Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Arnobio Rocha
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Por que eu não recomendo a Wikipedia :: Pag. Principal :: A reunião democrata em Nevada »

sábado, 19 de janeiro 2008

Galo aos sábados

kafung.jpgReúna atleticanos de quatro ou cinco gerações diferentes. Se quiser lançar uma bomba incendiária capaz de gerar polêmica por vários dias, é só fazer uma singela pergunta: quem foi o maior goleiro do Galo em todos os tempos?

Se tivéssemos que fixar uma data para o início da mística dos goleiros do Atlético, seria o 19 de janeiro de 1935. A manchete do Estado de Minas anunciava: “Kafunga, novo keeper para o Athlético”. O niteroiense Olavo Leite Bastos havia protagonizado uma experiência insólita. Foi o goleiro da Seleção Fluminense massacrada por 10 x 2 pela Seleção Mineira em 1933 e, mesmo assim, havia sido eleito o melhor em campo. Na chegada a Belo Horizonte, Kafunga diria: O score me acabrunhou tanto que tentei abandonar o futebol. Depois, esqueci a derrota, ou por outra, a ‘lavagem’, e recomecei a jogar. Mas o que não pude esquecer foram aquelles tiros de Said, dentro da área… Naquella época, não podia eu prever que viria dar com os costados em Bello Horizonte e, muito menos, que jogaria no team do homem que me fez passar por muitos sustos e dissabores.

Ele fecharia o gol do Galo de 1935 até 1954. É o recordista em número de jogos realizados com o manto alvi-negro: foram 714 partidas. Dos 39 títulos mineiros conquistados pelo Atlético, nada menos que 12 contaram com Kafunga no gol. Foi ainda campeão dos campeões (do Sudeste) de 1936 e campeão do “gelo” na Europa em 1950. Ainda é possível encontrar, no Mercado Central ou em Lourdes, atleticanos que dão gargalhadas ante a menção dos nomes de Taffarel ou João Leite. Goleiro era Kafunga, dizem, convictos. Além do legado de jogador, deixou imensas contribuições à língua portuguesa: cabeça de bagre, não tem coré-coré, gol barra limpa, despingolar (verbo que Kafunga adorava usar para se referir às arrancadas de Paulo Isidoro) e vapt-vupt foram algumas de suas criações. Mil novecentos e Kafunga é até hoje uma expressão que circula em Minas Gerais para designar um passado longínquo. Fez inesquecível carreira como comentarista de rádio e televisão. Em seu velório, em 1991, atleticanos e cruzeirenses choravam juntos. Nós nos acostumáramos a imaginar que Kafunga não morreria nunca.

kafunga.gif

Dali em diante, raríssimas vezes não nos sentimos seguros com nossos goleiros. Ainda na década de 50, Veludo, Sinval e Mão de Onça seriam ídolos da torcida. Na duríssima segunda metade dos anos 60, Mussula garantiu muitas partidas equilibradas contra o time superior que tinha o Cruzeiro. Na modesta equipe que conquistou o Campeonato Brasileiro em 1971, Renato participou de todas as 27 partidas. Numa época em que o Brasil esbanjava atacantes, sofreu só 22 gols. A Massa continua adorando-o, pela fidelidade que mantém ao clube. lmazurkiewicz.jpg

mazurc.jpgNo ano seguinte, chegaria o maior de todos. Algo de idealização retrospectiva da infância haverá nisto, mas jamais voltei a ver um goleiro como Ladislao Mazurkiewicz. Mais conhecido no Brasil pelo drible que lhe aplicou Pelé na Copa de 1970, Mazurka seria o responsável direto pela conquista do tricampeonato da Taça BH em 1972, numa época em que o Cruzeiro ainda possuía uma equipe indubitavelmente superior. Ele não era alto, mas tinha reflexos apurados, saída perfeita, colocação impecável e muita garra. Deu continuidade ao casamento feliz entre os jogadores uruguaios e o Galo, iniciado com o lateral-esquerdo Cincunegui e continuado pelo zagueiro-central Oliveira.

De 1977 até 1989, e entre 1991 e 1992, a meta do Galo teve um sucessor à altura. João Leite ganhou doze campeonatos mineiros, uma Copa Conmebol e vários torneios de verão na Europa. Ajudou a levar o Galo a dois vice-campeonatos nacionais. Na fatídica decisão por pênaltis de 1977 contra o São Paulo, João Leite encaixou no peito as duas primeiras cobranças, de Getúlio e Chicão, ambas no cantinho (sentado na arquibancada, daquele lado do estádio, eu pensei: com um goleiro destes, o título já é nosso). João Leite inovou nos pênaltis, ao flexionar os joelhos com os braços abertos, movendo-se antes da cobrança só na vertical – e portanto rigorosamente dentro da regra. Num esquadrão de craques como Cerezo, Reinaldo, Éder e Luisinho, o “goleiro de Deus” não era das estrelas mais badaladas. Mas jamais deixou de ter a confiança da Massa. Poderia, inclusive, ter ido mais longe na Seleção Brasileira, que teve sua meta defendida por goleiros bem inferiores durante a década de 80.

joaoleite_abre.jpg

Nos anos 90, a mística se manteria com Taffarel, campeão mineiro em 1995 e campeão da Conmebol em 1997, e com Velloso, vice-campeão brasileiro em 1999 e campeão mineiro em 2000. Já no novo século, o Galo revelaria um dos melhores goleiros dos últimos tempos, Diego, campeão mineiro de 2007 e logo depois vendido ao Almeria, da Espanha.

Traz um certo peso, a camisa 1 do Galo.



  Escrito por Idelber às 04:37 | link para este post | Comentários (15)


Comentários

#1

A camisa 1 sempre foi a minha preferida. Desde criança, sempre fui goleiro (provavelmente pq eu era – e sou – ruim para diabo na linha), de maneira que sempre admirei quem sabia catar bem. Até hoje, época em quem meu interesse por futebol há muito deixou de existir, acho muito mais legal ver defesas espetaculares, chutes que ninguém acreditava que alguém poderia pegar sendo defendidos do que gols...

Ulisses Adirt em janeiro 19, 2008 8:12 AM


#2

Infelizmente a atual diretoria quer fechar a fábrica de bons goleiros do glorioso: de Bruno (mascarado!!) ao Juninho - para citar os recentes -, pelo menos na meta, não podemos reclamar da sorte... Parece que a mística da camisa 1 alvinegra não vai acabar nunca. Amém!

luizao em janeiro 19, 2008 9:27 AM


#3

Idelber, lembro que quando comecei a acompanhar futebol, o Atletico tinha um goleiro chamado Zolini, no campeonato brasileiro de 1974. e as partidas que vi, me deram a impressão que ele era bom. eu tinha 8 anos, nunca mais ouvi falar dele. o Zolini era bom mesmo?
PS1 - acabei entregando minha idade neste comentário.
PS2 - falando em futebol e efemérides, amanhã(20) faz 25 anos da convocação de Mané Garrincha pra seleção do Andar de Cima.

Serbão em janeiro 19, 2008 9:49 AM


#4

O Diego tinha tudo para virar ídolo do Galo. Mas há muito tempo o a diretoria não faz uma boa negociação de um jogador desde a venda do Caçapa para o Lyon.

Gabriel Mendes em janeiro 19, 2008 10:16 AM


#5

Caro Idelber,
no início dos anos 70 assisti a jogos com Renato, Careca e Zollini(todos medianos).O Ortiz causou furor na meninada,proliferando a famigerada moda das fitinhas e bermudões (ainda teve aquela polêmica com o Revetria). Já o João Leite, era um bom goleiro, mas você não ficava um pouco tenso com aquelas saídas de gol dele, parecendo um caçador de borboletas?...rs

Mariano em janeiro 19, 2008 11:01 AM


#6

Idelber

Para quem viu Mazurkiewicz jogar, sempre ficará a lembrança deste excelente goleiro.
E o Marcial hem?

Paulo em janeiro 19, 2008 11:30 AM


#7

Olá Idelber.
Vou meter a colher neste angu a contragosto do cozinheiro.
Auto citação não é aconselhável mas... porque não citar este link?
http://www.tulane.edu/~avelar/galo.html.
É ótimo!!!
Alias aparece também aqui http://miltonneves.com.br/qfl/index.asp?id_qfl=2441
Sem indicação de origem.
Abraços

Obs.: Timão também é bissílabo :>)

FM em janeiro 19, 2008 3:06 PM


#8

Caro Frank, você é sempre bem vindo, meu caro, não tem contragosto nenhum. Esqueçamos a pendenga Atlético x Flamengo. E não é que o Sr. Milton Neves publicou meu texto sem indicação de autoria? Eita, copy/paste véio de guerra! Valeu o link, Frank.

Serbão, alguém um pouco mais velho poderia lhe dar mais detalhes, mas acho que o Zollini era um goleiro mediano -- não comprometia, mas não era nenhum Mazurka. De qualquer forma, minhas memórias dele são precárias.

Paulo lembrou muito bem -- Marcial fechou a meta alvi-negra no começo dos anos 60. Muita gente ainda o considera o maior goleiro da história do Galo. Foi injustiçado neste post.

Como também foi injustiçado o Ortiz, que era um excelente goleiro, mas que ficou marcado pelos gols que levou de Revétria na final do mineiro de 77, um título que o Galo dava como certo.

luizao: Amém!

Gabriel, acho que a venda do Diego, infelizmente, era inevitável. É a nossa sina, não só do Galo, mas de todo o futebol brasileiro: não ter ídolos que durem mais de um ano. R. Ceni, no São Paulo, é a exceção que confirma a regra.

Mariano, João Leite assustava nas saídas, às vezes, sim. Ele era absurdamente bom, mas cometia alguns -- pouquíssimos -- erros grosseiros, especialmente ao sair do gol.

Ulisses, nunca me arrisquei a jogar no gol, mas admiro muito a arte do goleiro. Alguns jogos valem pela atuação do guarda-metas. Exemplo clássico: Internacional 1 x 0 Cruzeiro, na final de 75. Manga só não fez chover.

Idelber em janeiro 19, 2008 3:49 PM


#9

Detalhe importante: o texto sobre Mazurka linkado no post é o melhor que encontrei sobre ele na internet. Mas comete um erro grave. Mazurka não foi campeão brasileiro em 1971. Ele chegou já bem depois de terminado o campeonato.

Idelber em janeiro 19, 2008 4:53 PM


#10

Caro Idelber, esse negócio de ser goleiro é uma coisa esquisita.
Assim que me iniciei na carreira futebolística, comecei pronto;
Chuteiras engraxadas, bola nova, camiseta branca de algodão engomada, calção também branco, cabelos lisos e olhos verdes. Dai pra ser goleiro foi um passo...puro preconceito é claro eh eh eh .
Na época todos tinham apelidos, 'Zoca' batia um bolão, 'Foca', cujo irmão jogou no time principal do São Paulo com o nome Viana e o 'Prego', que jogou no segundo time de todos paulistanos, o Juventus, com sei lá que nome. Sem contar os amigos ídolos que jogaram no Timão, que infelizmente não me lembro os nomes.
Meu apelido seguia se confundindo com meu próprio nome, Frank.
Lá no fundo isso me parecia indicar que minha carreira estava fadada ao fracasso.
Eu comecei a me interessar por futebol depois da copa de 1970, meu ídolo era Pelé, mas eu já sabia da existência de Cruyff .
Não ter um apelido bissilábico e com sonoridade onomatopéica era um claro sinal de fracasso na época, naquele Brasil.
Mas eu seguia confiante e quando algum neguinho me chamava de 'alemão', embora alí houvesse um não sei o que de revolta e preconceito, eu adorava.
Mas os jogos se sucederam e continuei sendo Frank, o goleiro. Havia é claro as fãns, mas era só mais um motivo para me afastar do grupo que jogava na linha.
Era uma frustração.
Jogamos o campeonato paulista dente de leite, e nosso time era formado pelo centro avante 'Limpa Trilho', o ponta esquerda 'Serelepe, 'Doca' o beque central, 'Lingüiça o médio volante 'Rui Meningite' o ponta direita, 'Café' o meia direita ,'Manso' lateral direito, 'Tinguaça' meia esquerda. Nas outras posições tinhamos o 'Gaguinho', 'Timbó' e no gol o 'Frank'. O técnico era o seu Darcy, um negão autoritário a quem devo meu primeiro esforço de superação.
Porém poucos anos mais tarde conhecí um garoto que nascera na favela, logo alí perto de minha casa. Era loiro como eu, porém falante e cômico. E logo me tornei seu amigo.
Seus pais eram alemães, sua 'casa' na favela era maior que as outras, mais eles estavam completamente integrado na vida da 'comunidade'.
Me lembro até hoje a alegria que senti no dia dia em que ele me confessou querer ser goleiro.
Nós treináva-mos aos sábados, e no sábado seguinte à confissão, lá estava o 'Alemão', amparado por mim, se apresentando ao time.
O cara era bom, e já no próximo jogo lá estava ele no gol, e eu no banco, como reserva do lateral esquerdo 'Timbó'.
Alegria total, mas não passei disso. E o Timbó era um grosso.
Mas encerar minha carreira como reserva do Timbó e não como o goleiro titular foi na época, um dos maiores feitos.
O curioso é que depois de 1950 criou-se a mística de que goleiro negro 'dava azar'.
A contradição é que na minha 'época', qualquer garoto branquelo era considerado grosso, e assim, tinha seu lugar garantido no gol.

Mas foi no banco, na reserva do Timbó, que eu ví o meu amigo Alemão fazer defesas impossíveis.
Pena que na época não havia video tape para os amadores.

FM em janeiro 19, 2008 7:07 PM


#11

Meu Deus: Timbó, Gaguinho, Rui Menegite e Lingüiça.

É de dar medo!

Grande Frank :-)

Idelber em janeiro 19, 2008 7:15 PM


#12

Idelber,
a propósito das tiradas hilárias do Kafunga, lembrei-me de uma passagem, ao vivo, quando ouvia uma transmissão radiofônica de um jogo do Glorioso, e ele saiu com essa:"...o Nelinho bate tudo nesse time, bate lateral, bate falta, bate tiro de meta, bate pênalti, bate escanteio; pô!Ele tá parecendo é o Batman."

Mariano em janeiro 20, 2008 2:53 PM


#13

Para um palmeirense, é curioso ver o nome do Velloso em uma lista dos melhores goleiros da história de um time. Jogou bem aqui, mas a lista dos melhores tem ao menos uns 10 nomes antes do dele.

carcamano em janeiro 21, 2008 11:35 AM


#14

É estranho... Aqui no Sul, existe a convicção de que Mazurka fracassou no Brasil. Chega a ser utilizado com exemplo de grande jogador que afundou aqui... Lembro pouco dele no Galo, mas o vi jogar muitas vezes no Beira-Rio pelo Peñarol. Fazia-se muitos amistosos aqui contra Nacional e Peñarol e era comum vermos Marzurca, Manga (em seus tempos uruguaios), Pedro Rocha e o terrível e catimbeiro ponta Luis Cubilla, acompanhado do implacável Artime.

Grandes tempos.

Milton Ribeiro em janeiro 21, 2008 1:07 PM


#15

Tenho 42 anos e me lembro de ver jogar mazurkievicz. Ia com meu pai e, vez ou outra, também ia meu tio. São fragmentos da memória. Quando eu ia ao Mineirão. Tinha aquelas almofadinhas com o escudo do Galo onde a gente se sentava. Quanto ao Kafunga, tinha uma que eu adorava: Tava na mordomia!

jozahfa em janeiro 23, 2008 7:21 PM