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terça-feira, 11 de setembro 2007
Fernando Henrique Cardoso: Entrevista à Piauí
Por um puro acidente, não resenhei aqui A arte da política, o último livro de Fernando Henrique Cardoso, que li com muito gosto e proveito. A resenha não saiu, mas outras vezes aqui no blog eu toquei naquele que considero ser um dos paradoxos deliciosos do Brasil: não costuma haver ninguém, entre os que vociferam contra “Lula, o analfabeto”, que tenha lido um livro de Fernando Henrique Cardoso. Eu, como leitor assíduo do príncipe sociólogo (para uma discussão mais longa com ele, ver o capítulo 2 desse livrinho), não posso deixar de notar este curioso dado com algum deleite. A recente matéria da Piauí com FHC triplica a ironia do fato.
Foi pelo belo post da Mary W que cheguei no texto de João Moreira Salles, uma das melhores, se não a melhor matéria já feita com FHC. Ela foi realizada na esteia da estadia de FHC nos EUA, em Brown University, Providence, estado de Rhode Island (um dos cumes do brasilianismo daqui). Tomo a liberdade de recortar e colar alguns trechos, com comentários. Em itálicos, a Piauí:
A América, para ele, é como a madrinha excêntrica, que provê — convive-se com ela mais por necessidade que por gosto. Naquele dia, o ex-presidente se queixava dos hábitos alimentares de seus anfitriões: “Essa coisa de comer com as mãos, eu não sei fazer isso. E eles gostam de conversar enquanto comem sanduíche. Eu digo não: ou eu falo, ou eu como”.
O trecho estabelece o ritmo da coisa: para FHC, erudito “europeu” (ainda que “mulato” e “com pé na cozinha”, segundo sua própria definição), a América é uma sorte de bárbara terra onde semi-civilizados nouveaus riches comem com as mãos e falam enquanto se alimentam. Na verdade, não há muita sociologia que prove que a taxa de gente que fala enquanto come seja mais alta aqui que em qualquer lugar. É, sim, comum o brown bag lunch, onde intercala-se o falar e o comer. A frase de FHC ligeira, mal-intencionadamente, confunde as duas coisas.
Em tempos de rebuliço político na América Latina, pedem-lhe cada vez mais que opine sobre Chávez. Lula deixou de ter graça nas universidades americanas. “Ele perdeu pontos quando decidiu ser sensato. A sensatez não apaixona. Lula não quebra, Chávez quebra. Esse pessoal de esquerda gosta dos nietzschianos. Lula é cartesiano — a seu modo, pelo menos. Está sempre do lado do senso comum.”
Nota-se aqui o sociólogo aventurando-se em terreno pouco conhecido, a filosofia, e comentendo ali o erro contra o qual se funda a filosofia: tomar a aparência pela essência, o que as coisas parecem pelo que elas são. Chávez “tem arroubos” e daí FHC o associa a Nietzsche. Lula é político e conciliador, daí o sociólogo-profissional-filósofo-amador associa-o ao cartesianismo. A verdade é, claro, o contrário: quem sabe de cálculo e auto-reflexividade é Chávez, quem sabe de vontade de poder é Lula. Essa é umas das razões das surras de urnas e popularidade que os tucanos e FHC levam de Lula ultimamente: tratam-no como um mero cartesiano.
Fora do país, o ex-presidente firmou um contrato de cinco anos com a Universidade Brown. “Eles me pagam um dinheirão, 70 mil dólares por ano, com a obrigação de eu passar no mínimo quatro semanas aqui. Tirando os impostos, dá uns 5 mil por mês. Faz as contas, é muito bom. Antes recebi um convite de Harvard, não aceitei. Brown me pagava o dobro. A Ruth ficou indignada. Mas é Harvard!’ Eu disse: ‘Ruth, a essa altura do campeonato, eu não preciso de glórias. Preciso é de dinheiro’.
Esta foi a parte em que eu caí da cadeira. Peralá. Por partes. Entendo que FHC não é um homem rico. Entendo que FHC ache 70 mil um excelente salário, embora o mui europeu mulato e internacionalmente reconhecido sociólogo tenha se esquecido de acrescentar: para padrões brasileiros. Para padrões universitários americanos ou europeus, está longe de ser. Agora, se Harvard lhe ofereceu 35 mil anuais, ela merecia uma resposta contundente: que os serviços do ex-Presidente do Brasil e sociólogo de renome internacional, com dez livros publicados, não estão disponíveis por um salário que se aproxima mais ao que Harvard paga a um encanador. Até um recém-doutor, beginning Assistant Professor, parte com quase o dobro disso. Decepcionante, presidente. Aceite, claro, a oferta que quiser, mas não ter percebido a ironia sociológica desses números foi revelador.
"Queriam que eu concorresse ao governo de São Paulo. Eu disse: aí eu ganho e no dia seguinte tem rebelião em presídio e prefeito querendo encontro. O Senado é igual. Aquela convivência é muito desinteressante. Chega.” Fala com convicção, parece sincero: depois de trocar idéias com Chirac e Clinton, deve ser meio desanimadora a perspectiva de puxar conversa com Epitácio Cafeteira.
É o eterno pecado de FHC: essa melancolia tropical. O Senado tem, sim, uma maioria de Cafeteiras. Mas também tem uma minoria de senadores respeitáveis, tanto no governo como na oposição. FHC só somaria, com sua experiência e inteligência. Mas prefere esnobar: “estou acima dessa instituição”. Depois não entende por que funciona como espanta-voto.
No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre. A única coisa que organiza o Brasil hoje é o mercado, e isso é dramático. O neoliberalismo venceu. Ao contrário do que pensam, contra a minha vontade.
Algum dia eu gostaria de escutar uma explicação sobre como o neoliberalismo (entendido como a onda de privatizações, desregulamento da economia, etc. que marcou os 1990) triunfou “contra a vontade” de FHC. Em todo caso, FHC e os tucanos têm que decidir: ou defendem ao neoliberalismo que gestionaram e impuseram ou explicam por que ele aconteceu “contra sua vontade”.
Batizaram de Consenso de Washington a constatação de que o Estado estava falido e de que não se pode gastar o que não se tem; se tivessem batizado de Consenso de La Paz, não teria havido problema.
Bom, o tal Consenso de Washington é mais que isso, não é, Presidente ? Não é só a constatação de que o estado estava falido. Essa constatação é quase universal. Há um motivo pelo qual ele se chama Washington e não La Paz. Mas há um pulo enorme daí para a idéia de que o estado faliu por culpa dos gastos sociais e que a receita para a falência é mais privatização -- receituário estilo FMI que, ironicamente, teve sua grande parcela de culpa na falência e desfinanciamento do estado. É o clássico: receitam como remédio o que era a causa da doença para começo de conversa. Aí depois dizem que foi inevitável e “contra sua vontade”. Esperam que o povo acredite.
Nem sabia que dava pra ganhar esse dinheirão todo com uma palestra só. Fiquei cliente do Harry Walker, o mesmo agente do Clinton. Em média, me oferecem 40 mil dólares; ele fica com 20%. Minha vantagem é que eu me viro em quatro línguas, três delas muito bem.
Pára com isso, presidente. O sr. se comunica em três línguas, o que é diferente. “Muito bem”, proficiência superior, não tem em nenhuma das três. É fantástico que o sr. se comunique bem o suficiente para ser um professor visitante na França, nos EUA e na América Hispânica falando a língua deles. Nada de errado em ter isso como motivo de orgulho. Mas por soberba ter se submetido, em território do Brasil, sendo seu chefe de Estado, a capengar no idioma de um presidente estrangeiro foi imperdoável, Presidente. Eu achava aquilo imperdoável. Opinião pessoal, claro.
Reage à idéia de que a América Latina estaria se voltando para a esquerda: “Não é esquerda, é populismo: o líder falando diretamente com as massas, sem o intermédio das instituições”. Esse é um ponto crucial. Se Chávez é percebido como progressista, imediatamente FHC se torna um conservador, rótulo do qual tenta se livrar a todo custo. Repetirá inúmeras vezes que o populismo é autoritário e regressivo. “Esquerda clássica é o Allende, esse sim queria romper com o sistema capitalista. Chávez opera no nível ideológico. Na prática, ele vende para os americanos e a burguesia venezuelana está ganhando dinheiro”, argumenta
Análise bem fraca, acho eu, prejudicada por esse inconfundível tique de FHC: sendo um político que, fundamentalmente, aplicou um receituário da direita, vira e mexe se arvora a julgar qual é a esquerda autêntica. Populismo não é “falar diretamente com as massas, sem instituições”, Presidente, como se algumas das mais sólidas instituições (como os sindicatos, a burocracia estatal, etc.) não tivessem justamente sido criadas pelos populismos varguista, peronista e congêneres. Populismo, na bibliografia dos últimos 30 anos, Presidente, é um termo que designa a confecção de um certo pacto de classe via estado, seja lá qual for a avaliação (positiva ou negativa, total ou parcialmente) que se tenha sobre ele. Não essa ficção de “comunicação direta”. O Sr. anda com trauma de “comunicação direta”. De qualquer forma, relaxe, porque essa categoria é completamente furada (ok, a sua sociologia não explica o porquê, mas Derrida explica). Chávez parece incomodá-lo, na verdade, porque é um esquerdista que não opera na pobreza. Para o ex-sociólogo progressista do “esqueçam o que escrevi”, esquerdista legítimo é o morto, com palácio bombardeado. Ou o derrotado nas eleições, claro. Qualquer outro é acusado de não ser esquerdista de verdade -- por ele, que está bem à direita no espectro político brasileiro. FHC tem que se resolver: ou se dedica a defender seu legado político ou fica julgando quem são os esquerdistas autênticos. Dedicando-se tão preocupadamente à segunda tarefa, ele acaba se embananando na primeira.
PS: genial post da Lulu alinhavando Kurosawa e Agamben.
Escrito por Idelber às 23:37 | link para este post
| Comentários (20)
#1
Caro Idelber, já gastei meu tempo na quantidade suficiente estudando FHC. Tempo que resultou em um trabalho apresentado no IV Colóquio Latino Americano de Economistas Políticos, realizado na Universidade de Buenos Aires, Argentina, em 2004. Como o texto sobre FHC era de sua autoria, fui ler. Note, portanto, que meu interesse não era FHC e sim o seu texto. Logo no início “torci o nariz” quando li “Eu, como leitor assíduo do príncipe sociólogo”. Não desisti e fui em frente. Ainda bem! Na continuação da leitura fiquei me perguntando se essa sua assiduidade era motivada por um certo sadismo. O texto que li mostra a fragilidade argumentativa, a ausência de raciocínio sólido, daquele que é jocosamente (enfatizo o jocosamente) chamado de “príncipe sociólogo”. Sua crítica mais cruel, caro Idelber, foi ao ponto da remuneração menor do que a de um encanador que Harvard ofereceu para FHC. Minha dúvida é se ele não percebeu isso (não duvido da inteligência dele) ou se o argumento para aceitar a oferta de Brown foi mais uma retórica demagógica que ele costuma oferecer aos incultos que, até por isso mesmo, o idolatram. Parabéns, valeu ter lido seu texto.
bensaiddeitapevi em setembro 12, 2007 9:07 AM
#2
Gostei muito dos comentários. A matéria é excelente e com certeza vai aumentar o círculo de leitores da Piauí.
Essa questão da língua me intriga. Todo mundo sabe que o presidente de um país tem que se expressar na língua de seu país, mesmo que saiba outras. No entanto, Fernando Henrique teve a coragem de discursar no parlamento da França na língua deles. O PSDB fez até um spot sobre isso em sua propaganda política.
O príncipe dos sociólogos parece ser meio deslumbrado. Deve ter achado algo especial ser entendido sem auxílio de tradução pelos deputados franceses. Ele e o PSDB parecem querer provar ao populacho que são algo de especial porque se expressam em outras línguas.
Poxa, professor universitário falar outras línguas é obrigação! Não é algo pra ficar ostentando, é o mínimo indispensável. Mas ostentam mesmo, e influenciam toda uma geração de reacinhas adolescentes, intelectuais-Google que se medem pela quantidade de bobagens que lêem, e não pela qualidade.
Marcus em setembro 12, 2007 9:56 AM
#3
U-A-U! Fui eu que encomendei o post para a Mary W. E acabei ganhando duas aulas!
Ju Sampaio em setembro 12, 2007 11:06 AM
#4
Se me permite humildemente botar a cabecinha pra fora e aparecer, eu direi: nossa, como senti falta disso aqui enquanto você esteve de recesso!
Ana Paula em setembro 12, 2007 2:45 PM
#5
Nunca entendi essa mania de tratarem FHC como um grande intelectual. Além de não ser o intelectual que pensa ser, ele também não ama o Brasil. Pode parecer pueril o que que vou dizer, mas não acredito em presidentes que tenham vergonha ou nojo do povo. FHC quer que a gente se exploda.
Bruno Ribeiro em setembro 12, 2007 2:57 PM
#6
Obrigado :-)
Sobre os 35 mangos para o encanador: exagerei, claro, pero no mucho. E é fato um professor assistente recém-doutor em Harvard (e até mesmo em Tulane!) começa bem acima dos 35, inclusive num departamento proletário como o de Espanhol.
Que em Harvard e no melhor financiado terreno das ciências sociais tenham oferecido 35 a FHC foi um insulto, que ele não o tenha percebido é uma amarga ironia, né?
Idelber em setembro 12, 2007 3:02 PM
#7
Trecho revelador:
O avião pousou às 11 horas em Atlanta, sem atrasos, o que significaria quatro horas de espera. Fernando Henrique buscou uma área tranqüila para rever seus papéis e fazer emendas na conferência programada para dali a dois dias, na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. Sentou-se ao lado de uma senhora que folheava a revista People e chupava um picolé. Meia hora depois atinou que, se era executiva, então dava direito a sala VIP. “E eu sofrendo no meio do povo à toa”, deduz, recolhendo seus papéis à pasta.
(grifo responsabilidade minha, I.A.)
E era um aeroporto, não uma rodoviária.
Idelber em setembro 12, 2007 3:09 PM
#8
Eu até ia deixar os xingatórios a propósito de Renan, apesar de não terem nada a ver com o post.
Mas assinou três nomes diferentes para mandar spam, aí perdeu o direito de ler o blog :-)
Democracia na casa dos outros é refresco, como diz o Rafael Galvão :-)
Idelber em setembro 12, 2007 5:42 PM
#9
Idelber, só uma pequena correção: ele disse que ofereceram a ele 70 mil por ano. Mas é pra ser professor at large. Isto é, na verdade trabalha 1 mês por ano (quatro semanas). De ano em ano, Brown paga 70 mil a FH por um mês de trabalho (Imagino que com todas as facilidades e custos de hospedagem e passagem pagos pela universidade
A comparação com o Assistant Professor seria falha, pois o sujeito trabalha o diabo para ganhar, o que, uns 50-60 mil por ano, trabalhando 8 meses por ano, ensinando dois ou três cursos, tendo que publicar artigos, livro e toda aquela bela pressão do tenure clock. 70 mil pra trabalhar um mês por ano não é mal, embora, eu concorde contigo, que 35 mil de Harvard é pouco para uma "estrela" da sociologia. Já ouvi falar que Harvard tratava muito mal os Assistant e Associate Professors, nunca as estrelas. Mas será que o Amartya San ganha mais de 35 mil pelo trabalho de um mês?
Cesar em setembro 12, 2007 7:31 PM
#10
Pois é, Cesar, eu também fiquei pensando no que ele quis dizer com "mínimo de quatro semanas".
Acho difícil que um Professor at Large tenha obrigação de ficar lá só quatro semanas durante o ano. Se for, claro, minha objeção já não se aplica. Mas o texto da reportagem era ambíguo.
Idelber em setembro 12, 2007 7:36 PM
#11
Como minha habitual agilidade, só agora vejo seu retorno, Idelber. Ainda vale bem-vindo atrasado?
abraços.
Franciel em setembro 12, 2007 7:58 PM
#12
eu, que sou por fora de todo tipo de questão acadêmica, também pensei: mas peralá, o sujeito tá ganhando pra passar 4 semanas no lugar. é diferente de um professor que tá lá, "batendo cartão", todo santo dia útil da semana. não dá pra comparar. ou dá?
mauricio em setembro 12, 2007 8:19 PM
#13
Sim, foi o que eu disse acima. Mas isso está ambíguo na reportagem. Não acredito que tenham contratado FHC para dar um curso de 4 semanas com salário anual. Vou tentar dar uma checada :-)
Idelber em setembro 12, 2007 8:23 PM
#14
O ex-presidente deveria ter um pouco mais de juízo e bom senso ao citar a universalização do ensino...
O modo como a educação básica foi tratada e destratada em seu governo, deveria ser motivo de vergonha.
terezinha em setembro 12, 2007 10:07 PM
#15
Caro Idelber
Muito bom o comentário!
É muito interessante ler este texto, especialmente para quem viveu em um país em que os analfabetos eram maioria.
Concordo com a crítica ao Neo-Liberaslimo. Hoje no Brasil a maioria das pessoas e instituições (inclusive o governo) se entrega a pensamentos, ações e vivências neo-liberais.
Creio que a participação de FHC na política brasileira está aceleradamente perdendo peso.
Foi bom ter lido.
Paulo em setembro 13, 2007 9:02 PM
#16
Idelber, parabéns! - por conseguir ler o livro do FHC.
Daniel em setembro 14, 2007 11:26 AM
#17
Finalmente deu "ping" o teu blog. Não gosto do FHC nem do LULA. Acho que não tenho jeito, nem Jesus a essa altura do campeonato. Só o Botafogo e os Titãs.
E me amarro na Piauí. E em você, sumidinho!
tina oiticica harris em setembro 14, 2007 10:11 PM
#18
Idelber, apesar de não saber quando ganha um professor, um sociologo ex-presidente, com sua narrativa descontraida e repleta de ironia, vc me fez apreciar todo o texto, e ainda dar umas risadas...
Idelber perfeitamente cmpreensivel que ele pense ser lula cartesiano....
eu, nunca imaginaria rssss
marilia em setembro 15, 2007 6:48 PM
#19
Idelber, é uma delícia ver que seu recesso acabou, heheheh! Adorei os comentários e a entrevista. Aproveitando, dei uma checada no Jacques Derrida, ele é realmente fantástico. Sempre aprendo quando leio seu blog, mesmo que por alguns minutos. Senti falta deste espaço :)
Um grande abraço!
Ananda em setembro 18, 2007 7:45 AM
#20
Nao gosto fo FHC. Eu acho que FHC recebia ordens diretamente do governo americano.
Ouvi dizer que FHC firmou acordo com a CIA e se comprometeu a seguir a politica de washington.
A missao do FHC foi de nacionalisar todas empresas publicas brasileiras. Se FHC fosse americano ele seria republicano e seguidor do crininoso GW Bush.
Joao em dezembro 28, 2007 1:20 AM
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