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segunda-feira, 02 de julho 2007
Abaixo-assinado em apoio ao Baladaboa
O blog convida seus leitores, com muita ênfase, a emprestar seus nomes ao abaixo-assinado em apoio ao projeto Baladaboa, das Profs. Maria Teresa Araujo Silva, 67, professora titular de psicologia da USP e Stella Pereira de Almeida, 43, pós-doutoranda de psicologia na USP. O financiamento deste projeto foi suspenso pela Fapesp depois de uma campanha de calúnias orquestrada por um jornalista da Revista Veja.
Juntando sua assinatura à petição, você só está dizendo que as professoras devem ter a liberdade de pesquisar em paz. Só isso.
O blog solicita, encarecidamente, o seu apoio.
(direto de Santiago onde, sem muito sucesso, tive minha primeira experiência secando a seleção Nike-Dunga).
Escrito por Idelber às 09:00 | link para este post
| Comentários (29)
#1
Tenho me ocupado com esse assunto, e tirei uma conclusão: a Fapesp acatou um pedido que provém de mediocridade teórica, e pressão midiática. Tudo isso, sem estabelecer, antes da suspensão da bolsa, um debate metodológico. E o Reinaldo Azevedo ainda vem falar de debate "de idéias"...
catatau em julho 2, 2007 1:27 PM
#2
blz, idelber. vou assinar sim.
e tambem voce deve fazer urgente um post abaixo assinado para defender renan calheiros que está sendo massacrado pela mídia conservadora, fascista e golpista.
nós não podemos permitir que esse nosso companheiro histórico seja derrubado com o interesse único em atingir o governo limpo e sem roubos do governo lula
fabio em julho 2, 2007 2:42 PM
#3
Apoiado e assinado. Abraços.
Nalu em julho 2, 2007 3:27 PM
#4
Posso linkar dois meus dois blogs????
Abs.
Edk em julho 2, 2007 4:32 PM
cris em julho 2, 2007 6:46 PM
#6
Idelber
Já dei o meu apoio. Se a Veja é contra é claro que o projeto é bom!
Devemos combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro, a corrupção dos órgãos de repressão, a hipócrita propaganda de drogas lícitas e tudo mais que leva as pessoas ao abismo das drogas.
O usuário é a vítima. Deve ser apoiado.
Por outro lado, tenho certeza que você não irá acatar a sugestão de produzir um post em defesa do ex-ministro de Collor e FHC, Renan Calheiros.
Saudações democráticas.
Ricardo Petrucci Souto em julho 2, 2007 7:19 PM
henrique em julho 2, 2007 8:57 PM
#8
Assinatura 879.
Boa semana!
Luma em julho 3, 2007 8:55 AM
#9
calma ricardo. não é bem assim. o renan é mais q um ministro de lula. ele é o sustentáculo do nosso governo no senado. foi renan q segurou as pontas qdo a situação ficou feia na época em q a midia conservadora inventou o mensalão, inventou o caso da cueca. renan merece nosso apoio sim. ele foi ministro de collor e fhc, mas o próprio collor e muitos do governo fhc apoiam lula. vamos fazer o abaixo assinadoem apoio a renan!!! vamos idelber
doni em julho 3, 2007 1:22 PM
#10
Alguns comentadores aí estão enganados. Salvar Renan Calheiros é um projeto que nada tem a ver com a idéia de minimização de danos, mas sim com a danificação do mínimo.
Eu posso até assinar _ pseudônimo vale?? _ mas o problema é que até onde minha vista alcança continuo vendo o Baladaboa funcionando lá, inclusive com o logo da Fapesp nos apoios.
Hermenauta em julho 3, 2007 2:22 PM
#11
Obrigado a todos os que apoiaram, assinaram ou divulgaram nos seus blogs.
Aos malucos que acham que eu defenderia Renan, que lhes digo, aprendam a ler.
Hermê, meu entendimento era que o projeto segue, claro, mas o financiamento da Fapesp continua suspenso. Mas estou acabando de chegar do Chile e posso estar desatualizado.
Abraços,
Idelber em julho 3, 2007 3:01 PM
#12
você leu o tal flyer da discórdia, Idelber? é muuuito mal escrito e abre espaço, sim, por mais que doa reconhecer, para veja, reinaldo e similares. chego a duvidar que as duas pesquisadoras citadas tenham supervisionado a redação daquele troço. não sei o que você pensa do Dráusio Varella, mas se tiver tempo, pesquise o assunto ecstasy no blog dele. a conclusão é simples: mais cuidado na redação do folheto teria evitado toda a celeuma - e a necessidade de se falar em veja, reinaldo e similares.
abs
Fábio Andrada (Santos/SP) em julho 3, 2007 3:55 PM
#13
Afinal, a Bala é da Boa?
Eu como todo direitão, reacionário, facista e bobão, sou meio cético a essa política de redução de danos. Visto que sua utilização no mundo tem sido menor do que a alardeada, inclusive com o abandono completo como na Espanha.
Aliás, não gostaria que meus filhos tivessem acesso a um material que "que comporte ações que garantam meios de uso mais seguros".
Imagine só, as autoras do projeto querem que Casas noturnas só tivessem permissão para funcionar se disponibilizassem água e locais bem ventilados para os usuários.
E olha que por ser liberal, não sou contra a legalização das drogas (pelo menos de alguma delas).
No blog a autora diz que a frase "droga mata" é "apenas" amedrontadora e parcial. Sei não. No mesmo blog utilizam duas comparações, que, sinceramente não acredito, não podem ter sido feitas por uma doutora e uma doutoranda.
O primeiro querem que acreditemos que as propagandas do "se beber não dirija" é igual ao baladaboa. Não é. Se o sujeito for pego dirigindo bêbado é cadeia (ou deveria), há uma lei para isso. E outra, beber não é proibido.
Seria igual se o governo fizesse uma campanha tipo "Depois de cheirar cocaina, não dirija". Aí sim a comparação seria exata.
A segunda comparação esdruxula e com um médico que cuida de uma paciente fez um aborto mal realizado. Ora, é dever do médico cuidar de qualquer paciente, sem fazer juízo de valor. Está em seu juramento como tal.
Existe maior redução de risco para o ecstasy do que não utilizar? Afirmar que reduzir os riscos consiste em tomar metade do comprimido é coisa de louco...
Alguém falou para essas pessoas que Ecstasy é ilegal? Será que lei nesse país não serve para nada?
Uma coisa concordo com as pesquisadoras: um mundo sem drogas é impossível. Porém discordo dos métodos. Manter as pessoas o mais longe das drogas, para mim é melhor do que "ensinar" como utiliza-las.
Será que sou um otário que as respeita?
Será que o relativismo moral chegou a um nível que cada um faz sua própria lei?
Porém, entretanto, todavia, contudo, não acho que a FAPESP deveria tirar o financiamento da pesquisa. Afinal, pesquisa é pesquisa.
Mas que o material não é muito bom, continuo achando que não é.
Pablo Vilarnovo em julho 3, 2007 4:56 PM
#14
Fábio, do Dráusio eu só li uma declaração em que emprestava irrestrito apoio às pesquisadoras. Essa declaração está no blog do Nassif. O Dráusio tem blog? Procurei e não encontrei. Se tiver o link, deixe aí.
Idelber em julho 3, 2007 5:11 PM
#15
Apoiado,assinado. abrçs.
Adriano em julho 3, 2007 6:38 PM
#16
O que me irritou nessa história foi a ausência de tentativa de se fazer uma discussão minimamente organizada do assunto.
Reinaldo Azevedo, em particular, comporta-se como um macaco em loja de louças. Depois fica em um morde e sopra com a FAPESP, com as pesquisadoras, etc, mas ele realmente só quer saber de exercer seu poderzinho de calunista da Veja e fazer andar sua agenda conservadora.
Eu não vi até agora é números. Qual porcentagem de viciados é realmente recuperável? Se for 100%, acho que a única abordagem razoável para a política de redução de danos é ser um primeiro estágio para conduzir os caras à cura. Se for menos de 100%, significa que tem gente que fica melhor com a política do que sem ela. Se tá sobrando gente que poderia ser curada mas não é porque não tem assistência, então talvez valesse mais a pena dedicar parte dos recursos dedicados à política de redução de danos para os que podem efetivamente ser curados. Só que não vi ninguém levar à frente esse lero mais cientificamente embasado _ para falar a verdade, nem mesmo o próprio pessoal do Baladaboa, se bem que eles foram os que menos oportunidade tiveram de se manifestar no tiroteio.
Idelber, porque você não convida as donas do Baladaboa a se manifestar aqui, franqueando-lhes algum espaço para esclarecer essas questões? Eu o faria de bom grado, mas sua audiência é incomensuravelmente maior que a minha.
Hermenauta em julho 3, 2007 7:05 PM
#17
Hermenauta: eu, um direitista, facista e liberal pergunto-lhe:
1 - Ser conservador é ser ruim? Um colunista não deveria, digamos... colunar? Como um blogueiro não deveria, digamos, bloggar?
2 - Se for possível a recuperação, a política de redução de danos não seria insustentável, tipo assim, a nível teórico?
3 - Porque o Alcoólicos Anônimos e outros grupos de ajuda, que tratam do problema dia após dia, afirmam que a abstinência é o melhor remédio para o vício?
Eu como todo bom direitista e reacionário acho que dizer para uma pessoa que ao invés de tomar um comprimido, que ele tome metade da um comprimido e depois que a "onda" passe tomar a outra metade do comprimido não é muito bem a melhor alternativa para a cura...mas quem sou eu. Não passo de um careta, direitista reacionário...
O pessoal da Baladaboa (A bala é Juquinha?) tem um blog...
Grande abraço.
Pablo Vilarnovo em julho 3, 2007 8:17 PM
#18
Idelber,
Perdoe a ignorância, acho que não é um blog, é o site dele. Mas o texto está lá:
http://drauziovarella.ig.com.br/index_old.asp
clique em artigos, à esquerda, e busque por "ecstasy" ou por "a febre de sábado à noite".
E o tal apoio irrestrito no blog do Nassif sumiu, pelo que percebi numa busca rápida.
Fábio em julho 3, 2007 9:12 PM
#19
Excelente idéia, Hermê. Vou escrever para elas. O problema é que ando pulando de avião em avião -- ou de uma fila de check-in para a outra -- nestes dias. Mas está na agenda.
Valeu o link, Fábio. Vou lá procurar o texto.
Idelber em julho 3, 2007 9:58 PM
#20
Pablo:
1) É. Deve. Claro.
2) Não.
3) Essa é a pergunta errada.
abçs,
Hermenauta em julho 3, 2007 10:03 PM
#21
Tá bom, eu assino.
Mas quero também o fim da proibição de dirigir bebado.
A descriminalização do tráfico de drogas.
Que se inocente Renan e Roriz.
Que canonizem Lula.
E uma passagem só de ida pra Nova Zelândia......
Anderson em julho 4, 2007 3:06 AM
#22
Caro Pablo, se voce procurar sem muito esforço encontrará diversas perguntas sem resposta que são feitas ao Bobonauta. Ele é apenas um copiador de textos achados via Google que persegue a fama bloguistica servindo de claque para blogs muito mais famosos seja por mendicancia ou por onipresentes tentativas de chamar sua atenção.
Poupe seu tempo com perguntas a individuos que no minimo deveriam assumir abertamente sua patologica devoção a uma esquerda corrupta e patrimonialista.
Desculpas ao autor desse blog pela intromissão mas não posso me calar diante dos despalterios sendo proferidos a ermo por individuos que mamam na teta do Estado a ele sempre retornarão até virar pó.
Indignaldo em julho 4, 2007 9:24 AM
#23
Caro Indignaldo,
Se você exercitasse seus neurônios, um tipo de célula que provavelmente anda em falta em seu sistema nervosinho, certamente perceberia que o desejo de "fama bloguística" e anonimato não rimam.
Eu te perguntaria quais são as perguntas que eu costumo deixar sem resposta, não fosse minha certeza de que esta será uma pergunta sem resposta.
Enfim, convido-lhe a aparecer lá no meu próprio blog, onde terei prazer um ministrar-lhe um tratamento mais adequado do que o decoro recomenda em blog alheio.
Hermenauta em julho 4, 2007 11:46 AM
#24
Bom, vejam a opinião de 2 médicos sobre o assunto, as quais eu endosso:
"Coordenador do Centro de Controle de Intoxicações e professor de pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o médico Fábio Bucaretchi reprovou a distribuição dos folhetos que informam como consumir ecstasy com segurança.
- O corpo desenvolve uma tolerância rápida ao ecstasy, então não se sabe quais índices da droga são seguros para ser consumida - afirmou, lembrando que o ecstasy é uma droga ilegal.
- Vendem-se comprimidos de 30 miligramas e comprimidos de 200 mg. O que se está vendendo, como saber qual a quantidade adequada - questionou Bucaretchi.
Médico-assistente do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas, Lucas Santos Zambon disse que, mesmo que o objetivo deste projeto seja orientar para o uso "correto" da droga, não deixa de ser uma apologia ao consumo do ecstasy.
- Apesar da campanha querer mostrar um consumo melhor, ela estimula o uso porque a pessoa vai se sentir respaldada (pela cartilha) - explicou Lucas.
- As drogas comerciais passam por diversos testes antes de chegarem ao mercado e, ainda assim, se descobrem efeitos deletérios (prejudiciais). De drogas como o ecstasy não há dados fidedignos (confiáveis) para saber qual a dose que cada um pode consumir - conclui o médico."
AC em julho 4, 2007 12:53 PM
Mad Hatter em julho 4, 2007 1:26 PM
#26
Idelber,
Só um esclarecimento importante, a pesquisa a que o site do Drauzio Varela se refere foi um dos grandes escândalos da ciência. Em 2002 Ricuarte e colegas publicaram um artigo na Science com afirmações bombásticas sobre o ecstasy testado em primatas, porém, eles depois precisaram se retratar, pois usaram na pesquisa metanfetamina e não ecstasy, e como drogas diferentes tem dosagens diferentes, eles usaram dosagens absurdas, nada próximas às doses normalmente utilizadas. Incrivelmente a imprensa deu grande destaque ao primeiro artigo (Science, 279 (5590), mas não à retratação (Science, 301(5639). As pessoas costumam confundir muito ecstasy (MDMA) com metanfetamina, mas são drogas bem diferentes.
cheshire em julho 4, 2007 7:20 PM
#27
Obrigado pelo esclarecimento, Cheshire. Infelizmente é bem típico que isso aconteça. Uma informação equivocada passa por verdadeira inicialmente, a imprensa noticia e depois não dá destaque à correção. Quantas vezes já vimos esse filme, não é? Abraços,
Idelber em julho 4, 2007 9:18 PM
#28
Idelber, meu caro, já restauraram a verba da turma da baladaboa. Boa notícia para a inteligência nacional.
Por falar nisso, ficou hilária essa caixa de comentários, com o Indignaldo despachando "despaltérios a ermo". Sensacional. Como pseudônimo assim não tem patente, já roubei. Vou agregar o Indgnaldo na minha lista de personagens.
s leo em julho 6, 2007 11:55 AM
Ana em julho 7, 2007 4:39 PM
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