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quarta-feira, 24 de outubro 2007
Monica Weinberg e suas “pesquisas”
A Revista Veja publicou, em sua penúltima edição, uma entrevista até muito boa com o Ministro da Educação, Fernando Haddad (obrigado por reproduzir, Tão). Nela, a jornalista Monica Weinberg demonstrou mais uma vez que mente sempre que usa a palavra “pesquisas”. Em edições anteriores da revista, ela já havia se referido a “pesquisas” que “provam” (acreditem!) que produtos com fertilizantes e agrotóxicos são tão saudáveis como os orgânicos; já havia mentido sobre Cristovam Buarque; já havia mentido sobre as escolas do MST.
Na entrevista com Haddad, no entanto, ela se supera. Num dado momento, Monica Weinberg pergunta:
O governo estabeleceu um piso salarial para os professores, mas pesquisas internacionais mostram que o aumento de salário tem muitas vezes efeito zero sobre a qualidade de ensino...
Sim, leitor. É isso mesmo o que você leu. A jornalista Monica Weinberg afirma que “pesquisas internacionais” mostram que o aumento de salário dos professores não tem efeito sobre a qualidade de ensino. A citação é literal. Conhecedor das pesquisas – estas sim, sem aspas – de J.Stonge, C. Gareis e C. Little e também das de Lisa Banicky (pdf), que demonstram abundantemente a relação entre estes dois fatores, eu convido os leitores do blog a desafiarem a jornalista, enviando-lhe o link deste post: aponte-nos uma só pesquisa que mostre que “o aumento de salário tem muitas vezes efeito zero sobre a qualidade de ensino”.
Só para lembrar, cara jornalista, “pesquisa” quer dizer: coleta e organização de dados, explicitação de metodologia, dedução de conclusões e publicação dos resultados em periódicos ou monografias avaliados pelos pares. Não precisa ser "pesquisas". Mostre uma só. No singular. Quero ver.
PS: Excelente artigo na Boston Review sobre mais uma faceta do desastre americano no Iraque: a tragédia dos refugiados.
Escrito por Idelber às 04:04 | link para este post
| Comentários (44)
#1
Onde será que ela 'pesquisou' esses dados? Na noruega? Ou no próprio umbigo?
Meu, fico pensando o contexto da cabeça dela - e de seus partidários, o que é pior - para conseguir pensar esse dado.
Idem aos agrotóxicos...
O mais impressionante - torno a repetir - é como gente tão míope consegue voz tão ampliada.
Catatau em outubro 24, 2007 9:02 AM
Márcia W. em outubro 24, 2007 9:06 AM
#3
Não sei de pesquisas internacionais, mas a pergunta parece ter sido inspirada num texto de um economista e colunista da Veja, o Gustavo Ioschpe. E já foi desmontada, de um jeito bem divertido, pelo Paulo Ghiraldelli:
http://www.educacao.pro.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1&mode=thread&order=0&thold=0
O sofisma é bem curioso: os professores ganham mais do que a média salarial brasileira, e muita gente quer ser professor. Ergo, os professores já ganham bem, e não precisam de aumento de salário.
Eu convido qualquer pessoa que concorde com esse raciocínio a não só sobreviver com R$ 850 por mês, mas também a conseguir, com esse dinheiro, uma vida cultural mínima (ir ao cinema, comprar livros) que é essencial para um bom professor.
A única coisa que a entrevista tem de bom são as respostas do Haddad (que, junto com o Temporão, são dos poucos ministros do Lula pelos quais eu tenho sincera admiração) pq outras perguntas tbm são ridículas. Alguém avisou à Monica Weinberg que o tal livro de "posturas dogmáticas" que provocou toda essa discussão foi reprovado pelo próprio MEC, e não vai mais estar em escolas públicas no ano que vem?
Edson Alves Jr. em outubro 24, 2007 10:13 AM
#4
Puxa, virei fã do Paulo Ghiraldelli! Que texto espetacular. Como é bacana ver alguém desmontar asneiras com classe e elegância!
Eu nem sempre as tenho, pois me falta a paciência.
Idelber em outubro 24, 2007 1:04 PM
André Kenji em outubro 24, 2007 1:14 PM
#6
E sim, nunca me convenceram que alimentação orgânica é mais saudável a ponto de compensar o custo.
André Kenji em outubro 24, 2007 1:20 PM
#7
Pois é, André, que o argumento é freqüente me consta. Links para artigos de opinião, a estas alturas da internet, a gente encontra para qualquer coisa. Neste caso, todos parecem se basear no esforço tremendo que o Hoover Institute (sim, aquele do Kissinger) vem fazendo para demonstrar que "os professores já são muito bem pagos" (nos EUA, entenda-se!).
Por isso eu insisti no sentido da palavra "pesquisa" acima.
Idelber em outubro 24, 2007 1:37 PM
#8
Neste mundo em que basta 'googlar' para achar o que se quer, é preciso ter crítica para selecionar os argumentos mais bem construídos (sobre fatos, dados, número, qualidade dos respondentes, reprodutividade do experimento, follow-up de resultados, etc.). O 'achismo' é praga. O pior é quando pessoas se utilizam da pretensa credibilidade dos veículos de comunicação para impingir sofismas e 'meias-verdades' sobre o leitor. Bom post, Idelber. Pau nessa gente.
Cláudio Costa em outubro 24, 2007 1:45 PM
#9
Olha, o problema nem é dizer q o salário não influencia no ensino (o q é ridículo, claro), mas o fato de se defender o achatamento salarial de uma categoria enorme e vital para a sociedade. Professores não merecem ganhar bem pelo seu trabalho?
Bender em outubro 24, 2007 2:32 PM
#10
E o pior de tudo é que o argumento é requentado dos EUA, onde professores de escola secundária recebem 40, até 50 mil dólares por ano.
Adaptado ao Brasil, onde há professor ganhando 700 reais por mês, o argumento fica realmente obsceno.
Idelber em outubro 24, 2007 2:38 PM
#11
A imprensa munidal nunca viveu uma crise tão séria como agora e parece está num perigoso jogo de vale-tudo. A informação é mero detalhe.
gd ab
JULIO CESAR CORREA em outubro 24, 2007 2:46 PM
#12
Idelber,
Off-topic: Você tem acompanhado a cobertura da imprensa americana sobre os incêndios na Califórnia? Dá para traçar algum paralelo com a cobertura do Katrina? Ou o viés é outro?
Luiz em outubro 24, 2007 4:55 PM
#13
Pois é, e nada garante que o baixo salário vá atrair vocações. Muito pelo contrário. Com o salário absurdamente baixo da rede pública, o professor costuma ser aquele que não consegue nada melhor para fazer. Acho que é preferível um professor sem vocação, mas bem remunerado!
Abraço
Guto em outubro 24, 2007 4:56 PM
#14
Pior do que citar pesquisas que não existem é inventar "pesquisas" a partir de dados aleatórios, como essa do economista Marcelo Néri de que os usuários de drogas são majoritariamente da classe alta.
Conforme demonstrei no meu último post, ele pegou um universo minúsculo de uma pesquisa imensa do IBGE que não perguntou aos pesquisados se eles usavam drogas...
Marcus em outubro 24, 2007 5:03 PM
#15
Luiz, impossível. Não tenho acompanhado. Já imagino quais seriam as diferenças, mas ao contrário da nossa jornalista citada acima, não falo sobre o que não vi.
Guto, você tem toda a razão, essa relação entre "vocação" e baixos salários é outra empulhação.
Márcia, obrigado pelo link -- alegro-me que o ministro da educação da Holanda, pelo menos, pensa diferente.
Marcus, essa "pesquisa" que você desconstrói no seu post bate qualquer uma da Weinberg. É um chutômetro de endoidar. Sem contar, claro, que qualquer pesquisa sobre o uso de drogas ilícitas já é, de cara, problemática, pelos motivos que qualquer um pode imaginar.
Abraços,
Idelber em outubro 24, 2007 5:22 PM
#16
Idelber!
O assunto rendeu! Sinceramente, achei que todo mundo concordava que os professores no Brasil são mal pagos, mas parece que "há controvérsias".
Venho de uma família de professores estaduais, minhas irmãs lecionam e com esta base faço algumas considerações.
Professora de matemática e física, especialização em pedagogia, outra especialização em matemática, mestrado em organização escolar, 32 anos de exercício da profissão, dois contratos de 20 horas, recebe, em cada um, R$ 1.080,00, totalizando R$ 2.160,00. Faz as refeições no colégio, sai de casa as 7:00 horas e retorna às 18:30. Entre café da manhã, almoço e transporte gasta em torno de R$ 660,00, restando R$ 1.500,00. É separada, tem dois filhos na faculdade, que gastam em almoço, livros, transporte, próximo de R$ R$ 1.000,00, restando, portanto, mais ou menos R$ 500,00(por sorte, ela herdou uma casa de nossos pais, não paga aluguel). Nestas contas não estão as refeições dos fins de semana, a balada dos filhos, o cinema da professora, telefone, luz, água, roupas, sapatos, internet, cursos, e tantas outras coisas que nós, na maioria das vezes, em questionários de perfil, responderíamos que sem elas não saberíamos viver...
Gente, é impossível viver dignamente, mas eles(professores) vivem e levam em frente o ideal maior da população, buscam atualizações, elevam a auto estima das crianças, brincam com os adolescentes, orientam... e são felizes, na maioria das vezes. Cada centavo de aumento para os professores, neste miserável país, significa, talvez, um professor melhor alimentado, mais informado, com mais auto estima e isto, é sim, melhoria de ensino.
PS: Minha irmã tem uma loja de bombons caseiros, tortas, salgados e doces, que os filhos administram e que lhe possibilita um patamar de vida(monetária) melhor e sem sobressaltos.
Abraço...
paulovilmar em outubro 24, 2007 7:23 PM
#17
Bacana o depoimento, paulo. E veja que sua irmã tem mestrado e décadas de exercício da profissão. Imagine o recém-formado, só com licenciatura. É aviltante.
Idelber em outubro 24, 2007 7:29 PM
#18
Sem tempo para comentar amplamente, porque sou professora, tenho dois filhos, dois empregos, faço doutorado e recebo bolsa mamãe (Mamãe, aposentada, me dá um dinheirinho todo mês, só vou colar uma tabela básica:
1.3 – A Escassez de Professores no Ensino Médio – o desafio a ser vencido
a) Da Remuneração Docente
Mais uma vez, o Brasil é um dos países que menos paga aos seus professores. É o que demonstrou um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), apresentado em Paris, durante as comemorações do Dia Internacional do Profes¬sor, realizadas em 38 países, entre eles, o Brasil. O levantamento revelou que um número cada vez menor de jovens está disposto a seguir a carreira do magistério. E os baixos salários praticados constituem uma das principais causas apontadas para isto, senão a mais importante. A pesquisa mostra que, no Brasil, o salário médio de um professor em início de carreira é dos menores: precisamente, é o antepenúltimo da lista dos mais baixos entre os 38 países pesquisados. A Tabela 6 apresenta os resultados para alguns dos países pesquisados.
TABELA 6 — Remunerações anuais de professores no início e no topo da car¬reira do magistério no Ensino Médio (US$).
País Remuneração inicial/ano Remuneração no topo/ano
Alemanha 35.546 49.445
Coréia do Sul 23.613 62.135
Estados Unidos 25.405 44.394
Espanha 29.058 43.100
Finlândia 21.047 31.325
França 21.918 41.537
Inglaterra 19.999 33.540
Portugal 18.751 50.061
Argentina 15.789 26.759
Chile 14.644 19.597
Malásia 13.575 29.822
Brasil 12.598 18.556
OBS: Tenho 43 anos e muita vergonha de depender de mamãe!
maria Andréia em outubro 24, 2007 8:07 PM
#19
Obrigado, Maria Andréia. Segundo os dados da Organização Internacional do Trabalho que você apresenta, o professor de ensino médio brasileiro no topo da carreira está 8 mil dólares anuais, ou mais de 30%, abaixo da Argentina.
Essa pesquisa -- sem aspas -- a Monica Weinberg não conhece, com certeza.
Idelber em outubro 24, 2007 8:15 PM
#20
Idelber
Hmmm... Você é inteligente demais para ad hominens. Mas eu não estou falando se professores merecem ganhar mais ou não, mas sim de que a relação entre salários e qualidade do que é ensinado varia bastante. NESTE ponto, a pergunta da reporter é menos infundada que parece. E que há pesquisas neste ponto sim, por mais desonestas que elas pareçam.
Embora dentro da realidade brasileira eu tenho dificuldade enorme de achar qualquer estatística ou número confiável. Claro: se proíbissem acumúlo de cargos e as classes tivessem número de alunos próximas ao recomendado o sistema entraria em colapso por falta de pessoal. Mas o que eu estou defendendo é uma visão equilibrada do assunto.
Até por quê há professores e professores. Uma professora PEB I sem diploma de curso superior ou especialização em muitas cidades não vai achar remuneração melhor que sendo professora enquanto de fato um professor com mestrado(Que são minoria na rede) vai estar recebendo muito pouco.
E eu não tenho essa visão romantizada de professores que vocês têm. Talvez por já ter vistos salas de terceira série, em que a professora monta a sala, em que curiosamente todas as crianças negras estavam sentadas juntas no fundo da sala. Ou talvez por ter percebido que a grande maioria das professoras de inglês da rede(que tem dificuldades para ler um texto de jornal em inglês, um New York Post da vida) incentivam um dos piores comportamentos para se aprender uma língua estrangeira, que é a dependência canina de um dicionário.
Aliás, dinheiro extra na minha conta é bom, mas se a questão é qualidade de ensino isso não é uma coisa exatamente correlata. Até por quê eu gostaria que se percebesse que o centro da escola é o aluno, não o professor.
André Kenji em outubro 24, 2007 9:36 PM
#21
Mas eu não estou falando se professores merecem ganhar mais ou não, mas sim de que a relação entre salários e qualidade do que é ensinado varia bastante.
André, e você é inteligente demais para não entender a diferença, simples, aristotélica, entre condição suficiente e condição necessária. Eu não disse que a relação entre salário e qualidade não varia. Eu disse que a jornalista mente ao dizer que existem pesquisas que provam que, e eu cito, o aumento de salário tem muitas vezes efeito zero sobre a qualidade de ensino. Que existam professores ruins não muda em nada a discussão.
Tentando desenhar para ver se dá para entender: eu não disse que se o professor ganhar bem, o ensino será bom. Eu disse que a afirmação de que o aumento de salário "tem efeito zero" sobre a qualidade do ensino é uma mentira. Se você conhece pesquisas que provem isso, mostre. Pesquisas: com coleta de dados, metodologia, conclusões e publicação especializada. Texto de opinião não é pesquisa.
Ah, outra coisa: você também é inteligente demais para não saber o que são argumentos ad hominem. Eu os teria usado se tivesse dito, por exemplo, que alguém que não sabe quando usar "por que" ou "porque" ou "por quê" não poderia criticar professor de inglês que abusa do dicionário. Mas isso, claro, eu jamais faria, porque não uso argumento ad hominem.
Idelber em outubro 24, 2007 9:59 PM
#22
Que bom seria se simplificássemos a língua portuguesa.
O uso incorreto dos "Por que / Por quê / Porque / Porquê", não deixa a frase mais feia e muito menos causa confusão quanto a mensagem pretendida.
Fico imaginando quanto tempo perdemos aprendendo esse monte de regrinhas esdrúxulas(com várias exceções para cada regra) que tem um fim em si mesmo.
Marcos em outubro 24, 2007 11:40 PM
#23
Idelber
Eu não estou negando que a pergunta de que jornalista seja imbecil. A pergunta da Mônica Weinberg é mal-colocada por que ela coloca pesquisas *internacionais* dentro de um contexto nacional, o que não faz sentido. São realidades diferentes. Aliás, o Brasil tem realidades diferentes e é esse ponto que eu sempre critiquei nas análises do Ischiope, por exemplo.
Mas o fato de que a remuneração dos professores em certos estados americanos não equivaler ao desempenho dos alunos em exames padronizados(Ou ainda de que em muitos estados, como Novo México, aumentos de salário não venham acompanhados de aumentos de desempenho, numa análise rápida) me parece indicar que em *certas* realidades isso tem efeito próximo ao do zero. Agora, se isso foi colocado em pesquisas, bem, isso é problema da jornalista.
O que eu estou apontando é que isso não é *tão* ridículo quanto possa parecer. É uma pergunta distorcida, mas com uma base mais plausível que parece. That´s my point. E creio que o fato do Kissinger ter trabalhado no Hoover não desqualifica automaticamente tudo que saia de lá. Foi esse o ponto que eu critiquei na sua resposta. Se isso não é ad hominem, não sei o que é.
Agora, o que eu reclamei quando falei dos "maus" professores é que eu acho que a categoria é excessivamente endeusada(O que geralmente se reflete em exigências que não são da competência da escola), mas que cria uma visão mistificada do próprio processo de aprendizado.
E bem, meus erros de português em caixas de comentários são uma coisa, práticas em sala de aula outra. Até porque sou professor de artes, não de português.
De qualquer forma, desculpas se minhas objeções soaram grosseiras. Não o farei mais.
André Kenji em outubro 25, 2007 12:11 AM
#24
André, meu caro, você sabe que é sempre bem-vindo, e que o que move este blog é a polêmica.
Agora eu entendi o sentido em que você percebeu argumento ad hominem no que eu escrevi. A menção ao Kissinger era supérflua. O problema não é que o argumento venha do Hoover. O problema é que esse argumento não foi -- que eu saiba, se eu estiver errado me corrija -- sustentado por nenhuma pesquisa.
Tomemos o exemplo que você cita: sim, podemos encontrar casos de estados que pagam mais aos professores e cujos alunos tem performance mais fraca. Mas isso só prova que a remuneração não é o único fator determinando a qualidade do produto final (a performance dos alunos). Esta dependerá, como me parece óbvio, de vários outros fatores (preparação anterior dos alunos, por exemplo). Este fato não prova que a remuneração "tem efeito zero" sobre o resultado dos alunos. Isolar um dado da realidade que é produto de vários fatores, postular uma correlação entre um desses fatores e o produto final, verificar que a correlação não é automática, para depois concluir que esse fator "tem peso zero", ora, isso é sociologia de péssima qualidade, não lhe parece?
Também me desculpo se exagerei na resposta. O importante é que o debate siga.
Idelber em outubro 25, 2007 12:35 AM
#25
Li o post, concordei minuciosamente com ele, mas ia fazer uma brincadeira inconseqüente com teu "academicismo".
Mas broxei ao ler os comentários acima. À questão não cabem brincadeiras.
Abraços a todos.
Milton Ribeiro em outubro 25, 2007 9:17 AM
#26
Estou cansado de debate com esse povo. Chega. Paredão neles!
Bruno Ribeiro em outubro 25, 2007 9:23 AM
#27
professor, seus argumentos são irretocáveis, mas a discussão me soa meio sobrenatural, já que, em minha modestíssima opinião, sempre julguei o salário dos professores uma vergonha. este, ponto número um. ponto número dois: na minha modesta opinião, ainda, impossível esperarmos qualquer coisa desse país, além dos escândalos políticos de praxe, se a educação for não for prioridade.
vejo na frança, onde se acredita o papel da escola é ‘formar cidadãos’.
e não quero dizer que tudo aqui é uma maravilha, porque não é. mas fico profundamente decepcionada, ao ver que no brasil, o debate é assim: demasiado rasteiro...
larissa em outubro 25, 2007 11:26 AM
#28
Pois é, Larissa, eu sempre imaginei que algumas questões -- a absurda, urgente necessidade de aumento salarial para professores brasileiros -- fossem ponto pacífico.
Mas como vê, não existe ponto pacífico neste mundo. Talvez seja melhor assim.
Idelber em outubro 25, 2007 12:57 PM
#29
Muito bom comentario Idelber... tenho certeza que existem muitas Monicas por ai...
Thi Marques em outubro 25, 2007 3:00 PM
#30
se as perpectivas de uma licenciatura em história ou sociologia fosse a mesma de uma pessoa que se formasse em direito, eu teria insistido em um vestibular para uma dessas licenciaturas. Mas pensei: o ápice da carreira de alguém formado em história ou ciências sociais é fazer um mestrado e/ou doutorado e ser professor universitária, mas alguém formado em direito também pode fazer mestrado e/ou doutorado em ciências sociais ou história e ser professora universitária, além de várias outras opções. Assim, não precisaria decidir o que fazer da vida assim que saísse do colégio.
(desculpa se ficou incompreensível, é q fui escrevendo aos poucos, no trabalho..hehe)
viajandona em outubro 25, 2007 4:43 PM
#31
Esse vício é também do Gustavo Ioschpe (saúde!), que trabalha na Veja assim como a mocinha entrevistadora.
Certa vez, ele resolveu dar uma de "guru" e falou quais seriam os "4 Mitos da Educação", ou algo do gênero. Lá pelas tantas, também entre aspas, lá estavam as "pesquisas internacionais" informando que aumento salarial não significam melhoria alguma no ensino público.
Se você tiver saquinho, leia aqui:
http://imprensamarrom.com.br/?p=588
Tive a paciência de desmontar, um a um, todos os "argumentos" do Gustavinho. Até aí, grande porcaria, porque ele é uma merda.
Abraço, Idelber!
Gravatai Merengue em outubro 26, 2007 2:00 AM
#32
Bem, eu tenho um estudo a citar que de certa forma vai na contra-corrente de quase todos os comentários aqui e do próprio post (mas não estou afirmando que remuneração de professor nunca influencia qualidade do ensino, pelo amor de Deus). Infelizmente, não posso colocar o link, porque só tenho o texto comigo em arquivo Word, e é um cartapácio de muitas páginas (que, vou avisando, não li inteiro - mas conversei com o autor sobre quais são os principais resultados).
Trata-se de "Os Determinantes do Desempenho Escolar do Brasil", do economista Naercio Menezes-Filho, do Instituto Futuro Brasil, Ibmec-SP e FEA-USP. Ele faz exercícios econométricos com base no SAEB.
Há um sumário executivo, do qual vou destacar alguns trechos. Reparem no penúltimo deles, no qual coloco em caixa alta o que tem a ver com o tema em discussão aqui:
"Este estudo utiliza principalmente dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB) para examinar o desempenho dos alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio nos testes de proficiência em Matemática."
"Os exercícios econométricos mostram que as variáveis que mais explicam o desempenho escolar são as características familiares e do aluno, tais como educação da mãe, cor, atraso escolar e reprovação prévia, número de livros e presença de computador em casa e trabalho fora de casa. Uma variável importante é a idade de entrada no sistema escolar: os alunos que fizeram pré-escola têm um desempenho melhor em todas as séries do que os que entraram a partir da 1ª série. Isto indica que investimentos públicos na infância têm chances maiores de terem sucesso."
"As variáveis ao nível de escola, tais como número de computadores na escola, processo de seleção do diretor e dos alunos, escolaridade, idade e salário dos professores têm efeitos muito reduzidos sobre o desempenho dos alunos, como ocorre nos EUA, por exemplo. O SALÁRIO DOS PROFESSORES SÓ EXPLICA O DESEMPENHO DOS ALUNOS NA REDE PRIVADA."
"Uma das únicas variáveis da escola que afetam consistentemente o desempenho do aluno é o número de horas-aula, ou seja, o tempo que o aluno permanece na escola. Assim, uma política educacional que poderia ter um efeito grande de aumentar a qualidade do ensino seria a de aumentar o número de horas-aula, mesmo que para isto seja necessário aumentar o número de alunos por classe, pois esta o tamanho da turma não parece afetar o desempenho do aluno em nenhuma série."
Meu comentário final. Naércio me explicou que o trabalho parece sugerir que o salário conta na escola privada, onde está ligado a uma meritocracia competiviva (haveria algum grau de competição das escolas pelos melhores professores), mas não na rede pública, onde as promoções obedeceriam a regras mais burocráticas e desvinculadas dos resultados.
Bem, eu garanto a vocês que ele é um cara ponderado e que não busca saltar deste trabalho para afirmar regras universais sobre a relação entre salário do professor/qualidade de ensino. Mas é um trabalho que indica que, no caso específico das escolas públicas, no Fundamental e Médio, o nível salarial parece não ter influenciado o aproveitamento (medido pelo Saeb)
F. Arranhaponte em outubro 26, 2007 12:32 PM
#33
Bem, esqueci de frisar que o trabalho é só para o desempenho em Matemática
F. Arranhaponte em outubro 26, 2007 12:38 PM
Pedro em outubro 26, 2007 4:10 PM
Fábio S. em outubro 27, 2007 5:34 PM
#36
O Arranhaponte gentilmente me enviou a pesquisa à qual ele se refere. Li com atenção. É um trabalho sério, com análise econométrica de uma série de fatores relacionados à educação (origem social do aluno, recursos da escola, tamanho da turma, salário do professor, etc.). É verdade que dentro do universo pesquisado na escola pública, no ensino fundamental e médio, o salário dos professores apareceu como uma variável que tem pouca influência no desempenho dos alunos. Como disse o Arranhaponte, o salário parece ter papel muito mais decisivo na escola privada.
Eu me pergunto também se isso não se deverá -- além do fator citado, o de que nas públicas a meritocracia é mais lenta e burocrática -- ao fato de que a diferença entre salários na escola pública é bem menor. Se interpretei corretamente os números, a diferença entre os maiores e os menores salários considerados é bem pequena, bem menor, em todo caso, do que ela seria na escola privada. O que talvez ajude a explicar o seu pouco impacto no produto final.
Só como curiosidade, o estudo também aponta que os resultados do Brasil em matemática foram os piores de todos os países pesquisados. O Brasil ficou atrás de Sérvia, Tunísia, México, Indonésia, Turquia, Tailândia.
E a pesquisa entre os países latino-americanos encontrou todos eles em níveis comparáveis, com a exceção de um, que teve resultados cabeça e ombros acima de todos os demais: Cuba.
Idelber em outubro 28, 2007 6:04 AM
#37
Este imbroglio tem a ver, basicamente, com o fato de que a burguesia brasileira é profundamente mal educada - no sentido de mal formada - e teme profundamente as conseqüências políticas da existência de classes populares mais bem educadas, especialmente na medida em que a entrada de um professorado pequeno-burguês e insatisfeito (vide a questão dos livros didáticos) nas salas de aula romperia a transmissão de uma cultura da resignação cultivada por professores mal pagos e conformados. A elevação do salário dos professores, em si mesma, não os levaria a ensinar "melhor" mas implicaria numa mudança de paradigma cultural onde explodiriam insatisfações que nossa classe dominante não teria como processar...
Carlos em outubro 31, 2007 9:13 AM
#38
Gostaria de passar um informação sobre a materia de A Revista Veja, de 24.07.2006, que publicou : "Exame da OAB – A fórmula dos aprovados", assinada pela jornalista Monica Weinberg, o grande problema não esta no exame da ordem mas no CESPE e na OAB em elaborar questões confusas fora do progama dos cursos e utilizando de materias de sumulas que muitos advogados e membros do Conselho não conseguiriam o acerto das 50 questões das 100 de toda a prova.
Realmente tem muito curso que tem péssima qualidade de ensino, mas estas reprovações de 70%, é um pouco deturbada diante da instituição(CESPE) que elabora as prova em 17 ESTADO, sendo que os Estado de São Paulo e Minas Gerais não aceitam diante de aplicarem provas sem carater de medir o conhecimento basico do bacharel em Direito.(compare as provas)
Hoje, nenhum profissional respondeu estas provas, para falar se é facil e os bachareis que não tem conhecimento.
Professores de cursinhos ficam meses para tentar descobrir as respostas e que doutrina eles se fundamentaram, geralmente de amigos desconhecidos e proprias doutrinas que não tem conhecimento ou corrente minoritaria nos tribunais.
Deste ponto comece a ver o exame como necessário mas não abusar do conteudo das provas levando o candidato ao erro e com enunciados tão grande que torna uma prova cansativa e induzindo ao erro não para vereficar se o bacharel tem conhecimento.
Conheço muitos que fazem 70 pontos na primeira fase e na 2º por ter conhecimento para responder a prova aberta reprovam por não saber fazer uma peça de defesa ou saber qual peça a ser aplicada, então muitos passam no chute também.
Isso ninguem comentou, por que voces não procuraram os cursos de direito e seus bachareis para se defender se a propria constituição em seu artigo 5º da Constituição federal de 1988 dá direito a ampla defesa.
Mas a reportagem foi muito boa mas faltou ver este aspecto, diante deste esclarecimento gostaria que mostra-se este lado dos bachareis de direitos que somos vitimas deste sistema capitalista.
Agora pegue o numero de candidato escrito pela CESPE em 17 Estado e multiplica´por R$ 150,00 da um valor economico interessante.
A reprovação compença também ecomicamente tanto para CESPE como para OAB é so fazer as contas.
Alexander em maio 24, 2008 12:17 PM
#39
É absurdo essa jornalista falar tão mal dos professores.Ela está extrenamente equivocada, não tem conhecimento da realidade nas escolas.E ainda por cima, desfazer do Paulo Freire??? (matéria da Veja , publicada semana passada.)
ELIANA em agosto 23, 2008 7:57 PM
#40
Pegou-nos de surpresa a matéria da Revista Veja sobre o ensino no Brasil. O texto, conservador e limitado, trata os professores como ideólogos de esquerda, e não constatadores das injustiças que sobrenadam em nossa sociedade. Muito se pode falar sobre a senhora Weinberg e suas matérias, tomando como base a razão deste post e terminando com a matéria desta Veja, de 20 de agosto. Esta matéria é também sobre uma pesquisa encomendada pela revista à Sensus e que a Mônica interpreta de um modo "todo dela". Disse que nos pegou de surpresa porque estamos aqui, em Poços, num encontro sobre educação. No injusto mundo capitalista que Mônica Weinberg e o anta do Ioschpe amam e consideram o topo da criação humana, a melhor forma de repúdio ao texto foi tomada por nós todos: ignorar a Veja e desprezar quem nela anuncia.
Em tempo: O anta do Ioschpe sugere neutralidade. Quem é ele prá pedir neutralidade num texto tão estupidamente reacionário?
Rogério em agosto 24, 2008 12:48 PM
#41
Esta Jornalista é mestre em falar besteira e sem fundamentação. A última dela foi tentar desqualificar Paulo Freire. Por certo faz parte do grupo dos que, sem qualificação, precisam fazer o jornalismo dos que polemizam para permanecer na equipe,ao exemplo de Diego Mainard, outra pérola do Jornalismo e da revista Veja.
Olha o que a Viúva de Paulo Freire respondeu...
VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA
Atualizado em 12 de setembro de 2008 às 10:46 | Publicado em 12 de setembro de 2008 às 10:38
por CONCEIÇÃO LEMES
Na edição de 20 de agosto a revista VEJA publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:
'Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental,
como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado'.
Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.
Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:
'Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE - e um dos maiores de toda a história da humanidade -, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas, camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.
Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.
A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.
Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do 'filósofo' e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável,
elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.
Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas, sobretudo pelo trabalho de meu marido - na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má
apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.
Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu 'Norte' e 'Bíblia', esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo
plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.
Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!
São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire'.
Adriano em setembro 17, 2008 2:32 PM
#42
Concordo com todos os comentarios sobre esse artigo da Monica Weinberg. Só acresentando, quero falar um pouco do conservadorismo das autoras. Elas defendem a neutralidade no ensino, que segundo ela tem o viés esquerdista, porém observamos claramente o viés neoliberal em todo o artigo! é um absurdo essa visão totalmente positiva das privatizações e das políticas compensatórias e excludentes trazidas pelo ajuste noliberal, será que as autoras não perceberam que o mercado é o maior responsável pelas crises no setor economico e social? Essa crise atual nos EUA está mostrando o que a irresponsabilidade do mercado produz,está bem claro o que a falta da intervenção estatal provoca.
Marjory em outubro 22, 2008 12:56 PM
#43
Só posso dizer que lamento profundamente ver o caminho que Monica Weinberg escolheu. Frequentamos juntas o ensino fundamental na EDEM, no Rio de Janeiro, um centro de ensino vibrante que sempre incentivou o pensamento livre, responsável e crítico em seus alunos. No segundo grau fomos para o Colégio São Vicente de Paulo, tradicional instituição carioca que tantos intelectuais, políticos e artistas formou, e que através de sua pedagogia da teologia da libertação sedimentou nossa capacidade para análises críticas afiadas no sentido de buscar uma sociedade mais justa e fraterna. É uma pena constatar que bons colégios e bons professores não foram suficientes para que Monica entedesse seu papel como jornalista na sociedade brasileira.
Paola Barreto em janeiro 8, 2009 4:00 PM
#44
Uma das coisas que mais me chocam na sessão de educação da revista Veja é que dos 3 blogs, 2 são escritos por economistas, e 1 por uma jornalistinha.
Não há espaço p/ o verdadeiro profissional que entende de educação: o pedagogo!
Pq será, né?
Cada dia mais ridícula essa revista!
Chico em janeiro 3, 2010 10:21 AM