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quarta-feira, 03 de outubro 2007

Emma Zunz, de Borges

borges2.jpg (Post do Clube de Leituras do Borges, sobre “Emma Zunz”. Quem não se animou a postar na última vez, que se anime: o conto está disponível não só no original, mas também em português. É uma das pérolas de Borges. Tendo escrito, avise, que eu ponho o link aqui. O post vai em espanhol porque é uma combinação com os alunos. A caixa de comentários está aberta, claro, para qualquer língua. Só não vale ficar se desculpando por “não estar preparado”, “não saber falar de literatura”, etc. A idéia é brincar, e que cada um diga do que gostou – ou não – e por quê).


Me encanta en "Emma Zunz" todo lo que no es “típicamente” borgeano. Casi no hay mujeres protagónicas en la obra de Borges -- aún "La intrusa", por ejemplo, es en realidad un relato sobre la relación entre dos hombres. Pero es como si Emma Zunz lo compensara en doble. Esta mujer, poderosa, trama una venganza con la minucia con la que Dupin, el detective de Poe, resolvería un crimen. Con la diferencia de que ella pone su inteligencia diabólica, claro, al servicio de la confección de un crimen perfecto, incastigable. Sólo puede hacerlo en su condición de mujer, por ser mujer. Aquí entra el segundo elemento está casi ausente en Borges, pero que se encuentra en el centro de este relato: el sexo.

El sexo es, en "Emma Zunz", lo que posibilita el asesinato perfecto. La frase “pensó que la etapa final sería menos horrible que la primera” -- ésta sí típica de Borges – ya le da al lector la medida de cuál papel se le asignará al sexo: inmundicia necesaria para la realización perfecta del plan, que incluye presentarse como “soplona” de una huelga para conseguir la cita com Lowenthal (el culpable de que su padre haya muerto como infame, bajo una falsa acusación de robo) y asesinarlo en supuesta legítima defensa, “confirmada” por las marcas del sexo con el marino en el puerto. Para subrayar la perfección del plan, el narrador nos avisa que Emma Zunz destruye el dinero recibido del marino (no sin arrepentirse después) y teje la coartada ficcional no por miedo al castigo, sino por saberse instrumento de la justicia. Miente, es cierto, pero, se nos sugiere, lo hace para decir una verdad más esencial. Son memorables las frases de cierre del relato: “La historia es increíble, en efecto, pero se impuso a todos, porque sustancialmente era cierta. Verdadero era el tono de Emma Zunz, verdadero el pudor, verdadero el odio. Verdadero también era el ultraje que había padecido; sólo eran falsas las circunstancias, la hora y uno o dos nombres propios”.

Borges sabe que la historia de Emma se “impuso a todos” no porque representaba un ultraje verdadero (por más que éste sí lo haya sido), sino porque era completamente verosímil como relato. La verdad del padecimiento de Emma, por supuesto, puede conferirle justicia a sus actos y a sus versiones de ellos, pero no puede conferirles verosimilitud. Ésta adviene de su perfección como trama, de la lógica de sus secuencias. Siempre me ha interesado esta escisión entre la verdad (lo que se conforma a los hechos, supuestamente) y la verosimilitud (lo que puede parecer que se conforma a los hechos, lo creíble, lo plausible). Me parece que “Emma Zunz” es, también, un relato sobre la diferencia entre lo verdadero y lo verosímil. Emma cuenta una mentira pero rescata con ella – nos lo dice el narrador en su conclusión -- una verdad más esencial, el nombre limpio de su padre. Su plan funciona, sin embargo, no porque su ultraje es merecedor de redención, sino porque la construcción narrativa de su venganza es impecablemente perfecta. La verdad "más esencial" es una pobre tributaria de una perfección meramente narrativa, literaria.

Hay mucho de que hablar en "Emma Zunz": el sustrato judío (emblematizado en el cambio de nombre de su padre), la extraña figura del sexo como liberación precisamente porque inmundo para uma mujer, las relaciones del cuento con la tradición del relato policial (sería interesante notar aquí paralelos y diferencias respecto a ella). Hay críticos, por ejemplo, que se han dedicado a ver cómo el cuento replica los movimientos del ajedrez. Hay otros que han propuesto lecturas psicoanalíticas. Entre la larga fortuna del relato, está también un corto metraje, sobre el cual me encantaría escuchar opiniones.

El blog te invita a que dejes, en cualquier lengua, tus impresiones sobre "Emma Zunz".

Outros posts sobre "Emma Zunz":
Biajoni
Bender
Alex Luna
Marcus
Carla
Ulisses Adirt
Capedonte
Hélder da Rocha
e Mary W

Não deixem de ler também o conto borgeano do Almirante.



  Escrito por Idelber às 05:53 | link para este post | Comentários (94)


Comentários

#1

O Crime Perfeito.

São duas discussões no conto, ao meu ver, uma mais interessante e universal, e outra pessoal, do Borges.

A pessoal é colocar o sexo como algo imundo, porém necessário, para a redenção de Emma, e do ser humano. Borges tinha medo do sexo, recusava, e parece que morreu no queijo, como dizem lá na minha terra. Então parece que ele usa o sacrifício da virgindade da mulher com um marinheiro no cais do porto como uma maneira da filha redimir a vida do pai, a honra paterna. Vejo um pouco de sentimento de culpa católica muito arraigado, inclusive meio forçado para uma judia convertida. Mas para o autor era algo super importante, e inclusive rara que não esteja em outros textos seus, como a sua obcessão por livros e pelo infinito, que não aparece aqui, mas está em praticamente em todas as outras histórias.

A outra, muito mais interessante para o leitor e filosoficamente, é o debate entre verdade e verosimilhança. É um argumento meio Foucaultiano que não podemos ter uma noção perfeita do real, da realidade, porque nunca teremos todos os pontos de vista. Então, confundimos muito frequentemente o real e o verossímil, como todas as pessoas no final do conto. Emma sai imune do seu crime (matar o patrão) porque, pelo ponto de vista da humanidade, é plausível a sua história. Claro, para isso, teve que ser o suficientemente inteligente para criar uma que ninguém pudesse ver onde estão as falhas. Não existe crime perfeito, mas se pode encontrar um crime onde todas as evidências estejam escondidas, não?

Essa é a mensagem que Borges deixa no conto, contra tudo que Sherlock Holmes e Poirot tentavam dizer ao contrário.

Alex Luna em outubro 3, 2007 7:40 AM


#2

Oi Idelber. Tudo bem, querido?
Comecei a procurar seu blog pra ter mais notícias da Ana (engraçado, né?) e no fim, estou aprendendo muito e lendo muitas coisas que não tinha o costume.
Virei sua fã.
Beijão pra você e pra ela.

Fernanda Elmôr em outubro 3, 2007 9:40 AM


#3

Acabei de publicar minha resenha.

Bender em outubro 3, 2007 10:46 AM


#4

Quanto à vingança de Emma: acredito que ela não estivesse se vingando da morte do pai em si, mas sim do que a morte representou para ela, dos efeitos daquela morte no seu próprio ser.
Quanto à verossimilhança e noção de verdade para cada um, me lembrei do caso da caverna, do qual se extrai que a verdade não é só aquilo que vemos, mas aquilo em que acreditamos, ou seja, se acreditamos na existência de algo, ela é verdadeira. Assim, se acredita-se na inocência de Emma, ela se torna verdadeira, ainda que Emma tenha construído essa crença nos demais.

Ana Carolina em outubro 3, 2007 11:31 AM


#5

Falando mais o menos o que já disseram: é uma história contada de forma plausível, no sentido etimológico de digna de aplauso, também verossímil mas verdadeira?
Viajando em associações sonoras, esse Zunz me dá uma idéia de sono. Será que os acontecimentos com o pai fizeram Emma entrar num torpor, viver-vegetando e a vingança seria o despertar dela para o mundo?
Achei uma animação no youtube do conto: http://www.youtube.com/watch?v=aBVpq60olLw
abs

Márcia W. em outubro 3, 2007 12:51 PM


#6

O que mais me chamou atenção neste conto foi a parte "As coisas não aconteceram como havia previsto Emma Zunz. (...)Emma iniciou a acusação que tinha preparada ("Vinguei meu pai e não poderão me castigar..."), mas não a acabou, porque o senhor Loewenthal já tinha morrido. Não soube nunca nem chegou a entender."
Porque se a história dela "se impôs a todos" por ter sido contada e ser verossímil, será que é realmente vingança uma vingança que não foi nomeada como tal, e nem sequer chegou a ser entendida (ou seja, não se impôs a ninguém)? Qual verdade vale mais: a que não era bem verdade, mas que todos acreditavam como tal, ou a que, apesar de verdadeira, acabou calada e não compartilhada com ninguém?

Ju Sampaio em outubro 3, 2007 3:04 PM


#7

Pessoal, atualizei o post com links para quem já escreveu. O Bender notou que a tradução ao português tem vários erros. Alguém confirma?

(bem vinda, ).

Idelber em outubro 3, 2007 3:13 PM


#8

Não dá pra evitar: toda vez que vejo uma foto de Borges a lembrança imediata é de Jorge, o monge assassino de "O Nome da Rosa". Óbvio...

Luiz em outubro 3, 2007 4:04 PM


#9

Um conto muito massa, suspense na respiração e trama inteligente (tragédia), uma descrição teatral trazendo a tônica de uma redenção de vida por uma vingança... sentimentos da alma humana q não tem medida...
Valeu a leitura,,,
Um abraço brother!!!

Adriano em outubro 3, 2007 8:13 PM


#10

Puxa, muito bacana essa animação! Obrigado, Márcia :-)

Idelber em outubro 3, 2007 8:30 PM


#11

Fiz um post meia-boca sobre o conto aqui: http://www.enfim.org/2007/10/03/emma-zunz/

Gosto muito da idéia de um clube da leitura, pena que estou com pouco tempo pra desenvolver meus posts.

Mais uma vez, parabéns pela iniciativa!

Carla em outubro 3, 2007 10:34 PM


#12


"Emma Zunz" es, en la superficie y en esencia, una historia de venganza y de recuperación del honor. Un hecho muy significativo es que éste es el primer cuento en el que una mujer es la protagonista principal de la historia de todas las que hemos leido hasta ahora en el curso de Borges.

Sin embargo, en el interior de la historia se encuentran numerosas subnarraciones enormemente detalladas que hacen que el texto presente múltiples puntos de vista y ambigüedades a la hora de su análisis que convierten a la historia en un drama metafísico. Sabemos mucho de lo que piensa la protagonista pero tenemos pocos datos sobre ella así como del resto de personajes que conforman el relato. Las ambigüedades y el ocultamiento de datos aparecen ya en el primer parrafo del cuento en el que dice "un compañero de pensión de su padre firmaba la noticia, un tal Fein o Fain" y contiene otros ejemplos como los de la nacionalidad del marinero "sueco o finlandés" entre otros más. Dicha omisión de datos unida a la múltiple presencia de marcadores de duda, como por ejemplo "quizá", crea una visión más realista de la historia en la que parece estar queriendo decir que es imposible presentar una visión estable del universo.

El cuento presenta claros lazos de relación con el género policiaco. En palabras del propio Borges, las características esenciales del género policiaco son que haya un misterio "descubierto por obra de la inteligencia, por una operación intelectual". Por ejemplo, el detective de Conan-Doyle, Sherlock Holmes, presenta un tipo de razonamiento frío y matemático que es el mismo que presenciamos en la forma de preparar el asesinato de Loewenthal en Emma. En "Emma Zunz" encontramos la realización de un crimen planeado con esas mismas características abstractas convirtiendo a la protagonista principal en símbolo de la intelectualidad detectivesca presente en las obras de Poe, Conan-Doyle o Christie. Coincide con estos autores también en el hecho de que le otorga mayor importancia al cómo sobre el quién realiza la acción principal que da forma a la historia. El símbolo de la razón que representa Dupin en el aspecto desenmascarador de la verdad viene representado por Emma en lo concerniente al aspecto enmascarador de la misma verdad anterior. Esa inversión de acontecimientos puede venir representada desde un punto de vista lingüístico. Borges elije los 3 nombres de forma deliberada: el "malo" de la historia se llama Aarón, el padre de Emma se apellida Zunz y la protagonista principal de la historia se llama Emma. ¿No es demasiada coincidencia que las consonantes que se repiten en cada uno de los nombres pertenecen a la primera, media y última letra del alfabeto? ¿No es demasiada coincidencia que sea ella la que tenga la M cuando está en el medio y actua como "mediadora" y "vengadora" del conflicto entre su padre y Loewenthal conformando el círculo que da movimiento a la historia?

En la película, la escena que más me ha llamado la atención es en la que Emma y el marinero están en la cama. El director del cortometraje, Maxim Ford, intercala imágenes que se aparecen en la mente de Emma, y que no aparecen reflejadas en el cuento original, de su padre con ella cuando era niña y de cuando lo detuvieron y le colocaron las esposas para llevárselo a la carcel. Es en esos segundos en los que queda constatada el motivo principal que mueve a la protagonista a realizar el "crimen perfecto" que da forma al relato y que el director ha sabido expresar muy bien en el celuloide para que el espectador, con ninguna palabra y sólo imágenes, pueda entender mejor la historia y el leitmoviv de ésta, hecho éste que se puede conseguir mejor y más fácilmente a través del cine que de la literatura.

Antonio M. Rueda em outubro 3, 2007 10:44 PM


#13

While Emma’s sex allows her to commit the crime, the actual act of sex permits her recuperation of power. Emma mentions at the beginning of the story that Loewenthal was unaware of her knowledge of the embezzlement. “Emma Zunz derivaba de ese hecho ínfimo un sentimiento de poder” (Obras completas 603). However, in her daily life she still worked for the man that had caused her father’s death. She planned and committed the perfect crime by using sex. She overcame her almost pathological fear of men to take back control from Loewenthal. Emma finds the act of sex to be horrifying and disgusting; in fact, the only time she thought of her father was during sex with revulsion that he could have done such a thing to her mother. Borges commented upon the vulgarity of sex before in his story, “La secta del fénix” (O.C. 561). In that short story, he also mentions the sacred horror some feel for sex, and the repulsion that is felt when some think of their parents having sex (O.C. 561). Emma uses this hatred and humiliation to help her murder Loewenthal. She comments that after committing such a dishonorable act that she has to kill him to redeem herself and take control of the relationship. When Emma kills him, it is almost as through she is killing him not only for vengeance but also for being a man capable of having sex. I wonder if Emma would have killed him for her father if she had not had such an awful sexual experience. If she had not felt such a horror and revulsion to sex could she had effectively lied and implicated Loewenthal? The irony is that the repulsive act of sex that she had to engage in was exactly what will keep her from being culpable of the horrendous crime of murder. Through her gender and the act of sex Emma recuperates the power lost when her father was accused.

Kristen Austin em outubro 3, 2007 10:52 PM


marcus em outubro 3, 2007 11:01 PM


#15

Já atualizei o post com links a vocês, marcus e Carla.

Valeu :-)

Idelber em outubro 3, 2007 11:16 PM


#16

Esa primacía del "cómo" sobre el "quién", que apuntas, Antonio, es clave en Borges. Me alegro de la hayas notado, y me gustó la forma como la trataste. También coincido con la observación sobre el corto -- el flashback impone una cierta inmediatez que intensifica la relación el personaje.

Y gracias a vos, Kristen, por recordarnos la mención al horror al sexo también en "La secta del fénix". Yo, por lo menos, no me acordaba...

Idelber em outubro 3, 2007 11:33 PM


#17

Já vi!

Muito obrigado =)

marcus em outubro 3, 2007 11:56 PM


#18

Analyzing “Emma Zunz” from El Aleph by Jorge Luis Borges:
I think the most interesting part of the story is the chaos of the struggle for power. The power changes hands more than once from Emanuel Zunz to Loewenthal and finally to Emma Zunz. As Emanuel is framed for fraud that Loewenthal actually committed, the power shifts in a struggle that always centers around crime. It then shifts again with the simple fact that Emma knows of this betrayal and plans to do something about it. Even though her actual power does not come until she commits the crime, it begins to brew since she learns of her father’s death and plots the murder. It is interesting, however, that Emma’s new found power actually comes from demeaning herself more than from committing the crime. Without the sexual encounter her crime would not have been believable and so this “disgusting” act as she calls it, is what actually gives her the power. It is strange that she has to do something that Borges seems to scorn more than murder, have sex, to achieve her goal. It is odd that this act that others esteem so highly, creating life and pleasure, is so shunned by Borges and his only female character. I don’t know but maybe this relates to Borges’ life in some way and his relationships with women, including his mother.

Chana Lewis em outubro 4, 2007 12:04 AM


#19

Pronto, Idelber, também publiquei minha participação (http://incautosdoontem.blogspot.com/2007/10/verso-muito-curta-de-borges.html). Comentei sobre o curta, como vc disse que gostaria, espero que agrade.

Ulisses Adirt em outubro 4, 2007 12:55 AM


#20

Uau, bacana, Ulisses. Já atualizei com o link. Gostei do contraste que você fez entre o meticuloso que é o plano no conto e o relativo desleixo que há no filme. Legal mesmo :-)

Idelber em outubro 4, 2007 1:10 AM


#21

Hablando tanto de sexo, déjenme compartir con ustedes que estoy desvirgándome en la participación en un blog, que a fin de cuentas no es más que una orgía, ¿no? Creo que la más famosa invectiva borgiana contra el sexo está en “Tlon…”, algo así como: “la cópula y los espejos son abominables porque multiplican el número de los hombres…”, pero cito de memoria y no sé si está en ese texto. Flor de contribución!

A mí lo que más me gusta de este cuento (que no leía hace mucho tiempo, y que funciona siempre tan bien, más allá de las muchas veces que uno lo lea: pienso, por ejemplo, que cada vez que lo he leído, y también hoy, he creído que Emma va a escaparse en el barco que zarpa ese día del puerto…), igual, decía, lo que más me gusta es el modo en que a mi ver el texto esquiva una exhibición moral del motivo central: la traición, la delación, el inevitable tema argentino (¿qué texto argentino no es sobre cómo uno caga a otro y un tercero lo buchonea, con sus múltiples variantes?). Emma es, claro, la venganza, pero también es la traición, y es más la traición que la venganza… y es ambas cosas, en la historia, en el mundo, de un modo secreto. Ya notaron arriba que esa venganza es absolutamente secreta, íntima, lo que no sé entonces si la hace una verdadera venganza. La justicia de los hombres no limpia el nombre de su padre. Es más: esa limpieza queda totalmente imposibilitada por la lógica del crimen: de contar con otro móvil que el de la defensa personal, su historia deja de ser creíble (por eso se asegura de que este móvil permanezca oculto cuando rompe la carta). A fin de cuentas, la integridad de Emma pasa a depender en que el nombre de su padre siga manchado. Sin embargo, también es secreta su traición: aunque sin consecuencias efectivas, Emma da los nombres de sus compañeros y sugiere otros. ¿No es ese su acto más abyecto? (Al margen, una omisión interesante en el corto: ahí la traición no llega a realizarse). Creo que Emma es, por sobre todas las cosas, una farsante, y ese es su particular “destino sudamericano”: llevar una vida múltiple en que es Némesis, pero en secreto; es delatora, pero en secreto; es la perfecta asesina, pero en secreto (bueno, aquí el secreto es necesario a la perfección… claro); hasta fue puta en secreto… ¿A quién no le miente Emma, a quién se muestra entera?
Pero el gran problema es que nadie va a saber –porque su historia es verosímil aunque increíble– cómo puede ser de honorable, de vengadora, de inteligente, de puta, de derrochona, de traidora, de acabada actriz. En definitiva eso es lo que es cuando “ya era la que sería”: una perfecta máscara, de la que solo somos concientes nosotros, porque vemos el anverso de la historia, la literatura. Algo parecido a lo que pasa, si mal no recuerdo, en “El milagro secreto”.

Antonio em outubro 4, 2007 1:18 AM


#22

Mas quem disse que o que ela faz é justo?

Não, não foi Borges.

Foi o eu-lírico.

Não cabe suspeitar disso, não?

Principalmente em se estabelecendo a diferença entre o verossímil e o verdadeiro.

Adriano M. em outubro 4, 2007 1:44 AM


#23

Though Borges’ creates a courageous main character, his manner of writing her (in the narrative sense) seems to contradict her actions as a protagonist. Although Borges describes Emma’s reaction upon learning of her father’s death, the description offered seems to be a mere range of very broad emotions. We learn of her past as she reflects on memories from her childhood, but are still somewhat kept at bay. Although her rage and sadness of her father’s death are obviously present, we must learn of them through a very remote narrative perspective. Again, as Borges describes the sexual interaction between her and the Swedish (or Finnish) marine, the readers must read or—truer to the experience that Borges offers us—watch this very intimate scene from a distant. At the culmination of the story, we finally see our protagonist speak her first words, but Loewenthal dies before she can even say her practiced speech of revenge. Even as she says the first line, Borges offers them within parenthesis, as if her words cannot stand alone as dialogue within the narrative. This discrepancy between such a strong character and the way in which Borges presents her to his readers forces me to wonder why he would write her in such a way. Maybe the answer lies in the reason why Borges does not usually employ female protagonists…

Ali Carlisle em outubro 4, 2007 2:15 AM


#24

Me intereso mucho por el hecho de que Emma Zunz rechazó un marino muy joven porque “temió que le inspirara alguna ternura” y al final optó por el bajo y grosero. En muchos relatos de Borges, el/la protagonista tiene que hacer un sacrificio para el cumplimiento. El sacrificio, es el proceso indispensable antes de la resurrección de Jesús. Lógicamente, sacrificio no es goce sino es una tarea desagradable, duro o difícil. Por eso, Emma Zunz eligió el marino bajo y grosero y ella realizó su propio sacrificio. De esta manera, completó su transformación.

Ho Szewan em outubro 4, 2007 3:13 AM


#25

I’ve come to the conclusion that this story is not about the perfect crime. It is a crime that Emma gets away with because her alibi is one that is unquestionable in the days before DNA testing; but the crime is not perfect. The perfect crime would not traumatize its criminal, nor would it have been committed for the wrong reasons.

A crime that leads an innocent (up to this point in the story) teenager to lower themselves to a level below anything she’d imagined lacks a purity that is necessary in the “perfect” crime. Yes, Emma put herself in a position where she will get away with the murder in the eyes of the law, but will she ever be able to raise herself from the depths to which she sunk to perpetrate the murder? She knew that the crime would be easy in comparison with what she must do in order to escape persecution by the law.

Emma is taken by the impact of losing her virginity that it clouds her reasoning for killing Loewenthal. She originally seeks to murder him to avenge the crime that was pinned on her father, which was (supposedly) committed by Loewenthal. Yet, when she confronts him Emma’s logic twists, “Ante Aarón Loewenthal, más que la urgencia de vengar a su padre, Emma sintió la de castigar el ultraje padecido por ello. No podía no matarlo, después de esa minuciosa deshonra.” (OC 567) Before she can explain to him why he is about to die, validating her entire adventure thus far, Emma loses her self-control. Emma then kills Loewenthal not because of the crime he supposedly committed, but in response to her deciding to have short, bald and overly unattractive sailor of questionable origins (as any good sailor is) take her virginity. Losing her virginity is dishonorable enough, to a sailor is worse yet, but she gives it away as a whore -the concept of deflowering a whore is another commentary in itself- all done to facilitate an act done in the name of her father. I do not know of any man who would call himself a father that would want his daughter to allow herself to be so violated, to honor his name.

The perfect crime would be one in which the perpetrator themselves forget that the crime ever took place. Her memory will never let this crime be perfect, except in regards to her feelings on the fate of Loewenthal. He dies dishonorably and will be remembered as a rapist. His legacy forever tainted, but he’s gone down now, burning in hell. With a warm seat right next to Emanuel Zunz.

Matt Austin em outubro 4, 2007 4:07 AM


#26

I've read the story twice now and I still have no idea what to say. I only have a question and a comment:

1) why are they German? as a short story in the same book as Deutsches Requiem, the question almost asks itself. is there anything essentially German about these characters? I don't know.

2) the final paragraph, about it all being true except for circumstances, hours and names reminded me of some biblical discussions as to the existence of jesus. the historical extrabiblical evidence of the existence of jesus is flimsy at best. all we have are some mentions here and there of a preacher named jesus - jesus being, of course, a very common name at the time. so I remember, one day, during one of these discussions, a colleague stood up and said something like this: saying that Jesus existed based on this evidence is like saying that I existed, but I was blonde and not brunette, Spanish and not Brazilian, engineer and not historian. (or something like: yes, Idelber Avelar actually existed, but he was born in Sweden in the late 19th century, but yes, he existed.) in other words, how much truth does the truth require in order to be the truth?

alex castro em outubro 4, 2007 6:06 AM


#27

Es posible una lectura radicalmente feminista de este cuento? Tal vez el crímen de Emma Zunz sea en contra del género masculino en general; una manera de recuperar el poder a través del sexo, que para ella siempre es un ultraje involuntario, una "cosa horrible" que los hombres le hacen a las mujeres. La dominación masculina también adquiere la dimensión de la explotación de mujeres en la fábrica, lo cual sería otro motivo de venganza contra la opresión total por los hombres. Además Emma teme patológicamente a los hombres.
Como ya ha sido notado, el motivo original del crímen no tiene importancia porque nadie sabe la verdad. Así, el crímen recibe un valor simbólico que va más allá de lo personal y se dirige contra una estructura: el patriarcado.
Es notable la intercambiabilidad de los hombres, que sólo son "dos nombres propios", signalizando que lo importante no es quienes son, sino que son representantes del orden represivo masculino.
Admito que es una lectura un poco atrevida, pero me pareció irresistible ver a Emma como proletaria feminista, sobre todo después de la película.

Katharina Kniess em outubro 4, 2007 6:24 AM


#28

I'm just not buying the "como" vs. "quien" argument. Borges so particular about the characters and how they are used for a specific purpose. How in every other thing he writes does it matter and then in this story it doesn't. Oh, because he's Borges....

Katharina - Your reading is really interesting, especially when we view her changes as she decides to enter further into the masculine domination through her sailor-sex. She has to go further under the thumb of the patriarchal society (be a prostitute) in order to further her goal of killing Loewenthal. I'm still pondering this.

Oh, the author of the death notice as "Fain" or "Fein" made me think it is an allusion to the english word "Feign" meaning to to give a false appearance of : induce as a false impression (mirriam webster).

Matt Austin em outubro 4, 2007 2:26 PM


#29

Rather than seeing the story as empowering Emma Zunz, I view it as making fun of her, and women in general. The narrator creates an image of Loewenthal as a greedy, fat, capitalist factory owner and miser, but nowhere is the information that he was a thief confirmed. This information forms a formidable red herring, it makes us believe that he deserved what he got, but it’s only superficial evidence. In fact, if the narrator contradicts all the information that we have been given, that “uno o dos nombres propios” are false, then couldn’t the father just as easily have been the thief (OC I 568)?

Why Loewenthal? Her father was convicted of the crime; criminals always claim innocence; they usually blame someone else.

Do we have any evidence of any particular affection for her father? She views the sex that brought about her creation as “that horrible thing that her father did to her mother,” never stopping to think that perhaps her conception was a moment of pleasure for not just her father, but also her mother. She puts sex with an ugly, short, repugnant, and foul-mouthed Scandinavian sailor on equal footing with sex with her father, somehow comparing the paternal figure with the least attractive candidate she could find, to avoid even an inkling of ternura for someone more attractive, as her mother might have had for her father (at the time). I see perhaps resentment at her father for abandoning her during his incarceration because of his crimes, or maybe even a little bit of self-loathing that she could be his progeny, especially since his name, Emanuel, signifies “God with us,” which is a misnomer for a convicted embezzler.

His suicide ends any possibility of their reuniting. In her coping with his death, much like Guy Pearce’s Leonard in Memento (2000), the victim of something terrible becomes so obsessed with “vengeance” that he/she is blinded to the truth, delving into psychosis. Her father was the criminal; Loewenthal is again a victim of the crimes of the father—victim of the crazed mind of the irrational woman “incapable of abstract thought,” as Bioy Casares quotes Borges as saying (Bioy. Borges. Destino, 2007).

I see no power here. She lets herself be used for the sailor’s pleasure, allowing things to be “done to her (que ahora a ella le hacían)” instead of doing them to someone else. Notice the plural conjugation of “hacer;” if she is copulating with the sailor, who is the other to make the plural “they” subject? It is symptomatic of a portrayal of an irrational feminine character convinced that the world (maybe substitute “man” for “world,” I’m not sure) is out to get her. While she certainly does something to Loewenthal when she shoots him, she never even manages to let him know why she kills him.

The narrator’s question, “¿Cómo hacer verosímil una acción en la que casi no creyó quien la ejecutaba, cómo recuperar ese breve caos que hoy la memoria de Emma Zunz repudia y confunde?” sounds to me like a psychologist going over Emma’s past actions and trying to help her come to terms with her insanity and her past actions, especially when the narrator mentions that she could barely believe that she was doing what she did, and that her memory today repudiates what happened (565). Emma Zunz was insane and murdered Loewenthal by reason of mental defect or disease. The cause of the defect or disease can be left up to the reader, but I do not see this story as a glowing example of female empowerment. Not at all.


Mac Williams em outubro 4, 2007 2:29 PM


#30

I forgot to mention how much this story reminds me, and vice versa, of James Thurber's short story called "The Catbird Seat" (1942).

Mac Williams em outubro 4, 2007 2:42 PM


#31

Thurber's story is available online, by the way.

Idelber em outubro 4, 2007 2:47 PM


#32

Idelber, este conto do Nelson Moraes é uma das grandes coisas que já li na Internet.Borges adoraria este texto.

E queria te consultar numa questão literária - estou pensando até em escrevr um post a respeito, mas recentemente, notei que algusn 'iconoclastas' de plantão resolveram bater no Machado de Assis.
Primeiro o Lobão, depois um cara que merece mais crédito no assunto: o Millôr.
Millôr disse em entrevista recente ao Estadão que "não entende essa polêmica se Capitu traiu ou não. Machado é um escritor de segunda categoria, no tempo dele havia Proust. É um burocrata."

Acho que ele quis criar um factóide. Enfim...

Serbão em outubro 4, 2007 5:15 PM


#33

Idelber, só acrescentando - quando Millor afirma que 'Machado era um burocrata', deve ter posto alguma armadilha para o debate. esta era realmente a profissão do escritor. enfim, é isso.

serbão em outubro 4, 2007 8:13 PM


#34

É aberto a todos? Posso participar?

Fabio em outubro 5, 2007 4:27 AM


#35

Mas é claro! É só escrever, oxente!

Idelber em outubro 5, 2007 5:22 AM


#36

Idelber,

Fiz uma pequena contribuição. Minha pequena análise do conto se dá através de um outro texto onde Borges é o personagem.

http://back.wordpress.com/2007/10/05/a-mulher/

Espero por uma opinião sua no blog. Qual seria a nota do "trabalho" se isto lhe fosse entregue dentro das muralhas e do rigor da acadêmia?

Abraços

Capedonte em outubro 5, 2007 12:52 PM


#37

bueno, quizas sea precisamente el suicidio del padre de Emma lo que quiere brindarnos cierta certeza acerca de su inocencia... eso si, de engancharnos en la infinita semiosis de un texto como este podriamos llegar a pensar que la carta fuera falsa. en fin, mas escritura que lectura, realmente, si queremos distinguirlas. sera el poder de una trama tan brillante, que distrae habilmente del comentario que el texto hace sobre la escritura y la lectura, sobre el modo en que un lector da el salto hacia la escritura.

Antonio em outubro 5, 2007 1:37 PM


#38

donde reside, me olvidaba, el real poder adquirido por emma.

Antonio em outubro 5, 2007 1:38 PM


#39

Oi Idelber.

Eu não tive inspiração suficiente para escrever nada de original sobre o conto, então eu acabei escrevendo outro conto inspirado nele. Como foi inspirado, acho que conta como contribuição para o Clube de Leituras.

Eis o link http://www.helderdarocha.com.br/blog/2007/10/anna-abda.html

Helder da Rocha em outubro 5, 2007 2:37 PM


#40


Es, cuando menos, irónico que después de una vida llena de relaciones fracasadas con el sexo opuesto hoy en día sea una mujer la que haya heredado los derechos de su extensa y brillante obra.

Aquí pego esta entrevista realizada a María Kodama en la Cadena Ser, la radio más importante de España:

PD: Espero haber pegado bien el enlace.

Antonio M. Rueda em outubro 5, 2007 8:45 PM


#41


Ahora sí:

Antonio M. Rueda em outubro 5, 2007 8:46 PM


#42


OK, parece que no me deja pegar links.

Antonio M. Rueda em outubro 5, 2007 8:47 PM


Idelber em outubro 5, 2007 8:52 PM


#44

Idelber!
Acho que pela primeira vez passo para o papel(?), relato, a sensação, o que me transpareceu da leitura. Gostei!
Não vejo como policial. Como um clássico policial. É antes de tudo um conto sobre o amor.O amor incestuoso, o amor próprio, o sexual, o não amor, o ódio. Quando recebe a notícia, sente mal estar no ventre e nos joelhos. Sente que chegou à hora pela qual sempre esperou. A partir daquele momento não age mais como Emma, mas como um autômato. Já sabia tudo que deveria fazer.
Seu pai lhe jurou que era inocente. Mas, Borges dá a entender que este juramente foi feito somente a ela, então uma menina de 13 anos, provavelmente vivendo a angústia do amor intenso pelo pai herói. Amor, este, estancado, travado, congelado ali, pela declaração do pai, que jogava a culpa do desfalque nas costas de Loewenthal, um avarento, que tinha como verdadeira paixão o dinheiro.
Os veraneios na chácara, a casinha de Lanús, vieram como lembranças amorosas. Da mãe, tratou de recordar.
O plano, como o segredo, guardado há seis anos. Nunca revelado, nem ela revelada a nada, pois as amigas falaram em namorados e ninguém esperou que Emma falasse. Não foi após o desfalque que ela não teve vida, foi após o segredo lhe ter sido confiado.
Mas, após a morte do pai, enfim à volta a vida. O plano nada mais é que um recomeço. O próprio ato com o marinheiro era dispensável do ponto de vista de um plano, pois não seria necessário provar a consumação do ato para matá-lo. Para seguir a vida havia sim a necessidade do sexo, não do amor. Escolheu alguém por quem não se apaixonasse, pois já tinha o amor, escolheu uma ferramenta. Mas, pensou, não teve como não pensar, que seu pai havia feito a coisa horrível com sua mãe e, então se refugiou na vertigem.
O plano todo funciona como uma roda azeitada, até a hora da vingança. Aí ele se desconstrói, ela não diz o porquê da morte, e não diz, porque isso não interessava mais a ela. Poderia ouvir outra verdade que destruiria completamente o valor dos anos em compasso de espera. A vingança e a Justiça divina triunfando já não importavam, queria agora castigar o ultraje padecido. De alguma forma compensar...
Obrigado por propiciar esta experiência!
Abraço.

Paulovilmar em outubro 6, 2007 12:29 AM


#45

Mas, pensou, não teve como não pensar, que seu pai havia feito a coisa horrível com sua mãe e, então se refugiou na vertigem.

Puxa, obrigado a você, Paulo, pelo belíssimo comentário.

Idelber em outubro 6, 2007 3:51 AM


#46

na próxima blogagem coletiva vou participar. dessa vez não deu tempo d'eu pegar o bonde. interessantíssima a idéia, Idelber. até mais.

Daniel Lopes em outubro 6, 2007 12:20 PM


#47

Katharina, agradeço pelo seu comentario. Me permitiu pensar bastante. :)

mary w em outubro 6, 2007 4:56 PM


#48

Também adorei as colocações da Katharina. O lance da intercambiabilidade dos homens no conto é uma sacada genial :-)

Idelber em outubro 6, 2007 5:08 PM


#49

A verossimilhança, construída com provas e evidências, é a única possibilidade de se representar material e objetivamente a verdade.

Assim, Borges demonstra que a verdade não existe ou então que existe uma verdade que não é verdadeira.

Interessante também no conto um aspecto ético tocado de passagem. Para se fazer passar por uma verdadeira delatora a Emma Zunz invoca os deveres de lealdade...

Ricardo Petrucci Souto em outubro 6, 2007 8:44 PM


#50

Meu caro professor, tirei o maravilhoso conto "Emma Zunz", do Borges, desse maravilhoso Biscoito e colei lá no meu blog, o GRITARAXIA. Não sei se isto é permitido. Caso não seja, diga-me, que o arrancarei de lá imediatamente. Um abraço, e espere meus comentários. Já lhe devo alguns e não vou decepcioná-lo.

arimateia alves em outubro 7, 2007 3:15 PM


#51

Idelber, mais um caso de plágio, se não descarado, ao menos subentendido.

Um tal de João Batista do Lago publicou hoje, 07.10.2007, no site http://www.mhariolincoln.jor.br/ um trecho da minha análise sobre o Emma Zunz dando a entender que se tratava de um texto dele. Mas, talvez por um novo método de plágio na intenet (não muito inteligente, mas que procura dar um jeitinho para sua incompetência em criar), referencia o meu blog. Ou seja, diz que o texto é seu, mas aponta para o post no meu blog.

Não me acho um escritor, não sou. Hoje apenas estudo filosofia e tento levar os estudos adiante enquanto me sujeito a oito horas de trabalho diárias. Quando terminei o A Mulher, achei que tinha sido uma boa análise do Emma Zunz por colocar o problema da Mulher e da Verdade; que Borges tinha um problema com as mulheres e que esse problema dava-se na forma de uma busca pela verdade que jamais teria algum sucesso. Sinto-me indignado. Não por se tratar de um texto meu, que nem sei se é tão bom assim, mas que foi copiado. Contudo, o que realmente me indigna é a impunidade de alguém que tenta fazer das idéias alheias as suas. Sem capacidade ou tempo de ser criativo ou trabalhar em algo bom, simplesmente copia os outros e constroe uma imagem e um nome sobre algo que não é seu. O problema não está na mixaria que me foi roubada, mas na atitude do ladrão, que certamente não precisaria, ou por dever moral não deveria, tomar para si aquilo que é dos outros.

Exponho aqui o caso e a indignação como que em busca de um apoio. Meu blog não é nada, apenas meus textos e uma dezena de visitas diárias, talvez por isso o indivíduo acima citado tenha feito o que fez. Peço uma ajuda só para botar a cara desse "trombadinha" a mostra.

Capedonte em outubro 7, 2007 5:07 PM


#52

DECLARAÇÃO PÚBLICA DE MINHA AUTORIA SOBRE A MÁ INTERPRETAÇÃO DE AUTORIA DO CONTO A MULHER E ESTÁ DEVIDAMENTE PUBLICADO NO PORTAL MHARIO LINCOLN DO BRASIL:

"DECLARAÇÃO PÚBLICA PARA
RESTABELECIMENTO DA VERDADE

1. Eu, JOÃO BATISTA DO LAGO, venho por meio deste instrumento particular, DECLARAR publicamente que o texto intitulado A MULHER, publicado no Portal Mhario Lincoln do Brasil, NÃO É DE MINHA AUTORIA;
2. O autor, de fato e de direito, do texto A MULHER, que originariamente foi publicado no site O BISCOITO FINO E A MASSA, é o senhor GUSTAVO GUILHERME BACK, que, sob o pseudônimo de CAPEDONTE, publica os seus textos;
3. Declaro que encaminhei o texto para o PORTAL MHARIO LINCOLN DO BRASIL, pura e tão-somente, como uma sugestão para publicação;
4. Por fim, peço publicamente, e para restabelecer toda a verdade, desculpas pelo transtorno, sem antes deixar de declarar, também, que não houve, da minha parte, bem assim da parte do Portal Mhario Lincoln do Brasil, nenhuma intenção “subterrânea” pois sei e dou provas do excelente caráter e lisura do seu editor, jornalista e advogado Mário Lincoln Félix.

Curitiba – Paraná – Brasil
08 de outubro de 2007

João Batista do Lago".

João Batista do Lago em outubro 8, 2007 10:09 AM


#53

I thought for sure we'd get some dialog going about everyone's posts this time. I hoped that someone would at least take issue with my reading of "Emma Zunz."

Pensé que tendríamos un poquito de diálogo sobre todos los comentarios esta vez. Por lo menos esperé que alguien disputara lo que había escrito sobre "Emma Zunz."

Achava que teríamos a algum diálogo sobre tudos os comentarios esta vez. Pelo menos esperei que alguém disputasse o que eu tinha escrito (escrevedo?) sobre "Emma Zunz."

Man, my portuguese is terrible.

Mac Williams em outubro 8, 2007 11:44 AM


#54

Bom, acho que ficou claro, Capedonte, que não houve má fé de ninguém. Embora tenha havido uma postagem com atribuição equivocada de autoria, havia link e a pessoa a quem se atribuía o texto não foi a que postou.

Portanto, João Batista, acho que um bom lugar para esclarecer o equívoco seria também o blog que fez a publicação. Abraços,

Idelber em outubro 8, 2007 4:03 PM


#55

Amigos:
No próximo dia 9 de dezembro, estaremos estreando uma adaptação teatral de 'Emma Zunz', montada a partir do conto e de seus paralelos com a história bíblica de Judite. No palco, a atriz Ana Guasque, acompanhada por Carla Ribeiro (percussão) e Imyra Santana (violino).
Será na Escola Livre de Teatro de Santo André, às 17h. A entrada é franca. Quem quiser comparecer será mais que bem-vindo.

Nicolás Monasterio em novembro 29, 2007 5:22 PM


#56

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#74

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jennifer savidge robert fuller em julho 10, 2008 10:43 PM


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#78

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#79

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#81

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#82

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#83

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#84

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#85

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#86

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#87

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#88

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#89

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#90

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#91

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#92

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#93

pznkj syncur

of8098 em julho 19, 2008 8:56 AM


#94

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of3999 em julho 19, 2008 9:01 AM