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quinta-feira, 13 de março 2008

Luis Nassif, o dossiê Veja e a judicialização do debate jornalístico no Brasil

Está começando a ficar ensurdecedor o silêncio da grande mídia sobre o dossiê Veja elaborado por Luis Nassif. Embora alguns de seus colunistas tenham tratado do tema em blogs, nenhum dos grandes jornais brasileiros noticiou a reportagem. Além do silêncio, a resposta dos defensores da Veja têm oscilado entre dois polos: 1) os processos judiciais; 2) os ataques ad hominem ao jornalista que está apurando os fatos, sem qualquer refutação dos mesmos.

O primeiro caso é curioso, porque foi das comarcas da Veja – mais precisamente de Diogo Mainardi – que veio o argumento de que jornalista não processa jornalista. Agora, seus patrões estão processando um jornalista por uma série de reportagens acerca de um veículo que tem muito mais circulação que a página web que contém as denúncias. Onde está Diogo Mainardi para dizer jornalista não processa jornalista? Onde estão os jornalistas dos grandes veículos que se indignaram – com justa causa – quando Aldo Rebelo processou Millôr Fernandes? A correlação de forças me parece bastante favorável à Veja. Caso os fatos estivessem do seu lado, seria fácil para a revista refutar as denúncias utilizando as suas páginas. Se os próprios defensores da Veja admitem que a internet inteira já sabe do assunto, não cola muito bem, me parece, a desculpa de que não o refutam porque não querem “amplificar” o dossiê Nassif.

Os ataques a Nassif procuram criar a ilusão de que todos são iguais – ele, afinal de contas, teria também seus interesses. Obviamente os terá, mas ninguém questionaria o direito da Veja publicar um dossiê verdadeiro contra o governo obtido de alguém que tivesse seus interesses. O problema com as “notícias” publicadas pela Veja é que, via de regra, se não são falsas, são grosseiramente distorcidas. Ou encontraram provas de que Cuba enviava dólares ao PT em caixas de uísque? Encontraram algum indício de que Lula tenha conta em paraíso fiscal? O problema com ditas matérias não eram os interesses de suas “fontes”. É que se tratava de calúnias, pura e simplesmente.

No intuito de ajudar os defensores da Veja a organizarem sua defesa com base nos fatos, o Biscoito publica hoje um resumão de algumas das perguntas que teriam que ser respondidas caso eles queiram, em algum momento, deixar de xingar ou processar Nassif e debater a realidade. Vamos lá.

1. É ou não é fato que durante 2005 a Veja publicou pelo menos cinco louvações ao publicitário Eduardo Fisher e editorializou supostas reportagens para intervir na “guerra das cervejas” tal como detalhado aqui?

2. É ou não é fato que a estranha passagem de matéria laudatória ao COC a uma diatribe baseada em distorções da entrevista de seu diretor coincide com a entrada da Abril no ramo dos livros didáticos, tal como explicado aqui?

3. É ou não é fato a tentativa de “assassinato de reputação” do presidente do STJ Edson Vidigal sem que houvesse contra ele nenhum fato incriminatório, exceto uma liminar que contrariava os interesses do Opportunity, tal como fartamente documentado aqui?

4.São ou não são fatos as bizarras manipulações de critérios de inclusão na lista de livros mais vendidos, para que o romance de Mário Sabino -- elogiado nas páginas da revista pelos seus subordinados – pudesse nela entrar, tal como detalhado aqui? (Aliás, o dito cujo tem a extraordinária desfaçatez de afirmar sou um autor bem-sucedido depois de um romance ao qual ninguém, exceto seus subordinados na Veja, deu a menor importância; alguém aí que estuda literatura brasileira a sério já ouviu falar do “bem-sucedido” escritor Mário Sabino?).

Além de tudo isso, das falsas contas de Lula, dos falsos dólares em caixa de uísque, da campanha eleitoral explícita em favor de Alckmin em 2006 e das tentativas de assassinato de reputação de gente brilhante como José Miguel Wisnik, eu poderia listar outros 300 fatos que fazem das demonstrações de Nassif algo bem próximo do irrefutável.

Até quando a imprensa vai fingir não está vendo? Por que Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi pararam de dizer que jornalista não processa jornalista? Por que ainda há gente que insiste em dizer que a esquerda só começou a criticar Veja porque esta faz oposição a Lula se as denúncias anteriores a 2002 estão amplamente documentadas? Será que a recente queda de vendagens da revista pode ser creditada às intensas críticas veiculadas na internet, que culminaram com o dossiê Nassif?

PS: Parabéns ao Bender -- simpático gremista a quem conheci em Porto Alegre Novo Hamburgo -- pela idéia da "Google Bomb do bem" que sigo aqui neste post: linkar a palavra Veja com o site das denúncias do Nassif. As buscas por "Veja" no Google só indicavam o dossiê Nassif lá pela terceira ou quarta página. Agora, ele já está na primeira página, na sexta colocação, no momento.

PS 2:
Falta agora um selinho, não do Dossiê Nassif, que já tem vários, mas de uma nova campanha blogueira contra a revista. Poderia ser algo do tipo: Não colabore com o crime organizado; cancele sua assinatura de Veja. Se alguém quiser fazer, eu colaboro na circulação.

PS 3: Milton Ribeiro, não tenho palavras para agradecer a generosidade. Obrigado, Katarina e Marco. Obrigado, Luiz. Obrigado, Porto Alegre.

Atualização: Rolou o selinho, graças ao leitor Theo. Obviamente, é para pegar e circular. Você pode embutir no selinho, se quiser, o link para o dossiê Nassif. Estamos repensando o "lema" do selo aí na caixa de comentários (razão pela qual eu retirei a imagem que esteve aqui no post por algumas horas).



  Escrito por Idelber às 02:37 | link para este post | Comentários (71)


Comentários

#1

Caro Padeiro,

Não sei se vai ajudar aos advogados da Veja, mas me ajudou bastante. Não tenho tido tempo de ler todo o Dossie, passei os olhos sobre alguns textos apenas, mas agora, vc esclareceu muito.

Concordo totalmente que a imprensa brasileira fechou os olhos e acho que isso se dá porque todos têm telhado de vidro. Se não agem da mesma forma que veja - pelo menos não com a mesma intensidade - é porque não têm a força (do mal) de uma editora como a Abril...mas bem que queriam!
Eu não leio a Veja desde o episódio do Cazuza, que, se não me engano, aconteceu no mesmo ano em que uma matéria dizia que a Vale (antes de ser privatizada) era uma porcaria de empresa que não valia nada. (ressalva: não acho errado privatizar a Vale, acho que a empresa havia se perdido no governo militar e estava mesmo precisando de gestão. Mas, dizer que não prestava só para justificar sua venda - meses depois - a preço de banana me incomodou e incomoda até hoje.)

Não é que eu não assine ou não compre a Veja...eu não leio. Se estiver esperando no médico, prefiro descansar os olhos se a única alternativa for ler Veja ou Caras.

Portanto, já estou na campanha!

aiaiai em março 13, 2008 6:02 AM


#2

idelber

o site do nassif jah tah em 5° na busca do google...

abraço

fabiana em março 13, 2008 7:09 AM


#3

Caro Idelber
Já aconteceu comigo de ser interpelado pelo atual deputado federal Índio da Costa (que era então administrador do bairro de Copacabana), no início da manhã quando tomava café em uma loja de suco, e QUE QUERIA SABER POR QUE EU estava lendo o jornal Tribuna da Imprensa. E ele logo apontou defeitos de caráter em Hélio Fernandes.
Não concordo com boicote contra órgãos de imprensa (jornais e revistas)! Publicações que não me interessam eu NÃO COMPRO, ou leio somente na ante-sala do dentista. FAÇA SUA CAMPANHA contra a compra de exemplares de VEJA, mas não conte comigo caro Idelber. Continuarei a ser o leitor eventual da revista. Gostaria, no entanto, de apontar um subproduto MAIS EFETIVO E IGUALMENTE REPROVÁVEL desta contenda que você muito justificadamente aborda. Trata-se do uso, no capítulo “guerra das cervejas”, da imagem de Zeca Pagodinho. Esta Lei de Gerson APLICADA AO CARIOCA com correção monetária traz muito mais influências no dia-a-dia (para o bem ou para o mal), do que alguma coisa publicada na revista e que seja “grosseiramente distorcida”.
Preferia ler diariamente o JB da década de 70, mas ele não existe mais! O remédio é ler O Globo e exercitar o espírito crítico. SAUDAÇÕES.
P.S. Zuenir Ventura abordou em sua coluna (O Globo, edição nº 27.246) um artigo de Antônio Risério com o título “Pernambuco fogo alto, Bahia banho-maria”, que foi publicado sábado passado em “A Tarde”.

Paulo em março 13, 2008 7:37 AM


#4

Idelber,
(ha ha ha, "padeiro" pegou! Aviso logo que sou creative commons...).
Também tô dentro da campanha, esperando o selinho.
Como aiaiai, além de ter trocentos anos que não leio a tal Veja, na falta de opção prefiro ler bula de remédio.

Márcia W. em março 13, 2008 7:39 AM


#5

Idelber, eu não tenho blog, mas é só pra engrossar o coro de que eu também não leio mais essa revista aí, há tempos. e se puder conversar com as pessoas a meu redor, expondo os fatos em pauta, faço-o com prazer. Vou ser franca, eu não gosto tanto assim do Nassif, mas acho, nesse caso, que como diriam os filósofos, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

OT: Estou pensando seriamente em participar do debate sobre o livro. Não sei se conseguirei ler tudo, porque tenho my own private pilha de livros e textos para ler, para o trabalho, mas o tema me interessa e ficar por perto para ser eventualmente polvilhada pela inteligência dos debatedores também. Abraços

Ana Paula em março 13, 2008 7:46 AM


#6

Panadero (pra fugir dos direitos autorais),

Você vai me fazer quebrar uma promessa: não tratar mais do assunto "Veja" lá no blog. Mas, diante da situação, vamos nessa...


aiaiai,

Que é isso? Colocar "Caras" em tão má companhia? Que injustiça...

Luiz em março 13, 2008 8:55 AM


#7

A grande mídia não está dando ouvidos ao Nassif porque a grande mídia conhece o Nassif há anos e sabe que ele não é flor que se cheire -- há muito tempo.

Já vi numa redação um repórter novo indignado com a não-repercussão das "denúncias", até que o chefe de redação e os repórteres mais velhos começaram a passar a ficha do Nassif para ele.

Esse tumulto (ou não-tumulto) vai terminar no ocaso, como várias outras denúncias indignadas do Nassif.

Afonso Pena em março 13, 2008 9:41 AM


#8

Um grande abraço, Idelber.Que tenha sido o primeiro de muitos encontros. Abraço.

Marco Weissheimer em março 13, 2008 10:26 AM


#9

Olá, Márcia W.

Há opção sim: a revista Carta Capital, única publicação semanal brasileira cuja vendagem aumentou em 2007.

Essa revista não entra em "Fla-Flu", analisando todos os temas com serenidade e profundidade.

Na edição desta semana (com o "perro" de Bush na capa)é dado destaque ao dossiê Veja de Luís Nassif.

Saudações democráticas

Ricardo Petrucci Souto em março 13, 2008 10:57 AM


#10

Gostei da idéia da campanha contra o crime organizado. Fiz uma tentativa de selo e te mandei por imeio.

Theo em março 13, 2008 11:20 AM


#11

Já em BH?!?!?!?

Tentei te ligar agora para saber como tinha sido a viagem, mas não consegui. Deu uma mensagem qualquer.

Uma pergunta: o que faço com teus filhos?

-------------------------------

Sim, silêncio ensurdecedor. Vou fazer um Google Bomb no sábado, como quem não quer nada. "Veja" a mulher de hoje...

-------------------------------

Idelber, receber vocês foi a uma grande alegria. Já sinto falta. Há dois tipos de visita: a que deixa saudades e a que deixa alívio. Vocês são do primeiro grupo. Quando voltam???? Nossa casa e a cidade está esperando.

------------------------------

Gigantescos abraços e amizade!

Milton Ribeiro em março 13, 2008 11:39 AM


#12

Ricardo,
olá também. Eu disse falta de opção em consultório médico. E como estou fora da Brazuca há algum tempo...Mas na rede eu leio a Carta e uns blogs bem bacanas, tipo desse padeiro aqui. Abs

Márcia W. em março 13, 2008 11:45 AM


#13

Numa nota completamente off-topic, professor, você chegou a ver o vídeo do Keith Olbermann descascando a campanha da Hillary Clinton? Foi ao ar ontem e obviamente já mandaram para o Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=qXBXD2zizIY

Recomendo, o sujeito mandou uns argumentos bem interessantes sobre o discurso da senadora e as declarações desastrosas da Geraldine Ferraro.

Quanto à Veja, bem, quando muito leio a "Vejinha" quando estou no Brasil -- e isso porque eu gosto do Walcyr Carrasco, que escreve as crônicas da última página!

Anna C. em março 13, 2008 12:25 PM


#14

Já está em quarto.


Oi? Tudo bem? Prazer. Você não me conhece mas eu o leio todos os dias.

Karina em março 13, 2008 12:39 PM


#15

Aiai... eu tenho uma assinatura da veja!
não, não me bata!
meus amigos vêem aqui em casa e não acreditam! Chegam a ficar constrangidos...
E eu dou risada e explico sempre. Tenho um pai direitoso. Não conseguiu "endireitar" os filhos, então ainda tem uma (vã) esperança com os netos, tadinho! Ele diz que "é muito bom", "é bom para as crianças, tem muita informação"!
Minha política em relação à isso é a mesma que tive em relação, à Casseta&Plaaneta, revista capricho e antes disso os desenhos animados todos, xuxa e etc.
leio e assisto tudo. Deixo entrar tudo. E sento junto, falando e pensando. dando subsídios e exercendo a crítica. me divirto. Uma amiga disse uma vez, quando minha filha mais velha tinha 4 anos: nunca vi uma criança tão argumentativa! Hoje ela é uma adulta argumentativa.
E, às vezes, a gente busca argumentos na velha e má Veja.
Conheço o dossiê (meu irmão já havia me mandado) e aplaudo a iniciativa de promovê-lo o mais possível. parabéns!
Agora, a campanha do boicote à assinaturas é uma tentação! mas onde achar depois papel para o gato? e as fotos coloridas para os trabalhos de colégio?... Papai também iria ficar chateado...
abç, f

Flávia em março 13, 2008 12:45 PM


#16

Anos atrás os gauchos fizeram um boicote contra o jornal Zero Hora e foi muito bem sucedido. As diatribes, as inverdades publicadas retrocederam. Hoje nao sei comoo estão as coisas, mas é só para lembrar que jornal e revista também são produtos, pagamos por eles, e se eles vendem gato por lebre -leia-se a propaganda atual institucional da dita revista e o que nos vende nas bancas - há uma solução simples no capitalismo: não comprar.
Dói no bolso deles e é a única alternativa.
Leia-se o Codigo de Defesa do Consumidor.É bem útil.
O boicote é muito usado nos paises de capitalismo desenvolvido, que tal imitarmos ao menos nessas coisas civilizadas?

elizabeth em março 13, 2008 12:55 PM


#17

Foi uma hemorragia de prazer, Idelber. Apareça sempre que a gente bota uma carne no fogo. Mas o mundo é cruel: Juventude 3 x 0 Internacional.

Abraços.

PS. - Não esquece de pegar teus filhos lá no Milton.

Luiz Afonso Franz em março 13, 2008 2:02 PM


#18

Detesto reler um comentário meu e dar de cara com um erros horríveis de português.

Por que teclar ENTER tão rápido?

Milton Ribeiro em março 13, 2008 2:34 PM


#19

Puxa, Milton, e eu li e não reparei em nada!
Imagine se vc fosse disléxico como eu! não clicaria nunca o "enviar"!

Flávia em março 13, 2008 3:27 PM


#20

Eu tentei discutir a acusações do Nassif no blog "Torre de Marfim" (atorredemarfim.apostos.com), para dissecar o que era verdadeiro ou que era leviano. Mas a iniciativa não deu certo, com a argumentação de que o Nassif era simplesmente leviano e/ou mentiroso mesmo e não merecia respeito.

Marcos Nowosad em março 13, 2008 4:18 PM


#21

Marcos, eu acompanhei aquela caixa de comentários. Foi completamente atípico como o pessoal da Torre se irritou. São sempre super bem-humorados, podem debater com maior ou menor empenho, mas jamais ficam putos daquele jeito.

Fiquei sem entender também.

Idelber em março 13, 2008 4:38 PM


#22

Puxa, o dossiê Nassif já está em terceiro nas buscas por "Veja" no Google.

Quando olhei, ontem à noite, estava em sexto.

Será que foi a contribuição deste padeiro?

Grande, grande idéia do Bender, essa Google Bomb.

Idelber em março 13, 2008 4:57 PM


#23

Idelber, justiça seja feita, quem mais tinha a perder com a discussão nos Apostos sobre as acusações do Nassif (a Janaína Leite, citada nominalmente por Nassif) foi a que me respondeu de maneira mais ponderada. Por sugestão dela, fui ao blog dela, li o texto que escreveu a respeito da polêmica e tirei minhas conclusões sobre o episódio.

Marcos Nowosad em março 13, 2008 6:14 PM


#24

Mas... se eu não ler, como vou saber que é mentirosa? Ouvindo a opinião dos outros que, confessadamente, também não lêem a revista?

Não seria melhor dizer "leia, mas use seu senso crítico"? Aliás, isso não deveria ser aplicado a todas as revistas? Não são todas tendenciosas?

Julio Augusto em março 13, 2008 6:57 PM


#25

Concordo plenamente, esse negócio de jornalista processar jornalista é triste e lamentável em todos os casos, e uma vergonha total quando uma revista com recursos impressionantes processa um blogueiro individual. Não concordo com tudo que está no dossiê do Nassif, e acho que como argumento lógico, deixa muito a desejar--está claramente marcado por ressentimento pessoal, e confunde fatores irrelevantes, como uma crítica que a Veja fez a Maria Rita, com fatores que realmente revelam um viés anti-jornalístico na revista, como esse negócio da guerra das cervejas. Mesmo assim, a idéia de processar para silenciar um crítico me parece repugnante, me deixa com nojo. Nem por isso entro em boicote, porque acho que o boicote vai ser inevitávelmente veículo de rejeição da posição política da Veja, e não do processo em si. E aí rejeitar essa posição, tudo bem, também não é minha, mas prefiro que a rejeição seja pelo debate, como no post, e não criando muralha.

Bryan em março 13, 2008 7:03 PM


#26

Acho que da forma como o ficou o selo, "Não compre nem leia", o Julio tem toda a razão.

A minha sugestão era "cancele sua assinatura", o que me parece mais razoável e defensável.

Alguém aí tem outra idéia para expressar esse forte rechaço de uma parte dos leitores potenciais da revista -- e a recusa do pseudo-jornalismo que ela vem praticando há anos -- sem que se caia nessa coisa excessivamente pesada e meio policialesca do "não leia"?

Cartas à redação. Aí eu posso pedir ao Theo a gentileza de refazer o selo.

Idelber em março 13, 2008 7:17 PM


#27

Minha sugestão:

Veja: leia a do seu vizinho (mas não espere que ele faça o mesmo...)

:)

Julio Augusto em março 13, 2008 7:20 PM


#28

Eu abriria mão da minha sugestão original em favor dessa do Julio.

Ou de algo como "Veja -- Leia só em versão pirata".

Algo assim.

Que não seja verbo negativo demais.

Idelber em março 13, 2008 7:25 PM


#29

Anna, mil gracias pelo link.

K.O., como de costume, na mosca.

Idelber em março 13, 2008 7:26 PM


#30

É, como eu disse, também não gostei do texto do selo. Debatamos pois. Mas, de qualquer forma, cês não acham que incluir, mesmo que da maneira sugerida, o "leia" é meio muito? "Não leia" é forte, mas "leia"?

Theo em março 13, 2008 8:02 PM


#31

"Não compre", talvez?

Theo em março 13, 2008 8:03 PM


#32

Alguém mais tentou acessar o blog com o dossiê e deparou com isto

"This site has been disabled for violations of our Program Policies. If you feel this disabling was in error, please visit our contact page to let us know. Contact Us" ?

É uma pena, o site já estava em quarto lugar na busca por Veja do Google.

gustavo em março 13, 2008 8:03 PM


#33

Idelber,

A pagina do Nassif no google foi retirada, aparece uma mensagem de que foi retirada por descumprir com as regras do google. Algo errado aconteceu...

beijos

Ana em março 13, 2008 8:43 PM


#34

Estou bobo com a notícia. Vou só colocar uma atualização para o blog do Nassif, onde há uma versão do mesmo dossiê.

Idelber em março 13, 2008 8:47 PM


#35

"VEJA: Leia, mas não acredite"

"Eu acredito em gnomos e na Veja"

"Vamos parar de levar a Veja a sério"

"VEJA: cancele sua assinatura e gaste o dinheiro em algo útil"

"VEJA bem..."

Daniel em março 13, 2008 8:56 PM


#36

Dossiê Veja voltou ao ar no Google.

Idelber em março 13, 2008 8:56 PM


#37

"Leia a VEJA e depois vá se informar"

Daniel em março 13, 2008 8:58 PM


#38

Voto pela sugestão de selo do Daniel
Um abraço a todos

Izabella em março 13, 2008 9:04 PM


#39

"Leia a VEJA e depois vá se informar"

Izabella em março 13, 2008 9:05 PM


#40

Pois é, eu também já ouvi horrores do Nassif. Mas vindo de quem vinha, dei um desconto bom.

Desde quando os chefes de redação dos grandes jornais hoje em dia são fonte confiáveis sobre a reputação de alguém? Os caras estão todos no mesmo barco...

Radical Livre em março 13, 2008 9:07 PM


#41

Caro Idelber,
Eu não costumo reagir intempestivamente em discussões. Eu sempre tento me ater ao conteúdo. A questão é que a Janaína Leite é minha amiga. Eu sei quem ela é. Acho que vocês também ficariam putos quando alguém que vocês conhecem e em quem confiam são acusados injustamente de algo que não cometeram, não? Foi o que fez o Luís Nassif, e foi por causa disso que eu tive aquela reação incomum. A insistência do Marcos Nowosad acabou por me irritar, o que me levou a ser grosseiro com ele. Eu deveria tê-lo remetido às respostas que a Janaína deu ao Nassif, o que ela mesmo acabou fazendo depois. Elas podem ser lidas aqui (http://arrastao.apostos.com/resposta).

Eu vou me ater a apenas dois pontos. Ter Daniel Dantas ou pessoas próximas a eles como fontes não é crime – é algo que qualquer jornalista que cobre o caso deveria se interessar em ter, não? Como a Janaína diz no blog dela, o Luís Roberto Demarco, um dos inimigos do Daniel Dantas, também era fonte dela, do mesmo modo como era fonte do Nassif. Isso significa que ele está a serviço do Demarco? Outra coisa: como Janaína diz em seu blog, ela era repórter da Folha, e não colunista. As reportagens dela eram lidas por várias pessoas antes de serem publicadas. Nassif está querendo dizer que a Folha também está a serviço de Daniel Dantas? A leitura do texto da Janaína também responde a outras acusações de Nassif.

A Veja está longe de ser um modelo de jornalismo. Não gosto da revista, e os defeitos que existiam há muito tempo foram piorando nos últimos anos. O Pedro Dória escreveu o melhor texto sobre a Veja, mostrando no que ela se tornou.

Pode ser que Nassif esteja certo em suas acusações contra a Veja, ou pelo menos em parte delas. Mas ele passou a adotar o método de jogar merda no ventilador. No caso da Janaína, ele está fazendo acusações pesadas, que não têm fundamento. Eu nunca fui adepto da tese de que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Nassif está virando um herói para muita gente que não gosta da Veja. Talvez seja melhor ter cuidado. O Catão da mídia pode ter pés de barro
Um abraço,
Marcos

Marcos Matamoros em março 13, 2008 9:07 PM


#42

Idelber,
Atarvés do curto diálogo entre vc e o Marco, fui atrás de conhcer este site torre de marfim e ver a discussão. FIquei um pouco impressionado com o teor da agressividade e intransigência do diálogo negado pelos "donos" do Blog com auxílio de alguns comentaristaS. e realemnte O Marco primou pelo respeito muito além do que a outra parte colocava. Mas meu questionamento ao ver o site da Janaína e deles, é que existe uma postura que desqualifica o Nassif ( que embora não use o dicsurso baixaria do R.A., é de conteúdo semelhante), e que o Site do torre repercute e concorda, e no site da Janaína nota-se que ela tem uma posição clara na história em relação aos diversos atores do cenário nacional (nada ingênua).
Desculpe pelo post longo, mas acho que esta situação do Torre foi interessante para vermos que a grande questão após a última eleição presidencial é que todos temos posições, e que assumir é muito melhor para o diálogo do que o discurso do "Jornalismo" Isento.

rafael em março 13, 2008 9:16 PM


#43

Idelber, em primeiro lugar parabéns por ter dado eco às notícias do Nassif. Isto já tem crescido há algum tempo, só que agora a própria Veja, processando o jornalista, deu maior visibilidade às denúncias (que sequer sei se procedem).

Parei de ler a revista há um tempão. Mas de vez em quando a folheio em algum consultório médico ou na casa de algum amigo mais perdido. Nisso já achei as seguintes pérolas:
- crítica ao Samuel Pinheiro Guimarães por causa das suas gravatas supostamente "esquisitas" (ou seja, se desqualifica o cara pelo seu jeito de vestir);
- o Mainardi elogiando a Xuxa por fazer um álbum pra pivetada que era uma cópia descarada de outro disco infantil de um norte-americano; Mainardi concluiu, então, que a MPB inexiste;
- um amigo meu disse que havia uma matéria com a seguinte chamada: "70% dos brasileiros são insatisfeitos sexualmente"; lendo a matéria, o dado exato era que "30% dos homens e 40% das mulheres eram insatisfeitos sexualmente"... Ou seja, os caras são bons de conta pra caramba!

A revista é tosca e ridícula. Ponto final. Metade das capas é do tipo: ". Entenda!" O problema é que o jornalista que escreve ou é mal-intencionado ou sabe muito pouco do que está falando. Boicote total à revista!

Cadê o selo?

Abraços,

André em março 13, 2008 9:18 PM


#44

No comentário acima que fiz, quis dizer que metade das capas da revista é "Assunto X. Entenda!". A revista não discute os assuntos, simplesmente os "explica" de uma maneira bem peculiar e preconceituosa.

Abraços,

André em março 13, 2008 9:23 PM


#45

O google apagou a página do nassif. Droga.

Maldita gente incompetente q coloca dossiês extensos em serviços gratuitos!

---

E por tua causa eu me livrei da ressaca na quarta.

Bender em março 13, 2008 9:28 PM


#46

"Por que ainda há gente que insiste em dizer que a esquerda só começou a criticar Veja porque esta faz oposição a Lula se as denúncias anteriores a 2002 estão amplamente documentadas?"

Estranho que o argumento "amplamente documentadas" supra remete o leitor a apenas um texto que menciona um assunto que nada tem a ver com Lula ou governo!

Josemar

Josemar Leite Preté em março 13, 2008 9:36 PM


#47

Amigos,

Por ocasião do debate sobre as últimas reformas constitucionais propostas por Hugo Chaves, ousei defender alguns pontos no torre de marfim e recebi uma resposta grosseira de um dos donos do blog.

Apesar da queda de vendagem, ainda é difícil ficar totalmente longe da Veja. Da última vez que li fiquei sabendo que a elite branca da cidade boliviana de Sta. Cruz de La Sierra é muito moderna e progressista, porque o jornal local estampa oito páginas de coluna social. Concluí que, como os índios Aymarás não têm nenhuma coluna social, não estão preparados para eleger o presidente do país.

Li sua resposta agora, Márcia W. Obrigado pela atenção.

Pode continuar errando no português, Milton Ribeiro, desde que continue acertando no "Porque hoje é sábado".

Ricardo Petrucci Souto em março 13, 2008 9:41 PM


#48

O Nassif está lá no google, sim, Bender.

Milton Ribeiro em março 13, 2008 11:06 PM


#49

Ficou 40 minutos fora.

Idelber em março 13, 2008 11:25 PM


#50

Padeiro,
A Massa está sentindo falta do galo aos sábados.
Saudações!

Homo antiquus em março 13, 2008 11:29 PM


#51

Este sábado tem.

Idelber em março 13, 2008 11:50 PM


#52

Xô, Veja!
Ainda às voltas com aquela carrada de processos de Sarney contra mim (esta semana tive mais uma audiência) meu tempo está muito curto, razão pela qual minhas visitas aos meus blogs preferidos - como o teu - não têm sido constantes.
Mas já estou entrando nesta luta e quero o selo.
Há muito tempo cancelei minha assinatura dessa revista nojenta.

Alcinéa Cavalcante em março 14, 2008 1:56 AM


#53

Caro Ricardo,
Eu fui verificar o seu comentário no post sobre o referendo em que o Chávez foi derrotado. Você recebeu uma resposta irônica, de fato, mas ela não partiu de mim ou do Arranhaponte, os donos do blog. Quem respondeu ironicamente foi o Pablo Villarnovo, um outro comentarista. Os seus comentários serão sempre bem vindos por lá.

PS: Como o Milton Ribeiro, eu também detesto escrever comentários com erros de português. No primeiro parágrafo do meu comentário anterior, a frase correta é "acho que vocês também ficarm putos quando alguém que vocês conhecem e em quem confiam é acusado injustamente de algo que não cometeram, não?". É ridículo corrigir, eu sei, mas não resisto

Abraços a todos,
Marcos

Marcos Matamoros em março 14, 2008 2:03 AM


#54

Para piorar as coisas, errei na correção: o correto é "Acho que vocês também ficam putos quando alguém que vocês conhecem e em quem confiam é acusado injustamente de algo que não cometeu, não?".
Abraços anarfas,
Marcos

Marcos Matamoros em março 14, 2008 2:07 AM


#55

Marcos,

Pensei que o Pablo Villarnovo era um dos donos (também não sei se se usa essa expressão) do torre de marfim.

É claro que não me importo de ser constestado. É que naquele episódio eu pretendia discutir um assunto sério e recebi uma resposta no estilo Veja.

Vou me redimir da injustiça que cometi voltando ao torre de marfim.

Saudações democráticas

Ricardo Petrucci Souto em março 14, 2008 6:33 AM


#56

Sou leitor assíduo do blog do Nassif e enxergo com muita admiração a coragem dele em ter publicado esse dossiê.
Como era de se esperar a Veja reagiu ao seu modo, desqualificando moralmente o Nassif, ou querendo colar nele a imagem de um "petista raivoso" a serviço do governo.
O ponto é que a Veja não conseguiu provar o que o Nassif ganharia com a publicação do dossiê, pior, sequer o Nassif é petista, o que exclui uma eventual partidarização do tema.
Some-se isso ao fato de que a Veja não conseguiu desmontar os argumentos que foram apresentados pelo dossiê e temos a revista mais vendida do país sofrendo uma acachapante derrota em campo e indo apelar ao tapetão.
Nesse "apelar ao tapetão" a Veja tem feito uso de artifícios não muito diferentes daqueles que a Universal utilizou contra a Folha sendo motivo de muito alarde na mídia em geral, mas no caso análogo o silêncio impera absoluto.
Isso só prova que a maior ameaça à liberdade de imprenssa no Brasil são os próprios "empresários da comunicação" que estão impondo uma ditadura dentro das próprias redações.

Hugo Albuquerque em março 14, 2008 5:48 PM


#57

Idelber, sobre a Veja eu publiquei um post sugerindo uma blogagem coletiva... as meninas do Duas Fridas também toparam...
http://serbon.blogspot.com/2008/02/no-d-para-ler.html

Serbão em março 15, 2008 6:45 PM


#58

Idelber, sobre a Veja eu publiquei um post sugerindo uma blogagem coletiva... as meninas do Duas Fridas também toparam...
http://serbon.blogspot.com/2008/02/no-d-para-ler.html

Serbão em março 15, 2008 6:46 PM


#59

Idelber:

Olhando os comentários, percebo que o vitimismo é mesmo a doença infantil do esquerdismo. Primeiro, uns e outro chegam aqui para, com a carinha de chorões que vêm pedir ajuda ao irmão mais velho e mais forte, reclamar da receptividade dos Torreões . Caralho, leio diariamente aquele blog e não tenho o menor receio em dizer que tanto o Marcos quanto o Arranha são incapazes de qualquer grosseria, a não ser que o mané peça. É que tem zezinhos que, quando estão no meio da patota deles, costumam falar grosso e posar de gatão. Só que, ao aportarem em terras estranhas, não agüentam levar um grito mais alto, que saem por aí esperneando, procurando socorro. Vão aprender a se defender, seus manés! Esse vitimismo transparece também quando vossa senhoria a firma que o Na$$if tem sofrido ataques ad hominem. Na-na-ni-na-não. As principais críticas são contra o jornalismo praticado por ele, que proporcionou o pé na bunda da Folha. BASTA DIZER QUE O NASSIF, O NOVO HERÓI DE VOCÊS, PUBLICOU EM SUA COLUNA A ÍNTEGRA DE UM RELEASE DE EMPRESA, MANTENDO ATÉ MESMO OS ERROS GRAMATICAIS. Daí por diante seu declínio foi vertiginoso. Culminando por virar baba-ovo d'O Sombra (sim, aquele mesmo!), seu novo patrão, de quem publicou uma microbiografia, escondendo é claro os capítulos mais interessantes, referentes ao caso Celso Daniel e aos sete cadáveres que ficaram pelo caminho. Isso é ataque ad hominem? Poupem-me. Tudo isso me leva a ler suas diatribes cum grano salis, ainda mais por ele fazer parte de um portal nitidamente chapa-branca e SER DEVEDOR CONTUMAZ DO BNDES.Além disso, é bom que se diga que boa parte de suas denúncias, tomadas acriticamente por verdades inquestionáveis, não passa de especulações, muitas vezes levianas, como no caso da Janaína (vão lá no link por ela indicado, por favor). Essa baboseira toda só ganhou certa dimensão devido ao zeitgeist anti-imprensa insuflado pela irresponsável tese da Mary Leena Shall-we e do Wanderley Guilherme dos Santos. Aquela que vê na grande imprensa ares golpistas contra o governo operário. Só mané cai nessa conversa mole. Meu velho, vai lá no arquivo de Veja e procura a reportagem sobre os grampos do Mendonção. Certamente verás que o modelo de jornalismo (se é criticável ou não é outra pauta) que vocês tanto repudiam já estava lá. O principal Ministro do 1° mandato do Príncipe-Sociólogo caiu por uma fita e uma reportagem que confunde mais do que explica, que deixa muitas coisas no ar. Etérea que só. Dossiê no cu dos outros é refresco, né? Lembram a postura da revista do Minhocarta quando da apresentação do dossiê dos tais aloprados? E à época do mensalão, que a Carta Captal, enquanto pipocava denúncia atrás de denúncia, calada ficava, limitando-se a dar capa sobre Daniel Dantas toda semana? Essa guerra nas telefonias é coisa muito suja para se escolher um lado precipitadamente, sacô? Basta ver o desenrolar dos fatos...Tem mais, tenho certeza que nem você nem o talibanato leram a reportagem sobre o dossiê do Daniel Dantas. Porra, no primeiro parágrafo ela avisa logo a procedência. No corpo, questiona várias vezes sua legitimidade, a ponto de compará-lo à pasta rosa dos tempos do tucanato. Por fim, condena o orelhudo baiano e sua práticas chantagistas. Nada disso é divulgado. Nesse imbróglio todo, o clichê torna-seinevitável: numa guerra quem mais sofre é a verdade. Outra coisa, sinto um quê fascistinha nessa campanha do selo. Com tudo isso, diariamente, continuarei a a dar uns catrancos na MASSA e a comer o BSICOITO FINO na larica...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Abraços

P.s: O Geninh tá querendo nos empurrar pro Brasileirão um lateral-esquerdo de nome Bruno. Presta?

Kbção em março 15, 2008 9:04 PM


#60

Amigos,

A extrema direita continua a mesma.

Anonimato, grosserias, palavrões, muitas acusações, poucos argumentos ou conclusões.

Saudações democráticas.

Ricardo Petrucci Souto em março 16, 2008 2:32 PM


#61

Bobinho, argumentos há às pencas, basta, querendo refutá-los. Deixa de vitmismo, mané!

Kbção em março 17, 2008 5:28 PM


#62

Kbção,

Eu conheço bem essa técnica fascita da provocação que você utiliza. Quer armar um barraco para que não se chegue a nenhuma conclusão.

Não entro nessa. Meu método é o de endurecer sempre, sem perder a elegância jamais.

Posso refutar todas as suas acusações (me perdoe, não apresentou qualquer argumento), principalmente em relação à revista Carta Capital.

Sou assinante da revista e, portanto, sei que todas as suas acusações são infundadas. Basta que se faça uma leitura sem a fúria histérica de torcedor fundamentalista para se concluir que a publicação não adultera e não omite fatos. Esse é o critério para um jornalismo sério.

Nós, os brasileiros, vivemos em um estado de direito democrático, que assegura a todos o direito de opinião.

Logo, você não tem direito que tentar impor sua opinião no grito.

Noto que você é um jovem (de idade) conservador impetuoso que deve andar bradando pela rua contra o bolsa família, contra o MST, contra as cotas para negros nas universidades, defendendo a redução da maioridade penal entre outras coisas.

A minha geração lutou pela democracia e venceu.

Se oriente rapaz, você perdeu!

Saudações democráticas

Ricardo Petrucci Souto em março 17, 2008 7:58 PM


#63

Sobre as referências feitas à Torre de Marfim aqui nesta caixa, sem personalizar nada, eu gostaria de dizer que:

1. Os titulares da Torre, o Marcos e o Arranhaponte, são verdadeiros gentlemen, incapazes de qualquer grosseria. São meus amigos e blogueiros que admiro.

2. Qualquer blogueiro tem direito a seu dia de mau humor no próprio blog. Especialmente nos blogs políticos de algum peso (como este e a Torre, por exemplo), o tiroteio é constante, o questionamento dos leitores nem sempre é polido, e às vezes a gente se irrita mesmo.

E vida que segue.

Idelber em março 18, 2008 12:11 PM


#64

Caro Idelber,
Obrigado pelas palavras gentis. E foi exatamente por você ser meu amigo e dono de um blog que eu admiro que eu resolvi explicar na sua caixa de comentários os motivos da minha reação intempestiva e um pouco grosseira naquele post. Aqui eu também me sinto em casa :).
Um abraço,
Marcos


Marcos Matamoros em março 18, 2008 1:55 PM


#65

Ricardo, contra-argumentos, por favor. Vou resumir o as teses que defendi:

1. A jihad anti-Veja é pós governo Lula, sendo uma espécie de caixa de ressonância da nefasta fatwa decretada pela mulá Shall-we e pelo mulá Wanderley Guilherme dos Santos contra a grande imprensa, chamando-a de golpista e acusando-a de tentar derrubar o presidente operário;

2. O jornalismo de Veja, criticável ou não, continua o mesmo de tempos atrás, quando até mesmo o petê oposicionista a usava na guerra político-partidária. Basta dizer que o principal Ministro do primeiro mandato do Príncipe-Sociólogo caiu graças a uma fita e a uma reportagem nos moldes das publicadas hoje contra o tal governo operário;

3. A reportagem sobre o dossiê de Daniel Dantas no primeiro parágrafo falou da procedência do mesmo, em seu corpo questiou sempre a legitimidade dos documentos (chegando a compará-los com a Pasta Rosa dos tempos da Tucanada) e, no final, condenou as chantagens do orelhudo baiano;

4. Essa guerra das teles tem muita sujeira pra se tomar partido precipitadamente, basta ver o interesse do governo em alterar a legislação para favorecer certas empresas e as ligações apuradas pela justiça italiana entre a Telecom Itália e políticos brasileiros;

5. A revista do Minhocarta virou uma correia de transmissão do oficialismo. Durante o pipocar de denúncias do mensalão, teimava em dar capas para o Daniel Dantas, sem nem mencionar o caso. Ultimamente, após o ministro do planejamento Paulo Bernardo ter citado pela primeira vez o termo CPI da Tapioca, a revista deu capa com o mesmo termo, desdenhando de uma dos problemas que nos tornam bananeiros, o patrimonialismo selvagem. Detalhe, tenho um irmão assinante do panfleto, que parece o Diário Oficial, só que mais coloridinho. As críticas à política econômica do governo, uma das poucas áreas louváveis, só contam contra;

6. As críticas ao Na$$ifra nada têm de ad hominem, têm em mira o jornalismo por ele praticado;

7. A principal função do quarto-poder é cutucar os demais poderes.

Olha, queria lhe fazer algumas perguntas, nada retóricas. Pra vossa senhoria, o que caracterizaria uma pessoa como extrema-direita? Sabe qual é o ideário da extrema-direita mundo afora? Quem, no Brasil, pode ser chamado de extrema-direita? Alguém que defenda a liberação das drogas e a união civi homossexual; que seja ateu e defenda o estado laico; que seja anti-racista e não ache que a raça deva servi para discriminações, sejam positivas ou negativas; que defenda ardentemente as liberdades civis, em especial a de expressão; que apóie o livre trânsito de imigrantes, respeitadas as normas internacionais e que, por fim, defenda a democracia liberal como um sistema menos ruim e repudie qualquer ditadura, seja de esquerda (Cuba) ou de direita (Chile de Pinochet) pode ser chamado de extrema-direita? Idade não confere sabedoria. O Sartre, baita filósofo, depois de velho, rendeu-se ao maoísmo e ao stalinismo. O Heidegger ao nazismo. O centenário Niemeyer ainda paga pau ao Guia Genial dos Povos. Por aí vai...Deixa de lado a verborragia oca e argumente, meu velho!

Abraço

Kbção em março 19, 2008 12:10 PM


#66

Olá, Kbção

Agora você está mais calmo. Merece resposta.

Deixei de ler a Veja em meados dos anos noventa quando notei que a revista passou defender uma ideologia anti-nacional, ridicularizando qualquer proposta para o desenvolvimento autônomo do Brasil. Ou seja, teríamos de aceitar sem discussão as privatizações e o papel que os países centrais nos reservassem no concerto internacinal.

Sequer os colunistas podiam divergir da linha editorial da revista (não é possível que jornalistas inteligentes tenham pensamento exatamente igual e, coincidentemente, sejam contratados pela mesma revista).

Até nossa produção cultural passou a ser ridicularizada, com exceção de algumas coisas de São Paulo, Rio e Salvador.

Quanto à cultura dos países da América Latina (não obstante a revista revelar simpatia por Ménem) nem se fala. Até ao elogiar buscava depreciar. Por exemplo: em uma reportagem enaltecendo Punta del Leste (que nada tem a ver com a cultura latino-americana e sequer uruguaia), Veja ridicularizou o hábito de beber chimarrão.

Ao final dos anos noventa descobri Carta Capital, publicação cuja linha editorial defende o desenvolvimento nacional soberano e sustentável, redistribição de renda com ampliação do mercado consumidor interno e o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, planejador e regulador da atividade econômica.

Não obstante, a revista jamais omitiu ou adulterou fatos ou condicionou a opinião de seus colunistas e jornalistas. O maior exemplo disso é o Delfim Netto, liberal clássico, que em uma coluna defendeu a revolução de 64 (sic), episódo que o dono da revista (e eu também) considera a maior desgraça da história nacional.

A vitória de Lula não alterou em nada a linha editorial da revista.

Sem adulterar e omitir fatos, Carta Capital elogia o que acha certo e critica o que acha errado. As demais publicações semanais somente elogiam o atual governo quando age como o anterior. E, ainda assim, ressaltam que o governo é uma coisa e o PT é outra.

Além das críticas à política macro econômica, que Carta Capital entende como prejudicial à indústria nacional e concentradora de renda, a revista vem divergindo com atual governo em vários pontos. Por exemplo: a lentidão das reformas agrária e tributária; a submissão do governo aos interesses dos grandes grupos de comunicação, com a manutenção do sistema de comunicação social arcáico que admite oligopólios, contrários à Constituição Federal; e a leniência na defesa do meio ambiente.

Quanto aos casos de corrupção no atual governo, Carta Capital noticiou todos, sempre tomando o cuidado de não condenar ninguém sem dar direito de defesa e sem exagerar na dimensão de cada episódio. Carta Capital também nunca deixou de fazer comparações com outros casos de corrupção já ocorridos e que, em virtude do estrato social a que pertenciam os envolvidos, não eram considerados escândalos pela grande imprensa.

Já a disputa pelo controle das empresas de telecomunicações, pelos valores gigantescos que envolve, pela utilização de recursos de fundos de aposentadoria de servidores de estatais, pela utilização de espionagem, é efetivamente um grande escândalo, que tem de ser noticiado, passo a passo, pela imprensa.

Você tem razão, nessa guerra não se pode tomar partido precipitadamente. Eu diria mais, sequer se pode tomar partido, porque ninguém é santo.

Por sinal, a pretensão do governo de alterar a legislação para favorecer alguns grupos, a que você se refere no item "4" de seu post, foi amplamente divulgada por Carta Capital. Inclusive levantando suspeita de que um dos beneficiários de financiamento do BNDES seria o irmão do oposicionista(?) Tasso Jereissati.

Carta Capital também não deixou de denunciar o possível envolvimento de membros do governo com Daniel Dantas, como os ex-ministros José Dirceu e Márcio Thomás Bastos.

Já a Veja parece (não posso afirmar por que não leio) que assumiu o lado de Daniel Dantas!

Por outro lado, as teses que você informa que defende, efetivamente, não são de extrema-direita. Não há dúvida que você é um democrata liberal. Inclusive, eu que me considero democrata de esquerda, somente discordo quanto à discriminação positiva (defendo) e quanto ao liberalismo (defendo o estado como indutor e planejador do desenvolvimento).

Todavia, a utilização de textos violentos (com expressões de baixo calão) e o anonimato são sim métodos de extrema-direita.

Saudações democráticas.

Ricardo Petrucci Souto em março 24, 2008 11:01 AM


#67

Que bom, Ricardo. Algumas ressalvas: os palavrões que uso não são direcionados a alguém, servem mais como interjeições; criticar o anonimato é besteira, pois o que valem são as idéias; o Delfim nunca foi liberal clássico, sempre foi um nacional-desenvolvimentista, basta ver sua atuação na época dos milicos (não é à toa que hoje ele escreve na revista do Minhocarta, seu pensamento econômico coincide com o dela); um liberal clássico jamais defenderia o golpe de 64; acho que o fato de você ter abandonado a Veja antes do Governo Lula (meados dos noventa) corrobora com minha tese de que a linha editorial por ela praticada, criticável ou não, antecede o lulismo e que a jihad só foi decretada porque agora o alvo é o petismo; aliás, a guerra santa não se resume à Veja, inclui todos os órgãos da chamada grande imprensa (Folha, O e A Globo, Estadão...; bom repetir que durante o mensalão a Carta CaPTal não deu uma capa para o escândalo, sempre relativizando-o com a tese da vala comum, ao passo que deu inúmeras capas para o orelhudo baiano; o panfleto chapa-branca ainda insiste naquela conversa mole de luta de classes, elite branca, etc; pesquise no google a opinião de Mino Carta sobre Lula em 1997.

Abraço e Saudações

Kbção em março 25, 2008 4:18 PM


#68

Ao ler o blog, cancelo minha assinatura de Veja, assinatura esta em nome conforme acima.
José Rosa

jose milton rosa em março 31, 2008 10:17 AM


#69

Prezados Senhores,

Lançei meu CD "Palavrando" em 2007, e gostaria de saber como proceder para obter "Critica musical" do mesmo...

desde ja agradeço a atenção.
grato.

Luis Lima em julho 4, 2008 12:45 PM


#70

Inacreditável, eu pensei que não ia aparecer alguém destemido e corajoso para denunciar esse esgoto a seu aberto que se transformou a revista VEJA.

Eu sempre via a forma terrorista com que VEJA perseguia seus desafetos e ficava revoltado, mas eu não tinha voz, não podia registrar o meu protesto, ai o Nassif apareceu.

Nassif, você comprou uma grande briga, mas lembre-se, não importa o que aconteça, você orgulhou a sua familia e honrou a classe jornalística.

Jorge luis aragão mendes em julho 25, 2008 5:42 PM


#71

Esse site é muito interessante !

geane em agosto 25, 2008 5:32 PM


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