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segunda-feira, 05 de maio 2008

Maio de 68 e jabás

Grosso modo, os 40 anos de Maio 68 produziram três reações:

1) “Maio 68 é responsável por todos os males que vivemos hoje: falta de autoridade, relativismo absoluto, crise dos valores”;

2) “Maio 68 é responsável por todas as conquistas das quais o presente pode se gabar: pluralismo, direitos das minorias, laicismo, anti-autoritarismo”;

3) “Maio 68 teve coisas geniais e coisas estúpidas”.

A pior, a mais medíocre, conformista, ignorante e reacionária é obviamente a terceira.


Acompanhei de perto a enxurrada de textos sobre maio de 68 em vários países. Adivinhem onde encontrei o texto mais brilhante. Alan Pauls, mestre como sempre. Leia o texto de Alan e depois confira, no caderno especial (link para assinantes) da Folha de São Paulo, a sucessão de exemplos do que ele chama de “reação medíocre e conformista” ao legado de Maio 68.

*************************************

Jabás vários:

Por iniciativa da extraordinária escritora anglo-egípcia Ahdaf Soueif, e com o apoio de sumidades literárias como Chinua Achebe, John Berger, Mahmoud Darwish, Seamus Heaney e Harold Pinter, inicia-se na quarta-feira, dia 07 de maio, o Festival Literário da Palestina, que levará à Cisjordânia um belo time de escritores. Do material de divulgação do evento: “reconhecendo as dificuldades que os palestinos enfrentam, sob ocupação militar, para viajar em seu próprio país, o festival viajará rumo a seu público, em Jerusalém, Ramallah, Jenin, Belém.” Mais detalhes do site do festival. Salam, Ahdaf.

Você se interessa por quadrinhos? Chegou o blog que vai abafar neste tema. Senhoras e senhores, HQ e Cultura, do meu amigo Afonso Andrade. Bem-vindo à blogosfera, Afonso.

Outro leitor histórico, Alexandre Nodari, também se rendeu à blogagem e inaugura um espaço que merece seu bookmark desde já. Boas vindas também ao Cultura e barbárie Consenso, só no paredão.

Nas minhas andanças por aí, achei mais um blog que me impressionou muito pela qualidade do texto. Bookmark também no Histórias do Brasil. O post sobre a Copa de 1974 é um primor.

Já é de conhecimento da comunidade blogueira musical, mas talvez algum leitor do Biscoito ainda não saiba: Mestre Tom Zé anda blogando a mil (acho que cheguei lá pela primeira vez via Animot).

Para se entender o México e a cultura mexicana, tão diferente da nossa, há um livro fundamental: La jaula de la melancolía. Acabei de inteirar-me de que o seu autor, o grande Roger Bartra, já está blogando há oito meses.

E aí vai uma idéia que seria interessante aproveitar no Brasil: Cuento mi libro, o primeiro vídeo blog de escritores latino-americanos (via Oliverio Coelho que, apesar do sobrenome, não é brasileiro, mas argentino).

Boa navegação.



  Escrito por Idelber às 19:22 | link para este post | Comentários (31)


Comentários

#1

Valdomiro, um ponta-direita que foi hepta-campeão pelo Internacional de Porto Alegre, fez o terceiro gol contra o então Zaire. Este país que já tinha se chamado Congo e Congo-Kinshaza apareceu na Alemanha denominando-se Zaire (mas em todas as versões ele era presidido por Mobutu).
O ridículo que Zagalo passou foi primorosamente apresentado pelo CANAL 100, cine-jornal (é, isso existia) de Carlos Niemeyer, em um filme (de longa metragem) sobre a Copa de 1974. No referido filme Zagalo, em uma primeira cena, afirmava que o time da Holanda não sabia fazer gols de fora da área. Logo em seguida o CANAL 100 presenteava os espectadores com uns 20 gols feitos do meio da rua!
Ao desembarcar no Galeão, Zagalo vociferou contra a imprensa presente. Posteriormente Zagalo deu uma de RC e “apagou” de sua biografia a vergonhosa campanha de 1974!

Paulo em maio 5, 2008 8:47 PM


#2

Estou navegando. Obrigado! Li o Pauls e o Tom Zé. Brilhante o Pauls. infelizmente não entro na Folha. Infelizmente?

E a Bolívia, meu caro?

Abraços.

Milton Ribeiro em maio 5, 2008 9:12 PM


#3

Muito bem lembrado, Paulo. A seleção de Zagallo quebrou vários recordes naquela Copa. Além do maior número de bobagens ditas por um treinador (ele chegou a declarar que não "precisava" assistir VTs da Holanda, já que era ela quem tinha que se preocupar com o Brasil, isto dois anos depois de que o Ajax e a Seleção Holandesa já encantavam a Europa!), Zagallo bateu outro recorde: 192 minutos sem marcar um único gol: 0 x 0 com a Iugoslávia, 0 x 0 com a Escócia, e finalmente o sofrido gol de Jairzinho aos 12 minutos do primeiro tempo contra o Zaire. O Brasil precisava de 3 x 0 e só o alcançou aos 34 do segundo, com o gol de Valdomiro que você menciona. Detalhe: a Iugoslávia havia vencido o Zaire por 9 x 0. O segundo tempo contra a Holanda foi provavelmente o maior baile que o Brasil já levou em Copas, com destaque para a apelação de Luis Pereira.

Idelber em maio 5, 2008 9:29 PM


#4

Milton, meu caro, está na agenda um post sobre a Bolívia. Já recuperado por aí?

Idelber em maio 5, 2008 9:31 PM


#5

Idelber,

a piauí fez uma matéria sobre 68 já tem um tempo:

http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=22&pag=1&anteriores=1&anterior=52007

Abraço

Vinhal em maio 5, 2008 10:05 PM


#6

Idelber,
Valeu pela força. Espero sua visita e comentários lã no blog.

Afonso Andrade

Afonso Andrade em maio 5, 2008 10:54 PM


#7

Idelber, obrigado pelo jabá! Só uma pequena correção: o blog se chama "Consenso, só no paredão". Cultura e Barbárie é o nome do site onde ele tá hospedado (além de ser nome de um Instituto que fundei e que publica a Revista RECRIE).

Maio de 68 na FSP: tirando o texto do Ranciere, todas as demais análises da Folha ficam nesta visão "balanceada". Nem dá vontade de ler os textos na íntegra...

Abraço,

Alexandre Nodari em maio 6, 2008 12:18 AM


#8

Um adendo: fabuloso o texto de Alan Pauls!

Alexandre Nodari em maio 6, 2008 12:33 AM


#9

Alexandre e Afonso, bem-vindos mais uma vez à blogosfera. Sucesso e ânimo sempre!

Valeu o link, Vinhal :-)

Idelber em maio 6, 2008 2:20 AM


#10

Aproveitando que seu post fala de 68 e de jabá, eu fiz um post no meu blog também sobre este ano. Veja em http://avoltadosquenaoforam.wordpress.com/2008/05/05/1968-ou-o-ano-que-nao-acabou-1

Citei você (com o Pauls principalmente) e coloquei uns links para uma série de especiais bacanas do programa "Arquivo N" da Globonews. Inclusive este canal fez um blog só para tratar de 68. Creio que seja legal dar uma conferida.

Abraços,

André em maio 6, 2008 3:27 AM


#11

A terceira é "a pior, a mais medíocre, conformista, ignorante e reacionária" não porque aborda maio de 68, mas porque o suposto equilíbrio e comedimento de opinião podem ser uma escamoteada recusa da análise. Belo texto indicado, Idelber.

Um fato interessante é que é notável esse tipo de equilíbrio medíocre na abordagem do chamado Programa Forte de estudos da ciência, filhote do próprio maio de 68 que disfarça um relativismo radical vestindo a roupa da "simetria".

Danilo em maio 6, 2008 7:30 AM


#12

Olá Idelber,
Você não acha que também exista um reflexo dessa “reação medíocre e conformista”, na"aceitação" à proibição da Marcha da maconha?

fm em maio 6, 2008 8:32 AM


#13

Idelber,
A terceira opção me parece na melhor das hipóteses fruto do desejo de falar sem dizer coisa alguma. Em geral é bem pior que isso; trata-se de anular as diferenças para deixar que o consenso de Washington continue a desfilar os seus tanques, metafóricos e literais, pelo mundo.
Mas é preciso pintar as coisas com matizes mais ricos. Essa história de falar sem dizer nada me lembra aquela história do sujeito que chegou no interior de MG e perguntou a um habitante da cidade:
- O que é que o pessoal daqui acha do prefeito?
- Tem gente que gosta e tem gente que não gosta.
- E você, o que acha?
- É.
Para mim a anedota acima não revela nem hipocrisia nem maldade, nem a “natureza” do mineiro. É exemplo do uso da ambiguidade [e da ironia] como estratégia de sobrevivência [e mesmo combate] em sociedades extremamente violentas e hierarquizadas. Há o outro lado dessa mesma moeda, num par de outros ditados igualmente mineiros, infelizmente pouco conhecidos:
- Que remédio tem quem ama senão por o pé na lama?
- Pata do capeta não deixa rastro no atoleiro.
Adoro esses dois ditados porque acho que eles se completam, não apenas nas referências ao barro e a deixar marcas nele, mas na idéia de que comprometer-se é tomar o caminho do amor, já que o recalque é a estratégia do diabo, diabo aqui no sentido que um outro mineiro, Ribaldo, [fictício mas talvez mais verdadeiro que eu ou você] definiu: “o diabo vige dentro do homem […] solto por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum.”
Abs,
Paulo Moreira
PS. Faço um convite a visitar meu blogue.

Paulo Moreira em maio 6, 2008 12:05 PM


#14

Fala Idelber.

A revista Espaço Acadêmico trouxe, esse número, alguns textos interessantes sobre 68, com textos inclusive sobre os EUA e a China no período.

http://www.espacoacademico.com.br/ o link.

Se puder, dê uma olhada...

Guilherme em maio 6, 2008 1:42 PM


#15

Caro Idelber, sobre o texto do Pauls, sei não. Primeiro porque ele parece acreditar que qualquer análise que não caia num dos dois pólos necessariamente implicaria uma higiênica e covarde "impessoalidade". Nesse sentido, discordo de saída do pressuposto das três reações, em especial porque as duas primeiras me parecem mistificações. Por que diabos uma alternativa não seria analisar as contradições de 68, por exemplo? A energia do movimento da contracultura americana x a fratura entre esquerda intelectual e classe trabalhadora, que tal? Isso significa adotar uma asséptica e arrogante concepção da História, do tipo "teve coisas boas e coisas ruins", ou uma concepção conflitiva e aberta, que vê os fenômenos como processos contraditórios que ganham novas camadas de sentido na memória coletiva? Não te parece que a segunda opção também não incorre em equívoco semelhante, ao tomar seu momento biográfico-geracional (sim, porque em geral 68 é incensado pelos que o viveram, não?) como paradigma político e civilizatório?

João Marcelo Ehlert Maia em maio 6, 2008 6:59 PM


#16

Caro Idelber, sobre o texto do Pauls, sei não. Primeiro porque ele parece acreditar que qualquer análise que não caia num dos dois pólos necessariamente implicaria uma higiênica e covarde "impessoalidade". Nesse sentido, discordo de saída do pressuposto das três reações, em especial porque as duas primeiras me parecem mistificações. Por que diabos uma alternativa não seria analisar as contradições de 68, por exemplo? A energia do movimento da contracultura americana x a fratura entre esquerda intelectual e classe trabalhadora, que tal? Isso significa adotar uma asséptica e arrogante concepção da História, do tipo "teve coisas boas e coisas ruins", ou uma concepção conflitiva e aberta, que vê os fenômenos como processos contraditórios que ganham novas camadas de sentido na memória coletiva? Não te parece que a segunda opção também não incorre em equívoco semelhante, ao tomar seu momento biográfico-geracional (sim, porque em geral 68 é incensado pelos que o viveram, não?) como paradigma político e civilizatório?

João Marcelo Ehlert Maia em maio 6, 2008 7:00 PM


#17

E perdão pela repetição desnecessária dos posts. E saudações rubro-negras, é claro. Por favor, continue apostando contra, tá dando sorte, rsrsrs.

João Marcelo em maio 6, 2008 7:03 PM


#18

Recuperados!

Obrigado.

Milton Ribeiro em maio 6, 2008 7:14 PM


#19

Grandes dicas, com destaque especial para o Tamzi (Tom Zé me davidbyrnês). Abraço e grato!

jayme em maio 6, 2008 8:05 PM


#20

68: um bando de jovens alienados, ao melhor estilo "idiotas úteis" de Lênin, queimando carros, bancados pelos mesmos que na mesmíssima época trucidavam outros jovens em Praga.

Longa vida a idiotice humana.

Pablo Vilarnovo em maio 7, 2008 10:41 AM


#21

Caro Idelber, chegando a teu blog em busca de notícias sobre o Obama, há algum tempo venho acompanhando os seus posts com entusiasmo, seja pelos temas, seja pela lucidez de tuas idéias. Mas, talvez porque tenhamos atividades profissionais mui distintas (sou professor de economia e milito dentro do setor público), discordo frontalmente de teu post sobre maio de 68. Primeiro porque o esquema simplista de 3 alternativas apresentadas pelo Pauls é do naipe do velho Leo Batista e sua saudosa zebrinha. Infelizmente, desde Marx sabemos que a história é um tanto mais complexa e essencialmente contraditória. Segundo porque ao reduzir o argumento dos analistas de hoje a um anacronismo histórico (...es la posición de quien, a la hora de juzgar algo, no tiene a mano más que una triste herramienta cronológica: ser más joven que lo que juzga) o Pauls parece depositar grande fé no sujeito histórico, como se o julgamento da história fosse mais legítimo quando realizado pelos seus próprios agentes. Ora, é bom lembrar do meia-oito Clode Lefort, fundador da revista 'Socialismo e Barbárie', que dizia que a história se escreve do presente para o passado e, portanto, é constantemente reescrita, à medida em que novos eventos concretos vão dando novo sentido às ações do passado. Terceiro, porque como sugere o desenrolar da história desde 68, muitas daquelas bandeiras estavam encharcadas de um voluntarismo e de uma frivolidade que em muitos aspectos contribuíram para o esvaziamento da política. Movimentos como a descentralização da gestão pública, a proliferação das instâncias de controle social, ou a ideologia do "smal is beautifull", levaram - contraditoriamente - à uma pulverização da política que em última instância a reduz a uma mera questão de técnicas de gestão. Esta nova política, vazia de sentido na medida em que incorpora a demanda de todos e portanto reproduz o status quo, é estéril e incapaz de transformar a realidade. Em suma, a análise coluna-do-meio, que tanto incomoda o Alan Pauls, me parece sim a mais honesta. É verdade que 68 significou uma valiosa ruptura da perspectiva do indivíduo, um rompimento com os padrões comportamentais que herdamos da moral burguesa, um importante marco na luta pela igualdade racial. Entretanto, infelizmente, no grande tempo da história (como pensava Braudel)suspeito que os Valores das manifestações de 68 restarão como uma etapa de transformação cultural que rumava à imperiosa força das leis de mercado. Pluralismo político e livre mercado são, no limite, duas faces do mesmo processo.

Marcelo Manzano em maio 7, 2008 12:34 PM


#22

Fora do tema, gostaria de agradecer a indicação do livro do Risério, obrigado mesmo! Lembra que te falei que estavam faltando algumas páginas? Troquei o livro e terminei, como vc disse, já nasceu clássico!
Outra coisa, vc conhece alguma livraria argentina que venda livros para o Brasil, comprar em dólar pela Amazon é complicado, em peso sai bem mais em conta!
Valeu Idelber, e volta os posts sobre literatura!
ps: Booocaaa! Boocaaa!! Depois de hoje, Bi-campeão na certa!

Gui Losilla em maio 7, 2008 9:29 PM


#23

Olá, prece que não tem a ver, mas tem. Você viu a resposta da Dilma ao aH! que gripe (saúde) pino no senado hoje? Eu não vi na hora, só depois, mas que foi linda, foi!

Maria Andréia em maio 7, 2008 11:09 PM


#24

Gui Losilla: desculpa me atravessar, mas na livraria cultura v. encontra alguns livros argentinos, às vezes mais baratos que lá (ou compensa pelo frete). Se nao tem a Cuspide (www.cuspide.com) ou a Santa Fe (www.lsf.com.ar), mas os fretes são meio salgados, já aviso...

Alexandre Nodari em maio 8, 2008 12:48 AM


#25

Hillary arrega? Ou vai REALMENTE usar aquela tática de bater no Obama até o último segundo?

Gravatai Merengue em maio 8, 2008 10:40 AM


#26

Idelber,
Acho que as prévias de anteontem foram o tiro de misericódia na candidatura de Hillary, concorda? Só falta ela reconhecer isso.
Seria um loucura a cúpula Democrata contrariar a vontade popular e só resta essa esperança à senadora...

Bruno Pinheiro em maio 8, 2008 10:52 AM


#27

A Hillary vai na tática Rocky Balboa: o importante não é ganhar, é lutar os 12 rounds sem morrer no processo.

A essa altura dos acontecimentos, mas nem com intervenção divina ela leva a indicação do partido. Se bem que já se viu coisa mais impossível antes, certo?

Anna C. em maio 8, 2008 11:45 AM


#28

Olá, Idelber, 68 de uma forma ou de outra também forjou nossa Dilma, que brilhou nestes dias...
Se bem que ter como adversário político o Agripinho não complica exatamente a vida ;)

Kelly em maio 8, 2008 4:54 PM


#29

Car@s: obrigado pelos comentários, todos lidos mais de uma vez com atenção, e infelizmente não respondidos por falta de tempo mesmo :-(

Enrolado com tarefas de fim de semestre, acabei largando o blog uns dias e não papeando em tempo ágil o suficiente para que conversássemos mais sobre Maio 68. Em todo caso, fica o agradecimento a todos e o registro das discordâncias :-)

Idelber em maio 8, 2008 7:36 PM


#30

Obrigado por indicar o texto do Alan Pauls -- rendeu um rascunho para minha tese.

César em maio 9, 2008 8:23 AM


#31

Quanta confusão por causa da hipotese 3.Não achei tão ruim,curta,simples,só isso,não é desfocada.
O movimento hippie foi umas das experiencias mais avançadas que houveram ,de convivencia.na historia.Para mim isto foi o mais importante.Beleza o blog,saudações brasileiras.

Felipe Vargas Zillig em junho 2, 2008 5:56 PM


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