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sexta-feira, 14 de dezembro 2007

Delete essa delivery, ou, yéndose por las ramas con Aldo Rebelo, perdido no chemin des écoliers: Notas sobre a Weltanschauung albanesa

Em meio a todo o auê pela queda da CPMF, passou quase desapercebida a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, de uma das maiores demências já concebidas na história de Pindorama. Trata-se do projeto do deputado Aldo Rebelo, que determina que toda palavra ou expressão escrita em língua estrangeira e destinada ao conhecimento público no Brasil virá acompanhada, em letra de igual destaque, do termo ou da expressão correspondente em português. Essa excrescência passou pelo Senado e, sendo aprovada pelo plenário da Câmara, se transformará em lei. A punição para os infratores ainda está por ser determinada.

O projeto é uma tentativa de proibir o uso de termos estrangeiros no Brasil. Parte de uma premissa completamente equivocada, a de que a “invasão” de termos do inglês “ameaça” a “sobrevivência” do vernáculo. Demonstra uma ignorância total da lingüística mais elementar, que reza que a língua evolui por processos que incluem a decantação progressiva de préstamos de outros idiomas. Revela uma visão pobre de cultura brasileira, que insiste em acreditar que ela é uma coitada que precisa de defensores e guardiões – em outras palavras, que ela não pode se misturar, pois será engolida. O deputado vive num mundo onde a Tropicália não aconteceu. Ele ainda tem medo de que a guitarra elétrica acabe com o samba. Está 40 anos atrasado.

Não é por acaso que não há um único lingüista de renome emprestando o seu apoio a essa cruzada xenófoba. O especialista John R. Schmitz, da UNICAMP, escreveu seis ensaios desmontando a baboseira. Um dos maiores lingüistas do Brasil, meu amigo Mário Perini, da UFMG, já explicou que a assimilação de vocábulos estrangeiros segue pautas próprias à evolução da língua. Alguns empréstimos desaparecem porque o referente se torna obsoleto (boogie-woogie, ban-lon), outros são substituídos por termos vernáculos (corner / escanteio, goal-keeper / goleiro) e outros são graficamente assimilados. Nem todo mundo se lembra, mas há poucas décadas sutiã era soutien; gol era goal; nocaute era knock-out. O falante hoje usa esses termos sem a menor preocupação sobre sua origem estrangeira. Se algum Aldo Rebelo tivesse sido ditador do Brasil nos anos 40, teríamos sido obrigados a dizer "porta-seios". A ironia é que não estaríamos nos sentindo nem um pouco mais brasileiros por isso. Acabo de visitar Campinas e não me consta que a língua portuguesa esteja em perigo por lá pelo fato de que bugrinos e ponte-pretanos se referem ao seu clássico como derby.

O deputado apela ao “homem simples” que, supostamente, precisaria da sua proteção. Sou de família pobre e convivi muito com “homens (e mulheres) simples”. Jamais vi algum deles preocupado com isso. Pelo contrário, no momento em que passam a se interessar por tênis, por exemplo, aprendem rapidinho o que é um tie-break. Se aparecerá ou não um termo vernáculo para substituí-lo, é questão que jamais deve ficar nas mãos de um Komintern da gramática. Sobre a língua viva não se legisla. Não se iluda: o apoio ao projeto de Aldo Rebelo não vem do “homem simples”, mas de grupos semi-fascistas como esse Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa. Quer defender a língua? Escreva bons textos, de preferência sem preconceito, xenofobia e intolerância.

Proteste contra este projeto, leitor. Escreva ao seu deputado. Recrute o apoio da sua Faculdade de Letras local, com o excelente argumento de que ela finalmente está em condições de intervir numa questão de interesse público. Converse com um lingüista. Pare a demência. Enquanto é tempo.

PS: Misturas lingüísticas são bem vindas nos comentários. Um doce para o estrangeirismo ou neologismo mais criativo.

PS 2: Obrigado, Guto.

Atualização: minha irmã Larissa, nos comentários, nos chama atenção para um livro importante, que acaba de ser publicado. O comentário merece destaque aqui no post. Eis a informação sobre o volume: “Estrangeirismos – Guerras em Torno da Língua”, da Parábola Editorial, organizado por Carlos Alberto Faraco, com artigos de Marcos Bagno (USP), John Robert Schmitz (PUC-SP, Unesp e Unicamp), José Luiz Fiorin (USP), Sírio Possenti (Unicamp), Paulo C. Guedes (UFRS).

Segue resenha do próprio Faraco: O livro é uma crítica ao raciocínio simplista, segundo o qual a língua portuguesa está sendo ameaçada pelos chamados estrangeirismos. Os autores, todos pesquisadores em lingüística e/ou professores de língua, consideram dever profissional demonstrar os equívocos e as impropriedades do projeto de lei 1676/1999 ­ sobre a promoção, proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa, do deputado federal Aldo Rebelo [PcdoB]. Aqui se encontram os principais argumentos contrários ao projeto de lei, a começar pela crítica radical à concepção de língua ali adotada. Alguns textos rebatem os apelos patrioteiros do deputado e todos eles trazem farta exemplificação da dinâmica histórica que atravessa os modos como os falantes gerem o funcionamento do léxico de sua língua, o que por si só já é motivo para a dispensa de tutores, censores e guardiães de um ideal de língua que ninguém pratica. Ao mesmo tempo, o livro ultrapassa e supera o projeto, ao defender que a língua não aceita mordaça, nem se deixa domesticar por mera pirotecnia legislativa. O discurso desse livro se faz a muitas vozes, todas unânimes na afirmação de que a língua muda para atender às necessidades de seus falantes e de que é impossível regulamentar a língua humana, porque a variação é inerente às línguas e ninguém até hoje conseguiu reverter essa dinâmica.



  Escrito por Idelber às 03:32 | link para este post | Comentários (72)


Comentários

#1

na falta de atitudes mais concretas a se tomar, mandei um email pro Gabeira. A bola agora está com o plenário da câmara, pobres de nós...

alex castro em dezembro 14, 2007 4:37 AM


#2

POstei ontem sobre línguas e "bizarrices" (burrices) a partir de dois posts: um sobre a besteira de um business deoRs que usava reduplicação. O outro ainda não entendi se é creitca aos americanos que usam mal o inglês ou aos brasileiros que se esforçam para comentar em inglês por aí.
Estou fazendo uma ronda dos meus links, aproveitando um outburst de energia, um frenesi a varar a noite. Seu post vei oa calhar. A consolação é que leis no Brasil existem para não serem cumpridas.
É super-importante que alguém fale sobre a língua viva.
Como ficarão os gaúchos e seu portunhol? Obrigada, Professor Avelar, pelo post tão vital à informação na blogosfera.

tina oiticica harris em dezembro 14, 2007 4:48 AM


#3

Acho que a paranóia dele é com o inglês, Tina :-)

Idelber em dezembro 14, 2007 4:55 AM


#4

Esse Aldo Rebelo nunca desiste desse disparate.
Verdadeiro absurdo que só pode ter o apoio do que há de pior no espectro político e na sociedade.

A sorte, infelizmente, é que esse tem todo o jeitão de uma lei que vem para "não pegar". Ainda não está prevista punição? Acho que essa previsão não vem tão cedo, e aí vira coisa para comuno-fascista ver.(ainda bem que não sou só eu que acho essa união de um comunista e grupos claramente fascistas estranha)

Paulo Augusto em dezembro 14, 2007 7:20 AM


#5

"Revela uma visão pobre de cultura brasileira, que insiste em acreditar que ela é uma coitada que precisa de defensores e guardiões – em outras palavras, que ela não pode se misturar, pois será engolida. "

Amigo Idelber, o mundo não está perdido. Agora só falta você expandir esse raciocínio magistral para outros aspectos de nossa vida, como economia, sociologia e etc... que você irá se tornar um grande liberal!

:-)

A propósito o Sr. Aldo Rebelo é um dos mais equivocados parlamentares brasileiros. Lembro que um dos projetos que tentou emplacar, impedia o decréscimo do número de vagas no serviço público devido alguma implementação tecnológica.

Pablo Vilarnovo em dezembro 14, 2007 7:48 AM


#6

Seguindo o link embutido no nome dele, Pablo, você chegará a um post que lista os projetos do deputado.

É uma das caixas de comentários mais hilárias da história do Biscoito.

Idelber em dezembro 14, 2007 7:57 AM


#7

essa historia jah vem de longe no brasil...
bom, aqui na frança eles tb tem essas paranoias com estrangeirismos, mas nao adianta, a garotada adolescente usa muitas expressoes em ingles, fora o uso corrente por praticamente toda a populaçao de "week-end", por exemplo.
eu acho que tem alguns casos que realmente ocorrem exageros, mas nao vai ser uma lei imposta de cima pra baixo que vai fazer com que as pessoas parem de usar expressoes em outras lingua. eu nao deixarei de usar "delete" e inumeras outras palavras do informatiques. eu nao sou linguista, mas sei que eh normal uma lingua sofrer influencias de outras.
se seguirmos essa ideia, vamos abolir abajur (do frances, abat-jour), sutia (soutien do frances), viatura (voiture) e ateh mesmo jornal, que vem do journal frances, ou seja, diario!!! antes foi o frances a lingua dominante, hoje eh o ingles. depois que comecei a estudar frances que fiquei impressionada com a quantidade de palavras que usamos que sao de origem francesa. fora nos, os gauchos, tao acostumados a usar palavras de origem espanhola, a começar pelo proprio termo "gaucho"...
como se os politicos brasileiros nao tivesse algo melhor pra fazer... bullshit!!! essa eh uma batalha perdida, nao mudara nada.

um abraço pra ti idelber!

fabiana em dezembro 14, 2007 8:17 AM


#8

Em um país onde o Presidente da República assassina diariamente o idioma da nação, ficam se preocupando com expressões extrangeiras...

¡Coño!

Pablo Vilarnovo em dezembro 14, 2007 8:43 AM


#9

Da mesma forma que no post sobre o Corinthians, eu concordo com a essência do que você colocou. Acho ridículo certo tipo de postura pseudo-nacionalista e que acaba resvalando para a piada.

Nesse assunto, só tem uma coisa que me incomoda: será que não daria para coibir certos e muito específicos abusos sem necessitar apelar para uma lei? Por exemplo, será que muito neguinho não exagera no uso da palavra "delivery" em estabelecimento comerciais?

P.S. Tô escrevendo ainda sobre o impacto do mais recente post da Fal. Parece que eu levei um soco ...

Luiz em dezembro 14, 2007 8:52 AM


#10

Ótimos argumentos, Idelber! Eu sempre votei no Aldo, mas concordo que sua visão sobre a Língua é bastante estreita.

Agora, imperdoável mesmo foi ter passado por Campinas e nem ter entrado em contato! Eu queria ter te apresentado botequins excelentes! Perdeu, perdeu! Que mancada, hein?

Abs!

Bruno Ribeiro em dezembro 14, 2007 10:08 AM


#11

Bom, o lado bom é que ninguém nunca vai levar essa lei a sério.

Na Prática a Teoria é Outra em dezembro 14, 2007 10:17 AM


#12

Aldo é nosso Policarpo Quaresma.

E concordo com a Fabiana: vamos abolir os sutiãs! =D

Gabriel Ramalho em dezembro 14, 2007 10:25 AM


#13

Idelber,
não sei aí em Tulane, mas, aqui na Bahia, pessoas do tipo de Aldo Rebelo chamamos de "Bunda de Caruru".

Franciel em dezembro 14, 2007 11:18 AM


#14

esse aldo rebelo é um picareta mesmo.

coisa de uns 2 ou 3 anos atrás eu estava folheando uma revista caras numa clínica médica e me deparei com uma matéria com o casal rebelo e para minha surpresa eles estavam no jockey club de são paulo levando o filhote para aulas de equitação e o filhote envergava aquele uniformezinho de lord inglês mirim.

o comunista aldo rebelo é o exemplo perfeito desta surrada e velha idéia da esquerda carcomida soviética, albanesa, cubana, bolivariana, lullo-petista etc. eles se encastelam nos privilégios da nomenklatura, vivendo no luxo, na fartura e da boca pra fora fazem aquele discurso de proteção aos menos favorecidos. pura picaretagem!

estes são os políticos brasileiros. seja de direita seja de esquerda é tudo safado.

foca em dezembro 14, 2007 11:57 AM


#15

i don´t believe!

Biajoni em dezembro 14, 2007 12:13 PM


#16

Idelber,
este teu sítio, ou melhor, diário eletrônico na rede mundial de computadores é mesmo da breca!
Enviar um correio-eletrônico aos nossos parlamentares contra esta proposta ludita de lei? Nem todos são ludâmbulos no Congresso mas a maioria parece frequentar o Congresso só para convescotes! Estou macambúzia. Recordo-me porém dos tempos de puerícia (ah, saudades da aurora da minha vida...) quando ouvia Vovó chamar porta-seios de « segura-peitos ».

Márcia W. em dezembro 14, 2007 12:43 PM


#17

Pablo, não é por nada não, mas vc dizer que o presidente assassina a lingua é pensar exatamente da mesma maneira que o Rebelo!!!!

Guilherme Losilla em dezembro 14, 2007 1:01 PM


#18

Interessante esta entrada em seu diário-de-bordo-na-Teia-de-Alcance-Mundial, caro Idelber. No entanto, concordo com o parlamentar. Nestes tempos em que todos se conectam à Rede-Internacional-de-Dados e têm a seu alcance, a apenas um toque de botões de rato, Sítios-da-Teia-de-Alcance-Mundial em vários idiomas, urge proteger nossa pobre cultura. Deste modo, acreditar que influências externas não irão macular nosso pobre idioma torna-se uma atitude totalmente demodée.

Daniel em dezembro 14, 2007 1:24 PM


#19

Guilherme, porque? Para mim há uma diferença enorme entre o desenvolvimento, evolução da língua e sua incorreção. Para mim há diferença entre agregar vocabulário e não saber conjugar um verbo...

...mas essa é apenas minha opinião. Posso estar errado.

;-)

Pablo Vilarnovo em dezembro 14, 2007 2:28 PM


#20

Ah, faltou...

"Crap!"

Pablo Vilarnovo em dezembro 14, 2007 2:28 PM


#21

esse congresso brasileiro é bão demais sô! não derruba a criminalização do aborto, mas quer barrar os estrangeirismos. ainda bem que quando escrevi no meu blog aquele "Dis iii ficchion", o projeto ainda estava TRAMITANDO (palavrinha mais cafajeste, hem?), senão agora eu estava comentando no Biscoito via Xilindró, onde a conexão não é lá essas coisas.

fora isso, Idelber, tá aqui o post especial de fim de ano - www.danielslopes.com. coloquei tua colaboração, claro.

abs. e boas festas de fim de ano. tou saindo de férias, rapá!

até mais.

Daniel em dezembro 14, 2007 2:47 PM


#22

Como assim não se legisla sobre a língua? Se a do Lula até está presa!
.E cá pra nós, Porta-seios é muito mais divertido.
Mas também acho que essa lei não está com nada; como me incomodam certas babaquices neológicas, e como anarquista esporádico (once in a while, diria eu, para Niestzche, meu fiel cocker spaniel), defendo a formação de grupos cidadãos para reprimir na pancada o uso da palavra game no lugar de jogo, customizar em lugar de personalizar, delivery por entrega em casa, da expressão dar um boot em vez de reiniciar, e da impronunciável drive thru.
Pau no Rabelo! Pau na canalha entreguista! Pau no personal!!!! Cáspite! Homessa!

Policarpo em dezembro 14, 2007 2:59 PM


#23

idelber, se esqueceu do robe-de-chambre... que, pelo "certo", seriamos obrigados a chamar de vestido de quarto.
o lance é que tudo corre às maravilhas no pais, por isso, o congresso se ocupa de adereços.
franchement, ça m'agace...

ps. a falta de acentos não é culpa minha.

larissa em dezembro 14, 2007 3:25 PM


#24

O Aldo pode ser um demente, mas nos proporciona as melhores caixas de comentários do blog. É tiro e queda: falou do Aldo, as caixas de comentários ficam hilárias.

Não dá nem para responder, né?

Até agora o prêmio é da Márcia W, com menção honrosa ao Policarpo brasiliense e ao Daniel, concordam?

Idelber em dezembro 14, 2007 3:28 PM


#25

Concordo, para ler o texto da Márcia W tive que recorrer à compilação completa ou parcial das unidades léxicas da língua portuguesa.

Pablo Vilarnovo em dezembro 14, 2007 3:35 PM


#26

Idelber, gente,
fiquei comovida em estar na final. Mas Idelber, qual é o prêmio afinal? Meus palpites:
1- litro de guaraná de rolha;
2- licor de jabuticaba ou
3- um Corcel 76.
amplexos!
PS: Paulo e quem mais gostar de dicionário e usa windows, nesse link aqui dá para baixar o Caldas Aulete "de grátis".

Márcia W. em dezembro 14, 2007 5:13 PM


#27

Valeu, Márcia. Tomei a liberdade de embutir o link, tá :-)

Idelber em dezembro 14, 2007 5:55 PM


#28

OLá, guri

Estou aqui no intuito de "abiscoitar" o doce. Mentira! Vim aqui teleguiada pela expressão "porta-seios" que instantaneamente me remete a minha tia Alba que, num distante carnaval, revistou todo um bloco de drag quens (qual o termo em português mesmo, hein hein, deputado?), em busca de "seu porta-seio e sua cinta" infamemente furtados do varal.

Anos 70, Arroio do Sal - RS, e a lembranças :)

abração!

Suzana em dezembro 14, 2007 6:48 PM


#29

Concordo com tudo no seu post (ãhn, postagem? texto? conjunto de palavras!). Nós que amamos e língua e nos importamos com ela trememos quando essas bobagens ganham corpo.

anna v. em dezembro 14, 2007 7:25 PM


#30

Me lembrou até um cartaz que vi perto do trabalho escrito: Hallowen é satamismo, o Brasil é um país cristão.
É do MV-Brasil.
Não é para morrer de rir.

Rubenito em dezembro 14, 2007 7:27 PM


#31

E a tia da Su ainda por cima se chama Alba!

E lembremos que para combater o Halloween, o ilustre deputado Aldo Rebelo apresentou projeto de lei transformando o dia 31 de outubro em dia nacional do Saci-Pererê.

Idelber em dezembro 14, 2007 7:43 PM


#32

Anna, veja se não vai pôr nome estrangeiro no seu filho, hein?

Idelber em dezembro 14, 2007 7:44 PM


#33

Disgusting... pra dizer o mínimo.
Oh Lord... só clamando aos céus.

;o)

Bela em dezembro 14, 2007 8:35 PM


#34

Oi Idelber! Volto a ler o seu sempre interessante blog, depois de algum tempo eremitando por causa da minha tese. Esta trata um pouco dessas questões, em relação ao cinema. Gostaria de ouvir a opinião de nossos colegas portugueses sobre esse projeto do Aldo Rebelo, agora que vão publicar uma gramática unificada. Será que gostariam que essa lei se estendesse à terrinha também?
As línguas pra mim são o melhor exemplo de como a cultura humana é produzida tanto por processos de contatos como de diferenciação. As pessoas parecem confundir os limites jurídicos das nações com os limites culturais. Pra mim a cultura é plural e deve ser livre, não imposta. Politicos e jornalistas não se acanham de falar em "identidade nacional" mesmo quando abordam casos que evidenciam o contrário. O caso do tal "portunhol selvagem", que saiu na Folha outro dia, sobre o português espanholado ou vice-versa falado na fronteira com o Paraguai é só mais um dos exemplos.
Sobre a acomodação da língua (aí já seria diferenciação, mas isso me parece ser mais uma dinâmica múltipla do que dialética), lembrei também do caso do "apagão", que substituiu mais ou menos expontaneamente a expressão inglesa black-out, que até já estava sendo grafada como "blecaute" (que virou até título de um livro do Marcelo Rubens Paiva).
No meu tempo de movimento estudantil chamávamos o pessoal do PCdoB de "tribuneiros", por causa do jornal deles, o "Tribuna da Luta Operária". Eles eram os grandes adversários no Grêmio do Coltec e no DCE da UFMG, então talvez seja suspeito para comentar esse assunto, mas acho que posso colocar minha colher de pau. Naquela época eles já tinham um pendor marqueteiro (ops), chamando suas chapas de "Coração de Estudante" ou outros nomes piegas. Parece que o nobre deputado está seguindo essa tradição...
Grande abraço!

Leo Vidigal em dezembro 14, 2007 11:11 PM


#35

O exemplo do "blecaute" é perfeito, Leo. O termo "apagão" se impôs pela própria interação entre os falantes, sem necessidade de nenhum Komintern da gramática.

Bom ter você de volta :-)

Idelber em dezembro 14, 2007 11:36 PM


#36

Em 2005 Millôr ƒoi processado pelo Deputado.


"(por Millôr Fernandes)
Legislador, não passes da corrupção.
A língua é a mais complexa, a mais milagrosa, a mais estranha, a mais gigantesca e variada invenção humana. E nada é mais dinâmico e menos sujeito a tutelas autoritárias. Agora, mais uma vez, vê-se um cidadão, ''eleito pelo povo'', propor uma lei proibindo o uso de palavras estrangeiras em nosso cotidiano, hebdomadário e até anuário.
Pera aí: estava em sua proposta de governo que ele tinha autoridade para interferir no que eu falo, escrevo ou pinto em minha tabuleta? Ele sabe, literalmente, do que está falando?
Quanta idioletice!'


Hoje em seu 'blog' no uol, Millor manda mais uma:

'Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado.'

A última é brincadeira de Millôr, a primeira também. Mas por causa da primeira, ele foi processado pelo Rabelo, porque este entendeu que Millôr o chamou de idiota.

Acho que o prêmio do Biscoito Fino ao 'milhor' neologismo deveria ser dado ao Millôr pela coragem pela antecipação.

FM em dezembro 14, 2007 11:40 PM


#37

Valeu, Idelber. E ainda podemos lembrar do saudoso sambista Blecaute, tão importante na música popular e no cinema praticados no Brasil, já que atua nos filmes que alguns dizem ter inaugurado o Cinema Novo (embora o diretor Nelson Pereira dos Santos às vezes tente relativizar), "Rio 40 Graus" e "Rio Zona Norte". Só uma errata: onde se lê "gramática", leia-se "ortografia" unificada.

Leo Vidigal em dezembro 14, 2007 11:50 PM


#38

Eu sou a favor da exclusão de todas as palavras portuguesas do português do Brasil e a sua substituição pelo Tupi Guarani da Itaquaquecetuba pré Cabralina.

Flavio Prada em dezembro 15, 2007 8:16 AM


#39

Pablo, uma conjugação errada, uma mescla de palavras, tudo isso faz parte da evolução da lingua, a questão é q o Lula fala um portugues de acordo com a educação e o meio em que viveu!! Vc ja foi em um comicio, ou evento da cut ou de sindicatos?? Ja ouviu falar em FALAÇÃO???? pois é, são os dicursos... isso teoricamente não existe, mas nesse meio é uma palavra tão normal e comum, quanto agua!!! O melhor exemplo disso é o clichê da evolução do você, que ja teve inumeras maneiras "corretas" de se escrever, e hoje em dia já é cê na linguagem falada!!!
Só acho que a pessoa tem que falar, escrever e sei la mais o que, se acordo com o meio em que ela foi criada, seu grau de escolaridade, etc... Se fosse o FHC falando igual o Lula, ai sim acharia errado, pois um cara que se vê como um semi-deus deve falar de acordo com a norma culta!
ou não?
Dica literaria: Preconceito linguistico do Marcus Bagno, aqui da UnB, livro pequeno, mas com muito conteudo!

Guilherme Losilla em dezembro 15, 2007 8:54 AM


#40

Guilherme - Para mim falar errado é falar errado. Independente de quem seja. Aliás, para mim Lula deve ser criticado sim, pois ele teve condições muito maiores que a infinita maioria do população brasileira para aprender a língua pátria e não o fez por uma simples questão de marketing político.

Ou seja, como homem do povo, ele tem que falar como o povo. Como o povo é mal educado (no sentido educacional) ele também deve o ser. É a exata visão de que alguns possuem do país. E isso, para mim é lamentável.

Pablo Vilarnovo em dezembro 15, 2007 9:04 AM


#41

Idelber - Mas nenhum projeto chega aos pés desse ilustre petista:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº , DE 2004
(Dep. Nazareno Fonteles, PT-PI)
Estabelece o Limite Máximo de Consumo, a Poupança Fraterna e dá outras providências


O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica criado o Limite Máximo de Consumo, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.

§ 1º O Limite Máximo de Consumo fica definido como dez vezes o valor da renda per capita nacional, mensal, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em relação ao ano anterior.

Art. 2º Por um período de sete anos, a partir do dia primeiro de janeiro do ano seguinte ao da publicação desta Lei, toda pessoa física brasileira, residente ou não no País, e todo estrangeiro residente no Brasil, só poderá dispor, mensalmente, para custear sua vida e a de seus dependentes, de um valor menor ou igual ao Limite Máximo de Consumo.

Art. 3º A parcela dos rendimentos recebidos por pessoas físicas, inclusive os que estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte ou definitiva, excedente ao Limite Máximo de Consumo será depositada, mensalmente, a título de empréstimo compulsório, em uma conta especial de caderneta de poupança, em nome do depositante, denominada Poupança
Fraterna.

§ 1º A critério do depositante, sua Poupança Fraterna poderá ser depositada no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, podendo ser livremente movimentada, pelo seu titular, entre estas duas instituições financeiras, as quais desenvolverão seus melhores esforços para assegurar a correta e eficiente aplicação dos recursos assim captados.

§ 2º Qualquer pessoa, independente do seu nível de renda, poderá abrir uma conta de Poupança Fraterna.

§ 3º Caberá à fonte pagadora reter o valor a que se refere o caput deste artigo, realizando o depósito na Poupança Fraterna, em nome do poupador, no mesmo dia da realização do pagamento ao beneficiário.

I – A retenção do valor excedente ao Limite Máximo de Consumo, sem a realização do correspondente depósito na Poupança Fraterna, implicará multa equivalente a duas vezes o valor retido, além de juros de mora.

§ 4º As pessoas físicas que auferirem rendimentos de mais de uma fonte deverão, até o quinto dia útil do mês seguinte ao do recebimento, realizar o depósito do valor dos seus rendimentos, excedente Ao Limite Máximo de Consumo, na Poupança Fraterna.

I – a não-realização do depósito na Poupança Fraterna, ou sua realização em valor inferior ao determinado no art. 3º desta Lei, por período superior a trinta dias, implicarão a automática e imediata inserção do retentor no cadastro da dívida ativa da União, pelo valor correspondente a duas vezes a diferença entre o valor depositado e o valor devido.

Art. 4º Caberá à Secretaria da Receita Federal:
I – a elaboração do cadastro anual dos poupadores compulsórios da Poupança Fraterna, constituído de todas as pessoas físicas com rendimento mensal igual ou superior ao Limite Máximo de Consumo;
II – a fiscalização do volume e regularidade dos depósitos, relativamente à renda de cada um dos poupadores compulsórios.

Art. 5º Os recursos compulsórios aplicados na Poupança Fraterna serão devolvidos aos seus titulares nos catorze anos seguintes ao período mencionado no art. 2º, com prestações mensais de valores equivalentes à metade de cada um dos depósitos realizados, respeitada a ordem em que os depósitos foram feitos, mais os juros acumulados no período.

[continua...]
http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=202553

Pablo Vilarnovo em dezembro 15, 2007 9:06 AM


#42

Pablo, eu concordo que isso é conseqüência de uma política educacional ridícula, mas isso é um fato, algo que já ocorreu! O que estou falando é que o certo, o correto, não existe da maneira como nos é passada!!! A língua evolui!! Se a pessoa fala errado por não ter tido uma educação boa é uma coisa (péssima!), mas falar que ela assassina a lingua por isso é outra (a meu ver, tb péssima!)!!!!
Eu acredito que não importa o grau de instrução, todos compartilham da evolução da língua. Quantos termos não foram trazidos para o Brasil por acadêmicos?? já ouviu falar no "ao nível de"?? então, tudo doutor, mestre, e o diabo a quatro!!!
O que incomoda é o presidente falar errado, pq todo político fala tudo errado, mas ninguém fala nada, pq o único que não estudou é o Lula!! Te pergunto, os que estudaram não deveriam ser mais criticados dos que não o fizeram??
Se você lesse o maior jornal daqui de Brasília você iria ver que o Lula é só a ponta do iceberg (eita, posso ser preso!! bloco de gelo flutuante que só tem uma pequena parte acima da agua do mar!)
ps: justiça seja feita, há uma deputada, federal se não me engano, do PCdoB do RS que tem a audácia de não cometer um único erro de português, não sei o nome dela, mas ela é bem nova e foi eleita nas últimas eleições!

Guilherme Losilla em dezembro 15, 2007 10:07 AM


#43

ops, só corrigindo, é "a nível de" e não ao nível!! caramba, é difícil escrever errado hauhauha

Guilherme Losilla em dezembro 15, 2007 10:09 AM


#44

A utilização excessiva de expressões em inglês me parece arrogância (acho que em outros idiomas não).

A utilização em excesso de expressões do português arcaico me parece pernosticismo.

O importante é a elegância do texto.

Por falar em elegância, Márcia W. é a sua mais completa tradução.

p.s.: antes de escrever "pernosticismo" consultei o Houaiss e ele define pernóstico justamente como aquele que utiliza termos inusuais.

Ricardo Petrucci Souto em dezembro 15, 2007 10:37 AM


#45

Rapaz,não sei não,também num País que se o Ministerio da Educação,permite um curso de nível superior,se designar como DESIGN, esquecendo o significado correto da palavra que titula o curso,dá vontade de aplaudir o Dep.Aldo Rabelo,porque daqui a pouco estaremos cursando a faculdade de Chesmical,de Medicine,de Phiscical(é assim que se escreve em ingles quimica,medicina e fisica?)

uirapuru em dezembro 15, 2007 11:34 AM


#46

WOW! por un segundo tuve la esperanza de que este movimiento nacional de defensa de la lengua fuera un grupo como La Joda de Cortazar, y que en realidad estuvieran por hacernos una inmensa broma: un gran baile en el cementerio, algo asi... Pero no, su website (sitio en la red, diria, pero como no cuidan del castellano, no me siento observada!) desborda patriotismo del duro! Pensar que en los 90 fue un escritor, Jorge Asis, quien, por un momento, propuso algo similar en la Argentina. Eran otros tiempos, pero fue la misma sensacion de irrealidad total. Donde vive esta gente? Saluditos desde una muy nevada St. Louis,

Paola em dezembro 15, 2007 12:56 PM


#47

É, eu preciso falar mais de lingüística aqui no blog. Do ponto de vista da lingüística, a noção de que um grupo de falantes nativos da língua "fala errado" não tem o menor sentido. Obviamente.

Idelber em dezembro 15, 2007 3:12 PM


#48

Doesn't your Supremo Tribunal Federal have authority to examine issues in abstracto? I'd imagine a rational judge would take one look at this law and end such ignorance with one pen stroke.

Careful with your "Preview" button, you could bring about calamaties foretold by prophets of old.

Mac Williams em dezembro 15, 2007 3:37 PM


#49

Mac, the problem with the Supremo is that they're swamped, and in order for something like this law to be brought to them, somebody would have to argue for its inconstitutionality. It could happen, but it may take a while.

Flavio, salve Policarpo :-)

Paola, una razón más para sospechar de Asís, ¿no? Como si no faltaran otras razones.... Besos,

Idelber em dezembro 15, 2007 4:10 PM


#50

"a faculdade de Chesmical,de Medicine,de Phiscical(é assim que se escreve em ingles quimica,medicina e fisica?)"

Não. só Medicine está correto.

André Kenji em dezembro 15, 2007 6:12 PM


#51


That you,my broder!

uirapuru em dezembro 15, 2007 7:13 PM


#52

Post fascinante, Idelber.

É claro que sendo a sua especialidade a língua, você é capaz de ver com clareza o autoritarismo inaceitável do projeto do Aldo Rebelo e informar a nós, os leigos, que não temos o mesmo tipo de formação que você.

É um serviço típico de utilidade pública esse de especialistas informarem à população leiga o viés ditatorial de certos projetos de lei.

A minha especialidade é economia, mas quando economistas como eu tentam denunciar abusos autoritários que tiram dos cidadãos a liberdade para tomar decisões econômicas, infelizmente os nossos apelos costumam ser ignorados pelo público leigo.

Espero que a batalha de esclarecimento dos lingüistas contra o obscurantismo tenha mais sucesso que a batalha que nós economistas travamos em busca do esclarecimento.

Boa sorte.

Homero em dezembro 15, 2007 8:33 PM


#53

Homero: bom ler seu comentário porque tanto economistas como críticos literários (ou estudiosos da linguagem) têm sido atacados em certos círculos ultimamente por "não falar claro", "não saber falar para especialistas", etc.

Certamente muitos economistas fizeram isso (lembro-me dos tecnocratas que usavam a linguagem especializada da economia para tentar fazer as receitas do FMI parecerem o melhor remédio do mundo) e muitos críticos literários o fizeram também (por incompetência ou ideologia). Mas nem de longe são todos. Talvez não seja nem a maioria. Então é bom ver um profissional de outra área lendo e encontrando pontos de comunicação. Um abraço,

Idelber em dezembro 15, 2007 8:42 PM


#54

Ah Fala sério, a menina no Pará é seviciada diariamente e este pessoal preocupado com o inglês...
Em frânces pode né...va te faire foutre!!!
Fala Sério Brasil

Abraço

Tânia em dezembro 15, 2007 8:44 PM


#55

Belezura de post, mininu. Essa bestage de policiar a língua. Oxente! Mais uma sugestão de leitura: BURKE, Peter. Hibridismo cultural. Unisinos, 2003.
Bjo,

Cipy em dezembro 16, 2007 1:22 AM


#56

Caro Idelber, tomo a liberdade de ir um pouco mais longe: creio que tal iniciativa mereceria o mesmo repúdio ainda que a língua portuguesa fosse frágil como pressupõe o projeto. Creio mesmo que o Português tenderá a desaparecer, não pela invasão de palavras estrangeiras (é possível imaginar um Português constituído unicamente de palavras estrangeiras, grafadas como no idioma original – mais ou menos alguns afixos ¬–, não?). Mas sim porque se tornará redundante, quando estivermos todos praticando línguas, atuais ou futuras, praticadas por um número maior de pessoas no mundo (uma mistura de Inglês com Espanhol? Mandarim?). Mas creio que devemos respeitar seu direito de morrer, como outras já morreram, lembradas ou não. O que o governo deve fazer não é fortalecer a língua, mas fortalecer o cidadão, melhorando o ensino da norma culta nas escolas, para uso e abuso de todos.

Alberto em dezembro 16, 2007 9:59 AM


#57

O projeto Arantes pode ser equivocado no _detalhe_, mas no espírito, me desculpem todos, certamente não o é. Existe no pequeno-burguês brasileiro um pseudo-cosmopolitismo, que na verdade é subserviência, que o leva a querer negar sua identidade cultural própria pelo uso abusivo de palavras e formas gramaticais estrangeiras estropiadas tiradas de línguas estrangeiras que ele desconhece, coisa própria de Alemanha atrasada do século XVIII e de Rússia do século XIX. Um povo que não cultiva sua própria língua não pode querer ser outra coisa a não ser colônia. Não vejo nada de mais no projeto, e é bom lembrar, neste caso, que se os franceses falam em "logiciel" e "ordinateur" em lugar de software e PC, é por conta de uma iniciativa semelhante...

Carlos em dezembro 16, 2007 10:23 AM


#58

Carlos, mas lembre-se que tb falamos skate, shampoo, cd, dvd, e-mail... tudo parte da evolução da lingua!!! Até onde eu sei na França, apesar de muitas tentativas de evitar, os jovens absorvem o inglês de filmes, musicas e produtos em geral. Vc abrasilerar uma palavra é criar uma nova, e não substituir uma que já existe!! Internet é internet, e não rede de computadores interligados, cd é cd, e não disco compacto!! Uma coisa é vc ir no toilete (que substitui uma palavra!), outra é vc usar um software (q não tem nenhum relativo no portugues)!!

Guilherme Losilla em dezembro 16, 2007 2:16 PM


#59

Caro Guilherme, muito bem lembrado o caso da França, onde também, vez ou outra, surge uma 'leizinha' para impedir estrangeirismo. Lá eles não usam software porque eles tem o logicien. Agora querem (ou já decretaram) substituir o termo inglês e-mail. Embora este já esteja sendo substituído por um termo do francês (que não me recordo a grafia portanto não arrisco) em alguns jornais.
Lí a poucos dias atrás um livro com artigos do Décio Pignatari, publicados no Estadão no final da decada de 70 e início dos anos 80 , onde há um artigo em que ele resvala na questão.
Fazendo uma avaliação crítica sobre a qualidade das traduções nas dublagens dos filmes transmitidos pela Globo, o semiólogo levanta uma questão interessante. Muitas línguas (culturas) ficaram fora do processo da revolução industrial e suas posteriores conseqüências, informática etc, ou etc e informática. E portanto não se instrumentalizaram para o novo discurso, daí ser natural emprestarmos termos das línguas que criaram e detém tecnologia.
Não vai além neste artigo, não esboça nenhum conceito sobre a dependência cultural implicada. Mas é só um artigo num diário.
Sobre os exageros citados pelo Carlos, eu me lembro que John Lennon descreveu o 'glam rock' de David Bowie como ' just Rock'n' Roll with lipstick' (ai, tomara que esteja grafado e com sentido correto).
Exageros são somente e apenas um batozinho a mais.
E exageros existem em toda parte.
E concordo com você, se a idéia é proteger para fortalecer a língua, por pior que pareça, melhor não isola-la.

FM em dezembro 16, 2007 3:50 PM


#60

Merdre, é logiciel e não logicen.

Fm em dezembro 16, 2007 4:13 PM


#61

É notícia velha, mas vale a pena ler o artigo do outro Aldo, O Pereira:
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=395517

Allan em dezembro 16, 2007 6:46 PM


#62

Bródi, segue euma dica de leitura aos que se interessaram sobre o assunto: “Estrangeirismos – Guerras em Torno da Língua”, da Parábola Editorial, organizado por Carlos Alberto Faraco, com artigos de Marcos Bagno (USP), John Robert Schmitz (PUC-SP, Unesp e Unicamp), José Luiz Fiorin (USP), Sírio Possenti (Unicamp), Paulo C. Guedes (UFRS. Segue resenha do próprio Faraco:

O livro é uma crítica ao raciocínio simplista, segundo o qual a língua portuguesa está sendo ameaçada pelos chamados estrangeirismos.
Os autores, todos pesquisadores em lingüística e/ou professores de língua, consideram dever profissional demonstrar os equívocos e as impropriedades do projeto de lei 1676/1999 ­ sobre a promoção, proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa, do deputado federal Aldo Rebelo [PcdoB]. Aqui se encontram os principais argumentos contrários ao projeto de lei, a começar pela crítica radical à concepção de língua ali adotada. Alguns textos rebatem os apelos patrioteiros do deputado e todos eles trazem farta exemplificação da dinâmica histórica que atravessa os modos como os falantes gerem o funcionamento do léxico de sua língua, o que por si só já é motivo para a dispensa de tutores, censores e guardiães de um ideal de língua que ninguém pratica. Ao mesmo tempo, o livro ultrapassa e supera o projeto, ao defender que a língua não aceita mordaça, nem se deixa domesticar por mera pirotecnia legislativa.
O discurso desse livro se faz a muitas vozes, todas unânimes na afirmação de que a língua muda para atender às necessidades de seus falantes e de que é impossível regulamentar a língua humana, porque a variação é inerente às línguas e ninguém até hoje conseguiu reverter essa dinâmica.

Larissa em dezembro 16, 2007 8:19 PM


#63

Ops: "aos que se interessaram pelo o assunto", sorry!

Larissa em dezembro 16, 2007 8:21 PM


#64

Idelber!
O que assusta nestes projetos apresentados é que eles representam o trabalho do parlamento. Imaginemos que, se, um deputado como o Aldo tido como "influente"(sabe-se lá o que quer dizer isso)e "formador de opinião", não tem o mínimo pudor de apresentar um projeto ridiculamente hilário como este, o que resta aos outros! Este xenofobismo cultural aprisiona de tal forma, que de ridículo passa a perigoso. Aqui no Rio Grande do Sul, existe lei demonstrando como deve ser feito o verdadeiro chimarrão, como deve ser assado o verdadeiro churrasco e existe uma entidade (MTG- Movimento das Tradições Gauchescas) que define o que é tradição e o que não é! Uma advogada, está sendo processada por ter usado num desfile de gauchos botas de bico fino e salto palito e, não a tradicional.
Não penso que este (ridículo) projeto vá passar pela câmara, mas, de qualquer forma enviei uma "correspondência eletrônica" para o deputado que votei. Estou conversando com outros amigos para que façam o mesmo.
Um abraço.

paulovilmar em dezembro 16, 2007 8:22 PM


#65

Gracias por se mobilizar ai, paulo e, irmã querida, obrigadíssimo pela resenha desse importante livro, do qual eu ainda não tinha notícia.

É a bibliografia perfeita para combater a baboseira.

obrigado pelo link, Allan, e que siga a discussão

Idelber em dezembro 16, 2007 8:37 PM


#66

A proposta NÃO ME SURPREENDE EM NADA vinda de quem veio. O deputado proponente parece aquele personagem de Lavoura Arcaíca (o filme) que pontifica sobre a moralidade.
As pessoas públicas deste país (ou seja, aquelas que aparecem dando entrevistas na TV) terão dificuldades em se expressar. E os jornalistas também terão dificuldade em formular perguntas.Vai rolar um "istress"....

Paulo em dezembro 17, 2007 5:33 AM


#67

eh isso ai!!! abaixo os estrangeirismos, vamos fazer como os franceses, traduzir todos os termos estrangeiros!!!
se fizermos assim, teremos que fazer como eles, encontrar termos equivalentes como como logiciel no lugar de software (soh deus sabe como eu quebrei a cabeça ateh usar esse termo ai), magnetoscope no lugar de videocassete, magnetophone no lugar de microfone, souris pro mouse e assim por diante!

fabiana em dezembro 17, 2007 5:46 AM


#68

Alguém falou em "identidade cultural própria"? Muito já foi escrito sobre como tal noção é uma invenção do Estado Novo, em um país tão jovem e diversificado, que só por uma conjunção bem complexa e rara de circunstâncias históricas ainda está unificado politicamente. O pequeno livro do Peter Burke sobre hibridismo cultural, já recomendado acima, me pareceu claro nesse sentido (assim como o Burke, também desconfio de metáforas botânicas, como "hibridismo", no meu caso porque as acho demasiadamente estáticas para dar conta do processo de contato cultural).

Mas o nosso nobre deputado talvez devesse estar mais preocupado com as línguas indígenas faladas no território brasileiro, estas sim seriamente ameaçadas, ironicamente, pelo português que ele deseja proteger. O português, comparado com elas, vai muito bem. É uma dada noção de identidade cultural, totalmente construída, que serve de base para o deputado.

Para mim essas questões estão ligadas entre si, mas não devem ser confundidas, quero dizer a questão cultural, a questão da língua, a questão econômica (porque, inegavelmente, atrás dos vocábulos "deles" vêm os produtos "deles", parafraseando a máxima dos produtores de cinema americanos), a questão política. É essa confusão que o Estado estimula e muitos adotam acriticamente.

Leo Vidigal em dezembro 17, 2007 8:17 AM


#69

Lembrei de outra história, que ouvi em um filme do português Manoel de Oliveira, onde a Irene Papas conta que a assembléia que redigiu e votou a constituição americana, querendo se contrapor de forma radical à metrópole britânica, quase instituiu o grego como língua oficial nos Estados Unidos, segundo Papas/Oliveira, por apenas um voto. Se non é vero...
O grego como língua oficial americana traria implicações curiosas para essa discussão, das quais me abstenho por não ser especialista...

Leo Vidigal em dezembro 17, 2007 8:24 AM


#70

O meu problema não é com os empréstimos às linguas estrangeiras em si, mas com a a maneira sem critério como eles são feitos, como se com eles se quisesse dizer que não é possível pensar em português, algo como aquela famosa reflexão (equivocada) do Rei da Prússia Frederico II de que em alemão só se pensavam coisas grosseiras... Sinceramente, gente: não acham que era necessário fazer algo para coibir nomes ridículos de lançamentos imobiliários (que por si já são crimes contra o bom urbanismo) em pseudo-francês e pseudo-inglês? O uso desnecessário de palavras como como "delivery" e "living-room"? Bem ou mal , tentativas de policiar a língua nem sempre são fracassadas: o purismo dos nossos gramáticos do final do século XIX nos deu, pelo menos, a criativa (se bem que lúgubre) palavra necrotério, que por ser lúgubre é muito mais descritiva que "morgue", simples nome de uma rua parisiense onde havia um...necrotério.

Carlos em dezembro 17, 2007 7:09 PM


#71

A língua, quem fá-la é quem fala.

José Antonio Meira da Rocha em dezembro 18, 2007 4:17 AM


#72

eu achei interessante pois assim o brasil não terá dificuldade de falar ou mesmo traduzir o que está escrito no jornal ou o que aparece na TV.

jamile em junho 10, 2009 10:55 AM