Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Flip: terceiro dia e fofocas :: Pag. Principal :: Copa América 2007: A era Dunga 2 »

quinta-feira, 12 de julho 2007

Texto novo na Germina

A reunião de expatriados corre o perene perigo de fundar estranhas seitas dedicadas a render culto a uma identidade perdida que nunca existiu. Nestes 17 anos de residência nos Estados Unidos, embora eu sempre tenha cultivado amizades brasileiras, tornei-me cético e cínico quanto ao poder simbólico, ou mesmo imaginário, desses rituais de recuperação retrospectiva da identidade. Exilada no México durante as duas últimas ditaduras em seu país (1966-73 e 1976-83), a escritora argentina Tununa Mercado – cordobesa, não portenha, ressalte-se – nota, num belo livro intitulado En estado de memoria, que os argentinos que mais se queixavam da obsessão carnívora da cozinha argentina foram aqueles que, uma vez no México, entraram em depressão pela falta do bife de chorizo e do doce de leite. De volta, já na redemocratização, eles passaram a arrastar-se na saudade do chile chipotle mexicano que, no exílio, suportavam como um mal necessário e que agora -- ¡carajo!– era impossível encontrar em Buenos Aires. Se não se cuidar, o expatriado vira um mero projétil nesse monótono ping-pong do imaginário.

Continue lendo Expatriamentos, o texto deste mês no Alegorias, minha coluna na Germina. Fique à vontade para voltar e comentá-lo aqui.



  Escrito por Idelber às 01:22 | link para este post | Comentários (11)


Comentários

#1

Avelar, me reconheci em várias linhas do seu texto. Fiquei três anos na condição de expatriada nostálgica nos EUA, me vestindo de verde-amarelo na Copa e ensinando samba para os gringos. Mas um terceiro fator aconteceu na minha vida: voltei amando mais esse país. O período longe serviu sim, para absorver as coisas boas dos EUA, mas serviu mais ainda para dar muito mais valor a tudo o que eu sempre tive aqui e, usando uma expressão inglesa, took it for granted.

Raquel em julho 12, 2007 11:06 AM


#2

Raquel, que bacana que você se identificou. O objetivo do texto era esse mesmo, ressoar com expatriados e ex-expatriados. Abração, volte sempre :-)

Idelber em julho 12, 2007 1:23 PM


#3

Idelber, não penso que meu caso possa se enquadrar nessa ou naquela categoria, restando no baile dialético das contradições da identidade nacional. Isso porque a partir das dinâmicas da vida, sociais, culturais, morais e até emocionais, batemos de um lado a outro do sentimento de brasilidade. As vezes algumas vezes em um mesmo dia. Quero dizer, e falo por mim que sou mutante e inconstante, nunca me senti mais ou menos brasileiro a partir de uma imagem representativa, ilusória ou não, mas sim mais ou menos crítico em relação à origem, assim como se é crítico em relação ao pais acolhedor. Isso exatamente pela indefinição e fluidez da cultura nacional, que permite de um lado abraçar infinidades de costumes como se nossos fossem com enorme desenvoltura e por outro, experimentar por isso mesmo um sabor de ignorância da própria cultura quase constante. Eu sei muito menos o que é ser brasileiro mesmo tendo nascido e vivido quase toda a vida lá, do que o que é ser italiano por exemplo. Isso facilita "ser italiano" mas ao mesmo tempo, revela que isso é um traço de brasilidade, a capacidade de adaptação. A nossa falta de cultura é o nosso mais marcante traço cultural. Nós somos esponjas tão absorventes e ao mesmo tempo uma idéiazinha própria sempre temos. Séculos de colonização infinita, contradição de sentimentos inevitável. Outra coisa. Os brasileiros muito nostálgicos que conheci ou tive contato são aqueles que idealizaram demais e se deram mal, até por isso. Mas isso é humano, não brasileiro. Abraços.
Ps: Grande texto, parabéns.

Flavio Prada em julho 12, 2007 4:19 PM


#4

Caro Flavio, muito rico seu comentário. Grato pela leitura! Também experimento essa inconstância que você menciona -- e talvez ela seja um traço mais marcante em nós, brasileiros, do que em outras nacionalidades. Chamou-me a atenção especialmente a sua afirmação de que "sabe menos" o que é ser brasileiro do que ser italiano. Fiquei pensando que de alguma forma se aplica a mim. Mas aí entra também, acho, os traços do país que acolhe. Só estive na Itália uma vez -- fui incrivelmente bem recebido, ao ponto de me assustar. Uma grande diferença entre o seu país adotivo e o meu, claro, é que na Itália qualquer um sabe encontrar o Brasil no mapa! Forte abraço.

Idelber em julho 12, 2007 8:42 PM


#5

muito bom o texto, especialmente a menção ao texto da diamela. aquele trecho é ótimo. eu tenho várias coisas sobre isso que estou pra falar há séculos, se não fosse a loucura dos lançamentos, escreveria. fica pra breve.

alex castro em julho 13, 2007 12:27 AM


#6

Idelber,
texto conciso mais abrangente sobre essa tal da brasilidade, lindamente complementado pelo comentário do Flavio. Só gostaria de acrescentar que na(s) minha(s) experiência(s) fora, vejo uma certa diferença de atitude/percepção entre os (i)migrantes voluntários e os que, seja qual a motivação, tenham deixado a Brazuca de mau grado.

Márcia W. em julho 13, 2007 6:09 AM


#7

Caro Idelber, devo confessar que não sinto falta do Brasil, e que me adaptei muito bem ao lugar para onde emigrei. E olha que estou aqui em Brasília há 22 anos! Acho que a adaptação se deu pela grande quantidade de brasileiros que vêm para cá, descontados os picaretas que visitam a área de terça a quinta-feiras.

Mais uma vez off-topic: quase engasguei ontem, vendo um de meus programas favoritos na TV Nacional produzido pela rede Minas. Era um sobre a poesia e literatura da música pop, e, para meu espanto, apareceu um cara igualzinho a você falando do assunto! E com o mesmo nome, Idelber Avelar!! Falava bem o cabra.

Anonymous em julho 13, 2007 11:22 AM


#8

Acho que o Sergio Leo esqueceu-se de assinar o comentário :-)

Márcia, com certeza: com a ressalva de que em Miami até os expatriados por-escolha-própria parecem exilados :-)

Idelber em julho 14, 2007 4:12 AM


#9

Foi mal, esqueci mesmo. Também não lembrei que o tal idelber devia estar lá porque tem até tese sobre o Sepultura, cabra eclético. O Idelber que conheço ganhou prêmio no Itamaraty falando de Machado de Assis. Que só está na sepultura para vocês, filhos ingratos.

S Leo em julho 14, 2007 7:43 PM


#10

Idelber, ainda nao passei tanto tempo assim morando fora do Brasil, mas isso nao me impediu de identificar seu texto como parte do que vivi. Impressionante como nos adaptamos e compreendemos tudo o que se passa aonde quer que estejamos, isso com certeza jah se tornou um traço da cultura brasileira... ao menos para mim. Quanto ao imaginario, tento nao "viajar" muito, penso que nao esquecer de onde viemos eh preservar os habitos que nos fazem felizes e falam por nos... e que respeitam sempre os demais. Isso nao impede que saibamos apreciar o externo... caramba, a mente humana eh mesmo louca! "Pero no mucho"!

Ananda em julho 16, 2007 1:25 AM


#11

Não sei se entendi bem o teu artigo. Sou dividida entre dois mundos. Expatriada no Brasil. Mas o "ser" brasileiro é uma lenda, não? São tantos Brasis. Um país que é um continente. Me parece que a colocação expatriada sempre fica restrita ao sudeste urbano.
Elitismo?

Fátima em agosto 25, 2007 11:17 PM