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quarta-feira, 31 de outubro 2007
José Padilha
O diretor de Tropa de Elite, José Padilha, esteve na Folha de São Paulo e foi sabatinado, numa conversa bem conduzida por Marcelo Coelho, Gilberto Dimenstein e Bárbara Gancia. Para quem está acompanhando o impacto inédito do filme na sociedade brasileira, vale a pena conferir o vídeo da entrevista. Gostei especialmente do comentário de Padilha sobre a percepção do Capitão Nascimento como herói.
Escrito por Idelber às 03:37 | link para este post
| Comentários (8)
#1
Boa dica.
Aliás, o José Padilha está merecendo um simpósio.
O que tem gente que o ama e o odeia é infernal!
Caio, o de Santos em outubro 31, 2007 8:29 AM
Guto em outubro 31, 2007 1:23 PM
#3
Puxa, Guto, que baita texto do L.E.Soares. Uma leitura freudiana, eu diria, do filme e do que o sucedeu. Obrigado mesmo pelo link.
Caio, o Padilha hoje é "o-que-não-desperta- indiferença". Quem recolher as reações a Ônibus 174 e a Tropa de Elite, terá material até para um livro :-)
Idelber em outubro 31, 2007 2:50 PM
#4
Alguém viu a entrevista dele no Roda Viva? Off-tônica: 31, parabéns, bruxo
Charley em novembro 1, 2007 4:02 AM
Ana em novembro 1, 2007 12:52 PM
Ana em novembro 1, 2007 12:53 PM
#7
Caro Ildeber, excelente a indicação da sabatina, estava sentindo falta de conhecer o posicionamento do diretor exposto com tranqüilidade e vagar. Trata-se um debate peculiar, não diretamente sobre o filme nem sobre a sociedade que o produziu, mas quanto às reações que provoca em diversos públicos, reações as vezes mais intuídas que conhecidas. Creio que vai se formando um consenso de que o filme não é fascista, não faz apologia da violência, mas permite uma leitura desse tipo por parte de um público mais simplório (Luiz Eduardo Soares, no excelente texto indicado pelo Guto, afirma que mesmo para esse público tal leitura não fecha inteiramente). Claro que o filme não é fascista, mas desviar a atenção para a reação do público me parece uma forma de fugir do incômodo que o filme provoca, o efeito mesmo que era pretendido, segundo me parece. O filme diz, como Padilha na sabatina: se o posicionamento do Capitão Nascimento não é moralmente aceitável, ele é explicável, compreensível – incluindo toda a violência que carrega – face a situação absurda que alcançou a segurança pública. Ponto polêmico, mas que pressupõe ainda a aceitação de outro, mais venenoso, que boa parte de nossa elite pensante não aceita (mas tem evidente dificuldade de justificar), um tabu: o de que haja algum espaço legítimo para o exercício da coerção do indivíduo pelo estado, do poder de polícia, violento ou não. Creio que esse foi o ponto responsável pela reação passional, que recusou o filme de pronto, taxando-o de fascista.
Alberto em novembro 1, 2007 6:27 PM
#8
Você resumiu muito bem a coisa, Alberto. Com essa entrevista, fica difícil, acho, sustentar a leitura do filme como "fascista". É uma recusa a se ler o que há que se ler ali, claramente.
Idelber em novembro 2, 2007 9:18 AM