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quinta-feira, 17 de maio 2007

Sobre a violência na virada cultural em Sampa

Roubei o texto que segue do blog do meu camarada Pedro Alexandre Sanches. Ele foi escrito por Franklin Ruão, que é jornalista da Revista Paisà:

DESCULPA BROWN"

POR FRANKLIN RUÃO

"São Paulo, seis de maio de 2007. Praça da Sé, São Paulo. Outono. Agora eu quero ver se a Praça da Sé é o lugar! Quero ver se aqui é o lugar!"

Com estas palavras, Mano Brown dava início ao show dos Racionais MC's que depois se transformaria em uma batalha pelas ruas de São Paulo.

Naquela madrugada não compareci à Praça da Sé para atuar como jornalista, fui apenas como mais um espectador disposto a ver o show junto com a multidão e deixo aqui meu ponto de vista de quem foi testemunha ocular dos fatos e esteve exatamente dentro do olho do furacão.

Às três e quinze da madrugada de domingo, eu e dois amigos (Hector, veterano de vários shows dos Racionais MC's, e Issao, recém-chegado do Japão em féria na cidade) subíamos a alameda Barão de Limeira rumo ao show. Não nos preocupamos em chegar no horário divulgado pela organização da Virada Cultural, porque tínhamos certeza absoluta que o show começaria atrasado.

A Praça da Sé estava completamente tomada pela multidão e as ruas ao redor também. Apenas com muita disposição conseguimos atravessar o oceano de pessoas e nos aproximamos do lado direito da praça, bem onde a rua terminava e começava a calçada. Exatamente em frente da banca de jornal. Notei que apesar da praça estar lotada ainda não havia ninguém em cima da banca que oferecia um local estratégico para ver o show.

Enquanto esperávamos, o teto da banca de jornal já começava a ser tomado por um grupo de pessoas. Simultaneamente outras começaram a escalar a marquise da farmácia que ficava na mesma calçada da banca de jornal e logo dezenas de jovens ocupavam vários andares de todos os prédios disponíveis. Um rapaz pulou na varanda do conjunto comercial, em questão de segundos já estava dentro do prédio, abrindo a janela da sacada ao lado e ajudando seus companheiros a subir.

Não havia ninguém realizando segurança no local, nenhuma força policial do Estado ou seguranças privados. Quando o show da banda de abertura começou, os mais audaciosos já estavam escalando o prédio para realizar pichações.

Do local onde estava pude acompanhar o teto da banca ceder gradativamente à medida que o número de pessoas em cima dele aumentava. Quando o teto estalou pela primeira vez a policia já estava no local. Com a mesma agilidade que utilizaram para subir na banca e nos prédios, todos desceram rapidamente debaixo de golpes de cassetete. Os que haviam invadido o prédio se esconderam dentro dos escritórios.

Tudo leva a crer que a polícia não se manteve no local, pois quando o show dos Racionais começou o grupo de escaladores voltou a ocupar a banca de jornal e os prédios ao redor.

Recordo nitidamente quando o rapaz sem camisa e usando boné que ficou escondido dentro do prédio escreveu com a lata de spray preto "Desculpa Brown" na parede do lado de fora do sexto andar. Quando vi aquela cena, tive a certeza que ele estava escrevendo o testamento de toda a multidão. Pela primeira vez na noite comecei a me preocupar.

No palco era possível ver e sentir todo o carisma messiânico de Mano Brown. Com um visual genuíno de quem sabe do que está falando e usando óculos escuros, Mano Brown logo após a primeira música, parou em um lado do palco e comentou com toda a sua manha adquirida em anos de sobrevivência na periferia: "Dizem que não pode ter show do Racionais... Que a gente fala mal da policia. Quem fala mal da policia?", para em seguida emendar "Eu sou 157", levando o público ao delírio.

A esta altura a PM já começava a bater em todos que estavam nos arredores da banca de jornal. Uma clareira começava a ser aberta. Na parte de baixo da Praça da Sé era possível ver uma multidão que havia sido afastada e isolada pela PM, que agora se preparava para marchar sobre nós.

Mano Brown é o nome mais importante do cenário musical brasileiro da atualidade e será preciso ainda muito tempo e reflexão para compreender todas as idiossincrasias de sua personalidade. Mano Brown não está apenas cantando suas composições, ele realmente acredita de corpo e alma naquilo que está dizendo e sua disposição de ir até o final e sacrificar-se como um mártir ficou clara para todos que compareceram na Praça da Sé naquela madrugada.

Após a multidão incitada ter atirado várias garrafas de vidro, pedras e até barras de gelo contra a PM, tudo que restou foi assistir ao massacre anunciado. Várias pessoas foram brutalmente agredidas. Quando a PM disparou contra nós, fomos empurrados pelos que fugiam, caímos no chão e por pouco não fomos esmagados pela massa que fugia. Issao milagrosamente recuperou seu tênis perdido e junto com outras pessoas tentávamos nos abrigar atrás de uma das palmeiras imperiais que adornam a Praça da Sé.

Durante todo o tumulto, as camadas de espectadores que nos separavam da PM foram sendo retiradas e agora estávamos frente a frente com os homens da tropa de choque. Centenas de pessoas levantaram as mãos mostrando nitidamente para a PM que não estávamos armados e não iríamos atacá-los. Muitos estavam sendo retirados da rua com as mãos na cabeça e Mano Brown reafirmou sua posição de permanecer na Praça da Sé: "Vocês podem ir, eu vou ficar, eu vou ficar aqui".

Neste momento algumas pessoas que estavam com as mãos levantadas começaram a bater palmas, tentando fazer a PM entender que aqueles que estavam sendo detidos eram os verdadeiros baderneiros e que o restante queria continuar assistindo o show em paz. Mano Brown não deixou este fato passar incólume e comentou, visivelmente aborrecido: "Batendo palma pra PM?".

Acredito que na verdade as palmas eram uma ironia contra a PM que estava agredindo a todos indiscriminadamente. Neste momento ficou evidente o abuso de autoridade e o excesso de violência utilizado contra o público. Um soldado que ficaria marcado na memória de todos, com seu bigode negro no melhor estilo de general de república do terceiro mundo, portando uma carabina, disparou contra nós e em seguida recebemos as bombas de gás lacrimogêneo.

Não havia mais nenhum lugar seguro para ficar e corremos em direção ao palco para buscar abrigo. Ao pular a barreira da área VIP em frente ao palco distendi um músculo da perna, mas consegui atravessar a barreira junto com a multidão que também fugia. Olhei para trás e vi Issao tentando pular a barreira, com os olhos irritados pelo gás lacrimogêneo. Mesmo ferido voltei para resgatar meu parceiro em dificuldades, contornamos a barreira e ficamos logo abaixo do palco.

Ainda sofrendo os efeitos do gás, acreditávamos que agora finalmente a PM nos deixaria em paz para poder assistir ao final do show. Mas isto não aconteceu: a tropa de choque continuou agredindo o restante do público que estava concentrado do lado esquerdo da Praça da Sé e que até aquele momento ainda não havia sentido a fúria da policia, pois nós que estávamos no frente absorvermos todo o impacto da primeira onda de ataque.

O público que permaneceu apenas queria ver o show, mas a PM estava determinada a estragar a festa. Eles continuaram atacando até que não houvesse mais condições de permanecer no local. Mano Brown, que já havia mudando seu discurso há algum tempo, tentava acalmar os ânimos e encerrou o show preocupado em preservar a integridade física daqueles que ainda resistiam.

O último desafio foi sair correndo da Praça da Sé. A PM começou a organizar um "corredor polonês" ao mesmo tempo que conduzia todos que fugiam para um verdadeiro beco sem saída. Aqueles que não conheciam as ruas do centro foram seguindo na direção indicada pela PM e com certeza não encontraram nenhuma luz no fim do túnel.

Conhecedor das ruas do centro, segui por outro caminho em relativa segurança junto com meus amigos. Mesmo assim foi impossível esquecer a imagem da multidão seguindo para o matadouro. Este foi apenas um dos muitos detalhes que a imprensa não noticiou.

Esta apresentação do Racionais MC´s já garantiu seu lugar na galeria de shows mitológicos do Brasil, ao lado da banda Sepultura na Praça Charles Miller em 11 de Maio de 1991, show este que eu também compareci e cujo saldo final foi uma morte.

No final perguntei para o meu amigo Issao sua opinião sobre tudo aquilo e para a minha surpresa ele respondeu animado: "Adorei! No Japão não tem nada parecido!".

*********************

Antes da publicação do testemunho de Franklin Ruão, Xico Sá, outra testemunha ocular do ocorrido na Praça da Sé, já havia desmentido a nota à imprensa publicada pela Secretaria de Segurança Pública do governo de São Paulo, que diz que a polícia conteve o tumulto no local. Gilberto Dimenstein, ponderado, argumenta que a violência foi um produto de vários fatores, o que é certo. Mas que a ação da polícia, de acordo com várias testemunhas, parece ter sido premeditada, ah, isso parece. Quem conhece o tratamento normalmente dispensado a pretos, pobres e suburbanos pelas polícias brasileiras não se surpreenderia caso o intuito premeditado e criminoso da polícia se confirmasse. O YouTube está cheio de vídeos do ocorrido que, por si sós, dizem mais que toda a cobertura da grande mídia, que de novo não perdeu a chance de estereotipar os rapeiros e manos da periferia como seres violentos por excelência.



  Escrito por Idelber às 04:55 | link para este post | Comentários (24)


Comentários

#1

Acho que este tipo de show não deveria acontecer. Há coisas que não combinam em hipótese alguma. Por exemplo: polícia e fãs de Racionais MCs. São grupos com visão oposta e extrema. O policial quer usar a violência, sua potencial vítima transgride a lei subindo em bancas e invadindo sacadas de prédios e o "messias" ainda provoca: "Batendo palma pra PM ???". É claro que só podia dar nisto...

Juca Azevedo em maio 17, 2007 9:57 AM


#2

Belo depoimento!
A propósito, chegou a conferir o DVD deles?
Insisto que é um material imperdível!

Umberto em maio 17, 2007 1:17 PM


#3

Belo depoimento!
A propósito, chegou a conferir o DVD deles?
Insisto que é um material imperdível!

Umberto em maio 17, 2007 1:17 PM


#4

não vi o DVD ainda, Umberto... Na próxima ida ao Brasil não me escapa.

Idelber em maio 17, 2007 1:40 PM


#5

Pois é...
Eu e meu marido somos de curitiba... mas ele ia tocar na virada cultural e não rolou...
Porém, nossos amigos tocaram : DEMONIZZ E FABIO LEAL... palco de psy trance!
E meu deus... que tristeza!
Isso que é triste mesmo!
Quando a prefeitura resolve dar cultura de graça... acontece algo do gênero... =/

AEEEE BRASIL.
Beejo a vida!

Lourene Lua em maio 17, 2007 1:40 PM


#6

Olá!

O show dos Mutantes ainda há pouco tempo ao lado do Ipiranga e do Museu, celebrando o aniverário da cidade de São Paulo correu em paz. Teve problema de superlotação. Li vários relatos sobre o show, inclusive um no Fudeus.org.

Observo um racismo crescente no Brasil. E mais aberto. Descaradamente declarado. É engrçado que brasileiros se achem "brancos". Primeiro, a miscigenação racial no Brasil aconteceu desde a chegada dos primeiros degradados portuguese. Segundo, Portugal foi ocupado pelos "mouros" durante 400 anos.

Há um livro excelente de um brasilianista, "Neither Black Nor White." A negritde é ditada pelo status social. Pelé, que é o que chamamos aqui de blueberry black, registrou seu filho Edson Jr. como "branco". Não há cor nas certidões de nascimento aqui. Impera a lei de "uma gota" é negro. Aprendi ao chegar aqui que branca não era.

Queria tanto que brasileiros voltassem a amar o Brasil tal como é. É um país maravilhoso.

Boa tarde, Idelbar,

tina oiticica harris em maio 17, 2007 3:39 PM


#7

Caro Idelber.
Eu lamentei que a Virada Cultural tenha se transformado em confronto entre os moradores da periferia e a Polícia. Entendo que o organizador da Virada não tenha tido vontade de excluir a zona e as pessoas mais pobres de São Paulo e tenha chamado os Racionais. Compreendo que um jovem desempregado e marginalizado, que mora num gueto, seja uma panela de pressão pronta para explodir. Todos lembram da França e da explosão de ódio nos banlieues. Alguns dos dividendos políticos foram colhidos recentemente na eleição presidencial por Sarkozy (aquele que os chamou de (racaille). A zona leste pode ser vista por qualquer um dos dois prismas, cada um deles com seus potenciais beneficiários. Um pouco mais foi acrescentado à Mitologia de Mano Brown, assim como os radicais na Prefeitura e na Polícia sairam fotalecidos do confronto. Em tempo: nenhum policial subiu no palco para descer o cassete no Mano Brown.

Cássio em maio 17, 2007 3:48 PM


#8

O livro citado pela Tina é de Thomas Skidmore. Muito bom, eu também recomendo.

Idelber em maio 17, 2007 4:08 PM


#9

Opa, me enganei. O livro de Skidmore que eu recomendo se chama Black into White: Race and Nationality in Brazilian Thought. O que a Tina cita é Slavery and Race Relations in Brazil and the United States, de Carl Degler, que tem boa pinta, mas que eu não li.

Idelber em maio 17, 2007 5:17 PM


#10

Off-topic: Eu não deveria te provocar, mas sou burro. Dê uma olhada em meu post de hoje. Se a citação inicial te irritar... O conteúdo irritará mais...

Vá com calma, professor. Deus é pai e sou um dos maiores leitores deste blog...

:¬))

Abracinho.

Milton Ribeiro em maio 17, 2007 5:34 PM


#11

Acho que o livro que a Tina citou é do Degler, não?

De qualquer forma, para uma visão mais contemporânea vale ler o "Racismo `a Brasileira" ou a versao em ingles, "Race in Another America", do Ed Telles. Foi lancado em 2003 pela Relume Dumará no Brasil. Aqui ganhou vários prêmios. Ele disseca esse mito de que no Brasil teríamos relações raciais mais harmoniosas que nos Estados Unidos. Usando dados dos censos demograficos ele mostra que, apesar da miscigenacao, que implicaria a principio em maior tolerancia racial (e essa era a ideia nos anos 50, 60 e principio dos 70), a hierarquia racial no Brasil se mantêm. Apesar da alta integracao ou do que ele chama de assimilacao horizontal (sociabilidade inter-racial, principalmente entre pessoas da mesma classe social), ele argumenta que existe um alto nivel de racismo e desigualdade racial principalmente devido ao que ele chama de relacoes verticais (relacoes entre diferentes classes sociais). Nas tais relacoes verticais é que a coisa pega no Brasil. O argumento final, segundo Telles, é: o Brasil é um país racista nas relacoes hierárquicas, mas não na sociabilidade. E está aí o paradoxo. Já escrevi demais... mas vale mesmo a pena conferir!

Leticia em maio 17, 2007 5:37 PM


#12

Ótimos depoimento, deu pra sentir realmente o clima do local, mesmo não vivendo o dia-a-dia das letras dos Racionais, gosto muito de alguns discos deles e escuto regularmente, pena que a PM não permitiu que o show continuasse em paz, né? No Brasil é assim mesmo, quando se tem uma opinião contrária, as "autoridades" não levam em consideração mesmo.

Pedro Victor em maio 17, 2007 5:41 PM


#13

Idelber, vc foi mais rapido que eu : )

Beijos,

Leticia.

Leticia em maio 17, 2007 5:52 PM


#14

***Me lembro de um show do Red Hot Chilli Peppers no Pacaembu que havia um grupinho perto de onde eu estava completamente vândalo, pulando e empurrando o pessoal, gritando e arrumando briga. Não estavam dando a mínima pro show. Pelos relatos de quem estava no show da Virada dos Racionais, esse pessoal do show dos Peppers me parece bem mais encrenqueiro que os empolgados em cima da banca na Sé. Teve a polícia descendo o cacete nos branquelos encrenqueiros no show dos Peppers? Claro que não.

***Esse texto do Dimenstein é um horror, praticamente sugere que não se chame mais o Racionais para eventos desse tipo. O Racionais e, provavelmente, qualquer atração da "periferia" que vá "causar tumulto". Se for assim, daqui um tempo a Virada vai ser tão elitista quanto o Reserva Cultural ou um show no Credicard Hall, e perder toda sua graça e razão de ser. "Vamos fazer um evento cultural com inclusão, mas inclusão só prá quem for limpinho".

***Não é o jovem de periferia que é uma panela de pressão. Enxergá-lo assim que faz da nossa cidade uma panelona pronta para arrebentar. Tratá-los na porrada só aumenta a pressão.

Daniel em maio 17, 2007 5:56 PM


#15

Letícia, menos mal que eu cheguei a tempo de me auto-corrigir, né?

O trabalho do Ed Telles eu conheço, e concordo com você: traz dados que os denegadores da violência e segregação raciais no Brasil deveriam olhar com cuidado :-)

Pedro e Daniel, eu concordo com vocês. Apesar do desejo de "ponderação" que se vê no Dimenstein, na prática ele acaba igualando agredidos e agressores. Triste.

Idelber em maio 17, 2007 6:20 PM


#16

Bem, eu não estava lá, e de fato não gosto da Polícia Militar paulista.

Mas minha impressão é que nada justifica saques e carros queimados, e que houve excesso dos dois lados. Mas não posso opinar: não estava lá, e não posso confiar na cobertura da imprensa.

André Kenji em maio 18, 2007 11:02 AM


#17

Meu filho me mostrou um site que comentava mais ou menos o seguinte...no show anterior, brancos "rebeldes" estavam espalhados, fumando e subindo em bancas de jornais, SEM policiamento.
Segundo a autora do texto, quando os Racionais entraram, o público mudou: os brancos "rebeldes' sairam e entrou a periferia. Ai a polícia chegou, em peso.E começou a "organizar" a coisa, proibindo coisas que estavam acontecendo igualzinhas, no show anterior.
Palavras que quem estava lá.

Vivien em maio 18, 2007 4:58 PM


#18

Pois é, Vivien, lá eu não estava, mas já estive em dezenas de lugares onde a atitude da Polícia Militar foi exatamente essa. Entre o que dizem a Polícia e a secretaria de segurança e o que dizem Xico Sá e incontáveis outras testemunhas, fico com estas últimas.

Pura questão de credibilidade.

Idelber em maio 18, 2007 9:09 PM


#19

Nomear o que aconteceu com outro nome a não ser RACISMO é ser racista também. Há, sem sombras de dúvidas, incitação, por boa parte das elites brasileiras, a esse tipo de comportamento adotado pela polícia. Querem um exemplo claro: a invasão pela polícia carioca ao morro da Vila Cruzeiro e as declarações do nosso governador.

Ronaldo em maio 19, 2007 3:08 PM


#20

Tô contigo, Ronaldo. Falou e disse.

Idelber em maio 19, 2007 3:14 PM


#21

A verdade é que a polícia como sempre, não respeita a periferia e acha que sempre tem que usar a violência contra ela. O que o Racionais canta é a pura realidade, quem não houve racionais não sabe o que é na verdade a periferia e o que quem mora nela passa todos os dias, sempre discriminada e marginalizada.
Agora, é óbvio que a PM não gosta de ouvir a verdade, e por isso sempre vai fazer o que puder para estragar e defamar um show do Racionais. Pq os nossos governantes não procuram saber qual era o indíce de confrontos de civis com a policia, antes da criação da PM??? Eles na verdade (na sua grande maioria) saem as ruas para prender, bater ou matar, pessoas da periferia, de preferência negros. Eu tenho orgulho de ser da mesma raça que os Racionais e saber que eles lutam por nós e pela nossa cor, mostrando através da sua música, por tudo que passamos e que apesar disso, não devemos abaixar a cabeça e principalmente não deixar de ser pretos.

sandra em maio 27, 2007 11:52 AM


#22

QUERIDO BROW QUE COISA MAIS SAFADA ESTA DOS POLICIA QUERENDO DANIFICA UMS DOPS MELHORES REP DO MUNDO POIS SOU FAN DE VOCEIS QUERO EXPREÇA TODA A MINHA REVOLTA POIS PRA MIM VC SAO 10000000000000000000000000000000000NU QUE VOCEIS FALA

CARLA ANDREIA C DE A em junho 18, 2007 10:19 AM


#23

SALVE TODOS A QUELES QUE ACREDITA NA RECUPERAÇAO DO CERUMANO POIS NAO DEVEMOS NOS JUGA ;PRA QUENÃO CEJA JUGADO / QUERO EXPRESA TODA A MIMHA REVOLTA QUE OS POLICIA SAFADOS FIZERÃ EU AMO RACIONAIS E ODEIO OS POLICIA QUERO QUE ELES SI FO DA SÃO OS PIORES BANDIDOS EU ACHO QUE A QUELA PRESEPADA FOI SO PRA SI APAREÇER SABENDO QUE A GLOBO ESTAVA ALI PRA DENIGRI A IMAGEM DE TODOS QUE CURTE O REP DE VERDADE E OS RACISTA QUE SI FODA TEMOS O DIREITO DE IR I VIM BROWN EU TE AMO VC E MUITO 10 ALIAS E 10000 DE ADORO TENHO TODOS OS TEUS CD E DVD BEIJOS

CARLA ANDREIA C DE A UM GRANDE BEIJO AMO TODOS VC S em junho 18, 2007 10:35 AM


#24

embelezar por qquer motivo (pq os caras subiram na banca, pq começaram a pixar, pq não sei o quê) a ferocidade da polícia na praça da sé, é uma coisa muito de direita.
a juventude negra e favelada deste país sofre e morre na mão da polícia, todos os dias. todas as garrafas e pedaços de pau e qualquer coisa que tenha sido jogada contra os CÃES DE GUARDA DA BURGUESIA, foi pouco, muito pouco.
falta a juventude e os trabalhadores desse país se organizarem para enfrentar, de uma vez por todas, esses 'racistas otários' e todo o seu sistema capitalista apodrecido.
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denise abramo em julho 23, 2007 3:03 AM


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