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domingo, 10 de fevereiro 2008

Goleadas de Obama em Washington, Nebraska e Louisiana

A primeira sensação que tive durante a votação aqui na Louisiana estava correta – o comparecimento às urnas foi menor que o esperado, embora o Partido Democrata tenha continuado a tradição de levar bem mais gente para votar este ano que os Republicanos. Pelo menos algumas centenas de afro-americanos foram impedidos de votar por terem sido misteriosamente registrados como Independentes e não como Democratas, mesmo tendo clara memória de que seu registro não era esse. A segunda sensação estava errada. Eu achei que a diferença pró-Obama não seria tão grande. Terminou sendo bem maior que a prevista. Obama levou a Louisiana por 57% a 36%, uma goleada superior às mais otimistas previsões feitas pela campanha do senador de Illinois. Aqui em New Orleans, foi um massacre de 3 x 1. Obama teve 34.267 votos contra 10.239 de Clinton. As goleadas também foram superiores às esperadas nas assembléias de Washington (68% a 31%) e de Nebraska (68% a 32%). Nas Ilhas Virgens, Obama teve praticamente 90% dos votos e levou os 3 delegados da minúscula delegação do arquipélago.

Com margem de erro de um pra cá ou pra lá, Obama conquistou 52 delegados em Washington, 32 na Louisiana e 16 em Nebraska. Hillary levou 26 em Washington, 24 na Louisiana e 8 em Nebraska. No momento, portanto, a contagem dos delegados conquistados pelo voto – excluindo-se os superdelegados, que são os biônicos que podem mudar de idéia a qualquer hora – Obama tem 1.012 contra 940 de Clinton (no momento em que escrevo este post, a CNN ainda não atualizou todos os números; veja aqui e aqui). Se você vir uma alguma fonte apresentando a senadora de Nova York na frente, trata-se de uma contagem que inclui os tais superdelegados, onde ela tem uma substancial vantagem até agora. As próximas primárias acontecem na terça-feira, no Distrito de Columbia (onde fica a capital do país), em Maryland e na Virgínia. Hoje se reúnem as assembléias de Maine, estado branquíssimo onde a coisa parece estar pau a pau. Em DC e em Maryland, a expectativa é de vitória relativamente tranqüila de Obama. Na Virgínia, até há pouco tempo, havia empate técnico, mas tudo indica que a trajetória de Obama é ascendente também por lá. A última Rassmussen já dava 55 a 37 para Obama, mas o número pode estar um pouco exagerado.

Hillary pode superar a diferença pró-Obama nos grandes estados de Ohio, Pensilvânia e Texas, onde ela tem expectativa de vitória. O problema para ela é que várias semanas com manchetes anunciando vitórias seguidas de Obama podem criar um clima difícil de se reverter. Ohio e Texas só votam no dia 4 de março, e a Pensilvânia no dia 22 de abril (veja o calendário completo). Tampouco nesses estados, onde ela era favorita disparada há poucas semanas, a coisa será fácil: o maior jornal de Ohio acaba de endossar Obama.

Um cenário que alguns analistas vêm imaginando – e que a direita republicana saliva de alegria ao escutar – é que é perfeitamente possível que Obama chegue na convenção com mais delegados eleitos que Hillary, mas que ela tire a diferença nos superdelegados e conquiste a indicação. Isso significaria, na prática, que o Partido Democrata estaria escolhendo um candidato pelo voto da burocracia, contra a vontade de seus eleitores. É impossível prever quais seriam as reações caso isso ocorresse. Por exemplo, uma analista da CNN e superdelegada do Partido Democrata à convenção, a new-orleaneana Donna Brazile, já declarou que se os superdelegados escolherem o candidato, ela abandona o partido.

O outro cenário é que os superdelegados – que são, na sua maioria, gente que também terá que se submeter às urnas para renovar seus mandatos de deputado, senador etc. -- se recusem a contrariar a vontade dos eleitores e entrem no trem-da-alegria do candidato que tiver mais votos.

O outro cenário seria engraçadíssimo: que o candidato do Partido Democrata seja decidido na primária de Porto Rico, que se realiza em junho. Teríamos a hilária situação de ver o candidato democrata escolhido por cidadãos de um território que não tem direito a voto nas eleições presidenciais americanas.

Uma coisa é certa: a disputa ainda promete muita emoção e vai levar o intrincado sistema de primárias norte-americano ao seu limite.

PS: O lado republicano não se cansa de dar demonstrações de desconforto com seu virtual indicado, John McCain. O carolão-que-se-recusa-a-sair, Mike Huckabee, ganhou de lavada nas assembléias de Kansas e também venceu na Louisiana.

Atualização: Tem entrevista comigo sobre as eleições americanas lá no Imprensa Marrom.



  Escrito por Idelber às 04:31 | link para este post | Comentários (45)


Comentários

#1

Oi Idelber.

Acabei de ler no artigo do NYT "Media and Candidate Methods of Counting Delegates Vary and So Do Totals"

http://www.nytimes.com/2008/02/09/us/politics/09delegates.html

que:

"As of Friday, seven states — Alaska, Colorado, Idaho, Iowa, Minnesota, Nevada and North Dakota — had held precinct-level Democratic caucuses to choose delegates who will go to district-level or statewide party conventions in the coming months. It is at those conventions where delegates will officially be pledged to a candidate at the national convention in Denver, where 2,025 delegates are needed to win the nomination.
Until then, there is nothing to prevent the outcome of the caucuses from changing, and that is why The New York Times has not counted the 169 delegates from six of those states in its tallies (The Times is counting Minnesota, whose caucus results are binding)."

A maneira que eles contam é ridídula, já que eles incluem super-delegados, mas o que eu queria saber é se é isso mesmo, i.e., os caucus não são binding? As Ilhas Virgens podem ir para a Hillary???

lucia em fevereiro 10, 2008 7:47 AM


#2

No Huffington Post já começou a campanha para os superdelegados votarem de acordo com a preferência dos eleitores. Mas a coisa está feia; Hillary pôs Madeleine Allbright, o próprio Bill e a Chelsea para telefonarem pessoalmente para os supers.

Matéria do NYT define os superdelegados assim:

"The superdelegates include all Democratic governors and members of Congress, as well as officials and other prominent members of the party. In interviews, some said they were grappling with how to use their power if it comes into play, especially if their judgment does not match the will of a majority of voters.

(...)

Superdelegates, created in 1982, were intended to restore some of the power over the nomination process to party insiders, tempering the zeal of party activists. About 15 to 20 percent of the delegates at Democratic conventions are superdelegates."

Hermenauta em fevereiro 10, 2008 8:09 AM


#3

Mais sobre o assunto:

http://www.openleft.com/showDiary.do?diaryId=3763

Agora, matematicamente, quem *vai* decidir são os superdelegados. É impossível que um dos dois consiga o número mágico antes da convenção.

Como já escrevi é Mondale vs. Hart de novo. O pior é a questão do Michigan e da Flórida, estados que os democratas não podem alienar numa eleição geral.

André Kenji em fevereiro 10, 2008 8:52 AM


#4

Idelber, estou impressionado quanto à resistência dos conservadores do Partido Republicano em apoiar McCain. Ele venceu apenas em Washington por uma margem muito reduzida, e perdeu no Kansas e na Louisiana. Duvido que McCain irá conseguir unificar o partido até Novembro, o que facilitará a vitória Democrata.

Quanto à disputa Democrata, o momento é totalmente favorável à Obama e essa sucessão de vitórias em médio e pequenos estados mostra a penetração nacional da sua candidatura e que ele está cada vez mais fortalecido na disputa.

É mais provável que Obama assuma a liderança em número de delegados com as disputas da Terça-Feira, onde deverá vencer nos 3 locais (Washington-DC, Virgínia e Maryland). E isso pode criar uma onda mais forte de adesões à sua candidatura, inclusive de superdelegados (a imensa maioria destes ainda não decidiu a quem apoiar). Daí, ele terá que equilibrar a disputa no Texas, Ohio e na Pensilvanya e, se ele vencer em pelo 1 destes, ele liquidará a fatura.

Marcos em fevereiro 10, 2008 10:04 AM


#5

se a burocracia escolher o candidato, o esqueleto de Stálin vai se contorcer no caixão...

Daniel em fevereiro 10, 2008 11:00 AM


#6

Caro Idelber,

Embora haja uma expectativa muito forte para que os democratas cheguem ao poder, esta indefinição que parece se extender cada vez mais pode favorecer aos republicanos em novembro?

Me confesso um pouco surpreso com a postura dos eleitores norte-americanos, mesmo os mais liberais costumavam serem um pouco conservadores. Esta "virada" de Obama parece mostrar que há um recado dos eleitores para todos os candidatos para que, independente do vencedor em novembro, os EUA devem mudar sua postura sobre diversos assuntos.

Seus posts estão sendo fantásticos, melhor acompanhar por aqui que pela mídia tradicional.

Abraços!

Marcio Pimenta em fevereiro 10, 2008 11:23 AM


#7

Sugestão de pauta: qual a posição dos candidatos democratas para a América Latina?

Abraços!

Marcio Pimenta em fevereiro 10, 2008 11:24 AM


#8

Idelber, você viu que já tem até petição na Internet pedindo para que os SuperDelegados respeitem a decisão popular e apóiem o candidato mais votado nas eleições internas? eles querem que, independente de quem for o mais votado, Obama ou Hillary, que o resultado popular prevaleça (o que é inteiramente correto, para mim)... o link da petição é esse aqui:

http://www.petitiononline.com/Superdel/petition.html

Marcos em fevereiro 10, 2008 11:32 AM


#9

Impressionante essa questão dos superdelegados, seria de fato um desrespeito com a comunidade, se realmente isso acontecesse.

Excelente blog! Meu amigo Thiago estava certo.

nadja em fevereiro 10, 2008 11:43 AM


#10

Idelber,

aqui em Virginia, pelo menos na parte "colada" em DC, acho que o Obama ganha com boa margem. Exatamente porque tem a populacao no perfil que vota em Obama. Na terca vou acompanhar de perto, ja que no basement do meu predio funciona uma das "secoes" eleitorais.
Quanto a Donna Brazile, acho que merece uma correcao, ela disse que colocaria o cargo de super delegada a disposicao mas nao deixaria o partido, ja que eh Democrata ha muitos anos.
Eu vi que ate a CNN escreveu isso(e estah todo mundo copiando), mas eu fiquei acompanhando a transmissao toda(da propria CNN) e as palavras dela foram que deixaria o cargo, nao o partido. E ela repetiu isso varias vezes.
Aqui, a unica noticia que eu encontrei que diz exatamente o que eu vi/ouvi:
"Donna Brazile, who ran Al Gore's 2000 campaign and is herself a super delegate, threatened to quit her leadership post in the party if the nomination were to be decided by insiders rather than the broader group of Democratic voters who have turned out in huge numbers."

De qualquer maneira isto eh apenas um detalhe. Por enquanto.

Vamos ver o que acontece na terca.

Claudia Beatriz em fevereiro 10, 2008 11:49 AM


#11

Vocês viram a sacanagem da 'Folha Online' com Obama, afirmando que os mais ricos votaram nele nas votações deste Sábado? Oras, o eleitorado de Obama é, em grande parte, constituído de pessoas com maior nível de escolaridade e que tem posições políticas mais liberais e progressistas e é isso que faz com que eles votem, maciçamente, em Obama. Então, não é a riqueza que é o critério mais adequado para apontar o motivo deles votarem em Obama, mas seu maior nível educacional e cultural e suas opiniões.

Marcos em fevereiro 10, 2008 12:44 PM


#12

Oi Idelber,

Lendo os seus esclarecedores posts não posso deixar de pensar em como serão as primárias presidenciais do PT sem Lula, onde provavelmente haverá um choque entre o candidato do ex-campo majoritário que pode ser a Marta, nome que já vi mencionado aqui - em reveladora simetria com o atual conflito entre os Demos de lá - e um candidato com mais trânsito na base. Mas na verdade não sei quem teria esse perfil hoje, talvez o Patrus.

Leo Vidigal em fevereiro 10, 2008 1:09 PM


#13

Neste link, temos úm ótimo texto sobre a real situação da campanha de Hillary, hoje. Resumindo: 1) ela está em estado de pânico e sabe que precisa ganhar de qualquer maneira no Texas e em Ohio no dia 04 de Março (este será o Dia D da disputa). Se perder em 1 deles já era para a sua candidatura; 2) a situação financeira da campanha de Hillary é muito pior do que se admite publicamente.

link: http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2008/02/09/wus509.xml

Marcos em fevereiro 10, 2008 1:23 PM


#14

Eita caixa de comentários! O blogueiro pode até ser bom, mas os comentaristas são os melhores do Brasil. Eu posso até deixar esta joça, que vocês a tocam sozinhos.

Daqui a pouco volto para responder um ou outro comentário que precisa de resposta.

Por enquanto, um link: tem entrevista comigo sobre as eleições americanas lá no Imprensa Marrom.

Idelber em fevereiro 10, 2008 2:34 PM


#15

lucia, tecnicamente nem os delegados das primárias são "binding". Mas duvido que alguém mude o voto para o qual foi eleito. Acho que no caso das assembléias (caucus) não há com que se preocupar, não.

Oi, Claudia, o que você me conta é novidade. Será que ela não pode ter dito as duas coisas? Porque o link da ABC relata exatamente o que eu coloquei lá, e há outros links também (p.ex. no Daily Kos), confirmando que ela ameaçou sair do partido mesmo... Mas enfim, como você diz, é um detalhe.

Márcio, sugestão anotada!

Nadja, gracias, volte sempre :-)

Marcos, você já é um verdadeiro co-titular do blog nestas eleições, meu chapa. Obrigado pelos links :-)

Hermê, Bill e Chelsea tudo bem, mas com a Albright no telefone, até eu tremo :-)

André, acho que a melhor saída na Flórida e em Michigan é realizar primárias (ou caucus, que é mais fácil) de novo. Se Hillary sentar esses "delegados" lá e eles tiverem direito a voto, depois de ela ter traído o acordo partidário de não fazer campanha nos dois estados, aí serei eu quem chutará o balde com o Partido Democrata. Não que eu faça nenhuma diferença, claro.

Leo, a analogia é boa.... Mas Hillary é muito mais odiada que Marta.

Daniel, acho que Stalin daria é uma risadinha...

Idelber em fevereiro 10, 2008 4:29 PM


#16

Adorei o blog, voltarei!
Beijos
Convite:
http://cara-nova.zip.net

Raquel em fevereiro 10, 2008 4:55 PM


#17

Idelber, o site 'Real Clear Politics' já coloca Hillary e Obama em situação de empate, com ela tendo 1123 delegados e Obama tendo 1120. Mas, essa conta inclui os superdelegados o que, para mim, é incorreto. Pois o que decide, mesmo, quem será o candidato são os eleitores. Muito dificilmente os superdelegados terão a ousadia (ou seria cara-de-pau?) de entrar em conflito com a vontade dos eleitores.

E quando se exclui os superdelegados da conta, Obama lidera a votação com 981 delegados eleitos e Hillary tem 910.

Assim, Obama está à frente da disputa, com 71 delegados a mais. E como os superdelegados não terão a coragem de contrariar a vontade popular (assim espero), Obama seria, hoje, o candidato Democrata.

Aliás, é interessante notar que a imensa maioria dos superdelegados não fez nenhuma opção, ainda. Com certeza, eles devem estar esperando por uma melhor definição do cenário para, daí, tomar uma decisão.

link: http://www.realclearpolitics.com/epolls/2008/president/delegate_counts.html

obs: notem que a soma do 'RCP' não inclui, ainda, inúmeros delegados eleitos em estados como a Louisiana, Colorado, Nebraska, Carolina do Sul, etc, onde Obama foi o vencedor. Então, a vantagem dele deve aumentar ainda mais quando tais delegados foram contados.

Valeu pelo elogio, Idelber. Continuarei um dos mais ativos aqui no seu blog, que é excelente, pode ter certeza.

Marcos em fevereiro 10, 2008 5:08 PM


#18

Idelber, sobre o Huckabee: ele ainda vai dar muita dor de cabeça para os partidários do John McCain. Não a ponto de tirar a indicação para a vaga, mas a ponto de mostrar um ponto fraco a ser explorado na próxima fase da campanha.

E deu na CNN há alguns instantes que o John Edwards se encontrou com a Hillary por esses dias e vai se encontrar com o Obama durante a semana para decidir seu apoio na próxima fase. Você tem um palpite sobre quem ele endorsa?

Abraços!

Anna C. em fevereiro 10, 2008 5:25 PM


#19

Muito boa a entrevista!

Abraço,

Alexandre

Alexandre Nodari em fevereiro 10, 2008 5:35 PM


Marcos em fevereiro 10, 2008 5:43 PM


#21

Anna, por tudo o que aconteceu na campanha, o endosso óbvio de Edwards seria Obama. Seus eleitores andam migrando para Obama na proporção de 2 x 1.

Aliás, não entendo por que o cabra está demorando tanto.

Idelber em fevereiro 10, 2008 5:55 PM


#22

Alexandre, sempre bom tê-lo aqui, meu caro.

Idelber em fevereiro 10, 2008 5:56 PM


Idelber em fevereiro 10, 2008 6:24 PM


#24

A orientacao que a campanha do Obama esta passando pros militantes e pra ninguem telefonar ou escrever pressionando os superdelegados.Eles dizem que a campanha vai cuidar dessa questao. Nao acredito que fique pro tapetao, ou seja , pros superdelegados, se Obama tiver mais delegados eleitos.Os apoiadores dele iam ficar muito "pissed" da vida. E bem capaz de repetirem as primarias na Florida e em Michigan, pra ver se algum dos dois consegue passar a regua. Mas do jeito que estao indo as coisas, meu palpite e que o Obama vai chegar la com um vantagem suficiente pra coisa estar praticamente decidida.

julio em fevereiro 10, 2008 6:34 PM


#25

A corrida pau-a-pau pode ser uma boa pros democratas, segundo o pensamento de alguns militantes, Obama e Hillary ficam com mais espaco na midia, com as noticias dando cobertura pros 2 e deixando o McCain de lado, ja que a disputa republicana esta sem emocao(estava ate ontem, pelo menos, com as vitorias do Hucka essa parte dessa teoria pode perder a razao) Outro possivel beneficio e que McCain fica sem saber a quem atacar, sendo 2 alvos pra receber chumbo, o chumbo fica dividido. Eu pessoalmente acho que a parte boa mesmo(meu Obama bias) e que os apoiadores do Obama vao crescendo e se empolgando com a corrida longa e isso beneficia a campanha para Novembro.

julio em fevereiro 10, 2008 6:43 PM


#26

E Idelber, cara, Obrigado por passar o link do Dailykos, fiquei viciado e nao saio de mais de la :)) a ultima fofoca e que o chefe da campanha da Hillary pediu pra sair e esta saltando fora.

julio em fevereiro 10, 2008 6:55 PM


#27

E Obama esta dando goleada em Maine!!!!!!!

julio em fevereiro 10, 2008 7:00 PM


#28

Com 44% das urnas apuradas o resultado e Obama 57%
Clinton 42% !! Totalmenta acima das previsoes, que surpresa!

julio em fevereiro 10, 2008 7:02 PM


#29

Hillary substituiu a gerente de sua campanha:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u371160.shtml

Marcos em fevereiro 10, 2008 7:38 PM


#30

Idelber, me explica esse lance de Porto Rico. Como é que eles votam nas primárias (é só na democrata?) e não na eleição geral? Eita país de loucos...rs

thiago em fevereiro 10, 2008 7:59 PM


#31

thiago, é um angu de caroço. Porto Rico é um território semi-autônomo. Oficialmente, o chefe de estado de Porto Rico é o presidente dos EUA -- por isso eles elegem um "governador", e não um presidente.

Mas não são exatamente um estado tampouco, e o Artigo II da Constituição confere delegados eleitorais somente aos estados. Portanto, apesar das eleições de Porto Rico serem sancionadas pela jurisdição da Comissão Eleitoral Federal (o que garante a eles o direito de realizar primárias, democratas e republicanas), o território não envia delegados à eleição geral.

Acho que confundi mais ainda, né?

Mas é confuso mesmo....

Idelber em fevereiro 10, 2008 8:24 PM


#32

Obama já é considerado o vencedor no Maine. Com 79% dos votos apurados ele tem 58% contra 41% de Hillary. E esta tinha o apoio do governador do estado e era tida como favorita. Me parece cada vez mais claro que o eleitorado democrata está tomando o rumo da candidatura de Obama. E terça-feira ele tem tudo para obter mais 3 grandes vitórias.

Marcos em fevereiro 10, 2008 8:24 PM


#33

Tudo bem que era "barbada", mas vamos lá:

Futurologia S.A.: Hillary vence no Maine e Obama leva Washington, Nebraska e Louisianna. Vale uma mariola? :D

Gravatai Merengue em fevereiro 6, 2008 2:32 AM

(publicado naquele papo animadíssimo da super-terça - pelo visto, errei no maine!)

Gravatai Merengue em fevereiro 10, 2008 11:36 PM


#34

Encontrei essa lista dos superdelegados. Me parece a mais confiável. Talvez te interesse.

Alexandre Lemke em fevereiro 11, 2008 12:44 AM


#35

Encontrei essa lista dos superdelegados. Me parece a mais confiável. Talvez te interesse.

http://demconwatch.blogspot.com/2008/01/superdelegate-list.html

Alexandre Lemke em fevereiro 11, 2008 12:44 AM


#36

Errou feio no Maine, cumpadi :-) Foi 59 x 40! Essa nem eu imaginava.

Muito bom link, Alexandre, valeu. Mas eu contesto aquela contagem dos "pledged".

Idelber em fevereiro 11, 2008 1:18 AM


#37

Idelber
Cada vez que eu acabo de ler seus textos (e os comentários) sobre as eleições norte-americanas, começo a sentir DEPRESSÃO. Enquanto acompanhamos práticas consagradas de manter uma representação políticia em uma Sociedade, neste caso a norte-americana, vemos em nosso país a DEMOCRACIA se esvaindo dia-a-dia.
NO MOMENTO meus concidadãos estão sendo ENGANADOS pela CRISE DO CARTÃO CORPORATIVO TAPIOCA. Assistimos a destruição da (frágil) DEMOCRACIA brasileira e o aumento diário da corrupção.

ISTO TUDO faz com que o processo de conhecermos MELHOR as práticas norte-americanos SEJA EXTREMAMENTE IMPORTANTE!!! Estarei acompanhando o desenlace CLINTON x OBAMA, na certeza que no Brasil nunca acompanhará cois semelhante. Obrigado.

Paulo em fevereiro 11, 2008 6:17 AM


#38

Excelente entrevista lá no IM. Parabéns.

P.S.- O comentário acima é de outro Idelber? Haveriam dois? :¬)))

Milton Ribeiro em fevereiro 11, 2008 7:33 AM


#39

Caro Idelber
Você ME DESCULPE, creio que a minha INDIGNAÇÃO e VERGONHA em relação a decrescente democracia brasileira e ao aumento da ignorância em nosso país me fizeram escrever o seu nome, no lugar do meu próprio.
O comentário 37 foi meu! Obrigado.

Paulo em fevereiro 11, 2008 8:42 AM


#40

Grande Post! Eu acho que de agora em diante o Obama tem que começar a botar vantagem é contra o McCain, na pesquisa nacional. Dentro do partido democrata, mesmo se ele ganhar entre os delegados, tende a perder entre os superdelegados.

A única forma dele ganhar os superdelegados é mostrar que tem muito mais chance de ganhar em Novembro. Por enquanto ele ganha do McCain nas simulações, mas por pouco (e a Hillary perde de pouco). Se, por exemplo, ele conquistar evangélicos que tradicionalmente votam Republicano (um análogo dos "Reagan Democrats"), por exemplo, duvido que os superdelegados não lancem o cara.

Na Prática a Teoria é Outra em fevereiro 11, 2008 12:25 PM


#41

Olha eu li com muita atenção o teu texto. Foi demolidor, absolutamente pertinaz. Tudo que vc diz sobre a Hillary eu tb consigo com um pouco de esforço entender. O debate sobre o feminismo é bom também. Mas eu divirjo justamente neste ponto também. Penso que tá na hora das mulheres errarem também. Ou terem o direito disto. Não creio que os erros dela serão piores que os dos outros não. Mas talvez os acertos sejam mais arrasadores. A política e o estado americano tem uma coisa que sempre me deixa muito intrigado: ao mesmo tempo em que o comanadante em chefe do estado maior é o presidente, a máquina anda automatica e absolutamente sozinha - quase a revelia do maioral. É um sistema muito desgraçado mesmo. Basta aparecer um deficit na industrioa de armas para aparecer um presidente para transferir este deficit para o estado e nos outros setores sucessivamente. Não penso que o Obama com o seu extraordinário discurso e approach vá mudar isto não. Respeito o sonho, a esperança e a admiração que ele suscita. também sou um admirador da história da democracia americana e de uma parcela razoável do seu pensamento político. Acho admirável a nitidez programática deles. mas num vejo o Obama domando a serpente e a águia não. talvez ele seja justamente a redenção do império o que com todo o meu respeito é um desserviço à humanidade e à civilização. Nós precisamos nos livrar já desta grandiosa esperança e ousarmos fazer a nossa parte na história. Se a Hillary vencer - pelo menos a gente vai ter uma bela briga no cenário internacional - pois ela vai ter que dar conta da herança Bush e ao mesmo tempo cumprir parte do seu programa - o que para o estado de coisas na américa atual já é um avanço. Penso que só ela pode derrotar o MacCain. Poruqe se há um sonho americano - e ele existe sim - também há um antisonho americano do stab(sic)lishment. A cavalaria vai igual em frente mesmo que o general seja tolo. Lembro do Ted Kennedy e suas belas palavras. Lembro de outros candidatos democratas. O pragmatismo americano e o conservadorismo ameriucano não é só de superficie não. Bem...este debate merece...mais réplicas...um abração...

Daniel Boeira em fevereiro 11, 2008 7:20 PM


#42

Já corrigido, meu caro Paulo.

Que bom que está gostando, Na prática. Continuo acompanhando de perto, também, a movimentação dos tais "superdelegados". A tendência é claramente de alguns deslocamentos pró-Obama. Vamos ver.

Extraordinário comentário, Daniel. Prometo levá-lo em conta nos próximos posts. Não sei se Obama teria condições de "redimir" o império -- e se as tivesse, se seria o caso de torcer contra. Mas o que você diz me faz pensar muito e prometo, como digo, ruminar a idéia um pouquinho mais.

Abração,

Idelber em fevereiro 11, 2008 9:13 PM


#43

Ficou muito boa a entrevista no Imprensa Marrom. Parabéns.

Marcus em fevereiro 11, 2008 10:48 PM


#44

Obrigado, Marcus :-)

Idelber em fevereiro 11, 2008 10:51 PM


#45

Só hoje li sua entrevista no Imprensa Marrom.
Excelente, como tudo que você coloca aqui no blog, que aliás, elegi para acompanhar o processo eleitoral americano.
Parabéns!

Danielle em fevereiro 15, 2008 10:34 PM