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sexta-feira, 21 de setembro 2007
Ali Kamel e seu mais recente delírio
Na maioria das vezes, quem grita contra lavagem cerebral ou doutrinação está julgando a inteligência alheia com o metro de que é capaz a própria. Em época de Google, falar de lavagem cerebral em 7a, 8a série – qualquer que seja o conteúdo do livro didático – é passar atestado de completa ignorância da realidade da sala de aula do século XXI, seja no Brasil ou em qualquer lado, em escola pública ou particular.
Estou completando, em 2007, 23 anos de magistério ininterrupto: só parei durante o furacão Katrina. Já ouvi reclamações, algumas, de alunos: por excesso de leitura, por excesso de rigor na correção, por marcação gramatical cerrada. Mas mesmo estando algumas milhas à esquerda de 95% do meu alunado, nunca ouvi reclamação por “manipulação”, proselitismo político ou coisa que o valha– e aqui nos EUA temos avaliações anônimas no final do semestre. A última tese de doutorado que orientei (a vigésima na carreira) foi de um homem extremamente religioso e eleitor de Bush em 2004. Com ele tive um dos diálogos intelectuais mais proveitosos da minha vida professional. Ao longo destes 23 anos, nunca encontrei um professor (ótimo, bom, regular ou ruim) que topasse trocar a experiência de uma boa discussão, debate e implantação de dúvidas e questionamento nos alunos por uma aceitação passiva de um ponto de vista político, por mais caro que lhe fosse o dito cujo.
Com a sua infinita capacidade de distorcer e enxergar fantasmas, o diretor executivo da Globo, Ali Kamel, assinou um artigo de opinião – chamemo-lo “opinião” para ser generosos, porque nem de análise, nem de leitura, nem de jornalismo se trata – sobre um livro didático que, para ele, é uma perigosa tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Ao final de uma série de tediosas citações que não passam nem perto de provar o afirmado, Kamel se desespera porque nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos .
Parece brincadeira, mas não é. O chefe dos inventores da enganação televisa moderna no Brasil, o chefe dos aspirantes a ladrões da eleição fluminense de 1982, o chefe dos manipuladores do debate de 1989 nos alerta contra os perigosos efeitos de um livro didático de 8a série que diz que Cuba resolveu problemas básicos de saúde e educação, que Mao era chefe militar e estadista, e que a Princesa Isabel era feia. É o motivo da última revoada de indignação da direita brasileira. Claro que Reinaldinho Azevedo já aproveitou e declarou a guerra santa.
Não resisti e fiz um experimento. Disse a cinco compatriotas, nenhum deles de esquerda e nenhum deles eleitor do atual governo, que o diretor executivo da Globo está conclamando a lutar contra a manipulação esquerdista nos livros didáticos. De todos eu tive resposta essencialmente igual: uma gargalhada satírica ou uma observação acerca do fato de que, afinal de contas, de manipulação eles entendem. Ninguém que tenha experiência real de sala de aula leva a sério, claro, esse papo de lavagem cerebral – a não ser em raríssimos casos e em má fé. Mas um sujeito que há cinco gerações não vê um pedaço de giz se julga no direito de gritar por censura sobre um livro escolhido livremente por milhares de professores.
O livro tem problemas? Não sei. Ao contrário dos funcionários da Veja, não escrevo sobre o que não li. Não julgo livros por citações pinçadas (atualização às 19:11: já acabei de ler o livro e mantenho tudo o que disse). Mas as citações feitas pelo autor, na sua resposta, já mostram que Kamel mentiu. Quero dizer mentiu mesmo, escreveu de má fé. Será que Kamel pinça citações com menções positivas ao maoísmo e se esquece de ler o trecho que diz O Grande Salto para a Frente tinha fracassado. O resultado foi uma terrível epidemia de fome que dizimou milhares de pessoas. (...) Mao (...) agiu de forma parecida com Stálin, perseguindo os opositores e utilizando recursos de propaganda para criar a imagem oficial de que era infalível.” (p. 191) “Ouvir uma fita com rock ocidental podia levar alguém a freqüentar um campo de reeducação política. (...) Nas universidades, as vagas eram reservadas para os que demonstravam maior desempenho nas lutas políticas. (...) Antigos dirigentes eram arrancados do poder e humilhados por multidões de adolescentes que consideravam o fato de a pessoa ter 60 ou 70 anos ser suficiente para ela não ter nada a acrescentar ao país... Será que Kamel escreve de má fé comparável àquela da Globo ao tentar roubar a eleição de 1982 ou ao contribuir para eleger Collor em 1989? Será que atribui intento de manipulador ao livro de Mario Schmitt para esconder suas próprias manipulações, feitas à base de citação seletiva?
Kamel não sabe nem mesmo qual é a acusação que quer fazer ao livro. Ele próprio, no primeiro parágrafo, acusa-o de dizer que o socialismo só fracassou por culpa de burocratas autoritários. Mais adiante, cita o trecho que diz que na URSS os profissionais com curso superior tinha[m] inveja da classe média ... dos países desenvolvidos. Não leu o que citou ou não releu o que escreveu? Ou será que está tentando enganar o leitor?
Notoriamente, de enganação e manipulação da cabeça alheia as organizações Globo e seus chefes entendem, embora felizmente com menos eficácia que antes, dada a democratização paulatina da informação. Em todo caso, os medos de Kamel são infundados: a molecada de hoje não é o Homer Simpson que deseja o âncora do Jornal Nacional. Qualquer livro que tente pintar, para o meu filho de 10 anos, uma imagem rósea de Cuba, que esconda o negativo, vai encontrar questionamento: uai, mas não é um regime de partido único? Uai, mas não perseguem homossexuais? Não há presos políticos? A molecada pergunta, surfa no controle remoto, vai ao Google. Mas claro, Kamel sonha com lavagem cerebral e lobotomia. Deve ser a força do hábito.
No caso do livro em questão, e baseando-me somente nas citações que vi, parece que (atualização às 19:11: baseando-me na leitura feita hoje) há uma estratégia de certa simplificação, da qual eu não comungo, mas muita gente sim. O ideal nas ciências humanas, claro, é que se exponha o maior número de perspectivas possível sobre a história, a política, a cultura, com o maior respeito possível ao que for fato histórico (objetividade total, obviamente, não existe nessas disciplinas). Se o livro de Schmidt contempla esse ideal, não sei (atualização depois da leitura do livro: não, não contempla ao ponto que eu gostaria para um livro de 8a série. Deve ser por isso que saiu da lista do MEC. Mas está longe de ser essa conspiração de lavagem cerebral marxista. Se há algo que se pode condenar no livro, é uma certa simplificação pop dos fatos, não uma ortodoxia esquerdóide. Agora, os que se declaram "sem partido" e "sem ideologia" deveriam refletir sobre o porquê de Kamel desenterrar esse livro para essa campanha Torquemada). Alguns professores acharam que contempla, sim, outros que não. Mas para Kamel isso não é suficiente: o Torquemada de plantão quer banir o livro, iniciar guerra santa; o grande defensor do mercado não quer deixar o mercado escolher.
Que a sociedade brasileira se envolva no tema dos livros didáticos, desde que se continue respeitando as decisões soberanas dos professores sobre o que ensinar. Mas que o futuro nos livre de um mundo onde os juízes da isenção, do equilíbrio e da objetividade seja gente da laia de Ali Kamel e dos colunistas da Veja. Não porque eles sejam capazes de manipular nossas crianças, claro – mas porque as coitadas morreriam de tédio.
PS: Tiquim de paciência hoje. Liberação dos comentários por volta das 13 h de Brasília.
Atualização: Muito boa a colagem de citações com a qual o Hermenauta demonstra o óbvio: pinçando trechos de livros, você sugere qualquer coisa sobre o texto alheio. E, com ampla informação sobre todo o processo de escolha de livros didáticos omitida por Kamel, Luis Nassif põe a última pá de cal.
Atualização II: Que última pá de cal, que nada. O Hermenauta desenterra o texto de onde Kamel requentou a denúncia -- contra um livro, sublinhe-se, que já saiu da lista do MEC. Para completar, mais uma demonstração do tosco método Kamel de distorção via citação seletiva.
Escrito por Idelber às 02:39 | link para este post
| Comentários (57)
#1
Nao aguentei e fiz um post:
http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2007/09/professor-x-livro.html
Já ensinei História e Geografia do Brasil. Meu livro era tão, mas tão reaça que classificava a República Velha como época áurea da democracia brasileira, chacoalhada pelos distúrbios irresponsáveis dos tenentes e destruída pela inconsequente Revolução de 30. E podem ficar certos que nenhum aluno saiu da minha aula tecendo loas nostálgicas ao governo Campos Salles.
Pouco adianta querer impor ao professor um livro do qual ele discorda. O professor sempre ganha do livro. Quando estamos sozinhos em sala com nossos alunos, falamos o que queremos.
alex castro em setembro 21, 2007 6:18 AM
#2
O Kamel agiu de má fé e citou apenas as partes mais favoráveis à sua tese. O Luiz Nassif leu o livro e mostrou trechos com duras críticas ao socialismo:
"A URSS era uma ditadura. O Partido Comunista tomava todas as decisões importantes. As eleições eram apenas uma encenação (...). Quem criticasse o governo ia para a prisão. (...) Em vez da eficácia econômica havia mesmo era uma administração confusa e lenta. (...) Milhares e milhares de indivíduos foram enviados a campos de trabalho forçado na Sibéria, os terríveis Gulags. Muita gente foi torturada até a morte pelos guardas stalinistas".
"O Grande Salto para a Frente tinha fracassado. O resultado foi uma terrível epidemia de fome que dizimou milhares de pessoas. (...) Mao (...) agiu de forma parecida com Stálin, perseguindo os opositores e utilizando recursos de propaganda para criar a imagem oficial de que era infalível. (...) Ouvir uma fita com rock ocidental podia levar alguém a freqüentar um campo de reeducação política. (...) Nas universidades, as vagas eram reservadas para os que demonstravam maior desempenho nas lutas políticas. (...) Antigos dirigentes eram arrancados do poder e humilhados por multidões de adolescentes que consideravam o fato de a pessoa ter 60 ou 70 anos ser suficiente para ela não ter nada a acrescentar ao país".
Como se vê, o livro é bem menos parcial do que o artigo do Kamel dá a entender.
Marcus em setembro 21, 2007 9:41 AM
#3
Muito interessante o tema abordado, mas eu diria que o trágico no cotidiano da escola na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (e possivelmente do país) não é a possibilidade, ou não, de se praticar a “lavagem cerebral” EM SALA DE AULA e através dos livros escolares (como imagina Ali Kamel).
Os alunos das ESCOLAS PÚBLICAS nestas séries onde se utiliza este livro têm seus conceitos burilados em casa e na rua, baseados especialmente na atual e INTENSA ATIVIDADE de PROSELITISMO RELIGIOSO e em um bastante espalhado sentimento de ‘O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI NA ESCOLA’.
É interessante dizer que as aulas de Geografia e História não têm muito prestígio entre os alunos destas séries.
Verifica-se, por exemplo, ao se pedir uma leitura para uma parcela significativa dos alunos, em um livro de Geografia e História, E DIRIA DOS MAIS FÁCEIS DE SE ENTENDER, que NÃO conseguem ler. Mesmo nas 7ª e 8ª séries! E não estou falando da escola noturna.
De fato a “molecada de hoje não é o Hommer Simpson que deseja o âncora do Jornal Nacional”. Mas....a prática da ‘capacitação’ atualmente em voga AFASTA OS ALUNOS das matérias, como Geografia e História, em que a aplicação imediata NÃO É PERCEBIDA pelos alunos.
Muitos destes alunos acusam um sentimento citado por você, o “morrer de tédio”. E isto em relação aos assuntos citados em livros como este. O que faz do conhecimento médio da Geografia e História na RMRJ (e possivelmente em nosso país) um desastre. É trágico perceber como o NEO-LIBERALISMO está disseminado no Brasil. Em todos os níveis.
Paulo em setembro 21, 2007 10:12 AM
#4
Ontem, quinta-feira à noite, um amigo telefonou para comentar o troço do Kamel.
Ele é coordenador de uma escola privada de ensino fundamental e médio, numa das cidades-satélites do Distrito Federal.
Olhe só o estrago: dois pais procuraram ontem a escola, porque ela adota o tal livro do Mario Schmidt. Estavam assustados com as "denúncias" que saíram nos jornais.
(A Folha fez um editorial com base no artigo do Kamel, e o Estadão reproduziu o texto original do Globo. Depois, dizem que não é pensamento único, totalitarismo da informação e o diabo.)
Esse amigo, que é professor de História, sentou com os pais apavorados e mostrou os trechos que informam das violências na União Soviética e na China. Os pais saíram aliviados da reunião com meu amigo, que adota o livro do Schmidt há mais de dez anos nesse escola.
Esse amigo diz mais: a editora Ática/Scipione (que são da Abril, dona da Veja) está lançando duas novas coleções de livros de História. É incrível como uma polêmica vil do Kamel atende aos mais simples interesses comerciais de uma empresa-irmã-de-alma.
Hoje, o jornal-bixcoito "O Grobo" volta a bater no Schmidt com o tom obssessivo de Ali Kamel, que se acha "o" expert em questões raciais e islamismo.
É a "vida nua" do Agamben sendo usada na construção de notícias. Não basta informar, é preciso esquartejar a pessoa, eis método Kamel.
Curioso que Kamel e Reinaldo utilizam os mesmos métodos de repressão dos stalinistas.
heloiza em setembro 21, 2007 11:00 AM
#5
O que mais me impressiona é darem tanto crédito aqui no Brasil às figuras, e não ao que elas dizem: Kamel fala asneiras, escreve apressadamente, é impreciso, comete imposturas; mas por ser Kamel, publiquemos seu artigo.
Outra coisa ainda é a massa de acéfalos que acolhe as asneiras como verdade, sem a mínima suspeita. Aliás, a própria suspeita aprendida contra a "esquerda" é uma falsa suspeita, já que para suspeitar devemos supor uma atitude autônoma, hehehe
catatau em setembro 21, 2007 11:17 AM
#6
Peraí: meus alunos não sabem das *minhas* posições políticas nem religiosas. Se alguns deles sabe é por quê conversou comigo pessoalmente comigo. Durante explicação eu não lido com isso(Claro, não trabalho com História, que exigiria uma metodologia diferente, mas se trabalhasse tentaria colocar a baila os dois lados sobre questões históricas controversas).
Eu passo atividades que põem em questão conceitos de mercado(Tenho uma que trabalha com a questão: "Deve o governo financiar o cinema?") e muitas vezes dou notas altas para quem responde da forma mais keynesiana possível, por mais que eu seja defensor da economia de mercado.
Claro que uma universidade é uma coisa, escola pública outra. Eu não pude checar o livro, mas ele me pareceu um tanto que aguado, e de seguir uma ideologia próxima do trotskismo. De qualquer forma, eu já vi coisa problemáticas sobre esses aspectos em escolas públicas.
É um debate que acho importante, apesar de sequestrado por idiotas:
http://www.andrekenji.com.br/weblog/?p=1659
André Kenji em setembro 21, 2007 12:45 PM
#7
Há cinco dias leio "Loteria em Babilônia", de Borges na esperança de fazer algum comentário do texto e não consigo, mas não vou desistir. Também já li mil coisas sobre o atigo do Kamel, mas esse daqui acho que vai atingir o bicho de morte. Sensacional. É isso mesmo, professor. Lavagem cerebral é pra gente acéfala com cérebro de verme, não para crianças, principalmente as de hoje.
arimateia alves em setembro 21, 2007 1:16 PM
#8
Já ouvi gente dizendo que a solução é tirar a política e a subjetividade da sala de aula. Se alguém souber como ensinar História e Geografia sem política, por favor, me avise.
Do post do Alex, citado acima.
Hoje é dia de defesa de tese aqui (mais uma orientanda que chega lá) e não vou poder responder comentários individualmente. Toquem o barco aí. Também não tenho muito mais o que dizer, exceto que citei algumas frases de Sobre o Islã, do Kamel, para um par de professores de cultura e língua árabes. O resultado, claro, foram gargalhadas. O livro não merece resenha aqui.
O próximo livro sobre o assunto a ser resenhado no blog será o último de Ilan Pappe.
Sobre o Islã é mais ou menos o equivalente orientalista de Júnior Baiano tentando explicar o enriquecimento do urânio.
Quando escreve artigos de "opinião" como esse, o que faz Kamel, claro, é tentar manipular venda de livros. Acusando os autores de manipulação. Haja cara-de-pau.
Idelber em setembro 21, 2007 1:58 PM
#9
vc diz:
"O livro tem problemas? Não sei."
parece até a análise do camarada nassif...
os livros independente da "missa-luba" pró comunismo são patéticos.
a birra da esquerda (?) tupiniquim com certas figuras (questionáveis, com certeza) é tão cega e tão burra q ela (a esqueda) defende algo (ridículo) q ela (esquerda) nem se interessa em tomar conhecimento.
lamentável!
heraldo em setembro 21, 2007 3:17 PM
#10
é fácil, heraldo. É só você achar o trecho do meu texto em que eu "defendo" o livro, supondo -- concesso non dato -- que a sua inteligência seja capaz de distinguir uma defesa do direito de escolha dos professores de uma defesa do livro escolhido que, como eu digo lá, eu nem li.
Do livro, eu já vi citações suficientes para saber que a cruzada do Sr. Kamel é a de um cara-de-pau. Certamente tenho mais o que fazer que ler cada livro de 8a série com o qual a direita raivosa cisma de implicar. Você já procurou lê-lo?
Idelber em setembro 21, 2007 3:24 PM
#11
A única coisa impressionante aqui é como os esquerdistas conseguem criticar o artigo sem sequer conhecer o livro. O pior é que as mesmas pessoas ainda têm a pachorra de apelar para a "razão". Irracional seríamos nós se engolíssemos tal crítica de alguém que faz questão de não saber sobre o que diz. Infelizmente casos de doutrinação são mais comuns do que se imagina, dê uma olhada aqui: http://escolasempartido.org . Preste uma atenção especial ao caso do sistema COC de ensino.
Rammstein em setembro 21, 2007 4:31 PM
#12
Repito a pergunta, Rammstein: você leu o livro?
Eu li citações suficientes para ver que Kamel pinçou trechos desonestamente. E você, vai lê-lo ou vai se contentar com que o titio-Rede Globo lhe disse?
Idelber em setembro 21, 2007 4:33 PM
#13
Idelber, para uma pessoa "racional" você não tem a mínima noção de lógica. Qual é o nexo causal entre o que qualquer um aqui sabe e o fato de seu artigo ser infundado? Você não leu o livro, não quer ler o livro e se baseia unicamente nas suas convicções esquerdistas para criticar o artigo. Usa de uma retória tosca com alegações de "manipulação da Globo no passado" que nada, absolutamente nada, tem a ver com essa situação. E a propósito, leu o sítio do "Escola sem partido"? Não é só a Globo que está de olho nisso, há anos, desde antes do governo Lula, já se reclama sobre livros didáticos esquerdistas e existem organizações como o "Escola sem partido" recebendo denúncias de pais e alunos sobre casos de doutrinação. Para dizer a verdade a Globo está alguns anos atrasada, esse escrutínio já está acontecendo há tempos.
Rammstein em setembro 21, 2007 4:57 PM
#14
E nem é preciso ler o livro para ver que o artigo de Ali Kamel é uma bobagem. Em um trecho lá ele diz:
Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”
Como se constatar que um determinado movimento teve apoio popular fosse sinônimo de apoiar este movimento. A Revolução Cubana teve imenso apoio popular, como também o tiveram o Partido Nazista, ou o Poder Hutu em Ruanda. Dizer isso não é apoiar esses movimentos, é só constatar um fato.
Daniel em setembro 21, 2007 4:58 PM
#15
Hum, então vc finalmente terminou "A Limpeza Étnica da Palestina"? Será um bom contraponto, nesses tempos em que o livro de Kamel está já entre os mais vendidos por aqui
catatau em setembro 21, 2007 6:08 PM
#16
Oi, Idelber. Tudo bacano?
Uma das entradas que mais me interessa em meu leitor de feeds é o teu blog. Muito bom, correto, organizadinho, interessante, lúcido, muito legal. Muito completo, também: esse post aí do Kamel é um bom exemplo.
Li seu artigo sobre a trajetória do PT e o ouro, sobre o governo Lula, de 2004. Parecem dois homens diferentes, os autores. É diferente mesmo, o que eles dizem, não? O homem pode até ser o mesmo. :)
E aí? Tudo bom? Como é que vc tá? É isso aí, mesmo?
abraço,
Rafael.
Rafael Trindade em setembro 21, 2007 6:29 PM
#17
Falta de lógica, Rammstein, é não saber diferenciar a defesa de um direito de escolha da defesa do conteúdo de uma escolha.
Meu artigo não é sobre o livro de Schmitt, mas sobre as mentiras de Kamel.
E, para desespero das viúvas do titio-Rede Globo, estou acabando de ler o livro do Schmitt. Tem simplicações? Algumas. Todo livro didático tem. Acho que deva ser o escolhido para a 8a série? Provavelmente não. Defendo o direito de qualquer professor escolhê-lo? Sem dúvida.
Agora, achar que o livro é parte de uma vasta conspiração bolchevique para fazer lavagem cerebral? Conta outra, mané.
Idelber em setembro 21, 2007 7:09 PM
#18
Caros, estou na sala de aula há 14 anos cmo professora e posso falar também como aluna: qualquer idiotice ou genialidade - não importa - que esteja em livro didático não 'doutrina' aluno algum.
Professor que repete o que lê sem pensar mata a turma de tédio. Professor que só usa uma fonte para dar aulas... tsc tsc tsc. Professor que só faz pergunta 'decoreba' em prova... na verdade, está dizendo ao aluno: entre no jogo, finja que aprende que eu finjo que ensino. No outro dia a galerinha não se lembra mais de nenhuma data, nenhum acento, nenhuma teoria dos conjuntos. As formas de burlar qualquer sistema alienado ou alienador são enormes e... como diz um amigo meu: ainda bem que os meninos pensam. Eles filtram as informações, eles têm milhares de fontes de informação. E a diversidade produz ... mais diversidade de pensamentos.
Nunca tive medo de material didático. E todos os materias são didáticos. Até a revistinha semanal mais lida pode e deve ser usada. Não cabe dizer que sempre condenada, há isto ou aquilo de qualidade. O importante é ensinar a ler, a discutir, a questionar, a duvidar... a cotejar, comparar...
Estudei em rigorosíssima escola de freiras. Saií de lá católica e a maturidade me deu a desconstrução absoluta de tudo que era sólido naquele sistema doutrinário. Nenhum dos meus amigos de turma ficou carola. Nenhum. O SER HUMANO PENSA e , mais cedo ou mais tarde, ele aprende.
Dêem livros aos jovens. Vários, diversos. Eles sobreviverão. Apesar de Kamel, apesar da Globo, apesar da Folha, apesar do Estadão, apesar do ensino caótico e de professores mal preparados também. Sempre há este ou aquele professor que incita o amor ao conhecimento.
E 'todo ato humano é político'. E , mesmo que alguém queira, nunca lavará a massa encefálica da turma inteira. Sempre haverá os que se manifestam. E se revoltam.
Já que falaram em Cuba, de lá também fogem pessoas.
Amanhã há de ser outro dia.
Alena em setembro 21, 2007 7:23 PM
#19
Deviam distribuir nas escolas era o livro "Plim-Plim". Porque Ali não escreve também um "artigo de opinião" sobre ele?
vejo tudo e não morro em setembro 21, 2007 7:26 PM
#20
"O Grande Salto para a Frente tinha fracassado. O resultado foi uma terrível epidemia de fome que dizimou milhares de pessoas."
Milhões agora viraram milhares? Milagre!
Diego em setembro 21, 2007 7:50 PM
#21
Idelber,
Que briga hilária você arrumou hoje. Só faltou te acusarem de comer criancinhas. Como sabes, lecionei história durante dez anos. Sinceramente, procurar manipulação em livro didático é total perda de tempo. Hoje, mesmo em escolas públicas, o professor tem à mão recursos didáticos os mais variados e poucos se prendem aos livros adotados. Agora, para ver lavagem cerebral e manipulação da pesada assistam ao documentário "Jesus camp", sobre acampamentos religiosos para jovens dos renascidos em cristo, companheiros e devotos de Bush. O que é feito ali faz Goebbels parecer a irmã Dulce.
Abraços,
Afonso
Afonso Andrade em setembro 21, 2007 8:26 PM
#22
Não duvidem da capacidade de tio rei escroto em manipular crianças. Os coments dos beócios em seu blog mostram o quanto tio rei lava bem a cachola daqueles bobinhos.
arimateia alves em setembro 21, 2007 9:29 PM
#23
Idalba,
Tem umas novidadinhas sobre isso lá no blog hoje.
abçs
Hermenauta em setembro 22, 2007 7:39 AM
#24
Sim, não é apenas o livro didático que doutrina as crianças, mas também o professor, e ninguém aqui disse o contrário. Mas a verdade é que não apenas os livros didáticos possuem informações falsas mas os próprios professores são esquerdistas militantes ou simpatizantes. Para exemplos de casos reais denunciados por alunos e pais por favor vejam o site Escola Sem Partido. Uma criança ou adolescente, e até mesmo alguns jovens adultos, não têm o conhecimento e tampouco a experiência para identificar o certo do errado. Passar informações falsas e ensinar a "pensar criticamente" pela ótica da esquerda é doutrinação. Existe até um caso nesse site mesmo de um pai que reclamou do professor que em sala de aula comparava Che Guevara a um santo católico e tecia elogios a Cuba. O que aconteceu? O simples fato dele reclamar do professor levou à indignação os demais alunos, devidamente condicionados a acreditar no que foram ensinados. No site consta inclusive exemplos de e-mails enviados por alunos, nesse caso adolescentes, para esse pai em questão. Envolver crianças em política é um crime e só pode ser por má fé.
Rammstein em setembro 22, 2007 1:34 PM
#25
Idelber, fazia tempo que não passava por aqui (desde antes de suas férias - que acabaram se prolongando) e, sempre que volto, um ponto de interrogação pula na minha frente: como consegui?
Voltei pelo buzz criado pelo clube de leituras de Borges, mas acabei deitando-me sobre o "Kaso Kamel". Fui ao Hermenauta e também ao Nassif e a conclusão, nesta minha fase revoltada, é o seguinte: para Kamel, só a Kastração!
Rafael Reinehr em setembro 22, 2007 2:14 PM
#26
Olá Idelber,primeiramente obrigado pela visita lá no meu blog e pelo comentário.
Quanto ao post, está completamente lúcido e coerente; qualquer um com um pouco mais de discernimento já entendeu que tudo que Kamel escreve deve ser encarado como puro reacionarismo temperado com desonestidade intelectual...; o "poderoso" se arvora em "dizer verdades" e desqualificar instituições, trabalhos e pesquisadores da melhor qualidade; usando expressão que ele e cia. ltda. gostam de utilizar "tortura números" e manipula absurdamente o texto dos outros com citações descontextualizadas e "seletivas".
Mas como diz o ditado " É possível enganar muitos por algum tempo, alguns por muito tempo, mas não é posível enganar todos o tempo todo"
Para entender de alguma coisa é só ler o que ele escreve e pensar justamente ao contrário... :-)
Juarez Silva (Manaus) em setembro 22, 2007 3:25 PM
#27
Ótimo post, com argumentos e citações que comprovam a má fé do 'global'. Pelos comentários, vejo a dificuldade de alguns 'lerem e compreenderem' o que você escreveu. Como há analfabetos...
Cláudio Costa em setembro 22, 2007 7:41 PM
#28
Rammstein
Eu sei de casos pavorosos, mas o linchamento publico e a histeria do Escola sem Partido mais atrapalham que ajudam.
André Kenji em setembro 22, 2007 9:45 PM
#29
idelber, em vinte anos de magistério, nunca vi tanta histeria como nesse site denominado 'escola sem partido'. compartilho de tudo o que você expôs aqui e digo mais: talvez o segredo do sucesso sr. kamel, assim como o sr. reinaldo azevedo em disseminar suas idéias em determinada parcela da população, venha justamente de um argumento tantas vezes usados por essas pessoas para desqualificar os que pensam de maneira diferente: analfabetismo funcional. só alguém que incapaz de entender que ler é mais do que decodificar sinais impressos pode não perceber o fato de que você não estava - na primeira versão do post - defendendo ou atacando o livro em si, mas sim apontando os nós do texto do kamel, os seus 'pontos cegos'. essas pessoas que nunca entraram numa sala de aula e acham que é possível 'doutrinar' um adolescente, não sabem de nada. nem na minha casa, se eu quisesse, isso seria possível. meu filho tem 16 anos e posições muito mais conservadoras que as minhas. sabe se colocar muito bem quando não concorda com o que é exposto na escola. ele estuda desde a 5ª série em uma escola dita 'alternativa', perigosíssima! a única explicação que eu encontro para nossas divergências é: ele aprendeu a pensar. e olha que um de seus professores de história, o marcelo freixo, hoje é deputado estadual pelo psol do rj. a idéia que essas pessoas fazem do que acontece numa sala de aula é risível, pra dizer o mínimo. [que bom que você voltou!] bj
cris em setembro 22, 2007 11:37 PM
#30
Pois é, Cris, veja o exemplo do nosso amigo ali de cima, nesta mesma caixa: algum pai reclamou de que um professor "pintava Che como santo". A reclamação foi ouvida e os próprios alunos ficaram do lado do professor.
Conclusão dos nossos Torquemadas de plantão? Os meninos já estavam doutrinados!
Não lhes ocorre, claro, que o pai em questão poderia ser um chato, um fanático "sem partido" vendo fantasmas. Não lhes ocorre, claro, que as crianças, pensando com a própria cabeça, escolheram que o pai estava errado.
Para essa turma, estão todas elas manipuladas, porque é só nesses termos que conseguem pensar.
Idelber em setembro 22, 2007 11:45 PM
#31
I grew up without religion. When I turned 17, I had a spiritual awakening and began to modify my behavior accordingly. I quit drinking alcohol completely. I gave up iced tea and coffee, which in the Southeastern United States is akin to giving up water. I decided to be chaste (not that I had any experience otherwise). I also began to see the world in very black and white ways. Suddenly, I felt that anyone that didn’t want to live the same standards as myself was wrong. I judged people. When I was 19, I decided to become a Mormon missionary, and I was called to serve in Costa Rica for two years (1993-1995). During this time, as a lay volunteer, all I did, all day every day, was go around and talk to people about my beliefs. This experience had the effect of allowing me to see the world in something besides black and white, or shades of gray. I saw the world in color, and realized that there was more than one way of doing something. That many people, most people in fact, were able to be moral and ethical without identifying with a certain religion, or any religion for that matter.
This awakened me to the realization, that in trying to live my life according to the teachings of Jesus Christ, I was doing the exact opposite, and essentially ignoring his warning in John, Chapter 8, that the first stone be cast by one who was spotless. I was judging unrighteously, blissfully ignoring my own sins. And also, while a missionary, I realized that I might be wrong, that my spiritual awakening might be a farce, that this is all there is to our existence. I do not believe that it is, but I have no way of proving that it isn’t. All I could do was share what I believed, bare and bear my testimony of what I believed, and then invite others to do the same. If they felt the same as I did, great. If not, then they have every right to not live according to the same precepts that I hold dear.
I am in a small minority however. I’m not claiming to be enlightened, but I do realize that tolerance of others culture, practices, and habits come from peeling back the layers of ignorance that we allow to crust over our eyes when we cling to a belief that we have not fully examined. I still believe in my religion; I most likely always will, and I also believe that each and every person has the right to live their life according to the dictates of his/her conscience. I feel that most people who claim to follow Christ, do not feel this way, especially in the United States. This causes problems.
I get the feeling, with the increase in Protestant private secondary schools, homeschooling, and the like, many people are trying to shield their children from the world. I find this most disturbing. Children need to be taught correct principles, and then be allowed to govern themselves, provided there are consequences for poor behavior. Part of this is allowing them to experience the diversity of the world. And a huge part of this is the experience of a rigorous liberal arts education.
How boring would it be to grow up and never have any of your beliefs and ideals questioned? You would be woefully unprepared for the 21st Century. So, when I hear politicians and pundits rail against the liberal, nay leftist, and by association in the United States, “godless pinko Communists,” in higher education, I think to myself, “How scared do you have to be in your own influence over your child, that some professor might make them abandoned all they’ve ever known.” I’d hope that conservative parents would want their children to have their beliefs questioned, that much like the Amish allowing their children to go out into the “lone and dreary world” that they would see the value in questioning their own values to make them stronger and more refined. How do you know if you really believe in something until after the trial of your faith?
There is no liberal bias in higher education. What does bias even mean in that context anyway? Higher education is a process by which we turn children into adults, capable of thinking for themselves, and not just parroting back what their parents have told them. To use conservative religious terminology, Adam and Eve had to eat of the tree of knowledge of good and evil so that they might know the bad from the good (with “bad” and “good” left up to interpretation).
The most important thing to remember in all of this, is that as much as another’s beliefs might annoy us, maturity and civility demand that we respect them and recognize their right to hold them as dear as we hold our own. I hate politics in the US right now. It’s all “if you’re not with us, you’re against” rhetoric engendered by egg-headed politicians stumping for votes, and pundits desperate for ratings. I mean someone actually published a book called Liberalism Is a Mental Disorder. Seriously, how does that help? The right needs to just calm their asses down. To all right-wing Christians, what Jesus said in Mark 12:31-33 wasn’t a suggestion; it was a commandment.
Mac Williams em setembro 23, 2007 12:19 AM
#32
Caro Idelber,
Vou dar uma opinião bastante enfática aqui, e espero não ultrapassar o limite que separa a indignação da ofensa. Se o fizer, a casa é sua e por favor edite ou corte tudo.
Mas é que para mim é realmente lamentável e decepcionante ver cabeças como a sua e a do Hermenauta (já fiz a minha "cruzada" lá) entrarem nessa discussão de forma tão ridícula. Os dois optaram pela comodidade de atacar o autor do artigo (ataque ad hominem, e não adianta dizer que não porque seu post está aí para quem quiser ver) para covardemente não tocarem no assunto escandaloso que é este livro didático. Não importa se a denúncia veio da Kamel, do RA, do Zé da Esquina ou do diabo a quatro. Aliás, o Mec, o Mec do Lula que vocês tanto admiram, já percebeu a barbaridade antes do Kamel e tirou o lixo, ops, o livro de circulação. O Kamel prestou bom jornalismo, mas se tirasse a assinatura dele é capaz que vocês concordassem com o teor. Sinceramente, me parece mais birra do que pensamento. Mais vaidade do que razão.
Continua...
prianni em setembro 23, 2007 3:36 AM
#33
Então, vou fazer aqui um exercício. Vou adaptar a lógica do livro para o outro lado, de um historiador de direita louco pra provar sua tese com a mesma linguagem chula. Seja sincero e me diga se você não se indignaria com um livro de 8a série que trouxesse, por exemplo, o seguinte:
pegando carona no d. pedro como velho esclerosado e babão, o que vocês diriam de um livro que analisasse assim um fenômeno histórico recente: "Em 2003 um operário ignorante que não sabe conjugar verbos no plural chega à presidência do país" - vejam, não estou apelando, é a mesma lógica do Schmidt para um representante das "elites" do passado.
Sobre o quadro de Pedro Américo e o sovaco de d. Pedro. O nosso Novíssima História Mais Crítica Ainda diria: "O Movimento dos Sem Terras era formado por camponeses que cheiravam tão mal quanto os bodes que os acompanhavam, liderados por um presidiário com sobrenome de Rainha" - engraçadinho, né. Mas se formos espelhar, é exatamente isso que o Schimidt fez.
sobre mao tse tung, amado por muitas mulheres e correspondido, autor de livros sobre política, filosofia e economia, e sua revolução cultural que era discutida animadamente. Nossa História Crítica vai falar aos estudantes sobre Hitler dessa forma: "Amante das artes e da arquitetura, resistiu até o fim e não se entregou ao inimigo, preferindo, como Sócrates, tomar veneno a abrir mão de seus ideais. Era admirado pelo povo, e seu exército cumpria animado suas funções" (tudo verdade, veja as fotos dos nazistas se divertindo em Aushvitz).
E assim a coisa caminharia. Che Guevara seria um assassino, João Goulart um fracote que não conseguia controlar a própria mulher, quanto mais um golpe militar. Dá pra fazer, não dá?
Agora sejam sinceros e me digam se isso passaria batido pelas vossas consciências sempre tão críticas. Uma crítica que quando não lhe convém prefere fazer o papel vexaminoso de tornar o problema invisível atacando quem o apontou.
Só uma palavra. Decepcionante.
prianni em setembro 23, 2007 3:51 AM
#34
realmente, concordo com o prianni. é decepcionante a postura de idelber. o rancor, a raiva, a intolerância da sua postura provoca um certo receio: quais métodos pessoas assim seriam capazes de apoiar pra defender a ideologia de um governo de inclinação autoritária? o paredão? a delação? os gulags? os gautánamos? a tortura física?....
carlos alberto em setembro 23, 2007 3:03 PM
#35
Uma sociedade que aceita a imposição de política para crianças é bárbara. Isso já foi feito no passado com resultados desastrosos, assim como na antiga Alemanha Nazista com a "juventude Hitlerista" e na antiga Alemana Oriental com a "juventude Socialista" e em outros países comunistas. Argumentar que uma criança ou adolescente tem a capacidade de entender o que acontece no mundo é loucura, simplesmente porque não possuem o conhecimento necessário e suas mentes ainda funcionam com valores infantis. O máximo que pode acontecer é um posicionamento instintivo baseado na personalidade do indíviduo, mas jamais baseada em fatos. O Escola Sem Partido faz um ótimo trabalho em divulgar as barbaridades que acontecem nas escolas do nosso país.
Rammstein em setembro 23, 2007 3:08 PM
#36
prianni, pelo que vejo você não leu o livro, e está se baseando nas citações pinçadas pelo Kamel. Escolha sua, claro, mas é curioso alguém se prestar a ser manipulado sem checar a fonte primária, exatamente ao clamar contra a manipulação.
Ao abrir o espaço para você expressar seu desacordo comigo, eu me sinto, no entanto, obrigado a corrigir um erro factual: Kamel não prestou serviço nenhum, pois o livro já havia saído da lista do MEC quando da publicação do artigo.
Sempre achei curioso alguém vir me falar aqui de "intolerância": quem quer censurar a escolha feita por milhares de professores por esse livro é o Kamel. Eu, que humildemente abro minha casa para um pseudônimo me atacar, pôr palavras na minha boca, recusar-se a entender o que escrevi (que não é uma defesa do livro nem muito menos do MEC) sou chamado de "intolerante".
E o diretor executivo do maior conglomerado de mídia do Brasil, nas páginas do segundo maior jornal do país, conclamando ao linchamento de um professor de escola secundária, seria exatamente o quê, segundo essa sua curiosa lógica? Hitler?
Que governo autoritário, o quê. Autoritários são vocês, os que representam 15% da população, têm acesso a 95% da mídia e ficam gritando que são coitadinhos censurados. Depois não entendem por que as crianças não entram na conversa de vocês.
Idelber em setembro 23, 2007 5:06 PM
#37
Nossa! Voltou com força total, né?! Eu até já tinha dado uma olhada nesse assunto, mas tenh