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segunda-feira, 28 de janeiro 2008

Por que Obama goleou na Carolina do Sul

Nas primárias da Carolina do Sul, de novo as pesquisas estavam erradas. Elas apontavam uma vitória de Obama por 8 a 12 pontos e o que se viu foi uma lavada: Obama 55.5% x Hillary 26.5%, com Edwards conquistando só 17.5% dos votos no seu estado natal, onde ele havia vencido as primárias contra John Kerry em 2004. Obama venceu em 44 dos 46 condados. Apresento abaixo um pouco da demografia do voto – sempre importante nos EUA -- e logo depois uma rápida análise.

Nas primárias democratas da Carolina do Sul este ano, os negros representavam 55% dos eleitores. Destes, 78% votaram em Obama, 19% em Clinton, 2% em Edwards, sem diferenças significativas entre homens e mulheres. Entre os brancos, 40% foram para Edwards, 36% para Clinton e 24% para Obama. Mas Obama teve metade dos eleitores brancos com menos de 30 anos de idade. Recebeu o apoio de nada menos que 75% de todos os eleitores nascidos depois da posse de Jimmy Carter.

Hillary Clinton fez campanha pesada na Carolina do Sul e só programou a saída rápida do estado – rumo ao Tennessee – quando já estava clara a derrota. Na manhã da votação, sua equipe chegou a enviar um release dizendo que esperavam uma derrota por 12%, dando uma margem generosa que lhes permitiria, depois, pintar com cores positivas o resultado, no caso de uma diferença menor. A margem acabou sendo mais que o dobro, 27%. Foi a primeira vez nesta temporada que um candidato venceu com mais de 50% dos votos. Também foi a primeira vez que um candidato dobrou os votos do segundo colocado.

Como a demografia destas primárias não foi muito diferente da que se esperava, a explicação para tamanha lavada é clara: os eleitores recusaram o tipo de campanha que Hillary Clinton resolveu fazer, com base em mentiras, distorções, divisão racial e ataques abaixo da cintura. O que se viu na Carolina do Sul ao longo da semana passada não fica nada a dever aos momentos mais malignos de Karl Rove ou, para quem não localiza essa referência, ao feito por Collor em 1989.

Todos os links que se seguem remetem a afirmações feitas pela própria Hillary, pelo seu marido ou por líderes de sua equipe: Houve referências ao uso de drogas feito por Obama na adolescência, coisa que ele mesmo reconhece no seu livro. Houve chamadas telefônicas enfatizando o segundo nome de Obama, Hussein. Houve um spam que falsamente afirmava que Obama era muçulmano. Houve manipulação de uma afirmação absolutamente banal de Obama, de que os Republicanos haviam sido o “partido das idéias e das transformações” nos últimos tempos, o que é a pura verdade -- a manipulação tentava sugerir que ele considerava essas idéias e transformações algo positivo, coisa que ele nunca disse. Houve sutis tentativas de confinar Obama à condição de “candidato negro”, num ignóbil uso das tensões raciais tão americanas e, acima de tudo, tão sulistas. Houve mais racismo, na sugestão de que latinos não votariam num negro. Houve até mesmo uma tentativa de jogar com a ignorância dos eleitores sobre um procedimento absolutamente normal em várias casas legislativas americanas – votar “presente” ao invés de “sim” como estratégia de aprovação de uma lei – para sugerir que Obama não defende o direito ao aborto. Tudo isso para não falar na embaraçosa armação envolvendo um cartaz sexista (Iron my shirt) exibido por um radialista num comício de Hillary, "levantando a bola" para que ela falasse sobre machismo. O radialista levava adesivo de Hillary no carro e foi visto conversando com lideranças da campanha antes do incidente que, aliás, ocorreu uns poucos instantes depois de que Hillary pedisse mais luz na platéia. Feio demais.

Os eleitores da Carolina do Sul rejeitaram essa lama. Mas ainda é cedo para dizer que o favoritismo de Clinton foi abalado. Edwards já não tem chances, mas cumprirá um papel decisivo, dependendo de que atitude tome e como negocie seu considerável número de delegados. Estamos a 8 dias da Super Terça-Feira, em que 22 estados realizam primárias. Em pesquisas feitas dias atrás, Clinton liderava em quase todos eles (a exceção é Illinois, estado natal de Obama). O efeito do resultado contundente da Carolina do Sul já se fez sentir na nova pesquisa de Colorado, onde Obama virou o jogo. A Califórnia e Nova York, evidentemente, são chave, dada a quantidade de delegados que levam à convenção. Neste domingo, Obama recebeu um comovente endosso da Caroline Kennedy, filha de JFK. Seu tio Ted Kennedy, neutro até agora, deve anunciar seu apoio a Obama nas próximas horas.

Duas coisas, nesta campanha, são certas: os Democratas preferimos enfrentar qualquer candidato republicano que não seja John McCain. Os Republicanos adorariam enfrentar Hillary Clinton, que tem taxa de rejeição de 52% no começo da brincadeira e que conseguiu alienar tanta gente em seu próprio partido que milhares de ativistas já declararam que nela não votam de jeito nenhum.

PS 1: O Left Coaster, um blog que já foi bom, se pergunta (ver caixa de comentários): o que Hillary fez para ser tão odiada? Às vezes eu não sei se é ingenuidade ou se é má fé.

PS 2: A super terça-feira cai no carnaval e vocês aí no Brasil estão 4 horas na minha frente. Considerando isso, será que vale a pena fazer uma cobertura em tempo real, com o post sendo atualizado a cada 10 ou 15 minutos com informações novas, ou deixo para publicar um texto na madrugada, como de costume? Os primeiros números reais só começarão a sair às 23 h de Brasília.



  Escrito por Idelber às 03:25 | link para este post | Comentários (35)


Comentários

#1

Tem muita gente que não vai sair por aí no Carnaval, Idelber. Mas a escolha é sua, o que vier a gente traça.

Sobre a pesquisa do Colorado, o mais relevante é que ela foi feita ANTES da primária da Carolina do Sul, de 21 a 23/01. Logo, a coisa ainda deve piorar para a Hillary...

P.S. E aí um Democrata pegou um Galo e ...

Luiz em janeiro 28, 2008 5:35 AM


#2

Será que os democratas vão entregar o ouro ao bandido de novo como em 2000? Naquele ano, muitos democratas se recusaram a votar no Gore, preferindo o Ralph Nader, porque achavam que Bush e Gore eram "tudo a mesma coisa". Se lembra do Michel Moore, Susan Sarandon e Tim Robins fazendo campanha para o Nader?

Passaram os últimos 8 anos demonizando o Bush e divinizando o Gore, só pra fazer tudo de novo do mesmo jeito com a Hillary? "A Hillary está do lado do Big Bussiness como o partido Republicano"

Homero em janeiro 28, 2008 6:35 AM


#3

E o papo sobre o livro do Ariano ?


Abração!

Pedro Henrique em janeiro 28, 2008 7:05 AM


#4

Caro Idelber
Tenho acompanhado as “primárias” norte-americanas através de suas palavras. É de fato um assunto que, em alguma escala, nos afeta no Brasil. Nestas informações me chama atenção a rígida estratificação que acompanha a explicação do voto dos eleitores, e uma aparente falta de percepção destes mesmos eleitores em relação a incríveis manobras realizadas pelos candidatos.
Continuo acompanhando.

Paulo em janeiro 28, 2008 7:36 AM


#5

Idelber,

Que papo é esse ?? E me deixar sendo informado pela Globo ?? Pela imparcialidade conhecido do Will.i.am Waack ??

Cobre ai. Pq nem sei se meu figado vai me deixar sair de casa.

Hasta,

Magrello em janeiro 28, 2008 7:46 AM


Milton Ribeiro em janeiro 28, 2008 9:30 AM


#7

Só para dar meu voto, acho que uma postagem em tempo real poderia ser bem interessante para ver um trabalho atípico aqui no Biscoito...

Ulisses Adirt em janeiro 28, 2008 9:45 AM


#8

Idelber,
vc virou minha principal referência quando o assunto é a eleição americana. Se vc tem tempo, condições e vontade, uma cobertura em tempo real é bem bacana. Confesso que eu não ficarei acompanhando em tempo real, provavelmente só vou ler tudo depois, mas pelo menos, sei que posso me abster de dar atenção ao noticiário global (como se eu fizesse isso...).

Na sua opinião, do ponto de vista dos interesses brasileiros, em termos de política econômica, por exemplo, qual seria o melhor candidato?

Ana Paula em janeiro 28, 2008 10:15 AM


#9

Discordo. Karl Rove não jogava tão sujo. Isso aí é de Lee Atwater para baixo - se bem que o affair Willie Horton tá parecendo limpeza perto disso. TALVEZ a campanha de Nixon contra McGovern em 1972 chegue perto, mas acho difícil.

E isso considerando que Obama fazia campanhas para democratas que suavam para ganhar eleições em 2006(Em especial em estados com grande população negra como Tennessee e Virginia) enquanto Hillary brincava de fazer campanha eleitoral cara contra um desafiante republicano quase inexistente...

André Kenji em janeiro 28, 2008 12:08 PM


#10

Eu não entendo patavinas de política norte-americana. E não tinha idéia de que a madame Clinton jogava pesado desse tanto. Uma pena, eu na minha ignorância achava até simpático gostar dela. (Carisma é tudo, principalmente quando não se tem caráter, não é mesmo, minha gentemmm?)
Beijocas

Monix em janeiro 28, 2008 12:30 PM


#11

Idelber, voto pela cobertura em tempo real.

Alexandre Nodari em janeiro 28, 2008 2:01 PM


#12

Pedro, o papo sobre Ariano está marcado para o dia 18 de fevereiro. Até lá faço outro post sobre o assunto, de lembrete.

Mais tarde volto para responder os comentários :-)

Idelber em janeiro 28, 2008 2:01 PM


#13

Luiz, verdade: eu não tinha reparado. A pesquisa no Colorado foi feita nos dias 21-23, portanto antes da primária na Carolina do Sul. Os números devem mudar na próxima.

Homero, meu caro, entendo a comparação, mas não há ser humano que diria, hoje, que uma presidência do Gore teria sido igual à do Bush. Neste caso, acho que a Hillary anda fazendo por merecer.

Paulo, pelo jeito os eleitores andam percebendo, sim!

Idelber em janeiro 28, 2008 3:22 PM


#14

Siempre ha sido mi percepcion que los del sur de los estados unidos no son mas racistas que los de otras partes, sino que tienen menos verguenza de hablar de su racismo y el por que de ello. O sea, su racismo no es tan tacito como el de los otros.

I could be wrong.

Mac Williams em janeiro 28, 2008 4:46 PM


#15

Ana Paula, acho difícil definir quem seria melhor para o Brasil. Há um clichê que diz que os Democratas são mais protecionistas, mas os subsídios agrícolas e a sobretaxação do suco de laranja brasileiros, por exemplo, não diminuíram na era Bush.

Acho que, no geral, seria melhor para o mundo inteiro ter um presidente genuinamente cosmopolita, que entenda mais de diplomacia que de bombas.

André, eu ainda acho que Rove está numa categoria só dele. A Hillary ainda não explodiu bombas em seu próprio comitê para culpar adversários, né?

Idelber em janeiro 28, 2008 6:19 PM


#16

Idelber

Depois que PAT BUCHANAN criticou os ataques de Hillary contra Obama, bem, não digo nada. ;-)

http://www.realclearpolitics.com/articles/2008/01/ghettoizing_barack.html

As tentativas de transformar um senador negro que por mais que seja inexperiente é um senador num Jesse Jackson ou num Al Sharpton são ridiculas.

E EU digo: acho que haveriam poucas diferenças entre Bush e Gore(Tirando talvez a questão ambiental e coisas como o No Child Left Behind), já que este seria vulnerável a um Senado republicano e teria alguém como Josef Lieberman como vice.

E digo mais: os democratas demonizam um estrategista medíocre como Karl Rove para justificarem o fato de Al Bore ter conseguido perder seu estado natal, o Arkansas e ainda a Virgínia Ocidental.

André Kenji em janeiro 28, 2008 8:28 PM


#17

Aliás, André, Pat Buchanan anda dando um show de moderação na MSNBC.

O tal do Chris Matthews é tão ruim e tão misógino que o Buchanan fica parecendo um gentleman!

Idelber em janeiro 28, 2008 9:15 PM


#18

Idelber

O Pat Buchanan é inteligente e articulado. Aliás, é por isso que ele é perigoso. Ele é um idiota com idéias malucas, mas um idiota inteligente e bem articulado.

Se bem que ele dá umas dentro de vez em quando.

André Kenji em janeiro 28, 2008 10:23 PM


#19

Idelber, fugindo so um pouquinho ao assunto e aproveitando o seu post anterior, a AFP proibiiu o uso da wikipedia e do facebook como fonte para as suas reportagens.. Uma liçao para jornais brasileiros, como a Folha que ultimamaente so fazem isso para qqr assunto..
Aqui vai o link:
http://www.journalism.co.uk/2/articles/530941.php

Abraçao!

Celinho em janeiro 29, 2008 6:00 AM


#20

Idelber,

"(...)não há ser humano que diria, hoje, que uma presidência do Gore teria sido igual à do Bush."

Exatamente por isso que se deve criticar aqueles que pensavam que Bush e Gore representavam a mesma coisa em 2000 e elogiar aqueles que viam grandes diferenças entre os dois naquela época.

Você está passando a mão na cabeça daqueles que entregaram a eleição a Bush em 2000, como se eles não tivessem nenhuma responsabilidade pelos últimos 8 anos de desgraça.

Homero em janeiro 29, 2008 7:17 AM


#21

Homero, meu caro, de jeito nenhum! Eu xinguei o pessoal do Nader a torto e a direito em 2000. Na Flórida, onde fiz boca-de-urna, disse a muitos deles: vocês não têm idéia da irresponsabilidade histórica que estão cometendo. Deu no que deu.

Quanto a 2008, não dá para deixar de noticiar o que foi feito por Hillary na Carolina do Sul, né? A decisão de "não votar nela de jeito nenhum" está bem disseminada, é impossível não notar isso.

Se é a correta ou não, aí já é outra história, mas eu diria duas coisas:

1. Hillary não é Gore -- Gore não mente com essa facilidade.

2. McCain não é Bush -- McCain não mente com aquela desfaçatez.

Só isso que eu digo :-) Mas esperemos não ser colocados nessa saia justa.

Idelber em janeiro 29, 2008 8:18 AM


#22

Excelente link, Celinho, gracias!

Monix, carisma não se lhe pode negar. É verdade. Ela podia usá-lo para o bem de vez em quando :-)

Mac, I think you're absolutely right -- although I would add that being embarrassed or ashamed of one's racism can make a whole lot of difference at times. It can literally save lives :-)

Idelber em janeiro 29, 2008 8:23 AM


#23

A rigor não deverão existir grandes diferenças nas políticas de Obama e Hillary para o Brasil em particular e para a AL no geral. Ao menos pelo que pode-se depreender dos programas de ambos, até aqui eleitorais na busca de vitórias nas prévias e conquistas de financiadores. Acho que não dá para pensar hoje numa Aliança para o Progresso de Kennedy, ou nos direitos humanos de Carter. Talvez, nem sequer no Big Stick. Isso porque a AL de hoje é outra. Muito menos afeita, creio, a programas assistencialistas, a intromissões em suas questões internas e pouco necessitada de porretes para auxiliar na contenção de oposições internas e forçar alinhamentos automáticos. Em suma, considero que tudo dependerá mais do estágio político e econômico em que se encontrarão o Brasil e a AL, do que das disposições de qualquer um dos candidatos que venham a vencer. Afinal, serão Presidentes da maior potência econômica e militar do mundo. É pouco crível achar que o transatlântico do Norte tenha maleabilidade de manobra mais favoráveis em termos de protecionismos e de doutrina de segurança mundial.

Dawran Numida em janeiro 29, 2008 9:22 AM


#24

Olá Idelber:

Já que vc pelo visto, não vai brincar o carnaval,e eu aqui só tomarei conhecimento dele pela TV, fique a vontade, pois creio que esta é a primeira eleição americana que acompanho (pela Internet) com tantos detalhes.

Gerd Klotz em janeiro 29, 2008 9:23 AM


#25

Dawran: perfeito, assino embaixo.

Gerd: vou, sim, brincar o carnaval. Só que aqui em New Orleans, na terça-feira à noite, o carnaval já acabou.

Estou me inclinando para fazer uma cobertura em tempo real -- acho que será bacana.

Idelber em janeiro 29, 2008 9:28 AM


#26

Eu escrevi sobre isso numa lista gringa e não quero me repetir sobre esse assunto:

If the matter is electability, then let´s go. Since 1980, the states that democrats won are concentrated on the region around Chicagoland(with the exception of Indiana), the Pacific Coast, the states surrounding New York and New England. Democrats also showed stellar perfomance among minorities and among women while struggling to win the vote of white men. Democrats also had difficulties winning the vote on the suburbs and on the rural areas, while having stellar results on big cities.

To begin with, that´s the problem of electing Obama and Hillary Clinton(And Edwards as well). Their appeal goes to people that already vote Democrat. The problem of Hillary is not that she is a woman, but because most people sees the worst kind of characteristics associated to a woman on her. At least Kucinich comes from a important swing state.

Worse off: it´s not an accident that only two senators in the whole American History were directly elected president. Governors should know how to deal with the population as a whole and they should deal with real problems. Senators are also obliged to have a opinion about everything because they vote about everything. Including in subjects that most opinions will offend someone, like abortion.

They will face problems on a general election. For sure. If they win they will depend on the same states: Ohio, Florida, New Mexico, Iowa... And they lack principles. Two of them voted for the Iraq War, all of them voted for the Patriot Act and even GOP Senators like John Warner and Chuck Hagel staged a better opposition to war than Hillary and Obama.

The problem is that Democrats will always ignores the requests coming from antiwar activists and other movements because they know that whatever happens, these people will support the Democrats candidates. C´mon. Supporting a candidate whatever happens is not intelligent and the way that the left is supporting candidates that supported Iraq War is insulting.

André Kenji em janeiro 29, 2008 10:21 AM


#27

Idelber, acho que para nós aqui da terrinha essa informação em tempo real que vc propõe seria bem interessante e mais confiável que a da mídia globófila daqui. Mais trabalho pra você, mas se te agrada fazer isso, será muito bem-vindo.
Achei que a leitura do Suassuna ia começar no início de fevereiro e já corri na frente com um post sobre o assunto lá no Umbigo. Ficou meio cara-de-pau, né? Ainda bem que eu não falei na data certa. Abraço pra você.

adelaide em janeiro 29, 2008 1:23 PM


#28

Oi, Adelaide, problema nenhum -- hoje mesmo eu devo colocar um post sobre o Suassuna para ver como anda a leitura do pessoal. De novo, obrigado por participar.

E, sim, parece que vai rolar a cobertura em tempo real :-)

Idelber em janeiro 29, 2008 3:17 PM


#29

Blogueiro que tem medo de fraca audiência não é blogueiro. Vale como experuiência, caro Idelber, mas duvido que mesmo seus leitores mais fiéis estejam conectados para acompanhar seu momento de broadcast. Eu prefiro que você durma o sono dos justos e, repousado, faça uma de suas brilhantes análises sobre o que passou na véspera. Mas o dono do biscoito é você, já vi que tem leitor disposto, faça com ele o que lhe der mais prazer; apoiamos previamente.

s leo em janeiro 29, 2008 3:31 PM


#30

Sergio, a coisa é que eu só vou para a cama mesmo às 4 da matina, ou seja, 8 da manhã do Brasil.

Vamos ver se rolam as duas coisas -- um acompanhamento em tempo real e, depois, uma análise com mais calma.

O carnaval, aqui, de qualquer forma, termina às 6 da tarde da terça. This is no Bahia, my friend.

Idelber em janeiro 29, 2008 3:39 PM


#31

Eu tenho uma imagem meio tosca da Hillary na minha cabeça. Pra mim essa coisa do "sou corna e vou usar isso pra virar senadora ao invés de mandar meu marido pro inferno" é de uma frieza... não sei como as pessoas não se sentem ofendidas com um merchan desses (tipo falando de Big Brother). Mas enfim: eu nunca consegui entender muito bem essas coisas de prévias americanas.

Klein em janeiro 29, 2008 5:48 PM


#32

eu não tenho nada a comentar sobre o post. mesmo porque vc entende mais do assunto que eu. mas eu acho que todo mundo comprou muito rápido a idéia de que a hillary tá jogando baixo. me parece que há um ânsia pró-obama. uma espécie de ansiedade mesmo. enfim. eu acompanho eleição americana. a noite toda. faço conta etc etc. com carnaval ou sem. daí que certamente super apóio a cobertura. vou ficar só no f5. hé.
(ah. eu nao quero comentar o post mas gostaria de concordar com o Homero)

mary w em janeiro 29, 2008 6:23 PM


#33

mary, sem dúvida, há um clima, uma espécie de ansiedade mesmo. Vamos dizer o seguinte: depois de South Carolina eu tinha decidido não votar na Hillary de jeito nenhum. E é pela importância dela para pessoas como você que eu estou reconsiderando -- aliás, pessoas como você não, você mesma. Tem uma importância simbólica inegável, e a gente sabe que o simbólico nunca é só simbólico. Vamos ver. Está claro que eu tenho uma preferência, mas vou tentar ser o mais imparcial possível. Te aguardo aqui, então, na F5. Beijos :-)

Klein, o lance da cornitude é curioso. Eu ainda não consegui decidir se a longo prazo ajudou ou prejudicou. Politicamente, eu digo. No momento em que aconteceu, com a fúria republicana pelo impeachment, e tudo mais, deve ter sido duríssimo para ela bancar o chifre publicamente. Depois, acho que pode até ter contado a favor, não sei... É tão incrivelmente diferente de como seria no Brasil, né?

Idelber em janeiro 29, 2008 6:49 PM


#34

Idelber

de Lisboa-Sintra, terei todo o gosto em acompanhar a sua cobertura dos acontecimentos :)
passo a passo..se você tiver paciência.

beijos

cristina em janeiro 29, 2008 7:29 PM


#35

O que eu penso de engraçado sobre isso é assim: ser corna e perdoar, significa aceitar a cornitude no mundo. Aceitar esse sistema, vamos por assim. O que teoricamente é contra o modelo clássico de família. (Eu até ia escrever isso no meu blog uma vez, mas sou super reticente a falar de política) Mas as pessoas entendem isso como demonstração de garra ou coisa assim. Eu realmente não entendo o que as pessoas pensam nessas horas. (Não querendo defender esse ou aquele modelo de família também... só falando sobre o como eu acho que as pessoas pensam em geral)

Klein em janeiro 30, 2008 8:48 AM