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terça-feira, 19 de fevereiro 2008

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Aí vão uns anúncios que podem ser de interesse:

1.Eu estudei literatura com algumas sumidades, de Fredric Jameson a Silviano Santiago. Mas o professor que mais me influenciou na alegria da leitura e na atenção ao texto literário se chama Antônio Sérgio Bueno. Eis que descubro que Serginho, no seu Núcleo de Estudos Paidéia, está dando cursos de literatura para a comunidade – sem nenhum requisito, só a vontade de ler. Se você mora em Belo Horizonte ou imediações, gosta de literatura e quer se aprofundar no seu estudo, não perca. Os cursos que estão rolando no momento são sobre a linguagem poética, a memorialística de Pedro Nava, o Grande Sertão: Veredas, de Rosa, os romances da maturidade de Machado de Assis e a poesia de Drummond. O Paidéia fica na Av. Contorno 4023, Edifício Liberal Center, sls.: 601 e 602, ali no Santa Efigênia. Informações pelos telefones (31) 3281-3115 ou (31) 9791-1561, ou pelo email nucleodeestudospaideia arroba gmail ponto com. Confira.

2.Acontece nos dias 3 e 4 de maio deste ano, em Rosario, na Argentina, o Primeiro Encontro Nacional de Mulheres Lésbicas e Bisexuais. As rosarinas estão procurando atrizes, cantoras, fotógrafas e artistas plásticas que desejem participar. Informações no email informes arroba encuentrolb ponto com ponto ar.

3.Se você é acadêmico, trabalha em ciências humanas ou sociais, desenvolve pesquisa comparativa que relacione o Brasil com algum país do Cone Sul e tem interesse em apresentar uma comunicação no próximo congresso da Latin American Studies Association (11 a 14 de junho de 2009, na PUC-RJ), entre em contato comigo pelo email idelberavelar arroba gmail ponto com. A associação me pediu que organizasse uma mesa sobre o diálogo Brasil / Cone Sul. Só há quatro vagas e se houver muitas propostas, eu farei uma seleção, evidentemente.

4.Nos dias 27 a 29 de março, New Orleans será ainda mais brasileira do que normalmente já é. Reúne-se aqui a BRASA (Brazilian Studies Association), com a presença de centenas de acadêmicos brasileiros ou brasilianistas. A palestra de abertura será do meu chapa José Miguel Wisnik. Já comecei a receber uma enxurrada de emails com perguntas sobre a cidade. Se você vem à BRASA, se ligue aqui no blog porque em breve eu publico um post com um mini-guia a New Orleans. Já aviso que sobre os hotéis da cidade eu, por razões óbvias, não sei nada. Mas posso ajudar em outras coisas.

5.Se você é falante nativo de alemão ou tem proficiência em nível de Zertifikat Deutsch ou Großes Deutsches Sprachdiplom, mora em Belo Horizonte e tem disponibilidade para me dar umas aulas de conversação de maio a agosto deste ano, entre em contato comigo. Fecharam o raio do Goethe-Institut aí de BH.

PS: Amanhã, publico uma análise dos resultados das primárias democratas em Wisconsin e no Havaí. Neste, a expectativa é de vitória tranqüila de Obama. Em Wisconsin, as pesquisas indicam disputa acirrada. A demografia deveria favorecer Cliton: baixa população afro-americana e muita gente morando em subúrbios. Mas o embalo, como se sabe, é de Obama. A conferir.



  Escrito por Idelber às 03:16 | link para este post | Comentários (20)


Comentários

#1

Aprendendo alemão, Idelber? Eu estudei um pouco quando era moleque, e já me dei mal por não falar a lingua germânica. Do meu abandonado blog:

"Ah, se eu falasse alemão!
Junto com uma boa turma de amigos, passei o reveillon de 2004 na praia da Armação do Pantano do Sul, em Florianópolis-SC. Fizemos uma boa festa na casa de praia de um amigo, com bastante comida e bebida à vontade.

Perto da meia-noite, fomos todos à praia, para ver os fogos. Ficamos um pouco por lá, e logo retornamos à casa.

Enquanto voltava, notei duas belas jovens conversando em inglês. Uma morena e uma loira. Perguntei a elas, em inglês, de onde elas eram, e a morena respondeu que era brasileira, mas que a loira era alemã. Tentei puxar uma conversa, ainda em inglês, mas a brasileira me cortou, dizendo que o irmão dela estava esperando as duas, e elas não poderiam parar para conversar, blá, blá, blá. E para finalizar, ela ainda me elogiou, dizendo que era difícil achar alguém que falasse inglês com elas.

Foi então que eu respondi que encontrar quem fala inglês é fácil, difícil era encontrar quem fala alemão. E me dirigi à loirinha, que até então não tinha falado nada, perguntando: Sprechen du Deutsche? (Você fala alemão?).

Nisso a menina abriu um sorriso enorme, seus olhos brilharam, e ela começou a falar comigo. Em alemão, obviamente.

O problema é que eu já havia gasto todo o alemão que eu tinha. Ah, se eu falasse alemão!"

Ricardo Antunes da Costa em fevereiro 19, 2008 8:02 AM


#2

Bom dia Idelber,

Está rolando um papo aqui que o Fidel renunciou. Me parece que este será um tópico capaz de mudar o rumo da eleição americana, não?

Daniel em fevereiro 19, 2008 8:14 AM


#3

http://www.culturaalemabhz.com.br/


os antigos professores do goethe em bh abriram esse curso. recomendo demais a susie, ótima professora. eles todos dao aulas particulares também.

ana em fevereiro 19, 2008 8:49 AM


#4

Ontem a Globo começou a minissérie "Queridos amigos", da Maria Adelaide do Amaral e que é ambientada no final de 1989. Doses pesadas de trabalho de luto e pós-ditadura.

enio em fevereiro 19, 2008 11:04 AM


#5

Valeu a dica, enio. Ando sem Globo, mas aqui em Tulane há uma turma de professores que acompanha de perto e grava o que vale a pena. As miniséries ainda são o que de melhor a Globo produz, eu acho. Vou conferir :-)

ana, obrigado pela recomendação. Eu tinha visto esse site e como não havia -- pelo menos à primeira vista -- nenhum falante nativo, não pesquisei muito. Anotei sua sugestão, obrigado. É sempre bom procurar alguém já com alguma recomendação.

Daniel, estou acompanhando as notícias sobre o Fidel. Acho difícil que influa em algo. Não creio que os republicanos tenham a cara de pau de usar isso como argumento tipo "derrotamos Fidel!". Enfim, a conferir.

Ricardo, que história! Pois é, trata-se de uma reação comum dos alemães. Não esperam que alguém consiga falar aquela joça. Eu estudo há anos, sim. Leio capengando, com dificuldade, mas leio. Só agora embalei mesmo com a conversação, e não quero perder o pique quando chegar aí no Brasil.

Abraços :-)

Idelber em fevereiro 19, 2008 11:57 AM


#6

Que pena, moro em SP... me interessei pelo curso sobre a obra do Pedro Nava; atualmente estou lendo o "Balão Cativo". acho que Nava merece uma visão mais aprofundada, ele é um autor importante, mas pouco lido e discutido...

Serbão em fevereiro 19, 2008 12:35 PM


#7

Serbão,

O Antônio Sérgio escreveu um livro (tese de doutorado) sobre Nava, chamado "Vísceras da Memória", publicado pela editora UFMG. Se você não achar em São Paulo, pode comprar pelo site da editora.

Manuel em fevereiro 19, 2008 12:45 PM


#8

Serbão, o Serginho sabe tudo sobre Nava. O livro citado pelo Manuel é o melhor que existe sobre o velho. Está por aí, disponível ainda.

Idelber em fevereiro 19, 2008 12:49 PM


#9

Já tô anotando aqui pra futura compra!
e embora a obra seja minha preocupação primeira, gostaria de saber se ele também tem informações sobre as nebulosas circunstâncias do suicidio dele.

Serbão em fevereiro 19, 2008 3:17 PM


#10

opa, ia esquecendo - Manuel, valeu a indicação!

Serbão em fevereiro 19, 2008 3:17 PM


#11

"Não esperam que alguém consiga falar aquela joça."

Já li sobre tchecos desencorajando estrangeiros a tentar aprender o idioma deles, dizendo que é muito difícil, etc.

Mas também li que faz toda a diferença se, ao visitar o país, você souber pronunciar pelo menos algumas frazes básicas do idioma.

Na Shledanou.

Ricardo Antunes da Costa em fevereiro 19, 2008 3:24 PM


#12

Acho que se fechassem o Goethe daqui a alemoada ficaria bastante nervosa. Há muito alemão por aqui, a maioria é gremista contra uma minoria de gente razoável. Mas são boa gente, são certinhos. Saem do prédio do Goethe - um belo edifício de uns cinco andares em zona nobre com excelente bar, sala de cinema e teatro - direto para o Olímpico. São as malditas compensações.

Milton Ribeiro em fevereiro 19, 2008 4:08 PM


#13

"Sprechen du Deutsche?" é uma forma bastante íntima, pois é na segunda do singular, coisa que alemães só se permitem depois de quatro almoços e quatorze chopes. E olhe lá.

Provavelmente a moça achou o Ricardo muito atirado por não utilizar o respeitoso e absolutamente necessário "sie". Por exemplo, a frase do Ricardo com "du" só possui 2 ocorrências no Google e uma é a encontrada neste comentário.

Sei lá, Ricardo. A alemã deve ter te achado muito legal para abrir de cara um sorriso enorme...

(E elas são costumeiramente lindas!)

Milton Ribeiro em fevereiro 19, 2008 4:17 PM


#14

"Vísceras da memória" está esgotado. Esse é um problema da editora UFMG. O livro-homenagem ao Silviano Santiago também está fora de catálogo. Pela UFMG, saiu o livro do José Maria Cançado sobre Pedro Nava.

enio em fevereiro 19, 2008 4:52 PM


#15

"Provavelmente a moça achou o Ricardo muito atirado..."

Então eu devo ter contribuído para o estereótipo de "amante latino". :)

"A alemã deve ter te achado muito legal para abrir de cara um sorriso enorme..."

Com certeza foi a surpresa por ouvir um brasileiro falando seu idioma, como o Idelber mencionou. O que me chamou a atenção foi o "brilho" no seu rosto. Pena que eu não sabia mais nada.

Ricardo Antunes da Costa em fevereiro 19, 2008 5:08 PM


#16

Milton e Ricardo, são só duas ocorrências no Google porque a conjugação do Ricardo está incorreta:

Sprechen Sie Deutsch? (Sie, significando "você", é sempre com maiúsculas)

ou

Sprichst du Deustch? (sim, "du" só depois da cerveja, nisso o Milton tem razão)

Idelber em fevereiro 19, 2008 5:23 PM


#17

enio, o site da Editora UFMG registra o livro como disponível.

Idelber em fevereiro 19, 2008 5:27 PM


#18

O site da Livraria Cultura dá como esgotado.

enio em fevereiro 19, 2008 6:22 PM


#19

Bá, esqueci. Claro, é sprichstixyacschhbajdbqwnd.

Desculpem.

Milton Ribeiro em fevereiro 19, 2008 8:33 PM


#20

Serbão, não precisa agradecer - eu sou filho dele! Quanto ao suicídio, isto é o que ele me disse: tanto na obra quanto nos quatro encontros pessoais entre ele e Nava, este fez referências a suicídio. Saíram alguns boatos na época, mas meu pai prefere não comentar a respeito, pois não passam disso: boatos.

Manuel em fevereiro 19, 2008 10:40 PM


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