Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 setembro 2015
 dezembro 2014
 outubro 2014
 maio 2014
 abril 2014
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Junho-2013
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Preparando o papo sobre Suassuna :: Pag. Principal :: John Edwards abandona a corrida »

quarta-feira, 30 de janeiro 2008

Como a Veja virou o desastre que é

Uma seqüência de reportagens de Luis Nassif começa a demonstrar, passo a passo, como a Veja virou a merda que é.



  Escrito por Idelber às 11:40 | link para este post | Comentários (36)


Comentários

#1

Humm... Interessante. Para ser sincero sempre achei a raiva de um monte de gente contra a Veja meio exagerada, mas achava de ouvir falar, porque nunca lia a revista. Talvez haja motivos para ter raiva da revista, afinal. O Nassif está contando bem a história -- estou curioso esperando a reaçao do outro lado.

Rafael M em janeiro 30, 2008 12:11 PM


#2

Nossa, como será que o títere rei vai responder a essa denúncia?

arimateia alves em janeiro 30, 2008 12:31 PM


#3

Muitos já foram parar na fogueira por menos do que eles ("entes" da Veja) fazem.

daniel, o bastos em janeiro 30, 2008 2:28 PM


#4

E adianta ir lá no Reinaldo Azevedo comentar que fica ridículo ele usar segurança pública para bater no governo mineiro só porque não engole os esquemas do Aécio para ser candidato a presidente no lugar do Serra? Tem hora que eles perdem totalmente a noção do ridículo.

João Arruda em janeiro 30, 2008 5:26 PM


#5

é perda de tempo falar com Reinaldo Azedo. ele se presta a um papel, o de jagunço da Veja. ridiculos os posts tentando desqulificar o Nassif - acusações chulas, sem provas e inconsistentes. o Nassif goleou.

Serbão em janeiro 30, 2008 6:04 PM


#6

O cão-de-guarda da Veja já reagiu, com dois pavorosos posts falando sobre "ratazanas", mas sem citar nomes. Na real, não são respostas às matérias do Nassif, são ofensas de um mau-gosto tão grande e constrangedor que deve ter sido necessária uma equipe para redigir os posts, uma pessoa só não deveria ser capaz de carregar dentro de si, ao mesmo tempo, tanta burrice, tanto mau-gosto e tanta má-fé juntos.

Daniel em janeiro 31, 2008 12:50 AM


#7

Que revista pra reunir tantos maledicentes! Parece até requisito pra trabalhar na revista. A reportagem foi boa pra ver a cara das "matildes".

Te em janeiro 31, 2008 2:07 PM


#8

a veja é uma revista parcial e tendenciosa da imprensa golpista. revista imparcial e informativa indeendente é a carta capital

dulce em janeiro 31, 2008 3:25 PM


#9

Bem, a questão não é a "imparcialidade", quantas vezes há que se repetir isso.

A ironia aqui neste blog é sempre bem vinda, cara dulce, mesmo que o ironizado seja o blogueiro.

Não precisa usar email falso, não.

Idelber em janeiro 31, 2008 3:41 PM


#10

Nassif?? Francamente...

Pablo Vilarnovo em janeiro 31, 2008 4:02 PM


#11

Vamos analisar o trabalho de Nassif...

1 - Sinceramente tentei analisar o post "Momento de Catarse e a Mídia". Mas analisar o que??? Ele não falou nada ali. Reclama do estilo neocon da revista. Ora bolas, porque todo esquerdistas ou tendencioso para a esquerda (e isso não é uma crítica) acha que toda a revista tem que ser de esquerda. Porque a direita não é reconhecida? Porque será que não aceitam o contraditório? Ele afirma sobre a "linguagem ofensiva". Onde? Porque chamar de ladrão, um ladrão é ofensivo? De mensaleiro um mensaleiro? De um corrupto um corrupto? De hipócrita um hipócrita? Sabe qual foi o problema? A quase vinte anos a esquerda era sacrossanta. Ai daquele que falasse mal da esquerda. Hoje não é bem assim...

Depois o paladino diversas vezes em que editores foram afastados por problemas. Isso é contra a Abril ou a favor? Ele utiliza episódios favoráveis como se fossem contra.

E uma coisa: se há alguém que não pode abrir a boca para falar algo sobre Dantas esse alguém é Nassif. Mainardi já havia desmascarado a atitude de Nassif em 2005. É só procurarem na net. Em seu blog Nassif copia uma mensagem mandada a vários jornalistas por um inimigo de Dantas. Nassif tem o costume de elogiar muito as empresas que patrocinam seu blog.

Na boa... Nassif não dá...

Pablo Vilarnovo em janeiro 31, 2008 4:20 PM


#12

O post do Reinaldo Azevedo foi absurdo no mau gosto, delirante até, mas Nassif é dureza...

rafael em janeiro 31, 2008 7:35 PM


#13

Regrinha que eu sigo sempre: observar o mérito do que está sendo dito, em vez de desqualificar quem o diz. Se alguém tiver elementos para desmentir a documentação compilada lá, que os apresente.

Idelber em janeiro 31, 2008 11:27 PM


#14

Mas... qual "documentação compilada"? É engraçado: a bronca do próprio Nassif é que a Veja erra ao publicar matérias baseadas apenas em indícios circunstanciais. E o que é que ele faz? Publica uma matéria baseada em indícios circunstanciais para provar o que diz!

A Veja merece várias críticas (como qualquer revista semanal), mas essa raiva patológica da revista chega a ser engraçada...

Marcelo Camanho em fevereiro 1, 2008 3:22 PM


#15

Merda é o Nassif. Com todo respeito, claro.

Octavio Mendes em fevereiro 2, 2008 8:37 PM


#16

Nassif critica a Veja por, entre outras coisas, observar que o livro do Daniel Piza sobre o Machado de Assis está cheio de erros, e que a Maria Rita só fez sucesso por causa do parentesco e do jabá. A Veja tem defeitos, mas não são estes.
Bryan

Bryan em fevereiro 3, 2008 11:45 AM


#17

Outra observação: a mudança da Veja nos últimos anos se explica, principalmente, por dois fatores. Até 2002 era uma revista da situação, geralmente, e depois de 2002 virou oposição, que implicou uma mudança de tom considerável.

E o jornalismo de modo geral--não só no Brasil, mas no mundo inteiro--hoje em dia privilegia menos o trabalho investigativo e demorado. Práticas que eram comuns nas maiores revistas e jornais até os anos 90--de deixar dois repórteres investigar uma história durante meses, por exemplo, e de ter um equipe considerável de "fact checkers"--agora viraram raríssimas.

O jornalismo do dossiê, compilado e apresentado por terceiros, muito corretamente apontado pelo Nassif como um problema grave, é comum, e com certeza não só da Veja. A Veja virou uma revista de opinião mais gritante, e de menos investigação--fenômeno que caracteriza quase todas as revistas de notícias semanais nos últimos tempos.

É talvez um pouco do modelo do The Economist, revista de sucesso e influência enorme, que começou sem repórteres no campo--The Economist era, de certa forma, um blog impresso avant la lettre, colhendo e comentando notícias de outras fontes. Agora tem um equipe maior, mas o modelo continua mais ou menos intato. E justamente por isso, a revista comete erros de fato com frequéncia. Mas, de novo, isso é uma tendência generalizada--se bem que não universal--e não um defeito de ideologia.

Por outro lado, cabe lembrar que o jornalismo investigativo não sumiu totalmente da Veja, que revelou o esquema de propina nos Correios, por exemplo. São os defeitos novos da Veja ou as virtudes ainda restantes que incomodam mais?
Bryan

Bryan em fevereiro 3, 2008 12:16 PM


#18

Excelente, Bryan. É bom colocar as coisas em perspectiva, apesar de que eu continuo achando o caso da Veja particularmente lamentável, porque a tendência de usar dossiês feitos por terceiros e de editorializar reportagens (que, você nota muito bem, não são exclusividade dela) combinam-se, na Veja, com a sistemática prática de encarregar uma reportagem para transmitir um ponto de vista já definido de antemão, por mais que os fatos encontrados o desmintam.

Idelber em fevereiro 3, 2008 10:19 PM


#19

E eu concordo com você completamente acerca do livro do Daniel Piza: a revista foi até generosa. Ela poderia ter apontado dezenas de outros erros grosseiros.

No caso da Maria Rita, aí eu já não sei. A prática da "distribuição de iPods" para jornalistas é, sem dúvida, problemática. Mas o tom e o timing da reportagem (logo depois dela ter lhes negado uma entrevista), junto com a grosseria da chamada (O Mensalinho da filha de Elis) dão a impressão de que a reportagem é uma mera agressão vingativa.

Idelber em fevereiro 3, 2008 10:24 PM


#20

Marcelo, no momento em que o Nassif nota que a Veja publicou uma nota elogiosa meio gratuita ao publicitário André Fischer

no dia 25 de junho de 2003, bem no começo da "guerra das cervejas"

depois outra no dia 20 de agosto de 2003

depois outro elogio no dia 18 de dezembro de 2003

depois outra massagem no dia 24 de dezembro de 2003

depois outra rasgação de seda no dia 14 de janeiro de 2004,

eu acho que o Nassif está compilando documentação de um procedimento bem estranho. Não são "indícios".

Mas aí, claro, depende da capacidade de cada um ler as coisas.

Idelber em fevereiro 3, 2008 10:34 PM


#21

O Bryan colocou a questão de maneira mais clara do que eu poderia. Na minha opinião, entre erros e acertos, as "virtudes ainda restantes" compensam -- e muito -- os "defeitos novos".

Não conheço uma revista que não tenha os defeitos da Veja, mas conheço poucas com as virtudes.

Não é motivo para esse ódio todo. O Nassif tem seus motivos, mas todo mundo sabe que não são exatamente os mais nobres.

Marcelo Camanho em fevereiro 4, 2008 12:06 AM


#22

Bom, eu, de minha parte, não conheço outra revista que enxergue dólares cubanos numa caixa de uísque baseando-se no testemunho de uma pessoa que diz ter ouvido a história de um morto.

Isso, nem a Fox News.

Idelber em fevereiro 4, 2008 12:50 AM


#23

Eu também tinha achado uma bola fora da Veja (igual a de várias outras revistas, repito).

Mas depois das maletas de dinheiro pegas vindo da Venezuela para a Argentina a história parece se tornar mais verossímil, não?

Concordo que a Veja erra -- não sou admirador da revista e não acredito automaticamente em tudo que leio nela. Mas ela também acerta, e não me incluo entre os odiadores da revista.

No saldo, o papel da Veja é positivo.

Marcelo Camanho em fevereiro 4, 2008 10:51 AM


#24

Marcelo, vamos no ping-pong até um dos dois cansar.

A questão não é a verossimilhança. Quem tem que se preocupar com verossimilhança é o escritor de ficção. Uma revista de notícias tem que se preocupar com a verdade.

E tudo naquela história -- e em tantas outras -- era falso. Qualquer revista erra? Erra.

Mas mostre-me uma outra revista, em qualquer lugar do planeta, que seja líder de mercado e que acuse um governo legalmente constituído de traficar dinheiro em caixa de uísque baseando-se num depoimento de segunda mão feito por um morto.

Há erros e "erros". Os da Veja são mais que erros, como mostra a história revelada pelo Nassif sobre o André Fischer que, a julgar pela sua leitura da reportagem, você não qualifica como documentação e sim como um mero "indício".

Quanto ao ódio: eu não odeio a Veja. Não odeio nada. O ódio é uma emoção que cumpre zero papel na minha vida, como sabe quem convive comigo. Mas intriga-me uma coisa: a Veja destila ódio semanalmente nas suas páginas (tome a "reportagem" sobre o Che: não são críticas, como as que se pode fazer a qualquer figura histórica; é um libelo carregado de ódio). Mas quando qualquer um começa a desvendar a sujeira da revista, não falta quem grite: odeiam a Veja!, querem censurar a Veja!.

Por que ela deveria estar acima de críticas que, no geral, são muito mais civilizadas que aquelas que ela desfere?

I rest my case.

Idelber em fevereiro 4, 2008 3:50 PM


#25

Let's agree to disagree, then.

Marcelo Camanho em fevereiro 4, 2008 4:50 PM


#26

Colocando lenha: a CBS (uma das "big three" dos EUA) fez um "60 Minutes" inteiro sobre documentos que criticariam o desempenho do presidente Bush quando ele serviu na Guarda Nacional.

Assim como no depoimento do whisky do PT, o verdadeiro "dono" dos documentos estava morto, e a CBS nunca chegou a ver os originais. Depois comprovou-se que eram falsos.

A CBS é tão ruim como a Veja? Se formos procurar, todos os grandes jornais do mundo já tiveram "barrigas" homéricas. Não é pelos erros que se julga um jornal, mas pela totalidade de erros e acertos.

Mas, para não pensarem que estou querendo absolver a Veja, cabe lembrar que todos os envolvidos foram demitidos pela CBS... :)

Pedro Almeida em fevereiro 4, 2008 6:43 PM


#27

A história dos dólares de Cuba na caixa de uísque não foi mesmo como Veja relatou. Na verdade a garrafa chegou às mãos do Lula, que abriu, viu aquele monte de dólar que Fidel mandou e ficou indignado: Porra, cadê o uísque que devia tá aqui?

Octavio Mendes em fevereiro 5, 2008 1:36 AM


#28

As reportagens do Nassif são bem interessantes,mas só vêm atestar o que qualquer pessoa razoavelmente inteligente já percebeu há um bom tempo; A Veja radicalizou de vez seu tom desde que, para seu contragosto, Lula venceu a eleição e ela seguido uma linha difamatória e até golpista.
Por trás dessa radicalização estão, em parte, interesses especifícos. Alguns deles são comeerciais como comprovam as primeiras reportagens publicadas pelo Nassif, outras certamente têm implicações políticas e espero que o Nassif chegue até aí.
Há, no entanto, o ponto moral que foge a mera guerra de interesses, a Veja produz reportagens para um gueto radical de direita e procura, através da polêmica gerada, atrair a atenção de esquerdistas e pessoas dos mais variados espectros políticos.
Dessa maneira, a revista consegue, de um modo ou de outro, não sair da mídia mesmo que seja de maneira negativa.
Em parte ela tem conseguido seu objetivo.
As reportagens do Nassif colocam "os pingos nos Is", mas não creio que elas não cheguem a alterar muito a visão que as pessoas possuem da revista; os lúcidos passarão a detesta-la ainda mais, e outros que acham que a revista presta um bom serviço à direita do país vão passar a odiar o Nassif sem sequer se dar ao trabalho de analisar os dados.
Ainda assim é um trabalho válido que servirá, certamente, para podermos entender o que pensam os leitores da revista, estariam eles enganados ou se enganando?

Hugo Albuquerque em fevereiro 5, 2008 3:16 PM


#29

Parodiando o dono do blog: eu até nem dou tanta importância à Veja (apesar de ela abrigar um de meus ídolos, o Millôr), mas quando vejo o nível das críticas que fazem ao semanário e a "fibra moral" de seus detratores, tenho ganas de fazer uma assinatura dela...

1. Os comentários do Bryan e do Marcelo estão no tom certo, principalmente os do primeiro.

2. As críticas ao livro do bom Daniel Piza foram corretas.

3. O irritante jabá da filha de Elis existiu (quem não se lembra do massificante bombardeio propagandístico da artista (que por sinal é boa cantora...)? O tom meio vingativo da reportagem faz parte do jogo.

4. Morto não fala. O depoimento de alguém que já está comendo capim pela raiz pode ser válido, à medida que quem relata assume o posto do cadáver. Vossa senhoria assistiu Zodíaco?

5. Nada do que é petista me é estranho... Pra quem andava por aí com as cuecas recheadas de doletas, qual o problema de transportar verdinhas em caixas de black label?

6. Depois do que foi descoberto na "Arrentina", a coisa toda ganhou nova figura.Tem mais. Caro Idelber, já notou que, ao dizer que a história dos dólares era falsa, vossa senhoria finda por ter o mesmo procedimento que tanto critica na revista. Explicar-me-ei. Acusas a falta de verossimilhança e profundidade de investigação da reportagem, mas, SEM QUALQUER BASE, apressa-te em afirmar que a história era falsa. Porra, ao menos a revista tinha um depoimento de um PETISTA e provas de que a viagem de avião levando os cães engarrafados existiu...

7. Tem mais, assumindo sua máxima de "observar o mérito do que está sendo dito, em vez de desqualificar quem o diz" como de fato assumo, gostaria de saber por que você não diz isso pro Nassif? Ele não faz outra coisa.

8. Outra semelhança entre este post e aquela reportagem do semanário: lá confiaram num cara que disse ter ouvido uma história de uma pessoa que já morreu. Aqui, se confia diretamente num cadáver, pois o Na$$ifra está jornalisticamente morto, sua tumba está lá no ABC paulista e ele aparece apenas no Ijê Dupetê, o primeiro portal jornalístico-espírita do mundo, uma espécie de terreiro de quimbanda, onde cabôcos do mal baixam no grande cavalo alimentado pelos fundo de pensão estatais (que grande objeto de pesquisa, hein Risério? kkk). Por falar em cadáveres, na nano-biografia d'O Sombra, o falecido esquece de nada menos que sete, número de pessoas que ficaram pelo caminho de seu novo patrão...

9. A revista cumpre bem o principal papel do jornalismo, ficar nos calcanhares do governo. Em tempos nem tão distantes, o Zé Dirceu, ícone do petismo, costumava andar com um exemplar do semanário embaixo dos suvacos, elogiando a reportagem sobre os grampos do Mendonção, a entrevista do Pedro Collor, etc. A petezada aplaudia e pedia CPI, impeachment e o escambau. Nos tempos do sociólogo, até o sumido (coincidência, não?) Luís Francisco de Souza, que antes de ser Procurador da República é petista, abria seus inquéritos usando matérias da revista.

Kbção em fevereiro 9, 2008 11:49 AM


#30

Muito bom, Kbção. Mudei o template para que este post fique mais tempo na primeira página.

Por enquanto, só vou implicar com o 2. Piza não é bom coisa nenhuma. Tem o pior defeito que pode ter um jornalista, não checar os fatos. Estreou no jornalismo falando do enforcamento de Jesus!

Idelber em fevereiro 9, 2008 3:42 PM


#31

Não sou admirador da Veja há muitos anos.
Mas assim como no comportamento das pessoas o que deve ser observado num veículo de comunicação é o "resultado final" da equação e acho que ninguém discorda, a Veja acerta muito mais do que erra.
O mesmo já não se pode dizer do Luis Nassif que erra muito mais do que acerta, desde o início de sua carreira. Agora em franca decadência e pressionado por sua rumorosa demissão da FSP e mais ainda por dívidas assumidas junto ao BNDS, seu desempenho, que já era fraco, despencou ainda mais.
Atualmente só fala bobagens, faz inferências absurdas e ainda por cima escreve mal.
Apela para o "vitimismo" para ganhar a simpatia de seus poucos leitores e tentar manter a freqüência (baixa)em seu blog de amenidades e curiosidades musico musicais.
Puro besteirol.

Islander em fevereiro 10, 2008 9:57 AM


#32

Idelber
Eu cantei a bola ontem: o cara, o mineirão e pacato Luis Nassif, adora um papel de "vítima". Faz inferências e acusações subjetivas nomeando pessoas e ainda reclama que "vão lhe tomar tempo e dinheiro". Tempo ele tem, dinheiro é outro problema. Veja a notícia no Comunique-se, de hoje, e note-se que a matéria ainda fala sobre um tempo futuro ENTRARÃO, mas a manchete escolhe o presente ENTRAM. Leia:

Eurípedes Alcântara e Lauro Jardim ENTRAM na Justiça contra Luís Nassif

(Carla Soares Martin)

O diretor de redação, Eurípedes Alcântara, e o editor especial, Lauro Jardim, da revista Veja, ENTRARÃO nesta semana com ações civis na Justiça de São Paulo por danos morais contra o jornalista Luís Nassif. O dono da Agência Dinheiro Vivo publica em seu blog uma série de acusações contra a Veja.

Serão quatro ações no total: duas de Alcântara contra o jornalista e o portal que hospeda seu blog, o iG, cujo mantenedor é a Brasil Telecom, e outras duas de Jardim também contra Nassif e o iG.
A revista Veja, contudo, não pretende responder a nenhuma das acusações de Nassif, nem entrar com uma ação judicial. “Nem eu nem a revista Veja vamos responder publicamente a Luis Nassif”, reitera o colunista da Radar, Lauro Jardim. Apesar de ambos – Alcântara e Jardim – serem defendidos pelo Departamento Jurídico da empresa jornalística, as quatro ações serão cíveis.
Nassif
Segundo o jornalista, a entrada de ações simultâneas na Justiça é uma estratégia para impedir que continue questionando a postura ética da Veja. “Eles vão me tomar tempo e recurso. Querem sufocar a série”, afirmou.

Transformou-se na "vítima" de seus pretensos "algozes" (financiados pela Veja). Agora vai angariar solidariedade entre seus leitores durante várias semanas e como daqui a algum tempo irá ser derrotado na Justiça...vai ter muito assunto... lamurias... e apoiamentos incondicionais dos colegas jornalistas partidários! (PHA vai explorar o que puder) Luis Nassif: A vítima!
Tudo tão previsível...ai que preguiça!
C.Q.D.

Islander em fevereiro 11, 2008 6:38 PM


#33

É engraçadíssima a parcimônia da turma que defende a Veja. A estratégia oscila entre:

1. Mudar de assunto e desqualificar quem faz a denúncia.

2. Pedir que provemos que a mentira era mentira -- como fez o Kbção aí em cima, com sua retórica bonitinha. Já não é a revista que tem que provar que vieram dólares de Cuba dentro de caixa de uísque, como ela afirmou. Sou eu quem tem que provar que não vieram. Mudaram o ônus da prova. Lançam a mentirada e são os críticos quem têm que provar que o inexistente é inexistente. É a piada do século.

A partir de agora, qualquer comentário de ataque pessoal ao Nassif sem debate com a substância da reportagem será apagado.

Censura? Não, censura quem impõe é o Grupo Abril.

Idelber em fevereiro 13, 2008 10:37 PM


#34

Debater o que?
O problema é que não há substância a debater nos materiais do "personagem" que Luis Nassif escolheu representar: "O santo guerreiro contra o dragão da maldade".
Como no mundo da realidade não existem "santos guerreiros" nem "dragões da maldade", as suas matérias são apenas acusações pessoais contra determinados jornalistas, concatenadas em forma de "folhetim" para justificar as suas (dele) opiniões pessoais e com um objetivo principal subjacente: transformar-se na vítima da reação daqueles jornalistas acusados e angariar simpatizantes.

Islander em fevereiro 15, 2008 7:49 AM


#35

Debater o que?

Por exemplo: o fato de que Veja publicou uma reportagem do tipo "assassinato de reputação" contra o presidente do STJ, Edson Vidigal, citando como única fonte uma "denúncia" feita com base justamente ... na própria reportagem ainda não publicada pela Veja! Sobre isso, diz Nassif:

Era de um amadorismo constrangedor. Como Veja poderia saber que haveria uma denúncia baseada na própria reportagem que sequer havia sido publicada?

E aí, algum argumento para justificar a "reportagem " da Veja tentando apresentar Edgon Vidigal como corrupto?

Ou será que a tentativa de destruir a reputação do presidente do STJ com base a um mísero fim de semana em Santiago para um congresso não pode ter algo a ver, como conjectura Nassif, com o fato de que

Pouco tempo antes, Vidigal havia dado a liminar que permitiu aos fundos de pensão e ao Citibank retomar o controle da Brasil Telecom das mãos de Daniel Dantas.

Tem aí algum argumento para defender a reportagem em questão ou para sustentar a tese de que a conjectura de Nassif é um delírio?

Idelber em fevereiro 16, 2008 12:04 PM


#36

Puxa, essa caixa de comentários está uma delícia. A melhor de todas é quando o Lauro Jardim diz que não vai responder, mas entra na Justiça. É mais fácl, não?, do que ter de procurar argumentos...

Diego em fevereiro 22, 2008 2:22 PM