão que afaga é a mesma que apedreja' - ou consagrado, como também efeitos de imagem e/ou musicalidade.
Reflete grandes momentos; é claro - com exceção das passagens famosas, algumas lexicalizadas - dependentes da visão subjetiva de quem os seleciona.
E, diga-se, na relação ora concretizada, estas pedras foram extraídas não só de poemas, mas de obras em prosa ou composições populares. No entanto, foram abertas exceções para peças curtíssimas, verdadeiros poemas-pílula que encerram em si uma touchstone.
Exemplos como o de Oswald de Andrade "Amor", Millôr Fernandes "Bizâncio", Cassiano Ricardo "Serenata sintética' ou Ferreira Gullar "Cerne claro".

O primeiro, entre nós, a utilizar as "pedras de toque" sistematicamente, como um mecanismo estético/didático, foi o também poeta Mário Faustino, em sua página Poesia-Experiência, que publicou semanalmente no Suplemento Literário do Jornal do Brasil na parte final da década de 1950 - e a partir de 1956. Ele, agora, aqui retoma com várias passagens.
Este livro, sugerido por Ruy Castro, seguindo idêntica pretensão ou objetivo, continua a mesma linha.
Acompanham as citações, o(s) nome(s) do(s) autor(es) e as obras das quais foram extraídas.

[...]
Enfim, este livro contém uma amostragem.
Não poderia ser de outra maneira, mesmo porque seu autor não teria condições de ler ou reler todos os textos poéticos existentes. "
JOSÉ LINO GRÜNEWALD
Nota Introdutória
IN: Pedras de toque da poesia brasileira
Seleção e organização: José Lino Grünevald. Rio, Editora Nova Fronteira, 1996

====
Vocês me perdoam?
Eu coloco mais algumas?
O touchstone perfeito, tal como é:
É repeteco do seu:
"Quanto mais bebida eu ponho
Mais cresce a mulher no sonho"
Orestes Barbosa.

Se não me expulsarem, volto com mais algumas:
A minha terra tem banana e aipim
Meu trabalho é encontrar quem descasque pra mim"
Noel Rosa.

Bem, não fiz por mal.
Idelber,que tal fazer uma de Poesia...? Depois, bem depois dessa?

Tô perdoada, Idelber, hãn?
Beijos a todos.

Meg (sub Rosa) em abril 11, 2007 5:19 PM


#15

O curioso é que em muitas músicas ocorre mais de uma 'pedra', muitas vezes uma canção inteira.
Será que isso tem relação ( falando específicamente de música popular, que é o tema do blogue) com o que já foi comentado aqui sobre a sonoridade da língua portuguêsa e a música, seria a maneira especialmente brasileira, expressa em música, e que muda completamente o conceito inglês do touchestone?

frank em abril 11, 2007 7:10 PM


#16

Frank, você tem absoluta razão, e seu comentário
dá o que pensar. Em muitas perspectivas, desde a linguística (os diferentes idiomas) até mesmo à questão da diferença entre letra de musica (lyrics) e poesia - questão tediosamente repetida - que muito se discute no Brasil.
Um dos comentários que mais gostei aqui, foi o da Valeria, que mostrou toda a dificuldade de se estrair o touchstone, ou melhor a pedra de toque. Eu adorei.
E acho que sua pergunta faz todo o sentido.

Um abraço
Meg

Meg (sub Rosa) em abril 11, 2007 7:46 PM


#17

Ai, que brincadeira deliciosa.
"O delegado é bamba na delegacia, mas nunca fez samba, nunca viu Maria..." (Chico Buarque)

Anonymous em abril 11, 2007 8:06 PM


#18

Ops, o comentário do delegado bamba é meu...
Abraços, Idelber.

Fefê em abril 11, 2007 8:07 PM


#19

Idelber, eis algumas que esta terrível gripe ainda me permite lembrar.


"É proibido sonhar
Então me deixe o direito de sambar"

(Batatinha)


"Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação"

(Gonzaga e Humberto Teixeira)

"Foi um rio que passou em minha vida"

(Paulinho da Viola)

E para não me estender muito, termino com a preferida do menino Bandeira

"Tu pisavas nos astros distraída"
(Orestes Barbosa)


Franciel em abril 12, 2007 1:08 PM


#20

Sei que vivo de morrer
Por ter outra idéia na cabeça
De tanto brincar com a sorte
Pode ser que a morte canse
E me esqueça

Pálida (J.C.Costa Neto/ Aldir Blanc)

Bruno Ribeiro em abril 12, 2007 4:33 PM


#21

Essa música pra mim toda é pedra de toque...
"Mora na Filosofia"

Monsueto Menezes e Arnaldo Passos

Eu vou lhe dar a decisão
botei na balança e você não pesou
botei na peneira e você não passou
mora na filosofia
pra que rimar amor e dor
se seu corpo ficasse marcado
por lábios ou mão carinhosas
eu saberia, ora vai mulher...
à quantos você pertencia
não vou me preocupar em ver
teu caso não é de ver pra crer
tá na cara

Nalu em abril 12, 2007 4:44 PM


#22

Puxa!tá parecendo brincadeira de criança..é díficil querer parar..mas vamos lá. A minha pedra preferida é uma que diz "bom é não fumar, beber só pelo paladar".. (Joyce -monsier binot).

JOTA em abril 12, 2007 6:32 PM


#23

Cito a música toda, não consigo extrair um trecho só:

"Sentindo frio em minha alma
Te convidei pra dançar
A tua voz me acalmava
São dois pra lá, dois pra cá

Meu coração traiçoeiro
Batia mais que o bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassado de amor

Minha cabeça rodando
Rodava mais que os casais
O teu perfume gardênia
E não me perguntes mais

A tua mão no pescoço
As tuas costas macias
Por quanto tempo rodaram
As minhas noites vazias

No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante band aid no calcanhar

Eu hoje me embriagando
De wisky com guaraná
Ouvi tua voz murmurando
São dois pra lá, dois pra cá."
(João Bosco/Aldir Blanc - Dois pra lá, dois pra cá)

Te em abril 12, 2007 11:48 PM


#24

Queria citar duas músicas, mas está bem difícil separar as pedras de toque, que, na minha opinião, são várias.
A primeira é As Vitrines, do Chico Buarque, e fico com os versos: "Passas sem ver teu vigia/ Catando a poesia/ que entornas no chão", ou então "As vitrines te vendo passar"...
Os outros versos vêm de Trem das Cores, do Caetano Veloso: "... num tom de azul/ Quase inexistente, azul que não há/ Azul que é pura memória de algum lugar"

Nas letras do Arnaldo Antunes dá para encontrar várias pedras de toque também. E por falar nele, me lembrei do Titãs e da música Palavras (Marcelo Fromer e Sérgio Brito):
"Palavras são iguais, sendo diferentes", ou "Palavras não têm culpa".

Beijinho,
Ana

Ana em abril 13, 2007 2:34 AM


#25

Só pequenos trechos ou frases? Bom, "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar a minha dor" junto com "Queixo-me às rosas, mas q bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti..."(Cartola), juntas, minhas prediletas. Gosto muito de "Ai, o amor, ai ai/ amor sentimento q não se explica ai ai/ toma um bocadinho ô, fica envenenado ô e então é um tal de sofrer, olará, olerê..." (Caymmi). " Se oriente rapaz, pela constelação do cruzeiro do sul (...) Considere, rapaz, a possibilidade de ir pro Japão, num cargueiro do Lloyd, lavando o porão (...) pela simples razão de que a aranha vive do que tece, vê se compreeende (...) se oriente rapaz pela rotação da terra em torno do sol (...)" (Gil); Do mesmo Gil "Por ser de lá do sertão., lá do cerrado, lá do interior, do mato, da caatinga, do roçado, eu quase não falo, eu quase não tenho amigo, eu quase que não consigo, ficar na cidade sem viver contrariado (...) não gosto de cama mole, não sei comer sem torresmo." E como não? "Quem acha, vive se perdendo, por isso eu vou me defendendo (...)O samba é um privilégio, ninguém aprende samba no colégio..." (q alguém tb já havia lembrado - Noel). Têm tantas mais... e uma q, sei, nem todos gostam: "Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer (...) meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim." Por fim, só exercitando um pouquinho mais o sentimento memorístico, tb controversa: "Eu quis cantar, minha canção iluminada de sol, joguei os mastros e os leôes nos quintais (...) mas as pessoas da sala de jantar, tão ocupadas em nascer e morrer." Gosto de Superman: "Ouve a declaração ô bela, de um sonhador Titã, que dá nó em paralela e almoça rolemã" e ... "queima canaviais" e ..." letras de macarrão q fazem poema concreto" ou "quase q fiz um soneto", sei lá (Chico e Edu Lobo). E gosto daquela do A. Maria, gosto por ela e gosto pq meu pai, pernambucano, adorava : "Manhã, tão bonita manhã ...uma nova canção..." (não lembro + tenho q ouvir de novo. Beijos cancioneiros e Carinhoso (Pixinguinha).

Sibila em abril 13, 2007 7:15 PM


#26

Caramba Sibila!
Você nos fez parecer, em trechos ou em frases, amadores!!!
Abrs

frank em abril 13, 2007 9:10 PM


#27

Aqui vai uma. Inteira. Janelas Abertas nº 2 de Caetano.
Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro/
Percorrer correndo os corredores em silêncio /Perder as paredes aparentes do edifício/
Penetrar no labirinto/
O labirinto de labirintos/
Dentro do apartamento/
Sim eu poderia procurar por dentro a casa/
Cruzar uma por uma as sete portas,as sete moradas/
Na sala receber o beijo frio em minha boca/
Beijo de uma deusa morta/
Deus morto,fêmea de língua gelada/ Língua gelada como nada/
Sim,eu poderia em cada quarto rever a mobília/
Em cada uma matar um membro da família/
Até que a plenitude e a
morte coincidissem um dia /O que aconteceria de qualquer jeito/
Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
entrem todos os insetos.

tonca em julho 20, 2007 5:38 PM


#28

"Aí diz o meu coração, que prazer tem bater se ela não vai ouvir..."
Desenho de giz - João Bosco

Eduardo em agosto 24, 2007 9:39 AM


#29

Depois de te perder te encontro com certeza / Talvez no tempo da delicadeza / Onde não diremos nada, nada aconteceu / Apenas seguirei como encantado ao lado teu. (Todo o sentimento - Chico Buarque)

Vamos sair por aí / Sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri / Pois a nossa manhã já me fez esquecer / Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol. (Estrada do Sol - Dolores Duran e Tom Jobim)

Que brincadeira divertida!!!!!!!!!!! Gostei

Mila em outubro 25, 2007 2:25 PM


#30

Ai, o amor quando é demais ao findar leva a paz (Preciso aprender a ser só - Marcos Valle)

Mila em outubro 25, 2007 6:45 PM


#31

Demais,demais ,demais!Nossa música é a melhor do mondo!

A luz negra de um destino cruel
Ilumina o teatro sem côr
Onde vou desempenhando o papel
de palhaço do amor

Luz negra - Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

Sydney Valle em outubro 25, 2007 8:34 PM


#32

Pra ser feliz num lugar, pra sorrir e cantar, tanta coisa a gente inventa / Mas no dia que a poesia se arrebenta é que as pedras vão cantar (Dominguinhos e Fausto Nilo)

Mila em outubro 26, 2007 2:21 PM


#33

A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor / Brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor (A felicidade - Tom Jobim / Vinicius de Morais)

Se você insiste em classificar meu comportamento de anti-musical / Eu mesmo mentindo devo argumentar que isso é bossa nova, isso é muito natural (Desafinado - Tom Jobim / Newton Mendonça)

A voz do pato era mesmo um desacato / Jogo de cena com o ganso era mato / Mas eu gostei do final quando caíram n'água ensaiando o vocal/ Quen, quen, quen quen... (O Pato - Jaime Silva / Neuza Teixeira)

Hoje eu saio na noite vazia numa boemia sem razão de ser / Na rotina dos bares que, apesar dos pesares, me trazem você (Onde anda você - Vinicius de Morais)

Você, um beijo bom de sal / Você, que em cada tarde vã/ Irá sorrindo de manhã (Você - Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)

Podem espalhar que estou cansada de viver e que é uma pena para quem me conheceu / Eu sou mais você e eu (Você e eu - Carlos Lyra / Vinicius de Morais)

São tantas... não dá pra lembrar!

Mila em outubro 26, 2007 2:47 PM


Deixe seu comentário:






Lembrar seus dados?

(you may use HTML tags for style)