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segunda-feira, 11 de fevereiro 2008

Por que não engulo Hillary Clinton, por Ana Maria Gonçalves

Hoje quem escreve o post é a patroa.

Em 2005, Idelber e eu passamos um mês no Chile, exatamente quando tudo apontava que Michelle Bachelet seria a primeira mulher a assumir a presidência daquele país. Coincidentemente, eu também estava na Argentina no dia da posse de Cristina Kirchner, e voltei animada para os Estados Unidos, diante da perspectiva de acompanhar a caminhada de mais uma mulher rumo à presidência. Hillary Clinton, aliás, tinha uma trajetória bastante parecida com a de Cristina: ambas eram senadoras e tinham sido primeiras damas (na verdade Cristina ainda o era quando foi eleita, sendo empossada pelo marido, o ex-presidente Nestor Kirchner).

Embora um dos meus grandes dilemas seja a incapacidade de me entregar completamente a alguma causa ou ideologia, por inércia ou falta de paciência, ou mesmo falta de desprendimento, estava torcendo pelo que seria uma grande vitória feminina. Estava torcendo por Hillary Clinton. A vitória dela representaria para mim um grande prazer, um quase capricho, um afago no ego coletivo feminino, do qual faço parte. Mas não só isso, pois também seria um fato importante ter uma mulher na Casa Branca, dada a atual conjuntura política e econômica do país e sua relação turbulenta e atravessada com o "resto do mundo". Seria interessante ver uma mulher mudando tudo isso e, quem sabe, abrindo caminho para outras mulheres.

Mesmo não votando aqui, eu queria me identificar com Hillary Clinton. Fiquei bastante frustrada quando não consegui, quando não me senti tocada pela presença ou pelas palavras dela, naquele tipo de empatia que é tão importante num primeiro momento. Eu tinha vontade de me identificar com a pessoa que eu achava que ela era: forte, inteligente, corajosa, determinada e prestes a alcançar o posto mais alto dentro da carreira que escolheu. Eu tinha dela a imagem de uma mulher que faz e acontece, e eu gosto de aprender com mulheres que fazem (ou fizeram) e acontecem (ou aconteceram). Tenho vários exemplos na família e escrevi um livro de mais de 900 páginas sobre a vida (inventada, está certo) de uma delas. Mas não consegui gostar do discurso de Hillary Clinton, não me senti representada por ela. E resolvi tentar descobrir o porquê.

Minhas impressões e descobertas:

- Hillary mal consegue deixar de admirar a si e a suas vitórias, passando a impressão de que ninguém precisa ir atrás de mais sonhos e mais conquistas, pois ela está lá, prestes a realizar o sonho mor que, generosamente, vai compartilhar com todos.

- Hillary não consegue se comunicar com pessoas que não tenham um perfil parecido com o dela. Não é por falta de esforço, mas porque tem um discurso muito autocentrado. Fala durante alguns minutos sobre um projeto coletivo de governo e todo o resto do tempo sobre um "eu" que parece ter mais importância que tudo no mundo. É sempre um "eu" fiz, "eu" farei, "eu"quero, "eu" preciso, "eu", "eu", "eu" qualquer coisa, e um "nós" de vez em quando, provavelmente ao seguir o script tantas vezes ensaiado para esse momento.

- Hillary acha que estar na Casa Branca é um direito adquirido, apenas pelo que já fez no passado.

- Hillary não tem o menor pudor em distorcer fatos, acrescentar dados e omitir informações quando percebe que pode se beneficiar da situação criada, como fez naquele caso em que acusou Obama de não ser um verdadeiro democrata.

- Hillary é capaz de continuar representando situações que tiveram certo impacto e montando teatrinhos, seja fingindo choro em mais duas situações depois daquela de New Hampshire, seja contratando (ou deixando contratar, tanto faz) aqueles rapazes que seguraram cartazes com os dizeres "Iron my shirt!", apenas para levantar a bandeira do sexismo.

- Hillary não consegue entender o que os americanos querem dizer quando clamam por "change". Essa mudança se refere ao modo de fazer política, mais que a qualquer outra coisa. É claro que uma mulher no comando da Casa Branca já seria uma grande "change", mas não vejo "change" numa líder política à moda antiga, corrompida pelo sistema.

- Hillary não vê nenhum problema em se comprometer com doações feitas por lobistas ou em chamar para si bons feitos alheios.

- Hillary é mestre em tentar agradar a gregos e a troianos, como no caso da carta de motorista para imigrantes ilegais, assunto no qual ela já mudou de lado tantas vezes que já nem mais sei se continua contra, ou a favor, ou muito pelo contrário. Na verdade ela não defende opiniões próprias, pois está sempre preocupada com o que possíveis eleitores vão pensar, ou deixar de pensar, ou muito pelo contrário também.

- Hillary quebra acordos com a mesma facilidade com que os faz. No caso das primárias na Flórida e em Michigan, por exemplo, foi feito um acordo para que nenhum dos candidatos fizesse campanha por lá. Os delegados desses estados não teriam poder de voto na escolha do candidato na convenção do partido, pois anteciparam as datas de suas primárias para que tivessem mais influência no resultado final. Todos os candidatos concordaram com isso, inclusive a Hillary. Mas ela foi a única a fazer campanha nos dois estados e a esquecer de mandar tirar seu nome das cédulas (é interessante que em Michigan, mesmo como candidata única, ela quase perde para os "uncommited"). Ganhou nos dois e agora diz que vai entrar na justiça para validar suas "vitórias".

- Hillary é covarde, ou então nos chama de burros quando fala de sua posição quanto à guerra. É orgulhosa demais para reconhecer que errou ao assinar a autorização para a invasão do Iraque. Muitos dos que a assinaram junto com ela já reconheceram o erro, como foi o caso de John Edwards. Ela diz que não errou, que continua absolutamente certa de que era a melhor decisão que tinha a tomar naquele momento com os dados de que dispunha, e que depois foi enganada por Bush. Bem, isso quase me dá o direito de pensar que ela não será esperta o suficiente para não cair em armadilhas similares, caso ocupe um dos cargos mais importantes do mundo. Ou então, ela acha que não sou esperta o suficiente para desconfiar de uma desculpa esfarrapada como essa. Todos sabiam que se iniciava ali uma guerra irresponsável, covarde, injustificada.

Vou parar por aqui, embora tenha certeza de que encontraria muitos outros motivos se continuasse pesquisando ou puxasse um pouco mais pela memória. Mas os aqui apresentados foram mais do que suficientes para me deixarem feliz por não me identificar com Hillary Clinton. Se votasse aqui nos EUA e votasse nela, estaria aprovando tudo isso aí acima. Por isso, eu fico um pouco incomodada quando leio textos como esse ou esse, que querem fazer com que eu me sinta uma menina inocente, manipulável e bobinha ou uma grande traidora alienada, por ser mulher e não apoiar uma mulher num momento tão importante. Não, eu realmente não quero me sentir obrigada a apoiar uma mulher apenas porque se trata de uma mulher, porque eu preciso de um pouco mais que isto. Eu preciso, no mínimo, de confiar nela; e na Hillary eu não confio.

Não há como deixar de admirar mulheres como as autoras dos textos que citei, e estar eternamente agradecida, pois, com certeza, sem a dedicação delas ao movimento feminista, minha vida seria muito diferente do que é hoje. Mas não consigo concordar com seus argumentos. Entendo o quanto a eleição da Hillary seria uma coroação, uma validação de tantos anos de trabalho, luta, revolta e entrega. Eis aqui algo que eu também queria ver: uma mulher na Casa Branca. Mas não a Hillary Clinton. Acredito que sua nomeação como candidata democrata será um tiro no pé do movimento feminista, pois ela levaria uma lavada do candidato republicano, fazendo com que qualquer mulher que chegue onde ela está agora tenha que se esforçar muito mais para provar que merece estar lá, para provar que não é nenhuma Hillary Clinton.

*****

Na verdade, a idéia deste texto era explicar por que sou a favor de Obama mas talvez a decepção com Clinton tenha feito com que, hoje, eu veja mais motivos para não apoiá-la do que para apoiar Obama. Foi quase um desabafo. Não tenho a menor idéia se Obama será um bom candidato ou um bom presidente, mas aquilo de que gosto nele e nem cheguei a vislumbrar nela é a capacidade de mobilizar e de fazer as pessoas acreditarem que sonhos são possíveis, que mudanças são viáveis e estão ao alcance de todos. A impressão que dá é que as pessoas querem mudar este cenário contaminado e velho representado por Hillary, com o apoio de Obama. E estão dispostas a ajudá-lo e a cobrá-lo, caso ele não esteja à altura de suas expectativas. Então, para dizer por que torço por Obama, deixo esse link e endosso esse vídeo maravilhoso (que também está transcrito aqui).



  Escrito por Idelber às 06:47 | link para este post | Comentários (58)


Comentários

#1

Afe. A Mary W. faz minha cabeça pra um lado, vem a Ana e desfaz pra outro. Vou ter que pesquisar mais. O problema nem é a Hillary, com quem, aliás, eu também não simpatizo nem um pouco. O problema é achar que realmente o Obama tem tantas mais qualidades assim. Porque, estando os dois num espectro tão próximo, como às vezes me parece (e é este o principal argumento da Mary também), eu acho justo torcer pro valor simbólico de uma vitória feminina. (A verdade verdadeira é que nenhum candidato ao governo americano sequer se aproxima do meu ideal de político, but...)
Pra finalizar, quero deixar registrado que adorei a participação da Ana por aqui. Que se repita mais vezes! Beijos nos dois.

Ju Sampaio em fevereiro 11, 2008 8:18 AM


#2

Texto bacaníssimo, obrigado por postar. Hillary é mesmo engessada demais, não?
Gostaria de indicar um artigo da Camille Paglia em que ela comenta sobre Hillary e o artigo de Gloria Steinem, com colocações muito pertinentes que complementam o autocentramento e a noção de direito adquirido que Ana tão bem descreveu: http://www.salon.com/opinion/paglia/2008/01/10/hillary/

Abraços!

Cleber em fevereiro 11, 2008 9:03 AM


#3

Entendo que o cargo de presidente nos EUA equivale ao de CEO de uma grande empresa, cujos principais produtos são armas, guerras e invasões. Noves fora, não existe sexo, cor ou religião no presidente que será "eleito". Todos viram "Wilson", seja Roosevelt, Kennedy ou Clinton. Ou o CEO de uma multinacional faz o que quer? Faz o que o comitê executivo quer e pronto.

Aliás, o velho Marx dizia que o Estado nada mais era que o "comitê executivo da burguesia".

Armando em fevereiro 11, 2008 9:07 AM


#4

Um aviso: é necessário clicar em "Enter Salon", acima e à direita, para carregar o artigo de Camille Paglia cujo link foi postado no comentário #2

Cleber em fevereiro 11, 2008 9:28 AM


#5

Quero ver a Tina pirar com este artigo (se é que ela ainda lê este blog).

marcus em fevereiro 11, 2008 10:22 AM


#6

Eu também não engulo essa senhora, e nem posso dizer que sou tão simpática assim ao Obama, embora na comparação, se votasse lá eu certamente optasse por ele.É sempre assim na falida política institucional, cá e lá: você é obrigado a votar no menos pior.
Não que eu tenha preguiça de defender ideologias,ao contrário, a luta feminista continua tendo todo o meu apoio. Infelizmente no Brasil quase não existe mais luta feminista.
Agora, nada disso de achar que é legal uma mulher ganahr porque é mulher: houve ( Segunda Guerra) e há ( Iraque) mulheres torturadoras, fascistas, horrorosas, etc e etc, nem preciso citar exemplos em todo o planeta.
Como há mulheres dignas e maravilhosas, entretanto não na política institucional.
Na verdade, quando me falam de mulher no poder, ao contrario de décadas atras- sinto um arrepio na medula.
Infelizmente, em todos os setores, as mulheres copiam o modelo masculino de erros e se tornam piores do que eles.
Não quero dizer com isso que as lutas feministas- como citei no inicio- não sejam- tenham sido- valorosas e fundamentais.

elizabeth em fevereiro 11, 2008 10:52 AM


#7

Engraçado. Eu tinha a imagem completamente diferente da Hillary. Eu estava morando nos EUA (circa 1992) quando o Bill estava se candidatando à vaga democrata para ser o candidato à presidência e depois quando ele estava encerrando seu oitavo ano de mandato (2000). Por conta disto, vi várias entrevistas da Hillary e fiquei muito mais (bem) impressionado com ela do que com o marido. Agora, aqui do Brasil não consigo fazer grandes julgamentos dos atuais candidatos democratas. Alguém diz que política é igual vampiro: poderoso na escuridão mas não resiste à exposição da luz. Assim, se procurar defeitos na Hillary, não tenho dúvidas que vai encontrar. Muitas vezes fico decepcionado comigo mesmo.

Samuel em fevereiro 11, 2008 12:24 PM


#8

Nossa. Se essa senhora (Clinton) for tudo isso que li aqui, e acredito que seja, em 2010 ela estará eleita... se se candidatar à presidência do Brasil, é claro.

arimateia alves em fevereiro 11, 2008 12:27 PM


#9

Concordo plenamente com tudo o que foi escrito sobre a Billary Clinton, realmente voce conseguiu captar o que muitas mulheres nao enxergam, so pelo fato dela ser mulher. Obama, e uma moda (Obamania)comprada pelos politicamente corretos, negro, familia do Quenia, e moda estar com Obama, as celebridades que o digam. Como tudo aqui e modismo, nao sei como acabara esta historia,mas como tudo e dinheiro tambem, talvez os Clintons consigam chegar novamente a Casa Branca.

Simone Sarow em fevereiro 11, 2008 1:09 PM


#10

Concordo plenamente com tudo o que foi escrito sobre a Billary Clinton, realmente voce conseguiu captar o que muitas mulheres nao enxergam, so pelo fato dela ser mulher. Obama, e uma moda (Obamania)comprada pelos politicamente corretos, negro, familia do Quenia, e moda estar com Obama, as celebridades que o digam. Como tudo aqui e modismo, nao sei como acabara esta historia,mas como tudo e dinheiro tambem, talvez os Clintons consigam chegar novamente a Casa Branca.

Simone Sarow em fevereiro 11, 2008 1:10 PM


#11

EXCELENTE texto! Muito bom! Parabéns, Ana!

Gravatai Merengue em fevereiro 11, 2008 2:06 PM


#12

Obrigada pelo texto, Ana.

pois é, uma mulher com rampa mais que lançada para a presidencia e não consegue convencer. é caso para se perguntar porquê. mas como você, eu acho que ela não se pergunta, ela acha isso Natural!

também torço, e muito, para que as mulheres cheguem onde chegam os homens, mas se ha coisa que me deixa puta da vida é, por exemplo, o sistema de cotas: maior humilhação e atestado de incompetencia que se pode sofrer.
Mulher sim, mas valendo pela competencia e nada mais.

Hillary é um desastre.

cristina em fevereiro 11, 2008 2:44 PM


#13

E pra piorar a situação, a campanha da Hillary fez um ad de péssimo gosto.

Tem um post no Daily Kos falando disso

http://www.dailykos.com/storyonly/2008/2/11/8402/65701/180/454421

Alexandre Lemke em fevereiro 11, 2008 3:49 PM


#14

Idelber - Você não acha que há um grande risco da Hillary ser vencedora com os votos dos superdelegados? Isso não seria "perigoso" para os democratas?
Em um cenário onde o Obama tem apoio das massas porém Hillary conta com um número maior de superdelegados isso não poderia causar um problema no partido democrata caso a Hillary vença?

Pablo Vilarnovo em fevereiro 11, 2008 4:39 PM


#15

Pablo, acho que, se a Hillary ganhar, há uma chance de uma chapa Hillary/Obama, nos moldes do que foi Clinton/Gore em 92. // Ana Maria, você realmente balançou a minha torcida pela senadora. Aujourd'hui, mon coeur balance. Suas observações são mesmo para pensar.

jayme em fevereiro 11, 2008 5:17 PM


#16

Ana,
adorei suas colocações. Acho que mulheres no poder são importantes sim, mas o que de feminino tem, para não falar só da Hillary, a Sindolcezza Rice? E a Indira, que só chegou ao poderde para-quedas e depois deixou tudo na mão da família e dos filhinhos playboys? Arundathi Roy para secretária da ONU! beijAs e abraças!

Márcia W. em fevereiro 11, 2008 5:56 PM


#17

Ana

Declaro que como imigrante "sem documentos" aqui nos US e sem direito de votar, provavelmente Mc Cain atenderia melhor meus interesses.
Mas ao assistir Hillary, Mc Cain na TV e seus discursos...meu coração bate por O8ama.
Acho que uma mudança na postura na liderança/presidência americana renovaria nossa esperança por um mundo melhor e mais próspero pra todos.
Espero sim com muita esperança (HOPE) uma renovação aqui (CHANGE)em 2008 e a saída do Lula em 2010 no Brasil, pra não perdermos mais tempo (FORA INCOMPETENTES).

Islander em fevereiro 11, 2008 7:09 PM


#18

Oi, Ju, os projetos de governo dos dois candidatos são bem parecidos sim, mas há uma grande diferença em quem está por trás deles. Caráter, carisma, princípios, transparência, confiança, capacidade de inspirar e de mobilizar; tudo isso eu acho que consigo ver apenas no Obama. Enfim, contra esse seu argumento, o do valor simbólico, não tenho argumentos,. Embora não consiga me satisfazer com ele. ;-) Mas tá valendo, é claro. Em maio estarei aí em BH, com saudades daqueles nossos encontros... Beijos.

Obrigada, Cleber. E obrigada também pelo link. O texto é ótimo, e me ajudou a entender um pouco mais do comportamento da Hillary. Eu não sabia disso do pai dela, e é interessante como algumas observações da Paglia vão ao encontro de outras que li recentemente em um livro chamado When she was bad, de Patricia Pearson, sobre mulheres com comportamentos violentos (assunto de pesquisa para um livro, nada a ver com essas eleições... hehehe), que crianças que presenciam ou são submetidas a relações abusivas por parte dos pais, tendem a se comportar de duas maneiras: se o pai é o abusador, elas estão mais propícias a aceitar uma relação futura onde também sejam abusadas (física ou psicologicamente), pois o pai é visto como autoridade. Se a mãe é a parte violenta, eles tendem a também serem violentas em relações futuras, pois mães são vistas como educadoras. Olha, deu vontade saber mais sobre os pais do Bill...

Pois é, ,Armando, assim deveria ser, dos dois lados. Mas...

Elizabeth, obrigada pelo comentário. E concordo plenamente contigo em relação a adoção, por parte de algumas mulheres, das piores características tidas como tipicamente masculinas. Acho que estamos diante de um caso desses...

Samuel, eu não saberia te dizer como ela era em 1992, mas tendo a acreditar que esse casamento/sociedade com o Bill não deve ter feito nada bem para ela...

arimateia, vira essa boca pra lá, por favor ;-)

Simone, sabe que eu estou bem otimista? Por mim, essa Obamania provocada pelas qualidades que o Obama demonstra, ampliada pelo que de ruim os Clinton representam, propiciam o tal do momentum há tanto esperado por boa parte dos americanos. Vamos ver.

Obrigada, Gravataí

Pois é, Cristina, não te dá a sensação de que ela estragou tudo? Seria o momento perfeito para ter uma mulher chegando lá, principalmente com o partido Republicano quase entregando essa eleição de bandeja para o Democrata. Raiva!

Sem querer ser má, mas é para melhorar, não é Alexandre Lemke? Que venham outros do mesmo naipe....Mas isso só prova o que falei, essa não sabe se comunicar com ninguém que não tenha um perfil parecido com o dela. Cara, qual o jovem que ia querer a Hillary em sua banda?

Jayme, vamos lá: "Yes, we can! Yes, we can! Yes, we can!"

Obrigada, Márcia. Arundathi Roy para secretária da ONU? Olha que interessante! Afinal, não é só Deus que está nos pequenos detalhes, né?

Ana em fevereiro 11, 2008 7:17 PM


#19

Islander, obrigada por comentar. Confesso que não conheço bem as propostas do McCain, porque não consigo nem processar a hipótese de mais um mandato republicano. Por isso fico feliz com a sua mudança ;-)É muito bom quando alguém que torcia para a Hillary, CHANGE para Obama. Quando é alguém que torcia para algum candidato republicano, então, é priceless...

Ana em fevereiro 11, 2008 7:30 PM


#20

Falta de desprendimento? explica lá essa melhor, caraças!

Nik em fevereiro 11, 2008 8:27 PM


#21

Tá provado que as mulheres podem ser muito más umas para as outras. As mulheres são as maiores inimigas das mulheres, sempre me pareceu. Ou se amam e beijam na boca ou se matam com facadas nas costas e coisas piores ainda.

nik em fevereiro 11, 2008 8:32 PM


#22

Oi Ana,
Adoro este blog,e hoje tive uma agradável surpresa quando vi que era você que tinha postado. Amei, principalmente por que foi muito esclarecedor.Beijos,
Hélia.

Hélia em fevereiro 11, 2008 9:58 PM


#23

Oi, mãe, sei que você gosta daqui, que sempre lê e até deixa comentários de vez em quando. Por isso já estava me perguntando: cadê minha mãe? ;-) Que bom que você gostou.
O Idelber manda dizer que está esperando sua participação no post do Suassuna, tá? Pela excelente leitora que você é, para minha sorte e gratidão.
beijos e saudade,

Ana em fevereiro 11, 2008 10:13 PM


#24

Yo también estoy a favor de Oabama. Aún cuando, desde un punto de vista de izquierdas, presenta aspectos alejados de lo que conozco como la típica izquierda europea, como por ejemplo en el caso del aborto, me parece que sería, entre los que se presentan, el político más propicio para el cambio. Clinton y McCain, de alguna manera u otra, serían una continuación de "glorias" no tan gloriosas pertenecientes al pasado.

Este país necesita una renovación que, en mi opinión, sólo puede aportar una persona que viene desde abajo, que se encuentra con fuerza para cambiarlo todo y que, en principio, no tendría tanto apego a administraciones y políticas anteriores.

Para un español, que se manifestó en las calles por la presencia española en la guerra de Iraq escuchar, desde el comienzo, una opinión contraria a esta, como fue la de Obama, mientras asistía, asombrado, al voto favorable de Hillary que apoyaba una invasión basada en una serie de mentiras apocalípticas, el candidato afroamericano supone algo aún más positivo.

Un saludo.

El Preguntón em fevereiro 12, 2008 1:32 AM


#25

O Pedro Doria postou hoje sobre o que pensam os três candidatos a presidencia dos EUA sobre o Brasil. Achei bom, mas meio fraco. Vcs que estão ai não teriam mais informações?

aiaiai em fevereiro 12, 2008 3:35 AM


#26

Off-topic:

Saiu reportagem no Jornal Nacional sobre os brasileiros em New Orleans, focada naqueles que chegaram pós-Katrina para trabalhar na reconstrução. Do pessoal mais antigo, mostraram um músico.

Faltou um certo professor de literatura...

Luiz em fevereiro 12, 2008 6:59 AM


#27

Ana,

Sem ter nenhuma relação direta com os EUA, assisto à eleição aí com o mesmo interesse que teria em ver um Fla-Flu no meio do Campeonato Brasileiro. Ideologicamente, eu preferiria que os dois perdessem, tendo consciência de que o resultado poderia ferrar meu time, lá na frente.

Sinto mais ou menos isso. Se, por um lado, tendo a ter mais simpatia pelos democratas, por outro ouço falar que McCain pode ser melhor para a economia brasileira, por seu fervor pelo mercado e sua repulsa a barreiras no comércio. Ao fim e ao cabo, acho que os dois lados podem indistintamente prejudicar países emergentes e pobres, quando se trata de defender interesses americanos.

Como mulher e feminista, claro que também me empolguei com a opção Hillary, mas sempre me senti com lacunas em relação a ela. Estando aí, você me deu razões para entender por que ela não me passa confiança.

Ser mulher e apoiar qualquer mulher é supor que todo alemão era nazista.

Então, fico vislumbrando 2010... Será que o Brasil seguirá os passos do Chile e da Argentina, alçando Dilma Roussef ao poder? Estou sonhando, mas esse me parece um sonho bom, talvez como o que Obama inspira o povo aí de cima a sonhar...

Alessandra Alves em fevereiro 12, 2008 7:40 AM


#28

Como disse um amigo americano: "Tenho sérias restrições a ter apenas 2 famílias governando os EUA por mais de duas décadas."

Ricardo Antunes da Costa em fevereiro 12, 2008 8:08 AM


#29

Gracias, Luiz, mas professores de literatura não costumam atrair nenhum glamour midiático...

Alessandra, minha cara, te aguardamos aqui no clube de leituras... Permito-me responder uma coisinha, porque é algo que se reitera com muita frequência. Essa história de que os republicanos são melhores para o Brasil porque são a favor do "livre comércio" é uma balela, um conto de fadas. Se tiver paciência, cheque os números dos subsídios americanos à agricultura aqui. Verá que o valor desses subsídios aumentou horrores sob George Bush. "Livre comércio" pras negas deles :-)

Idelber em fevereiro 12, 2008 9:15 AM


#30

Idelber

O problema não é os republicanos serem a favor ou não do livre comércio, mas sim de que os democratas seriam mais pressionados neste sentido.

E McCain não é Bush. ;-) Mas isso é complicado porque mesmo Reagan criou barreiras neste aspecto.

André Kenji em fevereiro 12, 2008 10:01 AM


#31

Dilma??? Pelo-amor-de-Deus...

Pablo Vilarnovo em fevereiro 12, 2008 10:16 AM


#32

aiaiai

A dura verdade é que os americanos ignoram a Améria Latina..

André Kenji em fevereiro 12, 2008 10:18 AM


#33

El preguntón, gracias por el comentario. Subrayo, para los que tal vez te puedan entender mal, que te manifestaste en contra de la presencia española en Iraq.

Y es cierto que Obama se ubica mucho más hacia el centro que la típica izquierda europea o latinoamericana.

Pero no en la cuestión del aborto...

Idelber em fevereiro 12, 2008 11:07 AM


#34

Eu sempre vi com alguma empolgação a possibilidade de uma mulher ocupar um cargo tão importante como esse, mas acho que é preciso considerar quem ela é e a quem representa. Na ânsia de colocar uma mulher na presidência esse discurso, baseado em apelos feministas, pode correr o risco de presentear o mundo como uma nova Margaret Thatcher, não que este seja o caso de Mrs. Clinton, mas é preciso olhar com cuidado antes de se deixar cegar pelo discurso.
Parabéns pelo texto.

Nando Silva em fevereiro 12, 2008 11:20 AM


#35

Nando, a única diferença que eu consigo achar entre a Hillary e Mrs. Thatcher é que quase ninguém sabe quem é o Mr. Thatcher... Mas todo mundo sabe quem é o marido da Hillary e é justamente esse o problema...

Anna C. em fevereiro 12, 2008 12:02 PM


#36

Gostei da análise, que toca em alguns pontos fundamentais da personalidade da Hillary. De longe, no entanto, ainda acho que ela é melhor candidata que o Obama e o McCain.

Lino em fevereiro 12, 2008 12:33 PM


#37

Gostei da análise, que toca em alguns pontos fundamentais da personalidade da Hillary. De longe, no entanto, ainda acho que ela é melhor candidata que o Obama e o McCain.

Lino em fevereiro 12, 2008 12:34 PM


#38


Idelber, gracias por la aclaración. Efectivamente, me manifesté en contra de la guerra de Iraq.

Nadie se manifestó a favor de dicha guerra a excepción los voceros y panfleteros de los medios de derecha que hoy parecen haber sido absorbidos por la amnesia pasando a otros temas como si nada hubiera pasado.

Y gracias por corregirme la opinión de Obama sobre el aborto. Tenía información equivocada al respecto lo cual me alegra más porque al menos lo situa un poco más como mi candidato favorito a la presidencia.

El Preguntón em fevereiro 12, 2008 2:58 PM


#39

SÓ PARA LEMBRAR: A Sra. Dilma Roussef fez parte de um grupo PEDETISTAS gaúchos que não quis largar seus EMPREGOS PÚBLICOS (Dilma era secretária de Minas e energia), diante do posicionamento do seu então líder Brizola contrário ao PT no RGS. Este grupo acabou entrando no PT e, desta forma, as sinecuras destes ex-pedetistas foram preservadas.

Paulo em fevereiro 12, 2008 2:59 PM


#40

Também desejo que o Ibama vença e não tenho nada contra mulheres no poder, tenho contra Hillary. A ela, prefiro Monica Lewinsky.

Milton Ribeiro em fevereiro 12, 2008 3:10 PM


#41

Idelber,

Tá vendo como a cobertura de política internacional é ruim no Brasil? O que eu mencionei sobre McCann é o que eu leio por aqui e não sou leitora dos veículos do PIG...

Quanto ao Clube de Leituras, óxi! Pois eu passei o Carnaval inteira mergulhada em Suassuna para quê? Não vejo a hora, estou preparando meus comentários, já.

Alessandra Alves em fevereiro 12, 2008 4:37 PM


#42

E as primárias de hoje? Tem acompanhamento?

Gravatai Merengue em fevereiro 12, 2008 5:33 PM


#43

Acho que acompanhamento ao vivo não, Gravata, mas um post de madrugada com certeza :-)

Idelber em fevereiro 12, 2008 5:53 PM


#44

Porra, falei quase que de gozação. É sacanagem, né? Puta trampo pra vc... Mas a parte de ficar falando besteira aqui nos comentários é legal. A Super Terça foi muito divertida (mesmo).

Gravatai Merengue em fevereiro 12, 2008 8:09 PM


#45

Já tem resultado de Virgínia na CNN...

Idelber em fevereiro 12, 2008 8:13 PM


#46

Tô vendo... Mas só reportaram 30%... Tô brincando de Idelber lá no Imprensa Marrom...rs

Veja lá :D

Gravatai Merengue em fevereiro 12, 2008 9:12 PM


#47

Ana, adorei o post, porém tenho ressalvas ao vídeo apontado. Ele tem um tonzinho de "lavagem cerebral religiosa". Cai de pau em cima de trechos dos discursos da Hilary, usa o velho discurso do monopólio da ética e portrata Obama como "Jesus Cristo" através de fotos e seus "discursos inspiradores". Don't get me wrong, tenho excelente impressão do Obama, mas esse videozinho...

Também estou cansado desse discurso "Essa guerra injusta, sanguinária, prepotente".
Ninguém sabe os verdadeiros motivos da guerra do Iraq e se ela faz sentido a longo prazo. É impossível analisarmos se a decisão foi certa/errada ética/não-ética com a tamanha ignorância que temos do cenário político/bélico/econômico mundial. As justificativas apresentado pro público/mídia nunca são reais por vários motivos.

Pedro em fevereiro 12, 2008 10:06 PM


#48

"Food for thought":
A Folha online saiu com uma tradução em português de duas colunas do NYT que versam sobre o suposto racha democrata em uma eleição onde eles teriam tudo pra ganhar e quem seria o culpado disso estar acontecendo. Uma é do Paul Krugman (culpando Obama) e outra do Frank Rich (culpando Hillary). A transformação definitiva dos Estados Unidos em uma "Nixonland" é o mote. Lembram de 1968 e o "suicídio eleitoral" que o racha democrata da época significou para o partido (sem falar o que a eleição de Nixon significou para os USA e o resto do mundo, como ascensão ao poder de uma direita despudorada e sem escrúpulos - ou isso seria um pleonasmo?).

Já a Carta Capital comemora o fato de que ao menos os "neocons", representados pelo Romney, já estariam fora da disputa. o artigo emite opiniões mais profundas que não me atrevo a comentar, deixo para os mais inteirados no assunto, mas dizer que a eleição de Obama equivaleria simbolicamente à "eleição de presidentes indígenas e mestiços em países latino-americanos" não seria forçar demais a barra, não? Ou não?

Leo Vidigal em fevereiro 12, 2008 11:38 PM


#49

a eleição de Obama equivaleria simbolicamente à "eleição de presidentes indígenas e mestiços em países latino-americanos" não seria forçar demais a barra, não? Ou não?

Acho que não seria forçar a barra, não, Leo.

Idelber em fevereiro 13, 2008 12:03 AM


#50

É mais fácil um mestiço ou descendente de indígena se eleger nos países latino-americanos (como já ocorreu aos montes!) do que um negro se eleger nos EUA (nunca aconteceu).

Acho, aliás, MUITO MAIS FODA eleger um negro nos EUA. Muuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais.

Gravatai Merengue em fevereiro 13, 2008 12:10 AM


#51

Oi, Alessandra, pois é. Ou supor que também seria justo ver um homem apoiando um homem só porque ele é homem. Se tudo o mais não importa...
No mais, tenho acompanhado com muito interesse e admiração a trajetória da Soninha. Mas se vier outra antes...

Concordo com a Anna C., Nando,, o problema aí em vem dobro.

De longe em quais pontos, Lino?

Obrigada, Pedro. Sobre o vídeo, o que eu acho que ele faz é comparar as atitudes e posturas de dois candidatos e dizer porque acha que um tem e o outro não tem ética, caráter etc... Não vejo como discurso do monopólio não. E sobre a guerra, então quer dizer que você acha aceitável que se faça uma guerra agora e se espere para saber se ela terá sido justa ou não? É isso? Mesmo ela tendo, como você também disse, "motivos desconhecidos"?

Ana em fevereiro 13, 2008 2:27 AM


#52

Ninguém sabe os verdadeiros motivos da guerra do Iraq.

Deve ter sido por aqueles valiosíssimos cactus do norte do Iraque!

Idelber em fevereiro 13, 2008 2:54 AM


#53

"Acho que não seria forçar a barra, não, Leo."

Já eu acho que é ESTOURAR a barra. Não só o México já teve dois presidentes indígenas no Século retrasado como que a origem de Obama é bem diferente da maioria dos descendentes de indígenas na América Latina, assim como a proporção de negros nos EUA em relação a de indígenas na maioria desses países.

Aliás, isso e mais dizer que a vitória de McCain, que é amigão de William Kristol e John Bolton e é apoiado pela Weekly Standard, seria uma derrota dos neocons significa que o pessoal da CC anda fumando um troço dos bons por lá.

André Kenji em fevereiro 13, 2008 12:55 PM


#54

André, se eu entendi bem seu comentário, acho que talvez você não tenha entendido o do Leo.

Você diz que a vitória de Obama seria até mais significativa que a vitória de um indígena no México ou na Bolívia, não é isso?

Se é isso, estou de acordo.

Idelber em fevereiro 13, 2008 12:58 PM


#55

Idelber

Como escrevi, não sei. Um ponto que admiro em políticos minorias é que estes sofreram muito com preconceito e discriminação para chegar aonde chegaram. Clarence Thomas pode ser o mais detestável juiz da Suprema Corte(Certo, Scalia faz uma concorrência admirável pelo posto), mas a história do menino pobre que nasce num lugarejo miserável da Georgia para se tornar um dos juristas mais famosos do pais é fascinante. Idem para Rachida Dati, a ministra da Justiça de Sarkozy que inclusive teve que trabalhar na rua e teve pais árabes que não falavam francês e para Condoleezza Rice.

Mas Obama é oriundo de um lar confortável, e seu grupo étnico(Imigrantes da África) é um dos mais ricos e com melhor nível educacional do país. Talvez fosse algo próximo dos EUA terem um presidente asiático ou judeu. ;-)

E bem, Benito Juárez, o presidente mexicano mais aclamado do México nem tinha o espanhol como língua nativa. É uma comparação absurda, e nada mais.

André Kenji em fevereiro 13, 2008 9:37 PM


#56

Ah, não, André -- cessemos.

Comparar a situação de um negro -- seja lá de qual classe -- e a de um judeu ou asiático nos EUA é demais pra mim.

Deixemos por aqui antes que desgringole morro mais abaixo ainda.

Idelber em fevereiro 13, 2008 9:52 PM


#57

Idelber

Por isso que eu usei o "talvez". Mas inegavelmente não é a mesma coisa que um negro nascido do Harlem. Aliás, bizarro que o sotaque de Obama é bem diferente dos outros negros.

Aliás, como vai o mandato do primeiro governador de ascendência hindu da Lousiana?

André Kenji em fevereiro 14, 2008 1:30 PM


#58

Na verdade, as mulheres são inimigas das mulheres, vê se os homens fazem comparações pejorativas em relação a outros homens??? Eu torco Por Hillary pelo fato dela ser mulher e representaria uma conquista das mulheres, imagine a mais influente nação do mundo governada por uma mulher!!!! Defeitos todos temos, e pode ter certeza,eles governariam de maneira parecida(Obama e Hillary)

janete em fevereiro 24, 2008 6:01 PM