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terça-feira, 26 de junho 2007
Sepultura
Por hoje, só um aviso rápido aos navegantes, especialmente à turma que é fã de música pesada (alô, Tiagón): finalmente está disponível em pdf o meu último artigo sobre o Sepultura, publicado há uns anos no Journal of Latin American Cultural Studies. Como foi o próprio pessoal da revista quem pôs o texto na internet, saudavelmente mandando às favas os direitos autorais, eu dou o link ao artigo sem problemas.
Abraços aos leitores aqui da incomparável Buenos Aires.
Escrito por Idelber às 09:41 | link para este post
| Comentários (13)
#1
Muito legal o artigo, bom mesmo. O Sepultura merecia mesmo um estudo mais bacana, principalmente na linha da discussão nacionalização/internacionalização. Agora, me parece que depois da saída do Max a coisa ficou menos interessante, o Max levou para o Soulfly os temas mais "Nação Zumbi", o Candomblé (aliás, faltou dizer que o Maxé do Candomblé), etc., enquanto o Sepultura pós-Max deu uma parada com isso.
Agora, quatro observações, uma como sociólogo e três como fã:
1 - Há dados para confirmar que os fãs de metal eram predominantemente da classe trabalhadora? No Rio convivia uma turma com mais renda (que frequentava a Point Rock) e uma turma mais classe média baixa (que frequentava a Heavy).
2 - Peloamordedeus, como você me inclui o Sarcófago na discografia básica? O Sarcófago era horroroso, como dizia um amigo meu, "é o Sepultura, se o Sepultura fosse uma merda". O único bom momento da história do Sarcófago foi quando um dos caras (acho que o guitarrista) foi fazer um stage diving no saudoso Caverna II, todo mundo abriu, e o cara se estabacou todo. Essa inclusão foi viés pró-BH, hein?
3 - O Vulcano (não era com "o"?)era bom ao vivo, mas todos os discos são péssimos, em especial o Bloody Vengeance. Mesmo o Dorsal nunca fez um disco à altura dos shows.
4 - Acho que você poderia ter falado um pouco mais do diálogo com o punk. Na época, um dos grandes lances do Sepultura foi a reaproximação entre a turma do metal e os punks, que antes se odiavam. O Sepultura fez uns shows clássicos com o RDP (eu vi o do Rio). Acho que a incorporação da coisa meio esculhambada do punk ajudou, depois, a abertura para outros estilos, visto que o metal era mesmo meio fechadão para essas coisas.
Parabéns novamente, o artigo é muito bacana.
Na Prática em junho 26, 2007 11:47 AM
#2
Salve, Idelber! Excelente artigo, suas referências são muito bem organizadas. Teria uma versão dele em português ou você o escreveu direto no inglês? Gostaria de falar sobre ele no Sovaco. Grande abraço!
Zé Carlos em junho 26, 2007 2:12 PM
#3
Idelber, Tudo bem! Já tomamos cerveja aqui no Luciano em BH (Cidade Nova). Fui o primeiro (acho)a te reconhecer fora do blog. Vc até se surpreendeu lembra? E comentários do jogo entre o "EX-IPIRANGA" e Galo . Não vai haver não? rsrrs. Entrei pra conferir e nada. Seria porque o ex-ipiranga , como vc gosta de chamar o grande Cruzeiro Esporte Clube, venceu e logo isto não é notícia?. Abraços, Eduardo.
Eduardo em junho 26, 2007 2:48 PM
#4
Salve, Zé Carlos, infelizmente não tenho versão em português desse texto. Há um comentário rápido sobre o heavy metal mineiro neste texto:
http://www.hist.puc.cl/historia/iaspm/rio/Anais2004%20(PDF)/IdelberAvelar.pdf
mas esse estudo mais exaustivo foi escrito direto em inglês e nunca foi traduzido. Obrigado pelo interesse!
Caro Eduardo, parabéns a você e a todos os torcedores do ex-Ipiranga pela vitória. Foi um belo jogo, não é? Em breve, um post sobre futebol.
Caro amigo Na prática, muito pertinentes suas observações. O Sarcófago foi incluído por causa da rivalidade que existia entre as duas tribos (fãs do Sepultura x fãs do Sarcófago). Mas estou de acordo com você que musicalmente eles deixam a desejar.
Quanto à origem social dos fãs de heavy metal, estudo sociológico não há. É verdade, me consta que no Rio essa origem é mais diversificada e inclui garotos com mais grana. A afirmação que fiz foi baseada na observação de shows -- acho que qualquer headbanger de BH confirmaria que o grosso da turma é de garotos de classe trabalhadora.
Você tem toda a razão quanto ao diálogo com o punk. Há muito que se dizer sobre isso que não foi dito lá no artigo. Há um livro de Janice Caiafa chamado Movimento punk na cidade: a invasão dos bandos sub (Editora Jorge Zahar) que trabalha um pouco esse diálogo punk/metal.
Abraços,
Idelber em junho 26, 2007 3:21 PM
#5
É, ninguém está a salvo das aves de rapina, não é mesmo? Tive o desprazer de encontrar um artiguinho besta meu em um site www.universityupdate.com. É um site que recolhe tudo que for de qq assunto encontrado em blogs e os indexa para $$$. Fui para o WHOIS em vão. Minha advogada me disse que uma ação deste tipo não vale a pena para gastar $$. Ou seja, humildemente dou minha mão à palmatória para você e alerto que não há anúncio de © no universo que possa parar as aves de rapina. Por coincidência revivi o caso da mascote do PAN 2007, o Anauê, digo, o Cauê da "Dupla Design." Vale a pena dar uma olhadinha. E dar seu pitaco abalizado. Até!
tina oiticica harris em junho 26, 2007 5:25 PM
#6
opa! já baixei aqui o pdf, depois da leitura comento devidamente!
mas, de cara e apressado, discordo de um ponto da análise do Na Prática: o Sarcófago precisa estar em qualquer discografia básica séria de metal - e freqüentemente é, inclusive na imprensa gringa. e eu também acho fraco! apesar disso, históricamente, é legal e importante conhecer. :)
tiagón em junho 26, 2007 10:09 PM
#7
Idelber,
Panorama interessante que o teu artigo mostra. Li com muito gosto.
o Pedro A. Sanches jogou uma isca para discutir esse papo de, palavras do Na Prática, nacionalização X internacionalização, ou que é brazuca ou não. Esse é o link http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2007/06/made-in-japan.html
Lá na caixa de comentários dele, vulga janela vremêia, eu comentei como tem gente aqui na Europa que quando sabe que eu sou brazuca me pergunta não por bossa-novices, mas exatamente pelo Sepultura.
Márcia W. em junho 27, 2007 3:49 AM
#8
Oi, Márcia, grato pela leitura :-) Seu testemunho bate com o que venho dizendo. O Sepultura já ultrapassou há muito Tom Jobim como os músicos brasileiros mais (re)conhecidos fora do Brasil. Muito bacana o artigo do Pedro, obrigado pelo link :-)
Grande Tiagón, aguardo a leitura então, espero que goste.
Idelber em junho 27, 2007 10:09 AM
#9
OFF-Topic, mas On line:: Um defeito de Cor na lista dos candidatos selecionados para o Prêmio Portugal Telecom!!!!!!!!
Estamos na torcida!!!!!!! (e, se ganhar, peço que gastem uma parte da grana para uma visita à capital!)
Parabéns à Ana!
S Leo em junho 28, 2007 10:54 AM
#10
Boa, Idelber. o Sepultura sempre mereceu um estudo sério, sem preconceitos. concordo com a observação do NaPrática sobre a origem dos fãs de metal no Brasil. não há estudos, mas eu colocaria eles entre estudantes de classe média, sem medo de errar(eu mesmo fui um dos metaleiros, mas eu sarei depois de velho, hehehehe). pelo menos em SP, basta ir à Galeria do Rock e depois à Woodstock pra comprovar.
muito bom o artigo. abraço!
Serbão Gillan em junho 29, 2007 7:09 PM
#11
Estás em Buenos Aires?? Não deixe de visitar o Jardim Japones...Lá pode tomar um chá...
Mani em junho 29, 2007 10:43 PM
#12
professor, daqui a pouco tem post lá no Berê sobre o (excelente!) artigo. abraço!
tiagón em junho 30, 2007 1:56 PM
#13
bonjour, professor!
cheguei pelas mãos do tiagon...
como posso conseguir os demais artigos que escreveste? alguns-muitos me interessam...!
um abraço e muito obrigada.
larissa em julho 10, 2007 6:02 AM
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