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segunda-feira, 21 de maio 2007

Entrevista exclusiva com Paulo Cesar de Araújo

paulo-cesar.jpg O trabalho de Paulo Cesar de Araújo é meu conhecido desde o revolucionário Eu não sou cachorro não: Música popular cafona e ditadura militar, obra monumental em que o autor analisa a música brega dos anos 70 e mostra, surpreendemente, que ela foi até mais censurada que a velha MPB -- trajetória que a academia e o jornalismo foram demasiado míopes para ver e que só a partir da obra de Paulo Cesar começou a ser devidamente estudada. Paulo Cesar é o autor de Roberto Carlos em Detalhes, obra cuja proibição inicial o Biscoito noticiou em primeira mão e a cuja posterior circulação na internet nós também demos vazão. Paulo Cesar estará em Tulane University, New Orleans, em março de 2008, para uma conversa sobre o caso. Por enquanto, aqui segue uma entrevista exclusiva com o historiador e pesquisador baiano, um dos maiores conhecedores da música brasileira popular. É honra recebê-lo aqui no blog.

1- Roberto Carlos se recusou a lhe conceder entrevistas na fase de preparação do livro. Como conhecedor profundo da vida dele, você sabia que ele já havia conseguido bloquear um outro livro, muito menos sério que o seu. Mas em algum momento você imaginou que a sua obra fosse parar na justiça?

Eu não esperava esta reação dele porque meu livro é completamente diferente do livro do ex-mordomo. Naquele o autor apenas relata inconfidências de sua relação de dez anos com o artista. Já "Roberto Carlos em detalhes" é um trabalho de pesquisa e reflexão sobre a moderna música popular brasileira, tendo Roberto Carlos como fio condutor. Além de passagens da vida pessoal do artista, falo de bossa nova, tropicalismo, jovem guarda, festivais da canção, ditadura militar... É, portanto, uma obra informativa e de interesse público, até porque a história de Roberto Carlos pertence à cultura e à memória nacional. Ressalta-se também que Roberto Carlos já foi tema de outros livros como "Roberto Carlos: esta é a nossa canção" de Ayrton Mugnaini Jr e "Como dois e dois são cinco", de Pedro Alexandre Sanches - que não tiveram nenhum problema na justiça.

2- Pelo menos para nós que acompanhamos o caso com interesse, mas de longe, a postura da Planeta num primeiro momento foi bem louvável. Recusaram-se a dobrar ante as ameaças. Qual foi o momento em que você sentiu que os seus interesses não estavam sendo bem representados pela editora?

A postura da Planeta foi louvável não apenas no primeiro momento desta briga judicial como também em todo o processo de produção do livro. Eu tive total liberdade para publicar o livro da forma que quis. Por tudo isso, foi surpreendente a capitulação, que aconteceu exatamente durante a audiência, sem nenhuma reunião ou consulta anterior. Tudo foi decidido no calor da hora.

3- Olhando retrospectivamente, você diria que foi um erro ter se deixado representar na "audiência de reconciliação" pela editora Planeta?

De um lado, penso que se estivesse ali com um advogado próprio aquele acordo não teria acontecido nos termos em que se deu. Por outro lado, dada a disposição de o juiz e os promotores em encontrar uma solução favorável a Roberto Carlos (que era proibir o livro) tenho dúvida se com outro advogado as coisas seriam diferentes. rcdetalhes.jpg


4. Como você já sabe com certeza, o seu livro está circulando pela Internet. Você tem alguma restrição a isso? O que você achou da repercussão que o assunto teve na Internet?

A rapidez e amplitude com que isto aconteceu podem ser vistas como um ato de desobediência civil. Entretanto, não apenas o meu, mas vários outros livros (e também músicas) correm livres na internet. Isto é um dado da realidade atual. O que lamento é que "Roberto Carlos em detalhes" não possa continuar também livremente nas livrarias, na forma como foi originalmente publicado. Seja como for, o importante é que meu livro está vivo. Eu escrevi para ser lido.

4- Você pretende seguir lutando contra a censura? De que maneira?

Estou participando de palestras, debates, discutindo até que ponto a privacidade de figuras públicas deve prevalecer no Brasil sobre a liberdade de expressão e o direito à informação. Acho que esta é a questão central nesta minha polêmica com Roberto Carlos. Meu livro está proibido e vai para a fogueira sem que os advogados do cantor questionem qualquer fato narrado nele. Por isso eles não me processaram por calúnia. Reclamam apenas que o cantor não queria ver este ou aquele episódio narrado no livro. Espero que todo esse debate sirva para sensibilizar a sociedade e o poder legislativo no sentido de definir melhor os limites entre liberdade de expressão e direito à privacidade - direito este que na maioria dos casos é definido em termos muito subjetivos.

5. Com a exceção de um artigo de Paulo Coelho e de uma rápida menção do assunto numa entrevista de Caetano à Folha, a "classe artística" silenciou sobre o episódio. Você se sentiu traído ou abandonado por alguém nesse caso?

Roberto Carlos é uma instituição nacional e muitos artistas ficam temerosos de contrariá-lo. Além disso, muitos cantores-compositores alimentam a expectativa de que Roberto Carlos grave uma música sua; ou aguardam a liberação de alguma música dele para gravar; ou simplesmente esperam um convite para cantar no especial que o cantor faz anualmente na TV Globo. Enfim, esta postura dos artistas é apenas mais um triste capítulo de "a vida como ela é".

O que mais lamento é a declaração do ministro da cultura Gilberto Gil à Folha de S. Paulo (10-05-2007): "Eu acho em princípio complicada essa questão de biografias não-autorizadas. A não-autorização cria espaço para os conflitos. Não vejo por que não produzem biografias autorizadas. Deveriam ter consultado o Roberto. Se o autor tivesse consultado o Roberto, essas coisas teriam sido evitadas". Além de desinformado (durante quinze anos tentei entrevistar Roberto), vê-se que Gil falou apenas como artista e não como ministro. Num momento em que uma obra literária é proibida e condenada à fogueira ele prefere enfatizar apenas o direito do artista à privacidade. Neste caso Gil não se portou como ministro da cultura e sim como um advogado da privacidade.

6-Você tem planos de alguma resposta jurídica ao acordo firmado no mês passado?

Estou me informando sobre medidas legais, ouvindo advogado, juristas. Enfim, estou estudando o caso antes de tomar qualquer decisão.

7. Quais são seus próximos projetos?

Eu tenho material de pesquisa para pelo menos mais dois livros sobre música popular. Depois de "Eu não sou cachorro não" e "Roberto Carlos em detalhes", talvez no próximo eu faça uma síntese geral da MPB. Mas ainda não tive tempo de pensar sobre o tema, pois continuo absorvido por "Roberto Carlos em Detalhes".


8. Nosso amigo comum Christopher Dunn me pede que eu lhe pergunte se o episódio alterou o seu prazer de ouvir a música de Roberto Carlos.

Eu continuo ouvindo suas canções com o mesmo prazer. A diferença é que antes eu ouvia apenas como fã; agora ouço como alguém que entrou na história de Roberto Carlos e compreende as limitações dele.

Obrigado pela gentileza da entrevista, Paulo Cesar. O nosso apoio aqui é incondicional.



  Escrito por Idelber às 05:49 | link para este post | Comentários (38)


Comentários

#1

Idelber,

Muito interessante essa entrevista. Diria que mais do que isso, pois ela é esclarecedora. Logo eu que não tive vontade de ler "Eu não sou cachorro não". Agora me dá um certo arrependimento!
Penso que esse é um dos casos onde o artista quer aparecer, mas não quer ser fotografado. Muito comum no mundo dos negócios artísticos.
Não seria o caso desse tipo de obra ser editado fora do Brasil? Já que nas terras tupiniquim ainda temos a censura de fato?

paulinho em maio 21, 2007 7:49 AM


#2

Idelber,
lindo este post: entrevista enxuta e esclarecedora. Isso sem falar que fiquei MUITO aliviada que o Paulo César não tem restrições quanto à circulação do livro pela rede, uff....E vou me repetir: só fiquei interessada neste livro do RC justamente porque foi escrito pelo mesmo autor do "...Cachorro...", livro que achei importantíssimo. De qualquer forma é bom ver que apesar de tudo o Paulo César, apesar de chateado com o imbroglio todo, continua cheio de disposição. Parabéns a ele e obrigada de novo.

Márcia W. em maio 21, 2007 9:00 AM


#3

Idelber,

parabéns! Belíssima entrevista! E importante para mostrar o caráter arbitrário do processo. Outra coisa: eu desconhecia a declaração do Gilberto Gil. Ela sintetiza a conivência da classe artística com essa lama toda. Censurem uma música do Gil ou do Caetano para ver o que acontece! Elas rodam a baiana em praça pública e duvido - DUVIDO em letras garrafais - que o juiz tenha culhão para contrariar os baianos.

Abração!

Bruno Ribeiro em maio 21, 2007 10:48 AM


#4

Excelente entrevista. Seu blog presta um serviço jornalístico que parte da imprensa ficou devendo.

Marcus em maio 21, 2007 1:24 PM


#5

Pois é, Márcia, depois desse processo todo fiquei ainda mais fã de Paulo Cesar.

paulinho, acho que editá-la no exterior não resolveria muita coisa não. O acordo judicial é sobre a distribuição da obra... O terreno de desobediência civil é a internet mesmo.

Bruno, lamentável mesmo a declaração do Gil. E ainda por cima mal informada.

Obrigado, Marcus. A imprensa até que cobriu bem o episódio, mas faltou a voz do Paulo Cesar, né?

Idelber em maio 21, 2007 1:35 PM


#6

Idelber, excelente post e entrevista com o Paulo Cesar de Araújo. Achei interessantíssima a última afirmação dele: "agora ouço como alguém que entrou na história de Roberto Carlos e compreende as limitações dele."
É uma pena que tenha acontecido esta limitação à obra de um escritor, um verdadeiro atentado à liberdade de expressão, isso sem contar com o desperdício de papel com a destruição em massa dos exemplares... Que absurdo!
Sem comentários o que G.Gil falou...
Como diria o Casoy, isto é uma vergonha!
bjs

Ana em maio 21, 2007 2:24 PM


#7

Cara, consegui comprar o livro aqui em BH, na Livraria Leitura do Minas Shopping, no dia 10 de maio, depois da proibição. Me parece que os livros ainda não foram recolhidos. Pelo que me disse o vendedor - não sei se é lorota - a editora terá que recomprar os exemplares existentes nas livrarias. Alguém confirma esta informação ?

Afonso Andrade em maio 21, 2007 2:31 PM


#8


O meu também. Eu tinha gostado muito do "Eu não sou cachorro não", que é um livro que fala muito bem do próprio Roberto Carlos. E sei por conhecidos comuns que tenho com PC que ele é um grande fã do cantor. É péssimo que mais uma vez tenha se cometido censura desse tipo no Brasil. O Ruy Castro já havia tido problemas semelhantes em seu livro sobre Garrincha.

Abraços

Mauricio Santoro em maio 21, 2007 3:22 PM


#9

Ana, é minha frase favorita da entrevista também :-)

Afonso, a informação correta é a seguinte: segundo o acordo, a editora não tem que comprar os livros de volta das livrarias, acho que não é bem isso. O acordo dá ao Roberto Carlos -- no caso da editora não cumprir a determinação de recolhimento -- o direito de comprar, ele mesmo, todos os exemplares, e depois ser ressarcido pela Planeta. É incrível, mas sim, o acordo prevê isso.

Idelber em maio 21, 2007 3:22 PM


#10

que papelao do gil dizer um absurdo desses.

alex castro em maio 21, 2007 4:21 PM


#11

Deveras indeed, alex.

Mauricio, eu sou a favor de redução severa no grau de controle que os herdeiros têm sobre a imagem e a obra de seus parentes. O que o neto do James Joyce faz, por exemplo, é criminoso. Mas ainda acho que o caso Roberto Carlos é 10 vezes mais absurdo que o das filhas de Garrincha -- e olhe que este último já era absurdo. Abraços,

Idelber em maio 21, 2007 4:27 PM


#12

Idelber, por economia, repito aqui. O que disse no Blog do Sérgio Leo, grande confrade seu, a saber que o caso "Roberto Carlos" realmente cria coisa inédita no mundo a proibição, chancelada por um Judiciário que perdeu o bom senso ("that uncommon thing called common sense", Oscar Wilde) da divulgação de informações verdadeiras sobre pessoas com carreira absolutamente pública sob a alegação de privacidade. É de lascar, você viu aquele filme sobre Larry Flint, lá está exposta a opinião da Suprema Corte Americana sobre o assunto, e para citar o saudoso Vicente Matheus, esta pode ser assim resumida: "quem saí a chuva é para se queimar mesmo", ou seja, quis ser celebridade, agora agüente. É, por esse tipo de desmando da Justiça Brasileira, que se constata que Montesquieu (aquele sde "O Espírito das Leis") ao dizer que a pior forma de ditadura seria aquela exercida pelo "departamento" (foi assim que Montesquieu escreveu, nada de "poderes", isso é má adaptação luso-brasileira; os Americanos falam em "branch", o que
está bem mais correto) Judiciário, estava certíssimo. De mais a mais, como disse Ruy Castro (e felizmente não cumpriu, escrevendo depois seu excelente livro sobre Carmen Miranda), ao ser processado pelas gananciosas filhas do Garrincha, que doravante só escreveria "biografias de padres mortos", pela intuitiva razão de que os ditos cujos não deixariam descendentes ou pelos menos não deveriam, não obstante todos os ilustres descendentes do Padre Feijo..... Abraços,
Joaquim Dantas.
joaquim.dantas@uol.com.br

Joaquim Dantas em maio 21, 2007 5:17 PM


#13

Brilhante, Joaquim. Sua segunda frase resume perfeitamente o ineditismo do caso.

Notável sua observação sobre a diferença entre o conceito de Montesquieu, de "departamento" (ou sua tradução gringa aproximada, "branches") e essa monstruosidade que foi a tradução ao português como "poderes".

Idelber em maio 21, 2007 5:37 PM


#14

A entrevista está realmente um biscoito finíssimo. Inteligente e esclarecedora. Como vc conseguiu? Ele não estava proibido de falar? Mas foi ótimo que tenha falado para que essa vergonha não seja esquecida.
Eu postei sobre o assunto no Bala e convoquei os meus baleados a virem a vir aqui. Show de jornalismo que não pode passar em branco.
grande abraço e parabéns!

Julio Cesar Corrêa em maio 21, 2007 6:19 PM


#15

Oi, Julio, obrigado. Não, o Paulo Cesar não está proibido de falar. Isso foi uma inverdade que saiu na imprensa. Escrevi e ele respondeu, com a atenção e gentileza que o caracterizam. Não foi difícil não.

Idelber em maio 21, 2007 6:31 PM


#16

Outros de casos de censura ou exploração dos herdeiros:
Xuxa - censurou o filme Amor, estranho amor

Herdeiros de Guimarães Rosa - Proíbem a publicação de escritos do autor, por conterem referências a sua segunda mulher, Aracy.

Herdeiros de Ary Barroso - Praticamente inviabilizaram as comemorações de seu centenário

Para outros casos vejam este ótimo artigo do Sérgio Augusto: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=426ASP004

Afonso Andrade em maio 21, 2007 7:08 PM


#17

Está espetacular esse artigo do Sérgio Augusto, Afonso, gracias. E que lista de absurdos ele compila! Leitura indispensável.

Eu sou pelo fim do direito de herança sobre obras literárias e musicais djá. Fim total mesmo, por emenda constitucional. Morreu, babau, a obra é do mundo.

É o único jeito de acabar com essas decisões judiciais absurdas.

Idelber em maio 21, 2007 7:36 PM


#18

Ao blogueiro, parabéns pela entrevista!

Emílio Oliveira em maio 21, 2007 8:29 PM


#19

Caro Idelber

Muito boa a entrevista !

O uso da expressão NÃO AUTORIZADA para biografias é uma analogia recente. Recente e MAL COPIADA do ambiente social e jurídico norte-americano, em que NÃO AUTORIZADA quer dizer apenas que o BIOGRAFADO (obviamente) não autorizou, MAS NÃO QUER DIZER NECESSARIAMENTE que o livro esteja repleto de SITUAÇÕES (públicas) EMBARAÇOSAS.
É verdade que as editoras norte-americans quando alardeiam a expressão NÃO AUTORIZADA, para uma biografia, funcionam muito mais como uma sugestão na cabeça do leitor do que EFETIVAMENTE garatam que há no texto PASSAGENS PICANTES (Que seriam de interesse do leitor. Seriam ?).
Quem defende UNICAMENTE a produção de “biografias autorizadas” (como EQUIVOCADAMENTE, e LAMENTÁVELMENTE faz o nosso ministro), defende talvez sem querer, um VERDADEIRO CONGELAMENTO da memória nacional (para dizer o MÍNIMO).
Como diz Paulo César Araújo o nosso ministro atuou como ADVOGADO DA PRIVACIDADE. Acredito que todos nós consideramos que Gilberto Gil atue melhor como Artista e como Ministro, do que como Advogado da Privacidade.

Paulo em maio 21, 2007 9:31 PM


#20

Congelamento da memória é uma descrição apropriada do perigo que se corre, Paulo.

Idelber em maio 21, 2007 9:47 PM


#21

Excelente!!!!
O Paulo César teve na Bienal do Livro de Salvador, em abril, e - uma pena - não pude ir vê-lo/ouvi-lo. Hj vejo que o Biscoito supriu essa minha curiosidade.
Bjos procê e pra Ana,

Cipy em maio 22, 2007 12:56 AM


#22

Pois é, Cipy, mais um grande baiano. Sabia que ia gostar ;>)

Idelber em maio 22, 2007 1:04 AM


#23

Caro Idelber, excelente entrevista.

Interessante o rumo que a conversa dos comentários tomou. Vou acrescentar uma historinha: este ano eu e minha mulher começamos a desenvolver um roteiro para um curta de animação - independente, low-budget e sem a menor intenção de gerar lucro – adaptando um conto do Guimarães Rosa. Fomos atrás de descobrir quem era o detentor dos direitos para pedir autorização e seguir direitinho os trâmites, caso houvesse necessidade de pagamento tentaríamos captar grana através de alguma lei de incentivo.

Enfim descobrimos que as detentoras eram as duas filhas, e deveríamos falar com uma representante delas. Apresentamos o projeto e ela se saiu com a pérola: "Deixa eu consultar a tabela deste conto". Vamos esclarecer: CADA CONTO OU OBRA do Guimarães Rosa tem uma TABELA DE PREÇOS ESPECÍFICA para autorização de uso – para teatro,x; para tv, y (especificando se é minissérie, novela, documentário...); para cinema (curta, longa, ficção, documentário), z, 2z ou 10z...

Não vou nem especificar o preço que a tabela do conto que eu queria adaptar em um curta, lembrando, independente, low-budget e sem nenhuma intenção de lucro, pedia. Basta dizer que a cifra estava nas DEZENAS de MILHARES de DÓLARES, muitas e muitas vezes o orçamento do curta inteiro.

É isso aí, Sérgio Augusto tem razão.

Daniel em maio 22, 2007 1:32 AM


#24

Não me surpreende em nada, Daniel. Essas filhas do Guimarães Rosa já quiseram arrancar dinheiro até de congressos acadêmicos dedicados a estudar a obra dele!

É o que eu digo: depois de Rosa morto, você e sua mulher deveriam ter o direito de usar como quisessem a obra dele no cinema. Tenho certeza que ele, como a esmagadora maioria dos grandes criadores, ficaria muito mais feliz e conforme se a coisa fosse assim.

É frustrante.

Idelber em maio 22, 2007 1:39 AM


#25

Ele foi bonzinho Dizendo que ainda curte ouvir Roberto, mesmo sabendo de suas limitações. Eu quando o ouço, por aí, engulo certa indignação, o mesmo acontece ao ouvir Caetano, depois do imbróglio mal explicado com o Lobão. Sem contar o que já sentia antes, por ele sempre dizer sim pra tudo frente ACM.
Fugi do assunto, mas adorei a entrevista esclarecedora.

BNÊ em maio 22, 2007 4:49 AM


#26

Chego atrasado à discussão. Em primeiro lugar, Parabéns ao post e a ótima entrevista. Eu li o livro inteirinho (obrigado pelo link). Li rapidinho de uma sentada, como dizem. Já tinha lido o anterior e o que tenho a dizer é que além de pesquisador minucioso, o autor realmente conhece muuuito de música brasileira (não sei pq o P, já que nem sempre é P).
Ademais, RC fez uma graaaande besteira, principalmente nessa época onde literalmente "é proibido proibir". Engraçado, o PC narra toda a dificuldade que o RC teve para se firmar como artista, para conseguir um lugarzinho ao céu (e quem leu sabe que ele ralou um bocado). O cara é um exemplo de perseverança e então, faz uma burrada dessas.
Assisti uma entrevista com o autor no Observatório da Imprensa e fiquei intrigado: foi um ACORDO judicial. Repito: ACORDO. É interessante. Todo mundo critica o Judiciário nesse episódio, mas não acho que o "departamento" do judiciário teve "culpa no cartório". A postura da Planeta, tão louvável a princípio, foi de acuar-se diante do rei. Ou seja, era uma audiência de acordo (parecida com essas de conciliação que tanto ocorrem nas varas de família). A Planeta e o PC podiam simplesmente não acordar.
O fato é esse: foi feito o acordo. A dúvida é a seguinte: Por que??
A editora simplesmente desistiu de continuar a briga nos terminais. Briga que certamente ela ganharia, visto que o livro, além de biográfico e de interesse coletivo, este sempre acima do interesse individual de RC.
Então, antes de condenar o judiciário seria melhor ficarmos mais atentos e duvidosos. Eu ainda me questiono depois de ler o livro (e ter gostado), ter assistido a entrevista no Observatória da Imprensa (morrendo de sono!!), lido a entrevista aqui no biscoito, o por que da conciliação. E naqueles termos absurdos. Sim, pois, o acordo de conciliação é um absurdo, inclusive jurídico!!!
A dúvida continua: por que a conciliação? Quem ganha com esta história? PC certamente não.
A meu ver o autor foi ingênuo do ponto de vista jurídico. E a grande maioria das pessoas tb está sendo. O Juiz não força a conciliação. Claro que ele pode pedir que ela seja feita, mas a decisão é unica e exclusivamente das partes. Vamos pensar nisto...

Edk em maio 22, 2007 3:35 PM


#27

Muito ponderada sua observação, Edk, e não está atrasada de forma nenhuma. O que aconteceu com a editora me parece claro. Pensaram do ponto vista empresarial, econômico. O lucro de bancar o livro não compensava o risco de uma derrota judicial com multa alta. O Paulo Cesar pode, sim, ter sido ingênuo ao não se armar de um advogado independente da Planeta. Mas putz, veja o lado do cara: sob um fogo cerrado, com decisão desfavorável em primeira instância, um exército de advogados do Rei-Dondoca do outro lado e um juiz que chega à audiência agindo de forma a sugerir tietagem a RC e intimidação a PC.

É barra pesada, meu nego.

Eu, pela minha personalidade, provavelmente teria feito barulho até o último minuto, mesmo com chance de derrota braba, mas jamais emitiria juízo sobre o que o Paulo Cesar fez. E, do louvável artigo do Paulo Coelho, a única frase da qual eu discordo é aquela em que ele se arvora ser juiz da decisão do Paulo Cesar naquele momento.

Idelber em maio 22, 2007 3:50 PM


#28

Concordo com você, talvez até eu e minha insistência tivessem tremido lá na hora. Por isso, disse que o achei ingênuo do ponto de vista jurídico.

Ainda acho que a Planeta vacilou. Imagina a publicidade gratuita que eles não ganhariam com uma briga com o RC?!? Eu teria apostado nisto. Depois, faria uma eficiente campanha de marketing, com coisas do tipo: leia o livro que RC quis proibir ou compre e veja o que RC quis esconder, sei lá, coisas do tipo. Mesmo o povo brasileiro sem gostar de ler compraria só para saber de fofocas que, ao final, nem existem no livro. Mas, que funcionaria, olha, acho que funcionaria.

E o best-seller viria rapidinho...

Digo isso pq o Judiciário brasileiro não tem em sua jurisprudência um histórico de multas milionárias.

Não sei, acho que a Planeta amarelou. Ao PC, fica a gratidão e o consolo de ter produzido dois livros capitais para o entedimento da Música Brasileira (sem P). Fica tb meu agradecimento pessoal a ele, pois tive o prazer de ler e apreciar ambos...

Abs.

Edk em maio 22, 2007 8:06 PM


#29

Idelber Avelar como sempre nos oferecendo biscoitos finos! Obrigado pela entrevista.

Também gostei dessa última frase. Pra mim, "limitações" soou como pessoa mal-resolvida consigo mesma e com sua história.

Vergonhoso no prêmio Tim de música ver vários cantores apoiando essa atitude estúpida do RC: Jorge Vercilo foi o mais abjeto puxa-saco, como se fosse pouco as suas músicas purgantes. Zezé di Camargo contou que fez o mesmo com alguém que quis publicar um livro a seu respeito. O Paulo César tem razão, ninguém tem coragem de peitar o "rei".

E já que a bio está livre na internet, vou ler o Eu não sou cachorro não. Já dei uma lida na livraria e parece divertido e informativo, muito bom.

Te em maio 23, 2007 1:28 PM


#30

Oi, Te, bacana saber quem foram os beócios a apoiar esse disparate no prêmio Tim -- valeu pela informação extra :-)

Idelber em maio 23, 2007 5:41 PM


#31

Bem, entre mortos e feridos nesse episódio, posso afirmar que o mesmo me fez ter uma vontade de absurda de ler os livros do Paulo Cesar. O do Roberto Carlos, pela internet. E o "Eu Não Sou Cachorro Não", através de um legítimo livro, comprado na livraria mais próxima de mim. Dessa forma, pelo menos comigo, leitor que jamais tinha ouvido falar nesse autor, o saldo foi positivo, por mais estranho que isso possa parecer...

Tuca Hernandes em maio 25, 2007 12:43 PM


#32

Estou concluindo a leitura de "Eu não sou cachorro não".
Nota-se que a obra é produto de pesquisa séria e profunda. O texto é elegante e despido de qualquer preconceito. Recomendo!
Assim, é provável que o livro sobre Roberto Carlos tenha seguido a mesma linha, sem qualquer desrespeito à privacidade do biografado.
Por outro lado, entendo que a iniciativa de Roberto Carlos de impedir a divulgação da obra não se trata de censura, mas de exercício de um direito legítimo de preservar sua privacidade, assegurado no mesmo dispositivo constitucional que prevê a liberdade de expressão (art. 5º).
A definição dos limites entre a libertade de expressão (que na minha opinião existe para assegurar o direito à informação e que, portanto, não permite aos jornalistas mentir e omitir)e o direito à privacidade cabe ao Judiciário quando provocado, caso a caso, se as partes envolvidas não chegarem a acordo. No caso em discussão parece que houve acordo.
Ao proferir uma decisão o Judiciário jamais estará praticando censura, mas cumprindo sua obrigação constitucional, já que o cidadão que provoca a atuação do Judiciário tem o direito a uma decisão fundamentada, favorável ou não, após a defesa da parte contrária.
Censura trata-se de ato arbitrário, subjetivo, sem direito a defesa e não amparado em lei previamente conhecida por todos.
Paulo César está correto quando afirma que deve o Legislativo definir melhor os limites entre liberdade de expressão e direito à privacidade.

Saudações democráticas

Ricardo Petrucci Souto

Ricardo Petrucci Souto em maio 27, 2007 12:15 PM


#33

Tenho acompanhado os acontecimentos e tive a oportunidade de conhecer a obra de Paulo Cesar de Araújo. Em primeiro lugar, a obra de Paulo Cesar é volumosa, densa, séria, com análises primorosas das letras das músicas de uma época que tive o privilégio de viver. É uma obra maiúscula e a meu ver só valoriza o Roberto Carlos.

Entretanto, Roberto Carlos resolveu proibir este grandioso trabalho. O Roberto Carlos tem o direito de agir e defender o que bem entender. É legal e, além disso, hoje ele tem muito poder econômico. Mas, entendo que a ação de Roberto não foi legítima com os seus fãs e admiradores e com a história da MPB. A sua ação impediu que muitos pudessem conhecer a grandiosidade do momento da MPB, mais do que proteger um ou outro detalhe de sua vida, que não é o que efetivamente interessa.

Neste episódio, saio com a impressão que Roberto Carlos passou a ser um mero "detalhe" da obra de Paulo Cesar. A vida tem destas coisas...

Ronaldo Nascimento Pereira em julho 6, 2007 1:32 PM


#34

Depois do episódio, será compreensível se, a partir de agora, as pessoas começarem a boicotar os shows do Roberto Carlos, inclusive em recusarem-se a adquirir os CD's que ele passar a gravar.

Será que ele também vai processar cada um dos que já leram a obra?

Ianny de Souza em janeiro 22, 2008 11:44 AM


#35

Sou musico e pesquisador de historia da musica popular brasileira e acho que o Robertão é politicamente correto demais pra deixar qualquer coisa sua rolar numa boa. Quero dizer ainda que entre as centenas de obras lidas por mim sobre o assunto musica brasileira , Eu nao sou cachorro nao é o que ha de melhor em informação e investigação sobre aquela epoca. Todo professor de historia precisa carregar esse livro .Paulo cesar de araujo foi perfeito , leio e releio os capitulos sempre e indico o livro a toda pessoa que me pergunta sobre album livro.

abração . Gostei desse negocio aqui. é a primeira vez que participo.Valeu...
Dinho Batistão

Dinho Batistão em maio 29, 2008 9:45 PM


#36

gostaria que se alguem tivesse o,livro "roberto carlos em detalhes" autor: paulo cesar de araujo e esta disposto de vender, eu compro.
qualquer contato: e-/2: m.antonio.mota@bol.com.br
macapá, 11 de abril de 2009
marcos antonio

marcos antonio em abril 11, 2009 11:07 AM


#37

A partir que os ídolos vão envelhecendo vão ficando caquéticos, lamentável essa entrevista do Gil, ele e o Caetano cada vez mais vem decepcionando seus admiradores, a impressão que tenho e que desesperadamente fazem comentários estúpidos apenas pra se manter ma mídia, medo de perder a estrela.

Também sou a favor de que não aja herdeiros quando se trata de literatura e musica. Ha 35 anos atrás li um imenso cartaz anunciando a filmagem da vida de Carmen Miranda e ha pouco tempo um possível especial da globo sobre a vida da artista em comemoração ao seu centenário, porem nada acontece graças aos seus famigerados herdeiros.
.

Marco Mendo em agosto 18, 2009 6:14 PM


#38

roberto carlos ,se tornou un esnobe depois de velho,nao posso entender..

sueli moses em novembro 9, 2009 7:06 PM