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sexta-feira, 25 de maio 2007

Borges

borges.jpgEstou preparando um curso sobre Borges. É mais ou menos como se um moleque de 13 anos, especialista em sorvetes, chegasse na Amor aos Pedaços, aí em Sampa, para escolher um sabor. São 14 semanas, com 2 horas e meia de contato em sala de aula por semana. Seria possível dedicar todo esse tempo a dois livros de Borges: Ficciones (1944 - cuja primeira metade saiu em 1941 como El jardín de los senderos que se bifurcan, volume depois completado em 1944 por Artificios) e El aleph (1949). Desses dois livros saem os grandes clássicos da contística borgeana: "Funes, o memorioso", "O jardim dos caminhos que se bifurcam", "Pierre Menard, autor do Quixote", "Emma Zunz", "Três versões de Judas", "A morte e a bússola", "As ruínas circulares", "A biblioteca de Babel", "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius", "Loteria de Babilônia", "O milagre secreto", "O aleph". Todos esses contos são paradas obrigatórias. Decidir de qual ponto de vista lê-los já é um exercício que pode tomar um tempo considerável, posto que essas duas dezenas de contos --- que a grande maioria dos leitores considera "a obra de Borges" -- geraram, e eu não exagero, algumas centenas de livros e alguns milhares de artigos dedicados a analisá-los.

Borges tem essa singularidade: é um minimalista enciclopédico. Jamais escreveu, eu acredito, nada que tivesse mais de dezesseis páginas. E gerou essas bibliotecas imensas, escrevendo, concisamente, sobre o infinito.

Neste curso eu decidi enveredar por outro caminho e examinar algumas coisas insólitas que escreveu Borges -- se você, leitor deste blog, quiser acompanhar, junte-se ao time. O curso rola da primeira semana de setembro a meados de dezembro. Para quem quer ler Borges a sério em português eu sugiro, claro, as Obras Completas em 4 volumes, da Globo, que são uma tradução integral das Obras Completas publicadas em espanhol pela Emecé. Ali tem 70% do que realmente importa.

O que significa que as Obras Completas de Borges não estão, obviamente, completas. A elas faltam: os três livros de ensaios curtos, juvenis, criollistas, populisto-nacionalistas que escreveu Borges nos anos 20: Inquisiciones (1925), El tamaño de mi esperanza (1926) e El idioma de los argentinos (1928). São fundamentais para entender o Borges que volta da Suiça depois da Primeira Guerra Mundial e integra-se à vanguarda poética do seu país, com um olho na ultra-modernidade européia e outro olho nas bombachas dos pampas (alô, Tiagón). Saíram reeditados em espanhol nos anos 90, são fáceis de encontrar. Que eu saiba, não existem em português.

Às Obras Completas também faltam, claro, todos os livros escritos em colaboração, compilados depois em Obras completas em colaboración, também inédita, que eu saiba, em português, apesar de que alguns dos volumes saíram, avulsos, em pindorâmico. Aqui, há dois destaques:

1) Borges, ah, Borges, escrevendo tantos livros em colaboração com mulheres sem nunca ter comido nenhuma. Ironia das mais incríveis, essa. Poupo-lhes a história de como Borges perdeu Norah Lange. É demasiado humilhante. Com outras mulheres escreveu O livro dos seres imaginários (1967 - com Margarita Guerrero, livro absurdamente indispensável, este sim, disponível em português), O que é o budismo (1977 - com Alicia Jurado), Breve antologia anglo-saxã (1978 - com María Kodama) e Introducción a la literatura inglesa (1965) e Literaturas germánicas medievales (1966), ambos com María Esther Vásquez.

2) os livros publicados com o pseudônimo de Bustos Domecq e escritos em parceria com seu amigo Adolfo Bioy Casares -- contos policiais pastichados, exacerbados ao limite da paródia. É aqui, com este pseudônimo, que Borges e Adolfito escrevem sua definitiva autópsia do peronismo, "La fiesta del monstruo", conto pouquíssimo conhecido fora da Argentina.

Aliás é o peronismo -- vocês sabiam disto? -- que transforma Borges de diretor da Biblioteca Nacional em inspetor de frangos. Não minto. É episódio pouco estudado, e o que mais me interessa descobrir é: o burocrata peronista que fez essa crueldade havia, com certeza, lido Borges. O gentleman portenho, claro, renunciou. Voltou ao cargo de diretor da Biblioteca Nacional depois, com a queda do peronismo.

As Obras Completas da Emecé -- e por conseguinte da Globo -- também não incluem a miríade de textos jornalísticos, de resenha, que Borges publicou no diário Crítica em 1933-34 (compilados num incrível livro, que inclui resenha de Borges sobre um brasileiro chamado Pedro Faria de Magalhães, alguém sabe quem é?) e os textos publicados por ele na legendária revista Sur, porta-voz da elite intelectual anti-esquerda da Argentina nos anos 1930-70.

Além disso, há os Textos recobrados, também inéditos em português, publicados em espanhol em três volumes -- crônicas, resenhas, colaborações a revistas, entrevistas, porque, como se sabe, no final de sua vida, Borges dava palpite em tudo, até em futebol e casamento, assuntos nos quais ele tinha zero experiência. Fora isto, está tudo nos quatro volumes das Obras completas da Globo aí no Brasil.

Os que mais insistiram pela volta do clube de leituras foram Meg, Alessandra, Milton e Bender. Para quem topar mergulhar em Borges, está aberto o convite. Diga lá o que você já leu e o que quer ler.

PS: quem é rei não perde a majestade.

PS 2: Sobre Borges: Mac Williams defendeu, mês passado, aqui em Tulane, sob minha orientaçao, uma brilhante tese que discute as complexas reinterpretações das várias religiões na obra de Borges. Mac, religioso (mormon) e eleitor de políticos conservadores (pelo menos até recentemente). Eu, ateu e xiita de esquerda. Poucas vezes um orientando e um orientador foram tão diferentes e se deram tão bem. Parabéns, Mac. Consulte-se, em breve, a tese de Mac na Internet.

Atualização: Ainda sobre Borges, veja-se este belo microconto do Almirante.



  Escrito por Idelber às 05:07 | link para este post | Comentários (52)


Comentários

#1

Idelber, nunca li nada do Borges. O que vier, vêm bem.

Bender em maio 25, 2007 8:36 AM


#2

Saiu um texto de Sérgio Miceli na última revista do Cebrap. Ele trata da posição de Borges no campo cultural argentino.
http://www.cebrap.org.br/imagens/Arquivos/jorge_luis_borges_cor.pdf

Heloiza Sousa em maio 25, 2007 8:36 AM


#3

Idelber, já que o assunto é Borges, aproveito pra tirar uma dúvida. O famoso "O escritor Argentino e a tradição" é de 1953 ou de 1932? A dúvida surgiu num congresso quando me referi ao texto como sendo de 53 e houve um questionamento sobre a data, já que , pelo menos na obras completas da Globo, o ensaio está inserido no volume "Discussão" de 1932. Suspeito que ele tenha sido anexado ao livro posteriormente. É isso? Abraços!

Maria Andréia em maio 25, 2007 9:32 AM


#4

Idelber, já que o assunto é Borges, aproveito pra tirar uma dúvida. O famoso "O escritor Argentino e a tradição" é de 1953 ou de 1932? A dúvida surgiu num congresso quando me referi ao texto como sendo de 53 e houve um questionamento sobre a data, já que , pelo menos na obras completas da Globo, o ensaio está inserido no volume "Discussão" de 1932. Suspeito que ele tenha sido anexado ao livro posteriormente. É isso? Abraços!

Maria Andréia em maio 25, 2007 9:32 AM


#5

Idelber, já que o assunto é Borges, aproveito pra tirar uma dúvida. O famoso "O escritor Argentino e a tradição" é de 1953 ou de 1932? A dúvida surgiu num congresso quando me referi ao texto como sendo de 53 e houve um questionamento sobre a data, já que , pelo menos na obras completas da Globo, o ensaio está inserido no volume "Discussão" de 1932. Suspeito que ele tenha sido anexado ao livro posteriormente. É isso? Abraços!

Maria Andréia em maio 25, 2007 9:32 AM


#6

Desculpe-me! Mouse descontrolado!

Maria Andréia em maio 25, 2007 9:34 AM


#7

Também sou virgem em Borges. O que o prô mandar, eu leio.

Alessandra Alves em maio 25, 2007 10:51 AM


#8

Não li nada, talvez um há décadas. Sei espanhol suficiente paa ler em español. Valeu.

tina oiticica harris em maio 25, 2007 11:18 AM


#9

Exatamente, Maria Andréia, é isso mesmo. É o texto de uma palestra dada em princípios do anos 50 e depois incoporado ao livro Discusión/b>.

Idelber em maio 25, 2007 12:54 PM


#10

Olá idelber, se você não for contra eu posso deixar aqui links para baixar livremente Ficciones-Artificios e El aleph em espanhol.

frank em maio 25, 2007 1:17 PM


#11

Chutão ao espaço: esse Pedro de Magalhães não seria o Pero de Magalhães, escritor português do século XVI?

catatau em maio 25, 2007 1:27 PM


#12

Claro que não sou contra, frank, pode deixar sim!

Não, , Catatau, esse fulano aí nasceu em 1900. Dá uma olhadinha nas obras dele na Biblioteca do Congresso americano:

http://loc.gov

Idelber em maio 25, 2007 1:29 PM


frank em maio 25, 2007 1:32 PM


#14

tiagón, fã da História Universal da Infâmia (tão gaucho!), ficou com vontade de fazer o curso :-)

tiagón em maio 25, 2007 1:41 PM


#15

Oi! Passei para te convidar a conhecer o meu blog! Passaporte certo para boas risadas!!! pelo menos eu tento...

Beijão
Flavinha
www.voltapragarrafa.blogspot.com

Flavinha em maio 25, 2007 2:52 PM


#16

Que otimo a proposta de leitura ser Borges, so li Curso de Literatura Inglesa mas amei e fiquei a fim de mais. To nessa...

carmen lopez em maio 25, 2007 3:02 PM


#17

Que otimo a proposta de leitura ser Borges, so li Curso de Literatura Inglesa mas amei e fiquei a fim de mais. To nessa...

carmen lopez em maio 25, 2007 3:03 PM


#18

Quero participar também, mas preciso que me expliquem como funciona...

Ana Carolina em maio 25, 2007 3:07 PM


#19

Oi, Ana Carolina, a gente combina umas datas aqui, um texto, todo mundo lê e no dia marcado conversamos. Não tem mistério não...

Idelber em maio 25, 2007 3:14 PM


#20

Idelber, obrigada.

No site www.releituras.com encontra-se textos de Borges.

Ana Carolina em maio 25, 2007 3:25 PM


#21


Grande notícia. Muito discutido e estudado, há porém alguns ângulos através dos quais Borges ainda não foi estudado.
Sem contar o fato de que se pode dividir , digamos, o Borges em sua juventude, e a produção final.
O que fica entre uma e outra divisão é para mim, uma incógnita. Por exemplo tenho dificuldades com o Martin Fierro, só para dar um exemplo. (estou muito otimista, tenho inúmeras dificuldades)
Estou certa de que será a coisa mais produtiva nestes tempo de rearefação de inteligência.
Idelber, devemos, então, isso a você.

E, gostaria que vc levasse em consideração a produção brasileira a respeito de Borges no Brasil, ou seja a produção desde as primeiras vozes ou expressões a respeito de Borges aqui. Tenho notícias de uma edição inteirinha do "Boletim Bibliográfico Biblioteca Mario de Andrade" que é uma espécie de vademecum de todos os professores de Letra , especializados ou não em Borges da USP ao Chuí.

Quanto à tese, não tenho dúvidas não só quanto à o processo (uma espécie de making of das discussões entre vocês) quanto ao resultado final.
Parabéns.
Um beijo
Meguita
P.S Bela questão apresentada pela Maria Andréia.

Meg (Sub Rosa) em maio 25, 2007 6:37 PM


#22

Por favor, desculpe(m) os typos.
M.

Meg (Sub Rosa) em maio 25, 2007 6:39 PM


#23

Maravilha, Meguita. Quanto a Borges no Brasil, com certeza eu teria em mente livros como esse, que são um belo percurso pela história da recepção, desde que Mário de Andrade primeiro comentou, nos anos 20, até trabalhos recentes.

O curioso é que há dois argentinos que são parte da história da recepção brasileira de Borges: Jorge Schwartz e Raúl Antelo que viraram, respectivamente, paulistano e catarinense. João Alexandre Barbosa, Leyla Perrone-Moisés, Davi Arigucci Jr. são capítulos importantes desta história também. Pois é, a mata é vasta.

O pacotinho de leituras críticas do curso sobre Borges inclui brasileiros, sim :-)

Mas não conheço essa edição do “Boletim”! Obrigadíssimo, acho que daqui dá para rastrear :-)

Combinemos uns contos para setembro, então, e com certeza leiamos o Martín Fierro -- poema original e o estudo do Borges. No primeiro parágrafo ele já diz tudo, aliás: a poesia gauchesca é a poesia do tempo em que já não há gauchos – poesia que nunca será, portanto, “do” gaucho. No drama desse genitivo ele já vê todo o gênero, sua natureza de gênero enlutado. Microscopia borgeana pura :-)

Beijos para você.

Idelber em maio 25, 2007 7:06 PM


#24

Obrigada! :-}

Maria Andréia em maio 25, 2007 7:21 PM


#25

Ôbaaaaaaaa!!!!!!!!!!

lulu em maio 25, 2007 10:57 PM


#26

Idelber, you have honored me. Thank you.

Eu quero participar em o clube de leituras, mais acho que devo escrever em espanhol. Estou disposto de ler cualquer coisa. Para mim, o melhor de Borges sao os seus contos e ensayos.

Mac Williams em maio 26, 2007 12:58 AM


#27

You're welcome, Mac. It would be really awesome to have you. We might not start till september.

And yes, by all means, Spanish is fine :-)

Idelber em maio 26, 2007 1:08 AM


#28

Idelber,
faço coro aos que disseram que o que vier a gente traça, mesmo que seja para participar só "ouvindo". Queria dizer ao Frank que esse link que ele deixou é t-u-d-o, obrigada.

Márcia W. em maio 26, 2007 5:37 AM


#29

PS: enquanto isso tem um post bem gostosinho com um texto do Bioy (Borges) Casares aqui:
http://www.elhombrequecomiadiccionarios.com/lo-que-hay-que-evitar-en-literatura/

Márcia W. em maio 26, 2007 5:41 AM


#30

Idelber, como é essa história de participar via net do curso. Não achei nada no blog que explicasse como funciona. Além de ler os textos, o que mais se faz?
Obrigado
Sandro

sandro ornellas em maio 26, 2007 10:22 AM


#31

confesso que fui borginômano (no sentido de cocainômano), acabei indo até buenos aires só para tomar TE na rua florida como fazia o cegueta. contaminado, acabei glaucomatoso. mas acho que comi mais mulheres que ele.
;>)
tenho um gosto de entrar em sebos e procurar borges. e sempre acho. especialmente as duas antologias que foram lançadas aqui pela bertrand brasil e que reúnem quase tudo o que se precisa conhecer.
...
o que é budismo saiu no brasil também como "BUDA" e é lindo, um livro todo estilo borges. o "relato autobiográfico" - creio eu - também não integre as OBRAS COMPLETAS. é um livro sincero em que ele diz muito claramente que os seus dois livros que realmente valem a pena são o Ficções e O Aleph.
:>)
borges, hein, idelber?
:>*

Biajoni em maio 26, 2007 10:52 AM


#32

Eu li bastante Borges. Visitei alguns dos lugares freqüentados por ele em Buenos Aires. Ele é, de longe, meu escritor favorito. Li apenas suas Obras Completas; quero ler muito a compilação dos artigos na Sur e os contos de Bustos Domecq, posto que também sou fã de Bioy Casares.

Descobri teu blog por indicação da Tina. O feed já está assinado.

marcus em maio 26, 2007 11:38 AM


#33

caramba, marcus, você "apenas" leu os quatro volumes da OC e rastreou lugares borgeanos em Bs. As.? Você está intimado a participar :-)

de tudo o que não está na OC, o que mais gosto mesmo é o Domecq, o Livro dos Seres Imaginários e esse texto que menciona o Biajoni, lindo -- o texto, não o Bia, se bem que o Bia também é lindo --, o "Ensayo autobiográfico", que saiu originalmente em inglês, na New Yorker, acho.

êita, Borges, né Bia :>*

sandro, não tem erro não, é só ficar ligado. Aí em cima já há links para Ficciones e Aleph, se quiser começar...

lindo link, Márcia. Esse é um dos blogs favoritos do Ina.

Idelber em maio 26, 2007 3:31 PM


#34

Pode me incluir na lista dos interessados pelo clube de leitura de Borges. Já li esses dois e outros livros de contos dele, e seria interessantíssimo retomar a leitura deles nesse contexto.

Só acho que você esqueceu de citar um conto maravilhoso que tem no Aleph, e que eu considero o melhor conto de toda a obra borgiana: "A Casa de Asterion".

Marcus em maio 26, 2007 5:16 PM


#35

Bem lembrado, "A Casa de Asterión", Marcus.

Faz um par interessante com "Abenjacán el bojarí, muerto en su laberinto", também d'O aleph

Idelber em maio 26, 2007 5:36 PM


#36

Olá Idelber.

Borges é sempre Borges. Tive a oportunidade de ter um curso sobre ele na USP com o Jorge Schwartz. Fantástico, seria maravilhoso voltar a estudá-lo novamente se não estivesse às voltas com outro argentino em meu mestrado: Ricardo Piglia.

Aliás, gostaria de agradecê-lo, seu livro "The Untimely Present" está me ajudando muito.

Grande abraço!

França em maio 26, 2007 8:08 PM


#37

Puxa, França, é sempre uma alegria saber que um livro escrito há tanto tempo ainda ajuda em alguma coisa. Grato pela leitura.

Obrigado também pela visita, sucesso e sorte aí com Piglia no mestrado. Volte sempre :-)

Idelber em maio 26, 2007 8:14 PM


#38

nossa, idelber, que delícia. eu não tenho muita estrada com borges. comecei há pouco tempo com o aleph e o ficções e fiquei apaixonada. no nosso grupo de pesquisa lá da PUC sempre sobram referências a borges. e essa semana pedi que minhas alunas lessem 'emma zunz'. vai ser ótimo participar do curso, mesmo sendo tão 'crua' na obra dele. bjs

cris em maio 26, 2007 10:43 PM


#39

crua coisa nenhuma, cris, Ficciones e Aleph já é quase metade de tudo o que importa...

bem vinda :-)

Idelber em maio 26, 2007 10:55 PM


#40

Que gigantesca (ou não) coincidência!!! Eu peguei justamente o primeiro volume das obras Completas, da Globo, semana passada! Nunca havia lido nada de Borges e, no começo, estranhei um pouco, mas depois...fiquei apaixonadíssima! Uqbar! Caramba! Ele deixa a fantasia verossímil!

Carol Mozão em maio 27, 2007 5:16 PM


#41

Idelber, esse é que é o grande professor - o que conhece seus alunos:-) nem sequer mencionei que no Martin Fierro, o que me deixava em dificuldades era o Ensaio;-) já que só vamos estudar prosa, não?

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Então, se temos alguém que leu já leu a Obra Completa (inclui prosa e poesia) estamos com tudo e não estamos prosa e verso, não é Idelber?
;o))
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Ah! É claro que meu conto preferido em El Aleph é justo o "El Inmortal";-o)
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Oba, que bom, vamos nessa, go for!
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===
Tinha vc que vir lá de Tulane, para nos mostrar esse livro, que barato!!!!;-o))Tá encomendado.
Obrigadísima pelo livro e explicações complementares. Nem sabia que ele, S. , era argentino... U-ma coi-sa o tamanho das coisas que não sei e stão bem na nossa frente. Só falta quem mostre. A falta que faz um interlocutor...
Merci
M.

Meg em maio 27, 2007 8:56 PM


#42

Merci a você e é um prazer sempre, Meguita :-)

Idelber em maio 27, 2007 9:03 PM


#43

Já que a coisa vai mesmo, gostaria de saber qual seria a "lista oficial" de Borges a ser lida...

Ana Carolina em maio 28, 2007 11:11 AM


#44

Idelber,

A biblioteca, na qual, aos 38 anos, teve o seu primeiro emprego formal, e onde, segundo o próprio, ele passou os anos mais felizes da sua vida (1938-1946)e da qual Borges foi transferido da função de terceiro bibliotecário para inspetor de galináceos nos mercados públicos municipais (quando perguntou o por quê da honra, responderam-lhe que ele fora a favor dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e que isto bastava), era "uma" das bibliotecas municipais de Buenos Aires, a Miguel Cañedo, se não me falha a memória. E a biblioteca cuja direção máxima ele ganhou, após a queda de Perón, em 1956, foi a imensa Bibiioteca Nacional. Tratou-se de uma grande promoção, pois, e, que, por já estar ele cego à época, lhe deu o ensejo de criar o magnífico Poema dos Dons, "Que ninguém rebaixe a censura ["reproche" no original] ou a lamento/A suprema ironia de Deus, que me deu,/Ao mesmo tempo cem mil livros e a cegueira....". Cito de memória e, portanto, não garanto a exatidão do poema, mas é, sem dúvida, um dos melhores do poeta
Borges, que, em muito momentos, é tão bom quanto o contista e que você "olvidou" de mencionar. Abraços, Joaquim Dantas.

Joaquim Dantas em maio 28, 2007 7:27 PM


#45

Você tem toda a razão de que não era a Biblioteca Nacional, Joaquim, a memória me traiu. Também não era a Miguel Cañedo -- era a Miguel Cané, na rua Carlos Calvo.

Valeu a correção, importante :-)

E o Borges poeta é todo um universo -- eu adoro, mas sobre ele falo pouco. "Poema dos Dons" está entre os favoritos, com certeza.

Abraços,

Idelber em maio 28, 2007 7:34 PM


#46

Que ótimo! Um clube de leituras sobre Borges. Mas setembro está longe. Não vou conseguir esperar. De Borges eu só li O Aleph e Ficções. Só esses dois, mas há vários contos que li mais de duas, três vezes. E já perdi a conta de quantas vezes li a biblioteca de Babel.

E na sequencia poderia ter um clube de leituras de Bioy Casares ou Cortázar (são outros dois que vivo relendo poucos livros) :-)

Helder.

Helder em maio 28, 2007 11:58 PM


#47

Uau, bacana, Helder, bem vindo e até setembro a gente vai esquentando com uns contos do Borges :-)

Idelber em maio 29, 2007 1:02 AM


#48

É, perdi este post. Li apenas hoje.

É óbvio que estou nessa lendo qquer coisa. Li Borges entre os anos 70-80. Claro que adoraria voltar a ele com vocês.

Milton Ribeiro em maio 29, 2007 11:06 AM


#49

Idelber,

Sempre quis ler os livros do Borges mas acabei deixando de lado. Vou comecar a le-los. Uma pergunta pra voce que e' um leitor voraz de livros: Como voce faz a leitura de um livro? Simplemente o le ou faz anotacoes em separado ou no proprio livro? Faz uma primeira leitura inspecional, etc? Eu estou lendo o livro "How to read a book" do Mortimer J. Adler e estou achando bem interessante.

Obrigado,
Marcelo

Marcelo em maio 29, 2007 5:38 PM


#50

Alguém sabe onde posso baixar contos argentinos (Sorrentino, Arlt, Bioy Casares, Pauls, Puig e Piglia)? Quem puder me ajufar, desde já, agradeço!

Vick em novembro 12, 2007 8:19 PM


#51

Yhanks you
905b1e

free mp3 music downloads em novembro 28, 2007 6:33 AM


#52

Idelber,

Cheguei aqui através da Adelaide (Umbigo do Sonho) que leio há muito tempo e por quem tenho a maior admiração.

O Clube de Leituras é um projeto muito interessante e democrático. Queria ter chegado aqui antes para ter participado um pouquinho dessa discussão sobre o Borges. Ainda que tardiamente (não sei se alguém já comentou) gostaria de fazer uma pequena referência ao único livro dele que li.

“Esse Ofício do Verso” é um pequeno livro formado pelo conjunto de palestras proferidas por Borges, em 1967/68, na Universidade de Harvard, EUA.

Eu não me lembro de ter lido nada mais instigante e ao mesmo tempo tão acessível sobre poesia.

Bom, tenho certeza que em breve também vou participar de Clube de Leituras, mas por ora já me está sendo muito gratificante conhecer este espaço e perceber o quanto a Internet pode ser um maravilhoso ponto de encontro para debates e reflexões.

Abraços,
Carol

Carol em fevereiro 19, 2008 11:06 PM