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Um blog sobre política, literatura, música e futebol basquetebol. Na rede desde outubro de 2004.



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segunda-feira, 14 de janeiro 2008

Clube de Leituras: Ariano Suassuna

282595.jpg O Clube de Leituras tem sido uma ocasião para que eu mesmo revisite certos preconceitos. Foi assim com Jorge Amado, autor pelo qual eu nunca havia nutrido muita simpatia e que passei a reler com outros olhos. Aproveitando o fato de que estou dando um seminário de pós-graduação sobre sagas brasileiras, decidi mergulhar agora na obra do paraibano Ariano Suassuna, dramaturgo e ficcionista de quem sempre tive incrível birra, movida pelo meu rechaço à sua concepção purista da cultura brasileira e especialmente por um dos erros aos que essa concepção o levou – a militância contra Chico Science e o Mangue Beat.

Mas a leitura dos primeiros capítulos do Romance d' a pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta já estão reiterando para mim, mais uma vez, aquela velha lição. A literatura tem razões que a ideologia desconhece. Lançada em 1971, esta saga-epopéia ocupa um lugar curioso na literatura brasileira. Acumulou uma certa aura de prestígio e erudição e é vista com reverência em várias comarcas. Continua, no entanto, pouco estudada. Um hipotético historiador ou crítico muito provavelmente não pensaria na obra de Suassuna ao ser perguntado sobre a ficção brasileira do período. Mesmo um estudo panorâmico como Literatura e vida literária, de Flora Süssekind, que passeia por mais de quarenta obras publicadas durante a ditadura, sequer menciona o romanção de Suassuna.

Pois bem, ao longo das próximas quatro semanas eu e meus alunos vamos encarar o calhamaço. Deixo aqui o convite para que você também leia a obra e se junte a nós na discussão. O prazo é razoável: o papo sobre o livro está marcado para segunda-feira, dia 18 de fevereiro, aqui no blog.

Alguém aí se habilita? Ou seremos só eu e meus alunos mesmo? Quem vai encarar?


PS: Meu amigo Leandro Oliveira escreveu um post argumentando que o cenário da discussão literária visto em 2007 na internet difere muito pouco dos outros anos: agressividade e falta de educação nas caixas de comentários, pessoas tentando provar que leram e sabem mais que qualquer outro e nenhuma questão relevante sendo abordada (grifos meus). Deixo nossas discussões sobre Borges (1, 2, 3), Jorge Amado (1,2), Martín Kohan (1,2) e Guimarães Rosa (1,2,3) como subsídios para uma futura revisão, oxalá mais matizada, dessa percepção.

PS 2: Já que de discordar de amigos se trata: meu querido Sergio Leo anda entusiasmado com a Wikipedia enquanto eu preparo, ainda para esta semana, um post intitulado “Por que eu não recomendo a Wikipedia de jeito nenhum”.

PS 3: Se você entende inglês, não deixe de ler a matéria notável feita pelo New York Times sobre os assassinatos cometidos pelos veteranos que voltam do Iraque.

PS 4: O post já está lá embaixo, mas continua o papo sobre o livro de Risério e a questão racial no Brasil (com participações muito especiais de minhas amigas Helê e Monix).



  Escrito por Idelber às 04:40 | link para este post | Comentários (37)


Comentários

#1

Caro Idelber,
O confrontamento literatura/ideologia é verdadeiramente um áporo. Procuro seguir sua premissa de evitar os preconceitos ( não ler Ezra Pound por questões ideológicas seria uma estultície), mas é osso duro, às vezes, principalmente se o autor ainda está vivo para exarar seus fundamentalismos.
Saudações alvinegras!

Mariano em janeiro 14, 2008 7:26 AM


#2

Conte comigo. Pelos mesmos motivos o deixei de lado, por um bom tempo. Pelos mesmos caminhos, talvez, eu o li. Aprendi, creio, dar valor ao que tem valor. Independentemente de opiniões políticas ou outras.
Vamos em frente, grande escolha. É um grande escritor.Abraços.

Djabal em janeiro 14, 2008 7:42 AM


#3

Pois eu tb alimentava uma arenga profunda com Ariano, pelos mesmos motivos que vc citou, mas fui "convertida" após conhecer a belíssima tese de doutoramento de Maria Thereza Didier "Miragens Peregrinas de Brasil no sertão encantado de Ariano Suassuna", defendida na USP sob a orientação de Willi Bolle. Recomendo a leitura, é impossível não se encantar com aquele estudo. Nem Ariano acreditou no que leu e, como ele mesmo disse, acabou se convencendo que seu trabalho "tem lá suas qualidades" (rs). Acompanharei com atenção o debate. Abs

Conceição em janeiro 14, 2008 8:11 AM


#4

Por falar em discordâncias, Idelber, já eu sempre adorei o Suassuna, exatamente pela maneira espetacular, colorida e sincera com que sdempre defendeu seu purismo; respeito muito os radicalismos que não envolvem repressão ou derramamento de sangue... Comecei há meses a beliscar o Pedra do Reino e confesso que tive enorme dificuldade com o texto gongórico; aguarda, armorial, na cabeceira da mesa; quem sabe desta vez. Ah, e o Suassuna, dizem, chorava aos baldes carregando o caixão do Science, não sei se isso é verdade.
.
Debater a Wikipedia é covardia. Eu a considero uma excelente fonte de referências para dicas de pesquisa; jamais como base segura de conhecimento. Quem sabe, concordamos mais que discordamos nesse ponto; espero curioso seu post, caro mestre.(-;

S Leo em janeiro 14, 2008 9:00 AM


#5

Ola Idelber, tudo bem? Fiquei muito tentada a participar desse mergulho nA Pedra do Reino, porque gosto muito desse romance. É uma viagem ao mais fundo do Brasil sertanejo de mil novecentos e poucos, numa prosa meio caótica, meio Rabelais, meio Cervantes, meio Dante na Divina Comédia... Sensacional.
Acho que pouca gente o conhece e discute, porque o livro ficou fora de catálogo por 30 anos, sairam tres edições em 71, que esgotaram-se rapidamente e depois disso uma outra edição com desenhos do autor, tambem esgotada - só agora as aventuras de Dom Pedro Diniz Quaderna podem ser encontradas nas livrarias.
Trinta anos é muito, uma geração inteira de leitores sem saber da sua existencia...
Além disso é um livrão mesmo, quase 600 páginas, só se propõe a ler quem gosta de desbravar “mares nunca dantes navegados”...

Tenho uma primeira edição autografada por Ariano, que foi meu vizinho e com quem cheguei a conviver - acredite que foi uma experiencia das mais interessantes.
Beijo, parabens pelos seus Clubes de Leitura.

PS - Ariano ficou muito mexido mesmo com a morte do Chico Science. A "briga" era muito mais criada pela imprensa do que de verdade. Os dois se gostavam, pode crer...

BethS em janeiro 14, 2008 10:18 AM


#6

Mestre Idelber, minha humilde contribuição sobre o mestre-mór Rosa:
http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=2712
Abraçãos =^)

Bicarato em janeiro 14, 2008 10:21 AM


#7

Caro Mariano, é isso -- acredito que nossas birras ideológicas tendem a se exacerbar com os autores vivos. Por isso também achei boa idéia reler Suassuna já. Dedicar-lhe em vida a atenção que merece.

Djabal, vamo' que vamo' então, conto contigo.

Conceição, muito obrigado pela dica, já gostei da tese de cara, pelo título. Vou procurá-la, quem sabe a autora não dá uma canja na discussão?

Sergio, agora é a hora então. As primeiras 100 páginas (como as primeiras, sei lá, 50 do Grande Sertão) são bem áridas, sim. Mas é um mundo de riqueza fascinante. Vamos lá, sem preguiça, meu caro. Quanto ao chororô de Suassuna segurando a alça do caixão de Science: acho que fui eu quem lhe contou essa história, não? Mas você está perdoado, estávamos na terceira cerveja ;)

Beth, puxa! Você vai nos ajudar muito, então. Contamos com você. Eu imagino como deve ter sido rico ser vizinha daquele poço de erudição. Além do mais, parece ser um homem muito performático, que encanta ao falar. (Quanto a Science: acho que a imprensa é capaz de superdimensionar fatos, sim, mas por fidelidade à verdade, diga-se: Suassuna escreveu e disse, sim, algumas coisas bem duras; o que não quer dizer, claro, que no fundo ele não admirasse e quisesse bem ao genial moleque do mangue). Contamos com você, Beth.

Salve, Bica! Obrigado. Como você lembra bem no texto, dia 27 de junho vem aí. São 100 anos de Rosa. Seria importante fazer uma festa bonita, vai dizer?

Abraços,

Idelber em janeiro 14, 2008 1:33 PM


#8

Tinha mais medo de nao entender nada de Guimaraes Rosa do que tenho agora de Ariano entao da pra encarar. Nao entender no sentido de nao ter nada haver comigo hoje, de ser uma leitura focada num outro Brasil longe do Rio de Janeiro, Zona Sul, Classe Media. Grande Sertoes me deu uma rasteira. Entao estou pronta pra levar outra com a Pedra do Reino.

carmen lopez em janeiro 14, 2008 1:48 PM


#9

Oi,carmen, contamos contigo para levarmos uns "tombos" juntos, então (apaguei as duplicações, tá?).

Idelber em janeiro 14, 2008 2:07 PM


#10

tô caçando o e-mail dela pra fazer essa sugestão. depois que sai do recife quase não nos vimos...mesmo assim tentarei. ah! é verdade a história de Ariano chorando no enterro do Science. Na época eu morava lá e vi tudo pessoalmente. Serviu pra reforçar o meu apreço pelo mestre e a idéia de que o respeito a diferença é fundamental. bjs

Conceição em janeiro 14, 2008 4:02 PM


#11

Ah, vai ser complicado, Idelber. Ainda mais se é um calhamaço. Vou pensar se devo mesmo me esforçar a fim de rever meus conceitos a respeito do homem das aulas-show. Se estivesse com menos trabalho...

Mas vamos ver, de repente leio!

Abraço.

Milton Ribeiro em janeiro 14, 2008 4:21 PM


#12

Ah, o Leandro Oliveira deveria participar!

Milton Ribeiro em janeiro 14, 2008 4:23 PM


#13

"A pedra do reino" tem todo reconhecido brilhantismo de Suassuna, mas sofre de um defeito fundamental. Não tem um movimento crescente, já começa lá em cima e não dá uma chance ao leitor de respirar entre as cascatas gongóricas do estilo armorial. O autor procurou um tom épico, longe do envolvimento psicológico e emocional do romance burguês, e encontrou. Mas o resultado decepciona pois é como uma soprano que começasse pela nota mais alta e, não podendo mais subir, ficasse condenada a se repetir durante todo tempo. Nesse ponto, a adaptação da televisão foi muito fiel: um caos barroco com overdose de informações. Mesmo assim é um livro que merece ser lido, vale mais do que 90% do que vemos por aí.

João Carlos Rodrigues em janeiro 14, 2008 4:27 PM


#14

Maravilha, vou participar com certeza! Comprei o livro em novembro passado e ainda não começei a ler, mas vou providenciar isso. Boa escolha, Idelber.

Mudando de assunto: se possível, dá uma olhada num post que escrevi chamado 'Os curiosos partidos dos EUA' -- alguém que atualmente vive nessas bandas deve ter histórias pra contar...

abraços!

João Barreto em janeiro 14, 2008 4:38 PM


#15

Oi, Conceição, obrigado, já estou no rastro da tese. Adoraria ter o email da autora, se você encontrá-lo aí. Ah, e se você presenciou o enterro de Science, depois queremos testemunho!

Milton, se der para encarar, será ótimo. Você é sempre um leitor daqueles especiais. E o Leandro já participou, sim (e brilhantemente), dos debates aqui no Clube.

Muito interessante sua perspectiva, João Carlos. O andamento, o ritmo, é sempre um desafio numa obra assim. Apareça por aí no dia do debate.

Perfeito, João, aguardamos sua presença então. Vou lá ler seu post.

Idelber em janeiro 14, 2008 6:09 PM


#16

Idelber, não vai muito longe: é só lembrar do Monteiro Lobato - um gênio, e que não escrevia só para o público infantil - e sua repulsa ao pessoal da Semana de 22.
E tem esse vídeo imperdível do Ariano Suassuna aqui: http://www.youtube.com/watch?v=rlC6oTcSUa4

Serbão em janeiro 14, 2008 6:33 PM


#17

ah, o vídeo do Suassuna encontrei no http://www.jacarebanguela.com.br/jb/

Serbão em janeiro 14, 2008 6:34 PM


#18

hahahahahahaha!!!!!!

Esse vídeo é a coisa mais hilária que já apareceu aqui no Biscoito.

pUnk e fUnk é o máximo.

Grande Serbão, valeu.

Quem não viu, veja. Sigam o link aí do Serbão.

Idelber em janeiro 14, 2008 6:41 PM


Idelber em janeiro 14, 2008 6:43 PM


#20

consegui um email dela. se der tudo certo te coloco em contato com ela, ok! testemunho...fui aluna do véio Ariano, com ele aprendi a estudar o humor e me tornei uma contadora de causos, testemunhar eu não sei se saberei fazer...veremos...inté!

Conceição em janeiro 14, 2008 8:06 PM


#21

Idelber,
só você para me fazer ver o Jô. O Ariano é ótimo artista mesmo e sabe usar o palco, né?
Se eu achar um exemplar da Pedra por aqui, escrito com as pétalas da última flor do Lácio eu participo do clube matraqueando se não, só "ouvindo" tudo!

Márcia W. em janeiro 15, 2008 11:29 AM


#22

Idelber, consegui falar com Teca. manda um email que te repasso o contato, ok! abs

conceição em janeiro 15, 2008 12:49 PM


#23

Quando vi o tijolaço, ainda na livraria, quase desisti, mas voltar ao Clube de Leituras era uma das minhas resoluções de ano novo, por isso resisti. Comecei a ler e estou gostando muito. Só me arrependo de ter lido a introdução da Rachel de Queiroz, porque acabei ficando muito influenciada. A mulher foi no ponto, e eu preferia ter achado o caminho sozinha!

Saudações alvi-negras!

Alessandra Alves em janeiro 15, 2008 2:26 PM


#24

Que bom que estás conosco nesta, Alessandra; saudações alvi-negras.

Achando o livro aí, apareça, Márcia :-)

Idelber em janeiro 15, 2008 2:37 PM


João Barreto em janeiro 15, 2008 9:46 PM


#26

Oi Idelber!
Primeiro parabéns pela iniciativa, serei freqüentador assíduo a partir de agora.
Sobre o livro; comecei a ler faz algum tempo e vou retomar com o objetivo de debater de forma mais embasada no dia 18. Não queria opinar agora pra não jogar areia na leitura de ninguém mas devo afirmar que só parei pq na metade do calhamaço eu já não tinha mais fôlego nem tão pouco memória pra remontar os capítulos passados.

Grande abraço!

PH

Pedro H. em janeiro 15, 2008 10:54 PM


#27

Eu já falei que tô nessa, Idelber!
O começo do Pedra foi "pedregoso, espinhento" e difícil de transpor, feito o cenário em que a epopéia (ou romance) se desenvolve: muita informação despejada de uma só vez em cima da gente, com toda aquela genealogia e epítetos (O Alumioso, o Execrável, Dom Isso, Dom Aquilo) e relatos caóticos de acontecimentos. Precisei ler e reler, fazendo um resumo e uma lista de personagens. (Fico abismada com a coragem que certos escritores têm de começar um livro dessa maneira difícil e entalada, correndo o risco de desencorajar a leitura logo de saída! Mas suponho que isso seja um sinal de genialidade...). O sacrifício valeu a pena. Deparei-me com um livro delicioso, exuberante, colorido e - o melhor de tudo - extremamente engraçado! A escrita, principalmente as falas dos personagens, é cadenciada e matreira, mesmo quando "pomposa". Tem tudo a ver com folheto de cordel, obviamente. Aliás, os folhetos são minha parte preferida. Mas a visão de mundo desse livro me incomoda: uma visão patriarcal, violenta, prepotente. E não é uma visão de mundo só dos personagens. É a visão de mundo da obra - pelo menos é o que eu achei até agora (passei um pouco da metade). Vamos ver no que vai dar o resto. Abraço. Regina Rheda.

Regina Rheda em janeiro 15, 2008 10:59 PM


#28

Maravilha, Pedro e Regina. Estamos combinados, então. E fica aí o aviso: o começo é árido mesmo. Depois vai amaciando :-)

Idelber em janeiro 15, 2008 11:09 PM


#29

Ja' que se trata de um semina'rio acade'mico:
algue'm foi buscar a tese da professora candace slater (_stories on a string_) sobre o romance?
esta' fazendo 30 anos. (stanford univ.)

quando estive em recife em 1979 os jovens nao recomendavam para falar com o sr. ariano suassuna...

anjo torto

cap em janeiro 15, 2008 11:23 PM


#30

Tenho, sim, a tese da Candace, Anjo. Estamos agora conseguindo uma tese feita em São Paulo, que tem ótima pinta. Apareça aí com sua sabedoria no debate, Anjo.

Idelber em janeiro 15, 2008 11:36 PM


#31

Olá Idelber, tudo bem? Bom, somente agora pude comentar sobre o post. Certamente o modo como expressei minha frustração com o cenário vigente além de necessitar de mais matizes, comente grande injustiça não somente com os bons sites que fomentam discussões relevantes, mas também os leitores inteligentes que os encontram. Peço desculpas, um momento ruim, fruto de um e-mail grosseiro, amigos sendo tachados de estúpidos pelo fato de apenas discordar de um ponto de vista e tantos comentários de pessoas que, apesar de bastante instruídas, revelam a necessidade de aprender elementares boas maneiras. Uma pena para aqueles que buscam o contato com outros para descobrirem novos pontos de vista.

Infelizmente tem me faltado tempo por uma série de boas mudanças pessoais e agradeço sua gentileza ao classificar como "brilhantemente" minhas participações. Espero poder não somente acompanhar, mas também comentar o grande livro do Suassuna desta vez. Um grande abraço.

Leandro Oliveira em janeiro 16, 2008 9:17 PM


#32

Caro Leandro, nem faziam falta as desculpas: foi só mesmo uma "provocação" bem humorada, dessas que só nos permitimos com os amigos. Sei que você esteve em comarcas onde a discussão andou descambando, e para uma pessoa sempre gentil e ponderada como você deve ser frustrante mesmo.

Acho que na discussão de obras escritas por autores vivos, que muitas vezes estão acompanhando o próprio debate, é normal que às vezes a conversa fique um pouco volátil.

Contamos com suas observações sempre lúcidas no papo sobre Suassuna. Sei que deve estar ocupadíssimo mas, caso se anime, é sempre um prazer contar com você. Um abraço fraterno,

Idelber em janeiro 16, 2008 9:58 PM


#33

É uma bela obra a se visitar. Ariano Suassuna tem um estilo próprio, pelo seu comportamento extremamente crítico, até me admirei ao ler em sua biografia que sua obra já tinha sido base para artigos no exterior, mas a qualidade de sua obra é algo que intriga, a simplicidade com que ele narra os acontecimentos parece, muitas vezes, ir de encontro à maestria de sua obra (ou quem sabe seja justamente isso que a justifique).

Delirose em janeiro 23, 2008 12:27 PM


#34

Adorei o Blog vocês tem algo sobre a graphic novel WATCHMEN, seria interessante ver um artigo seu sobre esta obra!

Alberto em janeiro 29, 2008 12:12 AM


#35

...Oi Idelber, tava passando e procurando outra coisa, bati nesse post sobre Ariano, e mais uma vez... ele é uma pessoa próxima da minha família, minha prima Adriana trabalha com ele há anos, ela e Ricardo (seu marido) tem uma ligação muito forte com Ariano e, como não podia deixar de ser, com seu universo. Ricardo é artista gráfico e faz muita coisa de "inspiração armorial". Ele é uma pessoa interessantissima (e com um sotaque igual ao da minha avó paraibana). Assisti a uma aula-espetáculo, uma aventura fascinante.
Quanto à tese citada por Conceição, sua autora (Maria Thereza Didier) é alguém com quem convivi muito na infância, nesse mundo de primos de primos de primos que só acontece no nordeste (ou talvez no interior de Minas...). Fiquei feliz ao saber da tese. Vou procurar.

Renata L em janeiro 4, 2009 4:26 PM


#36

Sou eu a tal prima... Repassarei os comentários a Ariano. Ele vai adorar ler todos, todos. Pra quem ficou curioso: ele e Chico eram amigos. Ariano, acompanhado por Antônio Nóbrega, foi a um show de Chico, aqui no Recife. "Devia a visita a ele", diria depois. Coerente, como tudo o que ele faz, eu penso. Mesmo para os que discordam, mesmo para os que o amam. Coerente e leal.
Adriana
* Vou perguntar a Têca (Maria Thereza Didier) se posso liberar o e-mail dela. Ela está prestes a parir, João chegará a qualquer instante.

Adriana em janeiro 4, 2009 6:34 PM


#37

por favor me der literatura de cordel das peças o rmnce da pedra do reino;a caseira ea catarina;ea conchambrança de quaderna. as peças sao se ariano suassuna eu gosto muito das peça dele porfavor alquem me ajude a fazer essas literaturas de cordel? eu agradeço quem me ajudar.

mirelle em junho 11, 2009 2:59 PM


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