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sábado, 26 de janeiro 2008
Galo aos sábados: A mística da massa
este texto é antigo e conhecido de muitos. Circulou pela internet como spam e com falsas atribuições de autoria. Publico-o aqui no blog pela primeira vez, como homenagem à torcida do Galo no ano do centenário.
Torcidas, as haverá mais numerosas, mas nenhum séquito futebolístico brasileiro se compara ao do Clube Atlético Mineiro em mística apaixonada, em anedótario heróico, em poesia acumulada ao longo dos anos. "A Massa", como é simplesmente conhecida em Minas Gerais, compartilha com a torcida corinthiana ("A Fiel") a honra de deixar-se conhecer com um substantivo ou adjetivo comum transformado em nome próprio, inconfundível. A Fiel, A Massa: poucas outras torcidas terão realizado tal operação de mutação de um nome comum em nome próprio.
Muito distintas são, no entanto, as torcidas dos alvi-negros paulistano e belo-horizontino. Quem já vestiu a camisa do time do Parque de São Jorge sabe que a Fiel é fiel em sua paixão, não em seu apoio. Na derrota, a Fiel é implacável; não desaparece, como a torcida do Cruzeiro. Está sempre lá. Mas é capaz de crucificar com um pequeno manifestar-se de sua raiva. Na vitória, cobra cada vez mais, e reinstala aí sua insatisfação, cuja raiz quiçá esteja no mal-resolvido trauma dos 23 anos sem título, e do grande pesadelo de duas décadas chamado Pelé. A Fiel é fiel, e sempre o foi, mas sua fidelidade se nutre de um descompasso entre a alma do torcedor e a alma do time.
No caso do atleticano, a alma do time não é senão a alma da torcida. Toda a mística da camisa, das vitórias sobre times tecnicamente superiores (e também das derrotas trágicas e traumáticas), emana da épica, das legendárias histórias que nutre sua apaixonada torcida: nem o Urubu, nem o Porco, nem o Peixe, nem a Raposa, nem o Leão, nem nenhum animal mascote se confunde com o nome do time, com sua identidade, com sua alma mesma, como o Galo com o Atlético Mineiro. E Galo é o nome da torcida (GA-LO), bíssilabo cantável e entoável como grito de guerra que ela eternizou ao encarnar em si o espírito do animal. Nenhum outro time é conhecido por tantas vitórias improváveis só conquistadas porque a Massa empurrou. Quem possui uma torcida como esta, é praticamente impossível de ser derrotado em casa (Telê Santana).

Pelos idos de 69 ou 70, o timaço do Cruzeiro já tetra ou pentacampeão entrava em campo mais uma vez e parecia que de novo ia humilhar o Atlético, que já amargava o quinto aniversário do Mineirão sem nenhum título estadual. A superioridade técnica de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Raul, Piazza e cia. era simplesmente incontestável. Mesmo naquele clássico durante vacas tão magras, a massa atleticana era, como sempre foi, maioria no Mineirão. Impotente, ela viu Dirceu Lopes abrir o placar e o time do Cruzeiro massacrar o Galo durante 45 minutos. No intervalo, a massa que cantava o hino do Atlético foi inflamada por um recado de Dadá Maravilha pelo rádio: Carro não anda sem combustível. A fanática multidão encheu-se de brios, fez barulho como nunca, entoou o grito de guerra como nunca, encurralou sonoramente a torcida cruzeirense, e o time do Atlético - infinitamente inferior, liderado pelo artilheiro Dario - virou o placar para 2 x 1 e abriu caminho para a reconquista da hegemonia em Minas, selada com o título estadual de 70 e o Brasileiro de 71. Nenhum dos jogadores atleticanos presentes nessa vitória jamais se esqueceu da energia que emanava das arquibancadas, e que literalmente ganhou o jogo.
Nenhuma testemunha ocular de alguma das façanhas da torcida do Atlético deixou de reconhecer que não há torcida igual. O Galo é o primeiro time brasileiro a alcançar a marca de 10 milhões de torcedores presentes no estádio durante o Brasileirão. Foi campeão de público em dez edições do Campeonato (1971, 1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2001), além de liderar todas as divisões do futebol brasileiro em 2006, com média de 31.622 torcedores por jogo no ano em que a equipe disputou a Série B.

Também as derrotas contribuíram para a mística e paixão atleticanas: como em 1998, quando o visitante Corinthians trouxe ao Mineirão sua máquina que se preparava para ser bicampeã brasileira e campeã mundial. O Galo se recuperava no Campeonato Brasileiro, vinha de uma vitória sobre o Grêmio no Olímpico e a Massa mais uma vez lotou o estádio. Com seu toque de bola, o Corinthians envolveu o time atleticano e no meio do segundo tempo já aplicava impiedosos 5 x 0, enquanto tocava a bola, colocava os atleticanos na roda e esperava o fim do jogo. Vendo seu time humilhado por um adversário superior dentro de seu próprio terreiro, a massa se levantou e cantou durante mais de 10 minutos o belo hino, mais alto e com mais amor que nunca. Nenhum jogador presente se esqueceu e um ano depois o Galo devolveria ao Corinthians os 5 x 1 do Mineirão, com sonoros 4x0 no Maracanã.
Só a tragédia de 1950 se compara ao silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em 05 de março de 1978, quando a grande equipe atleticana de Cerezo, Reinaldo, Paulo Isidoro, João Leite e Marcelo perdeu nos pênaltis o título que todos já consideravam seu, incluindo-se, às vezes parece, os próprios adversários são-paulinos. O time do Atlético jogou sem Reinaldo, suspenso num julgamento criminosa e maliciosamente marcado para a última semana do campeonato; foi empurrado pela torcida, mostrou-se muito superior ao São Paulo (como havia feito durante todo o campeonato em que acumulou 17 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota), encurralou o adversário durante 120 minutos, mas o gol não saiu. O título foi perdido nos pênaltis, mesmo depois de duas grandes defesas de João Leite em cobranças são-paulinas. Ângelo, um dos craques do jovem time atleticano, deixou a partida quebrado por Neca e pisoteado por Chicão. Nunca mais seria o mesmo. O Galo, base da seleção brasileira de Osvaldo Brandão do ano anterior, saiu de campo vice-campeão invicto, 10 pontos à frente do campeão, com os 11 jogadores abraçados. A Massa recebia aí sua grande tarefa dos próximos anos: realizar o luto pelo enorme trauma. Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí a Massa acumularia 10 títulos mineiros em 12 anos. Veria o Galo vencer uma legião de torneios europeus (Paris, Amsterdã, Vigo, Bilbao, Ramón de Carranza) e realizar uma seqüência de campanhas sensacionais no Brasileirão, interrompidas na final ou semifinal em jogos fatídicos.
A magia atleticana se encarnaria no seu torcedor mais famoso, Sempre, cujo nome real não se conhece, tal é força do apelido. Durante décadas, Sempre ocupou as arquibancadas do Independência e do Mineirão, com sua bandeira e seus ditos legendários. Nunca deixou de comparecer e nunca vaiou o time, embora chorasse nas derrotas. Foi dos primeiros a entoar o hino composto por Vicente Motta em 1969 e depois aprendido por milhões em todo o Brasil. Abria e fechava o clube diariamente. Participou de epopéias memoráveis da massa atleticana, como num jogo dos anos 50, depois do qual a multidão carregou no colo o artilheiro Ubaldo, de sunga, ao longo dos 5,5 kilômetros que separam o estádio Independência da Praça Sete; como quando 20.000 atleticanos invadiram o Maracanã e empurraram o time à conquista do Primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, sobre o Botafogo de Jairzinho.
O Furacão de 70 sentiu seu peso de novo cinco anos mais tarde, na decisão do Mineiro de 76 - quando a Massa, mesmo tendo comemorado só 1 dos 11 campeonatos mineiros anteriores, tomou conta do Mineirão para empurrar uma turma de meninos de 18-21 anos (de nomes Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro, Danival, Marcelo) a vitórias contundentes sobre o campeão da Libertadores. Estava aberto o caminho para o hexacampeonato de 1978-83.
Se houver uma camisa alvi-negra pendurada no varal num dia de tempestade, o atleticano torce contra o vento. O achado do cronista Roberto Drummond resume a mitologia do Galo: contra fenômenos naturais, contra todas as possibilidades, contra forças maiores, a torcida atleticana passa por radical metamorfose e se supera. Superou-se tantas vezes que já não duvida de nada, e cada superação reforça ainda mais a mística, como uma bola de neve da paixão futebolística. Nenhum atleticano hesitaria em apostar na capacidade da Massa de transformar o impossível em possível a qualquer momento, de fazer parar aquela tempestade que açoita o pavilhão alvi-negro deixado solitário no varal.
Não surpreende, então, o sucesso que tiveram os jogadores uruguaios que atuaram no Atlético Mineiro, do grande Mazurkiewcz ao maior lateral-esquerdo da história do clube, Cincunegui. Se há uma mística de garra e amor à camisa que se compara à atleticana, é a da celeste, não mineira, mas uruguaia. Só à seleção uruguaia a pura paixão por um nome e um símbolo levou a tantas vitórias inacreditáveis, improváveis, espíritas, puramente heróicas. Em 1966, as duas camisas legendárias se encontraram e o Galo derrotou o Uruguai duas vezes (26/04/66 - Atlético 3 x 2 Uruguai, 18/05/66 - Atlético 1 x 0 Uruguai).
Ao contrário das torcidas conhecidas por sua origem étnica (Palmeiras, Cruzeiro, Vasco), por sua origem social (Fluminense, Grêmio, São Paulo), ou por seu crescimento a partir de uma grande fase do time (Santos, Cruzeiro), qualquer menção da torcida do Atlético Mineiro evoca, invariavelmente, a substância mesma que constitui o torcer. O amor ao time na vitória e na derrota, o apoio incondicional, a garra, a crença de que sempre é possível virar um resultado, o hino entoado unissonamente: a legião fanática que ama o Galo acima de tudo sabe que ser atleticano é unir-se num estado de espírito, compartilhar uma memória e fazer da esperança uma permanente iminência.
A massa atleticana é a prova maior de que, mesmo em época de profissionalização total do futebol, do negócio futebol, para o povo brasileiro este é acima de tudo paixão por uma cor, um nome, um símbolo, a memória de um instante que pode ser um gol, um campeonato, um abraço ou um beijo. Galo é o nome que mais radical e verdadeiramente expressa, para tantos milhões de brasileiros, o inexplicável dessa paixão.
PS: O blog deseja boa sorte aos amigos Alex Castro e Lucia Malla em suas novas casas.
Escrito por Idelber às 05:22 | link para este post
| Comentários (38)
#1
Todos os relatos e o que ouço quando meu time joga em BH só confirmam o apoio incondicional que raramente é prestado por outra torcida.
Hoje, acho que vou dar uma passadinha na I Impedfest.
Milton Ribeiro em janeiro 26, 2008 8:37 AM
#2
Ainda terei o prazer de acompanhá-lo um dia ao Mineirão, Milton. Deixe meu abraço ao Douglas e à turma do excelente Impedimento.
Idelber em janeiro 26, 2008 8:53 AM
#3
Obrigada, Idelber, pelo apoio amigo de sempre. :)
Beijos a vc e Ana!
Lucia Malla em janeiro 26, 2008 9:49 AM
#4
Idelber:
Com esta imensa paixão futebolística, tu tens uma enorme vocação para ser gremista.
luiz afonso franz em janeiro 26, 2008 10:08 AM
#5
Idelber,
espero que você mantenha ,durante todo o ano do centenário do Glorioso, esses encontros semelhantes ao da confraria literária do Plínio Doyle (os "Sabadoyles" nas décadas de 60 e 70). Aqui, parafraseando, os "Sabagalos".
Hoje matei saudades ouvindo o LP "Atlético Mineiro-o bom",da gravadora Bemol, com transmissões radiofônicas dos jogos da campanha de 1971 (narrador: Vilibaldo "advinhe" Alves; comentarista:Kafunga)
Abraços!
homo antiquus em janeiro 26, 2008 12:55 PM
#6
Merecido sempre, Lu. Muito sucesso na nova casa :-)
Caro Luiz, esta bodega já homenageou o Grêmio campeão do mundo e campeão da segundona. Mas como sei que vocês gaúchos odeiam quem fica em cima do muro, já vou declarando: no Rio Grande, minhas simpatias são coloradas :-(
O Sabagalo continuará, homo antiquus, e vou adotar o apelido, gostei. Vilibaldo e Kafunga é um belo começo para qualquer sábado. Abração.
Idelber em janeiro 26, 2008 2:17 PM
fm em janeiro 26, 2008 5:05 PM
#8
valeu, chefia. a casa nova já tá bombando, em parte, graças ao seu link :)
alex castro em janeiro 26, 2008 7:08 PM
#9
Frank, esse Galo é falso. A porra toda está em azul :-)
My pleasure, Alex. E pau nos anti-tabagistas.
Idelber em janeiro 26, 2008 7:25 PM
#10
Culpa dos portugueses que não prezam o vermelho de sua própria bandeira.
Se você ficou indignado com o azul, imagine eu com o verde!!!
FM em janeiro 26, 2008 7:37 PM
#11
já que circulou pela internet como spam e com falsas atribuições de autoria, anima colocar ele em CC 2.5, em homenagem ao campeão dos campeões?
Fulcanelli em janeiro 27, 2008 2:48 AM
#12
Fulcanelli, tudo no blog é Creative Commons! (tem tanta diferença assim entre a 2.0 e a 2.5?)
A 2.0 está beleza, não? Pode circular à vontade, é só dizer quem escreveu :-)
Idelber em janeiro 27, 2008 3:05 AM
#13
ô Idelber,
estás bonito e pimpão em página inteira do jornal ABC domingo de hoje.
Para ver, vá a www.abcdomingo.com.br, clique na capa e folheie o jornal até a página 6.
luiz afonso franz em janeiro 27, 2008 8:50 AM
#14
Idelber, não esqueça de mencionar a torcida do Bahia. Nunca conheci torcida tão fanática quanto essa. Você precisa ver, as pessoas são doentes.
Ano passado, salvo engano, ela fez a maior média de público, mesmo na série C. E ficou em segundo lugar quanto ao maior público, perdendo apenas pro Fla-Flu. Embora eu seja corintiano e tenha pelo Galo a simpatia causada por um bom amigo de BH, não consigo ver em outra torcida imagem mais nítida de torcedores fiéis do que a que me dá a torcida do -- como eles dizem aqui -- Baêa.
Leonardo Bernardes em janeiro 27, 2008 11:10 AM
#15
Foi muito bom ter ido à Impedfest. Fiquei conversando só umas 4 horas... Estava ótimo.
Milton Ribeiro em janeiro 27, 2008 3:30 PM
#16
Obrigado, Luiz, ficou bem bacana a matéria -- apesar de terem errado meu nome...
Bem lembrado, Leo. Os números da torcida do Bahia são mesmo impressionantes. Acho que são comparáveis aos do Galo. Mas acho que são só nos números...
Beleza, Milton, não vejo a hora de conhecer o pessoal :-)
Idelber em janeiro 27, 2008 5:06 PM
#17
Flamengo, Corinthians, Galo e Bahia são as grandes torcidas em termos de comparecimento a estádio.
A Revista Placar (edição 1.250) compilou todos os públicos no Brasileirão, de 1971 a 2002, e esses quatro clubes ficaram bem à frente dos outros.
na Wikipedia tem um pouco mais de informação sobre isso.
no mais, parabéns por essa nova seção do Biscoito, que tá ótima...
abs,
dra em janeiro 27, 2008 5:18 PM
#18
PS: Idelber, é verdade. Se a nossa torcida tivesse a capacidade q tem a Massa do Galo para reverter resultados adversos, já tínhamos derrubado a direção do clube depois daquela passeata...
dra em janeiro 27, 2008 5:32 PM
#19
Ótimo link, dra. Como detalhe, só o Galo e o Flamengo lideraram o Brasileirão em público em anos em que a equipe não chegou nem mesmo à semifinal.
A Massa fez isso em 1995.
Idelber em janeiro 27, 2008 6:08 PM
#20
Idelber duas coisas totalmente não relacionadas: primeira, já votou no Bibi's box no Bloggies 2008? Segunda: você tem ou conhece algum livro com uma boa receita de gumbo com chocolate ou cacau? Estou verde de vontade de uma receita assim.
Beijinhos e até mais!
Bibi em janeiro 27, 2008 10:40 PM
#21
putz. seu post me fez *babar* de vontade de ver o galo jogando no mineirão.
lu em janeiro 28, 2008 12:18 AM
#22
Lu, é uma experiência e tanto. Ponha na agenda aí :-)
Bibi, estou indo votar agora! É tanto concurso que a gente esquece... Quanto à receita, não.. Tem certeza que se faz isso? Acho que não combina, né? Gumbo com doce? rs
Idelber em janeiro 28, 2008 1:00 AM
#23
AH, não é chocolate ao leie, é chocolate meio amargo, e com cacau eu tenho certeza de que fica bom. :)
Obrigada pelo voto. ;)
Bibi em janeiro 28, 2008 2:14 PM
#24
Tá parecendo que o Galo vai ser mais um time a sofrer com a maldição do centenário. Começo de ano tenebroso pro time.
Rodrigo em janeiro 29, 2008 11:47 AM
#25
Camarada, adoro seu blog, mas outro dia fiquei puto lendo, nos arquivos, um post seu contra o Flamengo. De qualquer maneira, vejo que vc sempre tem uma justificativa, um roubo aqui, um julgamento fajuto acolá, para justificar os fracassos do Galo. Olha que tenho até simpatia pelo Galo. E sei que, em futebol, não dá para levar tudo tão a sério. Mas digressiono só para provocá-lo um pouquinho. Em 1987, quando derrotamos o esquadrão montado por Telê Santana, onde estava o roubo? Quando Renato Gaúcho foi agarrado por João Leite e mesmo assim fez o gol? O árbitro deveria ter invalidado o gol e dado pênalti?
João Arruda em janeiro 29, 2008 4:39 PM
#26
Putz, deveria ter revisado antes. Justificativa para justificar é dose. Mal aê.
João Arruda em janeiro 29, 2008 4:41 PM
#27
Caro João.
Não. Em 1987 foi limpo e na bola.
Idelber em janeiro 29, 2008 5:42 PM
#28
E o lance que eu disse, do último título limpo do Flamengo ter sido o tricampeonato de 1955 era, claro, uma boutade, um exagero deliberado para provocar :-)
Idelber em janeiro 29, 2008 5:44 PM
#29
Imaginei, imaginei. Não esperava de vc arroubos de garoto de playground como costuma acontecer no Gravataí Merengue - que é um blog que leio bastante, também. Nesse caso, torcerei até para uma disputa cabeça-a-cabeça entre o Urubu e o Galo no próximo Brasileirão. Grande abraço.
João Arruda em janeiro 29, 2008 6:51 PM
#30
Idelber,
Não sabia que o texto era seu... Realmente ele circulou por aí assinado por vários outros autores :)
De onde surgiu tamanha devoção ao Clube Atlético Mineiro? E como essa paixão se perpetuou inabalável até hoje? Não tenho dúvidas que o caminho da resposta passa pelas glórias, pela formação popular do clube, mas principalmente como vc citou em seu texto, pelas TRAGÉDIAS...
"Só a tragédia de 1950 se compara ao silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em 05 de março de 1978"
Nunca esquecerei este silêncio... (detalhe: nasci em 83)
Sds
Daniel em janeiro 30, 2008 12:27 AM
#31
Caro Daniel, o trágico 5 de março foi meu primeiro jogo no Mineirão.
Mas depois vieram muitas alegrias.
Você é do movimento 105 minutos? Seja sempre bem vindo aqui no blog! Todo sábado tem Galo neste ano de centenário.
Idelber em janeiro 30, 2008 1:04 AM
#32
Belíssima matéria.
verdadeira e forte: assim como a TORCIDA DO GALO (em maiúsculo)!!!
Abração
Luiz Otávio
Conselheiro lafaiete
LUIZ OTÁVIO DA SILVA em fevereiro 3, 2008 1:58 PM
#33
Um belíssimo texto, capaz de desvendar um mistério: a torcida do Galo não gosta de futebol, gosta de Atlético. E exerce esse gosto com amor de mãe.
Fred Melo Paiva em fevereiro 7, 2008 10:12 AM
#34
Nao costumo adicionar sites ao favoritos... mas o seu foi adicionado com gosto.
Parabens por expressar algo inexpressavel , a paixao...
Mesmo por anos e anos de fases ruins , derrotas escabrosas e poucas alegrias , sinto que meu amor pelo galo simplesmente aumenta e aumenta exponencialmente .
Percebi meu caro que acima de tudo , acima ate mesmo dos gols esta a felicidade de ver meus filhos entoando o hino do galo no nosso templo sagrado, assim como meu velho pai teve ao me ver fazer o mesmo.
Portanto acima de tudo e por termos alma alvi negra , nao fujo das batalhas pela minha paixao .
Amanha estarei novamente presente.
Ele ganhando ...ele perdendo ... sou alvi negro de coraçaõ!!
Reginaldo em março 22, 2008 5:32 PM
#35
desculpa pela pontuação e acentuação ..
Reginaldo em março 23, 2008 7:26 AM
#36
Belíssimo e apaixonado texto! Queria ter a mesma verve para falar do meu Tricolor.
Talvez apenas não utilizasse a enxurrada de palavras do tipo "magia", "mística", "alma": prof. Idelber, descobri sua religião!
Nada como um post depois do outro.
Grande abraço
Karl em julho 16, 2009 8:39 PM
#37
Qualquer coisa que eu dissesse aqui atrapalharia o post. Esplêndido!!
=*
Maíra em julho 16, 2009 9:34 PM
#38
Texto muito interessante. Muito bom pra refletir sobre o Galo. Obrigado pela dica. Saudações Atleticanas.
Eduardo Ferreira em julho 25, 2009 1:12 AM
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